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Em estreia de interino, Chávez marca dois e SP bate Santa Cruz no Arruda

campeonato-brasileiroCom dois gols do camisa 9 Andres Chávez e um pênalti defendido por Denis, o São Paulo bateu o Santa Cruz por 2 a 1 na tarde deste domingo (7), pela 19ª rodada do Brasileirão. O atacante argentino fez uma dupla afinada com Cueva, que participou dos dois gois. Ambos saíram de campo aplaudidos pela pequena torcida são-paulina no Arruda, em Recife. O Santa desperdiçou um pênalti com Grafite (Denis fez bela defesa), mas conseguiu descontar no finalzinho com Keno.

A partida marcou a estreia do interino André Jardine no clube paulista – primeira partida sem Bauza, que foi comandar a Argentina. Jardine mudou o esquema que vinha sendo utilizado pelo argentino e viu a equipe conquistar a primeira vitória sob seu comando.

O resultado encerra uma sequência de quatro jogos sem vencer para o São Paulo, que vai a 26 pontos, mas continua no meio da tabela. O Santa segue com 18 pontos, e permanece na zona do rebaixamento.

Estreia de interino e mudança de esquema no São Paulo

O São Paulo teve a estreia do interino André Jardine. O substituto mudou o esquema, trocando o 4-2-3-1 do argentino por um 4-1-2-2-1, abrindo Cueva pela esquerda e escalando João Schmidt como primeiro volante. Por um lado, a pegada mais ofensiva de Jardine apareceu, com o time criando várias oportunidades e controlando mais o jogo, principalmente no primeiro tempo; por outro, o sistema defensivo ficou sobrecarregado e os zagueiros foram forçados, em vários momentos, a encarar o ataque do Santa no mano a mano.

Quem foi bem: Cueva, Chávez e São Paulo

O peruano foi mais uma vez o pricipal foco de desequilíbrio no ataque são paulino, deu uma bela enfiada de bola no lance do primeiro gol e assistência para o segundo. Já o camisa 9 voltou a mostrar faro de gol, brigando muito no ataque, arriscando chutes e marcando dois gols– agora, são três gols nas três primeiras partidas com a camisa tricolor.

Quem foi mal: Jadson, do Santa Cruz

O meio campista errou muitos passes, quase entregou um gol para o São Paulo e fez um mau primeiro tempo. A torcida percebeu, e não perdoou, vaiando muito toda vez que ele pegava na bola. No intervalo, foi sacado pelo técnico Milton Mendes.

Primeira etapa toda do São Paulo

O time visitante teve domínio durante a maior parte do primeiro tempo, criando várias chances com Thiago Mendes, em cruzamento da esquerda, Hudson, após tabela com Chávez (Tiago Cardoso defendeu o chute) e o próprio Chávez, que quase aproveitou erro de passe de Jadson, mas bateu para fora.

O Santa teve algumas chances de dar o troco; Keno e Grafite ficaram no mano a mano com Maicon e Lyanco mais de uma vez, mas não conseguiram aproveitar. O primeiro gol são paulino foi anulado, por falta de João Schmidt no goleiro Tiago Cardoso. O segundo, este legal, veio pelo alto, aos 39 minutos: Cueva enfiou a bola, Mena cruzou da esquerda e Chávez testou.

Susto e bote letal

No segundo tempo, o Santa partiu para o ataque e colocou pressão, principalmente com cruzamentos na área. A investida colocou o São Paulo na defensiva, mas não chegou a gerar uma chance clara.

Os visitantes, entretando, responderam de forma letal. Enfiada de Kelvin, passe de Cueva, e mais um gol de Chávez. 2 a 0, situação complicada para o Santa Cruz, que ainda quase levou o terceiro em outro contragolpe com Cueva: Tiago Cardoso fez grande defesa.

Aos 35, Luiz Araújo deu esperança ao Santa cometendo pênalti pela esquerda; Grafite bateu no canto direito de Denis, que caiu para fazer uma importante defesa, Cinco minutos depois, não teve jeito: Keno bateu colocado e conseguiu diminuir para os donos da casa.

Santa Cruz 1 x 2 São Paulo

Local: Arruda, em Recife (PE)
Data/Hora: 7 de agosto de 2016, às 16h15
Árbitro: Bruno Arleu de Araujo – RJ
Assistentes: Rodrigo Henrique Correa e Thiago Henrique Neto Correa Farinha (ambos do Rio de Janeiro)
Gols: Chávez, 39’/1ºT (0-1) e 20’/2ºT (0-2); Keno, 39’/2ºT (1-2)

SANTA CRUZ: Tiago Cardoso, Léo Moura (Renatinho), Neris, Danny Morais e Tiago Costa; Derley, Jadson (Arthur), Danilo Pires (Bruno Moraes), João Paulo; Keno e Grafite Técnico: Milton Mendes.

SÃO PAULO: Denis, Buffarini, Maicon, Lyanco e Mena; Hudson, Thiago Mendes (Wesley). João Schmidt; Kelvin, Cueva (Luiz Araújo) e Chávez (Gilberto). Técnico: André Jardine.

Uol

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Chávez faz golaço, mas SP leva virada do Atlético-MG no adeus de Bauza

O golaço de Andrés Chávez logo aos 4 minutos de bola rolando não foi suficiente para o São Paulo sair do Morumbi com uma vitória nesta quinta-feira (4), contra o Atlético-MG, pelo Campeonato Brasileiro. Maicosuel e Lucas Pratto viraram a partida e definiram o triunfo mineiro por 2 a 1.

A derrota manteve o São Paulo com 23 pontos, na décima colocação. O jogo também foi o último do técnico Edgardo Bauza à frente do clube – ele agora vai assumir a seleção argentina.

Já o Atlético manteve a excelente sequência de resultados recentes, pulou para 32 pontos e colou no G-4, ficando na quinta posição. O time perde do quarto colocado Grêmio no saldo de gols.

Chávez brilha com golaço, mas some depois

Julia Chequer/Folhapress

O argentino Andrés Chávez não poderia ter assinado melhor o seu primeiro gol com a camisa do São Paulo. Logo aos 4 minutos de jogo, uma bola sobrou para ele na intermediária; notando Victor adiantado, o atacante acertou uma bomba de longe que encobriu o goleiro do Atlético. Chávez comemorou muito o golaço, mas não teve tantos motivos para celebrar ao longo do jogo: isolado na frente, ele recebeu poucas bolas de qualidade e não levou muito perigo na área, aparecendo apenas com finalizações fracas.

Bauza dá adeus com aproveitamento fraco

Apesar de ter levado o São Paulo até as semifinais da Libertadores, prioridade do clube até a eliminação para o futuro campeão Atlético Nacional, Bauza não deixa números favoráveis em sua passagem pelo Morumbi. Em oito meses de trabalho, foram 17 vitórias, 13 empates e 18 derrotas, com aproveitamento de apenas 44,4% e a décima colocação no Brasileirão.

Ataque do Galo mostra qualidade e dedicação

Fred, Lucas Pratto e Robinho juntos? Mais uma vez, o Atlético mostrou que a mistura dá muito certo. O trio teve a qualidade de sempre para criar jogadas de perigo e também muita dedicação na parte defensiva, com Robinho e Pratto se revezando para cobrir o lado esquerdo sem a bola e ajudar na marcação. Maicosuel, pela direita, completou um ótimo quarteto ofensivo e fez seu gol após passe de Fred, enquanto Pratto marcou um golaço após arrancar pelo meio.

Fred tem gol anulado incorretamente

O Atlético-MG poderia ter acabado o primeiro tempo com 3 a 1 de vantagem, quando Robinho levantou na área e Fred desviou de cabeça para as redes. Mas a arbitragem errou ao anular o gol do camisa 99 por impedimento. Imagens de replay mostraram que o centroavante estava na mesma linha do zagueiro Maicon, que não conseguiu cortar o passe. Se o Atlético tivesse vencido por 3 a 1, superaria o Grêmio nos critérios de desempate e entraria no G-4.

São Paulo pressiona, mas sem criatividade

Julia Chequer/Folhapress

Com o Atlético-MG em vantagem no placar e recuando no segundo tempo, o São Paulo teve a chance de tomar a iniciativa do jogo e pressionou. Mas faltou criatividade no meio-campo para ameaçar mais. Sem o suspenso Cueva, Bauza apostou em um sistema de três volantes, e o time sofreu com a lentidão para circular a bola até a entrada de Luiz Araújo no lugar de Wesley. As melhores chances vieram em cabeçadas de Maicon e do garoto Pedro, mas Victor brilhou com grandes defesas. Com isso, aumentou o jejum: já são quatro jogos sem vencer desde a eliminação na Libertadores.

Estreia de Buffarini tem disposição e cartão amarelo

O lateral direito Buffarini fez seu primeiro jogo pelo São Paulo justamente na despedida de Bauza, técnico com quem foi campeão da Libertadores no San Lorenzo e que pediu insistentemente por sua contratação. A estreia foi discreta, mas o argentino mostrou disposição na marcação e alguns cruzamentos perigosos no ataque. Também sobrou um cartão amarelo por entrada dura em Júnior Urso.

FICHA TÉCNICA

São Paulo 1 x 2 Atlético-MG

Local: Estádio do Morumbi, São Paulo (SP)
Data: 04/08/2016
Horário: 19h30 (de Brasília)
Árbitro: Leandro Vuaden (RS)

Gols: Chávez, aos 4 minutos, Maicosuel, aos 12 minutos, e Pratto, aos 21 minutos do 1º tempo
Cartões amarelos: Lugano e Buffarini (São Paulo); Maicosuel e Otero (Atlético-MG)

São Paulo: Denis; Buffarini, Lugano, Maicon e Mena; Hudson; Kelvin, Thiago Mendes (Pedro), Wesley (Luiz Araújo) e Michel Bastos (Daniel); Chávez. Técnico:Edgardo Bauza

Atlético-MG: Victor; Carlos César, Leonardo Silva, Erazo e Fábio Santos; Júnior Urso e Rafael Carioca; Maicosuel (Lucas Cândido), Robinho (Otero) e Lucas Pratto; Fred (Luan). Técnico: Marcelo Oliveira

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2013: um ano que começa com morte de Chávez e termina com a de Mandela

MIGUEL GUTIÉRREZ/EFE
MIGUEL GUTIÉRREZ/EFE

O ano se abriu e se fechou com duas perdas notáveis: Hugo Chavez, na Venezuela, e Nelson Mandela, na África do Sul. Em ambos os casos, levantaram-se dúvidas sobre o processo político nos seus respectivos países após seu desaparecimento. Na África do Sul, a questão ainda está em aberto, entrando em 2014. Na Venezuela, Nicolás Maduro, vice de Chavez, foi eleito e empossado como presidente na sequência. Mais para o fim do ano, seu partido venceu as eleições municipais no país, frustrando as expectativas conservadoras de que a morte de Chávez poria fim – ou pelo menos em perigo imediato – a chamada revolução bolivariana.

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Os episódios em torno da Venezuela foram um dos que apontam para uma continuidade das vitórias de esquerda na América do Sul e Latina: foi reeleito o presidente equatoriano, Rafael Correa, e novamente eleita a presidenta chilena Michele Bachelet.

Bachelet derrotou Evelyn Matthei, candidata do presidente conservador Sebastian Piñera, soterrando a pretensão alardeada na mídia conservadora de que a eleição de Piñera significaria, quatro anos atrás, o começo do fim do “ciclo de esquerda na América do Sul.
Ainda na região, depois da eleição e posse de Horacio Cartes como presidente, o Paraguai começou seu processo de reintegração no Mercosul.

Em compensação, o candidato conservador Juan Orlando Hernández foi declarado vencedor das eleições presidenciais em Honduras, derrotando Xiomara Zelaya, num processo denunciado por várias organizações presentes como fraudulento.

O ano foi marcado por um considerável avanço na perspectiva de uma solução negociada entre as Farc e o governo colombiano, nas conversações mantidas em Havana, Cuba. O Uruguai espantou o mundo com a legalização de todo o ciclo da maconha, do plantio ao consumo, sob o controle do Estado.

Num giro mais amplo ao redor do mundo o primeiro destaque a ser registrado é o das denúncias do ex-agente da CIA Edward Snowden e os temas conexos daí decorrentes: seu asilo na Rússia; a espionagem contra dirigentes em escala mundial, como no caso da presidenta Dilma Rousseff e da chanceler Angela Merkel na Alemanha; o cancelamento da viagem da presidenta brasileira aos Estados Unidos; a interceptação do avião presidencial boliviano; o asilo de Snowden em Moscou; a detenção arbitrária do brasileiro David Miranda em Londres; a apresentação de uma proposta para haver um marco regulatório sobre direitos na internet por Brasil e Alemanha à ONU,  entre outros.

A Igreja Católica foi sacudida duplamente: primeiro pela surpreendente renúncia do papa Bento XVI, pondo fim a uma hegemonia estritamente conservadora de quase 35 anos, desde a posse de João Paulo II em 1978. Segundo, pela eleição do cardeal argentino Jorge Mario Bergoglio, que se tornou o papa Francisco. Desde sua eleição o novo papa vem marcando o mundo católico por uma série de inflexões doutrinárias no sentido de uma maior liberalização e atuação da Igreja em várias frentes, além de por uma tentativa de impor um saneamento do Banco do Vaticano.

No Egito o ano foi marcado pela deposição do presidente eleito Mohamed Morsi e pela volta dos militares ao poder de fato, num “mubarakismo” sem Hosni Mubarak. Na Tunísia realizou-se a nova edição do Fórum Social Mundial, e o ano foi caracterizado por uma série de turbulências sociais e políticas que culminaram com a tentativa de formar uma coalizão governante entre o partido islâmico Ennaddha e a oposição laica.

Na África, além da morte de Nelson Mandela, o ano foi marcado pelas intervenções armadas francesas, retomando, em nome de uma política humanitária, velhos hábitos coloniais.

Nos Estados Unidos a marca do ano foi o confronto entre o presidente, os democratas e os republicanos no Congresso, que levou o país a uma série de impasses financeiros e políticos.

O ano se encerrou com a abertura de algumas perspectivas históricas. A reaproximação – lenta e gradual – entre os Estados Unidos e o Irã abriu o caminho para um primeiro acordo sobre a questão nuclear deste país. Esta nova condição reforça a possibilidade de que em 2014 se encontre uma solução negociada para a guerra civil na Síria, a partir de conversações de paz em Genebra, a partir de janeiro.

Na Alemanha um marco histórico foi  estabelecido pelo novo governo de coalizão entre a CDU (e sua co-irmã bávara, a CSU) da chanceler Angela Merkel e o SPD do agora vice-chanceler Sigmar Gabriel, ao proporem a adoção de um salário mínimo nacional, o que não havia no país. A proposta de 8,50 euros a hora deverá entrar em vigor a partir de 2015. Sua adoção escandalizou a ortodoxia econômica europeia, a começar pelas publicaçõesThe Economist e Financial Times.

Na Organização Mundial do Comércio (OMC) o diplomata brasileiro Roberto Azevêdo foi eleito secretário-geral da organização. Considerado um hábil diplomata, Azevêdo conseguiu um primeiro acordo comercial perto do final do ano, coisa que não acontecia na entidade há muito tempo. Criticado como insuficiente por muitas organizações não governamentais, o acordo foi considerado como positivo por outros analistas por ser um primeiro passo na reabilitação de uma organização que só vinha apresentando impasses.

Impasse também é a palavra que se pode usar para assinalar as negociações internacionais em torno de uma agenda para a questão climática, como ficou demonstrado na última reunião da ONU sobre o tema, em Varsóvia. Prossegue, de um modo geral, a tensão entre os países em desenvolvimento e o mundo desenvolvido sobre quem vai pagar a conta da necessária diminuição das emissões de gás carbônico e outros na atmosfera.

Em várias frentes houve abalos ou mesmo recuos, junto a avanços, no campo do direito ao casamento e união de pessoas do mesmo sexo. Na França, a sua aprovação provocou maciços protestos da direita. Na Croácia um plebiscito rejeitou a união, enquanto na Índia uma decisão da Suprema Corte voltou a criminalizá-la, baseando-se numa lei de 1861, ainda dos tempos coloniais. Na Rússia a adoção de leis cerceando a propaganda e a prática das chamadas “uniões gays” chegou a abalar a realização dos Jogos Olímpicos de Inverno em Sochi, em 2014. Na Baviera quatro comunidades – inclusive a capital, Munique – rejeitaram a possibilidade de sediarem a competição no futuro, através de um surpreendente plebiscito.

Last, but not least, ainda em meio às manifestações de junho – que alcançaram repercussão mundial – o Brasil, conquistando a Copa das Confederações na final contra a Espanha, voltou a ser incluído entre os possíveis favoritos no mundial de 2014.

 

redebrasilatual

Local de repouso de Chávez vira ponto de peregrinação

©MIGUEL GUTIERREZ/EFE
©MIGUEL GUTIERREZ/EFE

Três meses após a morte do presidente venezuelano Hugo Chávez, o Cuartel de la Montaña, lugar onde está seu corpo, continua recebendo peregrinos de todas as partes do país que se aproximam para reverenciar o líder da Revolução Bolivariana.

Idosos e grupos de estudantes, jovens sozinhos ou acompanhados entram no local e fazem reverências ao líder que repousa no que foi por um tempo Museu Histórico Militar e se transformou em 2002 em quartel – por ordem do líder que morreu em 5 de março.

Localizado no popular bairro 23 de Enero, uma região tradicionalmente esquerdista do oeste de Caracas, a mais popular da capital venezuelana, o edifício se divisa desde as instalações do Palácio Presidencial de Miraflores, algumas centenas de metros mais abaixo.

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“Recebemos cerca de 800 pessoas diariamente de terça a sexta-feira e nos fins de semana chegam a 2 mil”, informa uma integrante das milícias bolivarianas que serve de guia para um grupo de visitantes no local.

Luisa Abreu viajou de Cumaná (no extremo oriental da Venezuela) para visitar o caixão do comandante-presidente. “Sua partida foi uma dor terrível, como se tivesse perdido um parente.”

 

por Alberto Andreo,da EFE

Chávez será embalsamado e seu corpo ficará no Museu da Revolução

 

Em um comunicado feito na tarde desta quinta-feira (7), o presidente encarregado da Venezuela, Nicolás Maduro, anunciou que o velório de Hugo Chávez se estenderá por mais sete dias, pelo menos, para que todo o povo possa dar seu último adeus ao mandatário. Seu corpo será embalsamado e levado para o Museu da Revolução.

 

Efe

Multidão aguarda até 9 horas na fila para se despedir de Hugo Chávez

De acordo com Maduro, a equipe de governo avaliou a situação do país já que milhares de pessoas estão na fila para dar o último adeus ao líder bolivariano e a decisão de estender o funeral foi tomada para garantir que todos, inclusive estrangeiros, possam ver Chávez.

Nesta sexta-feira (8), às 11h locais (12h30 de Brasília), será realizado o funeral de Estado com a presença de presidentes e chefes de Estado de pelo menos 30 países e delegações de outros 55. “Virão de todos os pontos cardeais para se solidarizar com a dor dos venezuelanos”.

Ainda com relação à garantia de que todos possam ver o corpo de Chávez, Maduro afirmou que Chávez queria ser levado para o Quartel onde teve início a Revolução Bolivariana. O local, que está sendo construído, será chamado Museu da Revolução.

Por fim, o presidente interino informou que o corpo de Chávez será embalsamado e colocado em uma urna de cristal para que seja eterno, assim como “Lênin e Mao Tsetung”, e para que “o povo possa sempre vê-lo. Ele estará sempre com o povo, porque Chávez é seu comandante, pertence a vocês”.

Da Redação do Vermelho,
Vanessa Silva

Após cortejo de 6 horas, corpo de Chávez chega ao local do velório

Multidão acompanha cortejo de Chávez pelas ruas de Caracas Foto: Reuters
Multidão acompanha cortejo de Chávez pelas ruas de Caracas Foto: Reuters

Cercado por uma multidão de seguidores, o cortejo fúnebre do presidente da Venezuela, Hugo Chávez, chegou nesta quarta-feira à Academia Militar, onde o corpo do governante permanecerá em velório até o funeral de Estado convocado para sexta-feira.

 

O carro levando o caixão do chefe de Estado chegou a seu destino após um percurso que durou mais de cinco horas e encheu as ruas de Caracas de milhares de simpatizantes vestidos com o tradicional vermelho do chavismo e bandeiras da Venezuela.

 

O presidente boliviano, Evo Morales, e o vice de Chávez, Nicolas Maduro, participam do cortejo Foto: Reprodução
O presidente boliviano, Evo Morales, e o vice de Chávez, Nicolas Maduro, participam do cortejo
Foto: Reprodução

O cortejo, liderado pelo vice-presidente do país, Nicolás Maduro, e o presidente da Bolívia, Evo Morales, partiu do Hospital Militar de Caracas, no centro da capital, onde ontem o líder da revolução bolivariana faleceu vítima de câncer.

 

“Te amarei pata sempre, meu pai”, lia-se em um dos improvisados cartazes trazidos pelos simpatizantes do presidente

 

“Ah, meu Chávez… Meu Chávez!”, chorava desconsoladamente Rosa Valera, uma aposentada de 69 anos, ao ver passar o caixão do governante coberto de flores amarelas e brancas e por uma grande bandeira venezuelana nas imediações do hospital militar de Caracas.

 

Crianças, adultos e idosos acompanharam a comitiva fúnebre com bandeiras venezuelanas, fotos, pôsteres e camisas com imagens de Chávez, gritando mensagens de apoio ao governo.

 

“Estamos com vocês!”, exclamavam os chavistas cada vez que avistavam algum ministro ou dirigente político. O luto geral, presente também nos rostos de soldados que faziam a segurança da população e dos próprios ministros.

 

Chávez, 58 anos, foi diagnosticado em junho de 2011 de um câncer que o obrigou a passar em quatro ocasiões em 18 meses pela sala de cirurgia, sendo a última em 11 de dezembro em Cuba, de onde retornou no dia 18 de fevereiro após ficar dois meses internado.

 

 

Agencia EFE

Situação de Chávez é mais grave do que o governo diz, acusa oposição

hugo-chavezA Mesa da Unidade Democrática (MUD), coalizão opositora da Venezuela, afirmou nesta sexta-feira (22) que a falta de aparições públicas do presidente Hugo Chávez durante os últimos meses “evidencia que sua situação é muito mais grave do que o governo diz”.

O secretário-executivo adjunto da MUD, Ramón José Medina, afirmou que considera que o boletim médico apresentado pelo governo apenas “deixa mais incertezas” sobre o estado de saúde de Chávez. O documento diz apenas que o presidente venezuelano sofre de uma insuficiência respiratória com uma evolução “não favorável”.

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“Não aparecer em público desde o dia 8 de dezembro evidencia que sua situação é muito mais grave do que o governo quer revelar”, disse Medina.

No último dia 8 de dezembro, Chávez anunciou que iria se submeter à quarta operação em Cuba devido a um câncer na região pélvica, e indicou o vice-presidente, Nicolás Maduro, como seu sucessor político no caso de não poder continuar à frente do país.

Dois dias depois, a rede de televisão estatal veiculou imagens do presidente antes de ele viajar a Havana. Desde então, os venezuelanos não voltaram a ver ou ouvir Chávez. Nem mesmo em sua surpreendente chegada a Caracas na madrugada da última segunda-feira (18).

“Durante mais de dois meses não sabemos verdadeiramente o destino do presidente: onde está, como está e quais são suas reais condições”, afirmou o dirigente da oposição.

“A única certeza que temos é de que Chávez não está em condições de exercer suas funções”, acrescentou. Medina insistiu, também, na necessidade de Chávez assumir o quarto mandato, que obteve em outubro, perante Tribunal Supremo de Justiça (TSJ).

O TSJ admitiu que Chávez não tomasse posse no dia 10 de janeiro, como a constituição do país estabelece, e permitiu que a cerimônia fosse adiada por tempo indeterminado, até que ele estivesse recuperado de sua doença.

“Se considerarmos válida a sentença do TSJ, o presidente deveria ter tomado posse há pelo menos dois dias e, no caso de não estar apto a assumir o cargo, o tribunal deveria proceder de acordo com a Constituição e designar uma junta médica que determine as reais condições nas quais Chávez se encontra”, afirmou Medina.

Sobre a escolha de um candidato da no caso de um eventual pleito antecipado, Medina disse que “haverá um momento para tomar essa decisão” sem antecipar se o ex-candidato presidencial, Henrique Capriles, será o escolhido.

“Evidentemente, serão realizadas eleições na Venezuela ainda neste ano, mas ainda não é o momento para se tomar tal decisão”, ressaltou.

Chávez retornou na segunda-feira passada a Caracas após passar mais de dois meses em Cuba, e está internado no Hospital Militar Dr Carlos Arvelo.

 

G1

Hugo Chávez anuncia que está de volta à Venezuela

O  presidente venezuelano Hugo Chávez anunciou nesta segunda-feira (18) que desembarcou em Caracas, mais de dois meses após de uma cirurgia em Havana para combater um câncer.

A surpreendente volta acontece três dias após a divulgação das primeiras fotos de Chávez após a realização de uma cirurgia contra um câncer em Cuba.

“Chegamos de novo à Pátria venezuelana. Obrigado meu Deus!! Obrigado Povo amado!! Aqui continuaremos o tratamento”, anunciou a conta do presidente venezuelano no Twitter.

Venezuela divulga primeira imagem de Chávez após cirurgia. Acompanhado de suas filhas o presidente sorri enquanto lê o jornal. (Foto: Divulgação)Venezuela divulga primeira imagem de Chávez após cirurgia, em Cuba, divulgadas na sexta-feira (15). Acompanhado de suas filhas o presidente sorri enquanto lê o jornal. (Foto: Divulgação)

“Obrigado a Fidel, a Raúl e a toda Cuba!! Obrigado a Venezuela por tanto amor!!”, escreveu Chávez também na rede social. A chegada do mandatário ocorreu às 2h30 no horário local, segundo a página de Chávez no Facebook.

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“Sigo aferrado a Cristo e confiante em meus médicos e enfermeiras. Até a vitória sempre!! Viveremos e venceremos!!”.

Os comentários de Chávez no Twitter nesta segunda foram os primeiros desde a viagem para Cuba para a operação em dezembro.

O presidente foi internado no hospital militar de Caracas, informou Jorge Arreaza, genro do chefe de Estado e ministro da Ciência e Tecnologia, segundo a agência France Presse.

“O presidente já se encontra em seu quarto no Hosp. Militar Dr. Carlos Arvelo em Caracas, disposto a seguir com seus tratamentos”, escreveu Arrreaza.

Apoiadores de Chávez fazem festa em Caracas após anúncio da volta do presidente (Foto: Carlos Garcia Rawlins/Reuters)Apoiadores de Chávez fazem festa em Caracas após anúncio da volta do presidente (Foto: Carlos Garcia Rawlins/Reuters)

O vice-presidente venezuelano, Nicolás Maduro, expressou a “felicidade absoluta” com o retorno de Chávez a Caracas.

“Um dia como hoje, 18 de fevereiro do ano 2013, temos felicidade absoluta porque o comandante Chávez está aqui, na pátria venezuelana”, afirmou Maduro ao canal oficial VTV.

“Sobre o estado de saúde de Chávez iremos informando no decorrer do dia, destos dias que estão por vir, já daremos detalhes”, completou.

Maduro explicou que Chávez é acompanhado por vários parentes, como irmão e governador do estado de Barinas, Adán Chávez, uma das filhas do presidente, Rosa Virginia, e a “equipe de médicos” que trata o presidente.

O vice-presidente agradeceu o apoio recebido nos mais de dois meses.

Hugo Chávez anunciou pelo Twitter sua volta à Venezuela  (Foto: Reprodução)Hugo Chávez anunciou pelo Twitter sua volta à Venezuela (Foto: Reprodução)

Havia especulações de que Chávez não estaria bem o bastante para viajar apesar de desejar voltar à Venezuela para dar prosseguimento ao tratamento contra o câncer, que foi diagnosticado pela primeira vez em junho de 2011.

A oposição, desde o anúncio da doença de Chávez, cobrava informações mais claras sobre o estado de saúde do presidente. Após sua volta, o líder da oposição, Henrique Capriles, deu boas-vindas ao presidente, pediu sensatez ao governo e disse esperar que Maduro e os ministros voltem a trabalhar.

O retorno de Chávez certamente será comemorado por seus simpatizantes no país com 29 milhões de habitantes, onde suas políticas de bem-estar social fizeram dele um herói para os pobres.

Fogos de artifício foram ouvidos em alguns bairros de Caracas após a divulgação da notícia da volta do presidente, e muitos “chavistas” celebraram nas ruas, segundo a Reuters.

Câncer
O presidente, de 58 anos e desde 1999 no poder, viajou em 10 de dezembro para Cuba para a quarta cirurgia contra o câncer.

O governo venezuelano havia divulgado na sexta-feira as primeiras imagens de Chávez durante convalescença, nas quais aparecia sorridente no hospital ao lado das duas filhas mais velhas.

Durante mais de dois meses, o presidente não foi visto ou ouvido, enquanto o governo venezuelano divulgava boletins curtos sobre seu estado de saúde.

Na última informação divulgada, sexta-feira, o governo destacava que Chávez respirava por uma cânula traqueal que dificultava temporariamente a fala.

Chávez foi reeleito em 7 de outubro de 2012 para um terceiro mandato de seis anos.

 

G1

Chávez faz tratamentos complementares ‘duros e complexos’, diz vice

O presidente da Venezuela, Hugo Chávez , passa por tratamentos “extremamente complexos e duros” após a cirurgia para a retirada de um câncer, disse o vice-presidente do país, Nicolás Maduro , na noite de quarta-feira (13).

 

 

AP

Vice-presidente venezuelano, Nicolás Maduro, deu últimas atualizações sobre estado de saúde de Chávez (foto de arquivo)

 

Essa foi a primeira vez que o governo descreveu nesses termos o tratamento de Chávez após sua mais recente operação . O governo não deu detalhes sobre o tipo de tratamento ao qual Chávez está sendo submetido em Havana mais de dois meses após sua quarta operação desde meados de 2011, depois da descoberta de uma terceira recorrência de câncer .

“Todos vocês sabem que passamos por momentos extremamente complexos em dezembro, vocês se lembram, e em janeiro. Depois, todo o ciclo pós-operatório foi concluído. E hoje nosso comandante está recebendo tratamentos complementares, como dissemos, extremamente complexos e duros”, afirmou Maduro em transmissão em cadeia nacional.

“Ele está levando, vamos dizer, assimilando, como ele mesmo diria, o espírito da batalha, mas os tratamentos são complexos… isso deve em algum ponto começar a fechar o ciclo de tratamento de sua doença”, afirmou Maduro. “Nós passamos para ele toda essa força e todo amor do povo venezuelano.”

Maduro fez o pronunciamento depois de ter voltado na quarta de uma viagem a Cuba, onde Chávez continua a receber cuidados médicos. Maduro disse que tivera uma reunião com os médicos e parentes do presidente. Segundo ele, o irmão mais velho de Chávez, Adan, também retornou de Cuba para Venezuela na quarta-feira.

 

Chávez não é visto publicamente desde o dia 10 de dezembro, quando viajou para Havana para realizar a cirurgia.

Venezuelanos que apoiam o governo ou a oposição têm especulado sobre a condição de saúde do líder socialista, uma vez que o governo dá informações vagas o  estado de Chávez.

Nas últimas semanas, as autoridades do governo se mostraram esperançosas pelo retorno de Chávez à Venezuela. Nos seus últimos comentários, entretanto, Maduro não fez nenhuma menção à volta do presidente.

 

O presidente da Bolívia, Evo Morales, disse em 22 de janeiro que Chávez estava “fazendo uma terapia física” para que pudesse retornar à Venezuela. Morales também afirmou na ocasião que ele esperava ver seu amigo e aliado participando em breve de “eventos internacionais”.

O ministro da Informação Ernesto Villegas disse em 26 de janeiro que durante a cirurgia uma “lesão maligna” foi removida de Chávez e que sua recuperação era favorável. Villegas falou que Chávez havia começado um “tratamento médico sistêmico para sua doença”.

Com AP

Em carta, Chávez critica bloqueio a Cuba e militarização das Malvinas

chavezO presidente venezuelano, Hugo Chávez, enviou uma mensagem aos chefes de Estado e de Governo da América Latina e do Caribe reunidos na cúpula da Celac, na qual saudou a presidência que Cuba assumirá deste novo bloco. Chávez saudou a presidência da Celac que Cuba assume nesta segunda-feira e disse que “a América Latina e o Caribe estão dizendo aos Estados Unidos com uma só voz que todas as tentativas de isolar Cuba fracassaram e fracassarão”, em uma carta assinada à mão e lida pelo vice-presidente Nicolás Maduro.

Além de denunciar o “vergonhoso bloqueio” de Cuba por parte dos Estados Unidos, Chávez trouxe novamente à tona a questão das Malvinas. “Hoje ratificamos a denúncia à condenação do vergonhoso bloqueio imperial à Cuba revolucionária, a contínua colonização e agora militarização progressiva das Ilhas Malvinas”, afirmou o governante em carta lida pelo vice-presidente venezuelano, Nicolás Maduro.

“Os dois os fatos são violatórios de todas as resoluções que a ONU emitiu para salvaguardar os direitos dos povos cubano e argentino”, diz a carta de Chávez, que sofre de câncer e está em Cuba para se recuperar de uma cirurgia para combater a doença. Após elogiar o atual processo de integração regional, Chávez disse que “a justiça está incontestavelmente do lado de Cuba e da Argentina”.

Chávez pediu o compromisso de seus colegas latino-americanos e caribenhos para “dar todo o apoio a Cuba, que a partir desta cúpula de Santiago assume a presidência pró tempore de nossa comunidade”, afirmou.

 

Terra