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Brasil é o país que mais consome agrotóxicos no mundo

frutas-e-verdurasO Brasil é o maior consumidor de agrotóxicos do mundo e pela primeira vez, uma análise da Anvisa mostrou que consumir laranjas pode causar contaminação aguda.

 

E não é só a laranja, não. Muitas frutas, verduras e legumes têm concentração de produtos químicos acima do permitido, mas será que tirar a casca resolve? E lavar? O Bem Estar desta segunda-feira (09) fala sobre o assunto e as nutricionistas Vanderli Marchiori e Mariana Garcia explicam o que o consumidor pode fazer. E você sabe a diferença entre agroecológicos, orgânicos e hidropônicos? Pensando na saúde, será que vale a pena pagar mais caro?

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Em geral, os agrotóxicos são utilizados de maneira errada, o agricultor não segue a recomendação de quantidades, modo de aplicar, tempo para colheita, tipo de cultura que pode receber aquele produto, etc, e isso resulta em resíduos no alimento acima do permitido.

Preferir alimentos orgânicos certificados é sempre melhor, verifique se o produtor possui o selo de certificação ou a embalagem. Outra dica é preferir alimentos da época, pois eles precisam, em tese, de menos agrotóxicos. Alimentos in natura que são da sua região também precisam de menos produtos químicos para estarem em boas condições, mas em todos os casos, nunca devemos deixar de comer frutas, legumes e verduras por causa dos agrotóxicos porque os benefícios são muito maiores que os riscos.

O Instituto Brasileiro de Defesa do Consumidor (Idec) preparou um mapa que mostra onde tem feira orgânica pelo Brasil. CLIQUE AQUIpara acessar.

Os alimentos orgânicos precisam ser lavados antes do consumo com hipoclorito de sódio, como todo alimento in natura. Os procedimentos de lavagem e a retirada de cascas e folhas externas contribuem para a redução dos resíduos de agrotóxicos presentes no exterior do alimento, mas são incapazes de eliminar os contidos no interior.

G1

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Paraíba é o segundo estado que mais consome água no Nordeste

águaA Paraíba apresenta a segunda maior média de consumo de água para uso doméstico, público, comercial e industrial do Nordeste. Por dia, o uso chega a 139,1 litros por habitante. Com essa quantidade, o Estado fica apenas atrás do Maranhão, onde o consumo chega a 230,8 litros per capita. Os dados fazem parte da pesquisa ‘Diagnóstico dos Serviços de Água e Esgotos’, divulgada anualmente pela Secretaria Nacional de Saneamento Ambiental do Ministério das Cidades.

O estudo tem como base informações do Sistema Nacional de Informações sobre Saneamento (SNIS) e os dados mais recentes remetem ao ano de 2013. Conforme o estudo, a média de consumo de água em todo o país é de 166,3, cerca de 27 litros a mais do que o registrado na Paraíba. No país, o Estado que apresentou um maior consumo de água foi o Rio de Janeiro, onde a média de consumo de água por habitante chegou aos 253,1 litros por dia.

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Com consumos inferiores ao da Paraíba estão os Estados de Alagoas (99,7); Bahia (110,6); Ceará (128,4); Pernambuco (105,3); Piauí (134,9); Rio Grande do Norte (114,8); e Sergipe (123,4). Em todo o Nordeste, a média de consumo de água em 2013 era de 125,8 litros, o que colocou a região com a menor média de consumo do país – no Norte a média foi de 155,8 litros por habitante; no Sudeste, 194,0; no Sul, 149,9; e no Centro-Oeste, 160,7.

O consumo médio per capita de água foi definido, no SNIS, como o volume de água consumido menos o volume de água exportado dividido pela média da população atendida com abastecimento entre 2012 e 2013. Para ter acesso aos dados são requisitadas informações por meio das companhias estaduais, empresas e autarquias municipais e prefeituras.

A pesquisa ainda apontou a Paraíba como o Estado que possui o menor índice de perda na distribuição de água pelos prestadores de serviço locais do Nordeste, com 36,2%. A média do Estado ficou abaixo da nacional, que apresentou um índice de 37% de perdas. Em um ranking nacional, a Paraíba se situa como o 11º Estado na lista dos que apresentaram as menores perdas. Conforme a assessoria de comunicação da Cagepa, o Estado saiu de um índice de 39% de perdas para 36,2% em 2013, o que é de se comemorar.

Atualmente a Cagepa se encontra sem presidente, por esse motivo a reportagem tentou contato com o assessor de planejamento Ricardo Benevides. Porém, ele não pôde atender à solicitação devido a um problema de saúde.

 

Estudantes brasileiros constroem casa que consome somente energia solar

Imagine uma casa sustentável, com energia totalmente proveniente do sol e uso consciente da água. Isso é o que estudantes brasileiros/as estão desenvolvendo para participar do Solar Decathlon Europe (SDE) 2012, competição internacional em que 20 equipes constroem casas cuja fonte de energia é a solar. Pela primeira vez na competição, que ocorrerá em setembro próximo na Espanha, o Team Brasil levará para o concurso a Ekó House.

A equipe brasileira é formada por estudantes de graduação, mestrado e doutorado que participaram de um concurso nacional para integrar o time. Para orientar e colaborar com o trabalho, professores/as e coordenadores/as de diversas áreas – como arquitetura, marketing, design gráfico, engenharias: elétrica, mecânica, civil, de automação e controle, entre outras – dão suporte aos jovens.

Nosite do projeto, a equipe aponta que o conceito da casa é inspirado na tradição indígena de viver e de se adaptar aos ciclos humanos e da natureza, além de também incorporar, no projeto, a miscigenação brasileira.

“O nome Ekó, em Tupi-guarani, significa ‘viver’ ou ‘maneira de viver’. A Ekó House compartilha com a cultura Tupi-Guarani a importância do Sol como principal regulador da vida na Terra. […] A relação da Ekó House com a cultura indígena busca destacar a integração entre os ciclos da vida humana e da natureza, reforçando o relacionamento com os ciclos naturais, em oposição à ideia da casa como uma separação entre homem e ambiente natural”, destaca.

Bruna Mayer de Sousa, coordenadora de comunicação do grupo, explica que a casa começou a ser construída em novembro de 2011 e deverá ser finalizada em junho deste ano. De acordo com ela, a casa possui aproximadamente 47 metros quadrados divididos em cozinha, sala de jantar, sala de estar, banheiro e quarto. Além disso, a construção ainda possui varandas que mudam para se adaptar aos diferentes usos e clima durante o dia e o ano.

Segundo Bruna, toda a energia consumida na casa é proveniente do sol. “Para isso, tem painéis fotovoltaicos para a produção de energia elétrica e tubos evacuados para aquecimento solar da água”, descreve.

A casa também não é pensada para ser sustentável apenas em relação à energia. “O ciclo da água também é pensado na casa: a captação de água da chuva consegue água para fins não potáveis, o banheiro seco compostável reduz o consumo de água e o volume de água a ser tratada e o tratamento de águas cinzas através de zona de raízes. Além disso, na escolha de outros sistemas e materiais da casa, sempre se leva em conta diversos conceitos de sustentabilidade, buscando a melhor opção disponível, por exemplo: materiais reciclados ou recicláveis, produzidos localmente, madeira certificada, etc.”, revela.

O projeto é coordenado pela Universidade Federal da Santa Catarina (UFSC) e pela Universidade de São Paulo (USP) e conta com a colaboração de outras instituições de ensino do país, como: Instituto Federal de Santa Catarina (IFSC), Universidade Estadual de Campinas (Unicamp), Universidade Federal do Rio de Janeiro (UFRJ) e Universidade Federal do Rio Grande do Norte (UFRN), além do apoio de outras instituições de pesquisa e da Eletrobras como principal patrocinadora.

Veja fotos e mais informações em: http://ekobrasil.org/

Adital