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Infectologista destaca medidas que devem ser adotadas na reabertura de estabelecimentos para evitar contágio da Covid-19

Municípios paraibanos, a exemplo de João Pessoa, começam a flexibilizar as medidas de isolamento social, implementadas em decorrência da pandemia do novo coronavírus, e alguns estabelecimentos comerciais, serviços e instituições foram liberados para retomar as atividades. Entre os espaços que podem ser reabertos, com uma série de cuidados e restrições, estão salões de beleza e barbearias, concessionárias, igrejas e templos religiosos.

Apesar de estarem liberados para atendimento ao público, medidas precisam ser adotadas para garantir segurança aos colaboradores e clientes, pois ainda vivenciamos uma pandemia, conforme afirma o médico infectologista do Hospital do Hapvida, Fernando Chagas.  “Os profissionais precisam usar máscaras, inclusive, é recomendado que o cliente também use, na medida do possível dentro do procedimento que esteja sendo realizado. Outro fator importante é a lavagem das mãos entre o atendimento de um cliente e outro, o que evita a transmissão cruzadas entre as pessoas”, alerta.

Com relação a salões de beleza e barbearias, o infectologista sugere ainda que é preciso ter um cuidado redobrado com as cadeiras de lavagem de cabelos. “É importante que seja feita a higienização dessas cadeiras, isso de um cliente para outro”, sugere, orientando a utilização de materiais descartáveis.

Apesar das medidas que precisam ser adotadas por estabelecimentos comerciais e de serviços, Fernando Chagas orienta que a população, ao frequentar qualquer um dos estabelecimentos, atente para alguns cuidados. “O interessante é que se busque sempre saber quais medidas estão sendo tomadas nesses lugares; questionar acerca da disponibilidade de álcool em gel, utilização de máscaras por parte dos colaboradores, se está atendendo por agendamento, o que evita aglomerações. Esses cuidados podem fazer a diferença no processo”, orienta.

Apesar de todas essas orientações, o infectologista Fernando Chagas lembra que o distanciamento é o melhor método para diminuir o risco de transmissão. “Não há medicamento que evite isso. Mas o isolamento tem impacto real, demonstrado por inúmeros estudos”, finaliza.

Retomada – No Estado foi implementado o plano ‘Novo Normal Paraíba’ que estabelecem a matriz de orientação para a retomada gradual das atividades e divide as localidades de acordo com o número de casos, atribuindo bandeiras, sendo que 126 (56%) municípios estão enquadrados na bandeira laranja; 82 (37%) na bandeira amarela; 14 (6%) na bandeira vermelha; e um (1%) na bandeira verde. Nos municípios sinalizados com bandeira laranja e vermelha, poderão funcionar atividades essenciais. Todos os segmentos da economia e da sociedade podem retomar suas atividades quando há a sinalização da bandeira verde

As recomendações de prevenção à COVID-19 do Ministério da Saúde são as seguintes:

·         Use máscara;
·         Lave com frequência as mãos até a altura dos punhos, com água e sabão, ou então higienize com álcool em gel 70%;
·         Ao tossir ou espirrar, cubra nariz e boca com lenço ou com o braço, e não com as mãos;
·         Evite tocar olhos, nariz e boca com as mãos não lavadas;
·         Ao tocar, lave sempre as mãos como já indicado;
·         Mantenha uma distância das pessoas;
·         Evite abraços, beijos e apertos de mãos;
·         Higienize com frequência o celular e os brinquedos das crianças;
·         Não compartilhe objetos de uso pessoal, como talheres, toalhas, pratos e copos;
·         Mantenha os ambientes limpos e bem ventilados;
·         Evite circulação desnecessária;
·         Se estiver doente, fique em casa até melhorar.

 

Assessoria de Imprensa

 

 

“Se esses 14 dias forem bem cumpridos, vamos diminuir nossa taxa de contágio”, diz procurador sobre as medidas restritivas

Em entrevista a imprensa o Procurador Geral do Estado, Fábio Andrade, comentou sobre as medidas adotadas pelo Governo da Paraíba para os moradores da região metropolitana da capital nos próximos 14 dias a população, que revela que a população só poderá sair de casa para trabalhar ou por necessidade de uma atividade essencial.

Segundo o Procurador Geral do Estado, será necessário apresentar um documento de identificação. No caso de pessoas que trabalham, uma identificação funcional, em casos de serviços essenciais, uma declaração.

“A pessoa apresenta um documento, se for uma pessoa que esteja se dirigindo ao trabalho, apresentar seu documento de identificação funcional. Se for uma pessoa que vai fazer um atendimento médico, por exemplo, faz uma declaração e apresenta, com o médico, local da consulta e horário”, disse.

Fábio destaca ainda que como não há uma declaração padrão oferecida pelo governo do Estado, a população pode elaborar o seu próprio documento, apresentando todas as informações, como local para onde está se deslocando e motivo. “A sua colaboração como cidadão nesse momento é ficar em casa, só sair quando for exatamente necessário. Se esses 14 dias forem bem cumpridos, vamos diminuir nossa taxa de contágio, desafogar os leitos de UTI e, logo em seguida, podemos começar a retomar nossas atividades”, comentou.

 

pbagora

 

 

Após 3º óbito, órgãos decidem novas ações para conter contágio da covid-19 em abrigo de idosos de JP

Órgãos de Saúde vigilância epidemiológica de João Pessoa se reuniram com a diretoria da Associação Promocional do Ancião Dr. João Meira de Menezes (Aspan) para determinar novas ações de auxílio para evitar que o novo coronavírus se espalhe para outros idosos residentes na instituição.

Ao todo a instituição filantrópica tem seis casos confirmados de Covid-19 e três mortes.

 Além do presidente da Aspan, padre Sandro Santos, participaram da reunião em videoconferência os secretários de saúde e de desenvolvimento social de João Pessoa.

Ficou acordado que os órgãos competentes vão fazer a estruturação da enfermaria da instituição com aparelhagem necessária para fornecer assistência ao idoso que apresente sintomas do novo coronavírus.

Também será feito o remanejamento de profissionais para substituir os que foram afastados por estarem no grupo de risco, o fornecimento dos equipamentos de proteção individual para a instituição e a realização de um treinamento com os funcionários para que fiquem preparados para lidar com uma possível quarentena.

Nesta sexta-feira (17), uma equipe da vigilância ambiental da Secretaria de Saúde de João Pessoa esteve no local para fazer a desinfecção do ambiente.

PB Agora

 

Distância de 1,5 metro é pequena para conter contágio do Coronavírus, alerta estudo

Um estudo divulgado na quinta-feira (9) alerta que a distância social de 1,5 metro, recomendada pelas autoridades de saúde, é insuficiente para impedir o contágio por covid-19 e que essa distância deve ser de pelo menos quatro metros.

Os valores sugeridos no estudo, feito por pesquisadores e engenheiros especializados em dinâmica de fluidos, das universidades de Leuven, na Bélgica, e Eindhoven, na Holanda, baseiam-se em simulações de como as partículas de saliva se soltam quando as pessoas estão paradas, caminhando, correndo ou andando de bicicleta.

“Se alguém transpira, tosse ou espirra enquanto caminha, corre ou anda de bicicleta, a maioria das micropartículas permanece numa corrente de ar atrás dessa pessoa, o que faz com que outra que venha atrás se mova em meio a essa nuvem de micropartículas”, explica Bert Blocken, professor de engenharia civil nas duas universidades.

O estudo constatou que a distância recomendada de 1,5 metro é “muito eficaz” para aqueles que ficam em ambientes fechados ou ao ar livre com bom tempo, mas que é insuficiente para situações em que as pessoas caminham ou praticam esporte.

Segundo os autores do estudo, o risco é maior quando uma pessoa está atrás da outra e é reduzido se estiver andando ou correndo lado a lado ou em formação diagonal.

Ainda assim, os especialistas aconselham que, diante dos cálculos realizados, seja mantida uma distância de 4 ou 5 metros ao andar atrás de outra pessoa, 10 metros ao correr ou andar de bicicleta devagar e de pelo menos 20 metros ao andar rápido.

O novo coronavírus, responsável pela pandemia de covid-19, já infectou mais de 1,5 milhão de pessoas em todo o mundo, das quais morreram quase 89 mil.

Depois de surgir na China, em dezembro, o surto espalhou-se por todo o mundo, o que levou a Organização Mundial da Saúde (OMS) a declarar situação de pandemia.

Agência Brasil

 

 

Vitamina D pode reduzir risco de contágio, sugere estudo

A vitamina D pode ter um papel importante no tratamento e prevenção da covid-19, sugere um estudo da Universidade de Turim divulgado nesta quinta-feira (26/03), que analisou a relação entre a deficiência deste nutriente no corpo e o novo coronavírus.

Coordenado pelo professor Giancarlo Isaia, docente em geriatria e presidente da Academia de Medicina da cidade italiana, e por Enzo Medico, professor de histologia (estudo de tecidos), a pesquisa mostrou que “dados preliminares coletados nos últimos dias em Turim indicam que os pacientes com a covid-19 apresentam uma prevalência muita alta de deficiência de vitamina D”.
Os dados apurados na pesquisa, segundo os dois especialistas, mostraram que a vitamina D tem papel ativo na regulação do sistema imunológico. Outras evidências indicam que o composto tem um efeito “na redução do risco de infecções respiratórias de origem viral, inclusive na do coronavírus”. O elemento também teria capacidade de combater danos pulmonares causados por inflamações.

Ter vitamina D suficiente no organismo também “pode ser necessário para determinar uma maior resistência às infecções de covid-19, (possibilidade) que, apesar de haver menos evidências científicas, pode ser considerada verossímil”, escrevem os pesquisadores.

A falta da molécula no organismo é ainda frequentemente associada a diversas doenças crônicas que podem reduzir a expectativa de vida em idosos, “tanto mais no caso de infecções da covid-19”. Na Itália, a falta de vitamina D afeta grande parte dos habitantes, especialmente os mais idosos, cujo país tem a segunda maior população do mundo, depois do Japão. Os mais velhos fazem ainda parte do grupo de risco do novo coronavírus. Fortemente a atingida pela pandemia, a Itália já registrou o maior número de mortes do mundo em decorrência da covid-19, mais de 9,1 mil.

Isaia e Medico já submeteram o documento com dados da pesquisa à Academia de Medicina de Turim. No texto, eles recomendam aos médicos que, associada a outras medidas, eles garantam “níveis adequados” de vitamina D na população, “mas sobretudo em pacientes já contagiados, seus familiares, agentes de saúde, idosos frágeis, no público de residências assistenciais, em pessoas em regime de isolamento e em todos aqueles que, por vários motivos, não se expõe adequadamente à luz solar”.
Além disso, os autores dizem que a administração intravenosa da forma ativa da vitamina D, o Calcitriol, também pode ser considerada em pacientes da doença respiratória covid-19, causada pelo coronavírus, com funções respiratórias particularmente comprometidas.
Eles lembram ainda que a carência pode ser compensada, antes de tudo, com exposição das pessoas à luz solar pelo maior tempo possível, “em varandas e terraços, além de ingerir alimentos ricos em vitamina D e tomando preparados farmacêuticos especiais – mas sempre após consulta médica”.

Assessoria de Comunicação da Climatempo

 

Covid-19: Bolsonaro minimiza contágio e defende retorno à normalidade no país

Em pronunciamento no rádio e na TV na noite desta terça-feira (24), o presidente Jair Bolsonaro afirmou que o novo coronavírus (covid-19) está sendo enfrentado e pediu calma à população. “Sem pânico ou histeria, como venho falando desde o princípio, venceremos o vírus e nos orgulharemos”, disse o presidente.

Bolsonaro afirmou que as autoridades devem evitar medidas como proibição de transportes, o fechamento de comércio e o confinamento em massa. “Nossa vida tem que continuar. Os empregos devem ser mantidos. O sustento das famílias deve ser preservado. Devemos, sim, voltar à normalidade”, destacou.

O presidente voltou a dizer que o grupo de risco para a doença é o das pessoas acima dos 60 anos de idade e que não teria necessidade de fechamento de escolas, já que são raros os casos fatais de pessoas sãs com menos de 40 anos. Segundo ele, 90% da população não terá qualquer manifestação da doença, caso se contamine, e a preocupação maior deve ser não transmitir o vírus, “em especial aos nossos queridos pais e avós”. Sobre os trabalhos das equipes de saúde em todo o país, coordenadas pelo ministro da Saúde, Henrique Mandetta, Bolsonaro confirmou que ocorreu um planejamento estratégico para manter um atendimento eficaz dos pacientes no Sistema Único de Saúde (SUS).

Jair Bolsonaro disse ainda acreditar na capacidade dos cientistas e pesquisadores para a cura dessa doença e falou que o governo recebeu notícias positivas sobre o uso da cloroquina no tratamento da covid-19. Ele aproveitou o pronunciamento para agradecer quem está na linha de frente no combate ao novo coronavírus. “Aproveito para render minha homenagem a todos os profissionais de saúde: médicos, enfermeiros, técnicos e colaboradores, que na linha de frente nos recebem nos hospitais, nos tratam e nos confortam.”

Agência Brasil