Arquivo da tag: cineasta

Filme de cineasta paraibano, rodado em Campina com atriz global, estreia em circuito nacional

filme paraibanoO primeiro filme paraibano, rodado em Campina Grande, estreia em circuito nacional nesta quinta-feira (22), nas salas de cinema do Rio de Janeiro e em Aracaju. Trata-se do longa-metragem “Tudo Que Deus Criou”, dirigido pelo paraibano André da Costa Pinto. O filme tem no elenco nomes como Letícia Spiller, Guta Stresser, Maria Glays e Paulo Vespúcio. Na semana passada, o filme foi lançado em Porto Alegre no RS.

Baseado em uma história real, a trama de “Tudo que Deus Criou” acompanha o cotidiano do jovem Miguel, que precisa driblar traumas e obstáculos e sente a necessidade de sustentar a família dele, vivendo uma espécie de triângulo amoroso com os personagens interpretados por Letícia Spiller e Paulo Vespúcio. A mãe de Miguel, Da Guia (Maria Gladys), sua irmã Ângela (Guta Stresser) e seu cunhado (Claudio Jaborandi) formam uma família urbana de classe média-baixa que enfrenta nuances de alegria, amor e um misto de tragédia.

CURTA o FOCANDO A NOTÍCIA no Facebook
O filme que já participou de vários festivais no Brasil, devem chegar nas salas de cinema de Campina Grande e João Pessoa na próxima semana. Exibições em São Paulo e Salvador, Natal e Maceió também estão programadas. André da Costa Pinto alerta que se as salas conseguirem um bom número de espectadores, o filme ficará mais tempo em cartaz.

Para o diretor,que recentemente falou com exclusividade ao PBAgora,  essa estreia em circuito nacional é um marco para a Paraíba, e mostra que mesmo com poucos investimentos, o Estado ainda tem potencial para produzir grande filmes. Segundo ele, a produção audio visual no Estado vive um bom momento, principalmente, devido a nova safra de atores, produtores e diretores. “A estreia de Tudo Que Deus Criou” é um marco pra história da Paraíba e do cinema do Nordeste. Com isso nós conseguimos mais investimentos para conseguir fazer mais filmes”, explicou.

Aos 26 anos, nascido na Paraíba, o diretor idealizador do Comunicurtas, o festival de áudio visual de Campina Grande, promovido pela UEPB, tem no currículo o curta documental “Amanda & Monick”, exibido e premiado em diversos festivais do país, e o longa ficcional “Tudo o que Deus Criou”.

Como um Forrest Gump da Paraíba, o cineasta André da Costa Pinto, gosta de contar histórias incríveis. Incríveis até demais, pois cabe aqui o sentido literal da palavra: difíceis de acreditar.

Em filmes, ele já falou de uma cega ninfomaníaca e virgem, um ex-frade paraibano que virou político transexual pioneiro na França e um senhor que, a partir de sonhos, esculpia obras comparadas às de Leonardo da Vinci.

O longa paraibano “Tudo que Deus Criou”, de André da Costa Pinto tem ao menos um trunfo para chamar a atenção: a presença da atriz global Letícia Spiller. Como uma cega de trinta anos que está atrás de sua primeira experiência sexual com um homem, a atriz se reinventa e se coloca dentro de um outro patamar em sua carreira com o filme, que faz parte da Mostra Olhares Brasil do Olhar de Cinema – Festival Internacional de Curitiba.

A personagem de Letícia, contudo, divide o protagonismo com dois outros: um jovem que se traveste à noite para ganhar a vida e um trabalhador dos correios que, depois de ficar viúvo, começa a ter um caso com tal jovem.

Outro papel importante é o de Guta Stresser, ainda que menor e menos essencial para a trama que o de Spiller. Direto de “A Grande Família”, Guta faz uma pobre dona de casa com sérios entraves sexuais. Ela está bem nesse papel, provando que tem potencial muito maior do que seus trabalhos anteriores no cinema e na televisão fariam supor. Percebe-se na tela o quanto a doação de Guta ao papel foi intensa.

Mas a surpresa mesmo é ver Letícia Spiller em um papel ousado, com uma lente de contato falsa que chama a atenção, talvez excessivamente, para sua cegueira. Ela vai frequentemente ao correio para ouvir histórias e poemas que o viúvo lê para ela com paciência e a tensão de quem também carrega alguns traumas.

PBAgora

Filho do cineasta Eduardo Coutinho é preso pelo assassinato do pai no Rio

Coutinho adorava mostrar pessoas simples em cenas comuns do dia a dia (Foto: GloboNews)
Coutinho adorava mostrar pessoas simples
em cenas comuns do dia a dia
(Foto: GloboNews)

O filho do cineasta Eduardo Coutinho, morto a facadas aos 80 anos neste domingo (2), em sua casa, na Lagoa, zona sul do Rio, está preso, segundo a Polícia Civil. Daniel Coutinho, 41 anos, é o principal suspeito do crime e está internado no Hospital Miguel Couto, sob custódia. A mulher do cineasta, Maria das Dores Coutinho, 62 anos, também foi esfaqueada e está hospitalizada em estado grave. A Divisão de Homicídios da Polícia Civil investiga o caso.

CURTA o FOCANDO A NOTÍCIA no Facebook

Daniel, que supostamente sofre de problemas mentais, passou por cirurgia e está internado na unidade intermediária do hospital, segundo a Secretaria Municipal de Saúde. Ele levou duas facadas no abdômen e tem quadro estável. De acordo com policiais do batalhão do Leblon, que foram ao apartamento do cineasta, na Rua Lineu de Paula Machado, moradores disseram que o filho surtou, esfaqueou os pais e depois tentou o suicídio.

A mãe dele levou dois golpes de faca nos seios, três no abdômen e teve ainda uma

lesão no fígado. Ela também já  passou por cirurgia e seu estado de saúde é grave, segundo a Secretaria Municipal de Saúde. O corpo do cineasta foi levado para o Instituto Médico Legal (IML).

Fachada do prédio do cineasta Eduardo Coutinho na Rua Lineu de Paula Machado, 826, no Jardim Botânico (Foto: Bia Guedes / Parceira / Agência O Globo)Fachada do prédio de Eduardo Coutinho na Rua
Lineu de Paula Machado, 826, no Jardim Botânico
(Foto: Bia Guedes / Parceira / Agência O Globo)

O Corpo de Bombeiros informou que a chamada para a ocorrência no apartamento de Coutinho foi feita às 11h48. Homens do quartel do Humaitá constataram que o cineasta já estava morto ao chegar no local, e levaram os outros dois feridos para o Miguel Couto.

Um dos primeiros a se manifestar sobre a morte do diretor foi o também cineasta Cacá Diegues. “Ele era muito respeitado, era um mestre, os jovens cineastas do Brasil respeitavam muito ele. Coutinho era uma pessoa acima do bem e do ma”, declarou.

O também diretor de cinema Jorge Furtado ficou chocado com a notícia. “A morte do Coutinho é uma tragédia do cinema brasileiro, ele é um dos maiores documentaristas do mundo, um grande pensador do cinema.”

GNews - Eduardo Coutinho (Foto: globonews)Coutinho adorava mostrar pessoas simples
em cenas comuns do dia a dia
(Foto: GloboNews)

Carreira
Considerado um dos maiores documentaristas do Brasil, o paulistano Coutinho é ganhador do Kikito de Cristal, principal premiação do cinema nacional, pelo conjunto da obra. Entre seus principais filmes estão “Edifício Master”, “Jogo de cena”, “Babilônia 2000” e “Cabra Marcado para Morrer”.

Em junho do ano passado, ele e o também cineasta José Padilha (autor dos filmes “Tropa de Elite 1 e 2”) foram convidados a integrar a Academia de Artes e Ciências Cinematográficas, responsável pela premiação do Oscar.

Em toda a carreira, Coutinho dirigiu, entre longas e curtas, 20 filmes, segundo informações do site IMDB. São eles:
As Canções, de 2011
Um Dia na Vida, 2010
Moscou, 2009
Jogo de Cena, 2007
O Fim e o Princípio, 2006
Peões, 2004
Edifício Master, 2002
Porrada, 2000
Babilônia 2000, 1999
Santo Forte, 1999
Boca de Lixo, 1993
O Fio da Memória, 1991
Santa Marta, 1987
Cabra Marcado Para Morrer, 1985
Exu, Uma Tragédia Sertaneja 1979
Teodorico, o Imperador do Sertão, 1978
Seis Dias de Ouricuri, 1976
Faustão, 1971
O Homem Que Comprou o Mundo, 1968
O ABC do Amor, 1967

Entrevista exclusiva
Ao G1, em 2013, o cineasta contou não ser uma pessoa tímida e disse ser fácil se apresentar para grandes plateias, como ocorreu no Festa Literária Internacional de Paraty de 2013. Ele também deu detalhes de seus filmes e de como conseguia tirar o máximo de cada entrevistado.

Coutinho explicou que seus temas principais sempre foram os mais simples do dia a dia. “O que é viver? Para quê estudar? Para quê dinheiro?”, afirmou, dizendo que as perguntas mais básicas sempre são as mais interessantes.

Na entrevista, o diretor também deu uma sugestão do que poderia ser um bom documentário atual. Segundo Coutinho, as manifestações de rua vistas em junho de 2013 no país também valeriam um filme, desde que ele se propusesse a discutir o assunto. “Bom é o filme que faz perguntas, o que tem respostas, você joga no lixo”, comentou.

 

G1

‘Cine Municipal’ será lançado juntamente com DVD do cineasta Vladimir Carvalho

 

O prefeito de João Pessoa (PMJP), Luciano Agra, lança nesta sexta-feira (18) mais um projeto cultural. Trata-se do ‘Cine Municipal’, que acontecerá mensalmente com o objetivo de aproximar servidores públicos da sétima arte. O evento acontece, às 20h, no auditório do Centro Administrativo Municipal (CAM), em Água Fria. Na ocasião, será lançado em DVD o documentário ‘Rock Brasília – Era de Ouro’, do cineasta paraibano Vladimir Carvalho, que foi selecionado para ser um dos representantes do País no Festival de Cinema Brasil/Nova Iorque.

O novo projeto da Fundação Cultural de João Pessoa (Funjope) também promove maior intercâmbio entre realizadores paraibanos, que se destacam no cinema nacional, e profissionais ligados à área, residentes na Capital. Nesta primeira edição, o convidado é Vladimir Carvalho, importante nome da cinematografia do País, radicado há décadas em Brasília.

Sessões – Na sessão desta sexta-feira, o documentário ‘Rock Brasília – Era de Ouro’ será exibido para o prefeito e convidados, entre os quais especialistas na área de audiovisual. Na terça-feira (22), a Funjope promove outras duas sessões, às 10h e 16h, voltadas aos servidores municipais do CAM. O DVD do filme ficará disponível para venda no local do evento.

Reconhecimento internacional – ‘Rock Brasília – Era de Ouro’ foi selecionado para o Festival de Cinema Brasil/NY, que será realizado de 6 a 14 de junho deste ano. O diretor Vladimir Carvalho estará presente no evento juntamente com o seu produtor, Marcus Ligocki. Ambos vão aproveitar a ocasião para fazer contatos com distribuidores internacionais para negociar a exibição comercial do filme no exterior.

A exibição em Nova Iorque vem depois de outras conquistas alcançadas, como a premiação do documentário no último Festival de Paulínia (SP). O documentário de Vladimir Carvalho também foi reconhecido como o melhor filme, a melhor direção e a melhor trilha sonora do Festival de Cinema de Blumenau (SC). Aliás, o realizador passa por um momento especial, pois recebeu recentemente o título de professor emérito da Universidade de Brasília (UNB), onde foi professor de Cinema.

Rock brasileiro na tela – O mais recente documentário de Vladimir reúne depoimentos inéditos dos artistas que fizeram parte do movimento brasileiro inspirado nos punks de Londres. Entre eles estão Renato Russo, Dado Villa-Lobos e Marcelo Bonfá, do Legião Urbana; Dinho Ouro Preto, Fê e Flávio Lemos, do Capital Inicial; e Philippe Seabra, do Plebe Rude. Também há espaço para os depoimentos daqueles que tiveram algum vínculo com esse grupo, a exemplo de Herbert Vianna, do Paralamas do Sucesso, e Caetano Veloso.

Atualmente, o diretor segue acompanhando o lançamento do DVD do filme em diversas cidades do País, incluindo João Pessoa, onde o filme obteve calorosa recepção em sessão especial realizada no FestAruanda.

Secom da PMJ para o Focando a Notícia