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As estratégias para controlar a ansiedade perto do Enem, segundo psicóloga

Suami Dias/ GOVBA

Faltando pouco mais de uma semana para a primeira prova do Exame Nacional do Ensino Médio (Enem), os candidatos precisam controlar a ansiedade, para não deixar o nervosismo atrapalhar seu desempenho. A professora do Instituto de Psicologia da Universidade de Brasília (UnB) Regina Pedroza diz que a concentração é muito importante para o bom desempenho na prova, mas o candidato deve tentar manter seu cotidiano nos últimos dias antes do Enem.

“Ele tem que continuar estudando, tem que estar concentrado e focado. Mas essa concentração não pode ser algo que vai consumir todas as energias do candidato. Ele tem que continuar com o seu cotidiano, tem que estudar, mas tem que dormir bem, se alimentar bem e se divertir também. Ficar focado não significa que ele deve abrir mão de tudo que faz normalmente”, diz.

Os pais também têm papel importante no controle dessa ansiedade. Segundo a psicóloga, apesar de ser um momento importante, não deve haver pressão por um bom desempenho no Enem. “Os pais têm que entender que a pressão não ajuda, o que ajuda é eles estarem com seus filhos, e isso significa estar acompanhando, estar atento, conversar e, em determinados momentos, permitir que os jovens possam extravasar seu nervosismo, mas sem achar que uma bronca, uma exigência vai ajudar, pelo contrário”, orienta Regina.

A orientadora educacional do Colégio Dínamis, do Rio de Janeiro, Jane Rapoport, diz que agora não é mais o momento de aprofundamento dos estudos, e sim de revisão. “Um estudo aprofundado, neste momento, pode trazer mais ansiedade”. Ela também recomenda que o candidato faça atividades de lazer, para se distrair, mas sempre mantendo o que já está acostumado a fazer. “Não vai jogar futebol se você não tem esse hábito, até porque tem o risco de acidente”.

No dia da prova

Cada candidato deve desenvolver suas próprias estratégias para controlar a ansiedade no dia da prova. “O aluno tem que ter consciência do que é melhor para ele, não existe uma regra para todos. Tem pessoas que se concentram até mascando chicletes, por exemplo, mas para outros isso vai desconcentrar”, afirma Regina, que também é integrante do Conselho Federal de Psicologia.

Outra dica para evitar a ansiedade no dia da prova é conhecer com antecedência o local, ir até lá dias antes, com o mesmo transporte que vai usar na data do exame para calcular o tempo que vai precisar de deslocamento. “O atraso é uma questão muito séria, não há tolerância”, alerta a orientadora Jane.

Estratégias

Para fazer uma prova tranquila, é importante que o estudante tenha uma estratégia para resolver as questões. A dica do professor de matemática Bruno Vianna, do Colégio Mopi, do Rio de Janeiro, é deixar para o final as perguntas que não sabe responde e dar prioridade aos assuntos que domina.

“Quando esbarrar em uma questão que não domina e não sabe como resolver, ele deve automaticamente pular. Com isso, sobra mais tempo para voltar a essas questões e fazer com mais calma, evitando o nervosismo, porque o que é dele ele já garantiu, e o que vier depois é lucro”, diz.

O professor de física da plataforma de ensino Me Salva! Felipe Ben também aconselha os candidatos a não resolverem as questões na ordem em que elas aparecem na prova, fazendo primeiro as questões da matéria em que têm mais facilidade. “Chegou em uma questão que está muito difícil? Circule e volte para ela depois . Não vale a pena perder tempo e sanidade com uma questão impossível quando há uma questão fácil pela frente que precisa ser feita com a cabeça calma”, afirma.

Ele também sugere que os candidatos pratiquem o “desapego” com as questões que já foram resolvidas. “Questão marcada é questão que caiu no passado, parta para a próxima. Não recomendo marcar uma alternativa e ficar relendo a questão várias vezes, desmarcando e marcando de novo”, recomenda o professor.

No primeiro dia de Enem, 5 de novembro, os candidatos vão fazer as provas de redação, linguagens, códigos e ciências humanas. A orientação de Jane Rapoport é fazer primeiro a prova de redação, separando cerca de uma hora para fazer o levantamento de ideias, um rascunho, e passar a limpo. Depois, ao fazer as questões objetivas, é preciso controlar o tempo para não ficar ansioso no final da prova. “Não adianta a gente ter o conhecimento e não gerenciar o tempo”.

No primeiro domingo, os estudantes terão cinco horas e meia para fazer o exame. No segundo domingo, 12 de novembro, as provas serão de matemática e ciências da natureza, com prazo de quatro horas e meia.

 

Agência Brasil

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Como controlar o “colesterol alto” de crianças e adolescentes

Mas crianças e adolescentes podem ter “colesterol alto”?

meninoSim, crianças e adolescentes podem ter colesterol alto. Segundo a Sociedade Brasileira de Cardiologia, cerca de 20% das crianças brasileiras já apresentam colesterol elevado. Os números vêm aumentando nos últimos anos, sendo considerado epidêmico em todo o mundo.

Hoje sabemos que o problema sempre existiu e que os adultos apresentaram doença coronariana, infarto agudo do miocárdio, ou Acidente Vascular Cerebral (AVC) entre os 30 e 50 anos de idade, provavelmente, já apresentavam taxas de colesterol elevadas desde a infância.

Por ser uma doença assintomática nessa faixa etária, e com o intuito de prevenir as doenças cardiovasculares do adulto, a dosagem de colesterol e dos triglicérides passaram a fazer parte da rotina dos pediatras.

O que é colesterol e quais os seus tipos?

Colesterol é um tipo de gordura produzida no corpo humano que, em quantidades adequadas, é necessário para a manutenção da saúde. Chama-se aterosclerose as placas de gordura depositadas nos vasos sanguíneos quando o colesterol está acima do desejado.

Quando dosamos os níveis de colesterol avaliamos:

  • LDL (low-density lipoprotein), conhecido como “colesterol ruim”
  • HDL (high-density lipoprotein), conhecido como “colesterol bom”
  • VLDL& (very low density lipoprotein), também é ruim e está relacionado aos níveis de triglicérides
  • Colesterol total, que é a soma dos três anteriores
  • Triglicérides, que não é um colesterol, mas é também uma gordura e tem seu metabolismo associado ao VLDL. Seus níveis elevados também trazem malefícios ao corpo humano

O que leva crianças e adolescentes a terem níveis altos de colesterol?

Existem quatro diferentes motivos para o aumento do colesterol nessa faixa etária:

  • Maus hábitos alimentares e sedentarismo – o colesterol é responsivo aos hábitos alimentares e aos exercícios físicos. Alimentos ricos em gorduras aumentam o LDL, enquanto aqueles ricos em fibras aumentam o HDL. A prática de esportes aeróbicos também colabora na elevação do HDL.
  • Herança genética – conhecida como hipercolesterolemia familiar, que é uma doença transmitida de pais para filhos por herança genética. É caracterizada por níveis elevados de LDL, independente dos hábitos da criança.
  • Secundária a outras doenças ou medicamentos – algumas doenças, tais como diabetes, obesidade e Síndrome Nefrótica, entre outras, podem elevar o colesterol, assim como o uso de alguns medicamentos, como o Roacutan.
  • Idiopática (sem causa definida) – quando não há histórico familiar de colesterol elevado, erros alimentares nem sedentarismo, considera-se a hipercolesterolemia como idiopática.

Quando iniciar o controle de colesterol?

O médico indicará o momento certo baseado em parâmetros clínicos e do histórico da criança e da sua família. A primeira dosagem deve ser feita em torno dos dez anos de idade. Crianças e adolescentes com um ou mais fatores de risco para aterosclerose devem realizar exames de controle em idade mais precoce. São considerados fatores de risco:

  • Sobrepeso ou obesidade
  • Hipertensão arterial
  • Diabetes tipo 1 ou diabetes tipo 2
  • Outras doenças associadas a aumento de risco cardiovascular, assim como uso de alguns medicamentos
  • Pai com doença cardiovascular ou AVC antes dos 55 anos ou mãe antes dos 65 anos
  • Exposição à cigarro, seja fumante ativo ou passivo

Como controlar?

Hábitos saudáveis são a melhor forma de controlar o colesterol. Dieta pobre em gorduras saturadas e ricas em fibras e ômega 3 é a ideal. As gorduras saturadas são encontradas em carnes vermelhas, leites integrais, óleos, bolachas recheadas, sorvetes e salgadinhos industrializados, por exemplo. Já as fibras estão presentes em frutas, verduras e grãos. O ômega 3 é adquirido através dos peixes – mas não dos frutos do mar, que são muito ricos em colesterol -, sementes e cereais, como a aveia, farelo de trigo e castanhas.

Toda criança deve praticar atividades físicas regulares, de preferência aeróbicas. Atenção: só as aulas de educação física não são suficientes, recomenda-se exercícios com uma hora de duração pelo menos três vezes por semana, além daquelas oferecidas diariamente nas escolas.

O tratamento medicamentoso é indicado, sob orientação médica, para adolescentes acima de dez anos com níveis de colesterol considerados de risco e que não responderam adequadamente à dieta e atividade física recomendada.

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Achar que é possível controlar a vida do parceiro é uma ilusão

casalRecursos para vigiar alguém existem aos montes. Ainda mais hoje em dia, com o excesso de exposição da vida privada nas redes sociais e de aplicativos que permitem divulgar a rotina em riqueza de detalhes, com direito a endereço, horário e companhia. Mesmo quem prefere um dia a dia mais discreto não está imune. Uma busca mais apurada pode facilitar bastante o trabalho de quem tem interesse –ou sente necessidade– de controlar a vida do par.

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Mas por mais que uma pessoa se esforce, conferindo trajetos, fuçando o Facebook de minuto em minuto, telefonando várias vezes ao longo do dia, cercando o outro através de parentes e amigos, dá mesmo para controlar a vida de alguém e saber todos os seus passos?

Para a psicóloga especializada em sexualidade Juliana Bonetti Simão, de São Paulo (SP), a resposta é não. “A percepção de controlar o parceiro é ilusória. Nosso par é aquilo que pode ser e não o que gostaríamos que fosse. Portanto não está a serviço de nossas fantasias de controle”, diz. “O controle da vida daquele que acreditamos amar é algo que, cedo ou tarde, vai acabar indo contra a relação, pois é uma atitude desgastante que só provoca angústia e frustração em ambos”, afirma.

Segundo Maura de Albanesi, psicoterapeuta da capital paulista, quando a pessoa percebe que está sendo fiscalizada, a tendência é criar outros recursos para burlar a vigilância: contas de e-mails diferentes, páginas falsas em redes sociais, apagar rapidamente mensagens, inventar contatos no celular etc. “Para evitar conflitos, acabam utilizando várias ferramentas sem perceber que entraram no jogo do controle, se controlando também”, fala.

Controlar ou cuidar?

Muitas das pessoas que se dedicam a rastrear todos os passos da vida do parceiro o fazem mobilizadas pela ideia de que “quem ama, cuida”. Porém, essa crença é totalmente equivocada, já que cuidar não é sinônimo de controlar.

“Cuidar está relacionado à ação de tratar de algo ou alguém, zelar, preocupar-se, dar atenção, notar, manifestar interesse. Controlar significa vigilância, inspeção, fiscalização, exigir comprovação, domínio. Assim, quem ama cuida, não controla. O controle tem uma intensa necessidade emocional, na qual não há espaço para a necessidade do outro ou para o desenvolvimento do amor”, explica Ana Paula Magosso Cavaggioni, psicóloga da Clia Psicologia e Educação, de São Paulo (SP).

Na opinião de Juliana, antes de sair por aí inspecionando o par, é melhor a pessoa olhar para si mesma e repensar suas escolhas. “Se há certeza do amor que o outro sente, existe confiança. Por isso, há espaço para que cada um tenha uma vida própria dentro do relacionamento”, observa.

Por trás de todo controle excessivo é comum existir um ciúme doentio, que nasce de uma demanda de exclusividade, do desejo de ser tudo para alguém, da situação de não suportar dividir a atenção da pessoa amada com mais ninguém.

“O ciúme traz consigo uma grande angústia de ser excluído e de correr o risco de perder atenção e amor. Mas para amar o outro é preciso, primeiro, amar a si mesmo. Em qualquer relação, amar demais nunca será sinônimo de posse ou de controle”, expõe Raquel Fernandes Marques, psicóloga da Clínica Anime, de São Paulo (SP).

O ciúme normal se baseia em ameaças e fatos reais. Ele não limita as atividades de quem sente ou é alvo e tende a desaparecer diante de evidências. O ciúme extrapola as fronteiras do saudável quando se torna uma preocupação constante e, geralmente, infundada de pessoas que apresentam grande imaturidade em suas relações, chegando, em casos extremos, a ter comportamentos agressivos.

“Indivíduos inseguros e com baixa autoestima nem sempre sentem ciúme por causa de um motivo, pois esse sentimento é um monstro gerado por eles mesmos. Essas pessoas não precisam de inimigos, pois elas se bastam”, fala Raquel.

Efeito bola de neve

Ao acreditar que é possível gerenciar a relação, a pessoa tenta administrar as próprias emoções e angústias, sem considerar o que outro sente, para garantir o sucesso da vida a dois. “Mas nada é garantido. Temos o nosso desejo, mas ele precisa ser recíproco. O máximo que conseguimos gerenciar é a rotina em comum, as despesas, aquilo que é de cunho prático. Sentimentos, de forma alguma, pois não dá para obrigar alguém a amar”, conta Juliana.

Alguns homens e mulheres fazem tanto esforço ao tentar vigiar o par que acabam perdendo o controle da própria vida. Com frequência, sofrem prejuízos profissionais, sociais, familiares e financeiros. “Toda a sua energia pessoal é canalizada no outro e, com isso, suas questões pessoais ficam à deriva. É como uma bola de neve: a pessoa passa a se sentir vazia e busca que o outro a preencha, o que leva a aumentar ainda mais a cobrança”, explica Maura de Albanesi.

Segundo a psicóloga Ana Paula, é importante que aquele que se sente vigiado não alimente a dinâmica doentia e controladora do parceiro, estabelecendo de forma clara os limites de sua individualidade, mantendo atividades e contatos que considere importantes e evitando ceder à pressão para evitar brigas que lhe pareçam infundadas. Ao mesmo tempo, é fundamental procurar conscientizá-lo sobre o caráter destrutivo de seu comportamento para o relacionamento, apoiando-o a buscar ajuda profissional se necessário.

“Não se deve suportar o controle. Ao menor sinal dele, mude a relação rapidamente. É preferível perder uma pessoa a perder a si mesmo”, diz Maura. Já Juliana Simão lembra que toda questão amorosa tem dois lados. “Para alguém controlador, volta e meia existe outro alguém que se deixa controlar, ou seja, há uma autorização para que a relação se configure dessa maneira”, diz.

 

Uol

Cinco formas de reduzir e controlar a taxa de colesterol

colesterol-e-sangueO colesterol é um tipo de gordura que circula na corrente sanguínea e que carrega a fama de vilão pelo fato de, em excesso, aumentar o risco de doenças cardiovasculares, como derrame e infarto. A substância, no entanto, é essencial para algumas funções do organismo, já que ajuda na regeneração dos tecidos e dos ossos e na produção de hormônios sexuais e de vitamina D. Prova disso é que 70% de todo o colesterol presente no corpo de uma pessoa é produzido por seu próprio organismo.

Para circular pela corrente sanguínea, o colesterol precisa se ligar a uma lipoproteína, molécula que contém proteína e gordura. Existem dois tipos dessas moléculas transportadoras: as lipoproteínas de baixa densidade (LDL) e as de alta densidade (HDL) — e são elas que determinam se o colesterol será mais ou menos prejudicial à saúde.

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Enquanto o LDL deposita o colesterol nas paredes das artérias, podendo entupir os vasos e desencadear problemas cardiovasculares, o HDL leva o excesso de colesterol para o fígado para que seja eliminado pelo intestino. Por isso, o colesterol transportado pelas moléculas LDL e HDL é conhecido como colesterol ruim e bom, respectivamente.

Os médicos consideram que os níveis de HDL devem ser de, no mínimo, 60 miligramas por decilitro de sangue e os de LDL não devem ultrapassar 100 miligramas por decilitro de sangue. Em quantidade superior a essa, o colesterol “ruim” pode se acumular nas artérias e formar placas de gordura. “Com o tempo, essas placas reduzem a circulação do sangue que vai para o coração e podem formar coágulos, interrompendo completamente a passagem do sangue, que é a causa do infarto ou derrame cerebral”, diz o cardiologista Luiz Bortolotto, coordenador do Centro de Hipertensão do Hospital Oswaldo Cruz, em São Paulo.

A alimentação é uma importante fonte de colesterol — e a qualidade dos hábitos alimentares é fundamental para controlar os níveis de gordura no sangue. Para garantir que o colesterol não prejudique a saúde, é essencial evitar o consumo de gorduras saturadas, como explica o endocrinologista Alex Leite, do Hospital e Maternidade São Luiz Itaim, em São Paulo. Segundo ele, alguns alimentos ricos nesse tipo de gordura são laticínios e derivados integrais, como leite integral, queijos de coloração mais amarela, manteiga e requeijão, além de carnes gordas, como lombo de porco, picanha, cupim e embutidos.

Praticar atividade física, ingerir alimentos ricos em fibra e parar de fumar também ajuda a controlar o colesterol, reduzindo os níveis de LDL e aumentando os de HDL.

Tratamento — No entanto, existem casos em que as taxas de colesterol não se estabilizam com alimentação e atividade física. As causas para esses problemas podem estar em alguma doença metabólica, como o diabetes e a obesidade, ou na herança genética. “Pessoas que têm familiares com colesterol alto tendem a apresentar taxa elevada de colesterol, independentemente da dieta”, diz Marcelo Paiva, cardiologista do Núcleo de Cardiologia do Hospital 9 de Julho.

O tratamento à base de estatina é o mais utilizado nesses casos: o medicamento inibe a produção de colesterol pelo organismo. Mesmo esses pacientes, porém, devem seguir recomendações básicas para controlar o colesterol.

 

Veja

Aprenda a cuidar da pele oleosa e a controlar o brilho no rosto

A oleosidade da pele é uma das grandes queixas das mulheres – 56% das brasileiras têm pele oleosa, segundo pesquisa feita pela Johnson & Johnson. O clima quente e úmido que prevalece na maior parte do país é um dos responsáveis por mais da metade da população feminina reclamar de oleosidade e o consequente brilho no rosto. Mas alguns cuidados e artimanhas podem manter a pele sequinha durante o ano todo.

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56% das brasileiras têm pele oleosa e se preocupam com a aparência brilhante do rosto. O problema tem solução, veja as dicas de especialistas

 

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Todos os tipos de pele precisam de limpeza, mas para quem tem a pele oleosa, é fundamental. Mas nada de esfregar a pele com sabão até que ela resseque. “Se a higienização remover toda a oleosidade natural que serve como proteção da pele, o organismo irá produzir mais e mais óleo” explica a farmacêutica Mika Yamaguchi. Ou seja: a pele pode ficar ainda mais oleosa se tentarmos ressecar demais. A solução é, então, escolher um sabonete ou espuma de limpeza que seja adequado para pele oleosas, e limpar logo ao acordar, antes de dormir e antes da maquiagem.

Outro problema comum para quem tem pele oleosa é a maquiagem, que não dura intacta por muito tempo. Escolher os produtos certos, no entanto, podem prolongar a vida útil do look. Antes de comprar uma base, por exemplo, é bom examinar o rótulo. Fórmulas sem óleo (ou, em inglês, oil free), são as mais indicadas. E preparar a pele também ajuda. “Primers e BB creams são muito recomendados sozinhos, ou antes da base, pois podem ajudar a manter o aspecto sequinho por mais tempo”, explica a maquiadora Renata Rubiniak. Para retoques durante o dia, existem lencinhos de papel próprios para absorver a oleosidade, assim como pós e cosméticos de controle do brilho.

Embora possa parecer trabalhoso e caro cuidar da pele oleosa, há produtos para todos os bolsos e estilos de vida. Sabonetes e tônicos faciais com enxofre ou ácido salicílico na fórmula, por exemplo, são facilmente encontrados em farmácias e trazem benefícios nítidos na contenção do óleo. Procure os produtos feitos especificamente para pele oleosa – segundo a dermatologista Márcia Linhares, o uso de produtos incorretos para o tipo de pele é um dos maiores erros das brasileiras e pode agravar a situação.

A sabedoria popular costuma dizer que o sol e cosméticos com álcool ajudam a secar a pele, mas é mito. O álcool e o sol ressecam a pele, sim, mas causam o mesmo “efeito rebote” da limpeza exagerada, ou seja, a pele acaba por produz ainda mais óleo.

Além de usar produtos adequados para a pele oleosa, outras medidas ajudam a diminuir o brilho da pele. A alimentação, por exemplo, pode influenciar muito na produção de óleo da pele. Frituras, chocolate e todo tipo de alimento rico em gordura podem aumentar a oleosidade. Por outro lado, uma alimentação balanceada e saudável diminui o aspecto brilhante da cútis.

Apoiar as mãos ou passar os dedos no rosto com frequência é outro hábito que tende a aumentar a concentração de sebo e traz muita sujeira à face, o que pode estimular o surgimento de espinhas. Os cabelos também influenciam na quantidade de óleo: mexer muito com as mãos nos fios e usar o cabelo no rosto – como em cortes com franja – são duas coisas a ser evitadas por quem tem a pele oleosa. O contato com os fios deixa a pele ainda mais gordurosa.

Vale ressaltar que a pele oleosa não é necessariamente uma pele hidratada. Por isso, quem tem este tipo de pele deve usar hidratante no dia a dia. Porém, em vez de creme, prefira usar gel ou sérum hidratante. Um dermatologista pode ajudar a encontrar o hidratante ideal e também ajudar em casos mais extremos de oleosidade. Medicamentos via oral podem trazer muitos benefícios em médio e longo prazo. Neste caso, sempre se trate com acompanhamento médico.

 

iG

Analistas avaliam: governo deve investir na pequena agricultura para controlar inflação

Divulgação / Gov. Piauí
Divulgação / Gov. Piauí

Diante da inflação no preço dos alimentos, que atinge uma variação de 10% desde 2008, o governo brasileiro busca medidas em relação ao abastecimento para tentar conter o aumento.

O governo, por meio do Conselho Interministerial de Estoques Públicos de Alimentos (Ciep), analisa a retomada de mecanismos de regulação por meio do estoque.

Uma medida estudada é a venda direta de alimentos pelo governo em caso de elevação de preços de determinados alimentos ou a criação de uma faixa de preços.

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Assim, o governo poderia intervir caso o preço dos alimentos esteja fora do preço determinado, por meio da ação da Companhia Nacional de Abastecimento (Conab), que compraria ou venderia esses alimentos, com ênfase especial nos que compõem a cesta básica.

Analistas avaliam que cresce os preços dos alimentos porque o governo brasileiro não vê na agricultura um elemento estratégico para garantir a soberania alimentar de sua população, deixando os rumos políticos e econômicos da agricultura nas mãos do agronegócio.

Segundo o presidente da Associação Brasileira de Reforma Agrária, Gerson Teixeira, “os produtos do agronegócio subtraem áreas dos alimentos básicos da população. Nos últimos 10 anos, as áreas de cana e de soja aumentaram em 100%, e houve redução nas área de mandioca, arroz, feijão, trigo. Em 2012, importamos US$ 334 milhões de dólares em arroz, que é 50% do valor aplicado no custeio da lavoura em nível nacional, e US$ 1,7 bilhões em trigo, o dobro do custeio da lavoura da agricultura no Brasil”.

A vulnerabilidade criada pela dependência das importações de alimentos básicos, aliada à falta de incentivos para a produção interna pela agricultura familiar e pela deficiência dos estoques, agrava o processo inflacionário dos alimentos.

Segundo Débora Nunes, da Coordenação Nacional do MST, as medidas do governo só serão efetivas caso leve em conta a agricultura familiar. “Se houver garantia de oferta de alimentos vindos da pequena agricultura, com uma produção diversificada, conjugada com outras medidas que impulsionem a organização e intensificação da produção nos assentamentos e comunidades rurais, resolveríamos grande parte do problema. Mas se as medidas estiverem desagregadas das demais necessidades e políticas, dificilmente terão resultados a curto e médio prazos”, avalia.

Estoques

Os estoques de alimentos, apesar de sua importância tanto em momentos de crise de alimentos, como as secas, quanto para servirem como elemento de regulação do mercado, são praticamente inexistentes no Brasil.

Segundo Valter Israel da Silva, da Direção Nacional do Movimento dos Pequenos Agricultores (MPA), “a política de estoques para controlar os preços para o consumidor primeiramente existia, mas no período do avanço do neoliberalismo foi desmontada. O governo Lula retomou algumas delas, mas os estoques são ínfimos em relação à necessidade. Além disso, há o controle dos estoques de alimentos pelo capital. As empresas particulares compram os alimentos a preços baixos no período de safra dos agricultores, estocam e vendem a preços abusivos na entressafra”.

O controle pelo agronegócio dos estoques afeta diretamente o funcionamento da Conab, já que a formação dos estoques reguladores, que têm como função manter a estabilidade interna dos preços, e dos estoques estratégicos, que garantem o abastecimento alimentar nas situações de insuficiência da oferta interna de alimentos, partem não de um planejamento governamental, mas sim da demanda dos produtores.

“A Conab também é objeto da pressão dos setores do agronegócio. Os estoques são formados em função dos produtores com problemas circunstanciais de renda. Em contrapartida, a Conab faz compras da agricultura familiar. Ela é importante como alternativa de mercado institucional para uma fração dos agricultores familiares, mas ela não tem um alcance para garantir uma política de estoque regulador e estratégico”, afirma Gerson Teixeira.

Programas do governo

Um dos fatores que pode diminuir a inflação dos alimentos e dar mais condições para os agricultores familiares produzirem é o fortalecimento dos programas do governo que garante a comercialização dos pequenos agricultores, como o Programa de Aquisição de Alimentos (PAA) e o Programa Nacional de Alimentação Escolar (PNAE).

“O PAA e o PNAE são importantes do ponto de vista dos produtores e de boa parte da população, principalmente quem está em insegurança alimentar e é beneficiado. No entanto, não são ainda uma política muito abrangentes”, afirma Valter Israel.

A avaliação é que o PNAE deveria passar por uma ampliação de orçamento e reestruturação em seus procedimentos para garantir sua efetividade. “O PNAE depende de interesses de uma comissão local do município, que pode dizer que a oferta não pode ser atendida pela agricultura familiar. O programa fica refém de avaliações tendenciosas. Há projetos de lei para garantir consistência política no PNAE, mas a escala ainda é pequena demais para que esses programas tenham um impacto efetivo nas políticas de abastecimento”, afirma Gerson Teixeira.

Em relação ao PAA, o governo lançou novo edital, que prevê apoio à produção agrícola, beneficiando cooperativas e associações de agricultores familiares, com itens vinculados às atividades produtiva e comercial, como máquinas agrícolas, veículos automotivos e equipamentos de informática.

“O PAA precisa aumentar o limite no valor que pode ser acessado por cada família ao ano ou o teto das cooperativas. Essa operação permite que as famílias ou cooperativas tenham disponível um recurso que serve como capital de giro a ser investido na produção ou na agroindustrialização. E isso só é possível se o governo entender que politicas como esta ajudam no fortalecimento das famílias e investir mais recursos”, propõe Débora.

O Programa Nacional de Fortalecimento da Agricultura Familiar (Pronaf) tem que sofrer alterações. O programa deveria tratar de forma diferenciada aqueles que fazem um modelo alternativo de produção; Atualmente, a sua estrutura induz os camponeses a adotar o modelo de produção mercadológico, que faz uso das mesmas técnicas e ferramentas do agronegócio, como a monocultura e os agrotóxicos.

Para incluir os produtores no meio rural e garantir acesso efetivo ao crédito, o Pronaf precisa enfrentar o problema da burocracia e do endividamento dos produtores muitas vezes impedem que estes sejam beneficiados pelo Pronaf.

Alternativas

Para os movimentos sociais do campo, as saídas para uma política efetiva de estoques e a diminuição da inflação dos preços dos alimentos se dá com mais investimentos na agricultura familiar e na realização da Reforma Agrária.

“Há várias medidas que devem ser tomadas, como a realização da Reforma Agrária, a mudança no atual modelo de produção para um que fortaleça a produção de alimentos saudáveis, com base na agroecologia, garantindo a oferta de alimentos em abundancia em todo país”, ressalta Débora.

“É uma vergonha um país como nosso importar feijão e arroz. Basta ter incentivos e garantir o acesso à terra a quem quer trabalhar nela, que com certeza nós seremos autossuficientes nesses produtos. Dentre esses incentivos está acesso à terra, água e sementes, a criação de uma política de crédito adequada, para incentivar o processo produtivo, com assistência técnica em torno da produção”, afirma Valter Israel.

Para Gerson Teixeira, a Reforma Agrária e os investimentos na agricultura familiar são cada vez mais estratégicos. “Proponho um programa de autossuficiência alimentar, e quando digo autossuficiência não é só a busca do nivelamento entre produção e consumo, mas é a produção mesmo em escala, pois os cenários futuros são sombrios. Um país como o Brasil, tem condição de não apenas ter uma política de soberania alimentar para sua população, mas também de ser solidário com os países que tem dificuldade para isso. É inaceitável que o país não veja essa questão como estratégica”.

Os movimentos sociais cobram também medidas do governo para desenvolver os assentamentos e pequenas propriedades, modernizar a produção e garantir logística para a comercialização.

“Temos que garantir infraestrutura social para a permanência de povo no campo, com educação, água, energia elétrica, sistemas de irrigação, tecnologia adequadas às necessidades da pequena agricultura, como as agroindústrias e as cooperativas”, ressalta Débora.

“A questão logística, que envolve secagem, armazenagem, distribuição, políticas de estoques e de preços mínimos, tem que ser melhorada para que o alimento chegue à população que necessita a preços acessíveis e que o agricultor possa vender a preços justos”, afirma Valter Israel.

 

 

Por José Coutinho Júnior
Da Página do MST

Aprenda a controlar a compulsão por doces

Começar a fazer dieta quase sempre não é fácil. Só de ter que maneirar em alguns alimentos já vem o desânimo, principalmente quando o assunto são os doces.

Uma dieta equilibrada permite que você coma tudo o que quiser, mas sem nenhum exagero. E as besteirinhas, como doces e balas, são os maiores vilões quando a meta é não passar da conta.

De acordo com a nutricionista Roseli Lomele Rossi, da Clínica Equilíbrio Nutricional, pessoas que comem doces todos os dias acham que jamais conseguirão parar com o açúcar, estabelecendo uma espécie de dependência. “Muita gente acredita que não conseguirá manter uma dieta sem a sensação de relaxamento e bem-estar que as guloseimas proporcionam”, afirma.

Mas, já que para tudo na vida dá-se um jeito, é possível se livrar dessa compulsão por açucarados. Siga as dicas da nutricionista e acabe já com esse mau hábito:

Faça um diário alimentar: “Muitas pessoas não se dão conta daquilo que comem”, diz a nutricionista Roseli Rossi. Portanto, se você acha que está exagerado nos doces, que tal montar uma lista com tudo o que você come durante o dia e em quais horários? “Quando você vê o total ingerido em uma lista, percebe que pode haver muitos nutrientes faltando na dieta”, completa a especialista. Se, ao fazer a lista, você notar que tem açúcar de sobra, corra atrás do prejuízo!

como parar? - Foto Getty Images Pare definitivamente ou gradualmente: Isso não é uma regra. Algumas pessoas preferem ser radicais e excluir os doces da dieta por completo para, depois de superado o hábito, inseri-lo na rotina alimentar aos poucos novamente.

Outras preferem o caminho contrário: parar com os doces aos poucos. Segundo a nutricionista, existem casos em que a pessoa sofre de uma espécie de abstinência, ficando nervosa, enjoada ou com dores de cabeça se não comer doces. “Nessas situações, a forma gradual é melhor, pois a seleção de alimentos é naturalmente feita”, aconselha.

substituições inteligentes - Foto Getty Images Procure substituições inteligentes: É importante comer bem do café da manhã até a janta. A nutricionista conta que manter índice glicêmico em níveis normais diminui a vontade por doces. “Ter picos glicêmicos e depois o rebote, ou seja, ficar com o índice glicêmico muito baixo, aumenta a vontade de comer açúcares”, diz.

Hoje, é possível incluir alimentos doces em sua dieta sem apelar para os bolos e tortas pouco saudáveis. Frutas frescas ou desidratadas, chocolate amargo combinado a uma fruta, leite com aveia, mel e canela, geleia light com torrada e cookies integrais são algumas opções que a nutricionista Roseli sugere. É sempre importante manter uma alimentação rica em fibras, pois elas aumentam a saciedade e estabilizam o índice glicêmico. De acordo com a nutricionista Mônica Venturineli, do Hospital Sírio Libanês, as barras de cereais são uma boa fonte de fibras e aumentam a saciedade.  “Contudo, vale ressaltar que as barras cobertas com camada de chocolate devem ser evitadas já que são mais calóricas e ricas em gorduras”, completa.

jejum - Foto Getty Images Fuja do jejum: A fim de perder os quilinhos a mais ou driblar as calorias adquiridas pelos doces, muitos optam por pular refeições ou ficar horas em jejum. Essa é a maior das ciladas. Longos períodos em jejum fazem com que nosso índice glicêmico fique extremamente baixo, nos deixando com mais fome, principalmente por carboidratos e açúcares. “É necessário alimentos com mais qualidade e os doces em menor quantidade, em vez de se acabar no açúcar e depois pular refeições”, explica a especialista. “Isso só trará malefícios à saúde do paciente”.

refeição - Foto Getty Images Não substitua uma refeição por doces: Na mesma linha do jejum, algumas pessoas procuram comer menos no almoço ou no jantar para poder saborear uma sobremesa sem culpa. Essa orientação, porém, está totalmente errada. “Não posso deixar de comer proteína, arroz e feijão só para comer uma torta de morango depois”, diz a nutricionista.

Roseli afirma que muitas pessoas fazem essa troca pensando em calorias, mas 100 calorias de arroz e feijão estão longe de ser equivalente a 100 calorias de bolo de chocolate, já que as respostas metabólicas são diferentes. “O aproveitamento de nutrientes que o seu corpo terá com o arroz e feijão é muito maior”, esclarece.

Por isso, nada de saborear um doce prejudicando uma refeição saudável e equilibrada, que é tão importante para o seu rendimento físico e mental.

doces na dispensa - Foto Getty Images Elimine os doces da sua dispensa: Nada de passar vontade ou conviver com as tentações ao alcance da mão. Evite comprar doces e estocá-los nos armários, geladeiras, gavetas e até mesmo no trabalho. “Muitas vezes, a pessoa alega que compra doces para o filho ou outro membro da família, quando, na verdade, compra pra si”, conta Roseli.

Portanto, é hora de tomar coragem e parar de comprar besteiras. É óbvio que nenhum alimento é proibido, mas o ideal é não comprar aos montes um alimento que você sabe ser inadequado, pois sempre pode surgir um momento de fraqueza. “O fato de possuirmos doces em casa aumenta a tentação em ingeri-los”, diz a nutricionista Mônica, que afirma que o comportamento saudável deve começar na compra e perdurar no dia-a-dia.

doces - Foto Getty Images

Se a vontade for incontrolável… Prefira comer o docinho no período da tarde. Evite ao máximo os doces pela manhã, pois nosso corpo está se desintoxicando e ingerir muito açúcar nesse período dá mais trabalho para nosso metabolismo. Prefira o doce no lanche da tarde em vez de comê-lo na sobremesa, já que o seu organismo está satisfeito da refeição. Por isso, opte por horários entre 17h30 e 18h30.

Fonte: Minha Vida


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