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Cientistas alertam para incêndios mais intensos na Amazônia

Os incêndios na floresta amazônica provavelmente se tornarão mais intensos, frequentes e generalizados no futuro, a menos que medidas sejam adotadas para conter o desmatamento e a mudança climática, alertaram cientistas antes de uma cúpula de presidentes de países da região, nesta sexta-feira, para discutir o problema.

No Brasil, que abriga a maior parte da maior floresta tropical do mundo, as chamas praticamente dobraram neste ano até o momento na comparação com 2018, e os incêndios também ardem na vizinha Bolívia.

No mês passado, o Instituto Nacional de Pesquisas Espaciais (Inpe) informou que o número de incêndios na Amazônia brasileira foi o mais alto desde 2010, o que provocou clamores internacionais por mais proteção.

Pesquisadores disseram que a expansão agrícola em áreas mais profundas da floresta e secas ligadas ao aquecimento global provavelmente desencadearão mais incêndios no ecossistema frágil.

“Existe uma correlação clara entre o número de dias sem chuva, a escala do desmatamento e o número de incêndios florestais”, disse André Guimarães, diretor-executivo do Instituto de Pesquisa Ambiental da Amazônia (Ipam).

Líderes de nações que fazem parte da bacia amazônica estão se reunindo na cidade colombiana fronteiriça de Letícia, nesta sexta-feira, para debater a melhor maneira de frear o corte de árvores e os incêndios na floresta, que é vista como um escudo vital contra a mudança climática.

Os presidentes de Colômbia, Peru, Equador e Bolívia estarão presentes, além do vice-presidente do Suriname.

O presidente Jair Bolsonaro cancelou planos de viagem devido a uma cirurgia no domingo, mas participará por teleconferência e está enviando uma delegação comandada pelo ministro das Relações Exteriores, Ernesto Araújo.

A Colômbia espera que a reunião leve a um plano de ação regional —o Pacto de Letícia para a Amazônia— para proteger a floresta tropical e promover seu uso sustentável.

O ministro do Meio Ambiente colombiano, Ricardo Lozano, disse que o encontro procurará levar em conta “eventos extremos e temperaturas altas”.

MENOS “IMUNE A INCÊNDIOS”

Na floresta amazônica brasileira, o desmatamento diminuiu acentuadamente entre 2004 e 2012, período após o qual o índice voltou a tender para um aumento — e outros países amazônicos também estão testemunhando uma elevação.

Mais árvores estão sendo cortadas ou queimadas para liberar terras para a agricultura e a pecuária, além da mineração e do corte ilegal que continuam sem freios, dizem ambientalistas.

Quando clareiras são abertas na floresta, esta se torna mais suscetível a pegar fogo, disse Mark Cochrane, professor da Universidade do Centro Maryland de Ciência Ambiental.

“Quando você começa a construir estradas, conecta aquela paisagem, por isso os incêndios podem seguir pela vegetação”, explicou.

Florestas que foram danificadas ou desmatadas têm buracos em sua copa, além de mais extremidades que “desprendem umidade”, o que as seca e aumento o risco de incêndios, segundo Cochrane.

“Quando você danifica estas florestas, elas não são mais tão imunes a incêndios quanto eram. Então, ao invés de precisar de meses sem chuva, basta um par de semanas”, acrescentou.

Guimarães, do Ipam, disse que o agravamento das secas também está deixando a floresta mais ressecada, o que aumenta o risco de incêndios.

“As flutuações na umidade na Amazônia estão se tornando cada vez mais perigosas por causa da mudança climática”, disse, acrescentando que atualmente a seca está acontecendo de uma maneira que não se viu nas décadas anteriores.

“LUZ VERDE” DE BOLSONARO

Em agosto, um relatório do painel de ciência climática da Organização das Nações Unidas (ONU) pediu um uso mais sensato da terra, o que inclui impedir que florestas sejam derrubadas e diminuir o consumo de carne, para ajudar a manter o aumento das temperaturas globais dentro dos limites combinados.

Mas o desmatamento na Amazônia brasileira aumentou 67% nos primeiros sete meses de 2019 na comparação anual, e mais do que triplicou só em julho, de acordo com o Inpe.

Os planos de Bolsonaro para desenvolver a agricultura e a mineração na Amazônia, somados aos cortes de financiamento para a fiscalização ambiental, estimularam um salto nas taxas de desmatamento, disseram ambientalistas e cientistas.

“Bolsonaro está essencialmente dizendo aos latifundiários ‘vão em frente, este governo não vai persegui-los’. Ele deu luz verde”, disse William Laurance, professor de pesquisa destacado da Universidade James Cook, da Austrália.

“Alguns cientistas argumentam que 30% de desmatamento da Amazônia bastaria para a floresta tropical entrar em um novo território que destruiria a reciclagem natural de água da floresta, o que teria impactos amplos na precipitação de chuvas, nos incêndios e no clima global”, disse.

Reuters / Brasil 247

 

 

Cientistas testam exame de sangue capaz de ‘prever’ metástase do câncer de mama

Vários centros no mundo estão pesquisando testes que se baseiam nas chamadas “Células Circulantes de Tumor” (CTC, na sigla em inglês) (Foto: Pennsylvania State University/Creative Commons )

Pesquisadores do Houston Methodist Hospital, nos Estados Unidos, estão testando exame de sangue capaz de detectar com antecedência se células do câncer de mama tendem a se disseminar para o cérebro.

O teste se baseia na detecção de uma espécie de “assinatura genética” de células de tumores metastáticos — o que permite diferenciá-las de outras estruturas do tumor, mais antigas.

O exame é particularmente importante, apontam os cientistas, porque cerca de 20% dos cânceres de mama vão sofrer metástase para o cérebro com o passar do tempo.

O artigo foi publicado nesta sexta-feira (4) na “Nature Communications” e se baseia em linhas de pesquisa que têm ganhado força no estudo de tumores metastáticos: as que investigam as chamadas “Células Circulantes de Tumor” (CTC, na sigla em inglês).

O feito do grupo Houston, liderado pelo pesquisador Dario Marchetti, foi confirmar que as CTCs de tumores de cérebro são diferentes de outras células circulantes.

A investigação dessas células para diferentes tipos de câncer é forte candidata para o desenvolvimento de variados testes capazes de analisar a progressão do câncer no futuro; e, com isso, permitir com que intervenções sejam feitas mais rapidamente.

Contribuição da pesquisa

O exame pode identificar “micro metástases” de um tumor de mama que ainda não estão visíveis em exames de imagem como a ressonância magnética.

Uma outra aplicação do teste é em pacientes que já tiveram tumores de cérebro detectados em exames de imagem – nesses casos, o exame poderia avaliar o sucesso ou não do tratamento a partir da detecção de células metastáticas no sangue.

Pesquisadores também pretendem que o exame possa ser um substituto para a biópsia, consideradas mais invasivas.

 G1

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Cientistas da UFRJ conseguem parar o avanço do Alzheimer em animais

Cientistas da Universidade Federal do Rio de Janeiro (UFRJ) conseguiram interromper o avanço do Alzheimer em animais. Eles desenvolveram um caminho novo pra atacar a doença.

A pesquisa dos cientistas brasileiros foi destaque em uma das principais publicações científicas, o “Jornal Americano de Neurociência”. A doença atinge mais de um milhão de brasileiros e é o principal fator de demência nas pessoas mais velhas.

Os pesquisadores do Instituto de Ciências Biomédicas da Universidade Federal do Rio de Janeiro focaram o estudo em uma substância produzida naturalmente pelo cérebro chamada de TGF beta 1.

Eles descobriram a importância dessa proteína para proteção dos circuitos elétricos do cérebro. Nas pessoas mais velhas, a produção do TGF beta 1 é reduzida e com isso há inflamações que interrompem a ligação entre os neurônios.

O pesquisador mostra uma célula do cérebro normal, depois reduzida pelo Alzheimer. Na experiência, ela se recupera parcialmente com o uso da substância sintética TGF beta 1.

Nos ratinhos de laboratório, os pesquisadores brasileiros já conseguiram reduzir alguns sintomas do Alzheimer. Os animais recuperaram a memória mais recente e sabe-se que uma das principais consequências da doença é justamente esquecer aquilo que aconteceu há tão pouco tempo.

A experiência funcionou assim: um ratinho com Alzheimer foi colocado diante de dois objetos iguais. Um deles foi substituído. Segundo os pesquisadores, o animal reagiu da mesma forma, ou seja, não se lembrava do objeto que já tinha visto.

Depois de injetada a molécula TGF beta 1, o ratinho lembrou do primeiro objeto e só reagiu diante do novo, aquele que ele não conhecia mesmo.

A chefe do laboratório alerta que a pesquisa é um passo importante, mas que ainda não significa a cura para a doença.

“O que nós fizemos foi apenas um passo para o tratamento a médio, longo prazo. É uma longa caminhada e certamente o nosso trabalho pode vir a contribuir”, disse a pesquisadora Flávia Gomes.

G1

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Cientistas criam método mais rápido e barato para detectar zika

Uma equipe internacional de pesquisadores conseguiu desenvolver um teste mais rápido e barato capaz de detectar o vírus da zika em mosquitos e em amostras humanas. Além de ser uma alternativa para diagnosticar pacientes no futuro, o método pode desempenhar um papel importante no monitoramento da chegada do vírus a novas regiões do mundo.

A pesquisa, liderada por pesquisadores do Departamento de Microbiologia, Imunologia e Patologia da Universidade do Estado do Colorado, nos Estados Unidos, usou um método chamado LAMP (sigla para amplificação isotérmica mediada por loop, em inglês).

A brasileira Tereza Magalhães, pesquisadora da Universidade do Estado do Colorado e uma das autoras do estudo, explica que o teste desenvolvido é parecido com um outro método atualmente utilizado na detecção de zika chamado RT-PCR (sigla para reação de transcrição reversa seguida por reação em cadeia da polimerase). Esse teste amplifica o material genético do vírus presente na amostra para que ele se torne detectável. Trata-se de um teste caro, de alta complexidade que exige profissionais treinados e laboratórios especiais.

“É possível, após esses estudos, que tenhamos uma ideia melhor da sua utilidade prática em áreas endêmicas e que seja possível implementá-lo em serviços de saúde e vigilância”

O método LAMP também detecta o material genético do vírus, porém sem a necessidade de equipamentos sofisticados, materiais purificados e temperaturas distintas. Além disso, os resultados podem ser visualizados a olho nu por mudanças de cor. “Tudo isso facilita imensamente a realização do teste e minimiza bastante o custo e o tempo em comparação à PCR”, afirma Tereza.

“Com o LAMP, você não precisa da sofisticação de uma máquina”, diz o professor Joel Rovnak, um dos autores do estudo. Isso tornaria o método mais viável em países em desenvolvimento atingidos pelo vírus. Segundo os pesquisadores, o teste seria importante para determinar políticas públicas de prevenção em locais onde fossem identificados mosquitos infectados, mesmo antes de surgirem casos em humanos.

Mosquitos e amostras humanas

De acordo com Tereza, o teste teve resultados excelentes em amostras de mosquitos e em amostras biológicas humanas artificialmente inoculadas com zika. O método também teve sucesso em testes de amostras de pacientes do Brasil e da Nicarágua. Porém neste caso, segundo Tereza, os resultados foram melhores quando foi utilizado o RNA purificado do vírus, em vez de amostras sem purificação. É possível que o teste tenha de ser aprimorado especificamente para cada tipo de amostra, como de sangue, sêmen, saliva ou urina.

Hoje, o teste está sendo aplicado em amostras de mosquito coletados em campo e também em novos pacientes infectados com o vírus da zika. “É possível, após esses estudos, que tenhamos uma ideia melhor da sua utilidade prática em áreas endêmicas e que seja possível implementá-lo em serviços de saúde e vigilância, se houver interesse” afirma Tereza.

A pesquisadora lembra que o diagnóstico de zika ainda representa um desafio de saúde pública, principalmente por causa dos sintomas muito parecidos com outras arboviroses, como dengue e chikungunya. Poucos serviços realizam os testes moleculares através de RT-PCR, devido à complexidade do método. E os testes sorológicos, que detectam os anticorpos contra o vírus, são problemáticos por terem altos índices de reação cruzada com outros vírus transmitidos por mosquitos, especialmente o da dengue.

“A verdade é que o diagnóstico para essas arboviroses representa um grande problema e desafio para o Brasil que merece muito, mas muito mais atenção”, diz a pesquisadora.

Vírus africano x vírus asiático

O novo teste também é capaz de distinguir se o vírus é da linhagem africana ou asiática. A comunidade científica acredita que o vírus asiático – que chegou ao Brasil vindo da Polinésia Francesa e, a partir daqui, se espalhou pelo mundo – seja mais perigoso e tenha uma associação mais forte com o surgimento de casos de microcefalia em bebês cujas mães foram infectadas. Daí a importância de se distinguir qual a linhagem presente em cada região.

G1

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Chega de picada; cientistas querem fazer bafômetro para medir diabetes

PantherMedia 906049O objetivo era criar um sensor para detectar gases tóxicos, mas um grupo de pesquisadores brasileiros, franceses e espanhóis acabou desenvolvendo um modelo de “bafômetro” para livrar os pacientes com diabete das incômodas picadas no dedo para verificar o índice de glicemia no sangue, segundo reportagem do jornal O Estado de S. Paulo.

O projeto teve início em 2014 e, com os aprimoramentos previstos e testes clínicos, pode se tornar uma realidade em quatro anos.

O dispositivo consegue detectar o nível de glicemia no paciente por meio da acetona presente no hálito dele. Segundo Luis Fernando da Silva, professor do Departamento de Física da Universidade Federal de São Carlos (UFSCar), a acetona é exalada no hálito de todas as pessoas, mas aparece em maior quantidade nas pessoas com diabete.

“O paciente com diabete tem um nível de acetona maior do que o de uma pessoa saudável. É quase o dobro. Em uma pessoa saudável, fica em torno de 0,3 a 0,9 parte por milhão de acetona. Já na pessoa com diabete, é superior a 1,8 parte por milhão”, afirma Silva. De acordo com ele, a ideia é que o dispositivo seja confeccionado como uma espécie de “bafômetro”. “Ele forneceria o nível de diabete sem a necessidade de um exame invasivo”, ressalta.

Segundo Silva, o dispositivo utiliza um composto chamado tungstato de prata, que é sensível à acetona. Inicialmente, o objetivo era detectar gases tóxicos utilizando o equipamento. “Reportamos como sensor de ozônio, mas vimos que é promissor como sensor de acetona, o que permitiria aplicar na área médica.”

Aprimoramento

O pesquisador, que também é integrante do Centro de Desenvolvimento de Materiais Funcionais – núcleo ligado à Fundação de Amparo à Pesquisa do Estado de São Paulo (Fapesp) -, diz que, embora o protótipo tenha se mostrado eficiente para detectar a substância mesmo em pequenas quantidades, ainda precisa de aprimoramentos.

“Ele é reversível”, diz o pesquisador. “Após detectar, pode ser utilizado novamente. Estamos estudando a vida média e, para chegar para a população, pode demorar em torno de quatro anos. Estamos pesquisando também materiais para ter uma ação melhor no caso de diabete. Para detectar, é preciso aquecer até 300 °C e sabemos que há materiais que funcionam em temperatura ambiente.”

O grupo é formado por pesquisadores da UFSCar, Universidade Estadual Paulista (Unesp), Universidade de São Paulo (USP), Universidade Estadual do Piauí (UEP), Universitat Jaume I (Castellón, Espanha) e da Aix-Marseille Université (Marseille, França).

Estadão

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Cientistas testam anticoncepcional masculino

anticoncepcional-masculinoPara os homens que não estão querendo ter filhos agora, o Vasalgel, é uma boa opção, pois ele é um anticoncepcional masculino. Mas o método não dispensa o uso da camisinha, por causa das doenças sexualmente transmissíveis.

Para funcionar, ele deve ser aplicado através de injeção uma única vez. O medicamento funciona como um gel bloqueador de espermatozoides. Ele cria uma barreira no duto deferente, que é o tubo responsável por transportar os espermatozoides, impedindo o fluxo deles.

Para voltar ao normal, o homem precisa tomar outra injeção para retirar a barreira e o fluxo de espermatozoides volta normalmente. Além disso, o procedimento do Vasalgel é muito mais simples, já que não se trata de um procedimento cirúrgico. Basta uma anestesia local para a aplicação do gel.

Como o medicamento ainda está em fase de testes, não existem ainda locais para venda. Acredita-se que este comece a ser comercializado em 2017, com um valor de US$ 400 (certa de R$ 1.500,00).

Fonte: Nerdices

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Pela 1ª vez, cientistas registram lesão cerebral por zika em feto de macaco

zikaPela primeira vez, cientistas conseguiram registrar a ocorrência de lesões cerebrais em um feto de macaco cuja mãe foi infectada pelo vírus da zika. Antes disso, pesquisadores só tinham conseguido reproduzir a microcefalia por zika em camundongos, em um importante estudo brasileiro publicado em maio na revista “Nature”.

Pesquisas anteriores também já tinham sido bem sucedidas em infectar primatas não-humanos com o vírus da zika, mas esta é a primeira vez que se consegue reproduzir as malformações decorrentes do vírus nesses animais.

Trata-se de um avanço importante já que primatas humanos e não-humanos têm muitas similaridades, por isso os macacos podem servir para testar estratégias terapêuticas contra o vírus de forma mais eficiente do que os roedores.

O estudo atual, liderado por pesquisadores da Universidade de Washington, nos Estados Unidos, foi publicado na revista “Nature Medicine” nesta segunda-feira (12).

“Nossos resultados eliminam qualquer dúvida que possa ter restado de que o vírus da zika é incrivelmente perigoso para o feto em desenvolvimento e dá detalhes de como as lesões cerebrias se desenvolvem”, afirmou a pesquisadora Kristina Adams Waldorf, professora da Universidade de Washington e principal autora do estudo, em um comunicado divulgado pela instituição.

Segundo os pesquisadores, os problemas observados no desenvolvimento cerebral dos fetos de primatas são compatíveis com a síndrome congênita do zika observada em humanos. “Ficamos chocados quando vimos a primeira imagem de ressonância magnética do cérebro fetal 10 dias após a inoculação do vírus. Não tínhamos previsto que uma área tão grande do cérebro fetal seria danificada tão rapidamente”, disse a pesquisadora Lakshmi Rajagopal, também professora da Universidade de Washington e uma das autoras do estudo.

Essa rapidez sugere, segundo Lakshmi, que quando uma mulher grávida apresenta sintomas de zika, o cérebro do feto pode já ter sido afetado pelo vírus. Por isso, uma estratégia de prevenção da microcefalia deveria ser tomada no momento da picada do mosquito para impedir a ação do vírus ou por meio de vacina, de acordo com a pesquisadora.

O estudo, que foi feito com uma espécie de primata denominada Macaca nemestrina, mostrou ainda que o nível de vírus presente no cérebro do feto era mais alto do que o encontrado na mãe.

G1

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Cientistas escoceses estudam ligação entre dor e depressão

dorA dor, sobretudo a crônica, tem aspecto emocional e se manifesta fisicamente. Assim como a depressão, a experiência afeta o pensamento, o humor e o comportamento, e, por isso, estabelece com ela uma relação íntima: a dor é deprimente, ao passo que a depressão provoca e intensifica a dor. Os mecanismos por trás desse círculo vicioso são pouco compreendidos, mas pesquisadores da Universidade de Edimburgo, na Escócia, sugerem que a dor crônica (DC) é causada pelo acúmulo de pequenos efeitos genéticos associados aos mesmos fatores de risco, genéticos e ambientais, para o distúrbio da depressão maior (DDM). A pesquisa, publicada na revista PLoS Medicine, indica também que fatores genéticos e DC em um dos cônjuges contribuem para o risco da complicação desconfortante e da DDM no parceiro.

Segundo a equipe liderada por Andrew McIntosh, a contribuição genética para a dor crônica resulta da ação integrada de diversos fatores de risco ligados aos genes, com herdabilidade de 38,4%. Os efeitos cumulativos desses elementos de vulnerabilidade genética para a DDM também aumentam a chance de DC. McIntosh considera a associação uma descoberta inesperada. “Até a data, ela não havia sido rastreada em estudos do tipo. Nossos achados sugerem que existe uma relação genética potencialmente importante”, diz.

A pesquisa foi baseada em dados de 23.960 indivíduos do estudo nacional escocês Generation Scotland: Scottish Family Health Study e também em informações fenotípicas e genotípicas de 112.151 indivíduos do United Kingdom Biobank — estudo britânico que investiga contribuições genéticas e ambientais para o desenvolvimento de doenças. Outro achado que surpreendeu a equipe foi que a análise dos dados indicou que o ambiente compartilhado com cônjuges representa 18,7% do risco para DC. As razões por trás do percentil não são claras, mas, segundo os estudiosos, é possível que esse comportamento seja aprendido ou resultado do ato de cuidar de alguém com uma doença crônica incapacitante.

Por Correio Braziliense

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Cientistas dão ‘passo-chave’ para pílula anticoncepcional para homens

anticoncepcionalUma equipe de pesquisadores japoneses assegura ter dado um “passo-chave” para desenvolver a pílula anticoncepcional masculina, baseada no bloqueio de uma proteína, segundo um estudo divulgado nesta quinta-feira (1º) pela revista científica “Science”.

A proteína, denominada calcineurina, exerce um papel importante na fertilidade masculina, mas até agora não se tinha identificado concretamente quais de suas diferentes formas era a que afetava em maior medida.

“As descobertas deste estudo podem ser um passo-chave para dar aos homens controle sobre seu futuro reprodutivo”, afirmou Masahito Ikawa, professor do Instituto de Pesquisa em Doenças Microbianas da Universidade de Osaka no Japão e autor principal do estudo.

A equipe analisou em camundongos variedades da proteína calcineurina expressadas nos genes PPP3CC e PPP3R2, que só se encontraram em células de formação de esperma.

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Os pesquisadores conseguiram bloquear o PPP3CC nos camundongos machos, através de dois fármacos inibidores, e criaram uma mutação na proteína que fez com que os roedores se tornassem temporariamente estéreis, já que este esperma era incapaz de fertilizar óvulos.

A fertilidade dos ratos foi recuperada uma semana após terem encerrado o consumo dos fármacos.

Ikawa assinalou que esta evolução específica da calcineurina também se encontra nos seres humanos, razão pela qual poderia ser utilizada como uma estratégia para desenvolver anticoncepcionais reversíveis para homens.

Até agora, os únicos métodos anticoncepcionais para homens são a vasectomia – efetiva, mas permanente – e os preservativos, que nem sempre são efetivos.

180 Graus

Cientistas explicam mistério dos raros fumantes de pulmões saudáveis

fumantePor que algumas pessoas parecem ter pulmões saudáveis apesar de fumarem muito e por muitos anos? Após analisarem mais de 50 mil casos, cientistas britânicos chegaram a uma conclusão.

O estudo, feito pela equipe da agência de pesquisa do governo Medical Resarch Council, mostrou que mutações no DNA das pessoas aprimoram as funções pulmonares e mascaram o impacto mortal causado pelo cigarro.

Segundo os cientistas, a descoberta pode culminar na criação de novos medicamentos para melhorar as funções pulmonares.

No entanto, eles fizeram questão de ressaltar que não fumar será sempre a melhor opção.

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Usando dados de condições de saúde e informações genéticas de voluntários, os pesquisadores analisaram problemas como a chamada DPOC (doença pulmonar obstrutiva crônica), que pode causar falta de ar, tosse e infecções.

Ao se comparar fumantes e não fumantes, e também pessoas com e sem DPOC, os pesquisadores descobriram trechos do DNA que reduzem o risco da doença.

Assim, fumantes com “bons genes” tinham um risco menor de desenvolver DPOC do que os que tinham “genes ruins”.

Segundo o professor da Universidade de Leicester Martin Tobin, um dos pesquisadores do estudo, os genes parecem afetar a maneira com que os pulmões crescem e respondem aos danos.

— Não há nenhuma solução mágica que garanta proteção contra o fumo. Essas pessoas ainda terão pulmões menos saudáveis do que teriam se não fumassem. A melhor coisa que alguém pode fazer para evitar a DPOC e outras doenças relacionadas ao cigarro, como o câncer, é parar de fumar.

O hábito de fumar também aumenta o risco de doenças do coração e de vários tipos de câncer — nada disso foi analisado no estudo.

Os cientistas também descobriram parte do código genético que é mais comum em fumantes do que em não fumantes.

Ainda é necessário mais pesquisa, mas os cientistas afirma que essa diferença parece alterar as funções cerebrais e o grau de facilidade que cada um se vicia em nicotina.

“(A descoberta) traz fantásticas novas pistas sobre como o corpo trabalha, em áreas que tínhamos pouco conhecimento antes. São descobertas que podem culminar em incríveis progressos em termos de desenvolvimento de novos remédios”, afirmou Tobin.

O estudo foi apresentando em um encontro da European Respiratory Society e publicado na revista científica Lancet Respiratory Medicine.

O chefe de pesquisas da British Lung Foundation, Ian Jarrold, afirmou à BBC:

— Essa descoberta representa um passo significativo para obtermos uma visão mais clara sobre o fascinante e intrincado funcionamento dos pulmões. Entender a predisposição genética é essencial não apenas para nos ajudar a desenvolver novos tratamentos para pessoas com doenças no pulmão, mas também nos ensina sobre como pessoas saudáveis podem cuidar melhor de seus pulmões.

 

 

BBC Brasil