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Dez razões para não comemorar os 50 anos da Globo

Núcleo Piratininga de Comunicação
Núcleo Piratininga de Comunicação

Sem o brilho de outras épocas, a TV Globo comemora cinco décadas de existência. Nunca a sua audiência esteve tão baixa. No dia 1ª de abril ocorreram atos em prol da cassação de sua concessão em diversas cidades brasileiras. O do Rio e Janeiro contou com 10 mil pessoas.

Artistas globais e a falecida viúva de Roberto Marinho integram a relação de suspeitos de crimes de evasão fiscal e serão alvo de investigação pela CPI do Senado, criada para analisar o caso batizado como “Suiçalão”.

Ao assumir a postura pró-tucanos durante a campanha eleitoral de 2014, a emissora perdeu parte da regia publicidade oficial com que sempre foi contemplada. Os protestos contra a TV Globo vão continuar e existem pelo menos 10 razões para que os setores comprometidos com a democratização da mídia no Brasil não tenham nada a comemorar neste cinquentenário.

1. Marinho ficou com o canal 4 – Nos idos de 1950, a rádio líder absoluta de audiência e mais querida do Brasil era a Nacional, de propriedade do governo federal. O sucesso era tamanho que animou seus dirigentes a solicitarem ao presidente Juscelino Kubitschek a concessão de um canal de TV. Juscelino considerou a reivindicação justa e prometeu para “ breve” a concessão.

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No final de 1957, o Canal 4 era concedido para a inexpressiva Rádio Globo, de Roberto Marinho. As pressões do então magnata da comunicação, Assis Chateaubriand, foram decisivas contra a Rádio Nacional. Ele aceitava qualquer coisa, menos que a Nacional ingressasse no segmento televisivo. O Brasil perdeu assim a chance histórica de ter, no nascedouro, duas modalidades de televisão, a comercial e a estatal voltada para o interesse público como seria a TV Nacional.

2. O acordo que feriu os interesses nacionais – A TV Globo começou a operar de forma discreta em 26 de abril de 1965 e seus primeiros meses foram um fracasso de audiência. Sua operação só foi possível graças aos milhares de dólares que recebeu do gigante da mídia norte-americana Time-Life, apesar da emissora ainda hoje sustentar que se tratou apenas de “um contrato de cooperação técnica”. A realidade, fartamente documentada por Daniel Herz, no já clássico A história secreta da Rede Globo (1995) prova o contrário. Roberto Marinho e o grupo Time-Life contraíram um vínculo institucional de tal monta que os tornou sócios, o que era vedado pela Constituição brasileira. Foi este vínculo que assegurou à Globo o impulso financeiro, técnico e administrativo para alcançar o poderio que veio a ter.

3. Apoio à ditadura (1964-1985) – Durante quase 20 anos, TV Globo e governos militares viveram uma espécie de simbiose. Os militares, satisfeitos por verem na telinha apenas imagens e textos elogiosos ao “país que vai para a frente”, retribuíam com mais e mais benesses e privilégios para a emissora. Ela enfrentou alguns casos de censura oficial, após a edição do AI-5 em 1968, mas o que prevaleceu foi o apoio incondicional de sua direção aos militares e a autocensura por parte da maioria de seus funcionários. Some-se a isso que a TV Globo sempre se esmerou em criminalizar quaisquer movimentos populares.

4. Combate às TVs Educativas – No poder, algumas alas militares viram na radiodifusão um caminho para combater a “subversão” e, ao mesmo tempo, promover a integração nacional. Por isso, em 1965, o Ministério da Educação e Cultura (MEC) solicita ao Conselho Nacional de Telecomunicações a reserva de 98 canais especificamente para a TV Educativa. Pouco depois, Roberto Marinho começava a agir.

O decreto-lei nº 236 de março de 1967 formalizava a existência das emissoras educativas, mas criava uma série de obstáculos para que funcionassem. O artigo 13, por exemplo, obrigava estas emissoras a transmitirem apenas “aulas, conferências, palestras e debates”, além de proibir qualquer tipo de propaganda ou patrocínio a seus programas. Traduzindo: as TVs Educativas estavam condenadas à programação monótona e à falta crônica de recursos. O que contribuiu para cristalizar a visão de que a Globo é sinônimo de qualidade.

5. O programa global de Telecursos – O projeto de Educação Continuada por Multimeios envolvia um convênio entre a Secretaria de Planejamento da Presidência da República, o BID, a Fundação Roberto Marinho (FRM) e a Fundação Universidade de Brasília (FUB). Aparentemente, o objetivo era nobre: “o atendimento à educação de população de baixa renda do país, mediante a utilização e métodos não tradicionais de ensino”.

Na prática, o convênio ficou conhecido como Programa Global de Telecursos e atendia exclusivamente aos interesses da FRM. Através dele, a FRM pretendia, sem qualquer custo, apoderar-se do milionário “negócio” da teleducação no Brasil. Para tanto, esperava contar com recursos nacionais e internacionais inicialmente da ordem de 5 milhões de dólares embutidos em um pacote de 20 milhões de dólares solicitados pelo governo ao BID no início de 1982.

A tentativa das Organizações Globo de se apropriar dos recursos destinados às TVs educativas chega à imprensa no início de 1983. O “tiroteio” entre os jornais Globo e Folha de S.Paulo durou meses e o convênio, que acabou não sendo assinado, só foi sepultado três anos depois, com o fim do regime militar. Ainda hoje a FRM representa o Brasil em vários fóruns internacionais sobre educação.

6. O caso Proconsult – Leonel Brizola foi um dos políticos brasileiros mais combatidos pela TV Globo. Marinho nunca o perdoou por ter comandado a “rede da legalidade”, emissoras de rádio pró João Goulart, quando da renúncia de Jânio Quadros à presidência da República, em 1961. Com a vitória do golpe civil-militar de 1964, Brizola foi para o exílio e só pode retornar ao Brasil com a anistia, em 1979.

O Caso Proconsult foi uma tentativa de fraude nas eleições de 1982 para inviabilizar a vitória de Brizola para o governo do Rio de Janeiro. A fraude foi denunciada pelo Jornal do Brasil, então o principal concorrente de O Globo e relatada pelos jornalistas Paulo Henrique Amorim, Maria Helena Passos e Eliakim Araújo no livro Plim Plim, a peleja de Brizola contra a fraude eleitoral (Conrad, 2005). Devido à participação de Marinho no caso, a tentativa de fraude é analisada no documentário  britânico Beyond Citizen Kane, de 1993. A TV Globo defendeu-se argumentando que não havia contratado a Proconsult e que baseava a totalização dos votos em apuração própria. Em 15 de março de 1994, Brizola, como governador, voltou a vencer a TV Globo ao obter, na Justiça, direito de resposta na emissora contra críticas de que era vítima.

7. Ignorou as Diretas Já – O primeiro grande comício das “Diretas-Já” aconteceu em São Paulo, em 25 de março de 1984 e coincidiu com o 430º aniversário da cidade. A TV Globo tratou o comício da Sé como um dos eventos comemorativos do aniversário da cidade, diminuindo deliberadamente sua relevância política. Omissões semelhantes repetiram-se em outras capitais. De acordo com o ex-vice-presidente das Organizações Globo, José Bonifácio de Oliveira Sobrinho, o Boni, em entrevista ao jornalista Roberto Dávila, na TV Cultura, em dezembro de 2005, foi o próprio Roberto Marinho, quem determinou a censura daquele comício, impedindo que manifestantes fossem ouvidos e proibindo o aparecimento do slogan “Diretas Já”.

A versão de Boni é diferente da que aparece no livro Jornal Nacional – A Notícia Faz História (Zahar, 2004), e que representa a versão da Globo. Aliás, a emissora vem tentando reescrever a sua história e, ao mesmo tempo, reescrever a própria história brasileira. A partir das Diretas-Já teve início a utilização, pelos movimentos populares, do bordão “O povo não é bobo. Abaixo a Rede Globo”.

8. Manipulação – Na eleição de 1989, a TV Globo manipulou o último e decisivo debate entre o candidato do PT, Luiz Inácio Lula da Silva e o do PRN, Fernando Collor. No telejornal da hora do almoço, a emissora fez uma edição equilibrada do debate. Para oJornal Nacional, houve instruções para mudar tudo e detonar Lula, editando-se os seus piores momentos e os melhores de Collor. Desde então, pesquisas e estudos sobre este “caso” têm sido feitas, destacando-se as realizadas por Venício A. Lima, professor aposentado da Universidade de Brasília.

9. Contra a democratização da mídia – Todos os países democráticos possuem regulação para rádio e televisão. No Reino Unido, por exemplo, a mídia e sua regulação caminharam juntas. Quando, em 2004, o governo Lula enviou ao Congresso Nacional projeto de lei criando o Conselho Nacional de Jornalismo, uma espécie de primeiro passo para esta regulação, foi duramente criticado pela mídia comercial, TV Globo à frente. Desde sempre, as Organizações Globo foram contrárias a qualquer medida que restrinja o poder absoluto que a mídia desfruta no Brasil. Prova disso é que o Capítulo V da Constituição brasileira, que trata da Comunicação Social, até hoje não saiu do papel.

Os compromissos dos mais diversos movimentos sociais brasileiros com a regulação da mídia foram reafirmados durante o 2º Encontro Nacional pelo Direito à Comunicação, de 10 a 12 de abril em Belo Horizonte. Sua carta final, “Regula Já! Por mais democracia e mais direitos”, conclama movimentos sociais e ativistas a unirem forças para pressionar o governo a abrir o diálogo com a sociedade sobre a necessidade de se regular democraticamente a mídia.

10. Ativismo pró-impeachment – A mídia, em especial a TV Globo, tem tido papel protagonista nas manifestações contra a presidente Dilma Rousseff e o PT. Alguns estudiosos chegam a afirmar que dificilmente estas manifestações teriam repercussão se não fosse a Rede Globo. Em outras palavras, a Rede Globo, tão avessa à cobertura de qualquer movimento popular, entrou de cabeça na transmissão destas manifestações. No domingo 15/04, por exemplo, mobilizou, como há muito não se via, toda a sua estrutura com o objetivo de ampliar e dar visibilidade a estes atos. A título de comparação, as manifestações de 13/04, que também aconteceram em todo o Brasil e defenderam a Reforma Política, não mereceram cobertura tão dedicada da sua parte.

Nas redes sociais, internautas repudiaram a cobertura feita pela TV Globo e alcançaram, durante 48 horas ininterruptas, para a hashtag #Globogolpista, a primeira posição entre os assuntos mais comentados do Twitter. Novos protestos estão previstos.

Este já é o pior aniversário da TV Globo em toda a sua história.

 

cartacapital

20 anos de transgênicos: há o que comemorar?

transgenicosO jornal Valor Econômico publicou em 16 de junho duas matérias que, em síntese, comemoram os 20 anos da aprovação do primeiro alimento transgênico no mundo. Muitos dados são apresentados sem a citação de fontes de informação, assim como afirmações a respeito de supostos benefícios dos sistemas de produção baseados no uso de sementes transgênicas e até mesmo de vantagens para os consumidores são apresentadas de forma igualmente carente de embasamento. Alguns especialistas no assunto são citados – curiosamente, somente foram ouvidos representantes de empresas de biotecnologia e pesquisadores conhecidos pela defesa incondicional dos produtos geneticamente modificados.

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Diante de tamanha parcialidade no tratamento do tema, consideramos relevante apresentar aqui algumas informações no sentido de fomentar a discussão e possibilitar uma análise mais equilibrada sobre a questão.

Para começar, faz-se importante relativizar a ideia de que as lavouras transgênicas estão absolutamente generalizadas na agricultura mundial. Se por um lado é fato que o crescimento da utilização de sementes modificadas nos últimos anos foi vertiginoso, por outro é importante deixar claro que esses cultivos estão fortemente concentrados em apenas 3 países (EUA, Brasil e Argentina), que dominam 76% da produção mundial . Em toda a Europa, por exemplo, a área plantada com transgênicos é irrisória, sendo que vários países proíbem esses cultivos . Vale também observar que os números divulgados a respeito da adoção dessa tecnologia são sistematizados por organizações patrocinadas pelas indústrias, havendo fortes evidências de que, em muitos casos, são inflados. Os dados do Brasil divulgados pelo Ministério da Agricultura, por exemplo, são em geral oriundos de consultorias do agronegócio contratadas pelas grandes empresas.

Ainda a esse respeito, destaca-se também que o cultivo comercial de transgênicos em larga escala está restrito a quatro espécies, que configuram grandes commodities de exportação (soja, milho, algodão e canola). E essas plantas foram modificadas para a incorporação de duas características apenas: a tolerância à aplicação de herbicidas (aplica-se o veneno sobre a lavoura, eliminando-se o mato sem afetar a plantação) e a toxicidade a insetos (as plantas produzem seu próprio agrotóxico, matando as lagartas que delas se alimentam). Há também as plantas que acumulam essas duas características. Nas chamadas plantas “piramidadas”, referidas como “o futuro da biotecnologia”, são sobrepostas modificações genéticas que conferem mecanismos diferentes (porém parecidos) para introduzir nas plantas aquelas mesmas duas características.
Uma das matérias do Valor afirma que os produtores rurais atribuem a massiva adoção das novas sementes aos benefícios da tecnologia, citando especificamente que “a redução das aplicações de inseticidas recuaram 90% até 2010”, bem como uma suposta queda no uso de herbicidas. Nenhuma fonte é apresentada para embasar esses dados.

No caso brasileiro, segundo levantamento realizado pela Anvisa (Agência Nacional de Vigilância Sanitária), o uso do herbicida glifosato (utilizado em associação com as lavouras de soja e milho transgênicas desenvolvidas para tolerar aplicações do produto) saltou de 57,6 mil para 300 mil toneladas entre 2003 e 2009 , período em essas lavouras se expandiram pelo país. Segundo levantamento da Conab (Companhia Nacional de Abastecimento / Ministério da Agricultura, Pecuária e Abastecimento), em Primavera do Leste (MT), por exemplo, o número de aplicações de herbicidas na soja transgênica dobrou em seis anos devido ao desenvolvimento de resistência do mato aos herbicidas . Nos EUA, sistematização realizada partir de dados do Departamento de Agricultura do governo (USDA, na sigla em inglês) mostra que a tecnologia de resistência a herbicidas levou a um aumento de 239 milhões de kg no uso de herbicidas no país entre 1996 e 2011 .

No caso das plantas transgênicas tóxicas a insetos, os números mostram uma redução inicial nas aplicações de inseticidas, mas que tende a se reduzir significativamente ao longo de alguns anos – pois assim como o mato desenvolve resistência aos herbicidas, as lagartas também desenvolvem resistência às plantas inseticidas. Mais que isso, essas plantas têm sido associadas ao surgimento de novas pragas (insetos que antes não representavam ameaça às lavouras). Recentemente, o Congresso Nacional aprovou umalei flexibilizando a legislação de agrotóxicos para autorizar a utilização de produtos não registrados no país. A mudança foi instalada de modo a permitir a importação e a utilização do benzoato de emamectina para o combate à lagarta Helicoverpa armigera, cujo aumento populacional tem sido relacionado (até mesmo pelo Ministério da Agricultura) à expansão das lavouras transgênicas inseticidas.

Associado ao alto preço das sementes transgênicas (que envolvem inclusive o pagamento de royalties às empresas sementeiras), o aumento no uso de agrotóxicos tem levado ao aumento dos custos de produção. Dados da Conabmostram por exemplo que, em três polos de produção no estado do Mato Grosso, a receita obtida em R$/saca foi maior para os sistemas convencionais do que para os sistemas transgênicos. Em Primavera do Leste, a diferença foi de 53 para 48 R$/saca, em Sorriso, de 48 para 44 R$/saca e de 48 para 43 R$/saca em Campo Novo dos Parecis.

Esses números colocam em xeque a afirmação de que a massiva expansão dessas lavouras no país decorre da percepção das vantagens da tecnologia pelos produtores.

É preciso lembrar que existe atualmente um forte oligopólio que domina o mercado de sementes no país (e no mundo), e que a oferta de variedades convencionais é cada vez menor. São recorrentes os relatos de agricultores que gostariam de voltar a utilizar sementes convencionais de soja e/ou milho, mas não as encontram para comprar. Tudo indica, assim, que o plantio de sementes transgênicas está em grande parte associado à falta de opção por parte dos agricultores.

Gerente de comunicação da DuPont citado pelo Valor associa em sua declaração os alimentos transgênicos a características como maior produtividade e maior valor nutricional. Como já exposto anteriormente, os transgênicos presentes no mercado não apresentam essas qualidades. Afirmações desse tipo buscam, entre outros objetivos, conquistar a simpatia de consumidores – consumidores esses que, em todo o mundo, reivindicam o direito à informação sobre a origem transgênica nos rótulos dos alimentos.

O lobby contra a rotulagem articulado pela indústria é fortíssimo. Nos EUA até hoje não se conseguiu aprovar a rotulagem obrigatória de alimentos transgênicos . No Brasil a rotulagem é exigida desde 2003 pelo Decreto 4.680 , mas são recorrentes as tentativas da bancada ruralista no Congresso Nacional de derrubar a normativa .

Fonte citada pelo valor alega a existência de uma “contaminação do debate político”, sugerindo que a crítica à tecnologia seria motivada por razões ideológicas, e reclama de “atrasos nas aprovações de tecnologias” em função da demanda por testes de segurança. Trata-se da insistente e cruel tentativa de inversão de papéis: especialistas em biotecnologia valem-se de sua autoridade científica para fazer afirmações (não embasadas em dados científicos) acerca da segurança desses produtos e sustentar a rejeição à realização de pesquisas independentes e aprofundadas de análise de riscos, enquanto aqueles que denunciam a falta de rigor nos processos de liberação de transgênicos são acusados de ideológicos.

Flávia Londres é engenheira agronôma e assessora da Articulação Nacional de Agroecologia. Este texto foi orinalmente publicado pela Escola Politécnica de Saúde Joaquim Venâncio.

 

brasildefato

Cidades de Pedro Régis e Sertãozinho preparam grande festa para comemorar 20 anos de Emancipação Política

Pedro-Régis_SertãozinhoUma fica no Vale do Mamanguape, a outra já no brejo da Paraíba, mas ambas são servidas por uma mesma rodovia, a PB 085, que também  interligar Duas Estradas e Lagoa de Dentro.
Pedro Régis e Sertãozinho, respectivamente,  parece ter muito o que comemorar nesses 20 anos de suas emancipações e para tal as prefeituras dessas cidades preparara vasta programação.

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Vejamos a seguir a programação de cada uma delas:
Pedro Régis – A Prefeitura prepara uma comemoração modesta, mas com um simbolismo muito forte. Para coroar a programação o gestor municipal oferece a população  os Shows com as bandas Forró Zuando e Gabriel Diniz no dia 29 a partir das 22h00.
Sertãozinho – A Prefeita em Exercício do Município de Sertãozinho-PB a Sra. Genilza Paulino de Sousa, tem a honra de convidar todo povo sertãozinhense para participarem das comemorações alusivas do 20° ANIVERSÁRIO DE EMANCIPAÇÃO POLÍTICA, deste município que acontecerá nos dias 24,25,26,27,28 e 29 de abril do ano em curso.
24/04/2014 (Quinta-Feira)
-08:00h Hasteamento dos pavilhões na sede da Prefeitura
-09:00 h Ação na Policlínica (mamografia, vídeos palestras, ação de escovação bucal, verificação de pressão teste de glicemia). Participação do HEMOCENTRO (Doação de sangue.
25/04/2014 (Sexta-Feira)
-15:00 h Exposição dos Trabalhos do CRAS ( Local:Praça Edmilson Ribeiro)
-16:00 h Apresentação dos Serviços e Conveniências Fortalecimento e Vínculos (Local:Praça Edmilson Ribeiro)
-19:30 h Apresentação Teatral ( Local:Praça Edmilson Ribeiro)
26/04/2014 (Sábado)
-07:00 h 2ª Maratona 29 de abril (Praça Edmilson Ribeiro)
-09:30 h Apresentação de manobras com motos Equipe Brejo Radical (Praça Edmilson Ribeiro)
-Decisão do 3º Lugar do 4º Campeonato de Futebol (Estádio Municipal)
-19:30 h 9º Final da Copa 29 de Abril (Ginásio de Esportes)
27/04/2014 (Domingo)
-08:00 h Grande Cavalgada (Saída do Parque PM e chegada na Barraca do João)
-10:00 h Concentração do Circuito de MotoCross na Praça Edmilson Ribeiro.
-15:30 Final do 4º Campeonato Municipal de Futebol (Estádio Municipal)
28/04/2014 (Segunda-Feira)
-22:00h Show com as Bandas: Forró da Bolação, Gabriel Diniz e Forrozão VIP
29/04/2014 (Terça-Feira)
-05:00 h Alvorada
-19:30 Missa em Ação de Graças (Palco Principal ao Lado do Ginásio)
-Show religioso com Celione David (Palco Principal ao Lado do Ginásio).
Da Redação 
Do ExpressoPB

O rádio completa 90 anos no Brasil. Há motivos para comemorar?

 roquete pinto
Roquette Pinto
O rádio nasceu comunitário. Depois de 90 anos, a tecnologia evoluiu e a cidadania avançou, mas a democracia continua longe da comunicação eletrônica de massa.
Há nove décadas, a radiodifusão começava no país. Desde lá, a tecnologia evoluiu e a cidadania avançou, mas a democracia continua longe da comunicação eletrônica de massa.
O rádio nasceu comunitário. Pessoas ligadas à Academia Brasileira de Ciências, como Henrique Morize e Edgar Roquette-Pinto, reuniram-se para criar uma emissora com finalidades educativas e culturais. Após 90 anos, umas das lei que regula a comunicação só entende comunidade como território (de mil metros). Fica de fora a chamada “comunidade de interesses”, como os pioneiros da Rádio Sociedade do Rio de Janeiro faziam.
Depois de doar a emissora ao Ministério da Educação, Roquette-Pinto lutou para criar uma TV educativa. Contudo, as TVs educativas acabaram nascendo descoladas de um projeto de mídia pública. Retrato das comunicações do Brasil: um amontoado de serviços, definidos por diversas leis, decretos e portarias, que, apesar da quantidade, não conseguem garantir o mais importante para a sociedade, que é o direito humano à comunicação.
Aliás, Roquette-Pinto já anunciava muito do que estamos discutindo em tempos de convergência. Ele usava diversas mídias com o objetivo de educar. Cinema e rádio foram as principais plataformas disponíveis à época para explorar o potencial transformador da comunicação.
Hoje, as empresas ainda engatinham na comunicação multiplataforma. Até mesmo grupos de natureza convergente, como a EBC, aproveitam pouco sua potencialidade. Por falar nela, a Empresa Brasil de Comunicação perdeu a oportunidade de celebrar o feito de Roquette-Pinto e companhia. Os 90 anos da Rádio Sociedade (atual MEC AM) foram ignorados pela diretoria da estatal, atualmente responsável pelas MEC AM e FM, Rádios Nacional do Rio, Brasília, Amazônia e Alto Solimões, além de TV Brasil (antiga TVE), NBR e Agência Brasil.
A EBC tem se aproximado cada vez mais da velha estatal Radiobrás e de sua ‘Voz do Brasil’, do que da Rádio Sociedade de Roquette-Pinto, da TVE do Rio ou da Rádio Nacional da Era do Rádio. É preciso que se torne atrativa, mais pública e menos estatal. Pode fazer isso começando a aumentar a participação da sociedade na gestão da empresa e garantindo financiamento independente de verbas governamentais. E também experimentando mais, fugindo da tentação de copiar fórmulas batidas de jornalismo e produção, só que com menos dinheiro.
Comunicação colaborativa
É bom lembrar que o rádio era interativo em seu princípio. Com potencial de ecoar a voz de muitos, limitou-se a Rádioamador, abrindo espaço para um rádio unidirecional, onde apenas um fala e o restante escuta. Essa foi uma imposição da sociedade e não da tecnologia. Ótima recordação para aqueles que não dão importância para os debates sobre regulação de novos serviços, como o Marco Civil da Internet.
A tecnologia, por si só, não define o uso do rádio, da internet, do jornal e da televisão. As leis que regulamentam a Comunicação estabelecem como será a mídia de um país. E as diferenças são muitas. Em boa parte da Europa, por exemplo, a maioria das emissoras são públicas. No Brasil, entre os canais de TV 2 a 13, UHF 14 a 69 e do FM 88 a 108 MHz, é possível contar nos dedos de uma mão as estações do campo público: quase todas são privadas com fins lucrativos.
Por aqui o quadro ainda é pior, já que o velho modelo de financiamento copiado dos Estados Unidos está em crise. Com a concorrência de outros meios, a audiência da radiodifusão diminuiu, reduzindo também as verbas publicitárias. Por isso, quase todas as rádios e TVs alugam suas programações para religiões e lojas de varejo que passam o dia inteiro em pregações ou mostrando tapetes, relógios e anéis. Com isso, ficam sem espaço os produtores independentes e a mídia alternativa.
Convergência e Rádio Digital
A evolução tecnológica permite a convergência entre o rádio e outros serviços no chamado rádio digital. Os padrões disponíveis permitem que as atuais estações melhorem a qualidade do áudio e carreguem novas funcionalidades como vídeos de baixa resolução, fotos e notícias.
Seria a realização do sonho multimídia de Roquette-Pinto. Porém, hoje, a mentalidade dos empresários do rádio é mais atrasada daquela dos pioneiros de 1923. Eles parecem não querer o rádio digital, mas apenas a migração das emissoras AM para novas frequências de FM. Isso sem falar nas rádios comunitárias. Mesmo sendo a maioria das atuais estações, continuam sofrendo os ataques de uma lei criada pelos donos das rádios comerciais.
Lei da Mídia Democrática é solução imediata
Muita coisa precisa mudar na comunicação de massa que completa 90 anos no Brasil. As ruas pedem pressa, por isso uma das saídas imediatas é a aprovação do Projeto de Lei da Mídia Democrática, organizado por diversos movimentos sociais ligados à Campanha Para Expressar a Liberdade, promovida pelo FNDC (Fórum Nacional pela Democratização da Comunicação).
Essa lei, se aprovada, regulamenta importantes artigos da Constituição de 1988, garantindo a democracia na Comunicação em benefício do cidadão e para que os próximos 90 anos da radiodifusão no Brasil sejam de comemoração.
*Arthur William integra o Conselho Diretor do Intervozes.

Torcedor do Treze cai de arquibancada ao comemorar gol e é socorrido em estado grave para o Hospital de Trauma

estadioO torcedor do Treze Futebol Clube, Emerson Bruno, 21 anos, caiu da arquibancada do estádio Amigão, em Campina Grande, e foi socorrido em estado grave para o Hospital de Emergência e Trauma Dom Luiz Gonzaga.

Segundo testemunhas, ele estava comemorando o segundo gol do Galo na partida, aos 32 minutos do 1º tempo, quando subiu na grade e acabou caindo. Com a queda, Emerson Bruno, que é professor de educação física em uma academia de ginástica da Rainha da Borborema, acabou fraturando a perna e ficando com ferimentos na cabeça.

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torcedorHomens do Corpo de Bombeiros realizaram os primeiros atendimentos ainda no campo, já que a vítima estava desacordada. Uma ambulância do Serviço de Atendimento Móvel de Urgência (Samu) socorreu o jovem para o Hospital de Trauma.

Enfermeiros informaram que o jovem retomou a consciência ainda na ambulância. Emerson Bruno deve passar por procedimentos médicos ainda na noite deste domingo. O estado de saúde dele é grave.

Treze e Campinense se enfrentam neste domingo (24) no primeiro clássico dos maiorais de 2013.

 

 

Portalcorreio, com informações de Márcio Rangel, da TV Correio

Mari (PB): Rádio Araçá reúne emissoras comunitárias neste sábado para comemorar seus 15 anos de existência

A Associação Rádio Comunitária Araçá FM está completando 15 anos de existência e este é um motivo de muita alegria e comemoração para toda a comunidade mariense, em particular e para o movimento de Rádios Comunitárias da Paraíba, em geral. Isto porque a Araçá FM é pioneira, não só pela concessão e outorga feita pelo Ministério das comunicações em 1998, mas, principalmente, pelo trabalho prestado a comunidade, servindo de referência, inclusive, para outras Rádios Comunitárias do Estado e do Brasil. De modo que será de grande relevância para os que fazem a Associação Araçá Comunitária FM, a realização de um evento que reúna as Rádios Comunitárias para, além de comemorar o aniversário da emissora, também discutir a organização e o fortalecimento das Rádios Comunitárias em todo o estado da Paraíba.
Diante da magnitude do momento, temos a honra de convidar a V.S.ª para fazer parte do nosso ENCONTRO e, ao mesmo tempo, solicitar a vossa contribuição com o debate, como forma de contribuir no fortalecimento do Serviço de Rádio Difusão Comunitária e, consequentemente, na construção de uma comunicação democrática, popular, inclusiva e cidadã.
O evento estar sendo realizado em parceria com a Associação Brasileira de Rádio Comunitária – ABRAÇO Paraíba e contará com a presença de várias autoridades, inclusive, do presidente da ABRAÇO Nacional, o senhor José Sóter.
A Associação Rádio Comunitária Araçá FM irá fornecer o almoço para os participantes, e para garantir uma melhor organização do evento, pedimos a gentileza de proceder à confirmação da vossa participação.
Contatos:
E-mail: ramosvinculus@hotmail.com – fones: 9997.4159 / 8897.3036 / 9168.0600
Local: Auditório da Câmara Municipal
Data: 26 de janeiro de 2013
Horário: das 09:00 às 16:00
Mari, 03 de janeiro de 2013.
Atenciosamente,
COORDENAÇÃO
radiozumbijp

Município de Bananeiras faz festa nesta quarta para comemorar conquista do 3º Selo Unicef

 

Depois de vencer pela 3ª vez o prêmio Selo Unicef, o município de Bananeiras vai realizar nesta quarta-feira (12) uma grande festa em comemoração a conquista. O evento vai ser realizado a partir das 14h. A concentração será no Ginásio de Esportes de onde sairá uma grande caminhada até a Praça Epitácio Pessoa.

O evento esta sendo realizado pelas secretarias de Educação, Saúde e Desenvolvimento Social do município com o apoio do articulador do Selo Unicef, Jivago Fialho. Ele disse que essa comemoração será a mostra de tudo de bom que Bananeiras tem feito pelas crianças e adolescentes da cidade e a oportunidade para que a prefeita Marta apresente a todos o troféu da conquista do terceiro Selo Unicef.

A festa contará com a presença da representante do Unicef no Nordeste, Jane Santos, que foi convidada pela prefeita Marta Ramalho.

Os organizadores convidam toda a sociedade para fazer parte da comemoração. Para a secretária do Desenvolvimento Social, Aderlane, essa é uma festa para celebrar todas as conquistas do município nos últimos anos.

Gilvanisa Maia, secretaria de Educação, disse que este vai ser um momento único, pois marca o fim da gestão da prefeita Marta Ramalho, segundo ela uma grande batalhadora que lutou para todos os avanços e reconhecimento que o município alcançou nesses anos.

Programação do evento

Na Praça Epitácio Pessoa serão realizadas várias apresentações dos programas sociais do município a exemplo do Coral, Pastoril, Boi de Reis, Capoeira, Cavalo Marinho e show com a banda Afro-Cambindas.

A animação da festa também fica por conta das crianças e adolescentes que fazem parte do programa Gente que Sabe, uma das iniciativas que colaborou para a conquista do Selo Unicef.

Essas crianças e adolescentes comandam um programa de rádio apoiado pela prefeitura da cidade e que foi adotado pela Site Rádio pela Infância como modelo para outros municípios participantes do Selo no Brasil.

Redação/Focando a Notícia

Senado faz sessão especial para comemorar centenário de Luiz Gonzaga

 

O Senado realiza, nesta segunda-feira (3), às 11h, sessão especial para comemorar o centenário de nascimento do compositor e cantor Luiz Gonzaga. Na justificativa do requerimento, assinado pelos senadores Inácio Arruda (PCdoB-CE), Armando Monteiro (PTB-PE), Humberto Costa (PT-PE), Jarbas Vasconcelos (PMDB-PE), Vanessa Grazziotin (PCdoB-AM) e Vicentinho Alves (PR-TO), os parlamentares destacam que Luiz Gonzaga foi um dos artistas que mais contribuiu para a unificação geográfica da cultura brasileira, por meio da comunhão de sentimentos e valores comuns.

“O gaúcho nos pampas, o vaqueiro nos cerrados, o seringueiro na Amazônia, o habitante das grandes cidades. Não há brasileiro que não se emocione ao ouvir os primeiros acordes de Asa Branca, Vozes da Seca, Assum Preto, Baião, Paraíba, Juazeiro, Que nem Jiló“, afirmam.

Além disso, os senadores ressaltam que o compositor tem sobrevivido, como poucos, no coração e na memória de sucessivas gerações.

– Luiz Gonzaga do Nascimento é uma glória imorredoura do grande Estado de Pernambuco; é um patrimônio imaterial de todos os nordestinos; e é, finalmente, um milagre brasileiro – destacam.

Luiz Gonzaga nasceu na cidade de Exu (PE), em 13 de dezembro de 1912, e desde criança se interessou pela sanfona tocada pelo pai. Ainda jovem, tornou-se conhecido como sanfoneiro, apesar de prestar serviço militar por quase toda a década de 1930. Foi responsável por popularizar o baião no país, nas décadas de 1940 e 1950, fechando contrato com a gravadora RCA Victor e se apresentando em rádios do Rio de Janeiro.

O Rei do Baião continuou se apresentando e gravando discos pelas décadas seguintes. Entre os muitos parceiros, destacam-se Humberto Teixeira, José Marcolino, Zé Dantas e João Silva.

Luiz Gonzaga morreu em 2 de agosto de 1989, em Recife, aos 76 anos.

Em outubro deste ano, foi lançado o filme Gonzaga, de pai para filho, de Breno Silveira, que conta a trajetória do músico e sua relação turbulenta com o filho Gonzaguinha, cantor e compositor de sucesso nos anos 1970 e 1980.

Agência Senado

Focando a Notícia

Acidente mata jovem que tinha saído para comemorar nascimento do filho

A felicidade de um pai acabou em tragédia na madrugada desta sexta-feira, em João Pessoa. O jovem Romero Ferreira Soares, 31 anos, decidiu comemorar o nascimento do filho e quando voltava para casa bateu com o carro na Avenida Pedro II, em frente ao Ibama, e morreu no local.

De acordo informações apuradas no local do acidente, o rapaz havia ingerido bebida alcoólica e, por isso, perdeu o controle do carro, vindo a provocar o acidente por volta das 04h30 da madrugada.

O acidente chamou a atenção de motoristas que passavam no local e o Samu foi acionado, mas quando chegou ao local Romero Ferreira Soares já estava sem vida, debruçado sobre a direção do veículo.

portalcorreio

UNE prepara festa para comemorar seus 75 anos

 

A União Nacional dos Estudantes (UNE) completará no dia 11 de agosto 75 anos de lutas e conquistas em defesa dos direitos da juventude brasileira. Para marcar a data, o movimento estudantil prepara uma grande festa, às 16h, na sede histórica da entidade, localizada na Praia do Flamengo, 132, Rio de Janeiro (RJ).

Na ocasião, será feito o anúncio oficial do início das obras de reconstrução da sede da entidade, alcançada depois de diversas batalhas travadas pelas diversas gerações de estudantes que passaram pela entidade. Desde o golpe de abril de 1964, os estudantes tiveram que deixar o lugar que sofreu um incêndio demolição.

Em junho de 1980, o prédio da UNE na Praia do Flamengo foi abaixo com o uso de marretas, a mando dos militares, diante de uma multidão estarrecida. O maior registro desse triste – e tumultuado – momento histórico foi feito por um jovem chamado Marcio Goldzweig.

Algumas imagens que contam um pedaço dessa história:


Marretadas na demolição da UNE/foto: Marcio Goldzweig


Manifestação nos anos 1980 / foto: Marcio Goldzweig


Na gestão de Lúcia Stumpf, o arquiteto Oscar Niemeyer apresenta projeto de reconstrução, em 2010 / foto: divulgação UNE


O então presidente Luiz Inácio Lula da Silva visita, em 2010, o terreno da sede histórica da UNE, que também abrigará a União Brasileira dos Estudantes (Ubes) / foto: divulgação UNE

Da redação com informações da UNE