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Inadimplência do consumidor cresce 0,9% no primeiro semestre de 2019

O volume de consumidores com contas sem pagar cresceu 9% no primeiro semestre de 2019, na comparação com o final do ano passado. Segundo a Confederação Nacional de Dirigentes Lojistas (CNDL) e o Serviço de Proteção ao Crédito (SPC Brasil) é a segunda menor variação nos atrasos, desde 2012, quando a inadimplência havia crescido 5,8% no primeiro semestre.

Quando analisado só o mês de junho, o volume de consumidores com contas sem pagar, e registrados em listas de inadimplentes, teve alta de 1,7% ante o mesmo mês de 2018.

Na avaliação do presidente da CNDL, José Cesar da Costa, a inadimplência apresentar crescimento mais modesta é fator positivo, que acompanha a lenta recuperação da economia. Mas o número de pessoas com atraso nas contas e dificuldade de voltar ao mercado de crédito ainda é muito elevado. Até abril deste ano, eram 62,6 milhões de pessoas nessa situação, o que representa quase 41% da população adulta.

Segundo ele, o ano de 2019 vem frustrando as expectativas de que haveria uma consolidação no processo de retomada econômica, com reflexo positivo no dia a dia dos consumidores. Embora os juros estejam menores e a inflação dentro da meta, o desemprego ainda é elevado e acaba reduzindo tanto a capacidade de pagamento das famílias, quanto ao apetite às compras.

“A recuperação está mais lenta que o esperado e as projeções mostram que teremos um segundo semestre ainda tímido para as finanças do brasileiro, mesmo com o avanço de reformas estruturais, cujos efeitos serão sentidos no longo prazo. A expectativa é que a inadimplência comece a apresentar recuos a partir de 2020”, afirmou.

Regiões

O indicador mostrou alta no número de inadimplentes em três das cinco regiões do país. Na Região Sudeste ocorreu maior crescimento em junho, na comparação com junho do ano passado (3,4%). Em segundo lugar, ficou a Região Norte, com alta de 2,2%, seguida da região Sul (1,79%). Com exceção da Região Norte, todas também apresentaram desaceleração nos atrasos. Já no caso das regiões Nordeste e Centro-Oeste, foram observados recuos de -0,6% e -0,3%.

Faixa etária

O levantamento também indicou que na faixa dos 18 aos 24 anos, houve queda de -22,7% e na faixa dos 25 aos 29 anos, de -9,1%. Na faixa que abrange pessoas de 30 a 39 anos, a inadimplência ficou praticamente estável (-0,8%). O maior crescimento no atraso de contas foi observado na população idosa, que varia de 65 aos 84 anos, cuja alta foi de 7,5%. Em seguida, aparecem os consumidores de 50 a 64 anos (3,9%) e de 40 a 49 anos (2,8%).

Valores

De acordo com a pesquisa, somando todas as pendências, cada consumidor inadimplente deve, em média, R$ 3.252,70, valor 0,4% inferior ao constatado no mês anterior (R$ 3.239,48). O valor representa quase três vezes e meia o salário mínimo no país (R$ 998,00). Em média, cada devedor tem duas contas em aberto.

Com relação às dívidas contraídas em nome de pessoas físicas em junho deste ano, na comparação com 2018, houve queda de 1,0%.

As despesas básicas para o funcionamento do lar, como contas de água e luz foram as que mais cresceram em junho de 2019, com alta de 17,2% na base anual de comparação.

As dívidas bancárias, como cartão de crédito, cheque especial, financiamentos e empréstimos tiveram alta de 2,7%. Já as compras feitas no carnê ou crediário, em estabelecimentos comerciais, caíram -5,2%, enquanto os atrasos em contas de internet, TV por assinatura e serviços de telefonia despencaram -20,3% no período.

De acordo com o indicador do SPC Brasil, mais da metade das dívidas pendentes (53%) de pessoas físicas no país têm como credor algum banco ou instituição financeira, seguido do comércio, que concentra 17% do total de dívidas não pagas e do setor de comunicação (11%). Os débitos com as empresas concessionárias de serviços básicos como água e luz representam 10% das dívidas não pagas no Brasil.

“Para evitar o chamado efeito “bola de leve”, o consumidor deve priorizar o pagamento de dívidas com juros mais elevados, que, geralmente, são as dívidas bancárias. É preocupante que o segmento represente a maior fatia das contas em aberto no país. Uma opção que pode ser analisada em certos casos é a substituição da dívida por uma outra que cobra juros mais baixos, como é o caso do consignado”, disse o educador financeiro do SPC Brasil, José Vignoli.

Agência Brasil

 

 

Outubro registra alta no Índice de Confiança do Consumidor na Paraíba

O mês de outubro registrou alta de 1,09% no Índice de Confiança do Consumidor (ICC) na Região Metropolitana de João Pessoa, avaliado pelo Instituto Fecomércio de Pesquisas Econômicas e Sociais da Paraíba. O ICC passou de 104,75 pontos em setembro de 2018 para 105,89 pontos neste mês.

Este resultado foi influenciado pelo índice de expectativa futura que registrou alta de 2,35%. Pois, os consumidores esperam que, após o término das eleições, ocorra melhora na política econômica do país. Além desses fatores, existe a perspectiva de contratação para vagas de empregos temporários para o final de ano.

Na comparação anual, o índice registrou alta de 1,10%, passando de 104,74 em outubro de 2017 para 105,89 pontos neste mês. A escala de pontuação do Índice de Confiança do Consumidor varia de 0 (total pessimismo) a 200 (total otimismo).

Na avaliação por gênero, tanto os homens quanto as mulheres se mostraram mais confiantes, com altas de 1,37% e 0,92%, respectivamente. Os consumidores solteiros registraram o maior acréscimo, com 2,11%. Por escolaridade, os que possuem ensino superior completo demonstraram maior crescimento, 1,74%. Por faixa etária, a maior alta foi registrada pelos consumidores com idades compreendidas entre 26 e 36 anos (1,63%). E, por renda, os que ganham entre sete e dez salários mínimos, com expansão de 1,65%.

Condições atuais e expectativa

O Índice de Confiança do Consumidor é composto por dois subindicadores: O Índice das Condições Econômicas Atuais (ICEA) que apura a confiança do consumidor em relação à sua situação atual e o Índice de Expectativa do Consumidor (IEC) que mede o sentimento do consumidor em relação à sua situação futura. Em outubro de 2018, o IEC foi o que influenciou para o aumento do nível de confiança apurado pelo ICC, com alta de 2,35%. Em contrapartida, o ICEA registrou leve queda de 0,54% neste mesmo período.

Na avaliação dos entrevistados considerando a situação futura da família, o percentual que avaliaram como melhor aumentou de 58,10% em setembro de 2018 para 65,76% em outubro desse ano. Em contrapartida, o percentual dos que avaliaram como pior caiu de 13,47% para 10,60% no mesmo período. Já na avaliação dos consumidores considerando a situação atual da família, a parcela de consumidores que avaliaram como melhor a atual situação familiar caiu de 27,18% em setembro/2018 para 24,75% em outubro/2018 e a parcela de consumidores que julgaram como pior a atual situação da família subiu de 35,16% para 36,25%.

Metodologia

A sondagem tem por objetivo fazer diagnóstico de um conjunto de informações econômicas, construídas a partir de respostas sobre as condições correntes e futuras, esperadas pelos consumidores em níveis micro e macroeconômicos. A escolha da amostra apresenta um índice de confiança de 95% e um erro amostral de 4,90%. Para atender a precisão desejada, a amostra foi estimada em aproximadamente 400 entrevistas, sendo os participantes escolhidos de forma aleatória na RMJP, nos dez primeiros dias do mês, em diversos pontos onde ocorre maior concentração de consumidores.

Assessoria de Comunicação

Aneel inicia campanha para incentivar consumidor a economizar energia

A Agência Nacional de Energia Elétrica (Aneel) começa a veicular hoje (7) peças da campanha para incentivar os brasileiros a pouparem energia. A propaganda, que conta com a participação da cantora Ivete Sangalo e do marido, o nutricionista Daniel Cady, será transmitida por 15 dias em TV aberta e rádio, além de estar disponível na internet.

Segundo a Aneel, a intenção é incentivar a economia e mostrar que toda a família pode colaborar. A presença dos artistas reforça o mote: “Quando economiza junto, a gente economiza mais. Família inteligente, consumo consciente”.

“É importante que toda a população entenda que a energia elétrica é um bem que tem o seu custo ligado diretamente às reais condição de geração”, diz a Aneel, em nota.

Bandeira vermelha

Em novembro, a conta de luz ficará mais cara. No final do mês passado, a Aneel aprovou a bandeira tarifária vermelha patamar 2 para este mês. Isso significa que cada 100 quilowatts-hora (kWh) consumidos custarão R$ 5. Até outubro, o valor cobrado a cada 100 KWh era R$ 3,50.

O aumento se deu devido ao baixo nível dos reservatórios das usinas elétricas em relação ao mês anterior. Segundo a agência, não há risco de desabastecimento de energia elétrica, no entanto, é preciso reforçar as ações relacionadas ao uso consciente e combate ao desperdício. O patamar 2 indica a necessidade de operar usinas térmicas mais caras para compensar a geração hidráulica inibida pela falta de chuvas.

O sistema de bandeiras tarifárias sinaliza o custo real da energia gerada. As bandeiras são nas cores verde, amarela ou vermelha (nos patamares 1 e 2). Elas indicam se a energia custará mais ou menos em função das condições de geração.

Para ajudar na economia, a Aneel divulgou uma lista de medidas que podem ser adotadas pela população:

Chuveiro elétrico

– Tomar banhos mais curtos, de até cinco minutos
– Selecionar a temperatura morna no verão
– Verificar as potências no seu chuveiro e calcular o seu consumo

Ar condicionado

– Não deixar portas e janelas abertas em ambientes com ar condicionado
– Manter os filtros limpos
– Diminuir ao máximo o tempo de utilização do aparelho de ar condicionado
– Colocar cortinas nas janelas que recebem sol direto

Geladeira

– Só deixar a porta da geladeira aberta o tempo que for necessário
– Regular a temperatura interna de acordo com o manual de instruções
– Nunca colocar alimentos quentes dentro da geladeira
– Deixar espaço para ventilação na parte de trás da geladeira e não utilizá-la para secar panos
– Não forrar as prateleiras
– Descongelar a geladeira e verificar as borrachas de vedação regularmente

Iluminação

– Utilizar iluminação natural ou lâmpadas econômicas e apagar a luz ao sair de um cômodo; pintar o ambiente com cores claras

Ferro de passar

– Juntar uma boa quantidade de roupas para passar de uma só vez
– Separar as roupas por tipo e começar por aquelas que exigem menor temperatura
– Nunca deixar o ferro ligado enquanto faz outra atividade

Aparelhos em stand-by

– Retirar os aparelhos da tomada quando possível ou durante longas ausências

Agência Brasil

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A defesa do consumidor não pode sofrer retrocessos

A defesa do consumidor tem sofrido retrocessos nos últimos anos. A mudança de entendimento, por exemplo, no que diz respeito ao distrato de contratos imobiliários é um dos casos citados pelo professor da UFPB e advogado Alfredo Rangel, especialista em defesa do consumidor. Nessa conversa com o Correio, Alfredo Rangel destaca os avanços na legislação, os retrocessos, os projetos que estão tramitando no Congresso para atualizar o CDC e sobre o papel do cidadão em fazer valer seus direitos.

– Desde que o Direito do Consumidor surgiu houve, de fato, alguns ganhos, mas de tempos para cá, notadamente a partir de meados da década passada, verificamos,também alguns retrocessos.

– Quais o senhor destacaria?

– Principalmente, no que diz respeito ao distrato imobiliário – tema de extrema atualidade -, que é o desfazimento dos contratos imobiliários de financiamento da casa própria, que aumentou muito nesses tempos de crise econômica.

– Tanto nos financiamentos públicos como nos privados?

– Principalmente em relação às construtoras. Nesse aspecto houve algum ganho, especialmente na seara jurisprudencial – embora a lei não disponha de como será o desfazimento desses contratos, os tribunais vinham construindo entendimento favorável ao consumidor.

– Professor é impressão nossa ou o Direito do Consumidor sofreu retrocessos nos últimos anos no Brasil?

 

– E o que mudou?

– A gente verifica uma tendência de que alguns entendimentos sejam revistos.

– Seria para fortalecer as construtoras por causa da crise?

– Seria irresponsabilidade de minha parte adivinhar os motivos que levam os tribunais, ou mesmo o legislativo, ou ainda até mesmo o Poder Executivo, porque havia uma tendência de edição de medida provisória, ao nosso ver, extremamente prejudicial ao consumidor  – o que é que leva o Estado a tomar essa posição.

– Afinal as construtoras, incorporadoras, imobiliárias são braços mais fortes nessa relação do que o consumidor…

– Possivelmente. A gente não pode deixar de levar em consideração que o poder de uma empresa é muito maior do que o do consumidor, apesar de lei estipular que cabe a vários órgãos simultânea e concomitantemente a defesa do consumidor. O consumidor continua sendo a parte vulnerável, em qualquer relação de consumo. Isoladamente a força do consumidor é quase nula.

– Daí a necessidade da presença do advogado?

– Do advogado, sem dúvida alguma. Mas para além do advogado, os órgãos de defesa do consumidor como um todo. Da União, dos Estados e dos Municípios. Os órgãos juntos compõem o SNDC – Sistema Nacional de Defesa do Consumidor. E ainda temos o Ministério Público, que é dotado de curadorias de defesa do consumidor. E temos também vários juizados especializados na defesa do consumidor. E o Código de Defesa do Consumidor estimula e fomenta a criação de associações de defesa do consumidor, que são órgãos da sociedade civil organizada.

– Se consegue efetividade na luta em defesa do consumidor?

– Apesar de toda essa estrutura que é, aparentemente, satisfatória, suficiente, continua sendo uma briga de David contra Golias. A lei criou vários órgãos, cujas competências se contrapõem, me parece que antevendo as dificuldades  no desequilíbrio entre o consumidor e os grandes conglomerados. A estrutura é satisfatória, mas vez por outra a gente verifica que há certa deficiência na atuação pontual.

– O que seria essa atuação pontual?

– Em determinados casos a gente vê que um órgão ou outro não teve uma atuação a contento ou que a resposta não veio no momento adequado. Mas a estrutura como um todo me parece satisfatória.

– O que é necessário e urgente para reforçar a ajuda que se pode dar ao?

– A defesa do consumidor é um exercício de afirmação diária, tarefa que se constrói cotidianamente. Diria que nossa principal missão é tentar barrar esses retrocessos, porque em matéria de defesa do consumidor não se pode retroceder. Na atual conjuntura política, econômica, de crise, talvez a gente nem devesse se preocupar em ir além – embora o ideal seja fazer com que haja avanços – mas impedir os retrocessos seria uma medida mais urgente.

– Em que fronteira? No Judiciário, na mobilização popular, na pressão sobre o Congresso?

– São várias frentes. Há um flanco que atua no poder Legislativo – existe hoje mais de uma centena de projetos de lei que versam sobre defesa do consumidor. Dois deles são mais importantes: o 35/14 e o 35/15/2015, que foram aprovados pelo Senado e se encontram na Câmara dos Deputados.

– De que tratam os projetos?

– Eles realizam o que a gente chama de reforma do Código de Defesa do Consumidor. O primeiro dele trata o e-comnerce  – o comércio eletrônico – e o segundo sobre superendividamento. Esses dois projetos são avanços importantes.

– Que outros flancos o senhor destacaria?

– Um outro é no campo do Poder Executivo, que também tem uma força normativa, no que diz respeito ao direito do consumidor. Ele pode editar portarias, decretos, resoluções, que têm força normativa no âmbito da defesa do consumidor.

– Por exemplo…

– Para se ter uma ideia do que estou falando, em 2016 a ANAC – Agência Nacional e Aviação Civil – modificou a resolução que dispunha sobre a bagagem de porão, acabando com a franquia. Hoje as empresas aéreas podem cobrar pela bagagem. E esse retrocesso em matéria de defesa do consumidor foi feito através de uma resolução, oriunda de agência reguladora do Poder Executivo.

– E o que o consumidor pode fazer, já que muitas vezes, ele prefere não reclamar?

– Antes de ser uma questão consumerista é uma questão cidadania. O consumidor cidadão faz valer seus direitos. A gente não pode esquecer que a maioria dos problemas que atinge o consumidor é de índole coletiva. Não são violações pontuais de diretos meus ou direitos seus. Estou falando de condutas que violam direitos do consumidor no atacado.

– Sozinho o consumidor não logrará êxito?

– Daí é demais exigir que o consumidor, individualmente, consiga resolver tais problemas. . Sequer legitimidade para isso ele tem.

– Mas, o consumidor, às vezes, prefere levar a TV cara que ele comprou e tem defeito para a assistência, pagar o conserto e resolver o problema mais depressa…

– Aqui, duas observações: por incrível que pareça o CDC não é um código de penúria do fornecedor e, vez por outra, ele concede algumas colheres de chá ao fornecedor, uma delas diz respeito a esse caso que você pontuou.

– O que diz o CDC?

– Quando a gente compra um produto com vício de qualidade, em regra – há exceções – o fornecedor tem um prazo de 30 dias pára sanar o vício e o fornecedor pode encaminha o consumidor a uma assistência técnica.

– Um mês para o conserto?

– O prazo é de 30 dias para sanar o vício e se ele não for sanado, aí sim, o consumidor poderá substituir o produto, exigir o desfazimento do  negócio com a devolução da quantia paga ou abatimento em relação a outro produto. Lembrando que tudo se dá às expensas do fornecedor.

– Mas o fato real…

– A experiência mostra que o consumidor só sai do canto para instar o aparato estatal a tomar uma providência ou para contratar um advogado para entrar com uma ação contra uma empresa,que tenha violado seus direitos em duas situações: quando ocorrer algum acidente de consumo com dano para o consumidor.

– Que danos seriam?

– Danos morais, físicos, corporais ou quando o produto que apresenta um vício de qualidade é de alto valor, como, por exemplo, o caso da TV que você citou. Em todas as outras situações, quando individualmente é muito pequena, mas coletivamente é grande – uma determinada instituição bancárias cobra, indevidamente, R$ 1,50 de taxa de seus correntistas. Por esse valor, o consumidor individualmente considerado, via de regra não toma nenhuma iniciativa.

– Às vezes, não consegue sequer saber o que aquele débito representa em seu extrato?

– Ele não consegue identifica qual a violação de seus direitos, mas quando a gente transpõe isso para o plano coletivo – quando a gente multiplica essa pequena violação pelo número de consumidores envolvidos, a gente verifica a dimensão da violação ao direito do consumidor. E é por isso que a lei privilegia a tutela coletiva por meio do Estado, em detrimento dessa tutela meramente individual.

– A Justiça é sempre o melhor caminho para o consumidor buscar seus direitos?

– A Justiça, às vezes, é o único caminho. Se é o melhor, ou o pior, não sei, mas é o único. E deveria ser o último. Em princípio, os problemas deveriam ser resolvidos pelo fornecedor.

As empresas dispõem de um canal de atendimento ao consumidor, que chamamos de SACs e é do interesse das próprias empresas que os problemas sejam resolvidos.

– Mas o que se vê, quando o consumidor resolve brigar, é o recurso aos procons…

– Os procons têm uma característica: eles têm poder de polícia e eles podem aplicar as sanções administrativas, aos fornecedores, que basicamente são as multas. Lembrando que essas multas não vão para o consumidor. Então muitos consumidores procuram os procons, que instauram os processos administrativos, aplicam a sanção, mas como a multa  não se direciona para o reclamente, se tem a impressão que o sistema não funcionou, porque o fato é que o bem de consumo que foi comprado não foi substituído. No frigir dos ovos, o Judiciário termina sendo, senão o único, mas a última trincheira do consumidor.

– O que o senhor destacaria nos projetos de lei que estão tramitando no Congresso que propõem mudanças no Código de Defesa do Consumidor?

– Hoje a esmagadora maioria das compras no varejo tende a migrar para o ambiente virtual. Isso, muito mais do que uma tendência futura, já é uma realidade cotidiana. O nosso Código de Defesa do Consumidor foi promulgado no dia 11/07/1990, quando a internet ainda era uma promessa. Então, as compras na internet estão sendo reguladas por dispositivos que originariamente não eram para isso. A gente se vale da analogia.

– Em relação aos Estados Unidos, quais as grandes diferenças no que diz respeito à proteção ao consumidor?

– Em termos normativos, o nosso Código de Defesa do Consumidor é avançado. Apesar de ser de 1990, ainda serve de referência para alguns países. Agora quando a agente sai do plano normativo e vai para o plano das relações econômicas entre fornecedores e consumidores, aí, realmente, a gente precisa ter uma aula daquilo que acontece nos Estados Unidos. Lá não é necessária uma lei para que os fornecedores respeitem os consumidores para que, eventualmente, haja, por exemplo, devolução do valor pago por um produto, quando esse produto não corresponde à justa expectativa de consumo. E lá o consumidor é forte e, a partir daí, existe o interesse empresarial em satisfazer as demandas do consumidor.

 Luiz Carlos Sousa /Correio da Paraíba

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Com produção mais barata, consumidor paga mais caro por combustível

gasolinaDados divulgados pela Agência Nacional de Petróleo (ANP) aponta que o preço médio da gasolina apontou queda pela terceira semana seguida no País. Mas, os valores cobrados nas bombas de combustível ficaram levemente mais altos.

Levantamento da ANP identificou que o preço médio do combustível por litro foi de R$ 3,655, sendo 0,03% – menos de R$ 0,001 – acima do valor registrado pela entidade na primeira quinzena de outubro, quando o valor nas bombas era de R4 3,654. Vale ressaltar que, o corte nos preços, refere-se aos valores cobrados nas refinarias e pode não ser repassado ao consumidor.

Já o preço do diesel e do etanol apresentou queda nos valores cobrados do consumidor. O diesel teve q quarta queda semanal consecutiva ao atingir R$ 2,979. O preço se comparado ao mês de outubro, quando a Petrobras anunciou a primeira redução dos preços, teve retração de 0,77%, cerca de R$ 0,03 mais barato ao consumidor.

No segundo anuncio feito em novembro a retração no preço foi maior e atingiu 1%. O etanol também apresentou leve queda e atingiu preço médio de R$ 2,811, recuo de 0,18%.

As mudanças nos valores cobrados pela Petrobras em suas refinarias faz parte da nova política adotada pela empresa em outubro, mais precisamente, no dia 14, que terá preço de paridade internacional (PPI), margem para remuneração de riscos inerentes à operação e nível de participação no mercado.

Mais barato

No primeiro anuncio de redução dospreços, a Petrobras informou que a empresa estabeleceu a política de não ter preços abaixo da paridade internacional. A PPI inclui também os custos com frete de navios, custos internos com transportes e taxas portuárias.

Na primeira queda anunciada em outubro a companhia decidiu reduzir o preço do diesel em 2,7% e da gasolina em 3,2%. Em novembro a estatal anunciou que o preço do diesel teve redução de 10,4% e a gasolina de 3,1%.

A Petrobras estimava ainda que o preço dos combustíveis tivesse queda de quase 7% nas bombas, mas os postos de combustível, em sua maioria, aumentou o preço cobrado do consumidor.

IG

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Sindipetro não sabe se a redução no preço do diesel e da gasolina vai chegar ao bolso do consumidor

gasolinaO Sindicato do Comércio Varejista de Combustíveis e Derivados de Petróleo da Paraíba (Sindipetro-PB) não sabe se a redução nos preços do diesel e da gasolina nas refinarias (10,4% no óleo diesel e em 3,1% na gasolina) anunciada pela Petrobras no último dia 8 vai chegar no bolso do consumidor.

O sindicato alega que os postos são apenas o elo final na cadeia de comercialização dos combustíveis, razão pela qual cabe ainda aguardar como as distribuidoras operarão dentro da nova política de preços.

O Sindipetro ressalta que não há no momento como fazer uma previsão técnica de quando a redução terá reflexos nos preços de mercado, bem como quais serão os valores, já que as distribuidoras só devem sinalizar o posicionamento no decorrer dos próximos dias.

O sindicato argumenta ainda que os revendedores de combustíveis representam a última etapa na cadeia de comercialização, sendo necessário salientar ainda que a redução do preço é na gasolina A, e não inclui a carga de impostos nem o etanol anidro, que chega a 27% na mistura do produto final que chega às bombas dos postos.

Por fim, o Sindipetro informa que não tem a função de formular ou fiscalizar a prática de preços, seja de associados ou de não associados, cabendo a cada estabelecimento a liberdade para tal fim.

clickpb

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Busca do consumidor por crédito cai quase 9% no 1º semestre

consumidorA busca do consumidor por crédito acumula queda de 8,9% no primeiro semestre do ano, na comparação com o mesmo período de 2015, segundo pesquisa da Boa Vista SCPC. Em 12 meses, a demanda recuou 5,1% e na avaliação anual, a retração foi de 8,2%. Frente a maio de 2016, a baixa foi um pouco menor, de 3%.

Na análise dos segmentos que integram o cálculo do indicador, a busca de crédito nas instituições financeiras caiu 15,2% e no segmento não-financeiro, teve retração de 5,1%.

De acordo com o estudo, apesar de haver sinais de melhoria de expectativas para a economia, o cenário ainda é de muita incerteza para o consumidor. “Fatores como altas taxas de juros, rendimentos reais negativos e desemprego elevado são apenas algumas das variáveis condicionantes deste resultado, que gera como consequência um consumidor bastante cauteloso.”

A expectativa da entidade é que a demanda por crédito continue em patamares negativos, revertendo o cenário somente a partir de 2017.

G1

 

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Emissão da Nota Fiscal de Consumidor Eletrônica é antecipada na PB

nota-fiscalO calendário de obrigatoriedade da emissão da Nota Fiscal de Consumidor Eletrônica (NFC-e) para as empresas varejistas no Estado da Paraíba foi antecipado pela Secretaria de Estado da Receita. As datas foram publicadas em portaria no Diário Oficial Eletrônico (DO-e). Os estabelecimentos com faturamento anual superior a R$ 3,6 milhões, no ano de 2014, deverão emitir a NFC-e a partir de outubro deste ano em vez de janeiro de 2017.

Já o restante das empresas varejistas, ainda não obrigadas, deverão emitir NFC-e a partir de 1º de janeiro de 2017 em vez de julho de 2017.

A portaria também alterou o prazo para a interrupção do uso dos equipamentos Emissão do Cupom Fiscal (ECF) nos estabelecimentos. A empresa terá, agora, até 90 dias após os seis meses do início da obrigatoriedade da NFC-e para realizar a interrupção do uso dos equipamentos ECF.

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Quanto às demais obrigatoriedades de emissão da NFC-e não foram alteradas. Em 1º de julho deste ano, as empresas varejistas que faturam acima de R$ 5,5 milhões deverão entrar na obrigatoriedade na emissão da Nota Fiscal Eletrônica destinada ao consumidor.

Formas de pagamento NFC-e – Se o pagamento das vendas for por meio de cartão de crédito, as empresas varejistas que emitem NFC-e serão obrigadas também a informar a partir de 1º de abril deste ano o CNPJ da credenciadora, a bandeira da operadora do cartão e o número de autorização da operação. Essas informações não são obrigatórias para as empresas que usam o POS (bares, restaurantes e similares). Há um campo na NFC-e que permite informar se a empresa usa TEF ou POS, é o chamado ‘tpIntegra’.

A implantação do serviço da Nota Fiscal de Consumidor Eletrônica (NFC-e), que entrou na fase de obrigatoriedade em julho do ano passado, tem como objetivo reduzir os custos das empresas varejistas com a dispensa do uso de impressora fiscal ECF (Emissor do Cupom Fiscal) e ampliar o acesso do cupom fiscal, de forma eletrônica, aos consumidores paraibanos, basta informar no ato da compra o número do CPF.

As empresas varejistas têm ainda a possibilidade de abrir novos caixas de pagamento com uso de impressoras não fiscais. Já o consumidor terá a facilidade de acesso à nota fiscal na hora que precisar, via meio eletrônico. Contudo, a empresa continua sendo obrigada a imprimir de impressoras convencionais o cupom fiscal.

ClickPB

Bares, restaurantes e lanchonetes vão emitir Nota Fiscal Eletrônica ao Consumidor na Paraíba

notafiscalA Secretaria de Estado da Receita ampliou o número de segmentos que passarão a emitir a Nota Fiscal Eletrônica ao Consumidor (NFC-e) neste ano. A partir de 1º de outubro, restaurantes, lanchonetes, bares, buffet, casas de chá, cantinas e similares vão passar emitir a NFC-e na Paraíba.

Na última semana, a Receita Estadual selou um acordo com a Abrasel-PB (Associação Brasileira de bares e Restaurantes), seccional da Paraíba, sobre o prazo de migração para os estabelecimentos implantarem o novo serviço, quando foi publicada uma portaria no Diário Oficial do Estado de 22 de abril, citando as atividades e o prazo para emissão de forma obrigatória a NFC-e.

Auditores da Secretaria de Estado da Receita, sob a coordenação do Núcleo de Análise e Planejamento de Documentos Fiscais da Receita Estadual, apresentaram essa semana em um estabelecimento do setor em João Pessoa para as empresas aos representantes da Abrasel as vantagens de migrar para o novo serviço de emissão da NFC-e.

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O chefe do Núcleo de Análise e Planejamento de Documentos Fiscais da Receita Estadual, Fábio Roberto Silva Melo, revelou que o fator custo é a principal vantagem para os estabelecimentos de bares e restaurantes e similares com a implantação da NFC-e. “As empresas passarão utilizar uma impressora não fiscal para imprimir o cupom ao consumidor. Ela custa apenas um terço do valor da impressora fiscal ECF (Emissor do Cupom Fiscal), que poderá ser dispensada com a implantação do novo serviço. Para o consumidor, além da compra ficar mais simplificada, terá a facilidade de acesso aos documentos fiscais, que ficarão arquivados de forma eletrônica, no portal da Receita Estadual (www.receita.pb.gov.br), garantindo autenticidade de sua transação comercial e recuperação do cupom fiscal”, declarou.

CALENDÁRIO DA NFC-e em 2015 – A implantação da Nota Fiscal de Consumidor Eletrônica (NFC-e), que faz parte da modernização da Receita Estadual, tem um calendário que será executado este ano. A partir de 1º de julho, as empresas varejistas, que possuem faturamento superior a R$ 25 milhões ao ano, vão passar a emitir a NFC-e.

A partir de 1º de agosto, será a vez das empresas do comércio varejista de combustíveis de Gás Liquefeito de Petróleo (postos de combustíveis), que também vão passar a emitir, de forma obrigatória, a NFC-e.

 iParaiba com Secom

Serasa dá dicas para consumidor renegociar dívidas e limpar o nome em feirão

serasaO Super Feirão Limpa Nome da Serasa – que acontece entre os dias 28 de abril e 2 de maio, na versão presencial, e se estende até o dia 8 de maio na internet – tem como proposta aproximar consumidor e credor e facilitar a renegociação de dívidas atrasadas, contribuindo para diminuir a inadimplência e reabilitar o crédito do cidadão.

Para obter uma negociação de sucesso, o consumidor precisa fazer as contas e verificar quais são as sobras mensais que podem ser destinadas à renegociação, tirando os valores empenhados em despesas fixas e em dívidas já assumidas ou previstas. “Muitos clientes esquecem que, ao assinar uma renegociação, estão assumindo um novo débito que terá prazos a ser cumprido. O não pagamento gerará mais transtornos, além de uma nova restrição”, diz o superintendente do SerasaConsumidor, Júlio Leandro.

O consumidor deve ouvir a proposta e, se não estiver de acordo, fazer uma contraproposta, considerando as contas feitas previamente. “O importante é que, depois de renegociada, a dívida caiba no bolso do cidadão”, diz Leandro.

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Segue o passo a passo sugerido pelos especialistas do SerasaConsumidor:

1. Não tenha receio de olhar para as dívidas que saíram do controle: quanto você já pagou? Qual o valor devido?

2. No caso do Feirão Limpa Nome em São Paulo, não esqueça de levar seu CPF e um documento de identificação com foto.

3. Tenha clara sua real condição financeira no momento da renegociação: quanto pode ser disponibilizado de seu orçamento para quitar a dívida atrasada? Existe alguma renda extra (venda de algum bem, bonificação salarial etc.) que lhe permita fazer uma proposta à vista?

4. Não assuma uma nova conta, com a qual você não poderá arcar, contando com verba de terceiros, que ainda não está disponível ou com a venda de bens ainda não comercializados.

5. Cumpra os novos prazos de pagamento até o final.

Todas as instituições participantes do Super Feirão Limpa Nome oferecem vantagens exclusivas a seus clientes para a negociação de pendências financeiras.

Nesta edição, o feirão presencial, realizado em São Paulo, oferecerá serviços de cidadania, orientação jurídica e ao cidadão, acesso a vagas de empregos, documentação e outros.

Para isso, estarão presentes no evento: o Centro de Apoio ao Trabalho (CAT), que realizará emissão de carteira de trabalho, inscrição em cursos de capacitação profissional, habilitação ao seguro-desemprego, entre outros; e o Centro de Integração da Cidadania (CIC), que fará a emissão segunda via das certidões de nascimento, casamento e óbito e carteira de trabalho

Ainda no Feirão de São Paulo, o consumidor terá palestras gratuitas: de educação financeira, com dicas e orientações para não se endividar além da capacidade de pagamento, ministradas por voluntários da Serasa, e sobre quando a compra vira doença, ministrada por especialistas do Hospital das Clínicas (HC) de São Paulo.

Feirão Limpa Nome Online
Data: de 28 de abril a 08 de maio
Horário: 24 horas
Para participar, basta entrar no http://www.serasaconsumidor.com.br/limpa-nome-online e preencher um simples cadastro.

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