Arquivo da tag: contra

Campanha de vacinação contra febre aftosa é iniciada na Paraíba

O objetivo da vacinação é que os animais da Paraíba é combater doenças nos animais (Foto: Reprodução)

Começou ontem (1), a primeira etapa da vacinação contra febre aftosa na Paraíba.

De acordo com a Secretaria de Estado da Agropecuária e Pesca (Sedap), há no estado um rebanho bovino superior a 1 milhão de cabeças de gado.

Os animais devem ser imunizados até o dia 31 de maio, fim do prazo estabelecido pelo Ministério da Agricultura Pecuária e Abastecimento (Mapa).

As vacinas podem ser compradas pelos criadores em uma revendedora autorizada ou loja de produtos agropecuários devidamente cadastradas.

Após efetuar a compra da vacina e imunizar o rebanho, os criadores têm o prazo de dez dias para declarar a vacinação junto a Defesa Agropecuária, ou nos escritórios do órgão em todo estado, ainda conforme a Sedap.

Desde 2011, o desempenho da Paraíba, em vacinação contra a febre aftosa, ultrapassa a meta de 90% do rebanho. Por esse motivo, desde 2014, o estado recebe o certificado de “Estado livre da febre aftosa com vacinação”, fornecido pela Organização Mundial de Saúde Animal (OIE).

O secretário da Sedap, Rômulo Montenegro, explica que ao manter o cadastro atualizado, o produtor pode ter acesso aos programas do Governo, como distribuição de ração animal, leilões e financiamentos bancários.

“A participação dos criadores deve ser intensa para vacinar cada animal em suas propriedades, isso tem acontecido desde 2011 e o nosso esforço é para que possamos ser livre de aftosa sem vacinação”, disse o secretário.

ClickPB

Acompanhe mais notícias do FN nas redes sociais: FacebookTwitterYoutube e Instagram

Entre em contato com a redação do FN:  WhatsApp (83) 99907-8550. 

E-mail: jornalismo@focandoanoticia.com.br

Vacina contra o câncer de pele desenvolvida no Brasil é testada com sucesso em cobaias, diz estudo

Pesquisador Marcio Chaim Bajgelman, do LNBio, trabalha no desenvolvimento de vacina contra o câncer. (Foto: CNPEM/Divulgação)

Pesquisadores brasileiros desenvolveram uma vacina contra o câncer e obtiveram bons resultados nos testes realizados em camundongos. O resultado foi publicado na revista científica “Frontiers of Immunology”.

A vacina usa células tumorais do próprio indivíduo que receberá o tratamento e secreta citocina GM-CSF, que estimula a proliferação e a maturação de diferentes tipos de células de defesa, para evitar que as células tumorais se multipliquem descontroladamente no organismo.

“A vacina consiste em modificar células tumorais para que produzam imunomoduladores. Estes imunomoduladores estimulam as células de defesa do organismo a identificar e eliminar o câncer”, disse o pesquisador Marcio Chaim Bajgelman, que coordena o estudo no Laboratório Nacional de Biociências, no Centro Nacional de Pesquisa em Energia e Materiais (CNPEM).

Os pesquisadores testaram diferentes combinações de células tumorais geneticamente modificadas para desenvolver a vacina, que foi aplicada em camundongos com câncer de pele. Os resultados foram positivos.

“Nossos estudos demonstraram a possibilidade de curar o câncer em experimentos com animais. Além disso, uma observação interessante foi que animais curados e redesafiados com novos tumores apresentaram uma resposta duradoura, sugerindo-se o desenvolvimento de uma memória imunológica antitumoral”, avalia Bajgelman.

Por que o câncer de pele?

Para o estudo, os pesquisadores injetaram as células tumorais de um melanoma altamente agressivo nos animais. A ideia era colocar os animais em uma situação semelhante ao que acontece com humanos, em que o tumor se desenvolve a partir de células próprias e o sistema imunológico age nestas células.

O resultado mostrou que o sistema imunológico daqueles que tinham recebido a vacina conseguiu responder ao câncer. Em alguns animais, o tumor foi eliminado completamente.

“Sendo assim, animais que não recebem a terapia desenvolvem tumores e animais submetidos a terapia têm o sistema imune estimulado para erradicar o câncer”, diz o pesquisador.

Eles também já trabalham para desenvolver a vacina que funcione com outros tipos de câncer: “Além do modelo de melanoma também estamos investigando outros modelos que utilizam células derivadas de câncer de mama e câncer de próstata. O câncer é uma doença multifatorial que apresenta características que podem variar entre indivíduos, por esse motivo pacientes podem responder de forma diferente aos tratamentos”.

No futuro

Nas próximas etapas no estudo, a vacina será testada em tecido humano proveniente de amostras clínicas de pacientes removidas em cirurgias para avaliar o desempenho in vitro. Se esta etapa for bem sucedida, os cientistas planejam fazer ensaios no que chamam de “animais humanizados”, simulando os efeitos no corpo humano.

“A transferência desta tecnologia para o mercado depende da conclusão destes ensaios pré-clínicos e posterior realização de ensaios clínicos, que seguem requisitos preconizados por comissões e órgãos regulamentadores. Estes ensaios seguem um cronograma padrão, de cerca de 8 anos para chegar ao mercado”, explica Bajgelman.

O trabalho vem sendo conduzido no Laboratório Nacional de Biociências (LNBio), do Centro Nacional de Pesquisa em Energia e Materiais (CNPEM), durante o doutorado de Andrea Johanna Manrique Rincón, sob a coordenação do pesquisador Marcio Chaim Bajgelman.

 G1

Acompanhe mais notícias do FN nas redes sociais: FacebookTwitterYoutube e Instagram

Entre em contato com a redação do FN:  WhatsApp (83) 99907-8550. 

E-mail: jornalismo@focandoanoticia.com.br

Homem morre após colidir moto contra ambulância do Samu na PB

Acidente aconteceu em um trecho da PB-073 / (Foto: Imagem compartilhada no WhatsApp)

Um homem, não identificado, aparentando ter 28 anos, morreu, na noite dessa quinta-feira (8), após colidir a moto que pilotava contra uma ambulância do Serviço de Atendimento Móvel de Urgência (Samu), em um trecho da PB-073, na cidade de Sobrado, na Zona da Mata paraibana, a 42 quilômetros de João Pessoa. O acidente aconteceu por volta das 23h20.

No momento do acidente, a ambulância conduzia um paciente para o Hospital de Trauma de João Pessoa quando foi atingida pela motocicleta.

A vítima estava de capacete, mas não resistiu à gravidade do impacto e morreu na hora. O corpo foi levado para o Instituto de Polícia Científica, em João Pessoa, onde será necropsiado.

Portal Correio

Acompanhe mais notícias do FN nas redes sociais: FacebookTwitterYoutube e Instagram

Entre em contato com a redação do FN:  WhatsApp (83) 99907-8550. 

E-mail: jornalismo@focandoanoticia.com.br

Professores paralisam atividades contra reforma da Previdência

Os professores da UFCG paralisarão suas atividades no dia 19 de fevereiro em protesto contra a reforma da Previdência do Governo Temer. A decisão foi tomada em assembleia geral da categoria, realizada simultaneamente nos campi de Campina Grande, Sumé e Cuité. Os professores também participarão de várias atividades de mobilização durante o Carnaval e de um ato público, pela manhã, na Praça da Bandeira, em Campina Grande, a partir das 9h, no dia 19 deste mês.

A deliberação dos professores ocorreu após avaliação da conjuntura política pela diretoria da ADUFCG e por vários participantes da assembleia. A entidade sustenta que é necessário ampliar o esclarecimento e o alerta para os prejuízos que serão causados pela reforma, tanto aos trabalhadores da iniciativa privada quanto aos servidores públicos.

Sumé

No Campus de Sumé, os professores realizar atividades em conjunto com os movimentos sociais da região, com intervenções nas ruas da cidade e um ato público na feira, no dia 19. Também foi deliberado a organização de um comitê local de mobilização, a produção de um panfleto de esclarecimento a população sobre a reforma, a produção de áudios para a veiculação em carros de som e de faixas.  Será incorporada ao movimento a luta contra o fechamento das escolas rurais.

MaisPB

Acompanhe mais notícias do FN nas redes sociais: FacebookTwitterYoutube e Instagram

Entre em contato com a redação do FN:  WhatsApp (83) 99907-8550. 

E-mail: jornalismo@focandoanoticia.com.br

Câmara de vereadores de Bayeux segue ação contra Berg Lima

Foto: Reprodução / Instagram

A Comissão Processante da Câmara Municipal de Bayeux (CMB), que investiga a denúncia que pode resultar na cassação do mandato do prefeito afastado Beg Lima (sem partido), aprovou nessa segunda-feira (4), por unanimidade, o parecer pela continuidade do processo que apura infração-político administrativa contra ele.

Segundo o procurador jurídico da Câmara, Aécio Farias, com a aprovação do relatório de autoria da vereadora Fracineide Barbosa de Souza, conhecida como França (Podemos), pela continuidade do processo, será aberta uma nova fase de instrução, para aprofundamento das investigações.

Os próximos passos serão a coleta de depoimentos de testemunhas e do próprio prefeito afastado, que foi solto por força de habeas corpus, concedida pelo Superior Tribunal de Justiça (STJ) na terça-feira passada.

O advogado Raoni Vita, que atua na defesa do prefeito afastado, disse que vê com tranqüilidade o início da instrução processual no Legislativo Municipal. Segundo ele, a partir de agora, Berg Lima poderá apresentar provas que comprovam sua inocência e que foi vítima de uma armação. “Confiamos no julgamento final da Câmara pela improcedência da denuncia”, comentou o advogado.

Berg Lima que passou mais de quatro meses preso no 5º Batalhão da Polícia Militar de João Pessoa, no bairro do Valentina, no dia seguinte ao sair da prisão também virou réu após o pleno do Tribunal de Justiça da Paraíba receber a denúncia oferecida pelo Ministério Público Estadual sobre o vídeo em que é flagrado supostamente recebendo propina a um empresário.

Adriana Rodrigues  do Correio da Paraíba

Acompanhe mais notícias do FN nas redes sociais: FacebookTwitterYoutube e Instagram

Entre em contato com a redação do FN:  WhatsApp (83) 99907-8550. 

E-mail: jornalismo@focandoanoticia.com.br

Enfermeiros da PB organizam protesto contra decisão que restringe atuação na Atenção Básica

 O Conselho Regional de Enfermagem realiza nesta terça-feira (17), a partir das 14h uma manifestação contra a decisão judicial que restringiu a atuação da enfermagem na atenção básica.

As manifestações acontecem em todo o Brasil e em João Pessoa, a concentração está marcada para acontecer no Cassino da Lagoa.

O protesto é contra a decisão liminar da Justiça Federal que proibiu que enfermeiros possam requisitar exames durante os atendimentos. A ação foi interposta pelo Conselho Federal de Medicina (CFM) que alegou que “a Portaria nº 2488/2011 do Ministério da Saúde permite, indevidamente, que enfermeiros realizem consultas e exames, usurpando, assim, as atribuições do profissional médico, único habilitado para realizar consultas, exames e prescrever medicamentos”.

O juiz da 20ª Vara da Justiça Federal de Brasília, Renato Borelli, deferiu a tutela antecipada para suspender parcialmente a portaria, “tão somente na parte que permite ao enfermeiro requisitar exames, evitando, assim, que realizem diagnósticos sem orientação médica”.

De acordo com o Coren/PB, essa liminar afeta diretamente o diagnóstico precoce de algumas doenças, como as infecções sexualmente transmissíveis, sífilis congênita e outras anomalias para o bebê e a mãe, e tuberculose, por exemplo, já que os enfermeiros não vão poder mais solicitar exames.

Veja a nota na íntegra:

NOTA DE ESCLARECIMENTO SOBRE DECISÃO LIMINAR SOBRE A PROIBIÇÃO DA SOLICITAÇÃO DE EXAMES

O Conselho Regional de Enfermagem da Paraíba (Coren-PB) vem a público reiterar a orientação do Conselho Federal de Enfermagem (Cofen) acerca da decisão liminar deferida, no dia 20/09/2017, pela 20ª Vara/DF em processo movido pelo Conselho Federal de Medicina (CFM).

Esclarecemos que, nesta quarta-feira (04/10), o juiz que assinou a liminar autorizou ao Cofen o ingresso no processo. A partir de agora, será solicitada a reconsideração da decisão.

Diante dos questionamentos, o Cofen elucida que a Lei 7.498/1986, que regulamenta o exercício da Enfermagem, encontra-se em plena vigência, sendo privativa do enfermeiro a realização de consultas de Enfermagem e “a prescrição de medicamentos estabelecidos em programas de saúde pública e em rotina aprovada pela Instituição de Saúde”.

A solicitação de exames de rotina e complementares é realidade consolidada no Brasil desde 1997, quando foi editada a Resolução Cofen 195/97 (em vigor), contribuindo para a melhoria da qualidade da assistência à Saúde da população brasileira.


A restrição imposta pela decisão liminar proferida no processo movido pelo CFM prejudica a efetividade do atendimento na Atenção Básica e no pré-natal de baixo risco, atrasando ou inviabilizando exames essenciais como VDRL, em um momento crítico no qual o Brasil enfrenta uma epidemia declarada de sífilis, associada a complicações graves, inclusive cegueira e morte neonatal.

O atendimento realizado por enfermeiros (as), dentro dos protocolos de saúde pública, nas linhas de cuidados prioritárias na atenção primária em saúde (APS), vigentes hoje no Brasil, tais como: doenças crônicas não -transmissíveis (HAS e DM), tuberculose, hanseníase, saúde da mulher (rastreio para CA de colo de útero e mana – citologia e mamografia), abordagem sindrômica para as ISTs dentre elas sífilis. Estas ações sofrerão descontinuidade na assistência, além de ferir um princípio básico do SUS, a acessibilidade do usuário, apenas para garantir uma reserva de mercado para a categoria médica brasileira, causando prejuízos graves à população

Desse modo, zelando para que a Enfermagem se resguarde de possível responsabilização Ética e Administrativa, o Coren-PB orienta que, enquanto perdurar a tramitação do processo da decisão liminar, as demandas assistenciais relacionadas à solicitação de exames, incluindo testes rápidos para HIV, hepatites e sífilis não sejam realizadas pelos enfermeiros e encaminhadas à direção de cada Distrito Sanitário, para que seja assegurada a continuidade do tratamento de saúde da população.

Solicitamos ainda, que notifiquem ao Coren-PB através da nossa ouvidoria (corenpbouvidoria@uol.com.br), todas as situações e circunstâncias que acarretem a descontinuidade na atenção aos usuários em decorrência desta decisão, para que possamos junto ao Cofen subsidiar no contraditório da liminar.

 Paraíba.com

Acompanhe mais notícias do FN nas redes sociais: FacebookTwitterYoutube e Instagram

Entre em contato com a redação do FN:  WhatsApp (83) 99907-8550. 

E-mail: jornalismo@focandoanoticia.com.br

PF prende dois em João Pessoa em operação contra tráfico internacional de cocaína

Presos foram conduzidos à sede da Polícia Federal na Paraíba (Foto: Walter Paparazzo/G1)

Dois homens foram presos em cumprimento a dois mandados de prisão pela Polícia Federal no bairro do Altiplano em João Pessoa no início da manhã desta terça-feira (10) durante a etapa na Paraíba da Operação Contentor, que tem o objetivo de combater o tráfico internacional de drogas e está sob a responsabilidade da Polícia Federal de Santa Catarina. Além dos dois mandados de prisão cumpridos, a PF também cumpriu um mandado de busca e apreensão no mesmo apartamento onde os suspeitos foram presos.

Os dois presos foram encaminhados para a sede da Polícia Federal na Paraíba, na cidade de Cabedelo, na Grande João Pessoa, e devem ser transferidos ainda nesta terça-feira para a cidade de Joinville, em Santa Catarina. Conforme a Polícia Federal, os dois suspeitos são de São Paulo e estavam em João Pessoa desde a sexta-feira (6).

A Polícia Federal em Joinville iniciou a operação Operação Contentor no final do anos passado. Desde então, foram feitas cinco grandes apreensões de drogas, inclusive na Bélgica, somando cerca de duas toneladas de cocaína. Além de João Pessoa, a Polícia Federal cumpriu mandados em Joinville (SC), São Francisco do Sul (SC), Itapoá (SC), Garuva (SC), Santos (SP), São Paulo (SP), Recife (PE) e Rio de Janeiro (RJ).

Ordens judiciais foram cumpridas no bairro Altiplano, em João Pessoa (Foto: Walter Paparazzo/G1)

Ordens judiciais foram cumpridas no bairro Altiplano, em João Pessoa (Foto: Walter Paparazzo/G1)

Em paralelo a realização da Contentor, a Polícia Federal também deflagrou uma outra operação com o mesmo objetivo, a operação Oceano Branco. As ações fazem parte de investigações que já levaram à apreensão de mais de 10 toneladas de drogas no Brasil e Europa.

Cerca de 450 policiais federais e 25 servidores da Receita cumprem 104 mandados de busca e apreensão, 45 mandados de prisão preventiva, 15 de prisão temporária, 12 conduções coercitivas, sequestros de bens móveis e imóveis e bloqueio de contas bancárias em Santa Catarina, Rio Grande do Sul, São Paulo, Pernambuco, Paraíba e Rio de Janeiro.

g1

Acompanhe mais notícias do FN nas redes sociais: FacebookTwitterYoutube e Instagram

Entre em contato com a redação do FN:  WhatsApp (83) 99907-8550. 

E-mail: jornalismo@focandoanoticia.com.br

Anvisa suspende importação e uso de lotes de vacina contra Hepatite B

A Agência Nacional de Vigilância Sanitária (Anvisa) suspendeu em todo o Brasil, nesta segunda-feira (29), a importação dos lotes 137Q6010B e 137Q6010C das vacinas conjugadas contra hepatite B e Haemophilus Influenzae tipo B (hib). Além da importação, também foi suspenso o uso das vacinas.

Segundo a Anvisa, testes laboratoriais detectaram que as vacinas “apresentaram resultado insatisfatório para o ensaio de potência do componente diftérico”.

Os lotes suspensos pela Anvisa, 137Q6010B e 137Q6010C, possuem validade para o mês de fevereiro de 2018.

Portal Correio

Acompanhe mais notícias do FN nas redes sociais: FacebookTwitterYoutube e Instagram

Entre em contato com a redação do FN:  WhatsApp (83) 99907-8550. 

E-mail: jornalismo@focandoanoticia.com.br

Polícia Civil começa nova etapa da operação contra fraudes em concursos

Foto: Assuero Lima

A Polícia Civil da Paraíba confirmou, na manhã desta segunda-feira (22), ao Portal Correio, que já iniciou a terceira etapa da Operação Gabarito, responsável por desarticular uma organização criminosa voltada para fraudes em concursos públicos.

De acordo com a delegada Vanderleia Gadi, as atividades desta etapa começam por uma análise mais detalhada dos documentos apreendidos nas duas primeiras fases da operação.

“Por enquanto, ainda não há novos mandados de busca ou de prisão para serem cumpridos. No entanto, esse início da terceira etapa será muito importante para as investigações, pois vamos aprofundar o conhecimento que a polícia já tem e entender ainda melhor como funcionava esse esquema”, explicou a delegada.

Ao todo, 29 pessoas foram presas suspeitas de fazerem parte da quadrilha, entre elas servidores públicos e professores. As investigações apontam que pelo menos 70 concursos tenham sido alvo do esquema, que já movimentou, no mínimo, R$ 21 milhões em estados do Nordeste, Sudeste e Norte.

Na semana passada, o Portal Correio noticiou que a lista de compradores de gabaritos já chega a 70 pessoas, segundo levantamento da polícia. O delegado Lucas Sá informou que seis delas já se apresentaram à Delegacia de Defraudações e Falsificações e não devem ser presas ao longo das investigações.

Lucas Sá ainda disse que membros da quadrilha que ainda não foram presos e pessoas beneficiadas que não se apresentarem serão alvos de novas fases da Operação Gabarito. 

Por Amanda Gabriel

Acompanhe mais notícias do FN nas redes sociais: FacebookTwitterYoutube e Instagram

Entre em contato com a redação do FN:  WhatsApp (83) 99907-8550. 

E-mail: jornalismo@focandoanoticia.com.br

Senado cassa mandato de Delcídio por 74 votos a favor e nenhum contra

delcidioPor 74 votos a favor, nenhum contra e uma abstenção, o plenário do Senado cassou nesta terça-feira (10) o mandato do senador Delcídio do Amaral (sem partido-MS) por quebra de decoro parlamentar.

A única abstenção foi do senador João Alberto (PMDB-MA), presidente do Conselho de Ética do Senado. Dos 81 senadores, cinco não compareceram à sessão: o próprio Delcídio do Amaral; Eduardo Braga (PMDB-AM); Maria do Carmo Alves (DEM-SE); Rose de Freitas (PMDB-ES); e Jader Barbalho (PMDB-PA).

O mandato de Delcidio se encerraria em 2018. Com a decisão do Senado, ele fica inelegível por oito anos a partir do fim do mandato, ou seja, não poderá concorrer a cargos eletivos nos próximos 11 anos. Segundo a Secretaria Geral do Senado, Delcídio é o terceiro senador cassado na história da instituição – os outros dois foram Demóstenes Torres e Luiz Estevão.

Após a sessão, o senador Telmário Mota (PDT-RR) comentou que o placar quase unânime foi um sinal para a sociedade de que o Senado “não passa a mão na cabeça de ninguém”.

ACOMPANHE O FOCANDO A NOTÍCIA NAS REDES SOCIAIS:

FACEBOOK                TWITTER                    INSTAGRAM

“Eu acho que foi uma via sacra porque não foi fácil chegar até aqui. Foi uma votação dramática porque esse não é o propósito do Senado. Agora, também não podemos conviver com uma situação dessas. Com esse resultado, ficou patente que o senador ou o político tem que conduzir a sua vida de acordo com aquilo que está previsto na Constituição”, afirmou.

Questionado se achava que a cassação de Delcídio acendia um sinal alerta entre os demais senadores investigados na Lava Jato, o senador Randolfe Rodrigues (Rede-AC) disse que assim esperava.

“Espero que essa cassação seja, em especial, uma afirmação do Senado de que a conduta parlamentar deve seguir as regras de decoro”, declarou.

Senador preso
Ex-líder do governo no Senado, Delcídio do Amaral foi preso pela Polícia Federal (PF), em novembro do ano passado, por tentar obstruir as investigações da Operação Lava Jato ao oferecer R$ 50 mil mensais à família de Nestor Cerveró para tentar convencer o ex-diretor da Petrobras a não fechar um acordo de delação premiada com o Ministério Público Federal (MPF).

Delcídio se tornou o primeiro senador preso durante o exercício do mandato. Ele foi solto em fevereiro após fechar um acordo de delação premiada com a Procuradoria Geral da República. Ele ficou 87 dias na cadeia.

A decisão de cassar o mandato do senador do Mato Grosso do Sul deverá ser publicada na edição desta quarta (11) do “Diário Oficial do Senado” juntamente com um comunicado convocando o primeiro suplente de Delcídio, o empresário sul-matogrossense Pedro Chaves dos Santos (PSC-MS). O suplente terá até 30 dias para assumir a cadeira de Delcídio.

Para que Delcídio perdesse o mandato, eram necessários, pelo menos, 41 votos favoráveis. O pedido de cassação do ex-líder do governo foi protocolado no Conselho de Ética, em dezembro, pela Rede Sustentabilidade e pelo PPS.

Gravações
A conversa na qual Delcídio oferece um plano de fuga para o ex-dirigente da Petrobras foi gravada por Bernardo Cerveró, filho de Nestor Cerveró. No áudio, o então líder do governo diz que conversaria com ministros do Supremo Tribunal Federal (STF) para que os magistrados intercedessem em favor de Cerveró.

Na delação premiada, o senador cassado citou o nome de vários políticos de expressão nacional, entre eles a presidente Dilma Rousseff, o ex-presidente Luiz Inácio Lula da Silva, o presidente do Senado, Renan Calheiros (PMDB-AL), e o senador e presidente nacional do PSDB, Aécio Neves (MG).

Conselho de Ética
O processo de cassação de Delcídio do Amaral no Conselho de Ética se estendeu ao longo de cinco meses. Desde que foi libertado por ordem do Supremo, o senador se manteve afastado do Senado com consecutivas licenças de saúde. Ele foi convidado quatro vezes a depor no colegiado para se defender, mas, não compareceu em nenhuma delas e o conselho desistiu de ouvi-lo.

No dia 3, o Conselho de Ética aprovou o relatório do senador Telmário Mota (PDT-RR) que recomendava a cassação do mandato de Delcídio. Em seu parecer, o relator defendeu que, pelo conteúdo da gravação, o senador sul-matogrossense infringiu o decoro parlamentar e, por isso, deveria perder o mandato.

A defesa de Delcídio, entretanto, tentou barrar a cassação alegando que o senador não estava exercendo atividade parlamentar quando foi gravado por Bernardo Cerveró. Os advogados do ex-líder do governo também afirmaram que eram bravatas as promessas que Delcídio fez ao filho de Cerveró de que iria pedir a intervenção de ministros do STF para tentar garantir a liberdade do ex-diretor da Petrobras.

Por fim, quando perceberam que era praticamente irreversível a cassação de Delcídio, os defensores propuseram que fosse aplicada uma pena mais branda do que a cassação, como perda temporária do mandato ou censura. No entanto, a proposta foi ignorada pelos senadores.

Delcídio no Senado
A única vez em que Delcídio compareceu no Senado para se defender foi nesta segunda-feira (9). Ele compareceu à sessão da Comissão de Constituição e Justiça (CCJ) convocada para analisar a legalidade do relatório aprovado no Conselho de Ética.

Diante dos colegas de Senado, Delcídio pediu “desculpas” pelo constrangimento que causou aos pares e afirmou que é “acusado de obstrução de Justiça”, mas que isso não é um crime grave.

“Eu não roubei, não desviei dinheiro, não tenho conta no exterior. Estou sendo acusado de quê? De obstrução de Justiça”, enfatizou.

Na ocasião, a análise do processo na CCJ chegou a ser adiada depois que os integrantres da comissão aprovaram, por maioria, um requerimento do senador Aloysio Nunes (PSDB-SP) que solicitava ao Supremo informações adicionais sobre o caso.

Renan Calheiros, porém, barrou a manobra que daria mais tempo a Delcídio. O presidente do Senado condicionou a votação do processo de cassação de Delcídio para pautar para esta quarta-feira (11) a sessão que poderá autorizar a instauração do processo de impeachment de Dilma.

Com o ultimato, os integrantes da CCJ aceitaram apreciar no plenário a legalidade do relatório do Conselho de Ética, liberando o processo para ser votado nesta terça pelos senadores.

Político com perfil técnico
Delcídio do Amaral Gomez, 61 anos, é formado em engenharia elétrica. No começo dos anos 90, ele atuou como diretor da petroleira Shell na Holanda. O ex-líder do governo também foi ministro interino de Minas e Energia no governo do ex-presidente Itamar Franco.

Delcídio atuou ainda como diretor da Eletrosul, empresa pública que cuida do sistema elétrico na Região Sul. Ele também chegou a participar do Conselho de Administração da mineradora Vale.

Depois de transitar em cargos de alto escalão no setor de energia, Delcídio se elegeu, em 2002, senador pelo Mato Grosso do Sul. Em seu primeiro mandato, ele ganhou notoriedade nacional como presidente da CPI dos Correios, que investigou o esquema de compra de votos parlamentares em troca de apoio ao governo Lula no Congresso, o chamado mensalão do PT.

Em 2006, Delcídio concorreu a governador de Mato Grosso do Sul, mas acabou derrotado no primeiro turno. Quatro anos mais tarde, ele se reelegeu para o Senado.

Suplente
Com a cassação de Delcídio, o primeiro suplente do senador, o empresário Pedro Chaves dos Santos (PSC-MS), será convocado a ocupar a vaga aberta no Senado. O suplente terá até 30 dias para assumir a cadeira do ex-líder do governo.

A assessoria de Chaves dos Santos informou ao G1 que ele tem a intenção de assumir o mandato que se encerra em 2018.

Formado em Economia pela Universidade Estadual de Campinas (Unicamp), Pedro Chaves dos Santos é empresário do ramo da educação em Mato Grosso do Sul. Ele fundou um grupo de faculdades particulares no estado, entre as quais a Universidade para o Desenvolvimento do Estado e Região do Pantanal (Uniderp).

O suplente de Delcídio vendeu parte das escolas de ensino superior que possui ao grupo Anhanguera em uma transação milionária. À Justiça Eleitoral, ele declarou ser dono de um patrimônio de mais de R$ 68 milhões.

Pedro Chaves dos Santos possui vínculo familiar com o pecuarista José Carlos Bumlai, amigo de Lula que está preso em regime domiciliar por suspeita de envolvimento no esquema de corrupção que atuava na Petrobras. Uma filha do suplente de Delcídio é casada com um dos filhos do pecuarista. Bumlai é réu na Lava Jato por corrupção passiva, gestão fraudulenta e lavagem de dinheiro.

Outros cassados
Não é a primeira vez que um senador perde o mandato por quebra de decoro parlamentar.

Demóstenes Torres (GO), que era filiado ao DEM, foi cassado em 2012, e Luiz Estevão (DF), ex-PMDB, perdeu o mandato no ano de 2000.

Demóstenes foi acusado de quebra de decoro parlamentar por suspeita de ter utilizado o mandato para auxiliar os negócios do contraventor Carlinhos Cachoeira, preso pela Operação Monte Carlo, da Polícia Federal, sob acusação de explorar jogos ilegais. Poucos dias após a prisão do contraventor, surgiram notícias do envolvimento de Carlinhos Cachoeira com Demóstenes Torres.

Demóstenes foi cassado com 56 votos favoráveis, 19 contra e cinco abstenções. Ele está inelegível até 2027.

Já Luiz Estevão perdeu o mandato sob a acusação de ter mentido no Senado ao negar envolvimento no desvio de R$ 169 milhões nas obras do Tribunal Regional do Trabalho (TRT) de São Paulo. A cassação de Luiz Estevão recebeu 52 votos a favor, 18 contra e dez abstenções.

Ele ficou inelegível até 2015. Atualmente, Estevão está preso no Complexo Penitenciário da Papuda, em Brasília, acusado de corrupção ativa, estelionato, peculato, formação de quadrilha e uso de documento falso nas obras do TRT de São Paulo.

 

 

G1