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Conexão intermunicipal: Prefeitos se unem para impulsionar o Brejo Criativo

Prefeitos de Solânea e Bananeiras participam de reunião com vistas no desenvolvimento e promoção do empreendedorismo da região.

No último final de semana, os prefeitos de Solânea e Bananeiras Kayser Rocha e Douglas Lucena, respectivamente, participaram de uma reunião com a diretoria executiva do Brejo Criativo e com Etienne Arruda, analista de Fomento em Inovação do Ministério da Indústria, Comércio Exterior e Serviços (MDIC). Na pauta, discussão de estratégias e parcerias visando estabelecer conexões e articulações para desenvolver e promover a região através de ações focadas no empreendedorismo inovador.

Como um dos primeiros frutos desse encontro, o Brejo Criativo irá realizar, na quarta, 14 de junho de 2017, na Universidade Federal de Bananeiras (UFPB) o I STARTANDO IDEIAS DO BREJO. O evento busca estimular as ideias inovadoras do público presente, selecioná-las e formatá-las para inscrevê-las na segunda rodada do edital InovAtiva Brasil 2017.

De acordo com os realizadores, ao longo de todo o dia, será promovida a interação entre alunos, empreendedores e interessados. Para tanto, o evento contará com a participação dos melhores mentores da Paraíba nas áreas de Inovação, Validação, Business, Finanças, Mercado, Jurídico e Planejamento. A iniciativa pretende fortalecer as ideias em fase de ideação, qualificando-as para a fase de validação.

Sobre o evento – I STARTANDO IDEIAS DO BREJO terá 8h de duração, com intervalo para almoço. Trata-se da primeira ação dos agentes de inovação do Brejo Criativo com o objetivo de implantar a cultura digital, na região, fortalecendo as relações entre as instituições, iniciativa privada e pública. Confira informações sobre o I STARTANDO IDEIAS em www.brejocriativo.org

Será a primeira de três etapas que, além de despertar o olhar das pessoas para a inovação, possibilitará que os jovens possam transformar sua ideia em um negócio inovador. “Esta iniciativa representa uma grande oportunidade para mostrar, de forma simples, divertida e didática, que é possível inovar com a aplicação da tecnologia disponível” afirmou o presidente do Brejo Criativo, Pablo Ramon de Araújo Monteiro Fabrício.

Com uma programação que busca integrar teoria e prática, os participantes serão conduzidos para um entendimento de como transformar uma ideia em negócio. Na programação estão previstas palestras, momentos de interação e apresentação dos projetos criados para uma banca de jurados, que irão escolher e premiar a melhor ideia, no final do evento.

O I STARTANDO IDEIAS DO BREJO resulta de uma parceria conjunta do Brejo Criativo com as prefeituras municipais de Solânea e Bananeiras, a Universidade Federal da Paraíba (UFPB), Sebrae, os Mentores do Brasil, a Gráfica Fabrício, Estima Serigrafia, Selva Produções Visuais, Way TI, Informa Brejo, UP Branding, Escritório Costa Nascimento Advogados, MH Consultoria e Projetos e o Programa Mulher Total.

Mais informações pelo fone: (83) 9 8889-5683 – Denise Lemos

Geneceuda Monteiro

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Comissão da Verdade investiga conexão entre as mortes de João Goulart e JK

A Comissão Nacional da Verdade (CNV) vai investigar uma possível conexão entre as mortes dos presidentes Juscelino Kubitschek e João Goulart, ocorridas entre 22 de agosto de 1976 (JK) e  6 de dezembro do mesmo ano (Jango), durante a atuação formal da Operação Condor, quando as ditaduras do Brasil, Argentina, Chile, Paraguai, Uruguai e Bolívia se uniram para prender e combater quem se opunha a seus regimes. Oficialmente, JK morreu em um acidente de carro no km 165 da Rodovia Presidente Dutra (São Paulo-Rio de Janeiro) e Jango, de ataque cardíaco em Corrientes, na Argentina, mas a suspeita de que eles tenham sido assassinados por agentes da Operação Condor têm motivado a abertura de investigações por parte da Justiça em países como o Chile e de comissões como no Brasil.

Para o advogado Márcio Santiago, membro da Comissão da Verdade da Ordem dos Advogados do Brasil (OAB) de Minas Gerais, além de conexão entre as mortes de JK e de Jango, a OAB mineira também aponta suspeitas sobre a morte do jornalista Carlos Lacerda, opositor do regime militar brasileiro após o golpe de 1964 e membro, com JK e Jango, da Frente Ampla, formada em 1966 e que reivindicava o restabelecimento da democracia no Brasil.

Lacerda morreu em 21 de maio de 1977. “Nesta época, a Operação Condor estava em plena atuação por conta da eleição de Jimmy Carter pelo partido Democrata nos Estados Unidos (1976) e porque as ditaduras militares da América do Sul temiam que Carter pudesse se opor a seus regimes e apoiar a redemocratização no continente, o que poderia ter motivado os militares a eliminar líderes da oposição”, afirma Santiago.

“Dada a sua relevância e importância, e o caso Jango também, estamos investigando a situação da morte de ambos. Dois membros da comissão e um assessor já analisaram os documentos enviados pela OAB Minas Gerais, e continuam analisando. Após a análise de todos os membros da CNV, pois o caso merece atenção, a comissão vai chamar a OAB Minas Gerias para discutir o caso”, declarou hoje (23) Rosa Maria Cardoso da Cunha, membro da comissão.

A documentação sobre a morte de JK em poder da CNV foi levantada pela OAB de Minas Gerais e entregue aos membros da comissão. De acordo com Santiago, além das circunstâncias suspeitas nas mortes dos dois presidentes e dúvidas nos laudos sobre o acidente de JK, documentos secretos da CIA, como uma carta do chefe da Dina (Diretoria de Inteligência Nacional), a polícia política durante a ditadura no Chile, enviada em 1975 ao então chefe do Serviço Nacional de Informação (SNI), João Baptista Figueiredo, relatam que líderes de oposição como o presidente JK e Orlando Letelier, ex-chanceler do governo de Salvador Allende, deposto pelos militares no Chile em1972, poderiam receber apoio de Jimmy Carter. Letelier foi morto em 1976 em um atentado cometido pela Dina em Washington no dia 21 de setembro de 1976.

redebrasilatual

Delegada confirma conexão entre traficante preso e Felipe Leitão

A delegada Maria Soledade de Souza, titular do Núcleo Especializado de Polícia Comunitária na Ilha do Bispo, confirmou ter apreendido diversos títulos de eleitores e santinhos do candidato a vereador Felipe Leitão (PP), na residência do traficante Mago Lila, preso durante a operação Liberdade, realizada hoje de manhã pela Polícia Civil.

Ao ser questionada sobre a autoria do material, a delegada foi enfática:

Realmente é do Felipe Leitão mesmo!, contou a autoridade policial.

Segundo a delegada Maria Soledade, responsável pelo flagrante, todo o material apreendido na casa do ?Mago Lila? na comunidade Renascer será encaminhado na próxima segunda-feira (2) para a Polícia Federal, que iniciará o processo de investigação sobre a existência de crime eleitoral.

A AÇÃO DA POLÍCIA:

Durante a realização da Operação Liberdade, realizada hoje de manhã pela Polícia Civil na região metropolitana de João Pessoa para combater o tráfico de entorpecentes, foram encontrados outros materiais suspeitos, além de drogas. Na casa do acusado de ser o chefe do grupo, um deficiente físico identificado como Esteves Williams da Silva, de 49 anos, mais conhecido como Mago Lila, residente no bairro do Renascer, em João Pessoa, foram encontrados vários títulos eleitorais e farto material de campanha do candidato a vereador de João Pessoa Felipe Leitão (PP).

O objetivo da ação, que envolveu 180 policiais civis, foi cumprir mandados de busca e apreensão e encontrar drogas, armas, entorpecentes, celulares e veículos utilizados por traficantes para a operacionalização do tráfico. No final, 13 pessoas foram presas e quatro câmeras de segurança apreendidas. Os equipamentos seriam utilizados pelo comando do tráfico para observar a movimentação da área próxima ao Renascer. A Polícia Federal inicia na próxima segunda uma investigação sobre os títulos eleitorais e o material do candidato Felipe Leitão.

É válido lembrar que o ex-vereador Felipe Leitão já teve o mandato cassado nesse ano, por compra de votos no escândalo batizado de caso Votinho de Ouro.

OS FATOS

Nas eleições municipais de 2008, um engenhoso esquema de captação de votos foi coordenado por Iomar Rodrigues dos Santos, também conhecido por “Votinho de Ouro” comprando votos nos bairros de João Pessoa para Felipe Leitão, ao preço unitário de R$ 70,00. Os votos saíram, porém centenas de eleitores não receberam o dinheiro prometido e se mobilizaram para cobrar publicamente, com grande repercussão na televisão, rádio, jornais e portais de notícias, num estrondoso escândalo sem precedentes. Muitas das pessoas pobres e ingênuas que venderam seus votos foram ouvidas na instrução processual.

O CASO VOTINHO DE OURO

O promotor Amadeus Lopes, da 64ª Zona Eleitoral, ouviu, oito lideranças das comunidades Taipa, Bela Vista e Mandacaru. São eleitores que acusam o vereador eleito, com 4.846, Felipe Leitão (PRP) de ter comprado voto e não ter ?honrado? com o compromisso, dando calote nos eleitores. Nos depoimentos, as lideranças confirmaram que Iomar Rodrigues dos Santos, que ficou conhecido como ?Votinho de Ouro?, se apresentava como Rodrigo e se dizia assessor de Felipe Leitão. Os depoimentos aconteceram no Cartório da 64ª Zona Eleitoral.

Uma das lideranças contou ao promotor eleitoral todos os detalhes do processo. Ela disse que o Rodrigo aparecia no bairro quase todos os dias. Ele sempre estava em contato com a gente. Às vezes, ia num carro preto e, outras vezes, aparecia em uma moto. E prometeu que pagaria R$ 200 por cada 25 pessoas que a gente arranjasse e mais R$ 100 pelo nosso voto. A comunidade é pobre. Todos precisam de dinheiro, disse a liderança.

Outra liderança que chegou a entregar ao promotor uma gravação de áudio feita através de um aparelho celular. A gente desconfiou, porque ele (Iomar Rodrigues) foi na nossa casa à noite e pediu para apagar as luzes mais fortes e também foi logo dizendo que a gente não filmasse a reunião, porque poderia causar problemas para a gente. Então, tive a idéia de gravar a conversa, contou a liderança, revelando que o Iomar havia dito que a Polícia Federal havia apreendido R$ 8 mil, porém, havia R$ 700 mil guardados em sua casa.

Na gravação, percebe-se que um homem pede votos, oferece dinheiro e ainda, por cima, diz que tem como rastrear o voto de cada eleitor. Ao ser questionado sobre as provas, Amadeus Lopes comentou que tudo está sendo averiguado cuidadosamente e ressaltou que os indícios levam a crer que o vereador eleito Felipe Leitão está envolvido no esquema de compra de voto.

É válido lembrar que a Justiça Eleitoral já puniu eleitoralmente o hoje senador Cássio Cunha Lima (PSDB), sob a acusação de ter distribuído cerca de R$ 3,5 milhões em cheques para eleitores dentro de um projeto assistencial. Vale lembrar que foi o juiz Fabiano Moura de Moura cassou o mandato do vereador pessoense Sérgio da Sac (PRP), pelo mesmo motivo. Na sentença o juiz Fabiano Moura de Moura impôs a aplicação de uma multa e inelegibilidade por 8 anos, baseado em dois artigos da lei 9.504 (Lei das Eleições).

JUSTIÇA

Após quase três anos e meio de espera, saiu a sentença do caso envolvendo o vereador Felipe Leitão, hoje filiado ao PP, mas eleito pelo PRP, acusado de compra de votos no pleito de 2008, aqui na capital. Decisão, prolatada pelo juiz Eslú Elói Filho, não só cassou o mandato do vereador, como aplicou-lhe uma multa de 50 mil UFIRs e o tornou inelegível.

Felipe Leitão respondia a uma Ação de Investigação Eleitoral, proposta pelo Ministério Público, desde que foi denunciado como tendo sido beneficiado por um esquema organizado por um cabo eleitoral conhecido por Votinho de Ouro, que teria aliciado eleitores em várias comunidades carentes de João Pessoa para sufragar o nome do então candidato em troca de dinheiro, cujo pagamento seria feito depois de conhecido o resultado da eleição.

Só que o compromisso não foi cumprido e as pessoas enganadas terminaram por fazer um protesto em frente ao Forum Eleitoral, chamando a atenção da mídia e das autoridades. Á época, o grupo denunciou que cada voto valeria 70 reais. O processo passou pelas mãos de três juízes, antes de cair nas mãos de Eslú Elói, que terminou por dar a sentença desfavorável ao vereador, que teve afastamento imediato da Câmara Municipal. Mesmo com problemas na justiça, Felipe Leitão conseguiu registrar o seu nome na lista de candidatos do PP nas eleições 2012.

Da Redação com PB Agora