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Com cobertura vacinal baixa na Paraíba, Saúde alerta população para atualizar vacina contra Sarampo

A Secretaria de Estado da Saúde (SES) divulgou um alerta para que a população atualize a caderneta de vacinação com a aplicação da Tríplice Viral. O alerta é para proteger a Paraíba contra o Sarampo, doença que já havia sido extinta e que foi reintroduzida em alguns locais do país.

O Sarampo é uma doença infecciosa, transmissível e extremamente contagiosa, podendo evoluir, com complicações e óbitos, particularmente em crianças desnutridas e menores de um ano de idade.

De acordo com a chefe do Núcleo de Imunizações da SES, Isiane Queiroga, a Paraíba encontra-se com a cobertura vacinal de 81,87%. O ideal é subir esse dado para mais de 95%, que é a recomendação do Ministério da Saúde. “Dos 223 municípios paraibanos, 109 (48,87%) apresentaram coberturas vacinais adequadas, conforme recomendação do Programa Nacional de Imunização – PNI. Tal situação caracteriza a existência de bolsões de suscetíveis que possibilita a reintrodução do Sarampo no Estado”, afirma.

Este ano, até a semana Epidemiológica 29/2019, terminada em 20 de julho, a Paraíba registrou 18 notificações suspeitas de sarampo, das quais 14 foram descartadas por laboratório e 4 por não preencher o critério de caso suspeito. Isiane afirma que é necessário alertar os gestores municipais para intensificarem a busca ativa na população para imunizar pessoas não vacinadas com a Tríplice Viral, principalmente aqueles locais que não alcançaram a meta de 95%.

“O objetivo é manter um alto nível de imunidade na população, reduzindo a possibilidade da ocorrência da doença. No ano de 2018, até o momento, o Estado da Paraíba atingiu 95,77% de cobertura vacinal contra o sarampo”, alerta.

O secretário de Saúde da Paraíba, Geraldo Medeiros explicou que, na região Nordeste, os casos registrados foram todos importados. Ou seja, não são casos de transmissão dentro do território. Mesmo assim, é necessário atualizar a caderneta de vacinação para a Tríplice Viral, pois a vacinação é a única maneira de prevenir a doença e evitar que o Sarampo seja reintroduzido na Paraíba.

Esquema vacinal para o Sarampo:

Crianças de 12 meses a menores de 5 anos de idade: 

  • uma dose aos 12 meses e outra aos 15 meses de idade.

Crianças de 5 anos a 9 anos de idade que perderam a oportunidade de serem vacinadas anteriormente: 

  • duas doses da vacina tríplice viral.

Adolescentes e adultos até 49 anos:
Pessoas de 10 a 29 anos  –  duas doses das vacinas tríplice viral
Pessoas de 30 a 49 anos  – uma dose da vacina tríplice viral
Profissionais de saúde, independentemente da idade, administrar 2 (duas) doses, conforme situação vacinal encontrada, observando o intervalo mínimo de 30 dias entre as doses.

IMPORTANTE: Quem já tomou duas doses durante a vida, da tríplice ou da tetra, não precisa mais receber a vacina. Se não há comprovação de vacinação nas faixas etárias indicadas, há necessidade de adultos receberem a vacina.

Contra indicação para a vacina
✓ Casos suspeitos de sarampo.
✓ Gestantes – devem esperar para serem vacinadas após o parto. Caso esteja planejando engravidar, assegure-se que você está protegida. Um exame de sangue pode dizer se você já está imune à doença. Se não estiver, deve ser
vacinada um mês, antes da gravidez. Espere pelo menos quatro semanas antes de engravidar.
✓ Menores de 6 meses de idade.
✓ Imunocomprometidos.

 

clickpb

 

 

Paraíba atinge meta de 90% da cobertura vacinal contra gripe

A Paraíba já vacinou 1.067.914 pessoas contra gripe em todo Estado, o que corresponde a 90,04% de cobertura vacinal, segundo dados divulgados pela Secretaria de Estado da Saúde (SES), por meio do Núcleo de Imunização. Com isso, a Paraíba está entre os cinco Estados do Nordeste que conseguiram alcançar a meta da campanha contra influenza (gripe).

Dos 223 municípios paraibanos, 180 atingiram a meta e 43 ainda não alcançaram a cobertura no grupo prioritário – gestantes; puérperas; crianças de seis meses a menores de seis anos; idosos; indígenas; trabalhadores de saúde; pessoas com comorbidades (doenças crônicas e em situações clínicas especiais); funcionários do sistema prisional e população privada de liberdade; jovens e adolescentes de 12 a 21 anos, sob medida sócio-educativa; professores das redes pública e privada; policiais civis, militares, Bombeiros e Forças Armadas.

“Aqueles municípios que já atingiram a meta devem ofertar a vacina para a população em geral, a depender do estoque existente”, disse a técnica do Núcleo de Imunização, da SES, Márcia Mayara. Ela lembra que não haverá envio de novas doses dessa vacina por parte do Ministério da Saúde. “Dessa forma, a ampliação deverá ocorrer somente naquelas localidades em que houver estoque da vacina influenza. Caberá aos gestores informarem a sua respectiva população se terá disponibilidade de doses e expansão da vacinação”, alertou.

Quem ainda não conseguiu alcançar a meta, a Secretaria de Estado da Saúde (SES), recomenda aos municípios que continuem priorizando o grupo alvo.

A gripe (Influenza) é uma infecção aguda do sistema respiratório, provocado pelo vírus da influenza A, B, C e D, com grande potencial de transmissão. A vacina é feita com o vírus morto e fragmentado. Portanto, ela é considerada 100% segura e incapaz de provocar a doença nas pessoas que são vacinadas. A imunização protege contra três tipos (ou cepas) do vírus: H1N1, H3N2 e influenza B.

PB Agora

 

 

Paraíba atinge 43% de cobertura vacinal contra gripe e SES alerta população

A Secretaria de Estado da Saúde (SES) emite alerta e chama a atenção da população para a Campanha de Vacinação Contra Influenza, que vai até o dia 31 de maio, especialmente após o segundo óbito por Influenza A (H1N1) na Paraíba.  A cobertura vacinal atual no Estado é de 43,73%.

A gripe (Influenza) é uma infecção aguda do sistema respiratório, provocado pelo vírus da influenza A, B, C e D, com grande potencial de transmissão. A vacina é feita com o vírus morto e fragmentado. Portanto, ela é considerada 100% segura e incapaz de provocar a doença nas pessoas que são vacinadas. A imunização protege contra três tipos (ou cepas) do vírus: H1N1, H3N2 e influenza B.

“Pessoas de todas as idades podem ser acometidas por influenza. Mas algumas são mais propensas a desenvolver complicações ou quadros graves. O vírus sincicial respiratório é um dos principais causadores de doenças respiratórias em bebês e crianças pequenas. Nós precisamos entender que a vacina é um direito das crianças e um dever dos seus responsáveis. Não podemos deixar de perguntar se uma criança está com o Calendário de Vacinação em dia. A vacina contra a gripe é segura e evita casos graves e mortes pela doença”, explica a gerente executiva de Vigilância em Saúde da SES, Talita Tavares.

Para além da vacina, Talita afirma que outras medidas preventivas podem ser adotadas como a higienização das mãos com água e sabão ou com álcool gel, principalmente depois de tossir ou espirrar ou depois de usar o banheiro; antes das refeições; antes e depois de tocar os olhos, a boca e o nariz; evitar tocar os olhos, nariz ou boca após contato com superfícies potencialmente contaminadas (corrimão, bancos, maçanetas), além de manter hábitos de alimentação saudáveis, com ingestão de líquidos e realização de atividades físicas.

A gerente executiva alerta que indivíduos com sintomas de gripe devem evitar contato com outras pessoas. Em caso de suspeita, o paciente deve procurar atendimento médico o mais rápido possível.

Este ano, a Campanha Nacional de Vacinação contra a Gripe teve início no dia dez de abril. Os grupos prioritários a serem vacinados são: indivíduos com 60 anos ou mais de idade, crianças na faixa etária de seis meses e menores de seis anos de idade (cinco anos, 11 meses e 29 dias), as gestantes, as puérperas (até 45 dias após o parto), os trabalhadores de saúde, os povos indígenas, os grupos portadores de doenças crônicas não transmissíveis e outras condições clínicas especiais, os adolescentes e jovens de 12 a 21 anos de idade sob medidas socioeducativas, a população privada de liberdade, funcionários do sistema prisional, professores de escolas públicas e privadas e policiais civis, militares, bombeiros e membros ativos das forças armadas

 

Secom/PB

 

 

Operadoras Claro e Tim ampliam cobertura em sete cidades da Paraíba

A Claro e a TIM anunciam parceria para compartilhamento de infraestrutura em forma de roaming, que garantirá a conectividade aos seus usuários em sete municípios paraibanos, onde, anteriormente, havia apenas uma das operadoras. São eles: Algodão de Jandaíra, Curral de Cima, Logradouro, Olivedos, Sobrado, Sossêgo e Gurinhém.

Com este acordo, Claro e TIM expandem o acesso à rede de telecomunicações, melhorando a experiência de uso do serviço de telefonia móvel dos seus mais de 116 milhões de usuários do país e otimizando ainda o uso eficiente da infraestrutura e permitindo o investimento em outras frentes em Telecomunicações.

A negociação prevê o uso da estrutura 3G nos municípios contemplados desde o início do mês de julho e a prestação do serviço será transparente, não exigindo qualquer ação prévia por parte dos clientes seguindo a mecânica da oferta/plano de serviço já contratada.

MaisPB

Governo alerta municípios sobre baixa cobertura vacinal e conclama pais a vacinarem seus filhos

VacinaO Governo do Estado, por meio da Secretaria de Estado da Saúde (SES), alerta os municípios para que atualizem o Sistema de Informações do Programa Nacional de Imunizações com informações dos números de vacina contra HPV, sarampo e pólio. Para a segunda dose de vacinação contra o HPV, 40 cidades ainda não alimentaram o sistema; já para a vacina contra a pólio, são 22 e para o sarampo 29 municípios não colocaram nenhuma informação sobre a quantidade de doses aplicadas. As três vacinas estão sendo oferecidas em todas as Unidades de Saúde da Família dos 223 municípios paraibanos e os pais devem levar seus filhos para serem imunizados.

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A segunda dose da vacinação contra o Papiloma Vírus Humana (HPV), um dos causadores do câncer do colo de útero, começou a ser aplicada em meninas de 11 a 13 anos, desde o dia 1º de setembro e, até agora, atingiu somente 44,48% da meta de 80%. Já a vacina contra a poliomielite (crianças com idade entre seis meses e cinco anos) e sarampo (crianças de um a cinco anos), que começou no último dia 8 e vai até o dia 28, com meta de atingir 95%, até agora, está apenas com 40,51% e 35,05%, da meta atingida, respectivamente.

Diante dessa situação, a SES está entrando em contato, diretamente, com os secretários municipais de Saúde para alertarem sobre a importância da atualização do sistema. “É importante que o Estado atinja as metas para conseguirmos alcançar o objetivo do Ministério da Saúde, que é a redução da incidência dos casos de câncer de colo de útero, provocado pelo HPV; para que a pólio continue erradicada do país e que o Brasil continue na luta contra o sarampo e para a certificação de país livre do vírus”, disse a chefe do Núcleo de Imunização, da Secretaria, Isiane Queiroga.

HPV – Para a primeira dose de HPV, o Estado ultrapassou a meta, alcançando 95,40% de meninas vacinadas.Para garantir a prevenção contra a doença, é preciso seguir o calendário de vacinação e tomar todas as três doses previstas: a segunda, seis meses depois da primeira, e a terceira, de reforço, cinco anos após a primeira dose.

O HPV é um vírus transmitido pelo contato direto com pele ou mucosas infectadas por meio de relação sexual. Também pode ser transmitido da mãe para o filho, no momento do parto.

Tomar a vacina na adolescência é o primeiro de uma série de cuidados que a mulher deve adotar para a prevenção do HPV e do câncer do colo do útero. No entanto, a imunização não substitui a realização do exame preventivo e nem o uso do preservativo nas relações sexuais.

Dia D – No próximo sábado (22), às 9 h, em Cajazeiras, será realizado o segundo Dia D da Campanha de Vacinação contra Pólio e Sarampo. Terão brincadeiras, palhaços, banda marcial, lanche, pintura e outras atividades. O evento contará com a presença do secretário de Estado da Saúde, Waldson Dias de Souza. Das 9 às 17 h, todas as Unidades de Saúde estarão funcionando. O primeiro Dia D aconteceu no dia 8 de novembro, pela manhã, em João Pessoa. A Campanha segue até o próximo dia 28.

“Os motivos desta campanha ter dois “Dia D” são por ser mais uma oportunidade para quem não levou sua criança para vacinar e ainda vamos aproveitar para reforçar o alerta aos municípios para que alimentem o sistema”, disse Isiane Queiroga.

Para a poliomielite, a meta na Paraíba é vacinar 262,08 mil crianças e, até agora, foram vacinadas 106 mil e 149 crianças. Já para o sarampo, a meta é vacinar 233 mil e 567 crianças e, até agora, foram vacinadas 81 mil e 862 crianças.

Secom-PB

Cobertura sobre América Latina na TV é insatisfatória

A América Latina tem importância crescente na vida política e econômica brasileira, mas como os demais países de nosso subcontinente são retratados pela TV brasileira? Para responder a esta questão, a Ver TV, da TV Brasil, promoveu um debate com três jornalistas com experiências diversas sobre o tema.

Participaram da discussão a responsável pela comunicação corporativa da TAL – Televisão América Latina, Joana Rozowykwiat, o professor de Relações Internacionais da Universidade Federal do ABC (UFABC), Igor Fuser, e o jornalista Sérgio Gabriel, repórter especial da Band e ex-correspondente em Buenos Aires.

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“O que mais preocupa na cobertura da TV sobre América Latina é a narrativa deformada da realidade. Acompanhando o que realmente acontece na AL percebemos que ela nunca esteve tão bem como na última década. (…) o processo de integração, mas a TV brasileira so mostra o que há de negativo, ou transforma o positivo em negativo”, avaliou Igor Fuser.

Confira o vídeo:

Da Redação do Portal Vermelho

Imperdível! Faça tortinha de chocolate com creme de leite na cobertura

tortaingredientes

Recheio

  • 1 lata de leite condensado (395 g)
  • 200 g de chocolate meio amargo derretido (1 1/3 xícara de chá)
  • 1 ovo

Massa

  • 1 pacote de mistura pronta (em pó) para bolo sabor chocolate (450 g)
  • 1 ovo
  • 2 colheres (sopa) de manteiga (60 g)

Cobertura de Chocolate

  • 1/3 xícara (chá) de creme de leite fresco
  • ¾ xícara (chá) de chocolate em pó
  • 3 colheres (sopa) de açúcar de confeiteiro (45 g)
  • 2 colheres (sopa) de licor de chocolate (75 g)
  • 200 g de manteiga em temperatura ambiente

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modo de preparo

Recheio

1º) Misture em uma tigela 1 lata de leite condensado, 200 g de chocolate meio amargo derretido e 1 ovo e reserve.

Massa

2º) Em uma tigela, coloque 1 pacote de mistura pronta (em pó) para bolo sabor chocolate, 1 ovo e 2 colheres (sopa) de manteiga e misture bem até formar uma farofa úmida.

Montagem

3º) Em forminhas de empada (7 cm de diâmetro) forre o fundo e as laterais com a massa de bolo e preencha a forminha com uma porção de recheio de chocolate (reservado acima) até a borda. Leve ao forno médio pré-aquecido a 180°C por +/- 20 minutos ou até que o recheio esteja firme. Retire do forno e deixe esfriar. Desenforme e sirva em seguida decorando com a cobertura de chocolate.

Cobertura de Chocolate

1°) Em uma batedeira, coloque 1/3 xícara (chá) de creme de leite fresco, ¾ xícara (chá) de chocolate em pó, 3 colheres (sopa) de açúcar de confeiteiro, 2 colheres (sopa) de licor de chocolate e 200 g de manteiga em temperatura ambiente e bata bem até formar uma mistura homogênea. Coloque em um saco de confeiteiro com bico pitanga e aperte sobre o centro de cada tortinha, fazendo movimentos circulares até formar uma espiral com 5 cm de altura.

 

Receitas.com

Jornalistas investigativos falam sobre desafios deste tipo de cobertura no Brasil

Pouco tempo e muitas tarefas. O cotidiano em uma redação jornalística não costuma contribuir para a prática da investigação, que exige cautela, empenho e carrega grande carga de responsabilidade. Para piorar, casos de cerceamento de liberdade se tornam cada vez mais comuns para os profissionais que se dedicam a este tipo de cobertura.
Crédito:Stock.XCHNG
Processos contra repórteres e falta de apoio financeiro prejudicam jornalismo investigativo no Brasil
No últimos meses, com o vazamento de documentos por parte do soldado Bradley Manning ao WikiLeaks e do ex-funcionário da NSA Edward Snowden a Glenn Greenwald, os governos passaram a se preocupar ainda mais com os veículos de comunicação. O britânico The Guardian chegou a ser coagido a exterminar dados secretos e David Miranda, companheiro de Greenwald, foi detido durante nove horas no aeroporto de Londres.

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Segundo o presidente da Federação Nacional de Jornalistas (Fenaj), Celso Schröder, não há dúvida de que as intimidações por parte de governos são um fator histórico. A diferença é que agora tal fator estaria cada vez mais presente em atos de Estados ditos como democráticos. “Principalmente, atrás dos chamados atos patrióticos”, diz. “É um elemento cerceador de liberdade e que tem de ser combatido veementemente.”
Deadline inimigo
Natália Viana, diretora da Agência Pública, diz acreditar que o principal entrave para a prática no Brasil é a falta de investimento. “Há uma necessidade urgente de mais jornalismo investigativo. O público quer mais jornalismo de qualidade.” Para ela, outro ponto negativo são os prazos muito curtos. “É preciso apoiar o tempo que o jornalista precisa para fazer um trabalho de qualidade e mais aprofundado.”
O jornalista Alan Rodrigues, da IstoÉ, um dos responsáveis pela matéria que denunciou um suposto cartel em obras do metrô, afirma que “nem todas as empresas seguem esse ramo, pois querem um resultado imediato, o que não acontece na profissão”.
Juliana Dal Piva, jornalista freelancer que trabalha com temas envolvendo o regime militar, embora nunca tenha sido ameaçada diretamente, afirma que “é cada vez mais difícil fazer jornalismo investigativo no Brasil pelas condições e pela velocidade com que se tem de trabalhar”. Segundo ela, o fato de atuar como jornalista independente dificulta ainda mais a prática. “É difícil você bancar uma investigação como freelancer.”
Problemas na Justiça
Para o jornalista Chico Otávio, do jornal O Globo, o que existe, muitas vezes, é um excesso no uso de decisões judiciais estabelecidas a pretexto de garantir a privacidade de réus, mas que, na verdade, procuram apenas impedir o acesso da imprensa — e do público — ao andamento de algum tipo de investigação relevante.
Por esse motivo, o repórter defende a divulgação de informações importantes. “Se receber algum material protegido pelo serviço de justiça e que considere de relevância pública, como repórter, acredito que o interesse público está acima da privacidade supostamente pretendida pela decisão judicial.”
Claudio Tognolli, diretor da Abraji, considera a quantidade de profissionais processados um dos maiores problemas do jornalismo investigativo brasileiro. Ele lembra a pesquisa feita em 2007 pelo dono do Consultor Jurídico, Marcio Chaer. O estudo revelou que o Brasil é o país que mais se processa jornalistas em ações cíveis.Tognolli relata que os jornais vetaram que seus departamentos jurídicos divulgassem esse número com medo de que isso pudesse prejudicar as ações dessas empresas.

Sem represálias
Para Helio Gurovitz, diretor de redação da revista Época, para que jornalistas possam trabalhar com segurança e saber que não serão hostilizados pelo seu trabalho são necessárias condições internas e externas. Primeiro, é preciso trabalhar em veículos absolutamente profissionais, “que tenham a independência e a coragem necessárias para publicar informações sensíveis, que enfrentem qualquer grupo de interesse”.
De acordo com ele, os casos de flagrante violação ao livre exercício do jornalismo precisam ser divulgados, investigados e punidos. “Infelizmente, eles existem mesmo nas democracias mais maduras. E continuarão a existir, enquanto os jornalistas investigativos exercerem seu papel de investigar o poder.”
Para Chico Otávio, embora a Lei de Acesso à Informação já tenha melhorado o cenário para jornalistas, ainda estamos longe do ideal. Segundo ele, grandes entidades nunca deixam de responder solicitações, mas são sempre vagas. “Nas entrelinhas, em muitas respostas fica claro a má vontade dessas instituições que ainda não se deixaram sensibilizar pelas transformações que a Lei trouxe para a vida pública”, diz. “São fortalezas da cultura do segredo que resistem à Lei de Acesso, embora se digam transparentes.”
Na última quarta-feira (11/9), IMPRENSA publicou a primeira parte da reportagem sobre o jornalismo investigativo após os casos Manning e Snowden. Confira o texto.Evento

Nos dias 07, 08 e 09 de outubro, em São Paulo (SP), IMPRENSA realiza o Midia.JOR, seminário internacional de Jornalismo, que, entre os debates, contará com uma mesa exclusiva para o jornalismo investigativo, com a presença de Roberto Cabrini (SBT); Rubens Valente (Folha de S.Paulo) e Sérgio Lirio (CartaCapital).

Para mais informações e inscrições, clique aqui.

Alana Rodrigues e Edson Caldas

Paraíba é o segundo no Nordeste com melhor cobertura de Vacinação de Pólio

vacinaA Paraíba é o segundo Estado com melhor cobertura de Campanha de Vacinação de Pólio no Nordeste, ficando atrás apenas de Sergipe, que alcançou 97,32% da meta, de acordo com levantamento do Ministério da Saúde. A Paraíba conseguiu superar a meta de imunização estipulada para a Campanha, que era de 95% de cobertura vacinal, imunizando 252 mil 230 crianças com idade entre seis meses e cinco anos incompletos. Segundo dados do Programa Nacional de Imunização (PNI), até a manhã desta segunda-feira (8) foram vacinadas 257 mil 611 crianças contra a doença, o que representa 97,01% da meta.

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De acordo com a chefe do Núcleo de Imunização da Secretaria de Estado da Saúde (SES), Isiane Queiroga, 31 municípios do Estado ainda não atingiram a meta, mas os números são considerados bons. “Consideramos os números satisfatórios e acreditamos que, todos os municípios conseguirão atingir a meta de 95% de cobertura, pois a vacinação continua”, disse.

O sistema do PNI ainda está aberto e podem ser colocadas demais doses aplicadas, já que a nível nacional a Campanha ainda não alcançou a meta de 95%, estando com 94,32% e com 11 Estados sem atingir cobertura.

A campanha foi aberta oficialmente no dia 8 de junho. Em todo o Estado, são 2.377 postos de vacinação, com a participação de 6.650 pessoas. No ano passado, 295 mil 190 crianças foram vacinadas, o que representa 97,95% da população-alvo, superando o índice da meta prevista.

A vacina é recomendada mesmo para as crianças que estejam com tosse, gripe, coriza, rinite ou diarreia. Ela é extremamente segura e não há contraindicações, sendo raríssimas as reações associadas à vacina. Em alguns casos, como em crianças com infecções agudas, com febre acima de 38ºC ou com hipersensibilidade a algum componente da vacina, recomenda-se que os pais consultem um médico para avaliar se a vacina deve ser aplicada.

A doença – Também conhecida como paralisia infantil, a doença não tem cura e a vacina é a única forma de prevenção. A aplicação das gotinhas permite também a disseminação do vírus vacinal no meio ambiente, ajudando assim a criar a imunidade de grupo, reforçando a proteção em todas as crianças. O último caso registrado de poliomielite no Brasil foi há 24 anos e, desde 1994, o país mantém o certificado emitido pela Organização Mundial da Saúde (OMS) de erradicação da doença.

A vacinação contra a paralisia infantil é administrada via oral, e é oferecida gratuitamente pelo Sistema Único de Saúde (SUS), durante todo o ano, nos postos de saúde para as vacinações de rotina.

Secom-PB