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“Prejuízos devastadores à ciência, economia e soberania nacional”, alertou o deputado Chió, sobre cortes na educação

Ao participar das manifestações de rua nesta quarta-feira, 15 de Maio, e de uma audiência pública, em João Pessoa, contra os cortes na educação, o deputado Estadual Chió (REDE) defendeu o envolvimento de todos os setores da sociedade, pela garantia do funcionamento das universidades públicas.

“O que está acontecendo é devastador. Além de afetar diretamente os estudantes, os professores, a pesquisa e a extensão, os prejuízos são imensos para a soberania nacional e para a economia de cidades que se desenvolveram com a chegada e o funcionamento das universidades, como por exemplo, Bananeiras, Cuité, Picuí, Pombal, Patos, entre outras”, alertou Chió (REDE).

De acordo com o parlamentar, as ruas deram um recado e a Assembleia Legislativa, através da Mesa Diretora se mobilizou e já viabiliza uma agenda com toda bancada Federal, para que as vozes de estudantes e professores das universidades e institutos federais paraibanos, ecoem em Brasília.

“Educação, assim como gestão pública, não é para qualquer um. Os impactos dessa visão equivocada de gestão, junto à educação, são incalculáveis. O Brasil precisa aumentar os investimentos públicos para que as instituições de ensino possam receber cada vez mais alunos advindos, em sua maioria, de famílias que dependem do salário mínimo para viver”, completou Chió.

Frente Parlamentar

Nesta semana, o deputado Chió (REDE), que é vice-presidente da Comissão de Educação, Cultura e Desportos da Assembleia Legislativa aprovou o Requerimento Nº 1.467/2019 para a constituição de uma Frente Parlamentar pelo Fortalecimento da UEPB, com o objetivo de discutir, propor e acompanhar ações relacionadas ao fortalecimento da Universidade Estadual da Paraíba (UEPB).

 

Fonte: Ascom Dep. Estadual Chió (REDE) 

 

 

A ciência explica a TPM grave – e a causa não está na sua cabeça

tpm-ilustracaoEnquanto a variação de humor que a maioria das mulheres sofre “naquela época do mês” já é motivo de incômodo, de 2%s a 5% das mulheres enfrentam uma forma mais extrema da tensão pré-menstrual (TPM) . Apesar das oscilações no temperamento, cientistas do Instituto Nacional da Saúde Mental (NIH, sigla em inglês), nos Estados Unidos, divulgaram no início da semana um estudo comprovando que a causa para esse distúrbio não está somente no humor da pessoa – e sim no código genético.

Segundo os pesquisadores, uma mutação genética que deixa as células cerebrais desordenadas pode explicar porque essas mulheres são tão sensíveis às mudanças hormonais. Com os estudos, os cientistas esperam aprender mais sobre o papel desse complexo genético e aprimorar os tratamentos para distúrbios de humor relacionados ao sistema endócrino.

Não é só mau humor
Mulheres que apresentam perturbação disfórica pré-menstrual (PMDD, sigla em inglês), como é chamada a forma mais grave da TPM, têm como sintomas principais irritabilidade intensa, tristeza, ansiedade, inchaço e dores no corpo. Ao contrário da TPM comum, na PMDD esses sintomas são tão fortes que frequentemente as mulheres não conseguem realizar tarefas do seu dia a dia normalmente.

 

Os cientistas já sabiam que mulheres com PMDD possuíam níveis normais de hormônios, mas, até agora, não conseguiam explicar por que apresentavam incômodos bem mais intensos. O objetivo do estudo, divulgado na Nature, era desvendar como isso acontece.

A equipe de pesquisadores analisou dez mulheres com PMDD e comparou a um grupo controle de nove mulheres sem a condição. Na primeira etapa, os cientistas “desligaram” a progesterona e o estrogênio no organismo das participantes, comparando a reação dos dois grupos. Enquanto os sintomas das mulheres com PMDD desapareciam quando os hormônios eram desligados e ressurgiam quando eram reativados, as mulheres do grupo controle não apresentavam nenhuma mudança. Isso demonstrou que, de alguma forma, as células cerebrais reagiam de maneira diferente na PMDD.

A segunda etapa foi, então, compreender os mecanismos moleculares que levavam a isso. Para tanto, os cientistas cultivaram glóbulos vermelhos das participantes – que apresentam genes parecidos com as células cerebrais e são mais fáceis de coletar – com e sem os hormônios sexuais. Analisando os resultados, os pesquisadores encontraram um complexo genético, chamado Extra Sex Combs/Enhancer of Zeste, ou simplesmente ESC/E(Z), que era diferente entre os dois grupos.

O ESC/E(Z) é responsável por controlar quais genes são ligados ou desligados em resposta a certos estímulos, como hormônios e agentes estressantes. Nas células de mulheres com PMDD, alguns genes controlados por esse complexo estão mais expressivos do que o normal, enquanto outros estão menos. Na presença dos hormônios, essa diferença faz com que a via molecular fique desordenada, deixando as mulheres mais sensíveis às oscilações hormonais que acontecem antes do período menstrual.

Apesar de ser um estudo inicial que ainda precisa ser desenvolvido, a pesquisa é a primeira a demonstrar evidências de uma atividade anormal nas células de mulheres com PMDD. Por conta disso, os cientistas estão otimistas em relação aos próximos passos, podendo levar ao desenvolvimento de um tratamento efetivo para a TMP intensa.

“Esse é um grande momento para a saúde da mulher, porque determina que mulheres com PMDD tem uma diferença intrínseca no seu aparato molecular para resposta aos hormônios sexuais – não só comportamentos emocionais que elas controlam voluntariamente”, afirma em comunicado David Goldman, um dos membros da equipe de pesquisadores do NIH que realizou o estudo.

paraiba.com.br

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Ciência sem Fronteiras muda e deixa de fora estudantes da graduação

ciencias-sem-fronteiraO Ministério da Educação vai deixar de financiar intercâmbios de universitários da graduação em instituições estrangeiras e passará a oferecer bolsas para estudantes do ensino médio de escolas públicas aprenderem outro idioma fora do Brasil.

“A ideia é contemplar estudantes pobres e de escolas públicas, que tenham bom desempenho e que possam passar um período no exterior, sobretudo, para o aprendizado de um outro idioma”, disse ao Blog o ministro da Educação, Mendonça Filho.

Deputado federal pelo Democratas de Pernambuco, Mendonça é o único representante de sua legenda na Esplanada.

Ao acabar com o Ciências sem Fronteiras para a graduação, o ministro acredita que ajudará a destinar verbas federais para uma parcela da população que realmente aproveitará de maneira mais eficaz a experiência de passar 1 ano no exterior.

Mendonça Filho contou que ouviu relatos sobre estudantes da graduação que se dedicavam pouco aos estudos e aproveitavam o tempo para somente viajar durante o intercâmbio.

Havia também o problema da não equivalência de disciplinas entre os cursos de outros países e os do Brasil. Isso tornava o ano acadêmico internacional muitas vezes inaproveitável para efeitos curriculares.

O ministro relata também ter ficado surpreso ao saber que os gastos com as bolsas da graduação no Ciência sem Fronteiras eram iguais aos do programa de alimentação escolar para os alunos da educação básica em escolas públicas de todo o Brasil. Cada despesa custava R$ 3,7 bilhões por ano (dados de 2015).

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Como se observa no quadro acima, o governo federal gastou R$ 105,7 mil por estudante do Ciência sem Fronteiras contra R$ 94,6 por aluno com merenda escolar. “Uma diferença assim me parece insustentável e não pode continuar”, disse Mendonça Filho.

Essa guinada do Ciência sem Fronteiras também está de acordo com a pretensão do presidente interino, Michel Temer, de tentar reforçar programas sociais para a população menos favorecida. Essa fórmula tem o objetivo de tentar descolar do Planalto a imagem de que o governo do peemedebista eliminará as políticas adotadas pelas administrações do PT.

Outro programa semelhante anunciado nesta semana é o Criança Feliz, vinculado ao Desenvolvimento Social e Agrário. Com custo anual de R$ 2 bilhões, 80 mil “visitadores” farão acompanhamento presencial a filhos de até 3 anos de beneficiários do Bolsa Família.

Antes, o governo Michel Temer já havia anunciado o reajuste médio de 12,5% no Bolsa Família —equivalente a R$ 295,1 milhões a mais para os favorecidos pelo programa.

NOVA GRADE DO ENSINO MÉDIO
O ministro da Educação afirmou também que pretende fazer mudanças no ensino médio já em 2017. O objetivo da reforma é dar ao estudante autonomia para eleger as matérias pelas quais tem mais interesse.

Mendonça Filho disse que a flexibilização da grade tende a diminuir a evasão escolar e a tornar o ensino médio mais técnico. Segundo o MEC, 15,7% dos jovens de 15 a 17 interromperam os estudos.

Essa mudança na grade depende da aprovação de uma lei ordinária pelo Congresso. O assunto já foi tratado por Mendonça Filho com o presidente da Câmara, Rodrigo Maia (DEM-RJ), que estaria a favor da flexibilização.

Para o ministro, o assunto não enfrentará resistência no Legislativo.

CUSTOS DO ENEM
O Exame Nacional do Ensino Médio não terá alterações durante a gestão de Mendonça Filho embora o ministro enxergue alguns problemas na prova.

O Enem de 2017 deve ser o único que ficará sob seu comando. Em 2018, ele deve disputar algum cargo eletivo e pode ter de se desincompatibilizar da função.

Indagado sobre o que gostaria de ver aperfeiçoado no Enem, Mendonça é cauteloso. Cita o custo total aproximado desse exame anual que serve para selecionar interessados em ingressar na maioria das universidades brasileiras.

“O Enem custa aproximadamente R$ 600 milhões. Seria bom se pudéssemos ter mais de 1 Enem por ano, mas seria necessário tentar reduzir esse custo. E é importante dizer que, desse valor total, o gasto com a correção da prova de redação consome perto de R$ 200 milhões”, disse.

Mendonça acha que seria necessário amadurecer um debate sobre a conveniência de ter ou não a prova de redação. Mas reconhece que haverá sempre muitas resistências a respeito. Prefere deixar isso para um momento no futuro –e talvez não seja possível concluir tal mudança na sua gestão.

UOL

 

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Ciência afirma que tomar banho uma vez a cada três dias é o ideal

Durante o verão, as altar temperaturas nos faz ter que tomar uma série de banhos para conseguirmos nos sentir confortáveis. Apesar da crise hídrica, não resta muita opção quando não se tem um ar-condicionado sempre por perto.

Mas, nas outras épocas do ano, tomar banho constantemente não é algo muito diferente. O brasileiro adquiriu o hábito de tomar ao menos um banho por dia, coisa que nem sempre é feita em alguns países, mesmo os mais desenvolvidos.

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Mas você já se perguntou se realmente é necessário tomar banho todos os dias? Segundo o artigo de Rachel Wilkerson Miller, do BuzzFeed, alguns especialistas afirmam que não precisamos tomar banhos com tanta frequência como somos acostumados.

Tomar banho uma vez a cada três dias é o ideal, diz médicos

Médicos dermatologistas explicaram que devemos tomar banhos de dois a cada três dias, reduzindo assim problemas na pele e possíveis doenças.

A autora falou com dois dermatologistas sobre o assunto, e eles explicaram um pouco mais sobre o assunto.

Eles contaram que os norte-americanos – que tomam banho na mesma frequência que os brasileiros – usam o chiveiro muito mais do que o necessário. Segundo Dr. Joshua Zeichner, professor assistente de dermatologia do Hospital Mount Sinai, em Nova York, a frequência que tomamos banho e o que notamos como odor corporal é “muito mais um fenômeno cultural”.

A dermatologista Dr. Ranella Hirsch, de Boston, concorda com seu colega. Ela disse: “Nós tomamos muitos banhos neste país, e isso é perceptível. Uma boa parte da razão por que fazemos isso é devido a normas sociais”.

Tais normas são resultados, principalmente, de uma boa publicidade. Isso porque após a Guerra Civil americana, a publicidade e o sabonete se tornaram mais comuns nos EUA. Os americanos se tornaram muito mais influenciados a essas questões que os europeus.

Na década de 1920 e 1930 mais mulheres entraram no mercado de trabalho, e mais homens começaram a trabalhar em fábricas, ocasionando em outro foco cultural de limpeza, gerando o ato de necessidade de banho.

Outro problema é que nossa pele, ao ser exposta a banhos com muitas frequências – especialmente em águas quentes – pode ressecar e irritar, atém de retirar bactérias boas que existem na epiderme e servem para nos proteger. Isso pode causar fissuras de ressecamento que podem levar a infecções.

Os dois médicos dizem que os pais não devem dar banhos em bebês e crianças diariamente. Isso porque a exposição à sujeira pode fazer com que a pele se torne menos sensível e consiga evitar alergias e doenças como eczema.

Para os especialistas um banho a cada 2 ou 3 dias é o ideal. Eles indicam que limpar apenas os pontos mais críticos é a medida que devemos tomar, principalmente no inverno, quando sentimos menos necessidade de banhos.

No verão o indicado é usar produtos mais suaves nos banhos, evitando assim irritar a pele.

Fonte: Mega Curioso

Campina sedia a partir desta terça Semana Nacional de Ciência e Tecnologia

campinaA Prefeitura Municipal de Campina Grande, através da Secretaria de Ciência, Tecnologia e Inovação do Município e em parceria com outras instituições, realiza nesta terça-feira, 14, a abertura na cidade  da Semana Nacional de Ciência e Tecnologia, que este ano terá como tema principal “Ciência e Tecnologia para o Desenvolvimento Social”. O evento está incluído no calendário dos festejos do Sesquicentenário de emancipação política de Campina. A abertura terá início às 9h, com solenidade no Museu Vivo da Ciência e Tecnologia, localizado no largo do Açude Novo, e presença do prefeito de Campina Grande, Romero Rodrigues. Durante a programação de abertura da Semana, serão empossados os membros do Conselho Municipal de Ciência e Tecnologia.

 

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O secretário de Ciência, Tecnologia e Inovação do Município, Hercules Lafite, ressaltou a relevância da programação e sua vinculação ao perfil do município. “Durante a Semana, serão discutidos temas relevantes inerentes à tecnologia, com técnicos, pesquisadores e estudantes. Será uma ótima oportunidade para todos os que atuam nesse campo, tão importante para o desenvolvimento da cidade e da região”, destacou o secretário.

 

A Rainha da Borborema é um dos 74 pólos tecnológicos do país, mapeados pela Associação Nacional de Entidades Promotoras de Empreendimentos Inovadores (Anproteca). A cidade concilia todos os predicados necessários: uma centena de empresas de TI, mil empregos gerados e o maior número proporcional de PhDs do Brasil – 600.

 

Ascom

Novos benefícios da cerveja são revelados por estudos da ciência

cervejaCientistas europeus destacaram nessa terça-feira os efeitos benéficos para a saúde do consumo moderado de cerveja, entre eles a prevenção de problemas cardiovasculares e respiratórios, e excluíram o mito da “barriga de cerveja”.

O VII Congresso Europeu sobre Cerveja e Saúde, realizado em Bruxelas, reuniu hoje cerca de 160 especialistas internacionais em medicina e nutrição de 24 países, entre eles Alemanha, Irlanda, Itália e Reino Unido.

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Pesquisadores espanhóis do Hospital Clínic de Barcelona, da Universidade de Barcelona e do Centro de Pesquisa Cardiovascular (CSIC-ICCC), ressaltaram os possíveis benefícios da cerveja, com e sem álcool, na saúde cardiovascular, obesidade, nutrição e prevenção do envelhecimento celular.

“O consumo moderado de cerveja junto a uma dieta saudável, como a mediterrânea, ajuda a prevenir complicações cardiovasculares maiores como o infarto do miocárdio ou o acidente vascular cerebral”, afirmou o médico Ramón Estruch, do Hospital Clínic de Barcelona.

Segundo ele, estudos feitos na Espanha demonstraram que a cerveja sem álcool também tem um efeito protetor perante as doenças cardiovasculares.

A diretora do CSIC-ICCC, Linda Badimón, destacou que a ingestão moderada de cerveja pode “favorecer a função cardíaca global”. Quanto às quantidades consideradas moderadas, foi explicado que homens podem beber dois chopps por dia e as mulheres podem beber um.

Os polifenóis, compostos encontrados majoritariamente em alimentos de origem vegetal e também na cerveja, são os que podem reduzir os riscos de ter AVC e câncer, devido a suas propriedades antioxidantes.

“Na cerveja, encontramos até 50 tipos de polifenóis que, ingeridos pelo organismo, têm efeitos benéficos sobre a pressão arterial, os lipídios ou resistência à insulina”, explicou Rosa Lamuela, da Universidade de Barcelona.

A doutora de saúde publica no Reino Unido Kathryn O’Sullivan desmentiu a crença que a cerveja causa “barriga”, já que “não tem qualquer base científica”. Ela explicou que o consumo excessivo de qualquer tipo de álcool pode levar ao aumento de peso, mas não se feito de forma moderada.

A reidratação que a cerveja proporciona aos atletas após a realização de exercício foi outro dos aspectos destacados no evento. O médico Manuel Castillo Garzón afirmou que a cerveja, ao contrário que outras bebidas alcoólicas, apresenta pouca quantidade de álcool, muita quantidade água (95%) e potássio, capaz de reidratar os esportistas.

Dado que o exercício prolongado aumenta o risco de doenças nas vias respiratórias superiores, a cerveja se coloca como um complemento alimentar propício a reduzir sua inflamação e infecção, já que contém compostos polifenóis, garantiu ele, que atua no Hospital Técnico de Munique Johannes Scherr

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FONTE:

  • Abril

Dilma: alunos que não se dedicam ao Ciência sem Fronteiras desmerecem o país

dilmaEm coletiva de imprensa no Palácio do Alvorada, a presidenta Dilma Rousseff disse que casos de estudantes que não se dedicam ao Programa Ciência sem Fronteiras (CsF) são minoria. “Os que fizerem isso são pessoas que estão desmerecendo o país, lamentavelmente”, disse Dilma, que acrescentou, “isso não é significativo em relação aos que estão lá, não é”.

Dilma referia-se à matéria publicada com exclusividade pela Agência Brasil sobre reclamação feita pela Universidade de Southampton, no Reino Unido. Um e-mail enviado aos alunos pela Science without Borders UK, parceira internacional do programa no Reino Unido, dizia que a instituição cogitou “deixar de oferecer estágios para estudantes no futuro” pela falta de dedicação dos estudantes brasileiros. O estágio é um componente central da bolsa e também um elemento obrigatório.

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A presidenta também comentou a volta de estudantes que não obtiveram a nota mínima de fluência em inglês em curso financiado pelo governo no exterior. Em abril deste ano, 110 alunos foram excluídos do CsF e tiveram que voltar ao Brasil. “A universidade controla se ele está cumprindo o roteiro dele. Se não passar em inglês, volta sim para cá. Por que vai ficar lá?”

O CsF foi lançado em 2011, com o objetivo de promover a mobilidade internacional de estudantes e pesquisadores e incentivar a visita de jovens pesquisadores altamente qualificados e professores seniores ao Brasil. Oferece bolsas, prioritariamente nas áreas de ciências exatas, matemática, química, biologia, das engenharias, das áreas tecnológicas e da saúde. A meta é oferecer 101 mil bolsas até o final deste ano.

Dilma defendeu o programa, que é uma das principais ações de sua política educional. “Uma das formas do país estreitar as diferenças entre a educação dada nos países desenvolvidos e a nossa é colocando os nossos estudantes por mérito, por mérito, para estudar no exterior. Ninguém nunca tinha colocado 101 mil estudantes no exterior”.  Antes de cumprir a meta, a presidenta anunciou uma segunda etapa do programa, que terá mais 100 mil bolsas a serem implementadas até 2018.

EBC

Campanha pede que crianças doem dentes de leite em prol da ciência

denteDentistas estão convocando as crianças a abandonarem o hábito de deixar seus dentes de leite para a “fada do dente”.

Em vez disso, sugerem que elas os doem para a ciência. A campanha para estimular a doação de dentes de leite será lançada no 17º Congresso Latino-americano de Odontopediatria, que começa nesta quinta-feira (21) em São Paulo.

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Os dentes doados são importantes para a formação dos alunos do curso de odontologia e também são imprescindíveis para pesquisas na área, segundo José Carlos Imparato, professor da Faculdade de Odontologia da USP e coordenador do Banco de Dentes Humanos da instituição.

No ensino, os dentes doados são usados para que os estudantes pratiquem e aprimorem determinadas técnicas antes de aplicá-las nos pacientes. Já na pesquisa, os dentes são usados para testar novos materiais odontológicos desenvolvidos por cientistas. “Você precisa muitas vezes de dentes humanos para servir como substrato, para que simulem as condições da cavidade bucal”, diz Imparato.

O dentista enfatiza que tanto o ensino quanto a pesquisa necessitam de uma quantidade muito grande de dentes. Uma única disciplina da graduação – por exemplo, a de endodontia, sobre tratamentos de canais – exige que cada aluno tenha nove dentes para o treinamento. “Se levarmos em conta que cada turma tem 50 alunos e que no Brasil há mais de 300 cursos de odontologia, temos uma ideia de como a demanda é grande.”

Comércio ilegal
O Banco de Dentes Humanos da USP foi criado em 1992 seguindo a legislação que rege os bancos de órgãos. Segundo Imparato, foi o primeiro banco do tipo no Brasil. Desde então, outras instituições têm criado bancos semelhantes para abastecer seus cursos e pesquisas.

Antes disso, segundo Imparato, era comum que os professores exigissem dos alunos uma determinada quantidade de dentes para cada disciplina e os estudantes acabavam recorrendo ao comércio ilegal. “Os alunos tinham que comprar muitas vezes em cemitérios ou em clínicas e ficavam expostos a situações de comércio ilegal de órgãos. Isso, infelizmente, ainda existe e configura infração penal”, diz Imparato

180 Graus

A ciência do videogame

Matthew Lloyd/Bloomber/Getty Images
Matthew Lloyd/Bloomber/Getty Images

Foi-se o tempo em que os videogames eram vistos como inimigos da escola, um tormento para pais e professores. Hoje são cada vez mais numerosas as obras que abordam as potencialidades dos jogos eletrônicos para ensinar diferentes áreas do conhecimento aos jovens. Entre elas, está o recém-lançado A Ciência dos Videogames: Tudo dominado… pelos elétrons! (Editora Vieira e Lent), de Adriano A. Natale, professor colaborador do Instituto de Física Teórica da Universidade Estadual Paulista (Unesp) e professor visitante da Universidade Federal do ABC (UFABC).

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Dividido em três grandes partes – Videogames e Computadores, O homem e o Videogame e Tudo Dominado (…pelos elétrons!) –, o livro apresenta a história e o funcionamento dos aparelhos queridinhos das novas gerações para tratar de ciência, programação e inovação tecnológica. “Apertar um botão no controle e ver o personagem do jogo saltar um obstáculo ou disparar contra o inimigo é pura física. No livro, explico como os comandos manuais dos jogadores se transmitem à dinâmica dos jogos, como acontece essa interação. Por trás do resultado final do game, existe algo chamado programação e, por trás dela, muita matemática”, explica Natale.

O professor conta que a ideia de escrever o livro surgiu da vontade de fazer seu enteado, que não desgrudava do videogame, se interessar por ciência. “Eu já vinha discutindo com outros pesquisadores meu desejo de escrever um livro sobre física que fosse fácil de ler e que, ao mesmo tempo, envolvesse a garotada. Queria convidar esse jovem que está jogando a conhecer outro jogo divertido, que é o da ciência”, diz.

A leitura da obra mostra que, ao contrário do que imaginamos, entender os princípios que regem os videogames pode ser bastante simples. Segundo o autor, tudo se resume à manipulação de pequenas partículas que integram os átomos, os elétrons. Logo, para compreender o funcionamento dessas máquinas é preciso inteirar-se sobre as correntes elétricas. “Por exemplo, muitas pessoas desconhecem como a imagem do jogo aparece na tela da televisão ou como a eletricidade passa pelos fios. O livro explica esses movimentos dos elétrons de forma bastante simples”, declara o professor.

Além da parte voltada à física, a obra ­também traça um panorama da indústria dos games, destacando a inovação e o dinheiro por ela movimentados. Para Natale, cada vez mais sofisticados, os videogames desempenharão um papel importante na sociedade nas próximas décadas, fato que exige reflexão e investigação. “Há muitas pessoas que criticam os games, que os consideram alienantes. Mas muito mais eficiente do que ignorá-los, é conhecê-los melhor para aproveitar o que eles têm de bom. O videogame não é um bicho de sete cabeças e pode ser muito produtivo”, afirma.

 

cartanaescola

Semana Nacional de Ciência e Tecnologia 2012 acontece de 15 a 21 de outubro

O tema será Economia Verde, Sustentabilidade e Erradicação da Pobreza, em sintonia com a Rio +20

Popularizar a ciência, mostrar sua importância ao desenvolvimento do País e incentivar a população a valorizar a criatividade, a atitude científica e a inovação são os principais objetivos da 9ª Semana Nacional de Ciência e Tecnologia (SNCT), que acontece de 15 a 21 de outubro em todo o País.

Divulgação/MCTI a 9ª Semana Nacional de Ciência e Tecnologia (SNCT) acontece de 15 a 21 de outubro em todo o País com o tema Economia Verde, Sustentabilidade e Erradicação da Pobreza

  • a 9ª Semana Nacional de Ciência e Tecnologia (SNCT) acontece de 15 a 21 de outubro em todo o País com o tema Economia Verde, Sustentabilidade e Erradicação da Pobreza

A abertura oficial será no dia 16 de outubro, às 15h, no Pavilhão de Exposições do Parque da Cidade de Brasília (ExpoBrasília). A expectativa dos organizadores é de receber 200 mil pessoas nos seis dias de evento na capital federal.

Serão desenvolvidas atividades em todas as regiões do País, com a mobilização de diversos parceiros, como universidades, instituições de pesquisa, escolas, empresas públicas e privadas, governo e entidades da sociedade civil.

O tema escolhido para esta edição foi Economia Verde, Sustentabilidade e Erradicação da Pobreza, em sintonia com as discussões da Conferência das Nações Unidas sobre o Desenvolvimento Sustentável (Rio+20), promovida pela ONU em junho deste ano, no Rio de Janeiro.

Durante o ano e, principalmente, no período da SNCT, são desenvolvidas atividades de difusão de conhecimentos científicos e tecnológicos relacionados ao tema, com debates sobre as estratégias e as mudanças necessárias para a consolidação de uma economia que, em conexão com um modelo de desenvolvimento sustentável, contribua para a erradicação de pobreza e a diminuição das desigualdades sociais no país.

Confira a programação pelo link “Atividades Cadastradas” no site da SNCT.

Segundo o ministro da Ciência, Tecnologia e Inovação, Marco Antonio Raupp, o objetivo é discutir em escolas, universidades, comunidades e locais públicos os diversos aspectos envolvidos no estabelecimento de uma economia verde, bem como os desafios da sustentabilidade nas suas dimensões ambiental, econômica e social.

“As pesquisas científicas e tecnológicas, os intercâmbios científicos e o uso generalizado e aberto dos dados e resultados científicos são fatores essenciais para enfrentar estes desafios, tendo em vista os limites naturais do planeta e a necessidade de estruturas socioeconômicas renovadas. Por outro lado, uma educação de qualidade é um elemento indispensável para possibilitar uma formação cidadã adequada para o desenvolvimento sustentável”, afirma Raupp.

Distrito Federal

Mais de mil atividades estão programadas para a Semana Nacional de Ciência e Tecnologia no Distrito Federal (SNCT/DF). Destaque para o centro de triagem para reciclagem de lixo, hortas comunitárias e agroecológicas, oficinas sobre alimentação saudável, projetos e debates.

“A proposta é que o visitante, quando entrar no local, possa ver ideias e projetos para utilizar em seu cotidiano ou revertê-los em geração de renda”, explica a encarregada da infraestrutura e logística da SNCT/DF, Fernanda Pedrosa, do Ministério de Ciência, Tecnologia e Inovação (MCTI).

A área de 33 mil metros quadrados será dividida em oito espaços temáticos: energia, tecnologia, água, biodiversidade, educação, reciclagem, segurança alimentar e institucional. No total, mais de 100 expositores confirmaram participação. O evento contará com apoio de 200 monitores na recepção e orientação aos visitantes.

A SNCT do Distrito Federal inclui a apresentação de 35 projetos de escolas públicas; exposição sobre os biomas do Brasil; mostra de instituições de pesquisa do sistema MCTI; e atividades culturais, seminários e debates, que serão realizados em cinco auditórios e no anfiteatro do ExpoBrasília. A entrada do evento é gratuita, com funcionamento entre 8h30 e 20h, durante a semana, e encerramento às 18h no final de semana.

Semana Ciência Tecnologia

A Semana Nacional de Ciência e Tecnologia é realizada, desde 2004, no mês de outubro, em todo o Brasil. Sua finalidade principal é mobilizar a população, em especial crianças e jovens, sobre temas e atividades de ciência e tecnologia (C&T). A coordenação nacional é de responsabilidade do MCTI.

Desde a primeira edição, a semana nacional obtém participação crescente e entusiasmada de estudantes, professores, instituições e municípios. Em 2011, foram realizadas cerca de 16 mil atividades, em 654 municípios brasileiros, sob o tema Mudanças Climáticas, Desastres Naturais e Prevenção de Riscos.

Histórico

Na primeira SNCT, ocorrida entre 18 e 24 de outubro de 2004, foram realizadas 1.840 atividades, em 252 municípios, envolvendo 250 instituições e entidades de ciência e tecnologia (C&T).

Em 2005, foram 6.701 atividades, em 332 cidades, entre os dias 3 e 9 de outubro. O tema da SNCT foi Brasil, Olhe Para a Água!. Atividades interativas em locais públicos, exposições, debates e outros eventos destacaram a importância da preservação dos mananciais hídricos e a interface da ciência com o desenvolvimento sustentável do país.

A terceira edição ocorreu de 16 a 23 de outubro de 2006. Foram registradas 8.654 atividades espalhadas em 370 municípios brasileiros. O tema da semana foi Criatividade e Inovação, para comemorar o centenário do voo do 14 Bis, cuja réplica decolou na Esplanada dos Ministérios, em Brasília, durante o evento. Milhares de atividades educacionais e de divulgação homenagearam também, ao longo do ano, o inventor Alberto Santos-Dumont.

Terra foi o tema escolhido para a edição de 2007, em função da determinação da Organização das Nações Unidas (ONU) daquele ano como o Ano Internacional da Terra. O balanço do evento, ocorrido entre 1º e 7 de outubro, registrou cerca de 9.700 atividades, em 390 municípios, com 680 instituições e entidades envolvidas.

Na edição de 2008, realizada entre 20 e 26 de outubro, foram registradas 10.859 atividades em 445 municípios. O tema da semana nacional foi Evolução e Diversidade, em função dos 150 anos da teoria da evolução pela seleção natural.

Em 2009, foram cadastradas 14.978 atividades desenvolvidas em 492 cidades. O tema foi Ciência no Brasil, com o propósito de se conhecer e valorizar a C&T produzida no País. O Ano Internacional da Astronomia (AIA) foi comemorado nesta edição com milhares de atividades, realizadas na SNCT e ao longo do ano, envolvendo 2,5 milhões de pessoas.

Em 2010, a SNCT ocorreu entre 18 e 24 de outubro. O tema principal foi: Ciência para o Desenvolvimento Sustentável. O evento se integrou ao Ano Internacional da Biodiversidade. Foram realizadas 13.345 atividades em 397 municípios brasileiros.

Portal Brasil