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Ciro chama Bolsonaro de idiota e seus filhos de ‘bando de babaca’

Ciro Gomes, que disputou a presidência pelo PDT em 2018, afirmou, durante uma conferência nos Estados Unidos, que o Brasil elegeu um idiota e que hoje o Brasil insulta a China e está submisso aos Estados Unidos. Ele também se referiu aos filhos de Jair Bolsonaro como ‘bando de babaca’. Abaixo, a nota publicada no BR18:

Ciro Gomes afirmou nesta sexta, 5, que, entre várias opções de candidatos a presidente, o “Brasil optou por um idiota”, a respeito de Jair Bolsonaro, na Brazil Conference, em Boston. “Idiota na acepção do dicionário, de quem não tem capacidade, não tem compreensão”, afirmou. Ele enumerou uma série de “disparates”, como chamou”, dos primeiros meses de governo: rediscussão sobre se houve golpe militar e ditadura, se meninos devem vestir azul e meninas vestem rosa, caso Fabrício Queiroz etc. “Me recuso a fazer esse jogo de distração”, afirmou.

Ele chamou os filhos de Bolsonaro de “bando de babaca”, “filhos de um despreparado”. Voltou a criticar a política externa e disse que o Brasil é subserviente aos Estados Unidos e “insultou” a China. “E nós temos um imbecil comandando uma das maiores economias do mundo. Que quer nos distrair com mamadeira de piroca e essas mentiras.”

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Bolsonaro, 28%; Haddad, 22%; Ciro, 11%; Alckmin, 8%; Marina, 5%

O Ibope divulgou nesta segunda-feira (24) o resultado da mais recente pesquisa de intenção de voto na eleição presidencial. A pesquisa ouviu 2.506 eleitores entre sábado (22) e domingo (23).

O nível de confiança da pesquisa é de 95%. Isso quer dizer que há uma probabilidade de 95% de os resultados retratarem a realidade, considerando a margem de erro, que é de 2 pontos, para mais ou para menos.

Os resultados foram os seguintes:

  • Jair Bolsonaro (PSL): 28%
  • Fernando Haddad (PT): 22%
  • Ciro Gomes (PDT): 11%
  • Geraldo Alckmin (PSDB): 8%
  • Marina Silva (Rede): 5%
  • João Amoêdo (Novo): 3%
  • Alvaro Dias (Podemos): 2%
  • Henrique Meirelles (MDB): 2%
  • Guilherme Boulos (PSOL): 1%
  • Cabo Daciolo (Patriota): 0%
  • Vera Lúcia (PSTU): 0%
  • João Goulart Filho (PPL): 0%
  • Eymael (DC): 0%
  • Branco/nulos: 12%
  • Não sabe/não respondeu: 6%
Pesquisa Ibope - 24 de setembro - Evolução da intenção de voto para presidente — Foto: Arte/G1

Pesquisa Ibope – 24 de setembro – Evolução da intenção de voto para presidente — Foto: Arte/G1

Em relação ao levantamento anterior do instituto, divulgado na terça-feira (18):

Jair Bolsonaro se manteve com 28%;

Haddad foi de 19% para 22%;

Ciro se manteve com 11%;

Alckmin foi de 7% para 8%;

Marina passou de 6% para 5%;

Os indecisos foram de 7% para 6% e os brancos ou nulos, de 14% para 12%.

Rejeição

O Instituto também perguntou: “Dentre estes candidatos a Presidente da República, em qual o (a) sr. (a) não votaria de jeito nenhum? Mais algum? Algum outro?”.

Neste levantamento, portanto, os entrevistados podem citar mais de um candidato. Por isso, os resultados somam mais de 100%.

  • Os resultados foram:
  • Bolsonaro: 46%
  • Haddad: 30%
  • Marina: 25%
  • Alckmin: 20%
  • Ciro: 18%
  • Meirelles: 11%
  • Cabo Daciolo: 11%
  • Eymael: 11%
  • Boulos: 11%
  • Vera: 10%
  • Alvaro Dias: 9%
  • Amoêdo: 9%
  • João Goulart Filho: 9%
  • Poderia votar em todos: 2%
  • Não sabe/não respondeu: 7%
Pesquisa Ibope - 24 de setembro - Evolução da rejeição da intenção de voto para presidente. — Foto: Arte/G1

Pesquisa Ibope – 24 de setembro – Evolução da rejeição da intenção de voto para presidente. — Foto: Arte/G1

Simulações de segundo turno

  • Haddad 43% x 37% Bolsonaro (branco/nulo: 15%; não sabe: 4%)
Pesquisa Ibope - 24 de setembro - Simulação de segundo turno entre Haddad e Bolsonaro. — Foto: Arte/G1

Pesquisa Ibope – 24 de setembro – Simulação de segundo turno entre Haddad e Bolsonaro. — Foto: Arte/G1

  • Ciro 46% x 35% Bolsonaro (branco/nulo: 15%; não sabe: 4%)
Pesquisa Ibope - 24 de setembro - Simulação de segundo turno entre Ciro e Bolsonaro. — Foto: Arte/G1

Pesquisa Ibope – 24 de setembro – Simulação de segundo turno entre Ciro e Bolsonaro. — Foto: Arte/G1

  • Alckmin 41% x 36% Bolsonaro (branco/nulo: 20%; não sabe: 4%)
Pesquisa Ibope - 24 de setembro - Simulação de segundo turno entre Alckmin e Bolsonaro. — Foto: Arte/G1

Pesquisa Ibope – 24 de setembro – Simulação de segundo turno entre Alckmin e Bolsonaro. — Foto: Arte/G1

  • Bolsonaro 39% x 39% Marina (branco/nulo: 19%; não sabe: 4%)
Pesquisa Ibope - 24 de setembro - Simulação de segundo turno entre Bolsonaro e Marina. — Foto: Arte/G1

Pesquisa Ibope – 24 de setembro – Simulação de segundo turno entre Bolsonaro e Marina. — Foto: Arte/G1

Sobre a pesquisa

  • Margem de erro: 2 pontos percentuais para mais ou para menos
  • Entrevistados: 2.506 eleitores em 178 municípios
  • Quando a pesquisa foi feita: 22 e 23 de setembro
  • Registro no TSE: BR-06630/2018
  • Nível de confiança: 95%
  • Contratantes da pesquisa: TV Globo e “O Estado de S.Paulo”

G1

TSE aprova registros de Ciro, Meirelles, Alvaro Dias e João Goulart nas eleições 2018

Por unanimidade, o plenário do Tribunal Superior Eleitoral (TSE) aprovou na noite desta terça-feira, 28, os pedidos de registro de candidatura ao Palácio do Planalto de Ciro Gomes (PDT), Henrique Meirelles (MDB), Alvaro Dias (Podemos) e João Goulart Filho (PPL) nas eleições 2018.

Ao todo, já foram aprovados os registros de nove candidatos ao Planalto.

Na semana passada, o TSE aprovou os pedidos de registro de candidatura de cinco presidenciáveis: Marina Silva (Rede), Guilherme Boulos (PSOL), Cabo Daciolo (Patriota), João Amoêdo (Novo) e Vera Lúcia Pereira da Silva Salgado (PSTU).

Na próxima quinta-feira, 30, se encerra o prazo para a defesa do ex-presidente Luiz Inácio Lula da Silva, preso e condenado no âmbito da Operação Lava Jato, enviar a sua defesa ao TSE. A expectativa dentro do órgão é a de que o registro de Lula seja julgado no próximo dia 6.

Estadão

Pesquisa Datafolha: Lula, 39%; Bolsonaro, 19%; Marina, 8%; Alckmin, 6%; Ciro, 5%

Pesquisa Datafolha divulgada nesta quarta-feira (22) apontou os percentuais de intenção de voto para presidente da República em dois cenários com candidatos diferentes do PT – o ex-presidente Luiz Inácio Lula da Silva no primeiro cenário e o ex-prefeito de São Paulo Fernando Haddad no segundo.

Cenário com Lula

No cenário que inclui como candidato do PT o ex-presidente Luiz Inácio Lula da Silva, a pesquisa apresentou o seguinte resultado:

  • Luiz Inácio Lula da Silva (PT): 39%
  • Jair Bolsonaro (PSL): 19%
  • Marina Silva (Rede): 8%
  • Geraldo Alckmin (PSDB): 6%
  • Ciro Gomes (PDT): 5%
  • Alvaro Dias (Podemos): 3%
  • João Amoêdo (Novo): 2%
  • Henrique Meirelles (MDB): 1%
  • Guilherme Boulos (PSOL): 1%
  • Cabo Daciolo (Patriota): 1%
  • Vera (PSTU): 1%
  • João Goulart Filho (PPL): 0%
  • Eymael (DC): 0%
  • Branco/nulos/nenhum: 11%
  • Não sabe: 3%

A pesquisa foi encomendada pela TV Globo e pelo jornal “Folha de S.Paulo”. É o primeiro levantamento do Datafolha realizado depois dos registros das candidaturas na Justiça Eleitoral.

Cenário com Haddad

Lula está preso em Curitiba, condenado em segunda instância no caso do triplex no Guarujá. Pela Lei da Ficha Limpa, ele está inelegível.

Por essa razão, a Procuradoria Geral da República impugnou (questionou) a candidatura.

O caso está sendo analisado pelo ministro Luís Roberto Barroso e será decidido pelo TSE depois de ouvir a defesa de Lula, a favor do registro da candidatura.

Em razão desse quadro jurídico, o Datafolha pesquisou outro cenário, com o atual candidato a vice na chapa de Lula, Fernando Haddad.

Nesse cenário, o resultado seria:

  • Jair Bolsonaro (PSL): 22%
  • Marina Silva (Rede): 16%
  • Ciro Gomes (PDT): 10%
  • Geraldo Alckmin (PSDB): 9%
  • Alvaro Dias (Podemos): 4%
  • Fernando Haddad (PT): 4%
  • João Amoêdo (Novo): 2%
  • Henrique Meirelles (MDB): 2%
  • Vera (PSTU): 1%
  • Cabo Daciolo (Patriota): 1%
  • Guilherme Boulos (PSOL): 1%
  • João Goulart Filho (PPL): 1%
  • Eymael (DC): 0%
  • Branco/nulos/nenhum: 22%
  • Não sabe: 6%

Sobre a pesquisa

  • Margem de erro: dois pontos percentuais para mais ou para menos
  • Quem foi ouvido: 8.433 eleitores em 313 municípios
  • Quando a pesquisa foi feita: de 20 e 21 de agosto
  • Registro no TSE: protocolo nº BR 04023/2018
  • nível de confiança utilizado é de 95%. Isso quer dizer que há uma probabilidade de 95% de os resultados retratarem o atual momento eleitoral, considerando a margem de erro;
  • 0% significa que o candidato não atingiu 1%; traço significa que o candidato não foi citado por nenhum entrevistado

G1

Pesquisa Ibope: Lula, 37%; Bolsonaro, 18%; Marina, 6%; Ciro, 5%; Alckmin, 5%

Pesquisa Ibope divulgada nesta segunda-feira (20) apurou os percentuais de intenção de voto para presidente da República em dois cenários com candidatos diferentes do PT – o ex-presidente Luiz Inácio Lula da Silva no primeiro cenário e o ex-prefeito de São Paulo Fernando Haddad no segundo.

Cenário com Lula

No cenário que inclui como candidato do PT o ex-presidente Luiz Inácio Lula da Silva, a pesquisa apresentou o seguinte resultado:

  • Luiz Inácio Lula da Silva (PT): 37%
  • Jair Bolsonaro (PSL): 18%
  • Marina Silva (Rede): 6%
  • Ciro Gomes (PDT): 5%
  • Geraldo Alckmin (PSDB): 5%
  • Alvaro Dias (Podemos): 3%
  • Eymael (DC): 1%
  • Guilherme Boulos (PSOL): 1%
  • Henrique Meirelles (MDB): 1%
  • João Amoêdo (Novo): 1%
  • Cabo Daciolo (Patriota): 0
  • Vera (PSTU): 0
  • João Goulart Filho (PPL): 0
  • Branco/nulos: 16%
  • Não sabe/não respondeu: 6%

A pesquisa foi encomendada pela TV Globo e pelo jornal “O Estado de S.Paulo”. É o primeiro levantamento do Ibope realizado depois da oficialização das candidaturas na Justiça Eleitoral.

Cenário com Haddad

Lula está preso em Curitiba, condenado em segunda instância no caso do triplex no Guarujá. Pela Lei da Ficha Limpa, ele está inelegível.

Por essa razão, a Procuradoria Geral da República impugnou (questionou) a candidatura.

O caso está sendo analisado pelo ministro Luís Roberto Barroso e será decidido pelo TSE depois de ouvir a defesa de Lula, a favor do registro da candidatura.

Em razão desse quadro jurídico, o Ibope pesquisou outro cenário, com o atual candidato a vice na chapa de Lula, Fernando Haddad.

Nesse cenário, o resultado seria:

  • Jair Bolsonaro (PSL): 20%
  • Marina Silva (Rede): 12%
  • Ciro Gomes (PDT): 9%
  • Geraldo Alckmin (PSDB): 7%
  • Fernando Haddad (PT): 4%
  • Alvaro Dias (Podemos): 3%
  • Eymael (DC): 1%
  • Guilherme Boulos (PSOL): 1%
  • Henrique Meirelles (MDB): 1%
  • João Amoêdo (Novo): 1%
  • Cabo Daciolo (Patriota): 1%
  • Vera (PSTU): 1%
  • João Goulart Filho (PPL): 1%
  • Branco/nulos: 29%
  • Não sabe/não respondeu: 9%

Sobre a pesquisa

  • Margem de erro: dois pontos percentuais para mais ou para menos
  • Quem foi ouvido: 2002 eleitores em 142 municípios
  • Quando a pesquisa foi feita: de 17 a 19 de agosto
  • Registro no TSE: protocolo nº BR‐01665/2018
  • nível de confiança utilizado é de 95%. Isso quer dizer que há uma probabilidade de 95% de os resultados retratarem o atual momento eleitoral, considerando a margem de erro;
  • 0% significa que o candidato não atingiu 1%; traço significa que o candidato não foi citado por nenhum entrevistado.

G1

 

Azevedo admite apoio do PSB da Paraíba a Ciro em caso de Lula ser barrado no TSE

Candidato ao Governo do Estado com o apoio do governador Ricardo Coutinho,, João Azevedo (PSB), admitiu a possibilidade do partido da Paraíba caminhar com a candidatura presidencial de Ciro Gomes no caso do ex-presidente Lula ser barrado da disputa pelo Tribunal Superior Eleitoral (TSE).

Com a declaração, ele praticamente sepulta o apoio dos socialistas ao presidenciável do PDT da vice governadora Lígia Feliciano.

“A partir do momento que não se concretizar, se não se concretizar a candidatura de Lula o partido tem que tomar outra decisão aqui na Paraíba”, destacou

Ele apontou que a decisão teria que passar pelo crivo da executiva estadual em reunião após a possível concretização da inelegibilidade de Lula.

“Pode ser, o partido vai se reunir com a executiva estadual para definir o posicionamento”, disse.

PB Agora

Ciro Gomes vai à delegacia buscar filho preso após tentar subornar policiais

 

O filho do ex-governador do Ceará, Ciro Gomes, com a ex-senadora Patrícia Saboya, foi preso na manhã desse sábado (24) em Fortaleza. Ciro Saboya Ferreira Júnior após provocar um acidente de trânsito no cruzamento entres duas avenidas. De acordo com os policiais que efetuaram a prisão, o carro conduzido pelo filho de Ciro Gomes estava cheio de bebidas alcóolicas e copos sujos no interior do veículo.

Ao ser informado da presença do filho em uma delegacia, Ciro Gomes seguiu para local onde acompanhou o depoimento do jovem à polícia.

Um agente da Autarquia Municipal de Trânsito disse que ‘Cirinho’, como é conhecido, apresentava “sinais de embriaguês”.

“Ele se recusou a fazer o teste o etinômetro, foi realizado o termo de recusa. O veículo dele estava com licencimanto em atraso e foi apreendido e levado para o Detran”, disse Leonardo Duarte, agente da AMC.

Segundo policiais que não quiseram se identificar, ‘Cirinho’ teria tentado subornar os policiais oferecendo R$40,00 de ‘propina’ e, por isso, acabou sendo conduzido para o segundo Distrito Policial.

Da delegacia, o filho de Ciro foi encaminhado para a realização de exames no Instituto Médico Legal.

Um major da PM pediu que a imprensa se retirasse do interior da delegacia e ameaçou prender, por desacato, quem permanecesse no local.

O delegado Geral da Polícia Civil, Luís Carlos Dantas, e o delegado Andrade Júnior chegaram ao 2ºDP sem falar com os jornalistas. Por volta das 10 horas da manhã, Cirinho foi levado em uma van cinza para realizar exames toxicológicos no Instituto Médico Legal.

Na van cinza, embarcaram, além de Cirinho, o ex-ministro Ciro Gomes e o delegado Luís Carlos Dantas.

A assessoria da Polícia Militar disse que só vai se pronunciar oficialmente sobre o caso na segunda-feira (16). Familiares também evitaram pronunciamentos à imprensa.

Fonte: JangadeiroOnline
Focando a Notícia

Ciro Gomes diz em entrevista que ficou muito decepcionado com Aércio Neves

Ciro Gomes (PSB) declara-se “decepcionado” com Aécio Neves (PSDB). Responsabiliza-o pelo desembarque do PT do prejeto reeleitoral de Márcio Lacerda (PSB), prefeito de Belo Horizonte.

Tido como aliado eventual de Aécio em 2014, Ciro declara-se desde logo um apoiador de Dilma Rousseff. Sem mencionar o nome de Eduardo Campos (PSB), refuge-lhe as pretensões presidenciais.

Para Ciro, o PSB teve sua chance de disputar o Planalto em 2010, quando ele frequentava o rol de candidatos com o segundo melhor desempenho nas pesquisas. Escanteado por Eduardo, presidente do PSB, Ciro como que dá o troco.

“Temos uma obrigação moral com a presidenta Dilma. Nossa vez de ter lançado candidato próprio era na vez passada”, disse Ciro, numa entrevista ao repórter Lauriberto Braga. Se quiser entrar no jogo agora, ele declarou, o PSB deve entregar imediatamente os cargos que ocupa no governo. Disponível aqui, a entrevista vai reproduzida abaixo:

A Operação BH pode prejudicar a aliança do PSB com o PT em 2014? Nós compreendemos, guardando aí a história do Brasil, que eleição municipal é episódio que por regra se exaure por si mesmo. Claro que desgastes, mal-entendidos, tristezas e frustrações podem gerar consequências futuras. Mas, em Belo Horizonte, está acontecendo um caso muito específico que é consequência de um erro, na minha opinião primário, que o Aécio Neves cometeu.

Que erro foi esse? Eu disse a ele, quando fomos conversar, que ele cometeu um erro primário. O Aécio resolveu sair de uma posição que o distinguia, que o elevava, que o punha em alto nível, sendo talvez a única exceção do Brasil a partir de Belo Horizonte, onde a conflagração estéril e miúda entre o PT e PSDB imposta por São Paulo ao Brasil mostrava que era possível fazer diferente. E isso produziu como consequência uma convergência com o PSB e uma administração de melhor avaliação do País. Portanto, não só a qualidade política distinguiu o Aécio nessa aliança, como a consequência desse gesto, vamos dizer generoso, político superior, de alto nível, produz a melhor administração em capitais do Brasil. Isso credenciava o Aécio a ser considerado de forma distinta pelo exemplo, menos pela retórica. E ele, inacreditavelmente, acho que por influência da alienação política que Brasília provoca nas pessoas, resolveu forçar a mão em cima do Marcio Lacerda para provocar o fim da aliança com o PT e precipitar em Belo Horizonte uma disputa completamente extemporânea, descabida, pela Presidência da República.

A conversa que o senhor teve com Aécio Neves respinga em 2014? Minha afeição, meu apreço, meu respeito, meu carinho pelo Aécio não mudam. Mas eu preciso dizer em alto e bom som que fiquei muito decepcionado com este movimento dele.

O senhor não apoiaria mais Aécio para presidente do Brasil em 2014? Nós nunca tivemos uma relação fora de Minas Gerais. Se o Aécio fosse candidato à Presidência da República numa certa circunstância, no passado, eu admitiria votar nele, porque acho que ele seria importante para o Brasil nessa circunstância de exemplo de político. Mas esta confrontação estéril, despolitizada, entre o PT e o PSDB de São Paulo tem provocado muita coisa ruim no Brasil. Quando Fernando Henrique Cardoso tomou posse, ele era claramente uma novidade importante para o país. O PT se recusa a apoiar o Fernando Henrique e ele se abraça com o PFL e o PMDB. Não propriamente com os partidos, mas com a escória desses partidos. Em seguida o Lula ganha a Presidência da República. O PSDB então, incrivelmente, se recusa a dialogar com Lula. E Lula se obriga a confraternizar, de novo, com a escória da política brasileira. De maneira que o que muda do PSDB para o PT é só a escória que não sai do poder no Brasil.

Como será a disputa em 2014? Na minha opinião, nós temos uma obrigação moral com a presidenta Dilma. Nossa vez de ter lançado candidato próprio era na vez passada. Porque não havia uma candidatura natural. O Lula encerrava um ciclo. Eu tinha o segundo lugar nas pesquisas. Como percebemos o movimento contra a minha pessoa e fui da opinião de votar logo no primeiro turno na Dilma, agora participamos do governo da Dilma e eu cultivo a lealdade.

Só 2018, então? É. Uma vocação natural do partido é disputar. E podemos até disputar em 2014, mas temos que sair publicamente agora do governo e dizer qual o projeto melhor que temos para oferecer ao povo brasileiro. Mas agora estamos apoiando é a Dilma.

E a eleição em Fortaleza? Nós, liderados pelo governador Cid Gomes, nos esforçamos até a undécima hora para votar num candidato do PT, desde que tivesse autonomia em relação à atual administração e pudesse sinalizar respeitosamente para Fortaleza que o clamor por mudança seria atendido. Infelizmente não conseguimos, pois os companheiros do PT não convenceram a prefeita, que tem o controle da burocracia, e isso nos levou a romper com a obrigação de apoiar o candidato do PT.

josiasdesouza.blogosfera

Em Fortaleza, grupo dissidente do PSB apoia PT e Ciro chama o líder dos descontentes de verme

Um pedaço do PSB de Fortaleza fugiu ao controle dos irmãos Cid e Ciro Gomes. Ex-presidente do partido na capital cearense, Sérgio Novais e o grupo dele decidiram abrir uma dissidência –‘Frente de Esquerda Socialista’— e apoiar o candidato a prefeito do PT, Elmano de Freitas, contra Roberto Cláudio, do PSB.

Sérgio Novais mede forças com o governador Cid e o ex-quase-tudo Ciro desde o ano passado. Empurrado para fora do comando do PSB municipal, ele atribui o infortúnio à dupla. Ao discursar no ato de constituição da dissidência, apresentou o movimento como uma reação à “perseguição política” dos irmãos Gomes.

Ouvido, Ciro deu de ombros para a dissidência. Tachou-a de “irrelevante”. De fato, o efeito é mais político do que prático. O tempo de tevê e a máquina do PSB continuam a serviço de Roberto Cláudio. Porém, o palavreado de Ciro como que acusou o golpe: “Ele é um verme!”, disse, referindo-se a Sérgio Novais.

Há três dias, numa reunião da executiva nacional do PSB, Ciro já havia se dirigido ao desafeto no seu melhor estilo. “Você é um canalha”, gritara para Sérgio Novais que, alvejado, reagiu: “Canalha é você.” Como se vê, o PSB do Ceará faz política com o verbo em riste.

josiasdesouza.blogosfera