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CNBB inicia campanha da fraternidade 2020 com homenagem a Irmã Dulce e tema sobre ‘Dom e Compromisso’

A Conferência Nacional dos Bispos do Brasil (CNBB) lançou, nesta quarta-feira (26), a campanha da fraternidade de 2020, período em que se inicia a Quaresma, evento litúrgico de 40 dias que antecede o domingo de Páscoa. Com o tema “Fraternidade e Vida: dom e compromisso”, a primeira santa nascida no Brasil, Dulce dos Pobres e o Papa Francisco, são apresentados como exemplos de bons samaritanos – referência a uma parábola da Bíblia.

Criada em 1962, a campanha da fraternidade é apresentada todo ano na quarta-feira de cinzas, quando tem início a Quaresma, período de 40 dias que antecede a Páscoa.

Segundo o texto-base da campanha, o objetivo é “conscientizar, à luz da palavra de Deus, para o sentido da vida como dom e compromisso”. Já com o lema “Viu, sentiu compaixão e cuidou dele” – extraído de um versículo bíblico – a campanha quer incentivar as “relações de mútuo cuidado entre as pessoas, na família, na comunidade, na sociedade e no planeta”.

Irmã Dulce, canonizada no dia 13 de outubro do ano passado, é a homenageada na Campanha da Fraternidade de 2020 da Conferência Nacional dos Bispos do Brasil (CNBB). Ela é a primeira mulher nascida no Brasil a se tornar santa.

No centro do cartaz de divulgação da campanha da fraternidade, a santa brasileira aparece junto com crianças e idosos, nas ruas do centro histórico de Salvador.

Objetivos específicos               

Além do objetivo geral, a campanha da fraternidade de 2020 apresenta os seguintes objetivos específicos:

Apresentar o sentido de vida proposto por Jesus nos Evangelhos;

Propor a compaixão, a ternura e o cuidado como exigências fundamentais da vida para relações sociais mais humanas;

Fortalecer a cultura do encontro, da fraternidade e a revolução do cuidado como caminhos de superação da indiferença e da violência;

Promover e defender a vida, desde a fecundação até o seu fim natural, rumo à plenitude;

Despertar as famílias para a beleza do amor que gera continuamente vida nova;
Preparar os cristãos e as comunidades para anunciar, com o testemunho e as ações de mútuo cuidado, a vida plena do Reino de Deus;

Criar espaços nas comunidades para que, pelo batismo, pela crisma e pela eucaristia, todos percebam, na fraternidade, a vida como Dom e Compromisso;

Despertar os jovens para o dom e a beleza da vida, motivando-lhes o engajamento em ações de cuidado mútuo, especialmente de outros jovens em situação de sofrimento e desesperança;

Valorizar, divulgar e fortalecer as inúmeras iniciativas já existentes em favor da vida;
Cuidar do planeta, nossa Casa Comum, comprometendo-se com a ecologia integral.

 

CNBB

 

 

CNBB critica terceirização do trabalho e redução da maioridade penal

cnbbA Conferência Nacional dos Bispos do Brasil (CNBB) lançou nota nesta sexta-feira (24) manifestando apreensão com a realidade brasileira, e destacando os riscos que representam diversas propostas, como a PEC 215/2000, “uma afronta à luta histórica dos povos indígenas”, a proposta de terceirização do trabalho e a redução da maioridade penal, de 18 para 16 anos.

O novo presidente da CNBB, Dom Sérgio da Rocha, criticou nesta sexta-feira o projeto de terceirização aprovado pela Câmara dos Deputados, entre outros projetos discutidos no Congresso. Rocha tomou posse ao final da assembleia da CNBB, em Aparecida (SP), que gerou a nota abaixo. Confira na íntegra:

A Conferência Nacional dos Bispos do Brasil – CNBB, reunida em sua 53ª Assembleia Geral, em Aparecida-SP, no período de 15 a 24 de abril de 2015, avaliou, com apreensão, a realidade brasileira, marcada pela profunda e prolongada crise que ameaça as conquistas, a partir da Constituição Cidadã de 1988, e coloca em risco a ordem democrática do País. Desta avaliação nasce nossa palavra de pastores convictos de que “ninguém pode exigir de nós que releguemos a religião para a intimidade secreta das pessoas, sem qualquer influência na vida social e nacional, sem nos preocupar com a saúde das instituições da sociedade civil, sem nos pronunciar sobre os acontecimentos que interessam aos cidadãos” (EG, 183).

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O momento não é de acirrar ânimos, nem de assumir posições revanchistas ou de ódio que desconsiderem a política como defesa e promoção do bem comum. Os três poderes da República, com a autonomia que lhes é própria, têm o dever irrenunciável do diálogo aberto, franco, verdadeiro, na busca de uma solução que devolva aos brasileiros a certeza de superação da crise.

A retomada de crescimento do País, uma das condições para vencer a crise, precisa ser feita sem trazer prejuízo à população, aos trabalhadores e, principalmente, aos mais pobres. Projetos, como os que são implantados na Amazônia, afrontam sua população, por não ouvi-la e por favorecer o desmatamento e a degradação do meio ambiente.

A lei que permite a terceirização do trabalho, em tramitação no Congresso Nacional, não pode, em hipótese alguma, restringir os direitos dos trabalhadores. É inadmissível que a preservação dos direitos sociais venha a ser sacrificada para justificar a superação da crise.

A corrupção, praga da sociedade e pecado grave que brada aos céus (cf. Papa Francisco – O Rosto da Misericórdia, n. 19), está presente tanto em órgãos públicos quanto em instituições da sociedade. Combatê-la, de modo eficaz, com a consequente punição de corrompidos e corruptores, é dever do Estado. É imperativo recuperar uma cultura que prima pelos valores da honestidade e da retidão. Só assim se restaurará a justiça e se plantará, novamente, no coração do povo, a esperança de novos tempos, calcados na ética.

A credibilidade política, perdida por causa da corrupção e da prática interesseira com que grande parte dos políticos exerce seu mandato, não pode ser recuperada ao preço da aprovação de leis que retiram direitos dos mais vulneráveis. Lamentamos que no Congresso se formem bancadas que reforcem o corporativismo para defender interesses de segmentos que se opõem aos direitos e conquistas sociais já adquiridos pelos mais pobres.

A Proposta de Emenda Constitucional (PEC) 215/2000, por exemplo, é uma afronta à luta histórica dos povos indígenas que até hoje não receberam reparação das injustiças que sofreram desde a colonização do Brasil. Se o prazo estabelecido pela Constituição de 1988 tivesse sido cumprido pelo Governo Federal, todas as terras indígenas já teriam sido reconhecidas, demarcadas e homologadas. E, assim, não estaríamos assistindo aos constantes conflitos e mortes de indígenas.

A PEC 171/1993, que propõe a redução da maioridade penal para 16 anos, já aprovada pela Comissão de Constituição, Cidadania e Justiça da Câmara, também é um equívoco que precisa ser desfeito. A redução da maioridade penal não é solução para a violência que grassa no Brasil e reforça a política de encarceramento num país que já tem a quarta população carcerária do mundo. Investir em educação de qualidade e em políticas públicas para a juventude e para a família é meio eficaz para preservar os adolescentes da delinquência e da violência.

O Estatuto da Criança e do Adolescente, em vigor há 25 anos, responsabiliza o adolescente, a partir dos 12 anos, por qualquer ato contra a lei, aplicando-lhe as medidas socioeducativas. Não procede, portanto, a alegada impunidade para adolescentes infratores. Onde essas medidas são corretamente aplicadas, o índice de reincidência do adolescente infrator é muito baixo. Ao invés de aprovarem a redução da maioridade penal, os parlamentares deveriam criar mecanismos que responsabilizem os gestores por não aparelharem seu governo para a correta aplicação das medidas socioeducativas.

O Projeto de Lei 3722/2012, que altera o Estatuto do Desarmamento, é outra matéria que vai na contramão da segurança e do combate à violência. A arma dá a falsa sensação de segurança e de proteção. Não podemos cair na ilusão de que, facilitando o acesso da população à posse de armas, combateremos a violência. A indústria das armas está a serviço de um vigoroso poder econômico que não pode ser alimentado à custa da vida das pessoas. Dizer não a esse poder econômico é dever ético dos responsáveis pela preservação do Estatuto do Desarmamento.

Muitas destas e de outras matérias que incidem diretamente na vida do povo têm, entre seus caminhos de solução, uma Reforma Política que atinja as entranhas do sistema político brasileiro. Apartidária, a proposta da Coalizão pela Reforma Política Democrática e Eleições Limpas, da qual a CNBB é signatária, se coloca nessa direção.

Urge, além disso, resgatar a ética pública que diz respeito “à responsabilização do cidadão, dos grupos ou instituições da sociedade pelo bem comum” (CNBB – Doc. 50, n. 129). Para tanto, “como pastores, reafirmamos ‘Cristo, medida de nossa conduta moral’ e sentido pleno de nossa vida” (Doc. 50 da CNBB, Anexo – p. 30).

Que o povo brasileiro, neste Ano da Paz e sob a proteção de Nossa Senhora Aparecida, Padroeira do Brasil, supere esse momento difícil e persevere no caminho da justiça e da paz.

Aparecida, 21 de abril de 2015.

Cardeal Raymundo Damasceno Assis

Arcebispo de Aparecida

Presidente da CNBB

Dom José Belisário da Silva, OFM

Arcebispo de São Luís do Maranhão

Vice Presidente da CNBB

Dom Leonardo Ulrich Steiner

Bispo Auxiliar de Brasília

Secretário Geral da CNBB

Jornal do Brasil

CNBB lança campanha estimulando a população a fazer o teste de HIV

Foto: Agência Brasil A CNBB lançou hoje (27) campanha para estimular as pessoas a fazerem o teste de HIV/aids. Cuide bem de você e de todos os que você ama é o tema da campanha
Foto: Agência Brasil
A CNBB lançou hoje (27) campanha para estimular as pessoas a fazerem o teste de HIV/aids. Cuide bem de você e de todos os que você ama é o tema da campanha

A Conferência Nacional dos Bispos do Brasil  (CNBB) lançouhoje (27) campanha para estimular as pessoas a fazerem o teste de HIV/aids. Cuide bem de você e de todos os que você ama é o tema da campanha, que terá material divulgado nas 8 mil paróquias de todo o Brasil a partir do próximo final de semana, e também na TV e nas rádios. O teste está disponível na rede pública de saúde; é gratuito, seguro e sigiloso.

No lançamento da campanha, em Brasília, o ministro da Saúde, Arthur Chioro, ressaltou que mais de 100 mil pessoas têm o vírus HIV, mas não sabem, enquanto 720 mil têm o diagnóstico do vírus e cerca de 350 mil desenvolveram a aids. A incidência da doença entre os jovens está aumentando. O agravamento do número de casos não é só no Brasil, acontece também na Europa e nos Estados Unidos.

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O ministro acentuou que o Brasil enfrenta a epidemia do HIV há 30 anos, e agora a incidência do vírus cresce principalmente no Norte e no Nordeste, em pessoas jovens. “Esses jovens não passaram por algo que a minha geração passou, de ver seus artistas morrerem de forma dramática”, explicou.

O secretário executivo da Pastoral da Aids, frei José Bernardi, disse que a campanha quer sensibilizar as pessoas para a doença. “Fazer o teste é uma forma de cuidar, cuidar de si e das pessoas que amamos”. As peças exploram essa ideia e acrescentam informações úteis sobre a prevenção, sobre o HIV e sobre a aids, distinguindo o vírus da doença, porque algumas pessoas têm o HIV, mas não desenvolvem a aids.

Segundo o secretário de vigilância em saúde do Ministério da Saúde, Jarbas Barbosa, é muito importante fazer o teste para começar o tratamento o quanto antes, mesmo sem sintomas, e também para barrar a transmissão da doença.

Além disso, Barbosa disse que o fato de a igreja católica encabeçar a campanha ajuda a afastar a carga negativa do teste. “A carga da insegurança, do medo, do estigma. Tudo isso são barreiras. Quando a gente tem a força moral da igreja católica a gente consegue que as pessoas se sintam acolhidas, sem medo de discriminação”, ressaltou o secretário.

Agência Brasil

CPI do Tráfico de Pessoas e CNBB se reúnem e decidem trabalhar em parceria

 

Integrantes da CPI e CNBBIntegrantes da Comissão Parlamentar de Inquérito (CPI) que investiga o tráfico de pessoas no país e da Conferência Nacional dos Bispos do Brasil (CNBB) se reuniram quarta-feira (12), em Brasília.

 

Um dos assuntos em pauta foi sobre a união entre CPI e CNBB, que aborda na Campanha da Fraternidade deste ano o tema ‘Fraternidade e Tráfico Humano’ e lema ‘É para liberdade que Cristo nos libertou (Gl 5,1).

 

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O deputado federal Luiz Couto (PT-PB), que é vice-presidente da comissão e participou do encontro, lembrou que, segundo a Organização das Nações Unidas (ONU), o tráfico de pessoas movimenta anualmente 32 bilhões de dólares em todo o mundo. “Ou seja, está entre um dos crimes mais rentáveis do planeta que envolve crianças, adolescentes e adultos de ambos os sexos”.

 

O parlamentar informou as principais rotas do tráfico humano no Brasil. “Região Norte 76 rotas; Nordeste 69; Sudeste 35; Centro-Oeste 33; Sul 28”. Esses dados, acrescentou Couto, mostram que as rotas se destinam primeiro ao tráfico para trabalho escravo; segundo para exploração sexual, prostituição e pedofilia; terceiro à venda de órgãos humanos; e quarto à adoção ilegal, “crime que tem crescido muito”.

 

Presidente da CPI, Arnaldo Jordy (PPS-PA), afirmou que “as igrejas em geral, não só a Igreja Católica, têm um grau de capilaridade na sociedade brasileira que é muito importante em campanhas dessa natureza, que dependem fundamentalmente da informação e da prevenção do que da ação punitiva do estado”.

 

Já o secretário geral da CNBB, dom Leonardo Steiner, destacou que a Campanha da Fraternidade pretende mostrar as diferentes faces dessa atividade criminosa. “Planeja, ainda, incentivar as denúncias e a reflexão sobre a reinserção social das pessoas resgatadas do tráfico”.

 

Parceria

 

A CNBB vai ajudar a divulgar, nas igrejas católicas de todo o Brasil, os casos de tráfico de pessoas que chegaram à comissão. O objetivo da parceria é alertar os fiéis para o fato de que o tráfico de pessoas realmente existe, e fazer com que as famílias saibam se prevenir, evitando que se tornem vítimas do crime.

 

Na audiência também estiveram a relatora, deputada Flávia Morais (PT-GO), o presidente da CNBB, dom Raimundo Damasceno, além de assessores da CPI.

 

 

 

Ascom do Dep. Luiz Couto

Missa dos parlamentares é realizada na sede da CNBB

IMG 9188 310x190Deputados, senadores, assessores de parlamentares e colaboradores da Comissão Brasileira de Justiça e Paz (CBJP) da Conferência Nacional dos Bispos do Brasil (CNBB) estiveram presentes na tradicional Missa dos Parlamentares. A celebração ocorreu na quinta-feira, 17, na capela Nossa Senhora Aparecida, na sede da Conferência, em Brasília.

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A missa, organizada pela CBJP e pela assessoria de política da CNBB, é realizada na terceira quinta-feira de cada mês, às 8h.

Após a celebração, todos foram convidados para um momento de confraternização, uma oportunidade para fortalecer laços fraternos e de amizade.

Fonte: CNBB

CNBB vai acompanhar grupo da Câmara responsável pela reforma política

reuniao_reformapoliticaA Conferência Nacional dos Bispos do Brasil (CNBB) vai seguir de perto o grupo de trabalho constituído pelo presidente da Câmara dos Deputados para elaborar a reforma política. A decisão foi tomada na segunda-feira, 15, pela Comissão da CNBB que acompanha a reforma política. O grupo, uma vez instalado, terá 90 dias para elaborar sua proposta.

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Para o presidente da Comissão da CNBB, dom Joaquim Mol, a reforma deve ser no campo da democracia para aperfeiçoar a própria democracia. Em sua opinião, é importante que o povo se mantenha mobilizado a fim de pressionar o Congresso para que faça uma reforma mais ampla e não apenas eleitoral. “O novo contexto nos permite pensar numa reforma política mais robusta”, disse dom Mol.

A Comissão, que esteve reunida para elaborar seu plano de ação, deverá buscar o apoio de outras organizações da sociedade civil que também debatem a reforma política. Em junho, este assunto foi discutido no Conselho Permanente da CNBB.

Uma das preocupações da CNBB são as propostas que já circulam na Câmara e que podem desfigurar a Ficha Limpa.

 

 

CNBB

CNBB critica CNJ por aprovar casamento gay

CNBBA Conferência Nacional dos Bispos do Brasil (CNBB) criticou a resolução do Conselho Nacional de Justiça (CNJ) que obriga cartórios a celebrarem o casamento entre pessoas de mesmo sexo. “Criar normas não é competência do Judiciário. A atribuição é do Congresso”, afirmou o vice-presidente da CNBB em exercício, o bispo de Ponta Grossa Sergio Arthur Braschi.

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Em nota divulgada nesta quinta-feira, 16, a CNBB afirmou estar unida a todos que “legítima e democraticamente se manifestam contrários a tal resolução”. Além de julgar que o CNJ extrapolou suas competências, a CNBB argumenta que uniões de pessoas de mesmo sexo não podem ser simplesmente equiparadas ao casamento ou à família. “O casamento tem como pressuposto a reciprocidade entre homem e mulher, a possibilidade de procriação”, completou Braschi.

Ele ressaltou, no entanto, ser necessário respeitar a opção de vida das pessoas e que o Estado deve procurar resguardar que direitos dessas uniões sejam respeitados. “Mas isso não se equipara nem ao casamento, nem à família”.

A nota foi apresentada durante a conclusão do Conselho Episcopal Pastoral da CNBB, uma reunião iniciada dia 14 entre presidentes regionais e integrantes de comissões para discutir assuntos da atualidade. “A nota não traz algo novo. Ela reafirma aquilo que há tempos já vem sendo dito”, afirmou o presidente da CNBB em exercício, dom José Belisário da Silva.

Embora avalie que a resolução do CNJ gere “confusão de competências”, a CNBB não tem intenção de questionar a legalidade da medida. “Ela nos pegou de surpresa, gerou descontentamento, mas nosso esforço é reforçar os valores da instituição familiar.”

Estadão

CNBB lança oficialmente Campanha da Fraternidade 2013; juventude é o tema em discussão

 

Lançamento CF 2013Tendo por tema “Fraternidade e Juventude”, e por lema “Eis-me aqui, envia-me!” (Is 6,8), foi realizado, na quarta-feira, 13 de fevereiro, o lançamento oficial da Campanha da Fraternidade (CF) 2013. Tradicionalmente, o evento ocorre na tarde da quarta-feira de cinzas – primeiro dia da Quaresma –, no Auditório Dom Hélder Câmara, na sede da Conferência Nacional dos Bispos do Brasil (CNBB), em Brasília.

O lançamento da Campanha contou com a presença do secretário geral da CNBB, dom Leonardo Steiner, do ministro-chefe da Secretaria Geral da Presidência da República do Brasil, Gilberto Carvalho, e do presidente nacional da Ordem dos Advogados do Brasil (OAB), Marcus Vinícius Furtado Coelho, e outras autoridades.

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“Iniciamos hoje nosso caminho pascal. Os quarenta dias que precedem a cruz e a Ressurreição sinalizam o caminho que a Igreja, na liturgia, nos oferece como possibilidade de sermos atingidos pela experiência salvadora de Jesus Cristo”, disse dom Leonardo Steiner em seu discurso de abertura.

Na ocasião também estiveram presentes jovens lideranças como representante dos povos indígenas Tupinambá, Awa Mirim, e também o estudante Rodrigo Crivelaro, que apresentaram aos presentes, a realidade da juventude no Brasil. A diretora da Cáritas Nacional, Cristina dos Anjos, também fez uso da palavra para a prestação de contas dos resultados da coleta da CF 2012, que contribuíram com ações que renovaram as perspectivas de comunidades por todo país.

O ministro Gilberto Carvalho afirmou que a CF “abre um espaço para o governo trabalhar junto à Igreja”, e citou a Jornada Mundial da Juventude (JMJ) como um momento privilegiado para toda juventude brasileira. “A Jornada Mundial da Juventude vem ao encontro de uma grande preocupação que o governo tem em relação à situação do Jovem do Brasil”, mencionou.

De acordo com o texto-base da CF 2013, o objetivo geral da Campanha é acolher os jovens no contexto de mudança de época, propiciando caminhos para seu protagonismo no seguimento de Jesus Cristo, na vivência eclesial e na construção de uma sociedade fraterna, fundamentada na cultura da vida, da justiça e da paz.

Em 1992, a Campanha da Fraternidade também tratou a juventude como tema central, e agora, em sua 50ª edição, terá a mesma temática. A abordagem da temática “juventude” será mais um elemento para fortalecer o desejo de evangelização dos jovens, além da Jornada Mundial da Juventude (JMJ), que será realizada, em julho deste ano, no Rio de Janeiro.

 

 

Fonte: CNBB

 

Nota da CNBB sobre a retirada dos poderes investigativos do Ministério Público – PEC nº 37/2011

CNBBDurante entrevista coletiva na tarde da quinta-feira, 07 de fevereiro, a presidência da CNBB divulgou nota sobre a Proposta de Emenda Constitucional nº 37/2011, que pretende retirar os poderes investigativos do Ministério Público. No texto, os bispos afirmam que “no momento em que os valores e as convicções democráticas da sociedade brasileira passam por uma preocupante crise, custa-nos entender a razão de tal vedação”. A seguir, o texto na íntegra:

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NOTA DA CNBB SOBRE A RETIRADA DOS PODERES INVESTIGATIVOS
DO MINISTÉRIO PÚBLICO – PEC Nº 37/2011
 
“Todo o que pratica o mal odeia a luz e não se aproxima da luz,
para que suas ações  não sejam denunciadas!” (Jo 3,20)

 

O Conselho Episcopal Pastoral da Conferência Nacional dos Bispos do Brasil-CNBB, reunido em Brasília-DF, de 5 a 7 de fevereiro, vem manifestar sua opinião sobre Proposta de Emenda à Constituição (PEC) n.º 37/2011, que acrescenta o §10º ao art. 144 da Constituição Federal, estabelecendo que a apuração das infrações penais de que tratam os §§ 1º e 4º do mesmo artigo caberá “privativamente” às Polícias Federal e Civis dos Estados e do Distrito Federal.
A consequência prática de tal acréscimo significa a exclusividade de investigação criminal pelas Polícias Civil e Federal, que hoje têm o poder de investigar, mas sem que tal poder seja “privativo”. Tal exclusividade não garantiria uma melhor preservação da ordem pública e da incolumidade das pessoas e do patrimônio (Art. 144). Ao contrário, poderia criar um clima de insegurança pública e jurídica, limitando ou impedindo uma ação civil dos cidadãos.
Essa exclusividade, além disso, resultará na indesejável restrição do poder investigativo de outros entes, em especial, do Ministério Público. No momento em que os valores e as convicções democráticas da sociedade brasileira passam por uma preocupante crise, custa-nos entender a razão de tal vedação.
A importância do Ministério Público em diversas investigações essenciais ao interesse da coletividade é fundamental para o combate eficaz da impunidade que grassa no país. Não se deve, portanto, privar a sociedade brasileira de nenhum instrumento ou órgão cuja missão precípua seja a de garantir transparência no trato com a coisa pública e segurança ao povo. A PEC é danosa ao interesse do povo devendo ser, por isso, rejeitada.
Que Deus, por intercessão de Nossa Senhora Aparecida, nos inspire a todos no compromisso com a construção de uma sociedade de irmãos em que prevaleçam a justiça e a paz.
Brasília, 6 de fevereiro de 2013.
Dom Raymundo Damasceno Assis
Arcebispo de Aparecida
Presidente da CNBB

Dom José Belisário da Silva
Arcebispo de São Luís
Vice-presidente da CNBB

Dom Leonardo Ulrich Steiner
Bispo Auxiliar de Brasília
Secretário Geral da CNBB

CNBB

CNBB prepara o lançamento nacional da Campanha Fraternidade 2013

Campanha da fraternidadeA Conferência Nacional dos Bispos do Brasil realizará o lançamento nacional da Campanha da Fraternidade (CF) em sua sede, em Brasília. A programação da cerimônia de abertura da CF 2013 cuja temática será “Fraternidade e Juventude” e o lema “Eis-me aqui, envia-me Senhor”, acontecerá no dia 13 de fevereiro – Quarta-feira de cinzas –, a partir das 15h, no Auditório Dom Hélder Câmara.

O evento contará com as presenças do secretário geral da CNBB, dom Leonardo Ulrich Steiner e do ministro-chefe da Secretaria Geral da Presidência da República do Brasil, Gilberto Carvalho. De acordo com o secretário executivo da Campanha da Fraternidade, padre Luiz Carlos Dias, também haverá grupos de jovens presentes na ocasião: “Nós teremos a presença dos jovens expondo a realidade que eles vivenciam”, revela.

“Aqui na sede da CNBB, teremos o lançamento oficial e nacional da Campanha da Fraternidade 2013, mas outros eventos de lançamento da CF ocorrem em várias arquidioceses e dioceses da Igreja no Brasil”, explica o padre. “Inclusive, na arquidiocese de Natal (RN), será celebrado os cinquenta anos da CF”, completa.

Após o lançamento, haverá um momento reservado para entrevistas com dom Leonardo Ulrich Steiner, com o ministro Gilberto Carvalho e demais participantes.

 

 

CNBB