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Pesquisa revela aumento do consumo de notícias durante pandemia

A pandemia de covid-19 levou sete a cada dez pessoas a consumir notícias diariamente e a se manter atualizadas sobre os acontecimentos por meio da televisão.

Para 65% dos 831 participantes do levantamento da pesquisa Coronavírus, Comunicação e Informação, elaborada por docentes da Universidade Federal do Espírito Santo (UFES), outras fontes centrais de informação foram a versão online de jornais e os blogs.

Os voluntários, oriundos de 24 estados e também de outros países, responderam questionário on-line, entre os dias 12 e 19 abril.

Por meio dos resultados, observa-se que o que mais se privilegiou foram a atuação do governo federal (81,46%), a divulgação de descobertas científicas (73,89%) e o que se recomendava como medidas de prevenção contra a doença (72,32%). Outros tópicos que despertaram interesse foram a reação de outros países frente ao problema (65,7%), números relativos ao total.

l de óbitos e casos confirmados da doença (59%), causas e sintomas de covid-19 (52,5%) e redes de solidariedade que se formaram com o objetivo de prestar ajuda a pessoas que estivessem passando necessidades (51,3%).

Compartilhamento

A maioria dos entrevistados declarou compartilhar conteúdos referentes à pandemia. A periodicidade variou. Enquanto mais da metade (57,2%) afirmou divulgar às vezes; 22% fizeram diariamente e 1,4% com outra frequência. No total, cerca de um quinto (19,4%) disse que não publicou nada.

Teor de conteúdos

Em relação ao teor dos conteúdos compartilhados, o que mais se viu foram alertas de autoridades (54,8%), reportagens e artigos jornalísticos (49,9%), áudios e vídeos de especialistas (44,5%) e informações sobre causas e sintomas (28,2%).

Na outra mão, nota-se que 58,4% receberam reportagens e artigos jornalísticos, 53,4% memes e 52,3% áudios e vídeos de especialistas. Aqui, ficaram praticamente parelhos as fake news e os alertas de autoridades, com 47,7% e 47,4%.

Mudança de rotina

Segundo a professora Daniela Zanetti, uma das autoras da pesquisa, assinada com Ruth Reis, a preferência pelos formatos televisivo e online de noticiários tem a ver com a mudança de rotina que foi promovida durante a pandemia.

“Quando a gente fez essa pesquisa, foi exatamente quando houve maior isolamento social. A média no Brasil era maior. Todos os veículos vêm noticiando que vem caindo essa taxa, meio que voltando a uma normalidade que não existe. Então, realmente, aumentou o consumo de meios de comunicação jornalístico. Se a gente estava em uma via de menos consumo de televisão, tudo migrando para as redes [sociais] ou fonte de informação variada, percebemos que nesse período a televisão e esses canais mais institucionalizados voltaram a ter mais força, e também começou mais o consumo multitelas”, pontua.

“Se se pensa em uma rotina de estar sempre na rua, em vários ambientes, mas não estar em casa para ligar a TV, você vai acessar o dispositivo que está mais à mão, que é o celular. Então, ficando em casa, a televisão fica com mais uma tela, que pode estar facilmente sendo usada enquanto você faz outras coisas. Isso foi uma coisa que nos ocorreu”, acrescenta.

Perguntada sobre a possibilidade de se considerar os resultados obtidos pelo levantamento como um sinal de que parte da população tornou a confiar mais na imprensa, após desacreditá-la, Daniela diz que não há como se fazer tal afirmativa.

“Acho que é preciso agregar mais pesquisas em relação a isso. Agora, com certeza, os meios de comunicação têm tido esse papel importante de esclarecer com dados mais fidedignos.”

 

Foto: Marcello Casal jr/Agência Brasil

Agência Brasil

 

 

Consumo de água aumenta na quarentena e presidente da Cagepa faz alerta

O presidente da Companhia de Água e Esgotos da Paraíba (Cagepa) Marcus Vinícius Fernandes, disse que o consumo de água aumentou nos últimos dias na Paraíba por conta do confinamento feito por parte da população em função da pandemia do novo coronavírus. Segundo ele, isso preocupa, já que a produção não aumentou e esse ritmo pode gerar desabastecimento.

“Temos que ponderar o equilíbrio entre oferta e demanda. O consumo desenfreado pode baixar o nível dos reservatórios rapidamente. Se abusar, vai faltar”, comentou. Marcos pede que a população comece a agir de maneira solidária.

“No cenário atual de pandemia, precisamos unir esforços para combater essa ameaça. Precisamos ter responsabilidade e senso coletivo para enfrentarmos esse problema. Sabemos que a principal medida preventiva é a higienização, então estamos trabalhando para evitar a falta d’água. Mas à população precisa ser nossa parceira nesse processo”, disse o presidente da Cagepa.

 

pbagora

 

 

Aumenta o consumo de álcool durante a quarentena; entenda os riscos

A Organização Mundial da Saúde (OMS) recentemente recomendou que os governos limitassem a venda de bebidas alcoólicas durante o período de isolamento social. Seguindo as recomendações, os Alcoólicos Anônimos passaram a realizar suas reuniões de forma on-line.

A OMS considera o álcool, o tabaco e outras drogas como “estratégias inúteis” para o enfrentamento da pandemia do coronavírus. Os representantes de entidades como o AA se preocupam com os riscos do fácil acesso à bebida nesse período.

– Nós temos essa informação de que aumentou realmente essa procura por bebidas alcoólicas em Campina Grande. Os supermercados estão abertos e esse consumo está enorme – informou à Rádio Campina FM, um dos representantes do Alcoólicos Anônimos de Campina Grande.

“É necessário que a sociedade entenda o alcoolismo como doença, que pode ser tratada. Nós que já passamos por isso podemos atestar”, pontuou o representante, alertando para a gravidade e os riscos do alcoolismo.

 

paraibaonline

 

 

Polícia Civil confirma 7ª morte que pode estar relacionada ao consumo de cerveja da Backer

A Polícia Civil de Minas Gerais confirmou, na manhã desta segunda-feira (9), a sétima morte que pode estar relacionada ao consumo de cerveja da Backer. O corpo foi levado para o Instituto Médico-Legal (IML) de Belo Horizonte durante a madrugada.

De acordo com a Associação Famílias Vítimas da Backer, Ronaldo Vitor Santos tinha 49 anos. O velório deve ser realizado nesta tarde.

A polícia investiga, desde janeiro, 38 casos suspeitos de intoxicação por dietilenoglicol. A substância foi encontrada em 11 destes pacientes. O inquérito foi aberto depois que vítimas manifestaram sintomas como dores abdominais, náuseas, vômitos, alterações neurológicas e insuficiência renal.

O caso Backer completou, nesta sexta-feira (6), dois meses de investigação e ainda não se sabe como o dietilenoglicol foi parar nos tanques de produção e nas garrafas de cerveja. O prazo de conclusão do inquérito ainda não foi definido.

Segundo a Polícia Civil, até o momento, foram ouvidas mais de 50 pessoas, entre testemunhas, vítimas e familiares.

 

G1

 

 

Câncer: consumo de cigarro light, eletrônico ou narguilé também são responsáveis pela doença

Consumo de tabaco pode ampliar cerca de 20 vezes o risco do surgimento do câncer de pulmão e de quatro a dez vezes mais chances de desenvolver ao menos 12 tipos de câncer
Com mais de 21 milhões de fumantes no Brasil, o tabagismo é responsável por cerca de 90% dos casos de câncer de pulmão de acordo com o Instituto Nacional do Câncer (INCA). Apesar de muitas pesquisas levantarem os malefícios causados pelos cigarros tradicionais, as alternativas como os cigarros light, eletrônico ou narguiles também podem ser prejudiciais à saúde.

Cigarro light

Cientistas da Ohio State University, nos Estados Unidos, apontaram que o cigarro do tipo light pode ser a razão do aumento de um câncer chamado adenocarcinoma pulmonar, muito comum entre fumantes, bastante agressivo e de difícil remoção cirúrgica. Durante o estudo, os pesquisadores perceberam que o consumo excessivo desses cigarros pode estar diretamente ligado ao aumento dos casos nos últimos 50 anos.

Isso porque os cigarros do tipo light foram desenvolvidos com filtros minúsculos. Os furos de ventilação do filtro permitem que os fumantes inalem mais fumaça, responsável por aumentar os níveis de produtos químicos e outras toxinas no organismo. Considerada uma opção menos agressiva que os demais cigarros comercializados no mercado, hoje essa ideia já é contestada por toda a comunidade médica.

Segundo a oncologista Dra. Mariana Laloni, do Centro Paulista de Oncologia (CPO), unidade paulista do Grupo Oncoclínicas, existem dois tipos principais de câncer de pulmão: carcinoma de pequenas células e de não pequenas células. “O carcinoma de não pequenas células corresponde a 85% dos casos e se subdivide em carcinoma epidermóide, adenocarcinoma e carcinoma de grandes células. O tipo mais comum no Brasil e no mundo é o adenocarcinoma e atinge 40% dos doentes”, comenta.

Cigarro eletrônico

Um estudo publicado esta semana na revista científica Thorax, realizado pela Universidade de Birmingham, revelou que o vapor inalado através do cigarro eletrônico pode debilitar as células que protegem os tecidos pulmonares. Os macrófagos alveolares – importantes células que promovem o controle de elementos estranhos no corpo – que foram expostos ao vapor apresentaram danos maiores em relação à exposição apenas ao líquido do dispositivo.

Essa não foi a primeira pesquisa que evidenciou os perigos do cigarro eletrônico. Outro estudo elaborado por pesquisadores da faculdade de medicina da Universidade de Nova York relacionou o uso do o cigarro eletrônico ao aumento do risco de câncer e doenças cardíacas.

A Dra. Mariana Laloni conta que, apesar de conter menos substâncias cancerígenas que os cigarros convencionais, o cigarro eletrônico, principalmente após o uso prolongado, ainda apresenta riscos e não deve ser considerado uma opção segura.

Narguilé

O Narguilé é um cachimbo que traz um fumo feito de tabaco, melaço e frutas ou aromatizantes. Por conter água e um mecanismo de filtragem, difundiu-se a ideia de que o seu consumo pode ser menos prejudicial à saúde, mas na realidade, ele pode ser tão ruim quanto os cigarros tradicionais.

De acordo com uma estimativa da Organização Mundial da Saúde (OMS), uma sessão de narguilé, que dura em média de 20 a 80 minutos, equivale a fumar cerca de cem cigarros.

A oncologista ainda afirma que as outras formas de consumo de tabaco (como narguilé, charuto, cachimbo e cigarros eletrônicos) são responsáveis por ampliarem em cerca de 20 vezes o risco de surgimento do câncer de pulmão e de quatro a dez vezes mais chances de desenvolver ao menos 13 outros tipos de câncer: de boca, laringe, faringe, esôfago, estômago, pâncreas, fígado, intestino, rim, bexiga, colo de útero, ovário e alguns tipos de leucemia.

Sobre o CPO

Fundado há mais de três décadas pelos oncologistas clínicos Sergio Simon e Rene Gansl, o Centro Paulista de Oncologia CPO – Grupo Oncoclínicas, oferece cuidado integral e individualizado ao paciente oncológico. Com um corpo clínico com mais de 50 oncologistas e hematologistas e uma capacitada equipe multiprofissional com psicólogos, nutricionistas, farmacêuticos, enfermeiros e reflexologistas. Oferece consultas médicas oncológicas e hematológicas, aplicação ambulatorial de quimioterápicos, imunobiológicos e medicamentos de suporte, assistência multidisciplinar ambulatorial, além de um serviço de apoio telefônico aos pacientes 24 horas por dia e acompanhamento médico durante internações hospitalares.

O CPO possui a acreditação em nível III pela Organização Nacional de Acreditação (ONA) e a Acreditação Canadense Diamante (Accreditation Canada), do Canadian Council on Health Services Accreditation, o que confere ao serviço os certificados de “excelência em gestão e assistência” e qualifica a instituição no exercício das melhores práticas da medicina de acordo com os padrões internacionais de avaliação. A instituição possui uma parceria internacional com o Dana Farber Institute / Harvard Cancer Center, que garante a possibilidade de intercâmbio de informações entre os especialistas brasileiros e americanos, bem como discussão de casos clínicos. Além disso, ainda, proporciona a educação médica continuada do corpo clínico do CPO, com aulas, intercâmbios e eventos com novidades em estudos e avanços no tratamento da doença. Atualmente o CPO possui duas unidades de atendimento em São Paulo, nos bairros de Higienópolis e Vila Olímpia.

Sobre o Grupo Oncoclínicas

Fundado em 2010, é o maior grupo especializado no tratamento do câncer na América Latina. Possui atuação em oncologia, radioterapia e hematologia em 11 estados brasileiros. Atualmente, conta com mais de 60 unidades entre clínicas e parcerias hospitalares, que oferecem tratamento individualizado, baseado em atualização científica, e com foco na segurança e o conforto do paciente.

Seu corpo clínico é composto por mais de 450 médicos, além das equipes multidisciplinares de apoio, que são responsáveis pelo cuidado integral dos pacientes.

O Grupo Oncoclínicas conta ainda com parceira exclusiva no Brasil com o Dana-Farber Cancer Institute, um dos mais renomados centros de pesquisa e tratamento do câncer no mundo, afiliado a Harvard Medical School, em Boston, EUA.

Para obter mais informações, visite www.grupooncoclinicas.com.

 

DIGITAL TRIX

 

 

Consumo de álcool entre idosos aumenta e preocupa autoridades

O uso de substâncias psicoativas entre idosos vem preocupando os profissionais da área da saúde e novas descobertas têm apontado que o tema merece atenção do poder público. De acordo com a publicação Álcool e a Saúde dos Brasileiros – Panorama 2019, houve um aumento, entre 2010 e 2016, de 6,9% e 6,7% no número de internações e de óbitos parcial ou totalmente atribuíveis ao álcool na população com 55 ou mais anos de idade, respectivamente.

A ingestão de bebida alcoólica nessa faixa etária pode provocar efeitos mais acentuados comparativamente aos jovens de mesmo sexo e peso. Isso acontece porque o envelhecimento costuma diminuir a tolerância do corpo ao álcool, devido a uma série de alterações fisiológicas, como mudanças na capacidade de metabolização hepática e função renal, bem como na composição corporal, com maior tendência à desidratação.

Diante desta sensibilidade, a recomendação é que pessoas acima de 65 anos, se decidirem beber, se limitem a três doses de álcool em único dia, sem ultrapassar sete doses por semana. Vale lembrar que uma dose de álcool é equivalente à ingestão de 350 mL de cerveja, 150 mL de vinho ou 45 mL de destilado (vodca, uísque, cachaça, gin ou rum). É importante ressaltar que pessoas com problemas de saúde que possam ser agravados pelo álcool não devem beber.

Abusar do consumo de bebidas alcoólicas nessa fase da vida pode trazer consequências preocupantes. Destaco, entre elas, déficits no funcionamento cognitivo e intelectual, prejuízos no comportamento global, aumento do número de doenças e agravos a outros problemas de saúde comuns à idade. Além disso, os idosos ficam expostos a um maior risco de quedas e lesões e podem sofrer ainda outros impactos pela interação do álcool com medicamentos mais comumente utilizados na terceira idade.

Um artigo de revisão (Wang & Andrade, 2013) reportou que o padrão Beber Pesado Episódico* (BPE), quando é consumida grande quantidade de álcool em curto período de tempo, e os transtornos relacionados ao álcool (abuso e dependência) em idosos estão mais associados ao sexo masculino e a ser economicamente desfavorecido. Em paralelo, as idosas representam um subgrupo que merece atenção específica, já que, para elas, a progressão do uso à dependência tende a ocorrer mais rapidamente e as consequências adversas iniciam-se mais precocemente. Além disso, elas estão especialmente mais propensas que os homens a utilizar medicamentos de uso controlado, como tranquilizantes, analgésicos, sedativos, estimulantes e antidepressivos. Apesar de a incidência de transtornos relacionados ao uso de álcool em idosos ser estimada em 1 a 3%, pesquisadores alertam que o diagnóstico é subestimado.

Esses dados mostram que parte considerável dos idosos brasileiros consome bebidas alcoólicas e sabe-se que este comportamento, especialmente se excessivo e frequente, na terceira idade, pode aumentar os riscos de complicações da saúde e mortes. Somado a isso, há o contexto do envelhecimento da população brasileira – alavancado pelo aumento da expectativa de vida, diminuição da natalidade e avanços dos serviços de saúde, incluindo o acesso e a disponibilidade de tratamentos. É notável, portanto, que os idosos sejam alvo de campanhas e políticas públicas específicas de prevenção ao uso nocivo de álcool.

*Beber Pesado Episódico é um padrão de uso nocivo que equivale ao consumo de 60 g ou mais (cerca de 4 doses ou mais) de álcool puro em uma única ocasião ao menos uma vez no último mês. Uma (1) dose corresponde a cerca de 14 g de álcool puro, o equivalente a 350 mL de cerveja, 150 mL de vinho ou 45 mL de destilado (vodca, uísque, cachaça, gin ou rum).

 

por Arthur Guerra de Andrade

 

 

Consumo diário de refrigerante diet aumenta risco de derrame e demência, indica estudo

Bebidas adoçadas artificialmente, como refrigerante diet, podem aumentar o risco de acidente vascular cerebral e demência. É o que mostra uma pesquisa da Universidade de Boston, publicada na revista científica americana Stroke.

De acordo com o estudo, tomar pelo menos uma lata de refrigerante diet por dia está associado a um risco quase três vezes maior de sofrer um acidente vascular cerebral ou desenvolver demência.

O estudo ressalta, no entanto, que a versão “normal” das bebidas, adoçadas com açúcar, não está associada ao risco de desenvolver qualquer uma dessas condições, contrariando algumas pesquisas já realizadas anteriormente.

“Não foi surpresa descobrir que a ingestão de refrigerante diet está associada com acidente vascular cerebral e demência. O que me surpreendeu foi que a ingestão de bebidas adoçadas com açúcar não está associada a esses riscos, porque as bebidas com açúcar são conhecidas por não serem saudáveis”, disse Matthew Pase, que coordenou a pesquisa, em entrevista à CNN.

Os pesquisadores admitem, no entanto, que não conseguiram provar uma relação direta de causa e efeito entre a ingestão de bebidas adoçadas artificialmente e o aumento do risco de derrame e demência. Segundo eles, trata-se de uma associação, já que o estudo se baseia em observações e dados fornecidos por meio de um questionário sobre hábitos alimentares.

A pesquisa

Cerca de 4 mil pessoas participaram da pesquisa, que organizou dois grupos de estudo por faixa etária: 2.888 adultos com mais de 45 anos (para analisar a incidência de derrame) e 1.484 com mais de 60 anos (para avaliar os casos demência). Os dados, coletados por meio de questionários, foram cedido pelo Framingham Heart Study, extenso projeto da Universidade de Boston sobre doença cardiovasculares.

Os pesquisadores analisaram a quantidade de bebidas e refrigerantes diet e normal ingerida por cada participante, em diferentes momentos, entre 1991 e 2001. Em seguida, compararam com o número de pessoas foram vítimas de derrame ou demência num prazo de 10 anos . No período, foram observados 97 casos de acidente vascular cerebral (82 isquêmicos, causado por vasos sangüíneos bloqueados) e 81 de demência (63 compatíveis com Alzheimer).

“Após fazer ajustes por idade, sexo, educação (para análise da demência), ingestão calórica, qualidade da dieta, atividade física e tabagismo, maior consumo recente e maior de refrigerantes adoçados artificialmente foram associados a um risco maior de AVC isquêmico e demência, como a doença de Alzheimer”, diz o estudo.

De acordo com a pesquisa, aqueles que consumiam pelo menos uma lata de bebida diet diariamente eram 2,96 vezes mais propensos a sofrer um acidente vascular cerebral isquêmico e tinham 2,89 vezes mais tendência a desenvolver o mal de Alzheimer do que aqueles que bebiam menos de uma vez por semana.

Outros estudos

Essa não é a primeira vez que bebidas diet são associadas ao desenvolvimento de problemas de saúde. A pesquisa cita o estudo Northern Manhattan, que teria revelado que “o consumo diário de refrigerante adoçado artificialmente estava ligado a um risco maior de incidentes vasculares, mas não de acidente vascular cerebral”.

Outro exemplo mencionado é o Nurses Health study and Health Professionals, que mostrou que “o alto consumo de açúcar e refrigerantes adoçados artificialmente foi associado a um risco maior de derrame”.

G1

Consumo frequente de antibióticos favorece surgimento de pólipos

 Foto: REUTERS/Srdjan Zivulovic)
Foto: REUTERS/Srdjan Zivulovic)

Pessoas que tomaram antibióticos de maneira importante entre os 20 e os 60 anos apresentaram maior frequência de pólipos, pequenas lesões benignas na parede do intestino que podem, a longo prazo, se transformar em câncer, revela um estudo publicado nesta quarta-feira pela revista médica “Gut”.

O estudo analisou 16.600 mulheres americanas com mais de 60 anos que realizaram colonoscopia, incluindo 1.195 que apresentaram pólipos ou adenomas colorretais.

Os autores do estudo, publicado na revista do grupo British Medical Journal, observaram que mulheres submetidas a tratamento com antibióticos durante ao menos dois meses acumulados entre os 20 e os 39 anos tinham 36% mais probabilidade de ter pólipos no cólon ou no reto em relação às demais.

Entre as mulheres que receberam antibióticos durante ao menos dois meses entre os 40 e os 59 anos, a possibilidade de pólipos é 69% maior em relação às demais, segundo os autores do estudo, da Harvard Medical School e da Harvard TH Chan School of Public Health, em Boston.

Alteração da flora intestinal

O estudo constata uma situação estatística, mas não estabelece uma relação de causa e efeito entre o consumo de antibióticos e o surgimento de pólipos. Mas esta relação teria uma “explicação biológica plausível”, já que os antibióticos alteram a flora intestinal ao reduzir a quantidade e a diversidade das bactérias presentes.

Outros estudos já observaram a redução de algumas bactérias e a proliferação de outras em pacientes com câncer colorretal.

“A estes dados se somam o que já se conhece sobre sobre a importância da flora intestinal para nossa saúde”, comentou Sheena Cruickshank, especialista em imunologia da Universidade de Manchester, que não participou do estudo.

Mas os autores não levaram suficientemente em conta a contribuição dos hábitos alimentares das mulheres que apresentaram pólipos, e nem o eventual impacto da presença de antibióticos em sua alimentação, provenientes dos tratamentos aplicados a animais de abate.

Os antibióticos são “medicamentos essenciais para tratar as infecções bacterianas e, quando utilizados corretamente, podem salvar a vida”, acrescenta Cruickshank.

 G1

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Executiva estadual da Juventude do PMDB lança pré-candidatura de Maranhão ao governo

jose_targino_maranhaoA executiva estadual da Juventude do Partido do Movimento Democrático Brasileiro (PMDB) na Paraíba indicou, nesta segunda-feira (23), o nome do senador José Maranhão como pré-candidato do partido ao governo do estado em 2018.

Em nota à imprensa, a Juventude do PMDB disse que a escolha do nome do senador foi por maioria qualificada. Lembra, no entanto, que a discussão sobre o debate em torno de nomes para disputar as eleições gerais do ano que vem não foi provocada pela executiva estadual da Juventude.

A Juventude peemedebista disse que o PMDB não pode ficar a reboque de outras legendas.

Diz à nota que, “Diante da antecipação do cenário político estadual, temos a satisfação de indicar o nome do filiado e senador da República José Targino Maranhão, como nosso pré-candidato”.

Confira a nota:

Nota da Juventude do PMDB da Paraíba

A Executiva Estadual da Juventude do PMDB da Paraíba, por maioria qualificada, vem por meio deste, informar, que após manifestações de filiados com mandato, acerca do posicionamento do PMDB no pleito vindouro, abrimos ampla discussão sobre o tema, que não foi suscitando por nós, haja vista que só iriamos debater o tema no ano eleitoral, chegando ao entendimento de que o nosso partido é grande o suficiente para termos pré-candidatura própria, não ficando a reboque de outras agremiações partidárias.

Diante da antecipação do cenário político estadual, temos a satisfação de indicar o nome do filiado e senador da República José Targino Maranhão, como nosso pré-candidato ao cargo de Governador do Estado da Paraíba, nas Eleições de 2018.

O peemedebista José Maranhão possui currículo invejável, tendo sido deputado estadual, deputado federal, vice-governador, governador por três mandatos e senador por duas vezes, portanto, testado e aprovado pelo povo paraibano, através do voto.

João Pessoa-PB, 23 de Janeiro de 2017.

Dihêgo Amaranto

Presidente Estadual da Juventude do PMDB da Paraíba

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Consumo de bebida alcoólica aumenta vontade de comer, diz estudo

bebidaSe você sente muita fome após tomar bebidas alcoólicas, saiba que existe uma explicação para isso. Um grupo de cientistas do Instituto Francis Crick, em Londres, descobriu que o álcool ativa os mesmos neurônios que normalmente estimulam a fome.

O estudo, publicado no dia 10 de janeiro pela “Nature Communications”, pode ajudar a entender como o consumo de álcool está ligado a compulsão alimentar. As bebidas alcoólicas são ricas em calorias, por esse motivo deveriam suprime os sinais de fome do cérebro, porém de alguma forma isso não acontece.

Os pesquisadores identificaram que os componentes fundamentais dos circuitos da alimentação no cérebro, que estimulam a sensação de fome, também são ativados pelo álcool. Além disso, descobriram que a atividade dos neurônios AGRP do hipotálamo é essencial na ingestão de alimentos induzida pelo etanol, um dos componentes do álcool, na ausência de fatores sociais que possam induzir a comer demais.

Foram realizadas análises com dois grupos de ratos. O primeiro deles teve um consumo excessivo de álcool por três dias (ingerindo o equivalente a 18 doses por dia), já o segundo grupo não foi submetido ao uso do etanol.

O resultado mostrou que os ratos que permaneceram “sóbrios” não alteraram seus padrões de consumo alimentar, mas os animais que tiveram um consumo excessivo apresentaram um aumento significativo na ingestão de alimentos.

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