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Instituto de Previdência de Bananeiras lança cordel sobre o trabalho do órgão

cordelO Instituto Bananeirense de Previdência Municipal lançou o Cordel do IBPEM com o lema “Semente de Transformação Social”. A intenção é através da leitura lúdica estimular o conhecimento sobre o instituto.

“O Cordel está sendo distribuído nas escolas como uma forma de incentivar não só a leitura, mas o conhecimento sobre o instituto e sua importância, acredito que as crianças e adolescentes precisam saber a importância da aposentadoria para suas famílias, especialmente em tempos como o atual diante de tanta discursão sobre a aposentadoria”, comentou Augusto Aragão, presidente do instituto.

O Cordel é inspirado na obra de Newton Moreira, Cordel “Sabedoria e emoção em uma aula de extensão”.

O que é o IBPEM?

Explico com paciência

É um órgão, ou melhor,

Instituto de previdência

 

Seu objetivo é bem simples:

Ajudar nossa sociedade

Assegurando os direitos

Dos servidores da nossa comunidade

 

Melhor que o INSS

Nos trouxe muita alegria

Você não perde nenhum direito

Quando chega o tempo da aposentadoria

 

Criando em mil novecentos e noventa e um

Para o servidor municipal

Baseado no artigo 40

Da constituição Federal

Este é apenas um trecho do Cordel, seus folhetos podem ser encontrados na sede do instituto localizado no prédio da prefeitura municipal.

O instituto tem atualmente como o presidente Augusto Carlos Bezerra Aragão, diretora financeira Josiene Nunes Barbosa e diretora de previdência Danniely Cristina, a gestão atual é do prefeito Douglas Lucena.

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Em Solânea tem Teatro? Tem sim senhor… Grupo FascinART promeve o Cordel do Vento

cordelA estreia do espetáculo de Teatro o “Cordel do Vento” acontece nesse sábado dia 6 de abril no cine Teatro Municipal de Solânea a partir das 19h. A peça será promovida pela Cia. Artística FascinART a companhia de artistas da cidade.

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Cordel do Vento

Sinopse

Datada no final dos anos 80 com personagens viventes de nossas tradições, seu José conta uma divertida historia que se passa no interior profundo do nordeste Brasileiro numa cidadezinha chamada de xique-xique, Uma farsa com traços de comedia a peça nos convida a uma viagem para o tempo de nossa cultura, resgatando costumes e crenças de uma verdade inquestionável para a raiz de nossa Nordestinidade, histórias que nos contam os primórdios de diferentes superstições. Uma comedia com traços míticos de romantismo que conta profecias de destruição, ousadia no roubo de santo Antônio do altar da igreja e a paixão de uma menina pelo vento.

cordel1Nesse Sábado dia 6 de abril a partir das 19h no Cine Teatro Municipal.

Teremos também a participação especial do repentista Auremir Caetano e Cia. Que vai poetizar nossa cultura com sua viola.

Uma noite de muita cultura para todos nós!

Ingressos à venda na sede da Diretoria de cultura ao lado do Cine Teatro Municipal, e na lan house Inforservif (Franscisco) proxima ao banco do Basil.

Adquira o seu:

– 5,00 Inteira
– 2,50 Meia

A equipe de marketing estará nessa sexta feira sorteando 4 ingressos nas emissoras de Radio, Integração do Brejo e Correio da serra Fm.
Venha participar de mais esse momento lindo de nossa cultura:

cordel2Apoio:
PREFEITURA MUNICPAL DA SOLÂNEA:
Dicult – Diretoria de Cultura e,

Secretaria de assistência e Cidadania.

Tiago Salvador

Presidente da Cia. FascinART e Diretor do espetáculo “cordel do vento”.

 

Cordel de Fábio Mozart é objeto de projeto de lei na Câmara de Mari

CulturaO cordel “Mari, Araçá e outras árvores do paraíso”, de Fábio Mozart, será inserido na grade curricular da rede de ensino do município de Mari. É o que propõe projeto de lei que será apresentado pelo vereador Gugu Xavier (PTdoB) na primeira sessão da Câmara de Vereadores de Mari, no dia 19 de fevereiro.
Na justificativa, o vereador explica que a literatura de cordel é um veículo de fabuloso fomento à identidade regional, tendo nas camadas populares seus mais constantes e fiéis consumidores, sendo através dos tempos valorizada e cultuada como a verdadeira e autêntica literatura nordestina, o livro de bolso do povo da região. “O estudo de nossa história através do cordel “Mari, Araçá e outras árvores do paraíso”  vem recuperar nossa identidade, com ótimo resultado na auto estima do aluno que entrará em contato com o gênero mais identificador de nossa cultura, ao mesmo tempo em que aprenderá sobre os fatos marcantes da história de Mari e seus filhos ilustres”, diz Gugu no documento.
O vereador é filho do poeta repentista José Xavier Gonçalves, que teve como parceiros artistas do nível de Manoel Xudu e José Laurentino. “Como filho de poeta, reconheço o valor da obra de Fábio Mozart e sua importância para o estudo da história de minha terra”, disse ele. “Ter o cordel nas escolas pode representar um passo extremamente valioso para o devido reconhecimento e resgate desse tipo de literatura e dar à nova geração a oportunidade de apreciar a riqueza e expressividade da nossa cultura”, finalizou Gugu Xavier.
O autor do cordel, Fábio Mozart, foi convidado para presenciar a sessão da Câmara de Mari que apreciará o projeto. “Agradeço ao vereador Gugu Xavier por apresentar este projeto, entendendo o potencial pedagógico da nossa obra para ser utilizada no ambiente escolar, nesta cidade pela qual tenho grande afeição”, disse o poeta.
www.pccn.wordpress.com

Estudantes de cidade gaúcha conhecem e aprendem cordel

A literatura de cordel, mais frequentemente associada ao nordeste brasileiro, também faz sucesso no sul. Projeto desenvolvido na cidade turística de Gramado, na Serra Gaúcha, agradou aos estudantes da sexta série (sétimo ano) do ensino fundamental da Escola Municipal Nossa Senhora de Fátima. A iniciativa, da professora Giovana Cristina Kuhn, foi desenvolvida nos dois primeiros trimestres de 2010.

Além de aprender a produzir textos de cordel, os alunos conheceram a história desse tipo de literatura, origem e principais características. “Os alunos amaram”, revela a professora, que está há seis anos no magistério. Graduada em letras — português e literatura —, ela tem mestrado em análise e métodos literários.

Para que os estudantes obtivessem um conhecimento mais profundo, Giovana abordou as semelhanças do cordel com outras formas métricas, como o repente — ou desafio — e o rap. Outro tema apresentado foi a xilogravura, a arte gravada na madeira, usada na ilustração do cordel. “Depois dessa etapa, aproveitamos cordéis de autores conhecidos, como Patativa do Assaré (Antônio Gonçalves da Silva [1909-2002]), e fizemos a análise literária”, explica a professora. Por último, os alunos produziram os próprios cordéis, que foram divulgados no mural e publicados no blog da escola.

Giovana lamenta não ter havido grande interesse de outros professores pela interdisciplinaridade. “Seria muito válido se tivesse acontecido, e o projeto teria maior abrangência”, avalia. Ela diz que gostaria de ter produzido uma encenação, mas não houve tempo.

Interesse — Quanto à receptividade dos alunos, revela ter sido excelente. “Eles demonstraram bastante interesse, principalmente porque conseguiram notar um parentesco entre o cordel e o rap”, salienta. Entre os resultados positivos obtidos, ela destaca a melhora na escrita no momento da produção textual. “Os alunos perceberam que língua portuguesa também pode ser divertida, alegre e emocionante, como as estórias dos cordéis.”

Na visão da diretora da escola, Mônica Raquel Scariot, o grupo que participou do projeto mostrou-se motivado, participativo e muito empenhado em realizar as atividades. Segundo ela, as turmas foram criativas e apresentaram trabalhos de autoria própria durante o Momento Cultural, uma atividade da escola. “Hoje, nossos alunos conhecem e leem cordéis e têm curiosidade em buscar atividades desse tema para serem trabalhadas nos momentos de leitura”, destaca Mônica. Formada em educação física, com pós-graduação em gestão educacional e 16 anos de magistério, ela está há quatro anos na direção.

Fátima Schenini

Site do Ministério da Educação destaca: Professor leva projeto sobre o cordel a escolas da Paraíba

(foto: cordelnarede zip net)

O professor e cordelista Francisco Ferreira Filho Diniz percorre instituições de ensino públicas e particulares das áreas urbana e rural do município paraibano de Santa Rita e da região metropolitana de João Pessoa, nos turnos da manhã, tarde e noite. Ele conta a história da literatura de cordel, lê e distribui folhetos e promove oficinas de elaboração de cordel. Também canta, acompanhado por um grupo musical.

Com 22 anos de magistério, Francisco dá aulas de educação física na Escola Municipal São Marcus, no distrito de Várzea Nova, em Santa Rita, para alunos do primeiro ao quinto ano do ensino fundamental. Desde 2000, ele desenvolve o Projeto Cordel, de divulgação desse tipo de literatura enquanto veiculo de comunicação, instrumento didático e importante elemento da cultura. Seu trabalho envolve estudantes de todas as idades e a comunidade escolar em geral.

“Quero colaborar para manter viva essa tradição cultural e provar a capacidade que o cordel tem de educar, de debater qualquer assunto, além de entreter e motivar para a leitura”, afirma Francisco. Por meio da literatura de cordel, ele promove palestras sobre temas como educação, justiça social, cultura popular e corrupção.

Durante as oficinas nas escolas, o professor ensina a produzir textos com os elementos indispensáveis do cordel, com respeito às regras fundamentais referentes à métrica, às rimas e aos tipos de estrofes mais comuns (principalmente sextilha, septilha, décima e quarta) e à oração, ou seja, a história.

Memória — Segundo Francisco, o cordel é uma manifestação cultural que aborda a leitura, o canto, o aspecto rítmico compassado das declamações e a ilustração das capas, por meio de xilogravura, desenho, foto ou pintura. Além disso, de acordo com o professor, o cordel possibilita a memorização de fatos históricos ou acontecimentos e deixa um registro na memória nem sempre possível no texto em prosa. “A escola tem de saber desse potencial dos folhetos de cordel para ter em mãos mais uma forma de estimular os alunos à leitura e à reflexão dos mais diversos assuntos”, enfatiza.

Em parceria com Valentim Quaresma, Francisco escreveu seu primeiro cordel, Zumbi, o Heroi do Brasil, em 2000. Decidiu então divulgá-lo nas escolas. A boa aceitação o estimulou a realizar outros trabalhos e a divulgá-los na internet. Com o êxito obtido, decidiu dedicar-se profissionalmente ao cordel.

Ana Júlia Silva de Souza

Literatura de cordel: uma ferramenta estimulante na sala de aula

 

A literatura de cordel tem servido de inspiração para professores e alunos como na Escola Municipal Prefeito Walter Dória de Figueiredo, em Rio Largo, Alagoas. Lá, é desenvolvido o projeto Sinhô Cordel, com estudantes do oitavo ano do ensino fundamental. A rede pública na região metropolitana de Natal também tem utilizado o recurso para estimular a leitura.


foto: onordeste.com

A professora Polyanna Paz de Medeiros Costa é a responsável pelo projeto, que estimula os alunos a participar de várias atividades, como leitura e discussão dos temas explorados pela literatura de cordel; audição de versos declamados pelo cordelista alagoano Demis Santana; produção de cordel e desenhos manuais. Os estudantes também participam de dramatizações de textos de cordel, de autoria própria, ao som de músicas regionais, como do compositor Luiz Gonzaga (1912-1989).

“Os textos cordelistas são grande aliados nas estratégias de leitura e compreensão de fatos da realidade”, defende Polyanna. Formada em letras, com habilitação em português e literatura, especialização em mídias na educação e em novos saberes e fazeres da educação básica, ela está há dez anos no magistério. Polyanna também lecionou e desenvolveu o projeto Sinhô Cordel nas escolas Mário Gomes de Barros, no município de Novo Lino, e Alfredo Gaspar de Mendonça, em Maceió.

A docente ressalta que a literatura de cordel integra o patrimônio histórico do povo nordestino. “Ela é ensinada ao aluno para que ele reconheça que a linguagem é um meio fundamental na construção tanto de significados e conhecimentos quanto da identidade do ser humano”, explica Polyanna, reforçando que o mundo exige mais criatividade, senso crítico e capacidade de interpretação, o que é bastante trabalhado com o cordel.

Rio Grande do Norte

Em Parnamirim, região metropolitana de Natal (RN), a literatura de cordel é estimulada nas unidades de ensino. Além do projeto Cordel na Escola, da secretaria municipal de Educação, algumas instituições desenvolvem experiências próprias como na Escola Municipal Professora Íris de Almeida Matos. Lá, é feito um trabalho com literatura de cordel há três anos.

De acordo com a diretora, Andréia Cristiane dos Santos Xavier, a escola sempre desenvolveu atividades voltadas para a leitura, mas os professores se queixavam da falta de estímulo por parte das famílias. “Isso me causava inquietação”, diz Andréia. Ao constatar que algumas famílias não podiam oferecer instrumentos de leitura, tanto por questões financeiras quanto por falta de interesse, a comunidade escolar acolheu a demanda e iniciou uma mobilização. As primeiras atividades foram um carrinho literário e rodas de leitura.

Após perceber o interesse das crianças, diversos proejtos foram criados até chegar ao Sopa de Letrinhas Sabor Cordel, com o cordelista José Acaci. Ficou acertado, então, que este ano a escola seria uma das instituições participantes do projeto Cordel na Escola, da secretaria de Educação, que a cada ano reúne quatro escolas.

Segundo a diretora, com a realização do Sopa de Letrinhas (projeto que deu origem ao trabalho com cordel) foi possível observar diversas melhorias no comportamento dos alunos. Aumentou o interesse pela leitura, interpretação e escrita de textos, houve desenvolvimento da criatividade e do respeito em ouvir o outro.

Os estudantes também ganharam postura ao se apresentar em público e se tornaram mais participativos. A escola, que tem 500 alunos do primeiro ao quinto ano do ensino fundamental, passou a participar também do projeto Rede Potiguar de Escolas Leitoras, que incentiva a promoção da leitura nas instituições públicas de ensino. (Fátima Schenini)

Grandes nomes do cordel

Os cordelistas escolhidos para estudos em sala de aula são Jorge Calheiros, Davi Teixeira, José Severino Cristovão, Vicente Campos Filho, Gerson Santos, Pedro Queiroz, João Ferreira de Lima, José Pacheco, José Francisco Borges, Pedro Costa e Antônio Gonçalves da Silva.

“O cordel é um tipo de poesia popular, impressa em folhetos e veiculada em feiras ou praças”, define a professora nordestina.

O cordel teve origem em Portugal, por volta do século 17, quando era escrito em folhas volantes, também denominadas folhas soltas. Como tinha um aspecto rudimentar, era comercializado nas feiras, praças e ruas preso a um cordel ou barbante, o que facilitava a exposição.

Fonte: Jornal do Professor/MEC