Arquivo da tag: Cientista

Voto nulo não invalida eleição, diz cientista político

urnaUma das principais dúvidas que aparecem na época das eleições diz respeito aos votos nulos. Muitos eleitores acreditam que se mais de 50% dos eleitores votarem nulo a eleição é invalidada e, embora a afirmação não seja verdadeira, é recorrente a cada eleição, aparecendo em publicações de redes sociais e conversas com amigos, causando confusão.

“Isso de que se mais de 50% do eleitorado votar nulo a eleição será anulada é puro folclore”, explica o cientista político e professor da Universidade de Brasília (UnB) Flávio Britto.

Na verdade, tanto os votos nulos quanto os votos brancos não são levados em conta na apuração que dá o resultado da eleição. Por isso, mesmo que haja mais de 50% de votos nulos, o pleito não será anulado, uma vez que os votos considerados válidos serão somente os recebidos pelos candidatos e os chamados votos de legenda.

“Esse tipo de voto [branco e nulo] não é considerado no cômputo geral da eleição, ou seja, no cômputo geral, eles não são considerados válidos”, disse o professor à Agência Brasil.

Segundo Britto, mesmo que haja 99% de votos nulos a eleição não será anulada, pois o resultado será definido através do 1% que é válido. “Se hipoteticamente pensarmos em uma cidade que só tenha um candidato a prefeito e que a cidade inteira achou por bem não votar no candidato, votando nulo como protesto. Se só o candidato votar em si próprio, por exemplo, somente o voto dele será considerado válido e ele seria eleito com 100% dos votos válidos”, disse.

Urna eletrônica

No próximo domingo (2), diante da urna eletrônica, o eleitor terá um teclado para digitar o número do seu candidato a vereador (cinco dígitos) e depois do seu candidato a prefeito (três dígitos). Qualquer número inexistente, como 00, anula o voto. Já no caso do voto em branco, existe uma tecla específica na urna ao lado das teclas corrige e confirma.

Para Flávio Britto é fundamental que o eleitor tenha clareza de que votar nulo ou em branco são direitos, mas que os votos não influenciam no resultado final da eleição. “Esses votos podem servir como uma forma de protesto, mas é preciso deixar claro que eles não influenciam no resultado final e muito menos numa possível anulação. Acho que as pessoas já estão razoavelmente esclarecidas a este respeito, mas não custa nada reforçar”, disse.

Terra

Acompanhe mais notícias do FN nas redes sociais: FacebookTwitterYoutube e Instagram

Entre em contato com a redação do FN:  WhatsApp (83) 99907-8550. 

E-mail: jornalismo@focandoanoticia.com.br

 

Cientista de Brasília cria sensor que acha câncer antes de sintoma surgir

priscilaMembro do Instituto de Microelectrónica de Madrid há seis anos, a cientista brasiliense Priscila Kosaka, de 35 anos, desenvolveu uma técnica para detecção de câncer que dispensa biópsias e que consegue identificar a doença antes mesmo do aparecimento dos sintomas. O resultado vem do uso de um nanosensor com sensibilidade 10 milhões de vezes maior que a dos métodos dos exames tradicionais em amostras de sangue dos pacientes. A previsão é de que ele esteja no mercado em até dez anos e também seja utilizado no combate a hepatites e Alzheimer.

A pesquisadora explica que o sensor é como um “trampolim muito pequenininho” com anticorpos na superfície. Quando em contato com uma amostra de sangue de uma pessoa com câncer, ele “captura” a partícula diferente e acaba ficando mais pesado. Outras estruturas relacionadas à técnica também fazem com que haja uma mudança de cor das partículas, indicando que o paciente que teve o fluido coletado tem um tumor maligno. A taxa de erro, segundo Priscila, é de 2 a cada 10 mil casos.

ACOMPANHE O FOCANDO A NOTÍCIA NAS REDES SOCIAIS:

FACEBOOK                TWITTER                    INSTAGRAM

“Atualmente não existe nenhuma técnica que permita a detecção de moléculas que estão em concentrações muito baixas e que coexistam com mais de 10 mil espécies de proteínas numa única bioamostra”, afirma. “Atualmente nenhuma técnica é capaz de encontrar a ‘agulha no palheiro’. Portanto, existe uma necessidade de tecnologias capazes de registrar moléculas individuais na presença de outras moléculas muito mais abundantes. E o nanosensor que desenvolvi é capaz de fazer isso.”

De acordo com a cientista, novos estudos podem fazer com que o nanosensor também seja usado para identificar a que tipo específico pertenceria uma amostra cancerígena (gastrointestinal ou de pâncreas, por exemplo). Dados da Organização Mundial da Saúde estimam 21,4 milhões de novos casos de câncer em todo o planeta em 2030, com 13,2 milhões de mortes. Há mais de cem tipos da doença, e os mais comuns são de próstata, mama, cólon, reto e pulmão.

Entre os benefícios da técnica desenvolvida por Priscila está o fato de que a identificação pode ocorrer dispensando a biópsia e por meio dos exames rotineiros de check-up. A cientista conta que ainda é necessário que o sensor passe por novas fases de teste. Além disso, ela precisará de financiamento para os estudos. Um dos objetivos da pesquisadora é que o equipamento tenha um custo acessível e assim possa ser adotado amplamente pela população.

“[Estou] Muito feliz, amo o que faço. Consegui um resultado que parecia apenas um sonho há quase seis anos. O que me motivou? Conseguir proporcionar uma melhor qualidade de vida para as pessoas. Quero que o diagnóstico precoce do câncer seja uma realidade em alguns anos”, diz a mulher. “Trabalho em busca de um resultado como esse desde o meu primeiro dia no Bionanomechanics Lab.”

Bacharel em química pela Universidade de Brasília e doutora na área pela Universidade de São Paulo, Priscila é a responsável pelas atividades relacionadas à funcionalização de superfícies do laboratório, além de trabalhar na otimização de estratégias de imobilização de biomoléculas em microcantilevers para biosensing. Ela atua ainda no desenvolvimento de sistemas de nanomecânicos e na combinação de nanotecnologias para o desenvolvimento de ferramentas de diagnóstico altamente sensíveis e específicos e é avaliadora e revisora de projetos europeus para a European Commission desde 2011.

A pesquisadora conta que a descoberta pode ser usada ainda no diagnóstico de hepatite e que pretende estender a técnica a mais doenças, como o Alzheimer. “Em lugar de fazer uma punção na medula espinhal para extrair líquido cefalorraquidiano para o diagnóstico de distúrbios neurológicos, temos sensibilidade suficiente para detectar uma proteína em uma concentração muito baixa no sangue. Assim, o paciente não precisa passar por um exame tão invasivo, pode fazer um simples exame de sangue.”

Benefícios
O oncologista Gustavo Fernandes afirmou apreciar a possibilidade de ver tecnologias do tipo à disposição no dia a dia. “Poder fazer diagnóstico precoce por meio de métodos menos invasivos é muito elegante. Os métodos que temos hoje são muito rudimentares, são muito arcaicos. É um exame físico melhorado em relação ao que se via antes, mas estamos atrás de nódulos, de caroços. O paciente continua fazendo uma porção de testes, de exames de imagem.”

O médico disse ainda esperar ver como o equipamento poderá ajudar pacientes, já que cada tipo de câncer evolui de uma forma diferente e que mesmo entre tipos iguais há variações  – como as causas, o comportamento no organismo e a agressividade. A única certeza é de que a intervenção precoce é uma aliada no combate à doença.

“A gente fala de brincadeira que todos os tumores que a gente tratava como comuns estão ficando raros. Câncer de mama é comum, mas as características genéticas são tão específicas que você não trata mais de câncer de mama, mas de câncer de mama de categoria tal. Ou seja, se você for apertando, você vai ter uma centena aí de doenças a partir de uma só. É que nem de pulmão, você acaba dividindo em muitos grupos. Tem muitas alterações sendo detectadas, que acaba que sob um mesmo nome tem várias doenças”, concluiu.

G1

‘Apesar de protesto ser legítimo, impeachment não é constitucional’, afirma cientista político

Foto: Flávio Mendes
Foto: Flávio Mendes

A falta de negociação com as representações populares. Este foi o grande erro de Dilma Rousseff para o cientista político José Henrique Artigas, que considera que é isso eu vem refletindo sua perda de apoio dentro da própria base aliada.

“A grande dificuldade de Dilma de aprovar, neste primeiro momento do seu mandato, as propostas do governo perante o Congresso Nacional é fruto dessa falta de negociação. Em meio a isso, temos, ainda, uma série de indiciamentos pela CPI da Petrobras, pela Operação Lava-Jato, e a cada dia surgem novas informações sobre desvios, malversação e corrupção nas instituições públicas e, em particular, na maior empresa estatal do país, a Petrobras”, disse.

Apesar de concordar com o direito da população de se manifestar por conta de sua indignação, a campanha pelo impeachment da presidente Dilma é inconstitucional.

ACOMPANHE O FOCANDO A NOTÍCIA NAS REDES SOCIAIS:

FACEBOOK                TWITTER                    INSTAGRAM

“A requisição de um impeachment, neste momento, é inconstitucional. Não tem um fundamento jurídico, legal, para tal. Não há nenhuma ação legal de improbidade da presidente que justifique isso. Claro que é legítima a manifestação da indignação. São justas as manifestações, mas a reivindicação de impeachment ela não tem fundamento. Não há nenhuma denúncia acatada pelo presidente da Câmara a respeito de um envolvimento da presidente em qualquer caso de mau uso da máquina pública”, afirmou.

Segundo explicou, um impeachment só poderia ser justificado com a abertur a de processo de indiciamento pelo presidente da Câmara dos Deputados. “Para tal é preciso denúncia com provas de crime comum ou crime de responsabilidade acontecidos durante este mandato, ou seja, nos últimos dois meses. Como não há nenhuma denúncia de improbidade nos últimos três meses, Eduardo Cunha não pode abrir este processo”, concluiu.

João Thiago

Cientista brasileira que estuda buracos negros ganha prêmio da ONU

thaisaA cientista brasileira Thaisa Storchi Bergmann, professora em Porto Alegre e especialista nas áreas de física e astronomia, está entre as vencedoras do prêmio L’Oréal-Unesco para Mulheres na Ciência.

A láurea é um reconhecimento a mulheres que têm destaque no meio científico e que contribuíram para o avanço em pesquisas.

Thaissa possui doutorado em física pela Universidade Federal do Rio Grande do Sul (UFRGS) e fez pós-doutorado na Universidade de Maryland e no Instituto do Telescópio Espacial.

Atualmente ela é professora associada do Instituto de Física da UFRGS e chefia o departamento de Astronomia e Grupo de Pesquisa em Astrofísica.

Sua área de pesquisa é em astrofísica extragaláctica, com foco nos processos de alimentação e feedback de buracos negros supermassivos em galáxias.

Segundo informações da Rádio ONU (Organização das Nações Unidas), além da brasileira, mulheres cientistas que trabalham no Canadá, China, Marrocos e Reino Unido também receberão o prêmio.

ACOMPANHE O FOCANDO A NOTÍCIA NAS REDES SOCIAIS:

FACEBOOK                TWITTER                    INSTAGRAM

Segundo a Unesco, ainda é preciso avanços para alcançar equilíbrio de gênero na ciência. Apenas 30% dos pesquisadores no mundo são mulheres.

A agência da ONU anunciou que 2015 é o Ano Internacional da Luz e das Tecnologias baseadas em Luzes. Segundo a Unesco, esse ano celebra a ciência e o conhecimento em todo o mundo.

G1

‘Votos em Vital e votos brancos, nulos e abstenções serão decisivos para definir segundo turno na Paraíba’, afirma cientista político

jose-henrique-artigasPara o cientista político José Artigas, dois aspectos podem influenciar definitivamente a possibilidade de um segundo turno nas eleições deste ano na Paraíba.

“O primeiro deles é a votação de Vital do Rêgo Filho (PMDB), especialmente em Campina Grande. Lá ele vem demonstrando uma intenção de votos pequena, mas nós sabemos que sua família é muito forte na cidade, e pode diminuir a votação de Cássio Cunha Lima (PSDB) na cidade. Este fator pode embolar ainda mais as candidaturas de Ricardo e Cássio”, declarou.

CURTA o FOCANDO A NOTÍCIA no Facebook

O outro fator são os votos brancos, nulos e as abstenções. “O que vale nas eleições são os votos válidos. Quanto mais votos brancos, nulos e abstenções, maior a tendência de distanciamento entre o primeiro e o segundo colocados. Isso pode gerar uma grande alteração do cômputo geral das eleições”, afirmou.

Ele lembrou que o número de abstenções nas últimas eleições foi de 20%. “Um em cada cinco eleitores não foram votar nas últimas eleições. Isso é um reflexo de um desencantamento das pessoas com o sistema político. Esse número vem crescendo nos últimos 12 anos”, explicou.

Ele espera que as pessoas pensem bem se querem realmente se abster de participar do processo eleitoral. “Esperamos que a população reflita muito bem sobre seu voto e participe. Quem deixa de votar abre caminho para que outros decidam por ele, e abre mão da legitimidade de cobrança. Quem vota tem direito de cobrar os candidatos, quem não vota não tem”, concluiu.

João Thiago

Cientista político diz que votos em Vital, brancos e nulos podem fazer a diferença entre ter ou não segundo turno na PB

jose-henrique-artigasO cientista político Henrique Artigas, comentou em entrevista ao Sistema Arapuan de Comunicação nesta segunda (29), que a uma semana das eleições ainda não é possível saber se haverá ou não segundo turno na Paraíba e que quem pode fazer o diferencial é o candidato do PMDB, senador Vital do Rego Filho mais as abstinências, votos brancos e nulos.

“Se for computar as pesquisas já divulgadas hoje teríamos a eleição em primeiro turno, mas a diferença entre Cássio Cunha Lima (PSDB) e Ricardo Coutinho (PSB) é muito pequena. Durante o transcurso dessa semana pode se alterar significativamente esse quadro”, explica.

CURTA o FOCANDO A NOTÍCIA no Facebook

De acordo com o cientista, Ricardo vem num crescimento desde o início da campanha e um crescimento em intenções de voto sólido e contínuo. “Se continuar nessa curva de crescimento há chance muito grande de haver um segundo turno”, diz.

O condicionante para o segundo turno, para Artigas, é a votação de Vital. “Se ele realmente não conservar a indicação de votos de 3% a 4% pode favorecer Cássio. Agora que as intenções de voto estão muito próximas (de Cássio e Ricardo), a possibilidade ou não de ocorrência de segundo turno passa a ser cada vez mais importante o numero médio de abstenções, votos brancos e nulos,. Quanto maior for esse percentual, menores as chances de segundo turno”, explica.

Para Artigas, é preciso olhar principalmente o PMDB , votos brancos e nulos. “Ainda há um jogo a ser jogado até o próximo domingo, ainda não há garantia certa”, conta.

O cientista não vê esta eleição como atípica e classificaria assim, se Vital tivesse crescido significativamente, e diferente das eleições anteriores houvessem três forças preponderantes. “Novamente estamos verificando uma eleição bipolarizada”, explica, ressaltando, porém que o PSB é ‘uma força política relativamente nova contra o PSDB que é mais tradicional’.

Artigas também acrescentou  as regiões de domínio político. “Ricardo já foi duas vezes prefeito de João Pessoa e tem uma maior concentração e apoio na Capital e grande João Pessoa. Enquanto Cássio, é o nome mais importante da política de Camopina Grande e região e esses são os dois pólos de disputa”, diz. E acrescentou que Vtal que é a segunda força política de Campina Grande não demonstrou capacidade competitiva.

“São dois modelos de jogo. De um lado o forte peso tradicionalista e de outro mais racionalizador voltado mais para a administração e menos para a política”, aponta.

Marília Domingues e Fernando Braz

Para cientista político, RC pode sair ganhando ao colocar ‘um pé no palanque de Dilma e outro no de Marina’

jose-henrique-artigasA morte do presidenciável, Eduardo Campos (PSB), e primeira pesquisa apontando empate técnico entre Marina (PSB) e Aécio (PSDB), mudou totalmente o cenário político no Brasil e também na Paraíba. Para o cientista político, José Hernique Artigas, o governador e candidato à reeleição, Ricardo Coutinho (PSB), pode ‘sair ganhando’ ao colocar ‘um pé no Palanque de Dilma (PT) e um no de Marina (PSB).

CURTA o FOCANDO A NOTÍCIA no Facebook

Para o cientista, antes do lançamento oficial da candidatura de Marina, o governador era natural que o governador se aproximasse mais do palanque de Dilma, porém com Marina na disputa, ‘por ela ser mais próxima de Ricardo’, se o PSB liberar os candidtos ‘é possível que ele saia ganhando botando um pé no palanque de Dilma e outro no de Marina’.

Artigas destacou que se Marina continuar crescendo, como na primeira pesquisa, onde ela figura um empate técnico com Aécio Neves, Coutinho vai se colar e pode ter mais votos ligado à Marina que teria ligado a Eduardo.

Marília Domingues

 

Cientista Político aposta em vitória acachapante de RC e vê vantagens para Cássio em manter aliança

ricardo-coutinhoO cientista político, José Henrique Artigas, afirmou, em entrevista exclusiva ao portal paraiba.com.br, que se fosse apostar algumas fichas no resultado das eleições para o Governo do Estado este ano, apostaria em Ricardo Coutinho (PSB) vencendo as eleições com o apoio de Cássio Cunha Lima (PSDB).

 

Para Artigas, ainda não é possível afirmar se o senador tucano deverá se lançar candidato ao Governo, ressaltando que existe uma questão jurídica legal para ser resolvida. Entretanto, o cientista considera que Cássio sairia vitorioso em duas hipóteses: apoiando o Governo ou sendo candidato.

 

CURTA o FOCANDO A NOTÍCIA no Facebook

“Caso ele opte pela candidatura, é uma situação mais complexa. O governador está mais qualificado para empreender uma campanha neste momento. É claro que Cássio tem mais popularidade, mas popularidade sozinha não vence eleição”, afirmou.

 

“Se eu fosse colocar fichas em algum resultado, eu colocaria algumas fichas a mais na aliança do PSB com o PSDB que obteria uma acachapante vitória pelo Governo do Estado”, destacou Artigas, garantindo que com a manutenção da aliança a reeleição de Ricardo é praticamente certa.

 

José Henrique Artigas, cientista políticoJosé Henrique Artigas, cientista político

 

O cientista afirmou que Cássio teria mais vantagens mantendo a aliança. Para começar, ele será o coordenador da campanha presidencial de Aécio Neves (PSDB-MG). “Isso trará uma visibilidade nacional que ele nunca teve”. Outro ponto é o caminho aberto para uma vitória em 2018. “Apoiando Ricardo, Cássio irá obter uma fatura ainda mais ampla do que teve em 2010 e terá muito mais força para vencer nas eleições posteriores”, disse.

 

Artigas também aponta as candidaturas presidenciais de Aécio Neves e Eduardo Campos (PSB) como positivas para a manutenção da aliança na Paraíba. “O próprio governador de Pernambuco (Eduardo) afirmou que o partido será aliado do PSDB naquele estado. A orientação é dos partidos seguirem as conjunturas regionais, sem interferência da Nacional”.

 

“Hoje, o único favorito para vencer as eleições é o governador Ricardo Coutinho (PSB), claro, se Cássio não for candidato”, concluiu.

 

Pedro Callado

 

Asteroide que se aproxima da Terra tem potência da bomba de Hiroshima; “Risco de choque é real”, alerta cientista

asteroideNão é ficção científica! Um asteroide vai colidir com a Terra. Pode não ser nesta próxima sexta-feira (15), mas o perigo de uma pequena montanha voadora (de 45 a 50 metros de diâmetro e cerca de 130 mil toneladas de massa) colidir com o nosso planeta é real — e comprovado por especialistas.

“Tem gente que ainda acha que o risco de choque de um asteroide é uma coisa de ficção científica. Mas, isto é absolutamente real. Já aconteceu no passado”, conta o doutor em Ciências pela USP e editor-chefe da revista Scientific American Brasil, Ulisses Capozzoli.

O asteroide DA14 se desloca pelo espaço a aproximadamente 28 mil km/h. Portanto, com tanto peso e tão rápido, o choque de um asteroide do mesmo tamanho que o DA14 com a Terra seria equivalente a uma nova bomba atômica, como a jogada na cidade de Hiroshima na Segunda Guerra Mundial.

CURTA o FOCANDO A NOTÍCIA no Facebook

“Imagine um martelo desse vindo do espaço, viajando a quase 30 mil km/h pesando 130 mil toneladas. É literalmente uma martelada na superfície da Terra. No caso deste asteroide, as estimativas que estão sendo feitas é que esta energia seria equivalente a de uma bomba atômica”, explica o cientista

O DA14 vai passar muito perto da Terra, levando em conta as distâncias no espaço. “A passagem deste asteroide a mais ou menos 27 mil km de distância é muito pequena. Isto deve servir para nós como um alerta”, afirma Capozzoli.

O asteroide da série Apollo (que penetra o interior da órbita da Terra em torno do Sol), de 45 metros de diâmetro (meio campo de futebol) não oferece  risco de colisão com o planeta, porém o cientista tem a certeza de que outro asteroide do tipo irá atingir a Terra no futuro.

MaisPB 

com R7

“Na América Latina, monopólios midiáticos substituem partidos de direita”, diz cientista político

O cientista político argentino Atilio A. Boron Foto: Ramiro Furquim/Sul21

“Não há erro: os meios de comunicação simplesmente são grandes conglomerados empresariais que têm interesses econômicos e políticos. Na América Latina, os monopólios midiáticos têm um poder fenomenal que vêm cumprindo na função de substituir os partidos políticos de direita que caíram em descrédito e que não têm capacidade de chamar a atenção nem a vontade dos setores conservadores da sociedade”. Assim o politólogo e cientista social argentino Atilio Boron caracteriza a denominada canalha midiática.

Nesse sentido, explica, “cumpre-se o que muito bem profetizou Gramsci há quase um século, quando disse que diante da ausência de organizações da direita política, os meios de comunicação, os grandes diários, assumem a representação de seus interesses; e isso está acontecendo na América Latina”. Em praticamente todos os países da região, os conglomerados midiáticos converteram-se em “operadores políticos”.

A Crise do Capitalismo e o triunfo de Chávez

Boron, que dispensa apresentação por ser um importante referente da teoria política e das ciências sociais em Iberoamérica, foi um dos expositores principais do VI Encontro Internacional de Economia Política e Direitos Humanos, organizado pela Universidad Popular Madres de la Plaza de Mayo, que aconteceu em Buenos Aires, entre os dias 4 e 6 de outubro.

Tópicos como a crise estrutural do capitalismo, o fenômeno da manipulação dos monopólios midiáticos e o que significa para a América Latina o triunfo de Hugo Chávez foram tratados com profundidade por esse destacado politólogo, sociólogo e investigador social, doutorado em Ciências políticas pela Universidade de Harvard e, atualmente, diretor do Programa Latino-americano de Educação a Distância em Ciências Sociais do Centro Cultural da Cooperação Floreal Gorini, na capital argentina.

Para aprofundar sobre alguns desses temas, o Observatorio Sociopolítico Latinoamericano (www.cronicon.net) teve a oportunidade de entrevistá-lo no final de sua participação em dito fórum acadêmico internacional.

Rumo a um projeto pós-capitalista

No desenvolvimento de sua exposição no encontro da Universidad Popular de Madres de la Plaza de Mayo, Boron analisou o contexto da crise capitalista.

“Hoje em dia é impossível referir-se à crise e à saída da mesma sem falar do petróleo, da água e das questões meio ambientais. Essa é uma crise estrutural e não produto de uma má administração dos bancos das hipotecas subprime”.

Recordou que, recentemente, foram apresentadas propostas por parte dos Prêmios Nobel de Economia para tornar mais suave a débâcle capitalista. Uma, a esboçada por Paul Krugman, que propõe revitalizar o gasto público. O problema é que os Estados Unidos estão quebrados e o nível de endividamento das famílias nos Estados Unidos equivale a 150% dos ingressos anuais. “Krugman propõe dar crédito ao Estado para que estimule a economia. Porém, os Estados Unidos não têm dinheiro porque decidiram salvar os bancos”.

A outra proposta é de Amartya Sem, que analisa a situação do capitalismo como uma crise de confiança e é muito difícil restabelecê-la entre os poupadores e os banqueiros devido aos antecedentes desses últimos. Por isso, essas não deixam de ser “pseudo explicações que não levam à questão de fundo. Não explicam porque caem os índices do PIB e sobem as bolsas. Ambos índices estariam desvinculados e as bolsas crescem porque os governos injetaram moeda ao sistema financeiro”.

A crise capitalista serviu para acumular riqueza em poucas mãos, uma vez que “o que os democratas capitalistas fizeram no mundo desenvolvido foi salvar os banqueiros, não os endividados, ou seja, as vítimas”.

Exemplificou com as seguintes cifras: enquanto o ingresso médio de uma família nos Estados Unidos é de 50.000 dólares ao ano, o daqueles de origem latina é de 37.000 e o de uma família negra é de 32.000, o diretor executivo do Bank of America, resgatado, cobrou um salário de 29 milhões de dólares.

Então, é evidente que cada vez mais há uma tendência mais regressiva de acumular riqueza em poucas mãos. Em trinta anos, o ingresso dos assalariados foi incrementado em 18% e o dos mais ricos cresceu 238%.

“No capitalismo desenvolvido houve uma mutação e os governos democráticos transformaram-se em plutocracias, governos ricos”. Porém, além disso, “o capitalismo se baseia na apropriação seletiva dos recursos”.

Por isso, citando o economista egípcio Samir Amin, Boron afirma sem medo que “não há saída dentro do capitalismo”.

Como alternativa, Boron sustenta que “hoje, pode-se pensar em um salto para o modelo pós-capitalista. Há algo que pode ser feito até que apareçam os sujeitos sociais que darão o ‘tiro de misericórdia’ no capitalismo. O que se pode fazer é desmercantilizar tudo o que o capitalismo mercantilizou: a saúde, a economia, a educação. Assim, estaremos em condições de ver o amanhecer de um mundo mais justo e mais humano”.

A reeleição na Venezuela

Sobre a matriz de opinião que os monopólios midiáticos da direita têm tentado impor no sentido de que a reeleição do presidente Chávez é um sintoma de que ele quer se perpetuar no poder, a análise de Boron foi contundente:

“Há um grau de hipocrisia enorme nesse tema, porque os mesmos que se preocupam com o fato de Chávez estar por 20 anos no governo, aplaudiam fervorosamente a Helmut Kohl, que permaneceu no poder por 18 anos, na Alemanha; ou Felipe González, por 14 anos, na Espanha; ou Margaret Thatcher, por 12 anos, na Inglaterra”.

“Há um argumento racista que diz que somos uma raça de corruptos e imbecis; que não podemos deixar que as pessoas mantenham-se muito tempo no poder; ou há uma conveniência política, que é o que acontece ao tentarem limar as perspectivas de poder de líderes políticos que não são de seu agrado. Agora, se Chávez instaurasse uma dinastia onde seu filho e seu neto herdassem o poder, eu estaria em desacordo. Porém, o que Chávez faz é dizer ao povo que eleja; e, em âmbito nacional, por um período de 13 anos, convocou o povo venezuelano para 15 eleições, das quais ganhou 14 e perdeu uma por menos de um ponto; e, rapidamente, reconheceu sua derrota. Então, não está dito em nenhum lugar serio da teoria democrática que tem que haver alternância de lideranças, na medida que essa liderança seja ratificada em eleições limpas e pela soberania popular”.

Confira a entrevista:

A canalha midiática assume a representação de interesses da direita

Hoje, no debate da teoria política, fala-se de “pós-democracia”, para significar o esgotamento dos partidos políticos, a irrupção dos movimentos sociais e a incidência dos meios de comunicação na opinião pública. Que alcance você dá a esse novo conceito?

Eu analiso como uma expressão da capitulação do pensamento burguês que, em uma determinada fase do desenvolvimento histórico do capitalismo, fundamentalmente a partir do final da I Guerra Mundial, apropriou-se de uma bandeira -que era a da democracia- e a assumiu. De alguma maneira, alguns setores da esquerda consentiram nisso. Por quê? Bom, porque estávamos um pouco na defensiva e, além disso, o capitalismo havia feito uma série de mudanças muito importantes. Por isso, a ideia de democracia ficou como se fosse uma ideia própria da tradição liberal burguesa, apesar de que nunca houve um pensador dessa corrente política que fizesse uma apologia do regime democrático. Estudavam sobre isso, possivelmente, a partir de Thorbecke ou de John Stuart Mill; porém, nunca propunham um regime democrático; isso vem da tradição socialista e marxista. No entanto, apropriaram-se dessa ideia; passaram todo o século XX atualizando-a. Agora, dadas as novas contradições do capitalismo e ao fato de que as grandes empresas assumiram a concepção democrática, a corromperam e a desvirtuaram até o ponto de torná-la irreconhecível, perceberam que não tem sentido continuar falando de democracia. Então, utilizam o discurso resignado que diz que o melhor da vida democrática já passou; um pouco a análise de Colin Crouch: o que resta agora é o aborrecimento, a resignação, o domínio a cargo das grandes transnacionais; os mercados sequestraram a democracia e, portanto, temos que nos acostumar a viver em um mundo pós-democrático. Nós, como socialistas, e, mais, como marxistas jamais podemos aceitar essa ideia. Creio que a democracia é a culminação de um projeto socialista, da socialização da riqueza, da cultura e do poder. Porém, para o pensamento burguês, a democracia é uma conveniência ocasional que durou uns 80 ou 90 anos; depois, decidiram livrar-se dela.

Mesmo em uma situação anômala mundial e levando-se em conta que a propriedade dos grandes meios de comunicação está concentrada em uns poucos monopólios do grande capital, como você analisa o fenômeno da canalha midiática na América Latina? Parece que, paulatinamente, vão perdendo a credibilidade…?

O que bem qualificas como canalha midiática tem um poder fenomenal, que vem substituindo os partidos políticos da direita que caíram no descrédito e que não têm capacidade de prender a atenção nem a vontade dos setores conservadores da sociedade. Nesse sentido, cumpre-se o que, Gramsci muito bem profetizou há quase um século, quando disse que diante da ausência de organizações da direita política, os meios de comunicação, os grandes diários, assumem a representação de seus interesses e isso está acontecendo na América Latina. Em alguns países, a direita conserva certa capacidade de expressão orgânica, creio que é o caso da Colômbia; porém, na Argentina, não, porque nesse país não existem dois partidos, como o Liberal e o Conservador colombianos; e o mesmo acontece no Uruguai e no Brasil. O caso colombiano revela a sobrevivência de organizações clássicas do século XIX da direita que se mantiveram incólumes ao longo de 150 anos. É parte do anacronismo da vida política colombiana que se expressa através de duas formações políticas decimonônicas [do século XIX], quando a sociedade colombiana está muito mais evoluída. É uma sociedade que tem uma capacidade de expressão através de diferentes organizações, mobilizações e iniciativas populares que não encontram eco no caráter absolutamente arcaico do sistema de partidos legais na Colômbia.

Com essa descrição que encaixa perfeitamente na realidade política colombiana, o que poderíamos falar, então, de seus meios de comunicação…

Os meios de comunicação naqueles países em que os partidos desapareceram ou debilitaram-se são o substituto funcional dos setores de direita.

O que significa para a América Latina o triunfo do presidente venezuelano Hugo Chávez?

Significa continuar em uma senda que se iniciou há 13 anos, um caminho que, progressivamente, ocasionado algumas derrotas muito significativas ao imperialismo norte-americano na região, entre elas, a mais importante, a derrota do projeto da Alca (Área de Livre Comércio das Américas), que era a atualização da Doutrina Monroe para o século XXI e isso foi varrido basicamente pela enorme capacidade de Chávez de formar uma coalizão com presidentes que, não sendo propriamente de esquerda, eram sensíveis a um projeto progressista, como poderia ser o caso de Lula, no Brasil e de Néstor Kirchner, na Argentina. Ou seja, de alguma maneira, Chávez foi o marechal de campo na batalha contra o imperialismo; é um homem que tem a visão geopolítica estratégica continental que ninguém mais tem na América do Sul. O outro que tem essa mesma visão é Fidel Castro; porém, ele já não é chefe de Estado, apesar de que eu sempre digo que o líder cubano é o grande estrategista da luta pela segunda e definitiva independência, enquanto que Hugo Chávez é o que leva as grandes ideias aos campos de batalha, e, com isso, avançamos muito. Inclusive, agora, com a entrada da Venezuela ao Mercosul, conseguiu-se criar uma espécie de blindagem contra tentativas de golpe de Estado. Caso a Venezuela permanecesse isolada, considerado um Estado paria, teria sido presa muito mais fácil da direita desse país e do império norte-americano. Agora, não será tão fácil.

Você vê algumas nuvens cinzentas no horizonte do processo revolucionário da Venezuela?

Creio que sim, porque a direita é muito poderosa na América Latina e tem capacidade de enganar as pessoas. E os grandes meios de comunicação têm a capacidade de manipular, enganar, deformar a opinião pública; vemos isso muito claramente na Colômbia. Boa parte dos colombianos compraram o bilhete da Segurança Democrática com uma ingenuidade, como aqui na Argentina compramos o bilhete de ganhar a Guerra das Malvinas. Portanto, temos que levar em consideração que, sim, existem nuvens no horizonte porque o imperialismo não ficará de braços cruzados e tentará fazer algo como, por exemplo, impulsionar uma tentativa de sublevação popular, tentar desestabilizar o governo de Chávez e derrubá-lo.

brasildefato