Arquivo da tag: confinamento

Confinamento deixa 75% dos alunos ansiosos, irritados ou tristes, diz pesquisa

Os dados são assustadores: 75% dos alunos da rede pública de São Paulo se mostram ansiosos, irritados ou tristes no confinamento.

Com o ensino remoto imposto pela pandemia, metade dos pais desses estudantes diz acreditar que eles não estarão preparados para concluir o ano letivo, e 70% dos que têm filhos entre o 6º e o 9º ano acham que seria melhor que ficassem na mesma série em 2021.

As crianças e os jovens não estão motivados a estudar em casa (57%) e enfrentam problemas na rotina de estudo (62%). O temor de que os filhos abandonem a escola atinge 33% dos pais.

Esse é o resultado de um levantamento que tem o objetivo de mapear as dificuldades decorrentes do fechamento das escolas, realizado pelo Datafolha, em parceria com a Fundação Lemann, o Itaú Social e a Imaginable Futures. Os dados foram encaminhados para o governo do Estado, que nesta sexta-feira (7) anuncia se haverá ou não mudanças no plano de retomada na educação.

Por ora, a regra é que as escolas só serão abertas quando pelo menos 80% da população do estado estiver há 28 dias na fase amarela e 20% há 14 dias. Até a última reclassificação, cerca de 60% estavam no amarelo e, para que se cumpra a previsão de volta às aulas presenciais em 8 de setembro, é preciso que 20% avancem para essa etapa no anúncio de amanhã do governo.

A pesquisa do Datafolha mostra que os estudantes têm se esforçado no confinamento, na medida do possível. Foram 79% os entrevistados que responderam que os filhos haviam feito alguma atividade escolar na última semana.

Apesar disso, é baixo o tempo dedicado aos estudos: apenas 28% dedicam mais de três horas diárias. E, ainda mais grave do que isso: 15% dos alunos não têm nenhum acesso à internet ou contam com redes de má qualidade. São mais de 470 mil crianças e jovens no estado.

Apesar de todas essas dificuldades com as aulas remotas, a volta às presenciais é vista com preocupação, o que é natural e aconteceu também em outros países vitimados pela pandemia que já reabriram as escolas. Dentre os pais da rede estadual paulista, 88% receiam que os filhos possam contrair a Covid-19 na reabertura das escolas. É diferente da sensação dos estudantes: apenas 23% têm medo de voltar.

A pesquisa mostra o que os pais da rede estadual consideram que valerá a pena para que os filhos se recuperem após a retomada das aulas presenciais: seguir com aulas remotas somadas às presenciais (84%), ter aulas aos sábados (69%), ter mais horas de aula por dia (67%) e prorrogar o ano letivo para 2021 (73%).

O Datafolha entrevistou 424 responsáveis por 598 estudantes de 6 a 18 anos matriculados na rede pública, com uma margem de erro de cinco pontos percentuais, para mais ou para menos. A confiabilidade dos resultados é de 95%.

A decisão sobre a retomada na educação deve levar essa realidade em consideração, somada a um cálculo seguro sobre os riscos de propagação da pandemia.

O medo dos pais, ainda que a maioria das pesquisas internacionais apontem como baixa a contaminação de crianças, deve ser visto como consequência inevitável de um tempo traumático e imerso em desinformação. Tornar a volta uma opção das famílias, que poderão equacionar riscos e temores particulares, é o primeiro passo para uma decisão acertada. E o segundo, mais improvável, é tirar da conta o jogo político.

 

FOLHAPRESS

 

 

Infectologista explica diferença entre confinamento vertical e horizontal

O médico infectologista Fernando Chagas, do Hapvida em João Pessoa, faz um alerta à população para a importância de se manter o confinamento horizontal nesse momento de enfrentamento à proliferação do coronavírus no Brasil. De acordo com ele, por meio do confinamento horizontal é possível resguardar a saúde de idosos e pessoas que possuam comorbidades, ou seja, que tenham ocorrência de duas ou mais doenças relacionadas no mesmo paciente e ao mesmo tempo.

Fernando chagas explica que existe o confinamento horizontal e o vertical. O horizontal é aquele voltado para toda a população, sem distinção, de forma que garanta que todos estejam resguardados e não se tornem o foco de transmissão do coronavírus, por exemplo. Já o confinamento vertical é voltado ao paciente mais propenso a evoluir para um caso grave da doença.

“Então num tipo de confinamento em que se isola a população de maior risco, seria para garantir que essas pessoas mais vulneráveis não adquirissem a doença e evoluíssem para a forma grave. No outro caso, seria para diminuir a probabilidade da pessoa de risco contrair a doença, mas também das outras que não têm tanto risco se tornarem vetor para a transmissão. Dessa forma, os confinamentos horizontais e verticais são fundamentais nesse momento”, destaca o infectologista.

Risco – O especialista fez uma comparação do coronavírus com o O H1N1. Segundo ele, o H1N1 tem uma média de mortalidade de uma pessoa a cada mil acometidos. No caso do coronavírus, esse número pode chegar a até 50 pessoas a cada mil infectados. “É um universo grande de letalidade e quando consideramos que milhares de pessoas podem ser acometidas pela doença, a gente tem uma dimensão do risco do que ela representa para toda a comunidade. O coronavírus têm a potencialidade de causar muitas mortes”, alerta.

O infectologista do Hapvida disse ainda que o momento agora é de manter a calma e cumprir o isolamento. Para ele, é importante que a população se mantenha atenta para o risco do coronavírus no Brasil. “Nesse momento temos que ter mais cuidado, mas também temos que trocar o medo pelo respeito à doença”, observa.

 

Múltipla Comunicação

 

 

Vereadores denunciam confinamento e manobra na Câmara de Cacimba de Dentro

(Foto: Reprodução / Google Street View)

Um suposto confinamento de vereadores antes da eleição antecipada na Câmara Municipal de Cacimba de Dentro, marcada para esta quarta-feira (11), pode parar na Justiça. É que parlamentares da oposição estão denunciando uma possível manobra do prefeito Nelinho (PSB) e do presidente da Casa, vereador Pollyanno Pereira (PSB), que é cunhado dele, para tentar angariar os votos necessários e vencer a disputa.

Segundo a denúncia, os parlamentares estariam hospedados em uma casa na orla marítima da cidade de Natal, no Rio Grande do Norte. Áudios que circulam nas redes sociais apontam para uma suposta articulação do prefeito Nelinho e do vereador Pollyanno para convencer os vereadores a aceitarem participar do confinamento.

Em contato com o Portal Correio, a vereadora Ozana Domingos (PSDB) disse que recentemente foi aprovada uma alteração na Lei Orgânica do Município para permitir a antecipação da eleição da mesa da Câmara, mas nessa segunda-feira (9) o presidente da Casa, Pollyanno Pereira, teria ligado para os vereadores comunicando a não realização da eleição porque a alteração na Lei Orgânica não foi publicada no Diário Oficial.

Ozana revelou a suspeita de que o presidente só recuou na realização da eleição após um vereador da base do prefeito externar queixas ao grupo após não ter recebido a convocação para a eleição. Segundo ela, o atual presidente quer garantir a reeleição em chapa única, o que acabou causando uma insatisfação dos demais parlamentares. “De repente o presidente comunicou que a eleição não aconteceria mais, só porque queria ser candidato único. Agora vamos à Justiça para denunciar esse confinamento e cobrar a realização da eleição”, disse.

A reportagem tentou, por diversas vezes, manter contato com o prefeito Nelinho e o presidente da Câmara, Pollyanno Pereira, mas os telefones se encontravam desligados ou programados para não receber chamadas.

portalcorreio

Acompanhe mais notícias do FN nas redes sociais: FacebookTwitterYoutube e Instagram

Entre em contato com a redação do FN:  WhatsApp (83) 99907-8550. 

E-mail: jornalismo@focandoanoticia.com.br