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‘Paciência, por favor. Minha mãe fez cirurgia’: Filha põe cartazes em caminhonete para justificar lentidão em viagem até SC

Por conta da recente cirurgia da mãe que exigiu uma viagem interestadual, a designer de turismo sensorial Audmara Veronese, de 47 anos, encontrou uma forma criativa para alertar os outros motoristas sobre o motivo para trafegar lentamente pelas rodovias entre Pato Branco (PR) até Xanxerê, no Oeste catarinense.

Com três cartazes colocados na traseira da caminhonete, Audmara fez o apelo: “Paciência, por favor! Minhã mãe fez cirurgia. Tenho que dirigir devagar”.

Cirurgia da mãe

A recém-operada Iolanda Veronese, de 70 anos, passou por uma cirurgia para retirar quatro hérnias da região abdominal no dia 31 de outubro e teve alta no último domingo (3).

Segundo Audmara, a ideia surgiu como resposta após uma recomendação médica. “O médico disse que os solavancos na estrada poderiam comprometer a recuperação da minha mãe depois da cirurgia. Então eu tinha que dirigir bem devagar, principalmente por conta dos buracos. Mas, quem está no trânsito tem suas razões e condições na hora de dirigir. Foi quando pensei nas placas de forma bem prática para explicar a situação”, disse.

Dirigir devagar

Ela lembra que levou quase três horas para percorrer 110 km. “Teve trechos que tinha lombadas e precisei reduzir para 20km/h ou até menos para a minha mãe não sentir tanta dor. Quando eu olhava pelo retrovisor tinha uma fila enorme de veículos. Por incrível que pareça, não tinha ninguém buzinando, foi inacreditável. Todos respeitaram e quando me ultrapassavam as pessoas acenavam”, disse.

A iniciativa foi parar na internet e ganhou grande repercussão nas redes sociais. “Recebi muito retorno de pessoas que eu não conheço e de todo país desejando melhoras para minha mãe, além de outras falando que já tiveram que enfrentar o trânsito com alguém doente”, explica a designer.

No Hospital Thereza Mussi em Pato Branco, antes de Iolanda ir para a cirurgia — Foto: Audmara Veronese/ Arquivo pessoal

No Hospital Thereza Mussi em Pato Branco, antes de Iolanda ir para a cirurgia — Foto: Audmara Veronese/ Arquivo pessoal

‘Paciência, por favor’

Audmara, que é natural de Caçador e reside em São Paulo (SP), afirmou que está acostumada com o trânsito complicado e que a palavra paciência poderia ser mais aplicada diante de tantos transtornos. A mãe, que também é de Caçador, e reside há cinco anos em Xanxerê terá que retornar até o Paraná para dar andamento no tratamento.

“Vamos usar as placas novamente, uma vez que alguns trechos da rodovia são muito ruins assim como a passagem das lombadas que exige uma velocidade baixa. Ela ainda sente dor e se tiver solavancos será pior, mesmo a caminhonete sendo um veículo grande e pesado, não consegue vencer os buracos e remendos da pista sem trepidar”, afirma.

A designer explica que a experiência também trouxe lições compartilhadas. “Tem muita gente que precisa dirigir com maior lentidão e isso deve repetir diariamente em grandes capitais ou no interior. O que me deixou feliz foi perceber que as pessoas que conseguiram ler as placas estavam se colocando no lugar do outro. O mais importante é que em tempo de tanta intolerância existe empatia e respeito”, finaliza Audmara.

Audmara e a mãe Iolanda  — Foto: Audmara Veronese/ Arquivo pessoal

Audmara e a mãe Iolanda — Foto: Audmara Veronese/ Arquivo pessoal

 

G1

 

 

Projeto de lei obriga SUS realizar cirurgia plástica reconstrutiva de lábio leporino

A Comissão de Assuntos Econômicos (CAE) aprovou na terça-feira (10) parecer favorável a um projeto de lei que obriga o Sistema Único de Saúde (SUS) a realizar cirurgia plástica reconstrutiva de lábio leporino ou fenda palatina. O texto segue agora para análise da Comissão de Assuntos Sociais (CAS).

O PL 3.526/2019 estabelece que o SUS, por intermédio de sua rede de unidades públicas ou conveniadas, é obrigado a prestar serviço gratuito de cirurgia plástica reconstrutiva e de tratamento pós-cirúrgico, abrangendo as especialidades de fonoaudiologia, psicologia e ortodontia, bem como de outras intervenções necessárias para a recuperação integral do paciente.

Autor do projeto, o deputado Danrlei de Deus Hinterholz (PSD-RS) alega que são registrados 5,8 mil casos de bebês com fissuras labiopalatais todos os anos no Brasil e, na prática, menos da metade dos recém-nascidos são atendidos pelo SUS.

Segundo o relator, senador Otto Alencar (PSD-BA), a falta de atendimento adequado aos recém-nascidos acarreta problemas na alimentação e na fala dos indivíduos, prejudicando seu desenvolvimento físico, psicológico e social.

“A consequência econômica disso é a subutilização do potencial humano de parcela não desprezível da população, com efeitos deletérios sobre a geração de riqueza e, por extensão, sobre a arrecadação tributária, afetando a sustentabilidade das contas públicas”, argumenta em seu voto.

Custos

Ainda conforme a relatoria, o ônus do atendimento obrigatório aos pacientes será repartido entre União, estados, Distrito Federal e municípios, a quem compete financiar a provisão de serviços de saúde pelo SUS. As correções desses defeitos congênitos se enquadram como serviços de saúde de média e alta complexidade.

“Especificamente no caso da União, existe dotação orçamentária de R$ 49,1 bilhões na Lei Orçamentária Anual de 2019 para cobrir a Ação 8585 (Atenção à Saúde da População para Procedimentos em Média e Alta Complexidade). Isso implica que a União pode ajustar a alocação de recursos na área da saúde para cumprir as disposições do projeto sem a elevação global de despesas, de modo a não impactar adversamente o cumprimento do limite de despesas primárias do Poder Executivo federal no âmbito do Novo Regime Fiscal, instituído pela Emenda Constitucional 95, de 2016”, explica o relator.

Otto Alencar disse ainda que a iniciativa é correta e que a cirurgia não é uma questão de estética, mas corrige um problema que atrapalha muito os pacientes.

— Não é uma cirurgia plástica. Às vezes a pessoa pensa que a fenda palatina é só uma cirurgia plástica. Não é. Dificulta a alimentação, causa uma série de problemas para  as pessoas que são portadoras. Portanto, é uma necessidade do paciente fazer a cirurgia — disse o senador, que também é médico.

 

clickpb

 

 

Cirurgia reconstrói couro cabeludo de menino torturado pela mãe

O menino de sete anos vítima de tortura pela própria mãe passou por cirurgia de reconstrução do couro cabeludo nesta segunda-feira (22), no Hospital de Emergência e Trauma de Campina Grande. Conforme boletim médico, foi utilizado enxerto de pele no procedimento e a criança está em recuperação de pós operatório. Ainda não há previsão de alta hospitalar.

O garoto deu entrada no Hospital de Emergência e Trauma de Campina Grande no dia 10 de julho. Ele estava sendo mantido em cárcere privado pela própria mãe, na zona rural do município de Boqueirão. A criança foi encontrada acorrentada e teria sido espancada com fios elétricos e cordas.

A mãe e o padrasto do menino foram presos em caráter preventivo na última quinta-feira (18).

 

paraibadebate

 

 

Lei prevê atendimento prioritário a mulheres vítimas de violência que precisem de cirurgia na PB

Foi promulgada e entrou em vigor nesta terça-feira (18) uma lei que determina o atendimento prioritário para a mulher vítima de violência doméstica e familiar, quando o dano físico necessitar de realização de procedimento cirúrgico estético reparador, nos serviços públicos de saúde. A lei, de autoria do deputado estadual Wallber Virgolino (Patriota), foi publicada no Diário Oficial do Estado da Paraíba (DOE-PB).

Conforme a lei, a prioridade é para atendimento psicoterápico e de cirurgia plástica reparadora em casos de violência. O dano físico estético disposto na Lei é caracterizado quando a mulher apresenta, em decorrência de violência, qualquer deformidade ou deficiência em relação aos parâmetros clínicos estéticos reconhecidos pela comunidade médica.

O texto diz ainda que os serviços públicos de saúde devem adotar medidas necessárias para que seja realizado, prioritariamente, procedimento cirúrgico a fim de sanar a deformidade. O documento detalha que após realizado o diagnóstico e comprovada a agressão e dano, mediante autorização da vítima, ela deve ser inscrita em cadastro único.

A comprovação de ser a mulher portadora de deficiência ou deformidade, em decorrência de violência doméstica e familiar, deve ser atestada por laudo médico. A inscrição das vítimas no cadastro único do Sistema Único de Saúde (SUS) deve nortear a ordem de atendimento das vítimas no serviço público, com ressalva para os casos de risco iminente de dano irreversível, que impliquem a necessidade de intervenção imediata dos profissionais.

Na justificativa do projeto de lei, o deputado aponta que é dever do Estado delinear estratégias e políticas públicas para acabar com a violência contra a mulher, “cabendo ao serviço de saúde assumir também a sua responsabilidade, dando atenção especial às vítimas desses crimes, acolhendo-as, de forma a minimizar sua dor e evitar outros agravamentos”.

A justificativa também diz não é raro que em casos de violência contra a mulher, o resultado das agressões são cicatrizes e outro danos físicos incapacitantes, que influenciam na própria condição de ser mulher.

“Desse modo, a atenção psicológica imediata contribui para o resgate da dignidade da vítima de violência doméstica, bem como a assistência médica reparadora tem o condão de devolver a autoestima da mulher”, diz o texto.

G1

 

João Kléber é internado em São Paulo e fará cirurgia no coração

João Kléber foi internado no Hospital Sírio-Libanês, em São Paulo, após um exame cardíaco de rotina mostrar que duas artérias de seu coração estão obstruídas. Mara Ferraz, namorada do apresentador do Você na TV e do João Kléber Show, deu detalhes em uma conversa ao vivo com Sonia Abrão no “A Tarde é Sua”.

“João foi fazer exames de rotina e na esteira descobriu uma alteração no coração. Ele tem obstruções em duas artérias, uma delas 95% obstruida e a outra com mais de 70%. O melhor tratamento é colocar dois stents para o João ter uma vida normal, feliz e com muito trabalho”, disse ela.

O apresentador passará por uma cirurgia nesta sexta-feira (31) para colocar os dois stents no coração, que são pequenos tubos usados para restaurar o fluxo sanguíneo.

A namorada disse que João Kléber deve receber alta em dois dias: “Em dois dias, ele terá alta. João não bebe, não fuma, faz atividade física todos os dias, mas o médico do Sírio entendeu que, após a angiotomografia, ele não deveria ir embora para ele não correr risco de vida. Com uma artéria 95% entupida, ele poderia infartar a qualquer momento”.

Reprodução/Instagram)

TV Fama

 

 

Justiça defere mais nove pedidos para mudança de gênero no RG mesmo sem cirurgia

A Justiça da Paraíba deferiu, nessa quarta-feira (4), mais nove pedidos de mudança de sexo jurídico no registro civil de pessoas transexuais que não passaram por cirurgia de transexualização. Agora, mais de 11 pessoas transexuais já foram beneficiadas com o mesmo entendimento.

A decisão sobre as determinações foi do juiz titular da Vara de Feitos Especiais da Capital, Romero Carneiro Feitosa. Segundo o juiz, nos casos em que o transexual já foi submetido à cirurgia para modificação do seu sexo, a jurisprudência já admitia a alteração, não só do nome, mas também do gênero registral.

Agora, com entendimento do Superior Tribunal de Justiça (STJ), também vem sendo permitido a mudança também do gênero, sem a necessidade de transgenitalização, como ocorreu com os paraibanos.

“O sexo é físico-biológico, caracterizado pela presença de aparelho genital e outras características que diferenciam os seres humanos entre machos e fêmeas. O gênero, por sua vez, refere-se ao aspecto psicossocial, ou seja, como o indivíduo se sente e se comporta, frente aos padrões estabelecidos como femininos e masculinos a partir do substrato físico-biológico”, disse o juiz.

Outras decisões

Em 2016, segundo o Tribunal de Justiça da Paraíba (TJPB), a juíza Michelini Jatobá atuou na Vara de Feitos Especiais de Campina Grande e autorizou a mudança do gênero masculino para o feminino de uma pessoa trans, argumentando que a cirurgia de transgenitalização não deve ser apreciada como um requisito indispensável para a retificação do gênero no documento.

Já em junho deste ano, o juiz da Vara de Feitos Especiais de Campina Grande, Marcos Jatobá Filho, reconheceu o direito de mudança de gênero no registro civil de nascimento a um transexual sem que ele tenha feito cirurgia de mudança de sexo.

Na decisão, o juiz reconheceu que o transexual possuía, desde a puberdade, uma real identidade de gênero com o sexo oposto. Diante das provas, ele considerou possível a alteração desejada sem o prévio ato cirúrgico.

Outro magistrado que também vem determinando mudanças de sexo jurídico no registro civil de pessoas transexuais é Marcos Aurélio Pereira Jatobá Filho que, em suas decisões, fundamenta, a partir de estudos da psiquiatra e da psicologia, que há um descompasso entre o sexo anatômico e o psicológico do indivíduo transexual.

No dia 2 deste mês, o juiz Romero Carneiro julgou procedente a mudança de sexo jurídico no registro civil de uma pessoa transexual que não passou pela cirurgia de transexualização.

portalcorreio

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Chifrado nas nádegas, toureiro passa por cirurgia para reconstrução do reto

Reprodução/Twitter(La Razón)
Reprodução/Twitter(La Razón)

O toureiro Antonio Romero sofreu um duro golpe quando se apresentava na Plaza México, na Cidade do México, no último domingo (19/3). O matador azteca foi chifrado violentamente no meio das nádegas pelo touro Caporal e levado às pressas à enfermaria da arena.

Transferido para um hospital da capital mexicana, Romero precisou ser submetido a cirurgia para reconstrução do reto e passou por colostomia. O chifre penetrou 20 centímetros. O estado de saúde do toureiro ainda inspira cuidados, mas não há risco de morte, de acordo com a emissora Univision.

“A chifrada dói, mas dói ainda mais não ter vencido. Estou contente porque me esforcei ao máximo. Já quero voltar a tourear”, disse Romero no hospital, segundo o site “Toros e Faenas”.

Toureiro Antonio Romero descansa após passar por cirurgia

Abaixo, alguns momentos de Romero toureando Caporal do domingo:

 

 

O Globo

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Polêmica cirurgia de Romário rende processos a médico, mas não é ilegal

romarioA cirurgia para controle de diabetes, pela qual passou o senador Romário (PSB-RJ), gerou muito debate depois que o ex-atacante postou uma foto na praia, visivelmente mais magro e abatido, no início de ano. Além de gerar polêmica entre os especialistas, interposição ileal é alvo de processos na Justiça e questionamento de órgãos representativos.

O responsável pelo procedimento é o médico Áureo Ludovico de Paula. Familiares de sete pacientes de Ludovico alegam que os parentes morreram em decorrência de complicações da cirurgia, e outras sete declaram ter ficado com sequelas graves. O MPF (Ministério Público Federal) e o CFM (Conselho Federal de Medicina) receberam as reclamações e pedem que a técnica seja proibida até que estudos científicos comprovem a eficácia e segurança do procedimento.

Apesar desses questionamentos, o médico pode realizar normalmente o procedimento, pois tem amparo judicial para isso. Em sua defesa, Áureo Ludovico de Paula afirma que “centenas e centenas de pessoas foram beneficiadas pelo procedimento”, sem citar um número preciso. Entenda a polêmica:

Repercussão começou com cirurgia em Faustão

Áureo ficou nacionalmente famoso depois que a revista Veja publicou uma reportagem de capa com o médico, em 2007, em que afirmava que uma cirurgia experimental desenvolvida por ele poderia ser uma revolução no tratamento do diabetes tipo 2. Em 2009, ele ganhou novamente visibilidade depois de realizar uma outra cirurgia: a de redução de estômago no apresentador Fausto Silva, da Rede Globo. No caso do apresentador, o objetivo da operação era a perda de peso.

Em 2010, MPF e CFM entraram com uma Ação Civil Pública na Justiça Federal em Goiás (o médico atua em Goiânia) para proibir de Paula de fazer a interposição ileal. O procedimento assemelha-se a uma cirurgia bariátrica convencional. A diferença da técnica está na recolocação do íleo (fim do intestino delgado) entre o duodeno e o jejuno, o que aumentaria a produção de hormônios da saciedade e melhoraria o diabetes.

Para o médico, o motivo da técnica ser tão procurada é sua taxa de sucesso. “Existe um problema: diabetes. Você pode ir no melhor clínico do mundo. Ele vai dar remédios para controle, mas você terá zero por cento de cura. Aí você vai ao meu consultório e a cirurgia que eu faço dá de 85% a 90% de cura. É claro que o paciente vai tender para cá. Claro que o risco com a cirurgia é maior do que com o remédio. Afinal, não tem procedimento cirúrgico sem risco algum. Mas a pessoa que sofre da doença consegue balancear os prós e contras e acaba optando pela cirurgia, pois a chance de se curar e resolver o problema é maior”, explica.

Por que MPF e CFM querem barrar a cirurgia?

De acordo com a ação movida pelo MPF, o procedimento nunca passou pelos protocolos de aprovação necessários no país, não é reconhecido pelo CFM e pelo CNS (Conselho Nacional de Saúde) e deveria ser classificado e feito de forma experimental –o que submeteria o trabalho a uma série de regras de controle e análise de resultados antes de ser aprovado e oferecido sem controvérsias. Mais do que isso, considerada experimental, a cirurgia deveria ser oferecida gratuitamente (com o paciente também sem receber nada). Ainda em 2010, a Justiça concedeu uma liminar proibindo Áureo de realizar o procedimento, sob pena de multa de R$ 1 milhão por cada operação ilegal.

Em entrevista ao UOL, de Paula afirma que a cirurgia sempre foi legal e nunca experimental. “Até porque a cirurgia de interposição ileal foi descrita e publicada na revista “Annals of Surgery”, em 1928. A interposição ileal, como tratamento para obesidade, foi realizada inicialmente em 1985. Então esse termo experimental sofreu um alargamento impreciso, talvez tenha sido utilizado para chocar: ‘Fulano fez algo experimental em pleno século 21”, diz.

O CFM explicou, em nota à reportagem, como configura como experimental a cirurgia. “Essa técnica, que pode ser empregada no tratamento de casos de obesidade mórbida, no entanto, não é reconhecida pelo CFM para tratamento de doenças metabólicas. Com essa finalidade, ela pode ser realizada apenas em caráter experimental”, afirma a posição do conselho.

No entanto, o médico não vê a atitude do CFM como algo negativo. “Prefiro acreditar que foi uma avaliação conservadora do assunto, não quero ficar vendo coisas ocultas negativas. Já o MPF comprou essa ideia do experimental que veio do conselho, por isso, entraram com essa ação contra. Os médicos da câmara técnica do CFM viraram peritos judiciais e embasaram a decisão dos juízes federais dizendo que não era experimental”, explica.

Proibição foi suspensa e o médico voltou a fazê-la em 2014

Em 2014, no julgamento do mérito da questão, o juiz substituto da 8ª Vara Federal, Felipe Andrade Gouvêa, suspendeu a proibição e deu ganho de causa ao médico e ao CRM-GO (Conselho Regional de Medicina de Goiás), que também era alvo da ação por permitir o trabalho experimental do cirurgião sem restrições. Em sua sentença, o juiz alega que um comitê de especialistas chegou à conclusão que a cirurgia não é experimental, pois combina várias técnicas já aprovadas, e que Áureo é reconhecido com citações em mais de 400 publicações científicas internacionais. O MPF e CFM recorreram, pois o procedimento não passou pelo protocolo de aprovação, e ainda não há nova sentença. O conselho federal segue recusando-se a reconhecer a cirurgia.

“A Câmara Técnica de Cirurgia Bariátrica, criada pelo CFM especialmente para analisar os trabalhos desenvolvidos na área, continuará ativa”, diz nota divulgada pela entidade na época. “O grupo avaliará estudos e pesquisas, sendo que se os resultados indicarem eficácia e segurança de técnicas analisadas, o debate poderá ser reaberto de forma a oferecer ao brasileiro novas opções terapêuticas.”

Após a repercussão da cirurgia feita por Áureo no senador Romário, a SBEM (Sociedade Brasileira de Endocrinologia e Metabologia) divulgou nota endossando a posição do CFM: “É importante deixar claro à população que o procedimento pelo qual Romário passou, que foi a cirurgia de interposição ileal, ainda está em fase experimental no Brasil e não deve ser indicada fora de um protocolo de estudo aprovado pelo Conselho Nacional de Ética em Pesquisa (CONEP).”

Processos contra o médico

De acordo com o advogado Marcelo de Resende, o doutor Áureo não explica aos pacientes que sua técnica cirúrgica é experimental e, portanto, dos riscos adicionais envolvidos no procedimento. “Ele realiza essas cirurgias sem nunca ter submetido o procedimento aos órgãos de regulamentação e o pior, sem explicar isso para os pacientes”, diz o advogado. “São dezenas de vidas destruídas. Tem muito mais vítimas que estas do processo do MPF e do CFM. Semana passada mesmo eu fiquei sabendo que morreu mais um”, afirma Resende.

Em um dos casos denunciados pelo advogado e familiares ao CRM-GO e ao MPF, uma paciente de 54 anos que sofria de diabetes viu uma entrevista do médico na TV e resolveu tentar. Ela teve uma perfuração de divertículo, passou por outras três cirurgias, mas morreu em 2006. Em outro caso, um paciente fez o procedimento com o médico em 2009. Após complicações na operação, ficou em estado vegetativo até o ano passado, quando morreu.

Segundo o advogado, quando a Justiça liberou o procedimento em 2014, o CRM-GO encerrou todas as investigações que estavam em curso no órgão depois de denúncias de supostas vítimas ou familiares. “Hoje, defendo dois clientes na Justiça Civil de Goiás. Em um processo, onde o operado ficou inválido, ganhamos uma indenização de R$ 50 mil e estamos recorrendo. No outro não há sentença até hoje.”

A reportagem do UOL não conseguiu contato com a assessoria de imprensa do CRM-GO para comentar a polêmica e explicar os procedimentos a respeito do doutor Áureo.

Em sua defesa, de Paula destaca que foi absolvido de todos os processos relacionados à técnica. “Eles já foram julgados e fui absolvido por unanimidade. Os riscos são inerentes ao procedimento. Não há nenhuma chance de um procedimento médico ser sem risco algum. E os pacientes diabéticos, por si só, já são pacientes de risco. Os problemas com as operações foram expostos, julgados e absolvidos. O procedimento é eficaz, mas tem um risco a ser considerado”, explica.

Romário está bem? O que ele diz?

O ex-jogador não se pronunciou publicamente até agora sobre a repercussão. Chegou a colocar algumas fotos mais magro em seu Instagram, mas depois as retirou. De acordo com sua assessoria de imprensa, o senador Romário “está ótimo” depois de passar pelo procedimento cirúrgico e se sente muito bem.

De Paula afirma que segue acompanhando o senador rotineiramente e que ele encontra-se bem, “curado ou em remissão do diabetes, colesterol elevado e outros problemas”. Segundo o médico, o ex-jogador está com peso ideal para sua altura e tem jogado futebol desde o 12º dia após a cirurgia por via laparoscópica.

Uol

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Paciente com Alzheimer volta a tocar violão após cirurgia que freia o mal

medicoImagine o que significa para a família de um paciente com Alzheimer vê-lo voltar a caminhar, lembrar das pessoas e até tocar violão? Pois, foi isso que aconteceu com o paciente de 78 anos, que foi submetido a uma estimulação cerebral profunda em dezembro de 2015, no Hospital Napoleão Laureano, em João Pessoa. A cirurgia ainda está em fase experimental no Brasil. O idoso, inclusive, voltou a praticar atividades físicas e, conforme a família, tem tido resultados animadores.

“Ele está bem. Não decaiu nada e isso é uma evidência muito positiva. Em algumas coisas melhorou, como na denominação dos objetos, no raciocínio lógico. A memória recente ainda é precária, mas vem tendo melhoras também. Às vezes, ele faz uma pergunta e logo depois repete. Um jogo de futebol, ele discute logo após, com consistência, o que é bom porque se trata da memória recente. Isso é muito positivo. O momento político que estamos vivendo, ele também discute e dá uma opinião”, comemorou.

O idoso está fazendo acompanhamento neuropsicológico, atividade física, hidroginástica, caminhada e voltou até a tocar violão, coisa que não fazia desde final de 2014. “A gente sempre estimulou e, em março desse ano, ele começou a tocar. Foi muito emocionante, gravamos tudo”, contou a esposa, que prefere manter a identidade preservada.

Segundo ela, a família está muito animada com a evolução. O idoso é avaliado mensalmente pelo neurocirurgião Rodrigo Marmo, que realizou a cirurgia. Ainda este mês, o paciente passará por um pet-scan, tipo de tomografia, para ver se houve mudança. “Independente disso, considero o resultado muito positivo. Há poucos dias, conversava com meu filho, imaginando como ele estaria se não tivesse feito. Hoje só temos a agradecer, e o médico disse que o resultado está dentro do esperado”, comemorou a esposa.

Além dessas evoluções, ela relatou que o marido se alimenta e se veste sozinho; lê jornal, resolve palavras cruzadas. “Ele está muito bem. Claro que tem as dificuldades. Tudo dele é mais lento. Se for sair, tem que avisar com antecedência, porque o banho é demorado e demora também para se vestir. Dia 11, completou um ano da cirurgia e fizemos até uma comemoração. A essa altura ninguém sabe como ele estaria se não tivesse feito. Espero muito que essa restrição à realização da cirurgia não demore muito para que outras pessoas que precisam também possam ser beneficiadas”, completou.

UFPB oferece gratuitamente tratamento pioneiro no Brasil

Para tentar melhorar ainda mais o quadro do paciente, a família fez o cadastro dele para participar de um estudo que está sendo realizado na UFPB, baseado em um tratamento não invasivo para estimular o córtex cerebral por meio de um neuroestimulador, associado à intervenção cognitiva, sem cirurgia. Porém, não foi possível.

Um dos requisitos para fazer parte do estudo é não ter sido submetido a nenhum tratamento cirúrgico. A universidade é a única no País a aplicar o protocolo em pacientes com Alzheimer e o serviço é gratuito. O estudo é desenvolvido pela pesquisadora do Programa de Pós-Graduação em Neurociências Cognitiva e Comportamento (PPGNeC), da instituição.

Clínica de Psicologia UFPB

3216-7338

99620-2608

99808-1551

Caso do médico foi julgado, mas CRM não informou penalidade

Por não ser ainda autorizada no Brasil, a cirurgia inédita no estado, acabou trazendo algumas consequências para o neurocirurgião. O Conselho Regional de Medicina (CRM) proibiu a realização de outras intervenções e abriu sindicância para apurar o caso. Inicialmente, o julgamento do médico estava marcado para abril, foi adiado para maio e ocorreu há cerca de 30 dias, conforme o CRM.

O corregedor do CRM, Wilberto Trigueiro, informou que o médico teve mantido o direito de exercer a Medicina. A decisão final ficou a cargo de um grupo de conselheiros e as penalidades vão de censura pública à cassação. Porém, ele não informou qual a penalidade aplicada ao médico.

correiodaparaiba

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Bariátrica não é milagre: cirurgia requer cuidados antes e depois

andremarquesO que o apresentador André Marques, o diretor Boninho e o ator Leandro Hassum têm em comum? Todos apostaram na redução de estômago para ajudar a conquistar corpo dos sonhos, assim como muitos brasileiros no ano passado. Tanto que os números da Sociedade Brasileira de Cirurgia Bariátrica e Metabólica (SBCBM) mostram que esse tipo de cirurgia cresceu 6,25% em relação a 2014.

No entanto, e apesar dos vários casos de sucesso, o procedimento pode dar problemas. Filho de Estevam e Sônia Hernandes, fundadores da igreja Renascer, Felipe Daniel Hernandes morreu na última quarta-feira (14) após ficar cinco anos em coma vegetativo. Em 2005, ele passou por uma cirurgia bariátrica e emagreceu mais de 40 quilos, segundo informações publicadas pela imprensa na época. Contudo, meses depois, teve fortes dores abdominais e precisou ser operado para remover um pedaço obstruído do intestino. Uma das suturas se rompeu, causando hemorragia interna e uma forte infecção, que o levou ao quadro com o qual permaneceu até o dia de sua morte.

Reprodução/Instagram/@leandrohassum
Leandro Hassum perdeu 63kg depois de uma cirurgia bariatrica no final de 2014imagem: Reprodução/Instagram/@leandrohassum

Caetano Marchesini, presidente eleito da SBCBM, nega que este seja um procedimento perigoso. “Atualmente, a bariátrica é reconhecida como a forma mais eficaz de tratar obesidade mórbida. Ela também possui os mesmos riscos que qualquer outro tipo de cirurgia e pode ter complicações – como sangramento ou trombose. Ou seja, problemas não necessariamente relacionados a esta técnica”, explica o médico.

Segundo o profissional, o paciente precisa compreender que esta é uma decisão para a vida inteira e representa a cura para uma doença, a obesidade. Por isso mesmo, passa longe de ser um tratamento estético ou uma solução mágica.

Os cuidados pré e pós-cirúrgicos incluem apoio nutricional, psicológico e até psiquiátrico — caso seja necessário — além de um acompanhamento multidisciplinar permanente e anual para que a pessoa permaneça saudável e bem longe dos antigos hábitos.

Outra dica que pode parecer óbvia, mas que é extremamente importante: você deve escolher um profissional especializado no assunto. Atualmente, segundo Marchesini, o Brasil possui a segunda maior sociedade metabólica e bariátrica no mundo. “Vale a pena procurar informações sobre o médico em órgãos reconhecidos pela categoria e ainda utilizar a internet para ir atrás de mais informações. Atitudes assim diminuem a chance de você acabar em mãos erradas”, orienta.

Suporte especializado

Para a vice-presidente da Comissão de Especialidades Associadas da SBCBM (COESAS), Andrea Levy, que também é psicóloga clínica e bariátrica, algo fundamental para o sucesso do procedimento é o bom preparo. “Esta é uma cirurgia eletiva (o paciente marca o procedimento), não emergencial e com efeitos para o resto da vida. A pessoa precisa estar com a saúde clínica e mental em ordem”, explica. Por isso, além do diagnóstico clínico, é importante fazer um acompanhamento psicológico bem detalhado antes da operação. “Se descobrirmos uma depressão ou ansiedade, por exemplo, melhor adiar um pouco e tratar o problema”.

A questão nutricional é um ponto-chave no acompanhamento do paciente, pois alguns quadros de desnutrição podem ser confundidos com depressão, algo possível de ser descoberto durante as consultas de rotina. “E, se a pessoa estiver desnutrida, ainda aumenta a chance de se tornar compulsiva”, destaca.

Andrea ainda conta que não é algo comum, mas existe o risco da pessoa trocar o vício da comida por outro — se tiver alguma predisposição. “A absorção do álcool fica mais rápida depois da cirurgia, o que pode gerar um comportamento abusivo em quem já fazia uso antes. Mas quero ressaltar que não é o que acontece na maioria dos casos, e sim algo em torno de 2% a mais da população que já tem problemas com a bebida”, diz.

Uol

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