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Cantor paraibano Chico César solta o verbo contra Moro e diz que Governo Bolsonaro vive um curto circuito diário

Nacionalmente conhecido pelo hit “Mama Africa”, o cantor paraibano Chico César, que já exerceu o posto de Secretário de Cultura na gestão Ricardo Coutinho, no Estado da Paraíba, concedeu entrevista essa semana após participar de um show e acabou soltando o verbo quando o assunto é a política, a gestão Bolsonaro e o ministro da justiça, Sérgio Moro.

Primeiro sobre o ex-juiz federal, Sérgio Moro, que por muitos ainda é conhecido como herói nacional, Chico lembrou que da mesma forma que Lula também teve seu tempo de herói, e virou vilão para alguns, Moro também pode repetir a história. César ressaltou que a vida dá voltas e recriminou a conduta do ex-juiz com relação aos processos que tiveram como alvo o ex-presidente petista.

“Eu acho que a vida dá muitas voltas e acho que o herói de hoje pode ser o vilão de amanhã. Como Lula foi o herói de ontem e virou o vilão de ante-ontem. A vida dá voltas. A figura do Moro é bem representativa disso. O vazamento é uma benção, as conversas é que são horríveis. É horrível você pensar que você tem um juiz mancomunado com os promotores para impedir que um cidadão seja candidato à presidência da República para que um outro grupo possa ser.”, disse.

Chico ainda acredita que a própria direita não acreditava que elegeria Bolsonaro e pode também estar arrependida.

“Eu acredito que não era exatamente para ser Bolsonaro, mas poderia ser qualquer um de Centro de Direito para direita. Mas acabou ganhando um da extrema direita. Acho que isso surpreendeu até mesmo a própria direita. Chegou o momento que eu penso, que o PSDB imaginou que mesmo que o Brasil quebrasse, mas se tirasse o PT era melhor para eles. E não foi bom para eles, não foi bom para o Brasil, não foi bom para ninguém”, emendou.

Sobre a nova gestão, César aponta que hoje quem assumiu a ponta da lança foi o quinto escalão da política, um grupo que considera despreparado.

“Você tem um grupo ali de pessoas muito conservadoras, que não entendem bulhufas. O quinto escalão da política brasileira assumiu a ponta de lança, e é curto circuito diário”, desabafou.

Nesse fim de semana Chico César fechou o festival Forró da Lua Cheia, em Altinópolis (SP), Na ocasião ele também fez alusão à campanha “Lula Livre”. “Daqui a 6 meses vai ter a campanha ‘Moro Livre’”, disse aos risos durante a apresentação.

 

PB Agora

 

 

Chico César diz que há corrupção até na música, mas não vê política como esgoto da sociedade

chico-cesarO cantor e compositor paraibano Chico César passou seis anos imerso na política antes de entrar no que chama de “Estado de Poesia”, nome de seu primeiro disco em sete anos, lançado neste mês pelo projeto Natura Musical. Foi presidente da Fundação Cultural de João Pessoa em 2009 e Secretário de Cultura do estado da Paraíba em 2010, no governo de Ricardo Coutinho (PSB). Saiu enfraquecido, segundo os críticos, principalmente depois de disparar contra o que chamou de “bandas de forró de plástico”.

A política, no fim, não saiu de seu radar e norteou a conversa com o UOL em sua casa, em São Paulo. Para Chico, a corrupção é uma prática inerente ao sistema, inclusive no meio artístico. “Há uma associação entre empresários de bandas, secretários de cultura, mulheres de prefeito. É uma clientela”, diz ele.

Em contrapartida, se diz otimista: “A política é uma atividade muito nobre. Não acho que seja o esgoto da sociedade”. Ao relembrar da série “Sex and the City”, que adorava assistir na TV, diz que a classe média vai precisar ser menos consumista no futuro, e sentencia: “Acho inevitável a volta de Lula”.

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Em sua volta à São Paulo, no início do ano, Chico se cercou de jovens músicos de sua terra natal e se abriu para o amor no retorno ao estúdio. Na primeira parte do disco, o sentimento tem nome: a paraibana Bárbara Santos, paixão à primeira vista. É para ela canções como “Caracajus”, escrita quando Chico estava em Caracas, onde cantou no velório de Hugo Chávez, e Bárbara em Aracaju. Os versos são apaixonados — e sensuais: “A fruta de seus lábios / a alma saindo pela boca / os lábios de sua fruta calma / derramando em calda a polpa”.

No lado B, pulsa outro tipo de amor: social e político. Há canções sobre a negação do racismo em “Negão”, opressão aos gays em “Alberto” e a história de dois mendigos que são expulsos de uma praça perto da sua casa em “No Sumaré”, bairro paulistano onde mora desde que estourou com “Mama África”, em 1996.

O disco se encerra em tom épico, com a dylanesca “Reis do Agronegócio”. Convidado por indígenas, que ocuparam o Congresso Nacional no Dia do Índio deste ano, subiu em plenário e, tal qual um trovador, cantou os versos sobre o “agrebiz feroz, desenvolvimentista”, com dedos apontados ao “ruralista cujo clã é um grande clube, inclui até quem é racista e homofóbico”.

UOL

Chico César não participa da posse de Ricardo e diz que estará com os ‘despossuídos’

chico cesarSecretário estadual de Cultura até 23h59 desta quarta-feira, o cantor e compositor Chico César usou as redes sociais para se despedir da cidade e destacar que não participará das cerimônias de posse do governador reeleito Ricardo Coutinho (PSB) e nem da presidente reeleita Dilma Rousseff (PT). Chico já havia utilizado o Facebook para anunciar que não permaneceria no cargo no segundo mandato do governador socialista, a partir desta quinta-feira, 1º de janeiro.

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O ainda secretário lamentou por não poder participar das solenidades, mas disse que continuará exercendo sua essência de ser politizado. “Meu espírito se juntará aos que combatem o catastrofismo com justiça social. Estou com as bandeiras vermelhas dos sem terra e sem teto. Mais até do que com os empossados, estarei com os possessos da história, os despossuídos em ira cívica e saúde civil”, postou ele em sua página do Facebook.

Chico César dará início a uma série de shows pelo Brasil e também no exterior. Ainda hoje, ele viaja para Nápoles, na Itália, onde cantará no Teatro Mediterrâneo, com uma ‘jazz sinfônica’. Em janeiro, ele passará por Escócia, Alemanha, Itália, França, Espanha, Eslovênia e Áustria. A mudança de João Pessoa para São Paulo somente acontecerá, oficialmente, em fevereiro, quando o artista volta para ‘pegar os bichos’.

O cantor e compositor paraibano também se dedicará à gravação de seu novo disco e, selecionado pelo projeto Natura, fará uma série de shows pelo Brasil. Ele pretende, ainda, gravar um disco com o cantor congolês Ray Lema.

Jãmarrí Nogueira – MaisPB

Chico César anuncia saída da secretaria estadual da Cultura

chico cesarO cantor e compositor paraibano Chico César deixará a secretaria estadual da Cultura. O anúncio foi feito pelo próprio cantor, nesta sexta-feira (26), na sua conta pessoal na rede social Facebook.

“Não quero chorar o choro da despedida, o acaso da minha vida um dado não abolirá. Paraíba, te agradeço. Deixo de ser teu gestor. Resta o gesto de amor e gratidão em música, arte e ternura que seguem comigo. Vida longa a alma paraibana, minha identidade que vem comigo sempre. Beijo amoroso a todos”, postou.

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Chico César definiu a saída após ter projeto de lançamento de novo CD aprovado pela Natura. Ele gravará um CD com músicas inéditas e fará uma turnê nacional.

MaisPB

DESABAFO: Chico César revela ter ficado magoado com o povo da PB

ChicoCesarSecCulturaO cantor e atual secretário de Cultura do Estado, Chico César, fez um desabafo no sábado (04) em que revela uma certa mágoa do povo do seu Estado. O momento em que a frustração o machucou, segundo conta, foi no instante em que decidiu voltar à Paraíba para aceitar o convite do então prefeito de João Pessoa, Ricardo Coutinho (PSB), para a assumir a pasta da Cultura na Capital. De acordo com o músico, o que mais doeu foi, depois de ter feito tanto pela Paraíba, ser recebido com críticas e incompreensões, apenas por assumir um posto político.

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“Quando eu voltei para a Paraíba, já sendo conhecido em todo o Brasil e reconhecido fora dele – tendo tocado nos cinco continentes – eu achei que ia encontrar um clima mais fraterno”, desabafou.

Na continuidade das suas confissões, Chico explica que seu primeiro objetivo ao aceitar o convite de Ricardo era o de dar visibilidade à cultura do Estado. A ideia era aumentar a alto estima da Paraíba e dar visibilidade fora dele, associando seu nome com a cultura paraibana. No entanto, foi tratado com incompreensão e ataques.

“Eu senti que havia um clima de conflagração ou de não compreensão com relação a mim. Que às vezes as questões partidárias imediatas e até eleitoreiras – que são menores que as questões partidárias, que são legitimas – falavam mais alto e mais rápido”, destacou.

Apesar da mágoa, Chico diz ter superado tudo e se acostumado com a situação. Ao falar de seus sentimentos com relação à Paraíba, César deixou claro que nada conseguiu mudar sua paixão por seu Estado natal.

“Tudo que eu sou devo à Paraíba. Se a Bahia deu régua e compasso a Gilberto Gil e Caetano Veloso, a Paraíba me deu tudo”, declarou.

MaisPB