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Câncer de pênis por má higiene matou cinco homens em 2019

Assim como a higiene do nosso corpo, com o banho diário, dar atenção aos órgãos sexuais também é uma forma de cuidar da saúde. Infelizmente, para muitos homens e muitas mulheres, o assunto ainda é visto como tabu. Conversar sobre as “partes baixas” é certeza de faces ruborizadas, risos nervosos e fugas pela tangente.

Há os que, além de não tocarem – nem no assunto em nem no local – sequer têm coragem de tirar dúvidas com o médico e – pior ainda – não fazem a higiene corretamente. Por conta disso, correm o risco de desenvolver doenças, algumas com sequelas graves e que podem levar à morte.

A doença inflamatória pélvica, transmitida pelas bactérias Neisseria gonorrhoeae e Chlamydia trachomatis, é uma delas. O mal pode levar à esterilidade e, se não tiver tratamento precoce, provoca sepse e óbito. De 2009 a 2018, foram 16 mortes na Paraíba associadas a essa doença. Até o fim de setembro, duas mortes.

Portanto, não se trata apenas de uma questão de banho básico, de usar um desodorante íntimo para camuflar um odor mais forte, usar um hidratante na pele ou uma depilação, mas fazer a limpeza correta, lavar e secar bem e procurar um médico sempre que surgirem sinais diferentes do normal como coceira, corrimento, dor. Só ele pode diagnosticar o que há de errado e recomendar os produtos ou medicações indicados para cada situação, evitando o aparecimento – ou a piora – de patologias.

E tem outros pormenores nessa história. Pelas diferenças físicas, homens e mulheres precisam de métodos específicos nesse processo, tanto no que diz respeito à higiene quanto à saúde. Essas atitudes fazem parte da prevenção de doenças e incômodos futuros na ‘área de lazer’. Enquanto elas buscam o ginecologista para complementar a sequência de cuidados, eles vão – ou deveriam ir – ao urologista.

Ginecologista explica tudo

Os cuidados com as partes íntimas têm que ser diários, mas nos dias mais quentes, a higiene íntima feminina deve ser realizada pelo menos três vezes ao dia com utilização dos dedos para lavar os órgãos genitais externos – a vulva – e, de preferência, com sabonete líquido.

O produto em barra pode modificar o PH – que é a medida do nível da acidez da região – facilitando a proliferação de bactérias, fungos, entre outros invasores. A explicação é da ginecologista Laura Maia, membro da Sociedade Paraibana de Ginecologia.

Ela ressaltou que é desnecessária a utilização de duchas ou outros meios para fazer a higiene íntima. Esse tipo de acessório, conforme a especialista, pode provocar lesões na pele.

Passa o dia inteiro fora de casa?

Dê preferência às saias e vestidos, pois são roupas que permitem uma ventilação adequada. Outra orientação é trocar as roupas íntimas ao menos uma vez ao dia e, quando possível, dormir sem calcinha ou com roupas largas para aumentar a ventilação dos genitais.

Banhos

O banho deve ser com água corrente para favorecer a remoção mecânica das secreções. Concluída esta etapa, é preciso secar cuidadosamente as áreas lavadas com toalhas de algodão secas e limpas, que não agridam a região.

“Os banhos de assento só são indicados se houver recomendação médica, onde se prioriza o efeito medicamentoso de algumas substâncias prescritas ou onde quer se aproveitar os efeitos físicos promovido pela temperatura da água”, ressaltou Laura Maia. Para evitar o ressecamento local, o tempo de higiene genital não deve ser superior a dois ou três minutos.

Depilação

Toda mulher sabe que a depilação íntima promove uma sensação de limpeza e conforto da área genitoanal, e ela está liberada pelos ginecologistas, mas sem excessos. A frequência deve ser a menor possível, segundo a ginecologista, contudo a extensão da área depilada dependerá da individualidade de cada mulher. “É preciso lembrar que o excesso de pelos pode contribuir para o acúmulo de resíduos e secreções”, destacou.

Após a depilação, o uso de substâncias calmantes – como água boricada e soluções de camomila – pode ajudar. “As peles ressecadas deverão ser hidratadas assim como se faz nas demais áreas do corpo”, lembrou. Para isso, deve ser usado um hidratante não oleoso, abrangendo apenas as regiões de pele, sem englobar a mucosa.

Higiene íntima não é higiene interna

Cada fase da vida deve ser respeitada, mas os cuidados de higiene são semelhantes em mulheres adultas e crianças. Nas adultas, um dos alertas da ginecologista Laura Maia é não confundir a higiene íntima com a ‘higiene interna’. “Esta última, é desnecessária e pode produzir mudança da flora normal da vagina”, frisou.

Ainda de acordo com a médica, a presença de bactérias do grupo Lactobaccilus sp tem fundamental importância em manter o PH ácido. A associação do grupo Lactobaccilus sp  com a higiene adequada auxilia na proteção da região.

Nas crianças, a higiene deve ser feita da mesma maneira da adulta, lembrando que o uso de fraldas pode provocar dermatites pelo contato com a urina e as fezes. As mamães devem ficar atentas: limpeza sempre da frente para trás. Nos adolescentes, um dos problemas comuns é a foliculite – tipo espinha – por conta da oleosidade da pele.

Período menstrual e absorventes

No período menstrual, o sangue pode funcionar como meio de cultura para crescimento de bactérias. Por isso, a higiene deve ser intensificada. O ideal é que a troca dos absorventes seja feita várias vezes, sem ultrapassar o período de quatro horas. Além disso, o conselho é lavar a região íntima com maior frequência, principalmente se o fluxo for intenso.

Nos casos em que há muita transpiração, perda de urina ou se houver secreção vaginal excessiva, o uso de absorventes externos sem película plástica – os famosos protetores diários – pode ser uma boa indicação para diminuir a umidade local, segundo Laura Maia. O espaço entre uma troca e outra também não deve ultrapassar quatro horas.

Quem usa absorventes internos deve evitar o exagero. “Eles devem ser utilizados esporadicamente. Por exemplo, para práticas esportivas, e principalmente, nas aquáticas”, recomendou.

E depois do ‘número dois’? Limpar ou lavar?

A higiene após a evacuação também é uma forma de prevenir problemas e a recomendação da ginecologista Laura Maia é lavar a região, o que deve sempre ser feito de frente para trás – dica que também vale para o uso do papel higiênico. A medida ajuda a evitar a contaminação das bactérias provenientes da região anal.

Quando a rotina diária não permite o asseio adequado, podem ser utilizados lenços umedecidos na limpeza. Ela ressaltou, porém, que os perfumados devem ser evitados, pois podem irritar a pele.

Camisinha sempre

O uso do preservativo tem importância tanto na prevenção das infecções sexualmente transmissíveis quanto para evitar uma gravidez indesejada.

Na hora do amasso

Uma recomendação importante da ginecologista Laura Maia para evitar o aparecimento de doenças é procurar urinar antes e depois do ato sexual.

Algumas doenças que podem ser prevenidas

  • Escabiose
  • Herpes genital
  • Tricomoníase
  • HIV
  • Sífilis
  • Hepatite C
  • Monilíase.

Fonte: Laura Maia, ginecologista.

Sinais de que algo não vai bem

  • Mau cheiro
  • Vermelhidão
  • Prurido (coceira)
  • Corrimento
  • Dor
  • Bolhas
  • Feridas (úlceras)

79

É o número de óbitos, na Paraíba, por câncer de pênis no período de 2009 a 2018. Em 2019, até o mês de setembro, foram 5 óbitos. A doença, conforme o Ministério da Saúde, está associada à má higiene íntima.

E os meninos? 

Os meninos também precisam seguir algumas regrinhas para cuidar da área genital, lavando bem a região com água e sabão durante o banho, enxugando bem depois. Ao urinar, a orientação do urologista George Guedes Pereira, é manter retraída a pele do prepúcio para evitar que as últimas gotas de urina fiquem acumuladas na glande, deixando-a úmida. Isso pode causar mau odor ou proliferação de fungos.

“As micoses são as infecções mais frequentes na região da glande e prepúcio decorrentes de má higiene”, disse. Diabéticos têm maior predisposição ao aparecimento deste tipo de infecção. O médico explicou que, às vezes, secreções podem se acumular sob o prepúcio, que é a pele da extremidade do pênis que recobre a glande. Se esta área não estiver bem limpa, estas secreções acumuladas se transformam em esmegma, uma substância espessa e mal cheirosa, composta de secreções oleosas da pele, juntamente com células mortas da pele e bactérias.

O problema é mais comum em homens com fimose, mas pode ocorrer em qualquer pessoa com prepúcio, se este não é regularmente recolhido para limpar a glande. “A maioria dos especialistas acredita que o esmegma em si, provavelmente não causa câncer de pênis, mas pode irritar e inflamá-lo, o que pode aumentar o risco da doença”, alertou.

Roupas íntimas

As roupas íntimas de algodão e mais folgadas são as mais recomendáveis aos homens. As apertadas comprometem o funcionamento testicular e o atrito de sungas ou cuecas lavadas ou secas de forma inadequada ocasionam abrasões na virilha com inoculação de fungos. Daí, pode surgir um tipo de micose mais frequente no verão em que surge uma mancha escura ou vermelha na região.

Quando procurar um especialista

  • Dor na região genital, durante ou após a micção, relações sexuais ou o banho;
  • Aparecimento de manchas ou verrugas na pele da região genital;
  • Aumento do volume associada ou não a dor nos testículos.

Depilação e foliculite

A depilação genital pode predispor ao aparecimento de inflamações da raiz do pelo, a foliculite, que inicialmente pode se assemelhar a uma ‘espinha’. Para evitar que isso aconteça, o urologista George Guedes Pereira recomenda que se preserve um comprimento de pelo suficiente para que ele se dobre – e não espete sua raiz – ao ser pressionado contra a pele.

Prevenindo para não remediar

Diante da iniciação sexual cada vez mais precoce dos jovens e do aumento crescente na incidência das doenças sexualmente transmissíveis (DSTs) na população em geral, o especialista George Guedes Pereira ressalta que é fundamental o uso de preservativo em todas as relações.

“É de fundamental importância a obrigatoriedade do uso de preservativos durante o ato sexual. O desejo, a oportunidade, o desconhecimento, o excesso de autoconfiança, levam ao negligenciamento de sua utilização. Eles precisam ser conscientizados dos riscos e implicações inerentes que persistirão por meses após esse prazer fugaz, podendo perdurar até pelo resto de suas vidas”, alertou.

Para o urologista, a questão dos hábitos de higiene e cuidados com a saúde são assuntos que precisam ser abordados abertamente nas escolas por professores ou agentes de saúde capacitados. “Os jovens estudantes são igualmente semeadores de informações em seus ambientes familiares e grupos sociais”, lembrou.

E então, o que é fimose?

Fimose é a condição médica em que o prepúcio encontra-se em excesso. Nem sempre requer tratamento cirúrgico, conforme o urologista George Guedes Pereira. “A cirurgia pode ser indicada naqueles que apresentem dificuldade em exteriorizar a glande com o pênis em estado de ereção ou mesmo flácido, causando desconforto às relações sexuais, prejudicando o uso de preservativos ou até a higiene, nos portadores de balanopostite de repetição, que é a inflamação da glande e prepúcio mais comumente por fungos”, esclareceu.

No entanto, quem passou pela correção cirúrgica tem menos predisposição a desenvolver alguns tipos de DSTs ou até mesmo câncer de pênis. “O freio meatal, uma prega que liga o prepúcio ao meato da uretra, exerce a função fisiológica de ocluir a uretra durante a penetração do pênis, impedindo a entrada  de secreções que possam contaminar. Deve-se, portanto preservá-lo o suficiente para que exerça esse papel”, completou.

*Texto de Lucilene Meireles, do Jornal CORREIO

 

 

Motorista suspeito de atropelar cinco pessoas em calçada, em Areia, PB, se apresenta à polícia

O motorista suspeito de atropelar cinco pessoas da mesma família em uma calçada, na cidade de Areia, no Brejo paraibano, se apresentou à Polícia Civil na manhã desta quinta-feira (3). Além de Alíson Teixeira de Sobral, que dirigia o veículo, o acompanhante, Antônio José da Silva, também se apresentou com advogado na Central de Polícia Civil de Campina Grande.

Em depoimento à polícia, a defesa dos suspeitos disse que apenas o dono do veículo, que estaria de passageiro na noite do atropelamento, havia ingerido bebida alcoólica. A defesa alegou também que Alíson Teixeira de Sobral, que dirigia o carro, não tinha Carteira Nacional de Habilitação, mas que o dono do veículo, Antônio José da Silva, não sabia disso.

Ainda em depoimento à polícia, a defesa afirmou que o carro em que os dois homens estavam teria apresentado uma falha no momento de atropelamento e que, por isso, o motorista teria perdido o controle do veículo e causado o acidente.

O atropelamento aconteceu no dia 22 de setembro. Uma menina de 6 anos, atingida pelo veículo, teve morte cerebral no Hospital de Emergência e Trauma de Campina Grande. Cinco pessoas foram vítimas do acidente. Todas elas foram encaminhadas para o Trauma. Uma mulher e um menino não resistiram aos ferimentos e morreram na unidade de saúde. Um homem também passou por uma cirurgia e uma outra criança recebeu alta.

Desde a terça-feira (1º), os dois suspeitos eram considerados foragidos após descumprirem um acordo feito com a Polícia Civil e não comparecerem à delegacia para prestar depoimento do caso.

Antônio José é o dono do carro que atropelou as vítimas, mas estava no banco do passageiro no momento do acidente. A suspeita da polícia é de que os homens estavam embriagados. A polícia entrou com uma representação pela prisão preventiva da dupla.

Até as 11h20 desta quinta-feira, as informações do delegado eram de que os dois suspeitos continuavam na Central de Polícia Civil de Campina Grande prestando depoimento.

Família foi atropelada quando ia para igreja

De acordo com relatos de testemunhas, o veículo descia uma ladeira conhecida como “Chã”. O motorista perdeu o controle do carro, invadiu uma calçada, colidiu no muro de três casas e atingiu as cinco vítimas que estavam indo para a igreja.

Foram atingidos uma mulher, de 33 anos, um homem, de 28 anos, um menino, de 9 anos, uma garota, de 6 anos, e outra menina, de 4 anos. O motorista do veículo e o passageiro fugiram do local do acidente. Segundo testemunhas, os homens apresentavam sinais de embriaguez.

Menina de 6 anos teve morte cerebral

A menina de 6 anos, uma das vítimas atropeladas pelos suspeito, que está internada no Hospital de Emergência de Trauma de Campina Grande, teve morte cerebral no dia 26 de setembro. Segundo as informações da unidade hospitalar, desde o dia em que deu entrada no local, a menina estava em estado grave. Ela passou por uma cirurgia, ficou internada na UTI infantil do hospital e, após quatro dias, apresentou morte cerebral.

G1

 

Cinco são presos durante operação policial nas cidades de Caiçara e Logradouro

Na manhã dessa segunda-feira (08), nas cidades de Caiçara-PB e Logradouro-PB, a Polícia Civil (8ªDSPC) e a Polícia Militar-PB (4ºBPM), em ação conjunta, deram cumprimento a 09 mandados de busca e 02 de prisão.

Na ocasião, 5 pessoas foram presas em flagrante delito ou por força das ordens judiciais: Maria Lúcia Henrique da Silva (52 anos), Sebastião de Souza (65 anos), Cosmo Manoel da Silva (31 anos), Francisco de Assis Laurentino dos Santos (NENÉM DE BIRRIM) e o presidiário José Tibério da Silva (atualmente, no  presídio João Bosco Carneiro, em Guarabira-PB). A

Ainda como parte dessa mesma ação policial, na última sexta-feira (5), outro presidiário (também da penitenciária de Guarabira) Fabiano Gomes, líder do grupo, teve um mandado de prisão cumprido em seu desfavor.

Aos acusados são atribuídos diversos crimes: homicídios, tráfico de drogas, roubos e posse de armas de fogo.

 

Pedro jr

 

 

4º BPM participa de lançamento de projeto de arborização de cinco cidades da região

Policiais do 4º BPM (Batalhão de Polícia Militar) participaram, na semana passada, do lançamento do projeto “Muda: mude de vida, plante uma árvore!” que será desenvolvido nas cidades de Alagoa Grande, Alagoinha, Mulungu, Juarez Távora e Araçagi, que integram a área do Batalhão, que é um dos parceiros do projeto. A iniciativa, que visa à conscientização e educação ambiental, além da arborização e embelezamento dos municípios da região, através do plantio de ipês e outras árvores ornamentais, também conta com as parcerias da Afink (Associação de Formação e Incentivo para o Nordeste Karente), Poder Judiciário e Ministério Público das Comarcas de Alagoa Grande e Alagoinha, e as Prefeituras Municipais de Alagoa Grande, Alagoinha, Mulungu, Juarez Távora e Araçagi.

Na solenidade compareceram várias autoridades representantes das instituições parceiras, entre eles, o subcomandante do 4º BPM, tenente-coronel Brandão, o comandante e subcomandante da 2ª Companhia, respectivamente capitão Jones e tenente Eslley, o juiz das Comarcas de Alagoa Grande e Alagoinha, José Jackson Guimarães, o prefeito de Mulungu, Melquíades Nascimento, o coordenador do projeto junto a Afink, Luís Carlos, secretários de Educação, Agricultura e Assistência Social dos municipais envolvidos, além de alunos do Serviço de Convivência e Fortalecimento de Vínculos do Município de Araçagi.

Ao final da solenidade, mudas de árvores foram distribuídos entre as pessoas presentes.

Fotos: Gustavo Chaves e cabo Marconi

 

Assessoria 4º BPM

 

 

Paraíba tem cinco casos de mortes por H1N1 confirmados em 2019, diz Secretaria de Saúde

Cinco casos de morte por H1N1 em 2019, na Paraíba, foram confirmados pela Secretaria de Estado da Saúde (SES) nesta segunda-feira (10). Os casos aconteceram nas cidades de São Bento, Santa Rita, João Pessoa, Alagoa Nova e Cachoeira dos Índios.

Em maio, quatro casos estavam sendo investigados. A Secretaria foi notificada no dia 1º de maio, após a morte de uma criança de quatro anos, que morava no município de Alagoa Nova, no Agreste da Paraíba. Uma outra morte por suspeita de H1N1 foi notificada no dia 4 de maio. A vítima foi um homem de 45 anos, morador do município de São Bento, no Sertão do Estado.

Além disso, a SES informou que, em 2019, foi confirmado que 17 pessoas estão tratando a influenza.

Nesta segunda-feira (10), também foi confirmado que um homem de 59 anos está em tratamento no Hospital Regional de Sousa, com suspeita de H1N1. Ele fez os exames necessários, que foram encaminhados para o Laboratório Central do Estado (Lacen). A Secretaria aguarda o resultado.

Vacinação

A campanha de vacinação contra a gripe terminou no dia 31 de maio. Em algumas cidades, como Patos e João Pessoa, a vacina foi liberada para toda a população nesta segunda-feira (10), quando atingiu a meta prevista pelo Ministério da Saúde.

A vacina protege contra três tipos do vírus – H1N1, H3N2 e influenza B – e começou voltada, especialmente, para os grupos prioritários, que incluem crianças e idosos. Agora, toda a população já pode ter acesso às doses.

Conforme a gerente executiva de Vigilância em Saúde da SES, Talita Tavares, outras medidas de prevenção podem ser adotadas, como higienizar as mãos com água e sabão ou álcool gel; evitar tocar os olhos, nariz ou boca após contato com superfícies possivelmente contaminadas, como corrimão, bancos e maçanetas; e manter hábitos de alimentação saudáveis.

G1

 

Com auxílio de helicóptero, polícia prende cinco, apreende armas e localiza carro roubado

O helicóptero Acauã 2, da Secretaria de Segurança e da Defesa Social, atuou durante a abertura dos festejos juninos nesta sexta-feira (7) em Campina Grande, e participou de ações que resultaram na apreensão de armas e prisão de cinco pessoas, além da localização de um veículo roubado.

As prisões ocorreram em operação conjunta com o 10º Batalhão de Polícia Militar. Os presos, suspeito de assaltos, foram localizados na saída para Massaranduba. Na ação, três armas de fogo foram apreendidas além de facões e machados.

Horas antes, a equipe do Grupamento Tático Aéreo foi responsável pela localização de um veículo roubado na manhã desta sexta-feira (7). O carro foi encontrado numa região de mata no Bairro do Jardim Tavares e devolvido aos proprietários.

Blog do Márcio Rangel

 

 

PM apreende armas em cinco cidades do estado

A Polícia Militar da Paraíba apreendeu de seis armas de fogo em cinco cidades do estado em nesta segunda-feira (3). As apreensões aconteceram em João Pessoa, Campina Grande, Alagoa Grande, Arara e Bayeux.

A última delas foi em Bayeux, onde dois adolescentes, de 17 anos cada, foram abordados em uma moto e flagrados com um revólver, no fim da noite. O veículo que a dupla estava havia sido roubado na noite do domingo (2), no centro da mesma cidade.

No município de Arara, foi apreendida uma espingarda com um homem de 56 anos, que estaria ameaçando moradores do Sítio Serrote Branco. Em Alagoa Grande, um suspeito de 50 anos foi preso com um revólver, após ameaçar pessoas com a arma.

Já em Campina Grande, policiais da Ronda Ostensiva Tática com Apoio de Motocicletas (Rotam) do 2º Batalhão apreenderam um revólver durante abordagem a um jovem de 21 anos, no bairro de Bodocongó.

Na capital, as armas apreendidas foram consequência de duas ações de combate ao tráfico. A primeira, em Mangabeira, onde policiais da Força Regional apreenderam um revólver em meio a drogas que estavam escondidas no telhado de uma Unidade de Saúde da Família (USF). A segunda arma foi apreendida na comunidade do Riachinho, no bairro Treze de Maio, com um suspeito de 20 anos, que ainda foi flagrado com 122 pedras de crack, munição e dinheiro.

MaisPB

 

 

Fortes chuvas já fizeram cinco mananciais do estado da Paraíba sangrar

A Agência Executiva de Gestão de Água da Paraíba (Aesa) divulgou mais um balanço, onde revela que atualmente o Estado está com cinco mananciais sangrando, 68 reservatórios com capacidade superior a 20% do seu volume total, 36 em observação (menor que 20% do seu volume total), e 23 açudes em situação crítica (com capacidade menor que 5% do seu Volume Total). O monitoramento da Aesa foi feito com base nos últimos volumes registrados, entre o último dia 3 até ontem.

A Paraíba tem 132 açudes monitorados pela Aesa. Entre eles, apenas cinco estão sangrando, ou seja, com mais de 100% da capacidade. São os açudes Araçagi, em Mamanguape; Cachoeira da Vaca, em Cachoeira dos Índios; Cafundó, em Serra Grande; Pimenta, em São José de Caiana e São Salvador, no município de Sapé. Segundo a Aesa, os 23 açudes que estão em situação crítica são aqueles que estão com menos de 5% da capacidade total.

Chuvas – Segundo a meteorologista da Agência Executiva de Gestão das Águas da Paraíba (Aesa), Marle Bandeira, o período de abril a julho se caracteriza por ser os meses mais chuvosos do ano no Nordeste. “Ainda estamos no outono e o inverno tem início em junho, quando as temperaturas tendem a ser mais baixas por conta das chuvas”, explicou a meteorologista.

Segundo dados da Aesa, amanhã o tempo deve permanecer com nebulosidade variável e chuvas localizadas no Litoral, Brejo e Agreste, com o tempo parcialmente nublado, podendo ocorrer pancadas de chuvas.

 

pbagora

 

 

Paraíba registra quatro casos de feminicídio em apenas cinco dias

Quatro casos de feminicídio foram registrados nos últimos cinco dias na Paraíba. O último caso foi registrado  na noite desta sexta-feira (19) no sítio Floresta, município de Sousa, Sertão do Estado.

De acordo com informações da Polícia Militar, a agricultora Fabiana Ferreira, de 30 anos, foi atingida com um tiro na cabeça enquanto participava de uma comemoração entre amigos. O companheiro, que também estava na festa, fugiu logo após o crime.

O delegado Ilamilto Simplício afirmou que o caso está sendo investigado como feminicídio e que policiais do Grupo Tático Especial estão em diligência para encontrar Artur Garrido da Silva.

Os outros casos – Ainda esta semana a policia registrou mais três casos de feminicidio na Paraíba. O primeiro foi registrado na segunda-feira (15) quando um homem assassinou a tiros a ex-companheira dentro de um motel em Campina Grande.

O segundo caso aconteceu dia 18 no bairro da Torre quando um empresário, dono de uma concessionária de veículos, matou também a tiros a ex-companheira.

Na madrugada de ontem foi registrado o terceiro caso quando um homem assassinou a companheira a facadas no bairro de Mangabeira, em João Pessoa.

paraiba.com.br

 

 

Ginecologista fala sobre as cinco principais dúvidas sobre esse tema

O parto humanizado ou humanização do parto trata-se de um direito garantido por lei e é considerado um processo no qual todas as atenções são voltadas às necessidades da gestante. Segundo o ginecologista e obstetra, Alberto Guimarães, defensor do parto humanizado, é a mulher quem tem o controle da situação e as suas decisões devem ser respeitadas e levadas em consideração para tornar o momento do parto em uma experiência única, saudável, instintiva, entendendo esta ação como um ato fisiológico e natural do ser humano.

O parto humanizado oferece inúmeros benefícios como: apoio emocional, maior percepção do momento do parto, recuperação mais rápida, uma vez que não é necessário realizar cortes e nem aplicar anestesia. Além disso, a interação entre mãe e filho é imediata, haja vista que a amamentação ocorre no local onde o nascimento aconteceu.

1.       O que é um parto humanizado?

O parto humanizado é aquele em que o evento maior que é de se parir, é realizado pela mulher. A mulher colocada como protagonista deste evento, uma pessoa que tem e teve seu desejo respeitado, teve suas necessidades atendidas. Tais quais, principalmente, a ideia de acompanhante por ela escolhida, um ambiente acolhedor, pouca luz, pouca gente circulando nesse meio, possibilidade dela ingerir alimentos se ela desejar, de caminhar durante o trabalho de parto, de ter uma ajuda, a colaboração da doula com massagens para diminuir o desconforto e dar apoio. Então o parto normal humanizado é o parto em que o protagonismo é da mulher, como nós costumamos defender, dizendo que o parto é um evento feminino e tem que ser respeitado como tal.

2.       Uma cesárea também pode ser humanizada?

Claro que quando nós falamos no parto humanizado, a maioria das pessoas imaginam que seja um parto natural/normal e, na verdade uma cesariana com indicação obstétrica, também pode nesse ato ser incorporados práticas onde respeita a passagem do neném para ser feito o contato pele a pele ou o corte tardio do cordão, isso não precisa abrir mão pelo fato de ser uma cesárea, esses aspectos que vão fazer diferença depois desse nascimento na vida do bebê e da mãe.

3.       Porque as taxas de cesárea são tão altas no Brasil?

O Brasil sem dúvida é um campeão mundial de cesáreas, esse tema é complexo. A percepção porque chegamos nesse ponto, sem dúvidas existem aspectos que diz respeito a parte médica, ao sistema de saúde vigente no Brasil, diz respeito a remuneração, ao estímulo e a mudança da questão do parto que era no primeiro momento num tipo de estrutura domiciliar. Essa ida para a parte hospitalar, atuação de especialista, medicalização do parto na questão da anestesia, antibióticos, a sinalização de que a segurança viria com a questão hospitalar e a participação médica, é um dos fatores que acabou carreando pra essa quantidade de cesáreas que observamos hoje.

Ouve um momento que a mulher ia simplesmente para uma cesárea eletiva, ela começou imaginar que isso seria uma situação privilegiada que o dinheiro estaria resolvendo o principal medo do parto que é relacionado a dor. Então a ilusão de que seria mais seguro  na questão hospitalar, estaria usando recursos mais avançados e fazendo uso da questão financeira pra ter um parto entre aspas em condições mais favoráveis que o parto normal, foi também um responsável por essa distorção. Onde se imaginava “ah eu posso, vou lá e faço e uma cesárea. Quem não pode, espera o tempo que for pra nascer”.

E sem dúvida, acreditar no parto cirúrgico, no parto agendado como melhor, é uma distorção, pode até entender que seja mais tranquilo no sentido de previsível, mas não é mais seguro, é o que mostram os estudos.

4.       As mulheres têm medo do parto?

Em nossa cultura, realmente o parto é percebido como uma experiência que leva muito ao medo, remete a dor, remete a um desafio quase instransponível. Daí na questão da criação desse programa Parto Sem Medo, nós tínhamos uma clareza de que ajudar a mulher a enfrentar essa questão do medo, ela perceber a fisiologia do parto, como ele acontece, quais as modificações que acontecem, como é que funciona a questão das contrações, do corpo, que ajuda ela pode ter desde o pré-natal, quais preparos pode ter nesse sentido e que suporte terá por ocasião do parto. Acredito que isso, faz a diferença, porque muitas mulheres de posse desse conhecimento e desse resgate, da coragem, realmente estão se colocando no que nós chamamos de protagonismo. As mulheres que passaram por essa experiência que é desafiadora sim, mas ao receber seu neném no colo ainda cheio de secreção, de sangue, a criança externa, ela traz a vibração que aquela experiência foi marcante e aquela experiência valeu a pena e muitas dizem imediatamente pós-parto que fariam tudo de novo. Então isso nos encoraja em falar e a fazer a diferença na assistência de parto e ajudar a mulher a resgatar essa força que é dela.

5.       Como podemos tranquilizá-la e deixá-la ser a protagonista desse momento tão especial?

A mulher poder compartilhar com a equipe de saúde seu desejo na questão do parto, sentir que esse desejo vai ser respeitado. Discutir claramente as condições para esse nascimento e ficando claro nesse contrato, que pode ser verbal, de que as cesáreas existem sim, podem e devem ser usadas no caso de indicações precisas. Uma cesárea bem indicada se for preciso, vai ser realizada. Então, se a mulher sabe que a experiência do parto é assistida, que está sendo acompanhada e estando tudo bem com ela, se houver alguma situação realmente que leve a complicações para o bebe e para sí, obvio que a equipe de saúde tem que estar ali de maneira verdadeira, assistindo sem fazer nada sem for necessário e fazer tudo que precisar ser feito caso tenha indicação desse atendimento. Quando fica clara a comunicação entre o que a mulher, o casal grávido estão procurando, o que estão desejando e que possibilidade aquela equipe de saúde tem em relação a multiprofissional com participação do obstetra, da doula, da obstetrícia. Enfim, essa conversa fica mais fácil e nós vamos perceber que o médico e a equipe de saúde busca é tão grande quanto essa mulher busca e achar um desfecho positivo: neném bem, mãe bem e de preferência alta breve, isso é o que desejamos.

Alberto Guimarães

Formado pela Faculdade de Medicina de Teresópolis (RJ) e mestre pela Escola Paulista de Medicina (UNIFESP), o médico atualmente encabeça a difusão do “Parto Sem Medo”, novo modelo de assistência à parturiente que realça o parto natural como um evento de máxima feminilidade, onde a mulher e o bebê devem ser os protagonistas. Atuou no cargo de gerente médico para humanização do parto e nascimento do Centro de Estudos e Pesquisas Dr. João Amorim, CEJAM, em maternidades municipais de São Paulo e na Secretaria de Saúde do Estado de São Paulo

Assessoria de Comunicação