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Em colapso de abastecimento, 28 cidades da Paraíba vivem de carros-pipa

(Foto: Anderson Barbosa/G1/Arquivo)

Por causa da falta de chuvas nos últimos seis anos, 28 municípios do estado da Paraíba estão em situação de colapso no abastecimento. Segundo os dados da Agência Executiva de Gestão das Águas (Aesa), nessas cidades, os mananciais estão abaixo do nível mínimo para que seja possível fazer o bombeamento de água para a população. Uma das situações mais críticas ocorre em Teixeira, no Sertão do estado, onde as famílias recebem apenas mil litros de água por mês.

Os municípios atingidos pela situação de colapso são: Boa Ventura, Triunfo, Diamante, Carrapateira, Bernardino Batista, Riacho dos Cavalos, Teixeira, Emas, Matureia, Riachão, Tacima, Dona Inês, Damião, Riacho Santo Antônio, Amparo, Aroeiras, Gado Bravo, Sossêgo, Puxinanã, Nova Palmeira, Picuí, Frei Martinho, Barra de Santa Rosa, Nova Floresta, Cuité, Algodão de Jandaíra, Areial, Montadas.

Nos municípios em colapso, a água chega a casa dos moradores exclusivamente através de carros-pipa. Na cidade de Teixeira os carros-pipas só abastecem as casas uma vez por mês. A pouca água é usada com cuidado para matar a sede e cozinhar. “A situação aqui é precária. Aqui, de água mesmo, é uma escassez terrível”, disse a dona de casa Eliana Maria de Sousa, moradora de Teixeira.

Na zona rural do município, o abastecimento é feito pela Operação Pipa do Exército Brasileiro. Para a distribuição nas casas, os militares fazem um cálculo de 20 litros de água por pessoa. A situação é tão complicada que até para quem ganha dinheiro com a venda de carro-pipa, o desejo de ver a população sair do sufoco por falta de água é maior do que a busca pelo lucro “Tá tudo seco. A situação está feia aqui. É melhor ter a chuva, porque eu posso arrumar outro serviço”, disse o pipeiro Sancho Leite.

Segundo o secretário de agricultura de Teixeira, Pedro Bento, há alguns meses a prefeitura tem enfrentado dificuldades para garantir o abastecimento por carro-pipa, alegando falta de repasses financeiros. “A gente tá atuando com cinco carros-pipa, com o auxílio de um trator, mas infelizmente estamos fazendo o que podemos, pois a prefeitura está arcando com todos esses custos, porque a ajuda da Defesa Civil do Estado parou de vir há três meses”, disse Pedro Bento.

A assessoria de imprensa da Defesa Civil do Estado da Paraíba informou que os repasses a cidade de Teixeira e para outros 89 municípios vem através de parceria com o Governo Federal, mas o contrato acabou em 31 de agosto deste ano e, desde então, não tem recebido mais vergas. Ainda de acordo com a assessoria um novo plano foi aprovado, mas o recurso ainda não foi liberado.

Já o Ministério da Integração Nacional informou que qualquer outro novo repasse vai ser feita de acordo com suplementações financeiras realizas pelo Ministério do Planejamento, Desenvolvimento e Gestão, mas ainda não há previsão para isso.

O açude secou

A cidade de Teixeira é abastecida pelo reservatório próprio Riacho das Moças. De acordo com os dados Aesa, o manancial tem capacidade para armazenar 6,834 milhões de metros cúbicos de água esta semana chegou a marca de 0,01%. Ainda segundo os dados da Aesa, desde abril de 2014 que o açude está com menos de 5% da capacidade total. Desde agosto de 2013 que o reservatório ficou com menos de 10%. Nos últimos 15 anos de monitoramento feito pela Aesa, o melhor nível que o manancial teve foi em julho de 2009, quando atingiu 88%.

Matureia

Segundo a Companhia de Águas e Esgotos da Paraíba (Aesa), o açude Riacho das Moças também era usado para abastecer a população de Matureia, no Sertão. Na cidade a população também está recebendo água de carro-pipa. Na frente das casas, encontrar a caixa d’água é comum. Para todo o município são usados 16 carros-pipa. Entre esses, 12 são custeados pela prefeitura, gerando um gasto mensal de 50 mil reais com combustível e funcionários.

“Desde o mês de maio a gente deste ano a gente vem com essa dificuldade. A gente tirava 24 carregamentos de água do manancial João da Mata, aí devido ao protesto dos moradores, passamos a pegar 16 carregamentos. São 12 carros-pipa para zona urbana e 4 para a zona rural” disse José Francisco de Lima, diretor da Defesa Civil, em Matureia.

Quando a água acaba

Em Matureia, na casa dos moradores da zona urbana chegam mil litros de água a cada 15 dias, através dos carros-pipa. Água que nem sempre é suficiente. Quando ela acaba, os moradores precisam comprar para ter mais. “Por enquanto tá R$20 (a cada mil litros de água) mas já comentam que vai aumentar pra R$25. Aí a gente tem que tirar do que come pra usar na água”, disse a dona de casa, Maria do Carmo Amaral.

Sem dinheiro para comprar água em carro-pipa, alguns moradores fazem o que podem para conseguir água pra família. Messias Paulino, por exemplo, está desempregado e pega uma carroça de mão para buscar água em pequenos açudes na zona rural. “Mil litros não dá nem para 15 dias. Mas pra comprar a gente não tem dinheiro. Eu não tenho emprego de nada”, explica ele.

Previsão

Segundo meteorologista da Aesa, Marle Bandeira, o cenário seco no estado só deve mudar em 2018. “O segundo período do ano é sempre considerado o mais crítico, porque as chuvas geralmente se concentram durante os primeiros meses. O cenário seco nos municípios paraibanos só deve mudar durante o primeiro trimestre do próximo ano, no entanto, ainda não há uma previsão de chuvas”, enfatizou.

G1

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Abastecimento de água no Brejo pode sofrer colapso

A Companhia de Água e Esgotos da Paraíba (CAGEPA) enviou um comunicado direcionado a alguns municípios do brejo, informando que devido ao esvaziamento da barragem de Jandaia e caso não chova, estes ficarão com o abastecimento hídrico comprometido. Leia o comunicado na íntegra:

Comunicado

A Companhia de Água e Esgotos da Paraíba – Cagepa – vem a público comunicar aos clientes das cidades de Cacimba de Dentro, Araruna, Tacima, Dona Inês, Riachão e Damião que em decorrência do esvaziamento da barragem de Jandaia, o sistema de abastecimento que atende os municípios entrará em colapso até o final de junho do ano em curso, caso não ocorra chuvas na bacia hidrográfica deste manancial.
Comunica ainda que a operação do sistema será retomada somente após a recarga do manancial de Jandaia

Guarabira, 22 de junho de 2017.
Gerência Regional do Brejo

portalmidia

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Paraíba tem 40 cidades em colapso total por causa da seca, diz Cagepa

 (Foto: Taiguara Rangel/G1/Arquivo)
(Foto: Taiguara Rangel/G1/Arquivo)

O número de cidades da Paraíba em colapso total de abastecimento devido à estiagem aumentou 60% em um ano. Segundo dados da Companhia de Água e Esgotos da Paraíba (Cagepa), a quantidade subiu de 25 cidades sem água nas torneiras em 2016 para 40 em 2017. As cidades em racionamento eram 102 no ano passado e, agora, são 117.

Oito municípios entraram na lista de cidades em racionamento no sábado (4). O novo plano foi adotado devido à falta de chuvas na bacia hidrográfica Coremas/Mãe D’Água, que está com apenas 4,6% da capacidade máxima. Cajazeirinhas, Pombal, Vista Serrana, Paulista, Catolé do Rocha, Brejo do Cruz, Belém do Brejo do Cruz e São Bento encontravam-se em situação de alerta e passaram a adotar racionamento das 5h do sábado às 5h da segunda-feira.

Boa parte das cidades que está em colapso ou racionamento está localizada no Sertão ou Cariri do estado. Essas regiões e o Curimataú paraibano fazem parte do semiárido. A previsão da Agência Executiva de Gestão das Águas (Aesa) é de chuvas satisfatórias, com início do período chuvoso em fevereiro e término em março, com maior predominância no último mês.

G1 PB

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Deputado chama atenção para colapso no Samu na Paraíba

renatoO deputado Renato Gadelha (PSC) demonstrou preocupação com o caos instalado em vários municípios da Paraíba diante do atraso de oito meses nos repasses estaduais do Samu. O Líder da Oposição teme que o serviço entre em colapso nos próximos dias por falta de recursos. “O risco é iminente, vários prefeitos me procuraram pedindo socorro”. Renato lembrou que os repasses federais estão em dia e as prefeituras estão fazendo a parte delas.

“O problema é que vários municípios estão sem receber o repasse estadual há mais de oito meses. O Governo do Estado simplesmente não paga a parte que lhe cabe, por lei, para o funcionamento do Samu”. Renato revelou que apenas em duas cidades, Campina Grande e Sousa, a dívida já ultrapassa os quatro milhões de reais. “Diante da crise que enfrentamos, as prefeituras não conseguem cobrir o rombo nas contas causado pelo Estado”.

Renato disse ainda que não são apenas os recursos do Samu que estão atrasados. “Há problema em outros repasses, como da farmácia básica, por exemplo. Da forma que está, o governador vai inviabilizar o já precário serviço de saúde público na Paraíba”. O deputado lembra que muitos prefeitos estão deixando os mandatos no final do ano e a ‘bomba’ pode estourar na mão dos novos mandatários.

“O pior de tudo isto é a falta de diálogo com o governo. O pagamento não é feito e não há qualquer comunicação com as prefeituras para tentar amenizar a crise. E a dívida só aumenta”, lamenta Renato Gadelha. O parlamentar sugeriu que o governo utilize os créditos provenientes da repatriação de recursos para quitar os pagamentos devidos aos municípios. “É o mínimo que este governo pode fazer. A população não, pode mais uma vez, ser penalizada. As prefeituras estão em dificuldades e o governador não pode, simplesmente, ignorar a obrigação legal de fazer os repasses”, finalizou Renato Gadelha.

MaisPB

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Em carta, 20 estados relatam ‘colapso’ e pressionam por ajuda financeira

brasilGovernadores do Norte, Nordeste e Centro-Oeste reforçaram, em carta enviada ao governo federal, pedido de ajuda financeira nos mesmos moldes da concedida pela União ao Rio de Janeiro. Na ocasião, o estado decretou estado de calamidade pública devido à crise financeira e recebeu socorro financeiro de R$ 2,9 bilhões do governo federal.

Apesar de reforçarem o pedido, os governadores garantiram que não decretarão calamidade pública antes de se encontraram com o presidente Michel Temer – que retorna hoje de Nova York, onde participou da Assembleia das Nações Unidas. A informação consta em carta assinada pelo Fórum dos Governadores do Nordeste, Norte e Centro Oeste.

No texto, os 20 governadores reforçam o cenário de crise financeira e afirmam que “já chegaram a uma situação de colapso”. Segundo os governadores, esse cenário tem prejudicado “serviços essenciais sabidamente na segurança, saúde, dentre outros, atrasando o repasse para outros poderes, atrasando salários dos servidores ativos, aposentados e pensionistas.

 “Permanecendo no rumo dos últimos meses, quem ainda não teve problema sabe que é uma questão de tempo”, dizem na carta.

Na semana passada, governadores de 17 estados, principalmente das regiões Norte e Nordeste, se reuniram com o ministro da Fazenda, Henrique Meirelles, para solicitar novamente uma ajuda emergencial por conta das perdas de recursos devido à queda dos repasses do Fundo de Participação dos Estados (FPE).

Após o encontro, informaram que, sem esse apoio extra vão decretar nas próximas semanas estado de calamidade pública.O pedido inicial era de R$ 14 bilhões, mas na semana passada o valor baixou para R$ 7 bilhões, e a título de antecipação do ingresso de repatriação de recursos do exterior – a que os estados têm direito, mas que ingressarão somente no fim de outubro.

Também na semana passada, após a ameaça dos estados, a secretária do Tesouro Nacional, Ana Paula Vescovi,informou que não há possibilidade de o governo conceder ajuda emergencial aos estados do Norte e Nordeste. “Não tem espaço”, disse ela na ocasião, lembrando que o governo tem de cumprir a meta de um déficit fiscal de até R$ 170,5 bilhões neste ano.

Na carta divulgada nesta semana, os governadores afirmaram que tomaram a decisão “de ninguém publicar o decreto e de insistir em sermos recebidos pelo Presidente Michel Temer, e seguir buscando um entendimento”.

“Sabemos, que a verdadeira saída é a retomada do crescimento, gerando emprego e renda. E temos consciência da gravidade do impacto da Decretação de Calamidade por vários Estados brasileiros ao mesmo tempo, inclusive podendo afetar a meta principal que é estabilizar a queda na economia e na criação de um ambiente melhor para os investidores”, acrescentaram.

Os governadores informaram ainda, no documento, que já entraram em contato com um membro da equipe do presidente Michel Temer, que lhes foi informado que ele tinha dificuldades de agenda esta semana “mas que buscaria organizar um novo momento para nos receber”.

Eles disseram ainda que parlamentares das bancadas do Norte, Nordeste e Centro-Oeste já apresentaram emendas para assegurar o Auxílio Emergencial aos Estados, no valor de R$ 7 bilhões, ao Projeto de Lei Complementar 257/2015 que trata do alongamento das dívidas dos Estados, e também da PEC 241, que trata do teto dos gastos públicos. “Muitos têm comparecido às nossas agendas e manifestando apoio ao Pleito”, informaram.

Carta
Leia a íntegra da carta enviada por governadores ao governo:

Carta dos Governadores do Nordeste, Norte e Centro Oeste do Brasil

Vivemos uma das mais graves crises brasileiras na economia, na política e chegando no social, principalmente com seca, com grande perda de grãos e outros produtos e falta de água para abastecimento humano e animal, paralisação de obras públicas e programas federais e o desemprego crescendo.

A queda da economia afeta, especialmente, os Estados que dependem mais das receitas partilhadas com a União, principalmente o Fundo de Participação dos Estados – FPE. E por isto as nossas regiões são as mais atingidas.

Em 2015 e também em 2016 os Estados adotaram medidas sérias, reduziram despesas e conseguiram economizar. Mas a queda da receita, especialmente o FPE e recursos dos Estados não liberado pela União, como os recursos previstos na Lei Kandir de 2014 provisionado para pagamento este ano (compensação do ICMS das Exportações, não cobrados pelos Estados para incentivar mais exportação), novos incentivos da União reduzindo IPI e IRPJ e subida automática de preços de energia, comunicação, combustível etc engoliram todo este esforço.

Dos 27 Estados e Distrito Federal, 21 já chegaram a uma situação de colapso e prejudicando serviços essenciais sabidamente na segurança, saúde, dentre outros, atrasando o repasse para os outros poderes, atrasando salários dos servidores ativos, aposentados e pensionistas. E permanecendo no rumo dos últimos meses, quem ainda não teve problema sabe que é questão de tempo.

Com base em estudos do CONFAZ – Conselho dos Secretários da Fazenda e também do Tribunal de Contas da União, demonstramos ao governo federal, em documento e agenda com o Presidente da República, Michel Temer, e sua equipe, que R$ 14 bilhões é a soma destes impactos em nossas receitas e pedimos ajuda ao Chefe do Executivo sob a forma de Auxílio Emergencial, além da liberação de recursos da Lei Kandir. E dissemos que, por entendimento entre os governadores, após agendas com equipe do Governo Federal, e compreendendo a difícil situação da União, reduzimos o pleito para o valor de R$ 7 bilhões.

Lembramos ainda que do esforço do povo brasileiro para o alongamento das dívidas com a União, de um total de R$ 55 bilhões, estes 20 Estados do Nordeste, Norte e Centro Oeste, representam apenas 9% de todo o montante da dívida com a União, alguns inclusive sem dívida com a União, e os outros 7 Estados ficando com 91%. Defendemos a unidade nacional, e reconhecemos que os Estados mais desenvolvidos precisam desta solução, mas defendemos também o equilíbrio e justiça federativa, e pedimos a compensação, reforçando a situação emergencial para suprir serviços essenciais à população, no valor de R$ 7 bilhões.

Destacamos neste processo o importante apoio das bancadas do Nordeste, Norte e Centro Oeste, principalmente na Câmara e no Senado, onde já apresentaram emendas para assegurar o Auxílio Emergencial aos Estados, no valor de R$ 7 bilhões, ao Projeto de Lei Complementar 257/2015 que trata do alongamento das dívidas dos Estados e da PEC 241, que trata do teto dos gastos públicos, e muitos têm comparecido às nossas agendas e manifestando apoio ao Pleito.

O presidente Michel Temer disse que reconhecia a gravidade vivida pelos Estados, e que tinha sensibilidade, explicou a ajuda dada ao Estado do Rio de Janeiro, que Decretou Calamidade, na fase em que sediou as Olimpíadas Mundiais, e que ele havia liberado cerca de R$ 2,9 bilhões. Reafirmamos nosso apoio à ajuda dada ao Rio de Janeiro e relatamos que muitos Estados já haviam tomado esta decisão de Decretar também Calamidade mas, sabendo da gravidade para o país, apostamos na sensibilidade do Presidente.

Ele disse ainda que em 15 dias após aquele dia 16/08/16, apresentaria uma solução. Nesta última semana pedimos a agenda para uma resposta e fomos recebidos a pedido do Presidente da República pelo Ministro Henrique Meireles da Fazenda, e sua equipe. E a resposta foi que não poderia atender ao pleito dos 20 Estados destas 3 regiões. E também que não poderia liberar este valor a título de antecipação das receitas previstas com base na Lei da Repatriação, outra alternativa apresentada, por não saber o valor exato a ser recolhido. E nem mesmo como empréstimo no modelo do Programa Emergencial Financeiro – PEF, desburocratizado.

Diante disto, comunicamos ao Ministro Meireles e equipe, que muitos Estados já estavam preparando o texto e providências legais para, no caminho do Rio de Janeiro, Decretarem Calamidade, e tomamos a decisão de ninguém publicar o Decreto e de insistir em sermos recebidos pelo Presidente Michel Temer, e seguir buscando um entendimento.

Sabemos, que a verdadeira saída é a retomada do crescimento, gerando emprego e renda. E temos consciência da gravidade do impacto da Decretação de Calamidade por vários Estados brasileiros ao mesmo tempo, inclusive podendo afetar a meta principal que é estabilizar a queda na economia e na criação de um ambiente melhor para os investidores.

No início da noite da última terça-feira, em contato com a coordenação do Fórum dos Governadores, membro   da equipe do Presidente Michel Temer informou que ele tinha dificuldades de agenda esta semana mas que buscaria organizar um novo momento para nos receber.

Somos 20 governadores do Brasil, com 60 Senadores e Senadoras, metade da composição da Câmara dos Deputados, representando cerca da metade da população do Brasil que, diante desta situação, tomamos também a decisão de fazer este comunicado ao Povo Brasileiro.

G1

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Sem chuvas, Paraíba pode enfrentar colapso de água no segundo semestre de 2016

 

Reprodução/Facebook/Padre Djacy Seca atinge quase 90% do estado
Reprodução/Facebook/Padre Djacy
Seca atinge quase 90% do estado

A situação da falta de água em mais de 75% dos municípios da Paraíba pode se tornar ainda mais crítica e, caso não chova como o necessário, o estado corre o risco de sofrer o maior colapso de água da história ainda no primeiro semestre do próximo ano. Hoje, todo o volume de água dos reservatórios do estado representa apenas 16% da capacidade total.

A projeção é do ex-secretário de Recursos Hídricos do Governo do Estado, Francisco Jácome Sarmento. “Se o ano vindouro for igual a 2015, nós teremos o maior colapso da história do Nordeste”, afirmou o ex-secretário, em entrevista ao programa ‘Rede Debate’, da RCTV (canal 27 da Net Digital, emissora do Sistema Correio) nessa segunda-feira (23). Jácome é também consultor em recursos hídricos do Governo Federal.

Entre os municípios que mais sofrem com a sec

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a estão aqueles que são abastecidos pelo açude Presidente Epitácio Pessoa (Boqueirão). O manancial atende Campina Grande e outras 20 cidades e distritos da região. Com chuvas irrelevantes para reabastecer o manancial, Boqueirão já caminha para entrar no seu volume morto e pode ficar sem água para consumo em menos de dez meses.

Atualmente, Boqueirão que tem a capacidade para armazenar cerca de 410 milhões de metros cúbicos de água, possui pouco mais de 55 milhões, o que representa apenas 13,6% da capacidade do seu armazenamento total. Francisco Sarmento explica que todo mês é retirado do Boqueirão, seja para o abastecimento das cidades ou por evaporação, em média 4,3 milhões de metros cúbicos de água. Ele adverte que se esse ritmo for mantido, sem o reabastecimento necessário, não haverá mais água aproveitável no açude ainda em 2016.

“Hoje estamos com cerca de 55 milhões de metros cúbicos e se mantiver esse nível de retirada, seja por evaporação, seja pelo consumo, mesmo com o racionamento que tem sido feito, nós não chegaremos ao final de 2016. Isso não é uma previsão, é uma projeção. Basta fazer uma conta simples. Temos 55, basta descontas 4,3 mensal e em dez meses nós teremos 43 milhões a menos. Quer dizer: estaremos abaixo do volume morto do reservatório”, pontuou.

O ex-secretário e professor da UFPB ressaltou que água do manancial já está com sua qualidade comprometida devido ao excesso da concentração de sais e o baixo nível no reservatório.

“É uma água pesada, com alta concentração de sais e que o tratamento da água não retira isso. Isso não é só aqui na Paraíba, é em qualquer lugar do Brasil. A questão é que a água pura evapora, mas o sal fica. O sal não evapora. Então a concentração do sal vai aumentando a medida que o nível do manancial vai diminuindo”, afirmou.

A situação crítica abrange outros municípios além dos abastecidos pelo Açude de Boqueirão. A situação de emergência por causa da falta de água, decretada pelo governador Ricardo Coutinho, já atinge 170 cidades, em que várias delas passam por rodízio ou racionamento de água e precisam de carros pipas para atender minimamente a população.

Situação dos reservatórios

No estado já são sete açudes completamente secos. São eles Algodão, em Algodão de Jandaíra; Cabaceiras, em Picuí; Ouro Velho, no município de mesmo nome; Pocinhos, em Monteiro; Serrote, também em Monteiro; São José 4, em São José do Sabugi; e Vídeo, em Conceição. Eles estão entre os 53 reservatórios com 5% menos de sua capacidade. Outros  34 estão com menos de 20% da capacidade.

Segundo o presidente de Agência Executiva de Gestão das Águas da Paraíba (Aesa), João Fernandes, todo o volume de água atual dos reservatórios do estado representa apenas 16% da capacidade. Indo para o Semi-árido paraibano o número cai para 13,1%, segundo João Fernandes.

“Nós temos 16% da capacidade de armazenar nos nossos mananciais no estado. No mês passado eram 17% e agora estamos com 16%. Por quê? Porque estamos apenas consumindo a água que se acumulada no passado. Não tem tido a recarga necessária. Não tem que ter choro. Tem que ter gestão”, frisou.

Ele discorda da projeção de que em julho do próximo ano, se não chover, Campina Grande terá um colapso no abastecimento. “Todos os nossos estudos indicam que a água de Boqueirão ainda sustenta esse abastecimento até 2017”, garantiu.

Falta de ações estruturantes

De acordo com Francisco Sarmento, desde 2011 os reservatórios não tiveram recargas significantes e, por isso, a Paraíba está em seu quinto ano consecutivo de seca severa. Para ele, a falta de ações estruturantes por parte do governo federal deve agravar ainda mais a situação no estado.

“Se nós não enfrentarmos como a natureza do problema exige, de forma estrutural, com soluções definitivas, nós vamos vivenciar recorrentemente esses problemas”, taxou.

Segundo ele, a transposição do rio São Francisco deve solucionar o problema da seca no Nordeste, mas a demora nas obras contribui de forma significativa para o possível colapso na região no próximo ano.

“A transposição do rio São Francisco é a resposta para uma boa parte do território do Semiárido Setentrional, é uma resposta com esta característica estruturante. O problema é que não temos prazo para atender os municípios que ela beneficia. Caso o próximo ano de 2016 venha a ser seco como o de 2015, nós teremos uma situação nunca vivenciada no Brasil. Porque nós nunca tivemos uma população tão grande. Nós nunca tivemos tanta dependência da água como temos hoje e sem outra alternativa para atender essa população”, sentenciou.

João Fernandes e Francisco Sarmento concordaram que não há como construir novos reservatórios no estado. “São espelhos para evaporação”, disse o ex-secretário. A exceção ficaria no rio Mamanguape.

Para Sarmento, a situação da Paraíba é pior do que a enfrentada por São Paulo. Lá, o plano B tem como alternativa 23 locais para transposição de água. Aqui, só a transposição do São Francisco. A probabilidade de se ter uma estiagem no ano que vem igual ou pior do que em 2015 é de 16%, segundo os estudos técnicos.

No quadro abaixo, a situação de cinco dos principais açudes monitorados diariamente pela Aesa:

MUNICÍPIO  AÇUDE CAPACIDADE(milhões de m³)  VOLUME ATUAL PERCENTUAL
 Cajazeiras  Engenheiro Ávidos   255.000.000  18.393.010 (m³)  7,2%
 Boqueirão  Epitácio Pessoa  411.686.287  55.880.355  13,6%
 Coremas  Coremas   591.646.222  71.890.751  12,2
 Coremas  Mãe dÁgua  567.999.136  89.183.566  15,7%
 Cajazeiras  Lagoa do Arroz  80.220.750   5.019.918  6,3%

 

Por Naira Di Lorenzo

 

Presidente da Cagepa diz que 24 municípios estão em colapso por falta de água e cita Bananeiras como exemplo

aguaA situação de falta de chuvas na Paraíba preocupa o presidente da Companhia de Água e Esgotos da Paraíba, Cagepa, Marcus Vinícius. Na tarde de hoje, durante entrevista, o presidente destacou que 24 municípios estão em colapso, mas descartou crise de água na grande João Pessoa.

Marcus Vinícius reconheceu esforço do Governo do Estado para garantir água na região metropolitana de João Pessoa e disse que eventuais falhas no abastecimento tem relação com a manutenção e distribuição: “O investimento de R$ 133 milhões garante água para mais 25 ou 30 anos para João Pessoa. Isso tudo nos faz afirmar que a oferta de água para a grande João Pessoa pode nos garantir que não teremos racionamento. Mas, também cabe a nós reconhecer problemas na rede de distribuição”, explicou.

O presidente disse que a última sangria dos açudes paraibanos aconteceu entre os anos de 2010 e 2011 e que a preocupação do governo aumenta por perceber que o mês de maio não registrou a quantidade de chuvas que era esperado.

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No entanto, Vinícius afirmou que os anúncios sobre racionamento serão feitos até o final deste mês: “Estamos esperando o fim do mês para calcular os índices nos reservatórios. O racionamento é uma decisão tomada em conjunto por vários órgãos inclusive a Ana, Agência Nacional de Água”.

A constatação do Governo do Estado é de que 24 municípios estão em colapso, ou seja, o manancial secou, e cidades como Bananeiras, no brejo paraibano, precisaram adotar medidas emergenciais. O presidente reforçou a necessidade de abandonar bandeiras partidárias para sanar o problema: “Estamos trabalhando com ações emergenciais, estamos retomando reservatórios que estavam sendo subutilizados e tentando armazenar água. Por isso reforço a importância das parceria entre os poderes”, frisou.

O gestor da Cagepa defendeu, ainda, que cada um pode contribuir para solucionar problemas relativos a falta de água, desde que tenham atenção com o uso doméstico: “Quando falávamos em seca pensávamos no sertão. Mas agora já estamos no brejo. E isso tudo nos faz refletir sobre como usamos a água em nossa casa e reflete a importância de todos se envolverem”.

Equipes de fiscalização da Cagepa atuam em todo o estado a fim de coibir o desperdício e até mesmo furto de água. Vinícius relatou que foram encontradas adutoras com desvios de água para irrigação irregular: “Estamos encontrando furto de água para que pequenos proprietário irriguem mato. Isso acontece em algumas adutoras, mas nossa fiscalização tem sido constante no sentido de coibir esse uso da água”.

O presidente da Cagepa assegurou que punições podem ser aplicadas aos que praticarem furto e reforçou parceria firmada com a Polícia Militar e o Ministério Público para auxiliar no combate ao desvio e uso indevido de água.

 

blogdogordinho

Após colapso total da barragem, Cagepa instala torneiras para população ter acesso a água

águaApós o colapso total da Barragem de Canafístula, que deixou a população do Brejo sem abastecimento, a direção regional da Cagepa instalou várias torneiras no muro da estação de tratamento para que a população local tenha acesso a água potável. Os moradores da região podem pegar água de graça das 5h até as 21h.

De acordo com o gerente regional, Valdeci Andrade, lamentou a seca que assola toda a Paraíba e garantiu que a Companhia tem somado todos os esforços possíveis para amenizar os efeitos da estiagem.

“É bem certo que a empresa deseja abastecer com plenitude a todos os usuários e prestar um serviço de qualidade para população, porém devido a grande seca que assola nossa região e nosso manancial está vazio o sofrimento é uma realidade. A Cagepa está fazendo o máximo para diminuir o sofrimento da população”, informou.

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Focando a Notícia

CAGEPA alerta consumidores quanto ao colápso no abastecimento feito por Lagoa do Matias

Lagoa do Matias
Lagoa do Matias

A Cagepa – Gerência Regional do Brejo – comunica aos usuários das cidades e distritos abastecidos pelo Sistema de Lagoa do Matias, que devido ao baixo volume de água que atualmente se encontra a barragem, a Cagepa bombeará a água existente no volume morto do manancial, tendo em vista a iminência do colapso no abastecimento.

Comunica ainda que a partir desta sexta-feira, dia 27, fará alteração na escala de racionamento.

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As cidades de Caiçara e Logradouro e distritos de Rua Nova, Cachoeirinha e Braga, passam a ser abastecidos três dias a cada 15 dias.

A cidade de Belém passa a ser abastecida quatro dias a cada 15 adias.

 

Guarabira, 20 de fevereiro de 2015.

 

 

Gerência Regional do Brejo

Mesmo com chuvas, 200 mil paraibanos ainda estão sem água e 18 cidades sofrem colapso

chuvaOs moradores de 18 cidades e cinco distritos na Paraíba estão sem água nas torneiras. O abastecimento nestes municípios foi suspenso pela Companhia de Água e Esgoto da Paraíba devido ao colapso dos mananciais que atendem as localidades que estão em situação crítica, ou seja, com menos de 5% da sua capacidade total, ou em observação, com 20% inferior ao seu volume total.

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O colapso deixa quase 200 mil habitantes no estado sem água e obriga os moradores a comprarem o líquido. Alagoa Grande, Esperança, Cuíte e São João do Rio do Peixe estão entre as cidades que passam pelo problema. Outros 32 municípios e oito distritos passam por racionamento. De acordo com dados da Cagepa, nove cidades estão em estado de alerta.
Em Alagoa Grande, no Brejo paraibano (320 quilômetros da Capital), que possui 28.689 habitantes, não é assistida por carros-pipa do Governo Federal e nem Estadual. No município dez litros de água para o consumo doméstico chega a custa R$ 80. Josilene Nunes, proprietária de uma pousada na cidade reclama da crise hídrica e relata que comerciantes estão se aproveitando da falta de água para encarecer o produto.
“Eles estão se aproveitando da situação. No sábado a 10 litros de água custava 40 reais, depois passou para 50, 60 e ontem eu tive que comprar por 80 reais. Está um caso sério na cidade”, contou.
Segundo ela, Alagoa Grande sofre com problema de abastecimento desde dezembro de 2014, mas destaca que essa é uma situação que se repete todos os anos. “Está uma precariedade desde dezembro. Todo final de ano é mesma coisa”, disse. Apesar do colapso, em período exporádicos os moradores têm água nas torneiras. “Ontem fazia 14 dias que tinha água. Chegou nas torneiras, mas não passou nem três horas e muito escassa”.
Em Esperança, no Agreste (a 159 quilômetros da Capital) a falta de água é ainda mais grave, como relata um dos 32.530 moradores . Segundo José Agailto Batista Carlos, dono de um restaurante no município, há seis meses o fornecimento foi paralisado. Sem água em casa e no restaurante ele recorre aos carros-pipas particulares. O custo é de R$ 180 por carro-pipa, que rende, de acordo com o comerciante, cerca de nove mil litros de água.
“A gente sente o impacto. De vez de estar investido no nosso negócio temos que comprar comprar água”, lamenta. Ele conta também que tanto em sua casa, como no estabelecimento comercial foi necessário construir uma cisterna para guardar a água, bombear para caixa e recebê-la nas torneiras.
Em Esperança o Governo Federal disponibiliza quatro carros-pipa para as áreas periféricas da cidade. A operação distribui água potável para a população situada nas regiões afetadas pela seca.
A solicitação de atendimento pela Operação Carro-pipa é feita diretamente à Secretaria Nacional de Defesa Civil do Ministério da Integração. A demanda é encaminhada ao Exército, que faz uma avaliação técnica em conjunto com a prefeitura municipal. Constatada a necessidade, o município é incluído na operação e passa a receber água por meio dos carros-pipa contratados pelo Governo Federal.

Municípios em colapso de água:

São João do Rio do Peixe, Carrapateira, Triunfo, Distrito de Gravatá, Montadas, Algodão de Jandaíra, Nova Floresta, Cuité, Serra Redonda, Remígio, Esperança, Distrito São Miguel, Distrito Lagoa do Mato, Distrito Cepilho, Areial, Riacho Santo Antônio, Distrito Pindurão, Pilões, Alagoa Grande, Desterro, Cacimbas e Riacho dos Cavalos, Arara.

Municípios com racionamento:

Barra de São Miguel, Areia, Umbuzeiro, Nova Palmeira, Campina Grande, Barra de Santana, Caturité, Queimadas, Pocinhos, Lagoa Seca, Matinhas, São Sebastião de Lagoa de Roça, Alagoa Nova, Distrito de Galante e Distrito São José da Mata, Aroeiras, Gado Bravo, Distrito Novo Pedro Velho, Nazarezinho, Bom Sucesso, Brejo dos Santos, Jericó, Mato Grosso, Casserengue, Belém, Caiçara, Logradouro, Riachão, Distrito Braga, Distrito de Rua Nova, Solânea, Riachão, Tacima, Dona Inês, Damião, Distrito de Barreiros, Distrito Logradouro, Distrito Cozinha, Bananeiras, Cacimba de Dentro, Araruna e Santa Cruz.

Municípios em estado de alerta:

Piancó, Serraria, Natuba, Puxinanã, Gurjão, Lagoa, São José da Lagoa Tapada, Cajazeiras e Monte Horebe

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