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Senador Cid Gomes é baleado ao tentar entrar em batalhão da polícia no CE

Na tarde desta quarta-feira (19), o senador Cid Gomes (PDT-CE) foi baleado durante um protesto de policiais. O senador dirigia uma retroescavadeira e tentava furar um bloqueio feito por policiais militares no Batalhão da Polícia Militar.

De acordo com informações repassadas à imprensa pela assessoria do parlamentar, acreditava-se que ele havia sido atingido por uma bala de borracha, no entanto, após socorro médico, confirmou-se que o tiro foi disparado de uma arma de fogo.

Vídeos gravados por pessoas que acompanharam a manifestação mostram o senador consciente, mas com a blusa manchada de sangue.

No vídeo, é possível ver o momento no qual o senador avança com a retroescavadeira contra os manifestantes ao mesmo tempo em que é possível ouvir vários disparos. Também é possível ver que os vidros do veículos são quebrados.

A assessora do político declarou à imprensa que o senador foi baleado no peito e foi encaminhado ao Hospital do Coração de Sobral. De acordo com a unidade hospitalar, o político não corre risco de morte.

PB Agora
com informações do G1

 

 

Cid Gomes pede demissão após discutir com deputados na Câmara

cid gomesDepois de discutir com deputados no plenário e abandonar o recinto da Câmara em meio à sessão na tarde desta quarta-feira (18), o ministro da Educação, Cid Gomes, foi ao Palácio do Planalto e pediu demissão à presidente Dilma Rousseff, que aceitou.

O pedido ocorreu logo depois de o ministro participar na Câmara dos Deputados de sessão em que declarou que deputados “oportunistas” devem sair do governo.

“A minha declaração na Câmara, é óbvio que cria dificuldades para a base do governo. Portanto, eu não quis criar nenhum constrangimento. Pedi demissão em caráter irrevogável”, declarou o ministro.

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O Palácio do Planalto informou após a demissão de Cid Gomes que o secretário-executivo da pasta, Luiz Cláudio Costa, comandará o Ministério da Educação interinamente. Costa já foi presidente do Instituto Nacional de Estudos e Pesquisas Educacionais (Inep) e foi secretário-executivo do MEC em 2014, quando a pasta era chefiada por Henrique Paim.

A minha declaração na Câmara, é óbvio que cria dificuldades para a base do governo. Portanto, eu não quis criar nenhum constrangimento. Pedi demissão em caráter irrevogável.”Cid Gomes, ex-ministro da Educação

Do plenário, o presidente da Câmara, Eduardo Cunha, chegou a anunciar a demissão antes mesmo de ter sido oficializada. “Comunico à Casa o comunicado que recebi do chefe da Casa Civil [ministro Aloizio Mercadante] comunicando a demissão do ministro da Educação, Cid Gomes”, anunciou Cunha no plenário.

Depois, a Presidência da República divulgou nota oficial com o seguinte teor: “O ministro da Educação, Cid Gomes, entregou nesta quarta-feira, 18 de março, seu pedido de demissão à presidenta Dilma Rousseff. Ela agradeceu a dedicação dele à frente da pasta.”

No Palácio do Planalto, após ter pedido demissão, Cid Gomes falou em defesa da presidente Dilma Rousseff, que ele disse considerar ter “as qualidades necessárias” para governar o país.

Na garagem privativa do palácio, ele classificou a presidente como uma pessoa “séria” e avaliou que o combate à corrupção adotado pelo governo “fragilizou” a relação dela com boa parte dos partidos.

“O que a Dilma está fazendo é limpar o governo do que está acontecendo de corrupção. Essa crise de corrupção é uma crise anterior a ela. Ela está limpando e não esta permitindo isso. Ela está mudando isso. E isso, óbvio, cria desconforto”, afirmou. “Vocês viram quantos deputados do PP recebiam mensalidade de um diretor da Petrobras? Isso é que era a base do poder e ela [Dilma] está mudando isso”, disse Cid Gomes, ao citar a lista de políticos investigados pelo Supremo Tribunal Federal por suspeita de envolvido com o esquema de corrupção revelado pela Operação Lava Jato.

O agora ex-ministro da Educação completou ao dizer que o Congresso Nacional virou o “antipoder” e aposta no “quanto pior, melhor”, frase repetida diversas vezes pela presidente Dilma ao falar “dos que pregam a instabilidade institucional” no país.

“Eu considero o Legislativo fundamental para a democracia. O que é lamentável é a sua composição, a forma do parlamento se relacionar com o poder. Virou o antipoder. Ou tomam parte do poder ou apostam no quanto pior, melhor para assumir o poder”, completou.

O ministro também disse “lamentar” pela educação por deixar o cargo neste momento. “Lamento muito. Agradeço, mas estou aqui entregando o cargo de ministro. […] Estou feliz. Lamento pela educação do Brasil, porque tem muito o que fazer e eu estava entusiasmado. Mas, enfim, a conjuntura política impede a minha presença”, disse.

PMDB
O líder do PMDB, Leonardo Picciani (RJ), afirmou que, se Dilma não demitisse Cid, passaria uma mensagem de que “concorda” com a declaração do ministro de que “muitos” deputados da base têm “postura de oportunismo”.

“A presidente Dilma é uma pessoa com formação democrática. Não esperávamos outra atitude que não fosse essa. A posição correta era fazer. Não tomar essa atitude seria uma mensagem muito ruim, de que o governo concorda com essa atitude”, disse.

Pouco antes de anunciar a demissão do ministro, o presidente da Câmara, Eduardo Cunha, colocou em votação um projeto que estende a política de valorização do salário mínimo aos aposentados, proposta que contraria fortemente o governo.

Depois do telefonema de Mercadante a Cunha, o PMDB anunciou acordo com o governo para adiar a votação. “Vamos deixar que o governo negocie uma proposta para os aposentados”, disse Picciani.

A sessão
Cid Gomes deixou o plenário da Câmara depois de ter sido criticado por mais de uma hora pelas lideranças partidárias. A ofensiva dos deputados ocorreu depois de o ministro afirmar que deputados da base aliada que têm cargos na administração federal deveriam “largar o osso”.

Cid Gomes foi convocado pelos deputados devido a uma declaração de que a Câmara tem “uns 400 deputados, 300 deputados” que “achacam”, dada durante um evento do qual participou no último dia 27 na Universidade Federal do Pará.

O ministro iniciou a fala dizendo que “respeita” o Congresso e admitindo que deu a declaração. Ele tentou justificar a fala afirmando que era uma posição “pessoal” e não como ministro de Estado, quando começou a receber críticas de parlamentares presentes.

Diante das manifestações em plenário, Cid subiu o tom e chegou a apontar o dedo ao presidente da Câmara, Eduardo Cunha (PMDB-RJ), dizendo que prefere ser acusado pelo peemedebista de ser “mal educado”, a ser acusado de “achacar” empresas, no esquema de corrupção da Petrobras.

“Eu fui acusado de ser mal educado. O ministro da Educação é mal educado. Eu prefiro ser acusado por ele [Eduardo Cunha] do que ser como ele, acusado de achaque”, afirmou Cid Gomes.

Ele disse ainda que “muitos” parlamentares que integram a base de sustentação do governo agem com “oportunismo”.

As declarações geraram fortes ataques dos parlamentares em plenário. Lideranças da base aliada e da oposição pediram a demissão do ministro. Em meio às críticas, ele deixou o plenário e foi indagado por jornalistas se pediria demissão, conforme os apelos feitos pelos deputados.

O ministro respondeu que, se fosse pedir demissão, não anteciparia o fato à imprensa. “A presidenta resolverá o que vai fazer. O lugar é dela, sempre foi dela. E eu aceitei, para servir, porque acredito nela. Se eu fosse pedir demissão, eu não teria, por dever de ética, antecipar”, afirmou.

O ministro explicou ainda que deixou o plenário antes do término das falas dos líderes partidários porque se sentiu “agredido”. “Eu fui convocado, não estava no meu desejo. Já tinha vindo aqui na Câmara duas ou três vezes para conversar com os deputados. Comecei a minha vida no parlamento e respeito o parlamento. Agora, infelizmente fui convocado e agredido. Nessa condição penso eu que estou liberado”, declarou.

Cid Gomes deixou a Câmara dirigindo o próprio carro e com um sorriso no rosto, enquanto apoiadores que vieram do Ceará para acompanhar o pronunciamento dele gritavam palavras de apoio.

Depois que Cid Gomes deixou o plenário, o presidente da Câmara, Eduardo Cunha, anunciou que moverá ações jjudiciais contra o ministro. “Não vou admitir que alguém que seja representante do Poder Executivo, não só agrida esta Casa, como agrediu todos os parlamentares, como venha aqui e reafirme a agressão, inclusive chegando ao ponto de querer dominar. Então, a procuradoria vai processar, a presidência vai processar e, se alguém não se sentiu ofendido, tem todo direito de não querer fazer nada e até aplaudir”, declarou Eduardo Cunha.

Nota oficial
Leia abaixo a íntegra da nota oficial divulgada pela Presidência da República

NOTA OFICIAL

O ministro da Educação, Cid Gomes, entregou nesta quarta-feira, 18 de março, seu pedido de demissão à presidenta Dilma Rousseff. Ela agradeceu a dedicação dele à frente da pasta.

Secretaria de Imprensa
Secretaria de Comunicação Social
Presidência da República

 

G1

Planalto avisa ao PROS que compromisso na reforma ministerial é com Cid Gomes

cid-gomesO Palácio do Planalto avisou ao novo partido, o PROS, que o compromisso da presidente Dilma Rousseff na reforma ministerial é com o governador Cid Gomes (CE). Ela tem enfatizado que Cid e o irmão Ciro Gomes deixaram o PSB de Eduardo Campos para apoiá-la na reeleição.  Por isso, vai ouvir os dois cearenses para definir o espaço do PROS.

Foi uma reposta ao líder do partido, o deputado Givaldo Carimbão (PROS-AL), que cobrou do Planalto participação da bancada na indicação do ministro que representará o partido no governo Dilma. Ciro Gomes já foi indicado pela bancada para o primeiro escalão de Dilma. Mas ele sinalizou que prefere ficar no governo do Ceará, como secretário da Saúde.

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Em conversas reservadas, Dilma já sinalizou que gostaria que Cid Gomes ocupasse o Ministério da Educação, num eventual segundo governo.

G1

Cid Gomes e grupo saído do PSB devem anunciar ida ao PROS

cidO governador do Ceará, Cid Gomes, e mais cerca de 500 políticos do estado devem anunciar na terça-feira (1º) a ida para o Partido Republicano da Ordem Social (PROS), que teve o registro aprovado pelo Tribunal Superior Eleitoral (TSE) na semana passada.

Além de Cid, o secretário da Saúde do Ceará, Ciro Gomes; o presidente da Assembleia Legislativa do Ceará, Zezinho Albuquerque; e o prefeito de Fortaleza, Roberto Cláudio, deixaram o PSB, presidido pelo governador de Pernambuco, Eduardo Campos, na semana passada.

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O governador do Ceará afirmou que deixou o partido para apoiar Dilma Rousseff nas eleições de 2014. Como o PSB deve lançar a candidatura de Eduardo Campos, o grupo do PSB no Ceará foi pressionado a apoiar o governador pernambucano ou deixar o partido.

Na noite de sábado (28), o grupo liderado por Cid Gomes se reuniu com membros do PROS, onde estava presente o presidente nacional da sigla, Eurípedes Júnior, ex-vereador de Goiás.

Junto com o governador do Ceará, parte dos demais políticos que deixou o PSB também deve ingressar no PROS. “Vamos todos para o mesmo partido. O meu esforço é de manter a unidade”, disse Cid Gomes.

Além do PROS, Cid recebeu convite para fazer parte do PDT, PP, PC do B e PSD. O PROS teve criação confirmada pelo Tribunal Superior Eleitoral (TSE) em 24 de setembro. Por ser um partido recém-criado, o ingresso de políticos na legenda facilita a regularização da situação do grupo de Cid Gomes.

No site do partido, o PROS afirma que tem como principal bandeira a redução de impostos. “A reforma tributária é um tema altamente complexo, portanto, precisamos tratar o problema por etapas, com segurança, perspicácia e inovação. O PROS surge não com soluções mágicas ou miraculosas que resolvam tudo de uma vez, mas sim com aquilo que sempre faltou para implantação de boas soluções no Brasil: vontade política”, afirma o partido.

O prazo para quem pretende concorrer nas eleições do ano que vem trocar de partido ou se filiar a uma nova legenda termina no dia 5 de outubro. As listas com os nomes dos filiados serão entregues pelos partidos ao TSE em 14 de outubro.


G1

Cid Gomes critica candidatura do PSB em 2014 e diz que quer Campos na vice de Dilma

 

O governador do Ceará, Cid Gomes (PSB), disse, nessa quinta-feira (28), ser contra a uma possível candidatura do governador de Pernambuco, Eduardo Campos, à presidência em 2014.

Gomes participou na noite dessa quinta, em Fortaleza, do seminário “O Decênio que Mudou o Brasil”, que vai avaliar e apresentar as conquistas do PT nos 10 anos de presidência. O ex-presidente Luiz Inácio Lula da Silva participou do encontro.

Para o governador cearense, não é hora do PSB ter candidatura própria, mas sim, o partido deveria investir em compor a chapa de reeleição da presidente Dilma Rousseff.

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“Com a manutenção da aliança, podemos –dialogando com o PT, com o PMDB, e com outros partidos da aliança– fazer com o que nosso partido cresça, ampliando, por exemplo, a nossa bancada de senadores; trabalhando para manter o que temos de governos, que são em seis Estados. Com isso o partido estará, como sempre esteve, se preparando para um projeto nacional. O projeto do PSB é, algum dia, ter uma candidatura à presidência. Mas no momento acho o mais recomendável ao PSB manter a aliança, apoiar Dilma, e lutar para que a gente componha a chapa dela, como vice. É isso que defendo, com a inclusão do nome que mais se destaca no partido, que é o de Eduardo”, disse.

Segundo Gomes, o partido está dividido entre duas correntes: “O que o presidente do meu partido tem dito é que definições sobre candidatura acontecerão apenas em 2014. É claro que tem gente hoje defendendo uma candidatura dele, que é o nome de maior expressão; e tem gente, como eu, que defende uma aliança com o PT. O PSB é um partido democrático. No momento que não há decisão formal, cada um de seus integrantes tem o direito de expressar segundo a sua opinião, do que acha mais correto para o partido.”

Ao cogitar a entrada do PSB e a saída do PMDB da vice-presidência, Cid Gomes não esconde que será uma tarefa difícil, mas não impossível de ocorrer. “Em politica não há concessão. Ninguém dá nada de presente, tudo se conquistam com luta e com força. O PSB está fortalecido, tem unidade nas suas decisões. Achamos que podemos, diante de um quadro em que o PMDB ocupa a presidência da Câmara e no Senado, crescer no cenário nacional com um vice-presidente”, disse o governador.

UOL