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‘Parecia que eu era ladrão’: clientes se unem e compram mercadoria de ambulante que seria apreendida

Policiais militares, guardas civis e fiscais da prefeitura cercam um homem de avental branco que carregava uma caixa de isopor cheia de sucos e salgados em Montes Claros (MG). Os agentes anunciaram que o ambulante estava vendendo produtos sem autorização em uma praça no centro da cidade e que tudo seria apreendido.

Foto: BBCBrasil.com

Inconformadas com a situação, dezenas de pessoas se uniram para inibir a ação dos fiscais e policiais. O grupo passou a segui-los, insistindo para que não punissem o ambulante, aos gritos de “deixem ele trabalhar”.

A cena foi registrada na tarde da última quarta-feira e viralizou nas redes sociais.

Ao ver que os fiscais estavam prestes a carregar toda a mercadoria, um homem de camiseta vermelha os ignora e estende a mão com uma nota de R$ 2. Ele diz que vai comprar uma garrafa de suco, sem se importar com a presença dos policiais.

A ação desencadeia uma reação em cadeia nas pessoas ao redor, que também passaram a tirar notas do bolso e entregar para o ambulante. Chorando, Leonardo Ferreira Soares, de 44 anos, juntava as notas amassadas em suas mãos e, em poucos minutos, todo o material que seria apreendido foi distribuído entre as pessoas.

“Juntou umas 30 pessoas em volta de mim. Algumas só queriam me ajudar. Teve gente que me deu nota de R$ 10 e nem pegou nada. Eu fiquei chorando de emoção e também passei a distribuir os sucos e salgados para quem não tinha me dado nada”, disse Soares em entrevista à BBC Brasil .

Um dos vídeos publicados no Facebook sobre o caso já foi compartilhado mais de 125 mil vezes e visto mais de 3 milhões. Uma das imagens que circulam na internet foi feita pela atendente Andreia Aparecida Santos quando voltava do trabalho.

“Sempre vejo ele ali com suas vendas. Foi muito triste e revoltante ver uma coisa dessas. Eu só não comprei nada porque estava sem dinheiro, senão teria ajudado também”, disse à BBC Brasil .

Durante a ação, os guardas municipais tentaram levar não só a caixa de isopor e bandejas cheias de salgados fritos, mas também o carrinho de ferro que o vendedor usa para transportar os produtos. Com uma das pernas quebrada em dois lugares (tíbia e tornozelo), o ambulante diz caminhar uma hora de sua casa até a praça todos os dias.

“O que fizeram comigo foi desumano. Parecia que eu era um ladrão. Eu fiquei só chorando. Eu não ia brigar com eles, não sou de briga. O que mais me incomoda é que para tirar o lixo da praça, não aparece ninguém, mas para tirar um trabalhador veio uma multidão”, disse Soares.

Procurada, a assessoria de imprensa da Prefeitura de Montes Claros informou por telefone que a operação foi legítima, com a intenção de coibir a venda “desenfreada de produtos irregulares”. “A ação foi feita em conjunto com a Polícia Militar, Receita Federal e Estadual. Não teve nada de irregular”, disse um assessor.

A reportagem perguntou por e-mail à prefeitura qual a frequência e quantidade de produtos apreendidos na região, mas não recebeu nenhuma resposta.

Soares conta que vende os produtos há quatro anos no mesmo ponto e que esta foi a primeira vez que tentaram levar as mercadorias.

“Todo dia acordo cedo para fritar tudo e distribuir em padarias e pequenos comércios. Por volta das 13h, eu saio de casa com o carrinho lotado. Ando uma hora e meia com pelo menos 60 kg para economizar a passagem de ônibus e eles querem tomar tudo. Por que tratam um trabalhador assim?”, disse o vendedor ambulante.

Sem gás de cozinha e dívida de R$ 20 mil

Desempregado há quatro anos, Leonardo Soares diz que o trabalho como ambulante foi a única alternativa que encontrou para conseguir sustentar ele e a esposa e pagar o aluguel de R$ 350 da casa onde vivem.

Ele disse que sua intenção era conseguir pelo menos R$ 100 para comprar o gás de cozinha para sua casa, que tinha acabado.

“Eu trabalhava como vendedor na zona sul de São Paulo e me mudei para cá depois que me desentendi com meu irmão. Até tentei montar uma lanchonete em Montes Claros, mas não deu certo e ainda fiquei com uma dívida de quase R$ 20 mil, que não consegui pagar até hoje”, conta ele.

Soares conta que vende sucos de acerola, laranja, umbu e siriguela, além de pastéis e bolinhos de mandioca recheados de carne, frango e bacalhau. Na casa dele, porém, não é sempre que tem carne.

“Eu já comi arroz puro porque não tinha mais nada. Numa situação dessas e ainda queriam apreender até meu carrinho, meu instrumento de trabalho. Minha vontade era apenas trabalhar para poder ter água e luz na minha casa. Se eu tivesse um emprego registrado, seria muito melhor do que ter de passar por isso”, afirmou.

Soares conta que até mesmo o ex-prefeito comprava seus sucos, comprava e ainda distribuia. Mas afirma que as ameaças dos fiscais municipais são constantes.

“Eles sempre dizem que vão pegar minhas mercadorias. Esse é um dos motivos que me fazem pensar se eu volto a trabalhar. Hoje, eu sentei na cama e fiquei chorando porque não sei o que fazer. Tenho medo de voltar lá e passar esse constrangimento de novo”, diz Soares.

“Eu não trabalho como ambulante por opção. Eu trabalho porque não tenho o que fazer. Com certeza, trocaria por qualquer outro emprego”.

BBC BRASIL

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Energisa suspende Tarifa Social de Energia Elétrica de 100 mil clientes na Paraíba

Os consumidores paraibanos têm percebido um aumento considerável na conta de energia elétrica, principalmente desde o mês de outubro. De acordo com a concessionária de energia na Paraíba, a Energisa, a variação percebida pelos paraibanos deve-se também ao fato de que cerca de 100 mil consumidores tiveram o benefício da Tarifa Social de Energia Elétrica suspenso. Com essa suspensão, os consumidores que possuíam o benefício, agota têm suas contas de energia com valor maior.

A concessionária afirma que a suspensão do benefício de consumidores residenciais e rurais aconteceu por falta de recadastramento ou por inadequação do perfil. A regra para aderir à Tarifa Social de Energia é que exista na residência em questão a renda de meio salário mínimo per capita, ou seja, que a renda total seja no máximo de até meio salário mínimo para cada pessoa residente.

No mês de dezembro, de acordo com a assessoria de imprensa, a bandeira tarifária voltou a ser amarela, o que deve influenciar novamente no cálculo da conta de energia. No entanto, a Agência Nacional de Energia Elétrica (ANEEL) anunciou ainda em novembro que a bandeira tarifária adotada no mês de dezembro seria a vermelha.

Segundo a assessoria de imprensa da Energisa, uma conjunção de fatores resultou no aumento percebido pelos consumidores. Além dessa suspensão do benefício, a Energisa remete o aumento percebido pelos consumidores na conta de energia ao próprio aumento no consumo residencial que foi observado entre os meses de julho e outubro. Segundo a concessionária, foi constatado aumento de 8,8% no consumo.

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Energisa: mais de 100 mil clientes paraibanos têm benefício da Tarifa Social suspenso

(Foto: Walla Santos)

Os consumidores paraibanos têm percebido um aumento considerável na conta de energia elétrica, principalmente desde o mês de outubro. De acordo com a concessionária de energia na Paraíba, a Energisa, a variação percebida pelos paraibanos deve-se também ao fato de que cerca de 100 mil consumidores tiveram o benefício da Tarifa Social de Energia Elétrica suspenso. Com essa suspensão, os consumidores que possuíam o benefício, agota têm suas contas de energia com valor maior.

A concessionária afirma que a suspensão do benefício de consumidores residenciais e rurais aconteceu por falta de recadastramento ou por inadequação do perfil. De acordo com a assessoria de imprensa da Energisa, o Governo Federal é quem suspende o benefício após identificação da concessionária. A única coisa que a Energisa faz, segundo a assessoria, é o cadastro dos clientes de acordo com as orientações do Ministério.

A regra para aderir à Tarifa Social de Energia é que exista na residência em questão a renda de meio salário mínimo per capita, ou seja, que a renda total seja no máximo de até meio salário mínimo para cada pessoa residente. O recadastramento deve ser feito a cada dois anos.

No mês de dezembro, de acordo com a assessoria de imprensa, a bandeira tarifária voltou a ser amarela, o que deve influenciar novamente no cálculo da conta de energia. No entanto, a Agência Nacional de Energia Elétrica (ANEEL) anunciou ainda em novembro que a bandeira tarifária adotada no mês de dezembro seria a vermelha.

Segundo a assessoria de imprensa da Energisa, uma conjunção de fatores resultou no aumento percebido pelos consumidores. Além dessa suspensão do benefício, a Energisa remete o aumento percebido pelos consumidores na conta de energia ao próprio aumento no consumo residencial que foi observado entre os meses de julho e outubro. Segundo a concessionária, foi constatado aumento de 8,8% no consumo.

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Energisa e Cagepa ficam proibidas de incluir nome de clientes no SPC e Serasa em JP

/Foto: Reprodução/Instagram/raissa_lacerda

A partir da sanção de uma Lei Municipal na tarde desta segunda-feira (4), por parte do prefeito de João Pessoa, Luciano Cartaxo, as empresas Cagepa e Energisa, respectivamente concessionárias dos serviços de fornecimento de água e luz, estão proibidas de colocar os nomes dos clientes inadimplentes nos serviços de proteção ao crédito.

A proposta de número 131/2017, que estabelece a proibição, é da vereadora Raissa Lacerda (PSD). Segundo o texto, a “vedação ocorrerá quando o serviço for prestado de forma direta pela administração pública ou por meio de concessionário ou permissionária ou autorizada pelo serviço público”.

Por meio das redes sociais, a parlamentar comemorou a sanção da lei:

“Dia de conquista para João Pessoa. Hoje o prefeito Luciano Cartaxo  sancionou a Lei que proíbe as empresas Energisa e Cagepa  incluírem consumidores inadimplentes no SPC e Serasa. O povo foi atendido, o povo não será mais constrangido”, disse Raissa.

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Bradesco já cadastrou 44% dos servidores estaduais e clientes criticam Banco do Brasil

Até a quarta-feira (15), 44% dos servidores estaduais da Paraíba já haviam realizado o recadastramento e a formalização das contas-salário. O número representa cerca de 55 mil dos 123 mil funcionários. As informações foram repassadas pela assessoria de comunicação do Bradesco no estado. Nesta quinta-feira (16) e sexta (17), acontece o atendimento a servidores com nomes iniciados com as letra K e L.

Os recadastramentos são necessários por causa da mudança no banco responsável pelo processamento da folha de pagamento dos servidores, que está passando para o Bradesco. Apesar desta conta, os servidores também podem solicitar a portabilidade e passar a receber o salário em qualquer outra conta de outro banco, inclusive a que recebe o salário atualmente. Segundo a assessoria do Bradesco, 90% dos servidores atendidos até a quarta-feira optaram por usar a conta no próprio banco.

Os funcionários do Estado podem procurar as unidades especiais em João Pessoa e em Campina Grande das 7h às 19h. Em João Pessoa, o atendimento ocorre no Espaço Cultural, na Rua Abdias Gomes de Almeida 800, em Tambauzinho, e no Centro Administrativo, Avenida João da Mata, em Jaguaribe.

Já em Campina Grande, os servidores serão atendidos no Hotel Garden, localizado na Rua Engenheiro José Bezerra 400, Mirante, e no Hospital de Trauma, na Rua Marechal Floriano Peixoto 4700, Malvinas.

O servidor pode confirmar o dia exato em que vai ser atendido por meio da internet ou pela central de atendimento gratuita. Os telefones são 3003-0330 (Regiões Metropolitanas) ou 0800 208 0330 (demais regiões). Os dias seguintes seguirão o calendário programado pelo banco. Os servidores serão recebidos por ordem alfabética até o dia 30 de novembro.

Documentação            

No momento do atendimento, o servidor deve apresentar os documentos solicitados. São eles: RG, CPF, contra-cheque e comprovante de residência. Os servidores estão passando por uma triagem e são encaminhados para o gerente abrir a conta. No momento, ainda vão receber um treinamento sobre o uso do aplicativo do banco e já poderão sair com o cartão na mão e a biometria feita.

Clientes reclamam da falta de apoio no BB                   

No Banco do Brasil a situação é um pouco diferente, cliente reclamam da falta de atenção e apoio dos gerentes e dizem que o serviço bancário não é satisfatório.

Um desses relatos é do jornalista esportivo, Professor União, que garantiu que a troca de bandeira bancária foi a melhor opção tomada por ele em muitos anos.

União conta que estava há mais de 20 anos como cliente do BB e que nunca recebeu sequer um telefonema do gerente, não conseguia aprovar créditos e empréstimos e que a assistência para negócios era pífia.

Panorama bem diferente do que ele diz ter encontrado no Bradesco. Segundo União, em poucos dias ele já conseguiu vantagens e benefícios que não estavam acessíveis durante as duas últimas décadas.

Polêmica Paraíba

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Lojas da PB terão que registrar CPF de clientes em compras acima de R$ 500

cupom-fiscal-eletronicoA Secretaria de Receita da Paraíba decidiu, esta semana, baixar o limite do valor de compra para que estabelecimentos comerciais registrem o CPF dos clientes na Nota Fiscal Eletrônica. A partir do dia 2 de maio, passa a ser obrigatória a identificação do consumidor que adquirir produtos de preço acima de R$ 500. O objetivo é evitar fraudes e sonegação de impostos.

Antes, esse limite era de R$ 10 mil, como determina a legislação federal. No entanto, cada estado tem autonomia para estabelecer o valor. Para o chefe do Núcleo de Análise e Planejamento de Documentos Fiscais da Receita, Fábio Melo, a medida vai proporcionar mais segurança ao consumidor. “Ele vai poder fazer um controle das compras que fez durante o mês na internet, até para consultar as notas e comprovantes que perdeu”, detalha.

A consulta eletrônica já existia, mas, com a diminuição do limite de R$ 10 mil para R$ 500, o recurso poderá ser utilizado por mais pessoas. Para ter acesso ao serviço, é preciso fazer um cadastro no site da Receita. “Esse cadastro é para fazer só na primeira vez, para liberar uma senha”, explica o auditor fiscal.

Além disso, de acordo com Melo, a medida visa dar mais transparência às operações financeiras na Paraíba. “Essa portaria tem o objetivo de evitar fraudes. Algumas empresas se utilizam de compras sem o CPF para estourar o limite de faturamento. Assim, fica mais fácil identificar [irregularidades]”, defende.

Caso a empresa não registre o número do CPF no sistema, a nota não será autorizada. Se, mesmo assim, a compra for realizada, a loja pode ser notificada a pagar uma multa que será calculada pela Receita.

G1 PB

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Clientes na PB têm 72 horas após fim de greve para pagar faturas sem juros

(Foto: André Resende/G1)
(Foto: André Resende/G1)

Os consumidores têm até três dias úteis após encerrada a paralisação dos bancos para pagar suas faturas sem a cobrança de multas e juros, de acordo com Lei Municipal de João Pessoa. O Procon municipal alerta nesta quinta-feira (6) que a legislação é específica para o período de greve dos funcionários de bancos e garante que a cobrança de juros e multas só será permitida 72 horas após o fim do movimento. As multas para os bancos que não cumprirem a lei variam entre R$ 500 a R$ 1 milhão.

A lei prevê que as instituições financeiras que descumprirem a norma municipal estarão sujeitas às sanções previstas no Código de Defesa do Consumidor (CDC). De acordo com Marcos Santos, secretário do Procon-JP, órgãos de defesa do consumidor que atuam na capital são os responsáveis pela aplicação dessa legislação municipal.

“Imediatamente após o fim da greve, vamos notificar as superintendências dos bancos para que cumpram o que manda a Lei Municipal 13013/2015, sob pena de sofrerem as sanções previstas no CDC, que prevê, inclusive, multas que vão de R$ 500,00 a um milhão de reais”, disse.

A greve teve início no dia 6 de setembro em todo o país. Os bancos e os bancários tentam nesta quinta-feira uma nova rodada de negociações. A greve completou 31 dias nesta quinta-feira e supera a de 2004, primeiro ano em que os bancários se uniram para negociar melhores condições para a categoria, segundo a Confederação Confederação Nacional dos Trabalhadores do Ramo Financeiro (Contraf-CUT).

G1 PB

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Banco do Brasil de Solânea demora mais de três horas para atender clientes

Três horas e 42 minutos. Esse foi o tempo em que o cliente do Banco do Brasil passou esperando para o atendimento ao caixa pessoal.

O fato aconteceu na manhã dessa segunda-feira (22) na agência do Banco do Brasil, em Solânea. A reclamação era geral por parte dos clientes que esperaram horas para serem atendidos no caixa, isso para simples operações, como pagamentos que só poderiam ser realizados no caixa pessoal, saques de cheques e outras operações básicas.

Segundo alguns clientes, a prática da demora é rotineira na cidade, mesmo quando a agência não se encontra com grandes lotações como foi o caso dessa segunda.

horaA foto retrata bem e comprova a denúncia. A ficha de número 36 só foi atendida às 14h33, sendo que havia sido retirada no guichê às 10h51. O que revela que a agência não estava tão cheia para representar tanta demora no atendimento.

A frase que na própria senha é utilizada, “Mais comodidade e conveniência pra você!”, parece não ser conhecida pela agência de Solânea.

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Focando a Notícia

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Cresce em 29,6% o número de clientes que trocaram de operadora de telefone celular

celularSete em cada dez clientes que fizeram o pedido de portabilidade do número de telefone no país, no primeiro semestre deste ano, fizeram a troca de linhas móveis para aparelho celular. São 1,56 milhão dos 2,18 milhões de pedidos registrados, segundo a ABR Telecom (ABR Telecom).

Na comparação com o mesmo período do ano passado, o volume de pessoas que levou o número para outra operadora de celular aumentou 29,6%. O crescimento é de 357 mil pedidos a mais do que os 1,2 milhões de 2015.

A portabilidade do número de celular é garantida por lei e existe desde setembro de 2008. Até agora, foram 32,5 milhões de transferências efetivadas, sendo que 20,4 milhões foram de linhas móveis de celular (63% do total).

A competitividade entre as operadoras e a busca dos clientes pela melhor relação custo-benefício estão impulsionando a portabilidade.

 A pesquisa feita pela Proteste, entidade de Defesa do Consumidor, com diferentes perfis de uso, mostra uma diferença grande entre os valores das mensalidades. No Rio de Janeiro, por exemplo, a diferença anual chega a R$ 1.811,88, entre o plano mais barato (R$139 por mês) e o mais caro (R$ 289,99 por mês).  Na cidade de São Paulo, o preços dos planos com maior volume de dados, varia entre R$ 169  por mês e R$ 289,99 por mês. A economia anual com a troca do mais cara pelo mais barato é de R$ 1.451,88.

 

Nos planos mais popular, com oferta de dados que variam entre 50 minutos e 1GB (gigabyte) e 150 minutos e 2 GB (gigabytes), o valor mais barato é R$ 39,99 no Rio de Janeiro e R$ 44,90 em São Paulo.  Já os mais caros, para este perfil, custam R$ 79,99 por mês nas duas cidades. A vantagem na troca é de R$ 480 por ano no Rio de Janeiro.

“Os clientes estão mais atentos e querem economizar. Os planos ainda são caros no Brasil e o preço varia entre uma operadora e outra”, disse Maria Inês Dolci, coordenadora institucional da Proteste.

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Planos de saúde perderam mais de 200 mil clientes em três meses

-plano-de-saudeOs planos de saúde médico-hospitalares perderam 236 mil beneficiários no terceiro trimestre deste ano, o que representa um desempenho 0,5% inferior ao registrado no mesmo período do ano passado. Os dados fazem parte do boletim “Saúde Suplementar em Números” e indicam a tendência de que o setor fechará 2015 em queda.

Produzido pelo Instituto de Estudos de Saúde Suplementar (IESS), o levantamento mostra que, apenas em setembro, foi registrada no país a saída de 164 mil beneficiários. No período, os planos alcançaram um total de 50,26 milhões de beneficiários, ante 50,4 milhões no mesmo mês do ano anterior, o que significa uma queda de 0,3%.

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Para o superintendente-executivo do IESS, Luiz Augusto Carneiro, o resultado anual mostra uma “quase estabilidade”. Já os números dos últimos três meses revelam uma retração. Segundo ele, porém, não é possível afirmar que essa seja uma tendência.

“No trimestre, a queda foi mais acentuada, confirmando o que já ocorria no trimestre anterior. Entretanto, não é possível afirmar que essa seja uma tendência, porque não é esperado que a atividade econômica mantenha a intensidade de queda registrada nos últimos 12 meses”, ponderou.

Procurada pelo G1, a Agência Nacional de Saúde Sumplementar (ANS) informou que não comenta os números, apenas divulga o levantamento.

Vínculo individual
Na comparação anual, a redução no total de vínculos de planos individuais foi de 1%, o que significa 87,5 mil beneficiários a menos no país entre setembro de 2014 e setembro de 2015.
Já o total de vínculos com planos coletivos permaneceu estável na comparação anual, sendo que os empresariais – pagos pelas empresas aos funcionários – registraram retração de 0,1% (47,3 mil a menos), enquanto os planos coletivos por adesão tiveram aumento de 0,6% (39,7 mil a mais).

Setor deve fechar o ano em queda
O superintendente-executivo do IESS estima que o setor deva fechar o ano em queda, mas em proporção inferior à retração do Produto Interno Bruto (PIB) e do nível do emprego. Sondagem mais recente envolvendo o mercado financeiro indica uma retração do PIB de 3,02% em 2015. Já a taxa de desemprego ficou em 8,6% nos três meses até julho.

“A diminuição de beneficiários é proporcionalmente menor do que a queda do PIB. Então, é de se esperar que o mercado sofra com a crise econômica, mas em intensidade menor do que em outras áreas da economia”, afirmou.

Em relação a dezembro de 2014, o número de planos de saúde ativos diminiu em 436 mil.

G1