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Câncer: consumo de cigarro light, eletrônico ou narguilé também são responsáveis pela doença

Consumo de tabaco pode ampliar cerca de 20 vezes o risco do surgimento do câncer de pulmão e de quatro a dez vezes mais chances de desenvolver ao menos 12 tipos de câncer
Com mais de 21 milhões de fumantes no Brasil, o tabagismo é responsável por cerca de 90% dos casos de câncer de pulmão de acordo com o Instituto Nacional do Câncer (INCA). Apesar de muitas pesquisas levantarem os malefícios causados pelos cigarros tradicionais, as alternativas como os cigarros light, eletrônico ou narguiles também podem ser prejudiciais à saúde.

Cigarro light

Cientistas da Ohio State University, nos Estados Unidos, apontaram que o cigarro do tipo light pode ser a razão do aumento de um câncer chamado adenocarcinoma pulmonar, muito comum entre fumantes, bastante agressivo e de difícil remoção cirúrgica. Durante o estudo, os pesquisadores perceberam que o consumo excessivo desses cigarros pode estar diretamente ligado ao aumento dos casos nos últimos 50 anos.

Isso porque os cigarros do tipo light foram desenvolvidos com filtros minúsculos. Os furos de ventilação do filtro permitem que os fumantes inalem mais fumaça, responsável por aumentar os níveis de produtos químicos e outras toxinas no organismo. Considerada uma opção menos agressiva que os demais cigarros comercializados no mercado, hoje essa ideia já é contestada por toda a comunidade médica.

Segundo a oncologista Dra. Mariana Laloni, do Centro Paulista de Oncologia (CPO), unidade paulista do Grupo Oncoclínicas, existem dois tipos principais de câncer de pulmão: carcinoma de pequenas células e de não pequenas células. “O carcinoma de não pequenas células corresponde a 85% dos casos e se subdivide em carcinoma epidermóide, adenocarcinoma e carcinoma de grandes células. O tipo mais comum no Brasil e no mundo é o adenocarcinoma e atinge 40% dos doentes”, comenta.

Cigarro eletrônico

Um estudo publicado esta semana na revista científica Thorax, realizado pela Universidade de Birmingham, revelou que o vapor inalado através do cigarro eletrônico pode debilitar as células que protegem os tecidos pulmonares. Os macrófagos alveolares – importantes células que promovem o controle de elementos estranhos no corpo – que foram expostos ao vapor apresentaram danos maiores em relação à exposição apenas ao líquido do dispositivo.

Essa não foi a primeira pesquisa que evidenciou os perigos do cigarro eletrônico. Outro estudo elaborado por pesquisadores da faculdade de medicina da Universidade de Nova York relacionou o uso do o cigarro eletrônico ao aumento do risco de câncer e doenças cardíacas.

A Dra. Mariana Laloni conta que, apesar de conter menos substâncias cancerígenas que os cigarros convencionais, o cigarro eletrônico, principalmente após o uso prolongado, ainda apresenta riscos e não deve ser considerado uma opção segura.

Narguilé

O Narguilé é um cachimbo que traz um fumo feito de tabaco, melaço e frutas ou aromatizantes. Por conter água e um mecanismo de filtragem, difundiu-se a ideia de que o seu consumo pode ser menos prejudicial à saúde, mas na realidade, ele pode ser tão ruim quanto os cigarros tradicionais.

De acordo com uma estimativa da Organização Mundial da Saúde (OMS), uma sessão de narguilé, que dura em média de 20 a 80 minutos, equivale a fumar cerca de cem cigarros.

A oncologista ainda afirma que as outras formas de consumo de tabaco (como narguilé, charuto, cachimbo e cigarros eletrônicos) são responsáveis por ampliarem em cerca de 20 vezes o risco de surgimento do câncer de pulmão e de quatro a dez vezes mais chances de desenvolver ao menos 13 outros tipos de câncer: de boca, laringe, faringe, esôfago, estômago, pâncreas, fígado, intestino, rim, bexiga, colo de útero, ovário e alguns tipos de leucemia.

Sobre o CPO

Fundado há mais de três décadas pelos oncologistas clínicos Sergio Simon e Rene Gansl, o Centro Paulista de Oncologia CPO – Grupo Oncoclínicas, oferece cuidado integral e individualizado ao paciente oncológico. Com um corpo clínico com mais de 50 oncologistas e hematologistas e uma capacitada equipe multiprofissional com psicólogos, nutricionistas, farmacêuticos, enfermeiros e reflexologistas. Oferece consultas médicas oncológicas e hematológicas, aplicação ambulatorial de quimioterápicos, imunobiológicos e medicamentos de suporte, assistência multidisciplinar ambulatorial, além de um serviço de apoio telefônico aos pacientes 24 horas por dia e acompanhamento médico durante internações hospitalares.

O CPO possui a acreditação em nível III pela Organização Nacional de Acreditação (ONA) e a Acreditação Canadense Diamante (Accreditation Canada), do Canadian Council on Health Services Accreditation, o que confere ao serviço os certificados de “excelência em gestão e assistência” e qualifica a instituição no exercício das melhores práticas da medicina de acordo com os padrões internacionais de avaliação. A instituição possui uma parceria internacional com o Dana Farber Institute / Harvard Cancer Center, que garante a possibilidade de intercâmbio de informações entre os especialistas brasileiros e americanos, bem como discussão de casos clínicos. Além disso, ainda, proporciona a educação médica continuada do corpo clínico do CPO, com aulas, intercâmbios e eventos com novidades em estudos e avanços no tratamento da doença. Atualmente o CPO possui duas unidades de atendimento em São Paulo, nos bairros de Higienópolis e Vila Olímpia.

Sobre o Grupo Oncoclínicas

Fundado em 2010, é o maior grupo especializado no tratamento do câncer na América Latina. Possui atuação em oncologia, radioterapia e hematologia em 11 estados brasileiros. Atualmente, conta com mais de 60 unidades entre clínicas e parcerias hospitalares, que oferecem tratamento individualizado, baseado em atualização científica, e com foco na segurança e o conforto do paciente.

Seu corpo clínico é composto por mais de 450 médicos, além das equipes multidisciplinares de apoio, que são responsáveis pelo cuidado integral dos pacientes.

O Grupo Oncoclínicas conta ainda com parceira exclusiva no Brasil com o Dana-Farber Cancer Institute, um dos mais renomados centros de pesquisa e tratamento do câncer no mundo, afiliado a Harvard Medical School, em Boston, EUA.

Para obter mais informações, visite www.grupooncoclinicas.com.

 

DIGITAL TRIX

 

 

Consumo de álcool entre idosos aumenta e preocupa autoridades

O uso de substâncias psicoativas entre idosos vem preocupando os profissionais da área da saúde e novas descobertas têm apontado que o tema merece atenção do poder público. De acordo com a publicação Álcool e a Saúde dos Brasileiros – Panorama 2019, houve um aumento, entre 2010 e 2016, de 6,9% e 6,7% no número de internações e de óbitos parcial ou totalmente atribuíveis ao álcool na população com 55 ou mais anos de idade, respectivamente.

A ingestão de bebida alcoólica nessa faixa etária pode provocar efeitos mais acentuados comparativamente aos jovens de mesmo sexo e peso. Isso acontece porque o envelhecimento costuma diminuir a tolerância do corpo ao álcool, devido a uma série de alterações fisiológicas, como mudanças na capacidade de metabolização hepática e função renal, bem como na composição corporal, com maior tendência à desidratação.

Diante desta sensibilidade, a recomendação é que pessoas acima de 65 anos, se decidirem beber, se limitem a três doses de álcool em único dia, sem ultrapassar sete doses por semana. Vale lembrar que uma dose de álcool é equivalente à ingestão de 350 mL de cerveja, 150 mL de vinho ou 45 mL de destilado (vodca, uísque, cachaça, gin ou rum). É importante ressaltar que pessoas com problemas de saúde que possam ser agravados pelo álcool não devem beber.

Abusar do consumo de bebidas alcoólicas nessa fase da vida pode trazer consequências preocupantes. Destaco, entre elas, déficits no funcionamento cognitivo e intelectual, prejuízos no comportamento global, aumento do número de doenças e agravos a outros problemas de saúde comuns à idade. Além disso, os idosos ficam expostos a um maior risco de quedas e lesões e podem sofrer ainda outros impactos pela interação do álcool com medicamentos mais comumente utilizados na terceira idade.

Um artigo de revisão (Wang & Andrade, 2013) reportou que o padrão Beber Pesado Episódico* (BPE), quando é consumida grande quantidade de álcool em curto período de tempo, e os transtornos relacionados ao álcool (abuso e dependência) em idosos estão mais associados ao sexo masculino e a ser economicamente desfavorecido. Em paralelo, as idosas representam um subgrupo que merece atenção específica, já que, para elas, a progressão do uso à dependência tende a ocorrer mais rapidamente e as consequências adversas iniciam-se mais precocemente. Além disso, elas estão especialmente mais propensas que os homens a utilizar medicamentos de uso controlado, como tranquilizantes, analgésicos, sedativos, estimulantes e antidepressivos. Apesar de a incidência de transtornos relacionados ao uso de álcool em idosos ser estimada em 1 a 3%, pesquisadores alertam que o diagnóstico é subestimado.

Esses dados mostram que parte considerável dos idosos brasileiros consome bebidas alcoólicas e sabe-se que este comportamento, especialmente se excessivo e frequente, na terceira idade, pode aumentar os riscos de complicações da saúde e mortes. Somado a isso, há o contexto do envelhecimento da população brasileira – alavancado pelo aumento da expectativa de vida, diminuição da natalidade e avanços dos serviços de saúde, incluindo o acesso e a disponibilidade de tratamentos. É notável, portanto, que os idosos sejam alvo de campanhas e políticas públicas específicas de prevenção ao uso nocivo de álcool.

*Beber Pesado Episódico é um padrão de uso nocivo que equivale ao consumo de 60 g ou mais (cerca de 4 doses ou mais) de álcool puro em uma única ocasião ao menos uma vez no último mês. Uma (1) dose corresponde a cerca de 14 g de álcool puro, o equivalente a 350 mL de cerveja, 150 mL de vinho ou 45 mL de destilado (vodca, uísque, cachaça, gin ou rum).

 

por Arthur Guerra de Andrade

 

 

Consumo diário de refrigerante diet aumenta risco de derrame e demência, indica estudo

Bebidas adoçadas artificialmente, como refrigerante diet, podem aumentar o risco de acidente vascular cerebral e demência. É o que mostra uma pesquisa da Universidade de Boston, publicada na revista científica americana Stroke.

De acordo com o estudo, tomar pelo menos uma lata de refrigerante diet por dia está associado a um risco quase três vezes maior de sofrer um acidente vascular cerebral ou desenvolver demência.

O estudo ressalta, no entanto, que a versão “normal” das bebidas, adoçadas com açúcar, não está associada ao risco de desenvolver qualquer uma dessas condições, contrariando algumas pesquisas já realizadas anteriormente.

“Não foi surpresa descobrir que a ingestão de refrigerante diet está associada com acidente vascular cerebral e demência. O que me surpreendeu foi que a ingestão de bebidas adoçadas com açúcar não está associada a esses riscos, porque as bebidas com açúcar são conhecidas por não serem saudáveis”, disse Matthew Pase, que coordenou a pesquisa, em entrevista à CNN.

Os pesquisadores admitem, no entanto, que não conseguiram provar uma relação direta de causa e efeito entre a ingestão de bebidas adoçadas artificialmente e o aumento do risco de derrame e demência. Segundo eles, trata-se de uma associação, já que o estudo se baseia em observações e dados fornecidos por meio de um questionário sobre hábitos alimentares.

A pesquisa

Cerca de 4 mil pessoas participaram da pesquisa, que organizou dois grupos de estudo por faixa etária: 2.888 adultos com mais de 45 anos (para analisar a incidência de derrame) e 1.484 com mais de 60 anos (para avaliar os casos demência). Os dados, coletados por meio de questionários, foram cedido pelo Framingham Heart Study, extenso projeto da Universidade de Boston sobre doença cardiovasculares.

Os pesquisadores analisaram a quantidade de bebidas e refrigerantes diet e normal ingerida por cada participante, em diferentes momentos, entre 1991 e 2001. Em seguida, compararam com o número de pessoas foram vítimas de derrame ou demência num prazo de 10 anos . No período, foram observados 97 casos de acidente vascular cerebral (82 isquêmicos, causado por vasos sangüíneos bloqueados) e 81 de demência (63 compatíveis com Alzheimer).

“Após fazer ajustes por idade, sexo, educação (para análise da demência), ingestão calórica, qualidade da dieta, atividade física e tabagismo, maior consumo recente e maior de refrigerantes adoçados artificialmente foram associados a um risco maior de AVC isquêmico e demência, como a doença de Alzheimer”, diz o estudo.

De acordo com a pesquisa, aqueles que consumiam pelo menos uma lata de bebida diet diariamente eram 2,96 vezes mais propensos a sofrer um acidente vascular cerebral isquêmico e tinham 2,89 vezes mais tendência a desenvolver o mal de Alzheimer do que aqueles que bebiam menos de uma vez por semana.

Outros estudos

Essa não é a primeira vez que bebidas diet são associadas ao desenvolvimento de problemas de saúde. A pesquisa cita o estudo Northern Manhattan, que teria revelado que “o consumo diário de refrigerante adoçado artificialmente estava ligado a um risco maior de incidentes vasculares, mas não de acidente vascular cerebral”.

Outro exemplo mencionado é o Nurses Health study and Health Professionals, que mostrou que “o alto consumo de açúcar e refrigerantes adoçados artificialmente foi associado a um risco maior de derrame”.

G1

Consumo frequente de antibióticos favorece surgimento de pólipos

 Foto: REUTERS/Srdjan Zivulovic)
Foto: REUTERS/Srdjan Zivulovic)

Pessoas que tomaram antibióticos de maneira importante entre os 20 e os 60 anos apresentaram maior frequência de pólipos, pequenas lesões benignas na parede do intestino que podem, a longo prazo, se transformar em câncer, revela um estudo publicado nesta quarta-feira pela revista médica “Gut”.

O estudo analisou 16.600 mulheres americanas com mais de 60 anos que realizaram colonoscopia, incluindo 1.195 que apresentaram pólipos ou adenomas colorretais.

Os autores do estudo, publicado na revista do grupo British Medical Journal, observaram que mulheres submetidas a tratamento com antibióticos durante ao menos dois meses acumulados entre os 20 e os 39 anos tinham 36% mais probabilidade de ter pólipos no cólon ou no reto em relação às demais.

Entre as mulheres que receberam antibióticos durante ao menos dois meses entre os 40 e os 59 anos, a possibilidade de pólipos é 69% maior em relação às demais, segundo os autores do estudo, da Harvard Medical School e da Harvard TH Chan School of Public Health, em Boston.

Alteração da flora intestinal

O estudo constata uma situação estatística, mas não estabelece uma relação de causa e efeito entre o consumo de antibióticos e o surgimento de pólipos. Mas esta relação teria uma “explicação biológica plausível”, já que os antibióticos alteram a flora intestinal ao reduzir a quantidade e a diversidade das bactérias presentes.

Outros estudos já observaram a redução de algumas bactérias e a proliferação de outras em pacientes com câncer colorretal.

“A estes dados se somam o que já se conhece sobre sobre a importância da flora intestinal para nossa saúde”, comentou Sheena Cruickshank, especialista em imunologia da Universidade de Manchester, que não participou do estudo.

Mas os autores não levaram suficientemente em conta a contribuição dos hábitos alimentares das mulheres que apresentaram pólipos, e nem o eventual impacto da presença de antibióticos em sua alimentação, provenientes dos tratamentos aplicados a animais de abate.

Os antibióticos são “medicamentos essenciais para tratar as infecções bacterianas e, quando utilizados corretamente, podem salvar a vida”, acrescenta Cruickshank.

 G1

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Executiva estadual da Juventude do PMDB lança pré-candidatura de Maranhão ao governo

jose_targino_maranhaoA executiva estadual da Juventude do Partido do Movimento Democrático Brasileiro (PMDB) na Paraíba indicou, nesta segunda-feira (23), o nome do senador José Maranhão como pré-candidato do partido ao governo do estado em 2018.

Em nota à imprensa, a Juventude do PMDB disse que a escolha do nome do senador foi por maioria qualificada. Lembra, no entanto, que a discussão sobre o debate em torno de nomes para disputar as eleições gerais do ano que vem não foi provocada pela executiva estadual da Juventude.

A Juventude peemedebista disse que o PMDB não pode ficar a reboque de outras legendas.

Diz à nota que, “Diante da antecipação do cenário político estadual, temos a satisfação de indicar o nome do filiado e senador da República José Targino Maranhão, como nosso pré-candidato”.

Confira a nota:

Nota da Juventude do PMDB da Paraíba

A Executiva Estadual da Juventude do PMDB da Paraíba, por maioria qualificada, vem por meio deste, informar, que após manifestações de filiados com mandato, acerca do posicionamento do PMDB no pleito vindouro, abrimos ampla discussão sobre o tema, que não foi suscitando por nós, haja vista que só iriamos debater o tema no ano eleitoral, chegando ao entendimento de que o nosso partido é grande o suficiente para termos pré-candidatura própria, não ficando a reboque de outras agremiações partidárias.

Diante da antecipação do cenário político estadual, temos a satisfação de indicar o nome do filiado e senador da República José Targino Maranhão, como nosso pré-candidato ao cargo de Governador do Estado da Paraíba, nas Eleições de 2018.

O peemedebista José Maranhão possui currículo invejável, tendo sido deputado estadual, deputado federal, vice-governador, governador por três mandatos e senador por duas vezes, portanto, testado e aprovado pelo povo paraibano, através do voto.

João Pessoa-PB, 23 de Janeiro de 2017.

Dihêgo Amaranto

Presidente Estadual da Juventude do PMDB da Paraíba

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Consumo de bebida alcoólica aumenta vontade de comer, diz estudo

bebidaSe você sente muita fome após tomar bebidas alcoólicas, saiba que existe uma explicação para isso. Um grupo de cientistas do Instituto Francis Crick, em Londres, descobriu que o álcool ativa os mesmos neurônios que normalmente estimulam a fome.

O estudo, publicado no dia 10 de janeiro pela “Nature Communications”, pode ajudar a entender como o consumo de álcool está ligado a compulsão alimentar. As bebidas alcoólicas são ricas em calorias, por esse motivo deveriam suprime os sinais de fome do cérebro, porém de alguma forma isso não acontece.

Os pesquisadores identificaram que os componentes fundamentais dos circuitos da alimentação no cérebro, que estimulam a sensação de fome, também são ativados pelo álcool. Além disso, descobriram que a atividade dos neurônios AGRP do hipotálamo é essencial na ingestão de alimentos induzida pelo etanol, um dos componentes do álcool, na ausência de fatores sociais que possam induzir a comer demais.

Foram realizadas análises com dois grupos de ratos. O primeiro deles teve um consumo excessivo de álcool por três dias (ingerindo o equivalente a 18 doses por dia), já o segundo grupo não foi submetido ao uso do etanol.

O resultado mostrou que os ratos que permaneceram “sóbrios” não alteraram seus padrões de consumo alimentar, mas os animais que tiveram um consumo excessivo apresentaram um aumento significativo na ingestão de alimentos.

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Consumo de fibras ajuda a combater a hipertensão

como-as-fibrasAs fibras alimentares são a parte não digerível do alimento vegetal, a qual resiste à digestão e à absorção intestinal, com fermentação completa ou parcial no intestino grosso. Portanto, durante o processo digestivo, as fibras alimentares não sofrem qualquer tipo de modificação, muito embora exerçam uma série de efeitos fisiológicos positivos à saúde.

Elas podem ser divididas de acordo com a sua solubilidade. As fibras solúveis apresentam uma elevada capacidade de retenção de água, formando assim uma espécie de gel no trato digestório. Dentre as fibras solúveis temos, entre outras, as pectinas, que são fibras estruturais encontradas em frutas e legumes.

As fibras insolúveis são parte constituinte da estrutura de células vegetais e podem ser encontradas especialmente nas camadas mais externas de cereais integrais, além de verduras e legumes. As fibras contribuem para o funcionamento intestinal adequado. Além disso, elas ajudam no controle da glicemia, dos níveis de colesterol e são aliadas da dieta.

Toda fibra prebiótica é solúvel, porém nem toda fibra solúvel é prebiótica. As fibras prebióticas, como a inulina e os fruto-oligossacarídeos (FOS), também estimulam o aumento de bactérias consideradas boas no nosso intestino e inibem o crescimento de bactérias consideradas ruins. Dessa forma auxiliam para uma microbiota intestinal saudável.

Benefícios comprovados das fibras

Melhoram o trânsito intestinal: As fibras auxiliam na prevenção e tratamento da constipação intestinal. As fibras insolúveis agem aumentando o volume fecal e estimulando a motilidade intestinal pela distensão do cólon. Já as fibras solúveis contribuem pela captação de água e são fermentadas no trato gastrointestinal, estimulando assim o crescimento de bactérias benéficas, que melhoram o trânsito intestinal e a frequência de evacuações.

Auxiliam no controle glicêmico: As fibras solúveis tornam mais lento o processo de absorção dos carboidratos. Com isso, não há picos de glicose e consequentemente os picos de insulina não acontecem.

Quanto mais insulina o corpo produz, mais os órgãos começam a se tornar resistentes a ela, ou seja, solicitam que mais desse hormônio seja utilizado para colocar a glicose dentro de suas células. Este quadro se chama resistência à insulina, e conforme vai se agravando, resulta na diabetes tipo 2, quando o hormônio produzido pelo corpo não é suficiente mais para absorver todo o açúcar no sangue.

Auxiliam no controle dos níveis de colesterol: As fibras solúveis, como a betaglucana presente na aveia, produzem efeitos físicos no intestino delgado com a formação de geis solúveis que alteram a absorção de colesterol do organismo, auxiliando assim no controle dos níveis séricos de colesterol e reduzindo o risco cardiovascular. Além disso, a fermentação das fibras solúveis no intestino grosso gera componentes como ácidos graxos de cadeia curta que podem reduzir a síntese de colesterol no fígado. As fibras insolúveis, por sua vez, podem se ligar a sais biliares e também contribuir para a redução na absorção de parte de gorduras e do colesterol.

Contribuem para a perda de peso: As fibras alimentares estimulam a saciedade, pois refeições ricas em fibras são processadas mais lentamente, retardando o esvaziamento gástrico, promovendo assim a maior e mais prolongada sensação de saciedade, impactando na redução da ingestão alimentar. Além disso, as fibras alimentares, em geral, estão presentes em alimentos de baixa densidade calórica, contribuindo para um maior volume à refeição e maior saciedade.

Aveia é uma ótima fonte de fibras - Foto: Getty Images
Aveia é uma ótima fonte de fibras

Aliadas do coração: O aumento de consumo de cereais integrais, frutas e vegetais em geral é uma medida primária recomendada para a redução do risco de doenças cardiovasculares (DCV). O caráter protetor do consumo tanto de fibras insolúveis quanto solúveis na alimentação diária estaria relacionada aos níveis controlados de colesterol, da glicemia e insulinemia, além do menor risco à obesidade, que também é fator de risco cardiovascular.

Auxiliam o sistema imunológico: Os ácidos graxos de cadeia curta (AGCC), produtos da fermentação de fibras solúveis no intestino, funcionam como fonte de energia para a nutrição das células da própria mucosa intestinal e as fibras solúveis fermentadas convertem-se também em nutrientes importantes para o desenvolvimento da população bacteriana benéfica atuando favoravelmente sobre a microbiota intestinal.

Esse aumento inibe o crescimento de possíveis bactérias patogênicas, que causam efeitos deletérios ao organismo, por mecanismo de competição. Em última instância, isso auxilia no fortalecimento do sistema imunológico, contribuindo para a diminuição do risco de infecções gastrointestinais.

Benefícios em estudo das fibras

Ajudam a prevenir a hipertensão: Apesar de diversas pesquisas já evidenciarem os benefícios das fibras na prevenção de doenças cardiovasculares, em relação à hipertensão, o mecanismo fisiológico que explicaria a regulação da pressão arterial pelo consumo de alimentos fonte de fibras alimentares ainda não é plenamente compreendido. Estudos populacionais demonstram o efeito positivo do consumo de cereais integrais, como a farinha de trigo e o arroz, frutas, legumes e verduras diariamente. Contudo, ainda são necessárias pesquisas com o objetivo de elucidar se o efeito depende propriamente da fibra alimentar ou de algum outro componente presente no alimento fonte. O benefício poderia ser em parte atribuído ao melhor controle de peso e da sensibilidade à insulina, que são observados frente ao maior consumo de fibras.

Ajudam a prevenir as hemorroidas: Este benefício é uma consequência do fato das fibras melhorarem a função intestinal. Afinal, as hemorroidas são agravadas pelo esforço prolongado e exagerado para a evacuação, elementos presentes na constipação intestinal. Dessa forma, se o baixo consumo de fibras alimentares pode agravar a constipação intestinal, poderá contribuir para a evolução e surgimento de complicações graves relacionadas às hemorroidas.

Ajudam a prevenir as úlceras: As úlceras são lesões na mucosa que podem acometer todo o trato gastrointestinal. As refeições ricas em fibras alimentares insolúveis e solúveis possivelmente estimulam positivamente os fatores de proteção da mucosa e reduzem hormônios que estimulam a secreção gástrica (como a gastrina), potencialmente auxiliando em menores lesões na mucosa.

Ajudam a proteger contra o câncer de cólon: O mecanismo de proteção promovido pelas fibras alimentares insolúveis e solúveis em relação ao câncer de cólon pode estar envolvido com fatores como o aumento do trânsito intestinal que reduziria a exposição e contato de substâncias carcinogênicas com a parede do intestino grosso e manutenção da população de bactérias intestinais benéficas ao organismo. Acredita-se, também, que fermentação de fibras solúveis pelas bactérias presentes no intestino grosso, gerando como produtos finais os ácidos graxos de cadeia curta, poderiam regular e inibir a diferenciação de células neoplásicas, o que poderia prevenir o câncer.

Deficiência de fibras

Um dos primeiros sinais da carência de fibras no organismo é a constipação. Quando o consumo é insuficiente, observa-se o aumento de tempo do trânsito intestinal, diminuindo o volume de água do bolo fecal, tornando as fezes ressecadas e escassas.

A longo prazo, o consumo insuficiente de fibras alimentares pode promover o risco de desenvolvimento de doenças crônicas não-transmissíveis. A alimentação pobre em fibras pode aumentar o risco de desenvolvimento de diverticulose em indivíduos com maior predisposição, uma vez que a falta de fibras reduz o volume fecal e prolonga o período de trânsito intestinal, aumentando a pressão na luz do intestino e o risco de hérnias.

Fontes de fibras

As fibras solúveis e insolúveis podem ser encontradas nas frutas e nos cereais integrais, como arroz, trigo, centeio, cevada e a aveia (esta última é uma grande fonte de fibras insolúveis). As leguminosas, como feijões, lentilha, grão de bico e ervilha, são fontes de fibras solúveis. Já as verduras e legumes contam com boas quantidades de fibras insolúveis. As sementes, como a chia, linhaça e semente de abóbora, também contam com fibras.

Medidas para aumentar o consumo de fibras

Algumas atitudes simples do seu cotidiano são capazes de aumentar a ingestão de fibras. São elas:

  • Na hora de escolher o arroz, pães e massas, prefira as versões integrais em substituição aos refinados, já que boa parte das fibras (e alguns nutrientes) são perdidos com o refinamento dos cereais. Para uma melhor adaptação às versões integrais, uma estratégia é incluir 50% da porção na versão integral e 50% na versão refinada e, gradualmente, aumentar a proporção da parte mais rica em fibras
  • Nas refeições principais, reserve ao menos metade do espaço no prato para a porção de legumes e verduras, que poderá incluir a folha de legumes, além dos talos
  • Mantenha os feijões na sua dieta, este alimento é uma ótima fonte de fibras insolúveis e solúveis
  • Nos lanches intermediários, uma sugestão é incluir palitinhos crús de legumes, como cenoura e pepino, além de incluir no preparo de sanduíches vegetais folhosos, como agrião, rúcula, alface e repolho
  • A inclusão de vegetais e legumes também pode ser realizada em outras preparações, como tortas
  • As frutas também devem fazer parte da alimentação diária, dando preferência ao consumo de frutas inteiras, com a casca e o bagaço. No caso do consumo da fruta na forma de sucos naturais, a recomendação é evitar coar a bebida
  • Leia os rótulos dos produtos que está comprando, assim, você consegue optar por aquele com maior quantidade de fibras
  • Muitos legumes podem ser ingeridos com as cascas, como a batata, batata doce e cenoura, basta lavar muito bem antes do consumo.

Quantidade recomendada de fibras

São recomendados, para indivíduos adultos acima de 20 anos, o consumo de ao menos 25 a 35 gramas de fibras alimentares, sendo cerca de 70 a 75% de fibras insolúveis e 25 a 30% de fibras solúveis, diariamente. No entanto, em muitos países, o consumo de fibras é muito inferior ao orientado, devido à adoção de hábitos alimentares pouco saudáveis.

Suplemento de fibras

A suplementação de fibras alimentares pode ser indicada em indivíduos que não conseguem atingir a quantidade mínima ideal de fibras pela alimentação, apresentando queixas como constipação ou diarreia, em que é necessária a regulação do trânsito intestinal pela suplementação de fibras solúveis. É importante frisar que, independentemente do uso ou não de suplementos, a alimentação equilibrada e hábitos de vida saudáveis devem ser estimulados com o objetivo de se obter todos os efeitos benéficos que os alimentos fontes de fibras alimentares podem proporcionar ao organismo e de que é necessário acompanhamento de profissional da saúde para avaliar a indicação do suplemento de fibra alimentar e de acordo com as necessidades individuais.

Feijão é uma ótima fonte de fibras - Foto: Getty Images
Feijão é uma ótima fonte de fibras

Para algumas gestantes, as modificações alimentares não são o suficiente para que elas tenham um bom trânsito intestinal. Adicionalmente, alguns suplementos à base de ferro e cálcio, podem agravar esse quadro. Neste caso, poderá ser indicado o consumo de suplementos de fibras alimentares para grávidas com acompanhamento nutricional e médico. As crianças devem sempre ser estimuladas a consumir a quantidade adequada de fibras pela alimentação e o uso de suplementos restrito somente a situações específicas em que não é possível almejar a quantidade necessária, em casos selecionados de constipação intestinal, auxílio no controle do colesterol elevado e na obesidade.

Riscos do consumo em excesso de fibras

Raramente são observados efeitos adversos graves decorrentes do consumo excessivo de fibras alimentares pela alimentação. Em alguns alimentos fontes de fibras, como os cereais integrais e alguns vegetais folhosos, a presença de outros componentes como o fitato e o oxalato, respectivamente, podem interferir na absorção de minerais diminuindo a sua disponibilidade, como o zinco, ferro e cálcio, nutrientes que demandam maior cuidado, especialmente em grupos populacionais específicos como crianças, gestantes e idosos.

Para alguns grupos de pessoas, ingerir muitas fibras pode ser prejudicial. É o caso de quem tem luz intestinal reduzida como a Doença de Crohn e estenose. Uma alimentação pobre em fibra pode ser benéfica durante o período de inflamação e crise para redução da dor abdominal e outros sintomas, uma vez que minimiza a produção de resíduos à matéria fecal. Indivíduos com trânsito intestinal acelerado e grave distensão abdominal também necessitam de restrição de fibra alimentar até a melhora dos sintomas, quando então a alimentação deve ser gradualmente normalizada.

Ingestão de líquidos

Para melhorar a função intestinal é imprescindível que a ingestão de fibras seja acompanhada de hidratação suficiente por meio do consumo de líquidos em abundância, especialmente de água, de forma fracionada ao longo do dia. Além da hidratação, pelo consumo constante e fracionado de líquidos, o consumo de fibras pode ser associado ao uso de probióticos (cepas de bactérias benéficas ao organismo) com o objetivo de promover o crescimento e recolonização do intestino em situações específicas, como após a terapia com uso de medicamentos antibióticos.

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Projeto proíbe venda e consumo de energéticos por menores

EnergéticoA Câmara dos Deputados analisa projeto que proíbe a venda, a oferta e o consumo de bebidas energéticas a menores de 18 anos (PL 455/15). A proposta, do deputado Rômulo Gouveia (PSD-PB), determina ainda que os estabelecimentos que comercializam produtos energéticos ficam obrigados a informar sobre a proibição prevista na lei.

Pelo texto, o descumprimento caracteriza infração sanitária, sem prejuízo de outras de natureza civil ou penal, bem como aquelas definidas em leis especiais. As infrações à legislação sanitária, estabelecidas na Lei 6.437/77, prevêem desde advertência e multa até o cancelamento da autorização do funcionamento da empresa.

Segundo Rômulo Gouveia, o consumo de energéticos em excesso ou por determinados grupos, especialmente crianças e jovens e por aqueles que têm tendência a arritmias, pode provocar sérios danos à saúde.

“Os energéticos são ricos em cafeína, que é um estimulante do sistema nervoso e pode provocar o aumento da pressão arterial e dos batimentos cardíacos. Ademais, os especialistas informam que os riscos se ampliam quando os energéticos são utilizados com bebida alcoólica, prática comum entre jovens”, afirma o deputado. Para ele, outro aspecto bastante preocupante no consumo destas bebidas é “o fato de ter forte potencial de causar dependência”.

Gouveia ressalta ainda que o Estatuto da Criança e do Adolescente (Lei 8.069/90) proíbe a venda de produtos cujos componentes possam causar dependência física ou psíquica ainda que por utilização indevida.

“Por todas essas razões, faz-se necessário que equiparemos as restrições do consumo de bebidas energéticas às existentes para as bebidas alcoólicas”, defendeu o parlamentar.

Tramitação – O projeto será analisado pelas comissões de Seguridade Social e Família; e de Constituição e Justiça e de Cidadania (inclusive quanto ao mérito), antes de seguir para o Plenário.

MaisPB

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Água do maior açude da PB continua imprópria para consumo e Fundação alerta para risco

coremasMaior reservatório da Paraíba, o açude Coremas Mãe Dágua, no Sertão do Estado,  está agonizando. A água armazenada no manancial é imprópria para o consumo humano, e a população teme problemas de saúde. Pelo menos essa é a constatação de um laudo elaborado pela Unidade Regional de Controle da Qualidade da Água, da Fundação Nacional de Saúde (Funasa).

As amostras coletadas apresentaram coliformes totais, que indica a contaminação com material fecal. Segundo relatório da Funasa, o uso inadequado da água pode acarretar em problemas de saúde a população como o surgimento de câncer. A água que chega nas torneiras não é tratada, e a cada dia a qualidade da água fica pior.

A constatação foi da existência de coliformes totais (grupos de bactérias indicadoras de contaminação com material fecal de animais) e presença de outros organismos.

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O abastecimento de água na cidade Coremas não é atendido pela Companhia de Água e Esgotos da Paraíba (Cagepa). A responsabilidade do tratamento e da distribuição da água é da Prefeitura da cidade.

Diante do risco, os moradores de Coremas estão mobilizando no sentido de pedir a instalação de uma estação de tratamento.

O açude está com menos de 16.8% de sua capacidade, o que representa pouco mais de 99 milhões de agua acumulada. E a cada dia, com o prolongamento da seca, a a situação fica mais crítica.

Maior manancial do Estado da Paraíba e o terceiro maior do Nordeste, o açude Coremas Mãe Dágua é responsável hoje por abastecer uma população de 464.993 habitantes, segundo levantamento do Instituto Patoense de Pesquisa e Estatística-INPPE.

Os dados levam em consideração os municípios que utilizam a água do manancial nos estados da Paraíba e Rio Grande do Norte, tanto através do sistema de adutora, quanto por meio da captação do líquido na bacia do Rio Piranhas, seguindo curso até o Rio Grande do Norte.

Nos dois estados, o manancial é responsável por abastecer 30 municípios, alguns quase na sua totalidade a exemplo de Patos, município que hoje conta com 102.020 habitantes, segundo dados do Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística IBGE.

Na Paraíba, o açude Coremas Mãe D’água abastece atualmente os municípios de Patos; Pombal; São Bento; Belém do Brejo do Cruz; Santa Luzia; Coremas; Paulista; Belém; São Mamede; Condado; Malta; São José de Espinharas; São Bentinho; São José do Sabuji; Salgadinho; Cacimba de Areia; Vista Serrana; Cajazeirinhas; Várzea; Passagem; Areia de Baraúnas e Quixaba, que juntos totalizam 22 municípios, e 287.021 habitantes.

A exemplo de Coremas, outros dois grandes açudes da Paraíba também estão em situação crítica. O açude Epitácio Pessoa em Boqueirão, está como menos de 17% de sua capacidade.

O açude, que é responsável pelo abastecimento hídrico de Campina Grande e de mais 18 municípios, ainda vive um momento crítico, e está perdendo um centímetro de água por aferição segundo a Agência Executiva de Gestão das Águas (AESA). Na última aferição realizada ontem 07/08/2015 o manancial que tem capacidade máxima (m3) – 411.686.287 apresentou o volume total em (m3) de 70.280.392, ou seja, detém 17,1% do seu volume total. No ultimo dia 31 de julho o manancial tinha 17,3%. Construído pelo Departamento Nacional de Obras Contra a Seca (DENOCS), Boqueirão é responsável por matar a sede de 1 milhão de paraibanos.

Outro açude que agoniza é barragem de Acauã (Argemiro de Figueiredo), mais conhecida como Acauã. Inaugurada em 2002, com capacidade de armazenamento de 253 milhões de metros cúbicos de água, a barragem seria responsável por represar as águas do Rio Paraíba em seu médio curso. No entanto, hoje, Acauã possui apesar de estar recuperando sua capacidade hídrica detém pouco mais de 42 milhões de metros cúbicos de água, o que representa apenas 16,8% de sua capacidade de armazenamento.

Severino Lopes

PBAgora

Consumo de cigarros, drogas e álcool entre jovens é o mais baixo em 30 anos

cigarroO consumo de bebidas alcoólicas e drogas ilícitas atingiu o nível mais baixo na Inglaterra em 30 anos, pelo menos entre os jovens do ensino secundário. Porém, um quinto já experimentou cigarros eletrônicos e um em cada 40 adolescentes admitem já ter usado alguma substância ilegal. As informações são do The Mirror.

Em 2014, 18% dos jovens entre 11 e 15 anos disseram ter fumado, pelo menos uma vez. E este é o nível mais baixo desde que a pesquisa começou, em 1982.

Segundo o levantamento anual que avalia jovens que do 7º ao 11º ano de ensino (ou dos 11 aos 15 anos de idade), publicada pelo Ministério da Saúde e Assistência Social do governo inglês, os números continuam a cair desde 2003, quando 42% dos adolescentes admitiram já ter fumado cigarro.

O uso de cigarros eletrônicos foi considerado baixo entre jovens que nunca tinham fumado, 11%. Já 10% afirmam ter usado cachimbos de água, como o narguilé, pelo menos uma vez.

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Em 2014, 38% dos jovens de 11 a 15 anos afirmaram ter experimentado álcool ao menos uma vez, o menor resultado desde que a pesquisa começou. E apenas 8% teriam ficado bêbados na semana anterior ao estudo, um quarto do resultado de 2004, que atingiu 23%.

De acordo com a pesquisa, 4% disseram que ficavam bêbados pelo menos uma vez por semana, comparado com os 17% de 2004. E 67% dos jovens afirmam nunca ter ingerido ou não ingerirem mais álcool.

O uso de drogas entre jovens também diminui. Em 2014, 15% teriam consumido algum tipo de substância ilícita – em comparação com 26%, em 2004 – e 6% teriam usado drogas no mês anterior.

Além disso, 2,9% dos alunos disseram já ter usado cola ou aerossóis, mas o número também diminuiu em relação a 2004, quando 5,6% admitiram ter usado essas substâncias.

A pesquisa também mostra que menos de um em 100 estudantes teriam experimentado cocaína ou ecstasy nos anos anteriores, um em 200 teria utilizado mefedrona e um em 500 teria injetado heroína.

O estudo também relata que alunos que não tiveram aulas de combate às drogas no 8º ano têm três vezes mais chance de experimentarem substâncias ilícitas. Dos entrevistados, 6% relataram que já receberam oferta de drogas, porém, apenas 2,5% teriam experimentado.

O resultado final da pesquisa revelou que, na Inglaterra, em 2014, cerca de 90 mil estudantes entre 11 e 15 anos são fumantes ativos, 240 mil teriam ficado bêbados na semana anterior à avaliação, 180 mil utilizaram drogas ilícitas no mês anterior e 310 mil teriam utilizado no ano anterior.

Terra