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Aesa anuncia quinta-feira a previsão climática para o primeiro trimestre de 2015

Reprodução/Facebook/Padre Djacy Brasileiro
Reprodução/Facebook/Padre Djacy Brasileiro

Os meses de janeiro, fevereiro e março, além de serem os mais quentes na Paraíba, são também os mais chuvosos nas regiões do Cariri, Sertão e Alto Sertão. A previsão das chuvas aguardadas para esse período será anunciada na próxima quinta-feira (18) por meteorologistas da Agência Executiva da Gestão das Águas da Paraíba (Aesa). O prognóstico climático para o semiárido paraibano será informado às 9h, na Secretaria de Estado de Recursos Hídricos, do Meio Ambiente e da Ciência e Tecnologia durante reunião entre vários órgãos do Governo do Estado.

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O levantamento desses dados que resultarão na previsão climática será feito no dia anterior, na sede da Aesa, em Campina Grande. Na quarta-feira (17) técnicos da Aesa, professores da Universidade Federal de Campina Grande e meteorologistas do Rio Grande do Norte e de Pernambuco vão analisar imagens de satélites, avaliar modelos matemáticos meteorológicos e observar fenômenos da natureza, como a temperatura dos oceanos para elaborar o relatório.

“Essa previsão vai ser elaborada em conjunto. Vamos contar com o auxílio de cientistas, doutores em meteorologia da UFCG, além de renomados profissionais da área de meteorologia. Juntamente com a nossa competente equipe de meteorologia, eles vão fazer uma discussão técnica para informar se teremos chuvas em boa quantidade ou não”, explicou o presidente da Aesa, João Vicente Machado Sobrinho.

De acordo com o diretor de Monitoramento e Hidrometria da Aesa, Alexandre Magno, além da previsão das chuvas no período de janeiro a março, será mostrada a atual situação dos 124 açudes monitorados pela Agência Estadual.

“Primeiro mostraremos o Monitoramento Hidrometeorológico na Paraíba, que ficará a cargo da meteorologia Carmem Terezinha Becker. Na sequência teremos a apresentação de Marle Bandeira com a Análise Climática e Perspectivas Climáticas para 2015”, adiantou.

Secom-PB

Mudança climática derruba colheita de avelãs e pode prejudicar a produção de Nutella

nutellaO mau tempo na Turquia, maior produtora mundial de avelãs, está provocando uma aguda escassez desse ingrediente. A indústria turca, responsável pelo cultivo de 70% das avelãs de todo o planeta, se vê diante de uma colheita de avelãs que pode estar mais de 30% abaixo das expectativas originais, de acordo com o Guardian.

Como resultado, o preço das avelãs teve alta superior a 60% este ano, sendo atualmente mais do que o dobro do preço registrado no segundo semestre do ano passado.

Embora a alta no preço das avelãs deva prejudicar alguns fabricantes de chocolate, o mais vulnerável deles parece ser o grupo Ferrero, responsável pela Nutella. Isso porque, o Ferrero compra atualmente quase um quarto das avelãs de todo o mundo, dependendo muito da Turquia para obter as 50 avelãs necessárias para a produção de cada pote de 365g de Nutella.

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A cadeia global de valor da Nutella, mapeada pela OCDE no ano passado, abrange o mundo inteiro. A sede do Ferrero fica na Itália, mas suas fábricas se espalham por diferentes continentes – e o mesmo vale para os fornecedores de ingredientes. As avelãs usadas são de fato turcas, mas o azeite de dendê vem da Malásia, e o cacau é cultivado na Nigéria.

A boa notícia para os fãs de Nutella é que o Ferrero adquiriu a empresa turca Oltan Group, uma das principais fornecedoras de avelãs da Turquia. O fato de agora estar com as mãos no pote de doce, por assim dizer, significa que o Ferrero pode se proteger um pouco das pressões do mercado, como a atual escassez de avelãs. “O Ferrero se protegeu até certo ponto dos problemas no fornecimento”, disse Julian Gale, editor-assistente do Foodnews, à Bloomberg.

A má notícia é que a situação parece estar piorando para o creme de chocolate com avelãs mais querido do mundo. As avelãs não são o único ingrediente cujo custo está aumentando. O azeite de dendê, responsável por cerca de 20% da composição do Nutella, também apresenta alta nos preços por causa da demanda maior e de problemas climáticos que afetaram a produção. O mesmo vale para o cacau, outro ingrediente chave – o preço do cacau aumentou mais de 40% desde o ano passado.

Nada disso significa que não haverá Nutella para todos esse ano, ou mesmo no seguinte. O Ferrero ainda não ajustou o preço nem alertou para um ajuste iminente. Mas, se persistirem as circunstâncias na Turquia, Nigéria e Sudeste Asiático, não seria surpreendente se as 250 mil toneladas de Nutella vendidas pelo Ferrero em mais de 75 países de todo o mundo começarem a ser oferecidas por um preço mais salgado.

Agência Estado