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Polícia age rápido e prende um dos suspeitos de assassinar Bombeiro, em guarita da Corporação

Em uma ação rápida, a Polícia Militar prendeu um dos suspeitos de ter participado da execução do sargento do Corpo do Bombeiros, Joselho de Souza Leite, morto no início da tarde desta quinta-feira (30), dentro da guarita do Batalhão da corporação, no bairro de Mangabeira, em João Pessoa, Capital da Paraíba.

O acusado  foi localizado após denúncias anônimas através do Centro Integrado de Operações Policiais (CIOP). Ele é suspeito de ter dado fuga, em uma moto, ao autor dos disparos após os disparos.

O outro suspeito segue foragido. Há informações em redes sociais de que ele teria se matado com um tiro na cabeça, mas a informação não foi confirmada.

Foto: WalterPaparazzo/G1

PB Agora

Marinha vai investigar fotos de supostos militares fazendo sexo dentro de unidade da corporação

fotoO Comando do 1º Distrito Naval da Marinha do Brasil informou, na noite de sexta-feira, que vai abrir um processo administrativo para apurar as circunstâncias em torno de fotos que têm circulado pelas redes sociais e mostrariam dois militares mantendo relações sexuais no interior de uma unidade da corporção. As imagens, que foram enviadas pelo WhatsApp do EXTRA (21 99644-1263 e 21 99809-9952), teriam sido registradas no fim do ano passado, mas só ganharam mais repercussão recentemente.

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De acordo com os testemunhos feitos ao EXTRA, os diversos cliques — que chegam a trazer cenas explícitas — ocorreram dentro do Centro de Instrução Almirante Wandenkolk (CIAW), num espaço que abriga uma academia. A unidade militar fica na Ilha das Enxadas, na Baía de Guanabara, próximo à Ponte Rio-Niterói, que separa os dois municípios.

Ainda segundo esses relatos, a mulher que aparece nas fotos é uma cabo enfermeira. Em parte das imagens, ela veste a camisa de uma equipe de remo da Marinha. O rapaz, por sua vez, seria um sargento recém-ingressado na Escola de Formação de Oficiais da Marinha Mercante (EFOMM). A corporação comunicou que, se os fatos se confirmarem, “serão tratados com todo o rigor que o caso requer”.

 

A Marinha prometeu apurar as circunstâncias em que foram tiradas as fotos
A Marinha prometeu apurar as circunstâncias em que foram tiradas as fotos Foto: Reprodução

 

Veja, abaixo, a íntegra da nota enviada pela Marinha:

“A Marinha do Brasil (MB), por meio do Comando do 1º Distrito Naval, informa que tomou conhecimento, no dia de hoje, da existência de fotografias supostamente envolvendo militares em atos libidinosos, no interior das dependências de uma Organização Militar da Força.

Em observação às normas legais, a MB instaurou o competente processo administrativo para apurar tais fatos, que, uma vez confirmados, serão tratados com todo o rigor que o caso requer.”

 

Parte das imagens chega a mostrar cenas de sexo explícito
Parte das imagens chega a mostrar cenas de sexo explícito Foto: Reprodução

 

Extra

Confissões de ex-PM revelam a rotina de crimes na corporação

ex-pmEntre 2005 e 2009, o então soldado Rodrigo Nogueira, de 32 anos, usou a farda e as armas cedidas pela PM para extorquir dinheiro, torturar traficantes, negociar e vender a liberdade de perigosos assaltantes, julgar e condenar à morte criminosos e suspeitos de crimes, participar de ações da milícia e matar a sangue-frio, sem piedade. É esse o enredo que ele conta em “Como nascem os monstros — A história de um ex-soldado da Polícia Militar do Estado do Rio de Janeiro” (Editora Topbooks), lançado mês passado.

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Rodrigo foi preso em novembro de 2009, condenado por tentativa de homicídio e extorsão. Pela primeira vez, um ex-PM confessa publicamente ter cometido tamanhas atrocidades. No livro, ele criou um personagem, o soldado Rafael, o protagonista, que narra a história em primeira pessoa.

Apesar de ter confessado vários crimes, o ex-PM nega ter praticado justamente os delitos que o levaram a uma condenação total de 30 anos e oito meses de prisão. Uma vendedora ambulante o acusou de ter tentado extorquir dinheiro dela e de ter lhe dado um tiro no rosto, além de estuprá-la. “Ela foi submetida a exame de corpo de delito, que comprovou que não sofreu agressão sexual”, diz Rodrigo, em entrevista por carta.

Sequestro de chefão do tráfico é outro crime cometido por policial

O livro, de 606 páginas, foi escrito em nove meses. Na narrativa, o soldado Rafael começa a metamorfose de ser humano para monstro depois de cometer o primeiro assassinato a sangue-frio. A vítima foi um ladrão que tinha sido atropelado. O policial o mata e simula ter havido tiroteio.

Rodrigo relata no livro como vendeu um fuzil AK-47 apreendido após confronto com traficantes do Morro do Borel, na Tijuca. O comprador foi um chefe de milícia. Apesar de afirmar ter recusado convite para integrar aquela quadrilha, o ex-policial conta também como participou da ação de milicianos numa favela contra um grupo de traficantes, cujo chefe foi degolado.

“O PM só vale o mal que pode causar”, escreve o soldado Rafael, que começou a carreira extorquindo o produto do roubo praticado por pivetes e gangues de bicicleta e chegou a participar do sequestro de um dos chefões do tráfico no Rio, que chamou de Rufinol e tem tudo para ser Rogério Rios Mosqueira, o Roupinol. Era um dos maiores fornecedores de drogas do Rio e dominou o Complexo de São Carlos, no Estácio.

Propinas à luz do dia

Quando não conseguiam sequestrar um chefão, policiais cobravam propinas do tráfico, pagas semanalmente, diretamente aos agentes fardados e em carros da polícia, em plena luz do dia. Numa das histórias, Rafael conta que sua equipe invadiu uma favela, dominou o local onde era feita a embalagem da droga e torturou dois traficantes desarmados. Eles foram executados depois que se percebeu que não tinham informações que levassem aos chefes da quadrilha.

Na entrevista, o ex-PM Rodrigo confessa que raramente os policiais que liberam bandidos ou vendem armas a traficantes avaliam o mal que estão causando à sociedade: “O policial que comete esse tipo de crime não pensa nisso. Só o que importa é o lucro”. O PM Rafael, por exemplo, diz no livro que uma vez negociou a liberdade de um ladrão que fora flagrado, na porta de um banco, esperando para assaltar um cliente. Os alvos de extorsão podem ser também, como mostra o texto, usuários de drogas abordados logo após deixarem uma boca de fumo. Num dos casos, os PMs corruptos arrecadaram R$ 10 mil e US$ 2.500 após flagrarem um empresário norueguês com papelotes de cocaína.

“Alguém precisava dar real entendimento ao que acontece dentro dos quartéis da PMERJ, quais são os fatores que transformam homens comuns, pais de família, em assassinos alucinados”, diz Rodrigo.

 

O Globo