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Coordenador da campanha de Cássio chama de ‘oportunismo’ a criação de comitê Ricardo/Aécio

efraimO coordenador da campanha de Cássio Cunha Lima (PSDB) para o governo da Paraíba, Fabiano Gomes, chamou de “oportunismo” a criação do comitê Ricardo/Aécio na Paraíba.

Fabiano disse que o projeto, encabeçado pelo deputado federal reeleito Efraim Filho (DEM), lhe causaria “estranheza. Esta posição de Efraim agora, perante o PT, é estranha. Primeiro, que esta posição não aconteceu no primeiro turno. Ele e o pai votaram em Lucélio Cartaxo (PT), candidato ao Senado pela coligação, e agora ele fala em escândalos do PT aparecendo no Jornal Nacional”, acusou Fabiano Gomes.

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Para ele, o mais estranho é o fato de que nenhum comitê deste tipo foi criado durante o primeiro turno.

“Isso aconteceu porque ninguém esperava que Aécio fosse virar o jogo. Não se vê em nenhum lugar. Oportunismo político de quem recebe uma orientação de alguém que sabe que acontece na Paraíba uma onda azul”, declarou.

Efraim respondeu às acusações dizendo que, desde o início da campanha eleitoral, deixou claro para Ricardo Coutinho que estaria apoiando o candidato do PSDB à presidência. “Isso nunca foi segredo. Ricardo mesmo apoiava Marina no primeiro turno. Isso mudou agora. Não vejo incoerência na minha postura”, declarou.

Da Redação com Rádio Arapuan FM

 

Aliados de Ricardo negam denúncia e coordenador diz que Fórum “é uma piada”

CELIOA denúncia protocolada no Ministério Público da Paraíba (MPPB), nesta quinta-feira (25), por membros do Fórum dos Servidores Públicos, sobre suposto esquema de propinas envolvendo secretários estaduais e o irmão do governador Ricardo Coutinho (PSB), gerou reações diversas entre aliados do atual chefe do Poder Executivo.

O coordenador de campanha do PSB, o radialista Célio Alves, utilizou as mídias sociais para comentar sobre a denúncia. Segundo ele, o Fórum dos Servidores age com viés político e que seus membros não representam o funcionalismo público paraibano.

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“Esse fórum de servidores é uma piada. Nem de longe representa a grande maioria dos servidores públicos da Paraíba. Na verdade, age como um partido político, combatendo radicalmente Ricardo Coutinho, o governador que teve a coragem de cortar privilégios dos que se acham os iluminados do serviço público”, postou o coordenador.

Laura Farias negou participação no suposto esquema (Crédito: Arquivo Web)

A superintendente da Companhia Docas da Paraíba, Laura Farias, que tem o nome envolvido na denúncia, negou a participação no suposto esquema de receptação de propina. A gestora prometeu acionar a justiça para apurar os possíveis responsáveis pela publicidade do fato.

“Infelizmente estamos num momento político e factóides são criados. A denúncia é de 2011, já se passaram três anos e eu nunca fui intimada. É uma denúncia falta, que foi publicada em um site internacional de forma clandestina, não posso me posicionar a respeito”, disse.

Entenda
O Fórum dos Servidores protocolou no Ministério Público Estadual (MPPB) pedido de investigação sobre denúncia veiculada na internet, acerca da suposta distribuição de propinas a secretários do Governo do Estado.

Segundo a denúncia, durante blitz de rotina, em junho de 2011, a Polícia Civil interceptou um veículo modelo Fox, placas DYE-5922, flagrado transportando a quantia de R$ 81 mil reais, sacada em agência bancária na cidade de Recife.

De acordo com informações do site, os policiais apreenderam um papel com a orientação para a distribuição do dinheiro, que seria entregue a secretários, além de mais pessoas ligadas ao governo.

O Fórum dos Servidores Estaduais pediu ao MPPB a apuração rigorosa sobre a veracidade das acusações e punição aos responsáveis, caso seja comprovado o ato ilícito, adotará as medidas cabíveis para punir os responsáveis.

 

Ângelo Medeiros
WSCOM Online

Prefeito de Solânea, vereador Paulo Nunes e coordenador da CAGEPA participam de reunião com moradores da Rua Ceará

reuniãoNa noite desta quinta-feira, dia 06 de Março, o Prefeito em exercício Kaiser Rocha, o coordenador da CAGEPA de Solânea Valdeci Evaristo de Andrade e o Vereador Paulo Nunes, participaram de uma reunião organizada pelos próprios moradores da rua Ceará no qual os mesmos reivindicavam a questão do abastecimento de água, calçamento, saneamento e reposição de lâmpadas na comunidade.

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Um dos representantes dos moradores, o senhor Luis Batista dos Santos, abriu a reunião falando das dificuldades que os moradores há anos sofrem com as promessas feitas por inúmeros políticos: “Em tempo de política chegam para dizer que vão calçar a nossa rua e sempre esquecem depois que ganham a campanha”, confessa o morador. Outra questão apresentada foi a falta de água que vem acontecendo na rua chegando a ficar 15 dias sem água.

Moradores compareceram em massa na reunião. Imagem: Sérgerson Silvestre.

Moradores compareceram em massa na reunião. Imagem: Sérgerson Silvestre.

Em relação ao calçamento, na sua fala o vereador Paulo Nunes apresentou um requerimento de sua autoria pedindo que o poder executivo encaminhasse para a Câmara o projeto de calçamento da rua Ceará. “Como legislador, estou fazendo minha parte que é pedir ao Executivo que faça o que é preciso para o bem-estar de todos e um desses benefícios apresentados por mim em forma de requerimento foi justamente o pedido de calçamento da Rua Ceará”, afirma o vereador.

Coordenador da CAGEPA  de Solânea Valdeci Evaristo. Imagem: Sérgerson Silvestre.

Coordenador da CAGEPA de Solânea Valdeci Evaristo. Imagem: Sérgerson Silvestre.

O Coordenador da CAGEPA Valdeci declarou que após receber o requerimento montou uma equipe para analisar o caso da falta de água e foi constatado que a rede que abastecia as residências na rua era diferente da rua Pernambuco que tem sua rede vinda diretamente da tubulação principal da CAGEPA. Foi prometido que no máximo em duas semanas os problemas seriam solucionados.

Na fala do prefeito em exercício Kaiser Rocha, ele afirmou que a iniciativa da comunidade em fazer uma reunião e chamar o poder público era de extrema importância e mostrava o quando os moradores estavam unidos e focados em trazer benefícios não individuais, mas benefícios que iriam trazer bem-estar a todos os moradores. Disse também que era um tempo muito curto a frente da prefeitura.

Abertura da reunião. Imagem: Sérgerson Silvestre.

Abertura da reunião. Imagem: Sérgerson Silvestre.

“Eu estou como prefeito desde o dia 20 de Fevereiro, e estarei devolvendo o cargo no dia 10 de Março para fazer o que é necessário”, afirmou Kayser Rocha. Mas sugeriu que os moradores se organizassem novamente para fazer uma nova reunião pedindo a presença do Prefeito Beto do Brasil e com todos os vereadores para que se pudessem discutir a melhor forma de solucionar os problemas da Rua.

Moradora fazendo suas reivinvicações. Sérgerson Silvestre.

Moradora fazendo suas reivinvicações. Imagem: Sérgerson Silvestre.

Vários moradores tiveram a oportunidade de fazer perguntas para os convidados e no final da reunião foi entregue um abaixo assinado com quase 140 assinaturas dos moradores, Kayser Rocha afirmou que iria repassar ao prefeito Beto do Brasil tudo o que foi discutido durante a reunião e nas suas palavras finais parabenizou aos moradores pela iniciativa, e reafirmou o compromisso de comparecer a próxima reunião.

No encerramento da reunião os representantes da comunidade agradeceram aos jovens Alex Oliveira e Sérgerson Silvestre pelo empenho na realização da reunião e adiantaram o desejo de realizar a próxima reunião para o dia 25 de Março no mesmo local.

Verdade Regional

‘Istoé’ aponta Cássio como coordenador político da campanha de Aécio; oficialização em março

aecioO presidenciável Aécio Neves (PSDB) já começou a montar a equipe que trabalhará com ele durante a campanha eleitoral e como era previsto o nome do senador Cássio Cunha Lima (PSDB) figura na lista na coordenação política e montagem de palanques ao lado de Aloysio Nunes Ferreira. A informação foi publicada na edição desta semana da revista ‘Istoé’.

De acordo com a ‘Istoé’, Aécio Neves deverá oficializar os nomes dos coordenadores da sua campanha dentro de um mês.  O tucano pretende largar na frente na campanha eleitoral e, por isso, já se antecipou na escolha do time que levará para a campanha eleitoral.

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A confirmação do nome de Cássio para a coordenação política da campanha presidencial afasta a tese de uma candidatura própria do PSDB na Paraíba.

 

Luís Tôrres

Coordenador nacional fala das dificuldades para implantar Pastoral da Saúde nas cidades do interior

 

sebastiãoO coordenador nacional da Pastoral da Saúde, Sebastião Venâncio, esteve nesse final de semana na Paraíba e falou, com exclusividade, para o FOCANDO A NOTÍCIA. Ele explicou porque tem sido tão difícil implantar a pastoral em cidades do interior e falou do trabalho desenvolvido pela ação evangelizadora em todo o Brasil.

“Nossa missão aqui é levar para a comunidade e apresentar para a comunidade a Pastoral da Saúde, que muitas vezes as pessoas ouvem falar e pensam que a missão é só visitar doentes. Mas não é só isso. Temos aí uma séria de coisas que a pastoral atua antes mesmo da pessoa estar doente, então é prioridade nossa levar para os rincões o que é a pastoral da saúde e quem é. Deixar de ser essa pastoral que só visita doentes e transformar numa pastoral de emancipação para as pessoas”, explicou Sebastião.

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O coordenador afirmou que a maior dificuldade enfrentada para se instalar a pastoral nas cidades pequenas e longínquas é a financeira. “A pastoral não tem nenhum tipo de convênio, nenhum órgão, nem na esfera federal, nem estadual e nem municipal. A única verba que a pastoral tem é do Fundo Nacional da Solidariedade. Muitas dioceses estão nas grandes cidades, por isso elas também têm dificuldade de estar levando pessoas, assessores para estar formando”, falou.

Sebastião Venâncio também vê na priorização de outras pastorais uma grande dificuldade para se desenvolver a da saúde. “A outra dificuldade é que algumas vezes os padres, os bispos, diante de tanta dificuldade das dioceses, às vezes, por necessidade, prioriza outra pastoral e a da saúde fica escondida”, enfatizou.

Ouça a entrevista completa

Redação/Focando a Notícia

Coordenador Nacional da Pastoral Carcerária fortalece ação dos que atuam nos presídios da Paraíba

Padre Valdir João SilveiraO Coordenador Nacional da Pastoral Carcerária, Padre Valdir João Silveira, enviou correspondência aos que atuam na Pastoral Carcerária da Paraíba, objetivando animá-los e fortalecê-los no trabalho.

Confira na íntegra:

Agentes de Pastoral Carcerária: chamados a ser Profetas.

Não temos o direito de ser sentinelas adormecidas, cães mudos, pastores indiferentes”. (Baseado em Isaías 56,10).

Caro agente de Pastoral Carcerária!

No ano de 2012 e no início de 2013, a nossa Pastoral, a nossa fé e o nosso trabalho foram colocados à prova em vários momentos.

O nosso trabalho tem provocado aversão, revolta, ofensas e até mesmo  prisão dos nossos agentes de pastoral carcerária.

As denúncias das irregularidades, das violências, a luta contra o encarceramento em massa, a campanha pelo veto à ampliação do porte de armas, o combate à privatização do sistema prisional, as denúncias de torturas e maus tratos  no interior das prisões, têm gerado uma série de reações, muitas vezes orquestradas, de parte dos funcionários do Estado que tentam intimidar, afastar e condenar toda ação profética dos nossos agentes de pastoral carcerária.

 

Não temos o direto de ser sentinelas adormecidas. Ao ingressar nos presídios e cadeias  e ver, ouvir e sentir as injustiças e violações de direitos que ali são cometidas, não temos o direito de nos emudecer. Não podemos ser cães mudos; silenciar perante tanta injustiça.

 

As prisões, neste ano que passou, se multiplicaram e o ritmo do aprisionamento de homens e mulheres, da nossa juventude pobre, de baixa escolaridade, desempregada, quando não morta antes de chegar às unidades prisionais, só tem aumentado. A superlotação assola presídios de todos os estados do país. As condições de sobrevivência tornam-se cada vez mais difíceis. Onde deveriam estar contidos oito presos, hoje facilmente se encontram, em vários presídios do Brasil, 40 a 50 pessoas detidas numa cela. Isto acontece sem mudança no quadro de servidores, de técnicos, de médicos, de oportunidade de trabalho e de estudos, de assistência jurídica, e do aumento do material básico  e, em muitos lugares, sem nenhuma assistência a saúde e sem  alimentação suficiente: a quantidade é a mesma para a capacidade inicialmente estabelecida para a unidade e na maioria das vezes de má qualidade.

Somada a esse verdadeiro massacre à população carcerária, por meio da precarização das unidades prisionais, está a política de privatização do sistema prisional, vendida como solução mágica. Por trás dessa ilusão, no entanto, se escondem os objetivos de seguir com o encarceramento seletivo e em massa e de auferir altos lucros por meio das centenas de milhares de pessoas pobres que povoam e povoarão o sistema prisional. Assustadoramente, as cadeias se tornam negócio e as pessoas presas passam a ser tratadas como mercadorias. Objeto de venda e de lucro.

Não condiz com os objetivos da Pastoral Carcerária os seus agentes serem sentinelas adormecidas, cães mudos, pastores(as) indiferentes. As condenações e ofensas recebidas reforçam o compromisso de sermos sentinelas despertas, cães ruidosos, pastores comprometidos. O que não queremos é silenciar quando é preciso falar.

Fazer pastoral carcerária é realizar o trabalho do Pastor, Jesus Cristo, o Bom Pastor,  junto às ovelhas encarceradas, as pessoas presas.

O Bom Pastor é aquele que marca presença. Vive em função do rebanho. Interesses privados, interesses econômicos e interesses politiqueiros não impedirão o agente de pastoral carcerária de dar o sinal quando a justiça estiver comprometida, quando o respeito a pessoa for abandonado.

Não podemos nos envolver nos interesses de nenhum governo ou instituição que trabalhe para o encarceramento dos nossos irmãos e irmãs, sem direito ao exercício da cidadania. Excluídos dos recursos sociais e impedidos de uma vida digna, são criminalizados em massa, por delitos cometidos, muito aquém dos delitos cometidos pelos seus algozes: governantes, juízes, legisladores.

Aprisionam a verdade na injustiça” (Rm 1,18): permitir que estas pessoas sejam, ainda, reduzidas a mera mercadoria, objeto de comércio com a indústria privada, na terceirização dos presídios, e não se indignar, se calar, ficar indiferentes, isto não é permitido ao cristão, aos agentes de pastoral carcerária, pois os desprezíveis, os humilhados, os subjugados, os abandonados deste mundo são os eleitos de Deus; só para eles existem as Bem-aventuranças.

O profeta é aquele que anuncia e denuncia. Anuncia aquilo para o quê o ser humano foi essencialmente criado e denuncia os esquemas que atentam contra a sua vida. Um Profeta é alguém que ilumina: que traz esperança e anima as pessoas.

O que não podemos esquecer é que a profecia parte da dor do que o profeta vê, experimenta e sente. E que a profecia sempre provoca reações. É necessário, também, aprofundarmos a nossa mística para crescemos na missão de profetas, pois o místico prova a sua autenticidade pela persistência que passa pela cruz. É assim que ele se impõe e é ouvido.

O profeta não procura nunca impor a si mesmo, mas é pela doação, com amor ao compromisso assumido, que será verificada e confirmada a autenticidade da sua mensagem. É um trabalho desafiador que necessita ser alimentado e reforçado pela leitura e meditação da Palavra de Deus e pelo contato direto e constante dos irmãos e irmãs a nos confiadas, por Deus, para sermos os seus evangelizadores e as sentinelas dos seus direitos.

Ressalto aqui as palavras que o Papa Paulo VI dirigiu ao nosso saudoso profeta brasileiro, Dom Helder Câmara, mas que também podemos acolher como  palavras dirigidas a nós, agentes de pastoral carcerária: “Continue! Continue! Você tem uma missão a cumprir: pregar a justiça e o amor, como caminho para a PAZ.”[1]

Meus Irmãos e Irmãs, agentes de pastoral Carcerária, não desanimem, não desistam da missão, da cruz a nós confiada por Deus! Carreguemo-la juntos! Tenho certeza de que pesa menos que a dor e o sofrimento que os nossos irmãos e irmãs encarceradas suportam.

Complemento este texto com o relato de uma visita do Bispo Dom Helder Câmara ao Presidio.

“VISITA A CASA DE DETENÇÃO EM 9 de Abril de 1967[2].

Dom Helder reuniu todos os 800 detentos no pátio para assistirem uma missa de páscoa. Estavam presentes, acompanhando Dom Helder, o governador do Estado de Pernambuco, o presidente do Tribunal de Justiça, o secretário de segurança pública o diretor geral da penitenciária. Todas estas autoridades ficaram constrangidas ou irritadas, quando Dom Helder lembrou que aquele presídio havia sido construído para comportar 120 pessoas. “Tinha se transformado numa masmorra desumana com 800 presos, uma vergonha para qualquer governo.”…Terminada a pregação, Dom Helder começou a cumprimentar os presos que lhe estendiam as mãos. Foi caminhando entre eles até chegar ao histórico militante comunista Gregório Bezerra, que do palanque havia percebido no meio da multidão. Os dois não se conheciam pessoalmente, mas Dom Helder ficara chocado ao saber das humilhações que Gregório sofrera ao ser preso, logo depois do golpe militar, conduzido pelas ruas de Recife na carroceria de um caminhão, pés e mãos algemados e pescoço amarrado.

Preso no quartel Gregório seria cruelmente torturado com requintes de sadismo pelo próprio comandante daquela unidade do exército, coronel Villoc, que ainda promoveria um novo desfile pelas ruas com o prisioneiro todo ensanguentado, acoitando-o publicamente e convidando os transeuntes a linchá-lo. Estes acontecimentos foram narrados pelo próprio Gregório Bezerra em suas memórias: “Quando D. Helder terminou a solenidade religiosa, desceu do palanque e começou a atravessar a multidão, andando na direção em que eu me achava. Supus que viesse cumprimentar algumas personalidades que se encontravam perto de mim e assim procurei dar-lhe passagem. Ele parou bem na minha frente e disse: Gregório, meu amigo, eu o estava vendo de longe com a sua cabeça branca e vim cumprimentá-lo. Como vai a sua saúde?

Eu também estava vendo e ouvindo a sua pregação e aproveito para agradecer em nome de meus companheiros e em meu nome pessoal, de todo o coração, os seus pronunciamentos humanitários em defesa dos presos políticos torturados e assassinados nas prisões da ditadura militar terrorista que assaltou o poder em 1964. Nós os prisioneiros políticos jamais esqueceremos a sua voz de protesto contra os crimes praticados pelos militares. Muita saúde e longa vida é o que lhe desejamos de todo o coração. Foi o que pude dizer, surpreendido e emocionado pelo honroso cumprimento.”

O encontro também ficou marcado na memória do arcebispo: “ Em certo momento descobri no meio dos presos, cabeça branca, Gregório Bezerra. Fui direto abraçá-lo. Era um pagamento atrasado pelos açoites públicos que ele recebeu, dias antes da minha chegada `a Recife”. Chorou de emoção o velho forte e me disse : “Se eu tivesse sido solto, minha ALEGRIA não seria muito maior do que a de receber seu abraço, bom pastor.”

 

Fraternalmente,

Pe. Valdir João Silveira

Coordenador Nacional da Pastoral Carcerária – CNBB.



Número de casos de hanseníase no Brasil é alarmante, diz coordenador de movimento dos afetados pela doença

hanseniaseO Brasil é o segundo país do mundo com maior número de casos de hanseníase, segundo a Organização Mundial da Saúde (OMS). Em 2011, o país registrou cerca de 34 mil novos casos da doença, número inferior apenas aos 127 mil casos na Índia, que tem uma população cinco vezes maior.

Segundo o coordenador nacional do Movimento de Reintegração das Pessoas Atingidas pela Hanseníase (Morhan), Artur Custódio, a situação do Brasil é alarmante, principalmente porque há muitos registros da doença em crianças e adolescentes com menos de 15 anos, totalizando 2.420 casos. De acordo com dados do Ministério da Saúde, em 2012 foram detectados quase 29 mil casos de hanseníase no país, dos quais 1.936 em menores de 15 anos.

“É raro hanseníase em criança. Hanseníase em criança significa adulto sem tratamento, significa demanda oculta [casos que não entram nas estatísticas]. Isso é mais criança doente do que todas as crianças doentes de hanseníase somadas da América, África e Europa. O Brasil está com um índice alarmante”, disse Custódio.

De acordo com o Ministério da Saúde, os casos de hanseníase diminuíram 26% entre 2001 e 2011. No entanto, a queda da doença no resto do mundo foi muito mais acentuada, já que, segundo a OMS, em um período de seis anos (entre 2004 e 2010) houve uma redução de 40% nos casos da doença em todo o mundo.

Segundo Custódio, para reduzir essas estatísticas é preciso que os três níveis de governo intensifiquem suas ações na prevenção e no tratamento da doença. Ele defende que sejam realizadas campanhas de conscientização da população e também a qualificação dos profissionais de saúde para atender aos pacientes.

O papel do Ministério da Saúde, para Custódio, consiste em basicamente repassar recursos para os municípios. “Muitas vezes, esses recursos não são nem fiscalizados. Estamos inclusive pedindo ao Ministério Público que fiscalize esses recursos, porque a gente sabe de municípios que não utilizaram esse financiamento ou utilizaram para a compra de outras coisas. A gente precisa de mais, que todas as esferas de governo estejam envolvidas em um processo de eliminação. É preciso colocar isso como uma prioridade na pauta do governo”, disse.

O coordenador da Morhan também critica o ministério por não participar das mobilizações no Dia Mundial e Nacional de Combate à Hanseníase, comemorado nesse domingo (27). “Nos últimos três anos, nos dias mundiais de combate à hanseníase, o Ministério da Saúde não fez nenhuma campanha, não fez nenhum material publicitário novo. O Dia Mundial da Hanseníase foi criado pela ONU [Organização das Nações Unidas] em 1954 porque um dos maiores problemas da hanseníase era a falta de informação e de campanhas educativas. Parece que a gente ainda não aprendeu isso.”

Vitor Abdala, da Agência Brasil

Coordenador da Abraço Nacional critica blog da Rádio Zumbi por “matérias negativas”

 

 

Moreira (Abraço/PB), José Sótter e Fábio Mozart
O blog recebeu a seguinte mensagem de José Sótter, Coordenador Executivo da Associação Brasileira de Radiodifusão Comunitária (Abraço):
Caros Gilberto Bastos e Fábio Mozart:
Estou intrigado com a parcialidade das noticias veiculadas por essa que se diz rádio comunitária Zumbi. Quando é para desqualificar a Abraço, tem-se dado um grande espaço. Agora, quando é pra se divulgar as conquistas da Abraço, não tem espaço nenhum. Gostaria de saber dos coordenadores dessa rádio e blog se é mesmo essa a posição de vocês. Pois nós teremos dado muito espaço na nossa página oficial para repercutir matérias produzidas por vocês.
Não acho correto pegar um e-mail distribuído internamente no movimento e usar o seu conteúdo para fazer uma matéria. Isso tem um fito deliberado.
José Sótter (61) 9964.8439.
Blog responde:

Caro Sótter,

O debate da oposição da Abraço com a atual diretoria não interessa ao nosso público? Claro que sim. Não importa qual a mídia em que circulou o fato; se tem interesse jornalístico, daremos enfoque à notícia, preservando o direito da opinião contrária.
Com todo respeito e admiração que temos por você enquanto militante da causa da radiodifusão comunitária no Brasil, precisamos dizer que essa sua atitude de criticar o blog porque não publica unicamente notícias positivas de sua organização, contextualiza o enfoque dado na matéria, que é justamente a visão “totalitarista” de sociedade, onde o choque dos contrários não pode vir à tona.
Publicamos o que nos chega na área de radcom, seja positivo ou negativo para Abraço ou quem quer que seja. Ontem mesmo (5/6) publicamos matéria favorável à Abraço daqui e alhures.

Você se engana quando afirma que o blog não dá espaço para as divulgações de interesse da Abraço. Basta ler nosso conteúdo.


Esteja à vontade para enviar seus comentários e informações.  
Em tempo: Vamos marcar entrevista por telefone para nosso programa “Alô comunidade”?

Fonte: radiozumbijp
Focando a Notícia