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Experimento mostra que zika aumenta chance de aborto no início da gravidez

gravidaPesquisadores da Universidade Johns Jopkins, nos Estados Unidos, demonstraram por meio de um estudo com ratos que há maior chance de aborto espontâneo devido à infecção por zika no primeiro trimestre de gestação. O estudo foi publicado nesta terça-feira (21) na “Nature Communications”.

Outros estudos já haviam demonstrado que o vírus da zika pode atravessar a placenta, estrutura responsável por proteger o feto na barriga da mãe. Sabra L. Klein, imunologista e coautora do artigo, desenvolveu junto a seus colegas um modelo de rato com um sistema imune mais parecido com o dos seres humanos.

O grupo de cientistas injetou cepas diferentes do vírus da zika nos animais. Usaram o tipo encontrado nos surtos na Nigéria e no Camboja, em 1968 e 2010, respectivamente. E aplicaram nos ratos o zika mais recente detectado nas epidemias no Brasil e em Porto Rico.

A viabilidade da gestação ocorreu para 71% das gestações da cepa mais antiga e para 56% para o vírus mais recente. Ou seja: há uma taxa de abortos que varia entre 29% e 44% após a infecção. De acordo com o estudo, isso pode ocorrer por uma infinidade de fatores, já que a relação entre o zika e a perda dos fetos ainda não foi totalmente estudada.

Outra fator é que, quando a infecção dos ratos ocorreu no segundo trimestre de gravidez, o número de abortos foi menor. Isso sugere, segundo o artigo, que há menos vulnerabilidade ao vírus com o decorrer da gestação.

“Precisamos encontrar uma forma de impedir a transmissão do zika através da placenta para o feto, porque é onde o dano é causado”, disse Klein. “Nas placentas dos nossos ratos, vemos uma defesa contra o vírus que é montada, mas não é suficiente, especialmente no início da gravidez, tempo que corresponde ao primeiro trimestre da gestação dos seres humanos”.

Os pesquisadores também observaram como funciona a ativação das defesas do corpo contra o vírus nas placentas dos ratos utilizados durante a pesquisa. Eles identificaram alguns receptores em células da placenta usados pelo vírus para chegar até o feto. Tais receptores podem ser alvos potenciais para tratamentos contra a doença, disseram os professores.

G1

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Belo volta ao Almeidão neste domingo e promete não dá chance para o azar

almeidaoDispostos a esquecer dos dois últimos resultados quando foi derrotado pelo América-RN (2 a 1), em João Pessoa, e pelo Palmeiras (3 a 0), em São Paulo, Botafogo-PB promete ir para cima do Confiança de Aracaju e arrancar os três pontos na 16ª rodada do Grupo A da Série C do Brasileirão.

A disputa será neste domingo (04) no estádio Almeidão a partir das 16 horas, e o Belo precisa vencer para avançar na fase de classificação.

Com 23 pontos ganhos, o Botafogo é o terceiro colocado da sua chave. Tem dois pontos a menos que os líderes ABC e Fortaleza, e empatado com Remo e ASA, quarto e quinto colocados.

O  zagueiro Plínio e do volante Djavan, que cumpriram suspensão automática na última rodada e desfalcaram o time contra o América-RN devem retornar a equipe.

O time comandado por Itamar Schülle ainda vai jogar contra o ASA de Arapiraca e o Fortaleza-CE para seguir na briga pelo acesso à Série B.

clickpb

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Idosos que trabalham reduzem a chance de doenças crônicas

Man writing at desk
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Pesquisadores americanos das Universidade do Estado da Geórgia e da Flórida mostraram que pessoas que trabalham entre 50 e 64 anos, podem ter menos riscos de possuir doenças crônicasou limitações funcionais.

A pesquisa contou com informações de 13.268 pessoas com mais de 50 e menos de 62 anos entre os anos de 1998 e 2012. As entrevistas eram feitas a cada dois anos.

O Desempenho físico é chave para a pessoa envelhecer de maneira saudável. Esse progresso é essencial para a redução da mortalidade nos Estados Unidos, resultando na diminuição das despesas de saúde individuais e públicas.

Ainda de acordo com o estudo, pessoas que trabalham ou são voluntários em atividades por mais de 100 horas/anos tinham menos limitações físicas e doenças crônicas do que aqueles que não faziam nenhum tipo de atividade.

Fonte: Minha Vida

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Judô: Mayra não dá chance para rivais, vai à semifinal e briga pelo 2º ouro do Brasil

Com uma determinação impressionante, Mayra Aguiar superou sem sustos duas adversárias na manhã desta quinta-feira e se garantiu nas semifinal da categoria até 78kg. Campeã mundial em 2014, medalhista de bronze em Londres 2012, bicampeã do World Masters e titular da seleção desde 2007, a gaúcha do peso-meio-pesado deixou claro que está muito forte e focada para brigar pelo ouro nesta tarde, na Arena Carioca 2. Como é cabeça de chave, a judoca que faz aos 24 anos a sua terceira participação em Jogos Olímpicos estreou já nas oitavas de final. E a atual terceira do ranking precisou de apenas 39 segundos para bater por ippon a australiana Miranda Giambelli, número 18. Nas quartas, o duelo era mais complicado, contra a alemã Laura Malzahn, sétima do ranking.

Mayra Aguiar x Laura Malzahn quartas Rio 2016 (Foto: Marcio Rodrigues/MPIX/CBJ)Mayra Aguiar derruba a alema Laura Malzahn no duelo pelas quartas de final (Foto: Marcio Rodrigues/MPIX/CBJ)

A semifinal da brasileira vai ser disputada no bloco da tarde do judô, que começa às 15h30 (de Brasília). O duelo será contra a francesa Audrey Tcheumeo, uma reedição da final do Mundial de 2014, na Rússia, quando Mayra subiu ao topo do pódio. Representante brasileiro no peso-meio-pesado masculino (até 100kg), Rafael Buzacarini começou bem, mas caiu nas oitavas, diante do japonês Ryunosuke Haga, atual campeão mundial.

Nos cinco primeiros dias do judô na Rio 2016, a seleção brasileira conquistou “apenas” o ouro com Rafaela Silva, mas frustrou as grandes expectativas que tinha de medalha com Sarah Menezes (até 48kg), Érika Miranda (até 52kg), Victor Penalber (até 81kg) e Tiago Camilo (até 90kg). Mariana Silva surpreendeu no até 63kg e acabou em quinto.

IPPON EM 39 SEGUNDOS NA ESTREIA

Mayra sabia muito bem que vencer rapidamente a sua luta de estreia seria importante para poupar forças para o decorrer da competição. Não era pretensão dela imaginar que faria isso facilmente contra a australiana Miranda Giambelli. Isso logo seria comprovado.

A gaúcha começou a sua terceira participação olímpica partindo para cima da australiana Giambelli. De cara, ela conseguiu encaixar um bonito golpe de perna e já somou um wazari. Conectando muito rapidamente com a luta de solo e imobilizou a oponente. A torcida contou junto os 15 segundos necessários para um segundo wazari. Dois wazaris valem um ippon. Vitória arrasadora da gaúcha na estreia.

Mayra Aguiar Rio 2016 (Foto: Marcio Rodrigues/MPIX/CBJ)Mayra imobiliza a australiana Giambelli nas oitavas de final (Foto: Marcio Rodrigues/MPIX/CBJ)

VITÓRIA NA TÁTICA E VAGA NA SEMI

A luta pelas quartas de final era mais complicada. Mayra entrava como favorita, mas sabia que a troca de pegadas era chata contra a alemã Malzahn. Com grande foco e determinação, a gaúcha demonstrou que tinha mais vontade. Os golpes, porém, não estavam entrando com tanta facilidade.

O jeito era lutar taticamente até que a oponente europeia se descuidasse na defesa. De tanto forçar, Mayra acabou conseguindo fazer com que Malzahn fosse punida por faltava de combatividade.

A luta entrou no minuto final com a gaúcha na frente. Mayra demonstrou muita frieza, cozinhou o combate e tentou entrar golpes para não ser punida. O que mais vale é vencer. E a brasileira conseguiu o objetivo, sem nem mesmo ser incomodada. Vaga na semifinal!

Mayra Aguiar x Laura Malzahn quartas Rio 2016 (Foto: Marcio Rodrigues/MPIX/CBJ)Mayra disputa pegada com Malzahn (Foto: Marcio Rodrigues/MPIX/CBJ)
Globoesporte.com

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Galo vence, sonha com taça, e São Paulo perde chance de colar no líder

são pauloOs olhos estavam no campo do Independência, e os ouvidos, no que vinha do Maracanã, no Rio de Janeiro. Atlético-MG e São Paulo se enfrentaram em Belo Horizonte, neste domingo, ligados no que acontecia na partida entre Flamengo e Cruzeiro, não só pela rivalidade – no caso do Galo -, mas principalmente para projetar o que ainda podiam esperar no campeonato. Alegria em dobro para os atleticanos, que bateram os paulistas por 1 a 0 e celebraram a derrota cruzeirense, por 3 a 0, resultados que fazem o time de Levir Culpi sonhar com a possibilidade de um título – são nove pontos de distância para a ponta.

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O revés não muda a situação do São Paulo, que continua a sete pontos da liderança. Mas faz a equipe lamentar mais uma oportunidade perdida de encostar na Raposa e freia a sua recuperação, após vitórias nos dois últimos confrontos – que sucederam um jejum de quatro jogos sem ganhar.

Se o título ainda é um sonho, as duas equipes mantêm a disputa por uma das vagas para a Libertadores de 2015. Com a vitória, o Galo retomou a quarta posição, com 47 pontos, e o São Paulo caiu para a terceira colocação, com 49, atrás também do Internacional, que bateu o Fluminense em casa, por 2 a 1.

Os times agora deixam o Brasileiro de lado para se concentrarem em outras competições. O São Paulo vai ao Chile, onde, na quarta, às 19h30, enfrenta o Huachipato pelas quartas de final da Copa Sul-Americana – tem vantagem por ter vencido a partida de ida, em casa, por 1 a 0. No mesmo dia, o Galo terá de virar o duelo de 180 minutos contra o Corinthians, pela quartas de final da Copa do Brasil. O time perdeu a ida, em São paulo, por 2 a 0. A decisão será no Mineirão, às 22h.

Luan gol Atlético-MG x São Paulo (Foto: Getty Images)Luan comemora o gol que recoloca o Atlético-MG no G-4 do Brasileiro (Foto: Getty Images)

O jogo

A lista de desfalques das duas equipes era grande: Kaká, Souza, Tardelli e o uruguaio Alvaro Pereira estavam com suas seleções; Ganso e Paulo Miranda cumpriam suspensão; entre os lesionados, Guilherme, Réver, Rafael Toloi, entre outros. Levir Culpi ainda perdeu Jô, que faltou aos últimos treinos do time, às vésperas do duelo, e foi afastado.

Com tantos problemas, Atlético-MG e São Paulo iniciaram a partida de forma morna, com pouca criatividade e muita marcação nas intermediárias. Pato teve uma chance de abrir o placar logo no início, mas Victor fez grande defesa. Os donos da casa sofriam com a pouca produção do meio e com a dificuldade dos atacantes.

A primeira etapa se arrastou quase sem emoção até a parte final, quando chutes de longa distância de Dátolo e Michel Bastos fizeram os goleiros trabalharem – Rogério Ceni e Victor rebateram bolas complicadas, mas as sobras não foram aproveitadas.

Os anfitriões voltaram do intervalo mais acesos – ainda que a primeira boa chance tenha sido de Alan Kardec, desperdiçada. André teve a oportunidade de finalmente abrir o placar quando recebeu sozinho na área, mas escolheu tentar de puxeta e furou. A pressão, porém, continuou.

Ela só teve efeito aos 26 minutos, em boa jogada de Alex Silva, que encontrou Luan em ótima posição. Sozinho, o atacante teve calma para tocar no canto de Rogério Ceni, definindo o placar. No fim, o São Paulo esboçou reagir, mas parou na defesa rival.

 

Globoesporte.com

Discriminação aumenta em quatro vezes chance de depressão ou ansiedade

discriminacaoA discriminação tem consequências físicas e psíquicas muito mais duradouras para suas vítimas do que constrangimentos pontuais. Um estudo realizado com estudantes da Universidade Federal de Santa Catarina (UFSC) mostrou que aqueles que sofreram discriminação possuem 4,4 vezes mais chance de apresentar sofrimentos psíquicos como ansiedade, depressão ou dificuldade de concentração para atividades cotidianas.

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No estudo realizado pela estudante de odontologia e bolsista do Pibic (Programa Institucional de Bolsas de Iniciação Científica) Vitória Cordeiro de Souza, 1.023 dos 19.963 estudantes matriculados na UFSC responderam a um questionário que perguntava tanto sobre experiência de discriminação quanto transtorno psíquico.

“Se fala da discriminação no Brasil como particularmente velada ou ocultada, mas não foi isso o que apareceu no estudo. A discriminação ocorre de um modo explícito. Todas as questões que a gente abordou não eram sutis, elas não geravam dúvidas. Este conceito que temos de uma nação tolerante me parece mais uma fábula”, disse professor de Saúde Pública da universidade e coordenador das pesquisa João Luiz Dornelles Bastos.

Entre os que relataram ter sofrido algum evento discriminatório, a prevalência de sofrimento psíquico atingiu cerca de 50%. O estudo da UFSC não limitou a discriminação a uma situação específica. O questionário apontava 18 motivos para ter sido discriminado e também deixava espaço para que o respondente escrevesse o motivo. Entre os alunos que responderam o questionário, a maioria era branca.

“O diferencial desta pesquisa é que ela é mais abrangente. A pessoa não sofre discriminação um dia porque é negra, outro porque é pobre e no outro porque é mulher. Essas coisas acontecem simultaneamente”, explica Bastos.

Entre os principais motivos de discriminação apontados pelos estudantes da universidade estavam roupa, posição social, local de moradia, cor e raça, idade e comportamentos específicos. Os resultados da pesquisa foram apresentados no Congresso Mundial de Epidemiologia, no Alasca (EUA).

Racismo
A discriminação é apontada como um fator de risco para doenças, especialmente as mentais. Estudos mostram que há também agravos em hipertensão, colesterol. “O que vemos é que a discriminação é um determinante na saúde das pessoas. É um causal”, diz Bastos.

No caso da discriminação racial, o que se percebe é que ela concentra uma pressão muito grande e em todos os momentos da vida do indivíduo. O psicanalista Marco Antônio Chagas Guimarães, que não participou do estudo da UFSC, destaca que o racismo promove um acúmulo de pressão que não pode ser escoado como ocorre com a população branca. “Esses eventos são diários e 24 horas por dia, seja quando entra no elevador, na escola, no ónibus”, disse.

Guimarães afirma que o atendimento de pacientes negros tem mostrado que as repercussões psíquicas de racismo são humilhação, baixa estima, timidez excessiva, irritabilidade, ansiedade intensa, estados fóbicos, hipertensão, depressão, obesidade, agressividade, uso de álcool ou outras drogas.

Guimarães afirma que episódios como o ocorrido com o goleiro Aranha, do Santos, que denunciou para o juiz da partida torcedores do Grêmio que o chamavam de macaco, são de extrema importância para o combate ao racismo. “É claro que tem uma raiva, mas ele soube utilizar esta raiva de uma maneira madura. Outra coisa é que ele teve voz. Quantas crianças sofrem racismo desde sempre e não conseguem ter voz para se defender disto”, afirma

Racismo institucionalizado no sistema de saúde

De fato, o racismo faz mal a saúde. Seja por conta das consequências físicas e emocionais ou por conta do racismo perpetrados nos usuários do sistema de saúde. “O racismo é estruturante das relações sociais brasileiras e isto aparece nos atendimentos de saúde e de qualquer instituição”, explica.

Bastos destaca três estudos importantes realizados nos últimos 15 anos no País que comprovam que pacientes negros tendem a sofrer discriminação no próprio posto de saúde.

O primeiro, realizado no Rio de Janeiro pela pesquisadora da Fiocruz Maria do Carmo Leal, em 2011, mostrou que gestantes negras recebiam 50% menos anestesia que gestantes brancas. Outra pesquisa, realizada em Pelotas (RS), mostrou que mulheres negras eram menos submetidas a exames de Papanicolau que brancas. “O exame é importante para a detecção de câncer do colo uterino e deve ser feito com frequência”, disse.

Um terceiro estudo, realizado em 2005 por Etenildo Dantas Cabral, da Universidade de Pernambuco (UFPE), com dentistas do Recife, concluiu que os profissionais tenderam a recomendar a extração dentária com maior frequência em pacientes negros.

O estudo consistia em mostrar para dentistas os dados de um paciente hipotético com muitas caries e perguntar se eles recomendavam a extração do dente ou o tratamento. Três meses depois, o mesmo caso era mostrado para os dentistas, mas a foto do paciente era alterada para a de um homem negro. O resultado mostrou que 9,4% dos dentistas preferiram extrair o dente do paciente negro. No entanto, nenhum dentista decidiu extrair o dente do branco.

“Não existe uma questão biológica para esta diferença. O que os estudos mostram é que ninguém quer ter contato com esta mulher negra, ou que a decisão de extrair ou tratar um dente tem relação com a cor do paciente”, diz Bastos.

180 Graus

Procurador alerta que 79% da população também seria corrupta se tivesse chance: ‘acostumado a vencer pela facilidade’

marinhoO brasileiro está acostumado a reclamar da corrupção, porém, em uma pesquisa inédita, o Ministério Público comprovou que, a maioria da população já descumpriram alguma cláusula da lei brasileira e admite que também praticariam nepotismo.

 

Em meio a uma rodada de palestras que o MP promoveu em João Pessoa, contra a corrupção, o procurador Marinho Mendes comentou uma pesquisa feita pelo IBOPE em janeiro de 2012 e mostrou 15 atos de corrupção para os entrevistados e 79% disseram que já cometeram algum desses atos.

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“79% disseram que já descumpriram uma lei ou cláusula contratual sabendo que estava errado e também disseram que nomeariam parentes ou amigos”, relata.

 

Para Mendes, a sociedade precisa de mudança. “Fomos educados a vencer pelas facilidades, mas a sociedade boa ela vence pelo esforço”, conta.

 

Em janeiro de 2012 o ibope realizou pesquisa com 2002 eleitores em 143 domicilios br. a pergunta com 15 atos de corrupção praticados pror agentes pol. e perg se ele faria aquilo 79% disseram q ja´descumpriram lei o clausula contratual sabendo que estava e 79% disse q nomearia

Marília Domingues

Segundo cientistas, indivíduos com temperamento explosivo têm maior chance de sofrer infarto e derrame

Ter um ataque de raiva pode elevar o risco de sofrer um infarto ou um derrame, revela uma nova pesquisa. Segundo os autores do estudo, rompantes de fúria podem funcionar como um “gatilho” para tais episódios.

BBC

Ataque de raiva eleva risco de derrame e infarto

Eles identificaram as duas horas subsequentes a uma explosão de cólera como as de maior risco para a saúde de um indivíduo.

Mas os cientistas responsáveis pelo estudo alegam que mais pesquisas são necessárias para entender como funciona essa conexão e descobrir se estratégias para desanuviar o estresse podem evitar tais complicações.

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Pessoas que já tenham histórico de doenças cardíacas também apresentam maior risco de saúde caso passem por episódios de descontrole emocional, afirmou o estudoClique americano, publicado na revista científicaEuropean Heart Journal.

Nas duas horas imediatamente subsequentes ao ataque de raiva, o risco de uma parada cardíaca aumentou cinco vezes e o de derrame mais de três vezes, identificou o levantamento, baseado em nove pesquisas diferentes.

O estudo foi feito a partir da análise de dados de milhares de pessoas.

Temperamento explosivo

Pesquisadores da Escola de Saúde Pública da Universidade de Harvard afirmaram que o risco de um ataque de raiva na população comum é relativamente baixo – a chance de um indivíduo sofrer uma parada cardíaca atinge uma a cada 10 mil pessoas com baixo risco cardiovascular que tenham rompantes de fúria uma vez por mês.

Para pessoas com alto risco cardiovascular, o risco aumenta para quatro em cada 10 mil.

Mas, segundo pesquisadores, o risco é cumulativo, o que significa que indivíduos com temperamento explosivo têm chance maior de sofrer tais problemas.

Na avaliação da pesquisadora Elizabeth Mostofsky e sua equipe, responsáveis pelo estudo, cinco ataques de raiva podem resultar em 158 paradas cardíacas por 10 mil pessoas com baixo risco cardiovascular por ano, aumentando para 657 paradas cardíacas por 10 mil pessoas com alto risco cardiovascular.

Segundo ela, “embora o risco de sofrer um ataque cardíaco após uma explosão de raiva é relativamente baixo, o risco pode acumular dependendo do número de episódios em que o indivíduo perca o controle”.

Ainda não está claro, no entanto, por que a raiva pode ser perigosa – os pesquisadores destacam que os resultados não necessariamente indicam que a cólera causa problemas cardíacos e de circulação.

Especialistas já constataram que o estresse crônico pode provocar um ataque cardíaco parcialmente porque aumenta a pressão sanguínea, mas também porque muitas pessoas reagem de forma insalubre a crises de estresse – fumando ou bebendo muito álcool, por exemplo.

Os pesquisadores afirmaram que valeria a pena testar a eficácia de estratégias que evitem ou combatam o estresse, como ioga por exemplo.

Segundo Doireann Maddoc, da Fundação do Coração do Reino Unido, “não está claro o que causa esse efeito. Ele pode estar ligado a mudanças psicológicas que a raiva causa em nossos corpos, mas mais pesquisa é necessária para explorar a biologia por trás disso”.

“A maneira como você lida com a raiva e o estresse também é importante. Aprender como relaxar pode ajudar a aliviar situações de alta pressão. Muitas pessoas acham que a atividade física pode ajudar a desanuviar após um dia estressante”.

 

 

BBC Brasil

Mega da Virada: alegria dos novos ricos e frustração de quem perdeu a chance

Agência A Tarde
Agência A Tarde

Três dias depois de divulgado o segundo maior prêmio desde que a Mega-Sena da Virada começou, em 2009, apostadores começaram a retirar a bolada, enquanto outros, menos afortunados, lamentaram por pouco não terem entrado no seleto grupo dos novos milionários. O rateio foi de R$ 224.677.860. Quatro apostas acertaram as seis dezenas da Mega-Sena da Virada 2013, sendo duas no Paraná, uma em Alagoas e uma na Bahia.

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Em Teofilândia (BA), o primeiro dia útil de 2014 foi marcado por um misto de alegria, arrependimento, sonho, medo e clamor por mais segurança. Tudo por conta do bilhete premiado, que foi pago a um grupo de 22 pessoas que trabalha no Hospital Municipal Waldemar Ferreira de Araújo e investiu R$ 100 no bolão. Agora, cada um deve receber pouco mais de R$ 2 milhões. Os vencedores são duas cozinheiras, quatro funcionárias da limpeza, cinco motoristas, cinco técnicas de enfermagem, três vigilantes, uma enfermeira, uma recepcionista e um diretor.

Um dos amigos dos ganhadores disse que seu nome era um dos primeiros da lista do bolão, mas acabou excluído por não ter pago sua parte no dia da aposta.

— O organizador resolveu adiantar a aposta e como eu viajei e acabei não pagando, meu nome foi retirado da lista. Não era pra ser — disse o funcionário, que não quis se identificar.

Melhor sorte teve o diretor Valdemir de Assis, 43 anos, casado, quatro filhos:

— Resolvi participar pela primeira vez e dei sorte. Mas não mudará muita coisa em minha vida, afinal minha família é muito grande e pobre, assim como a de minha esposa.

Quando recebeu a notícia dos colegas, Valdemir disse ter ficado “sereno”. Na virada do ano, “como sempre faço, abri um espumante e brindei com minha esposa”. Ele não quis entrar em detalhes sobre o salário que recebe, mas disse que o prêmio vai melhorar um pouco a qualidade de vida da família:

— Sairei do aluguel mensal de R$ 500, mas continuarei trabalhando.

Uma das vencedoras, Maria Lúcia deixou a cidade na noite de quarta-feira. Há mais de 20 anos, ela trabalhava no hospital. No quintal da casa de estrutura muito precária, apenas uma cadela, um cachorro e algumas galinhas ciscando. Vizinha de Maria Lúcia, Marivalda Andrada disse que a viu chorando na tarde do dia 1º:

— Achei que foi de emoção. E, por volta das 22h, um carro parou em sua porta, pegaram algumas coisas e ela partiu. Acho que perdi uma amiga, mas estou muito feliz pela sua conquista.

Na cidade, o prêmio de Maria Lúcia foi visto como a mais merecido.

— Ela é muito pobre e sofredora. Mãe de 10 filhos, sendo dois deficientes físicos. Tinha dia que, por falta de dinheiro, ela andava até o trabalho. São mais de 9km. Deus foi muito justo com ela. Estou muito feliz — disse Ademilson Ramos.

Na casa de uma das filhas de Maria Lúcia, Junior, genro da vencedora, pediu que a equipe de reportagem fosse embora:

— Não se brinca com dinheiro, aqui é uma cidade sem nenhuma segurança, e vocês da imprensa vão acabar cavando a nossa sepultura.

A preocupação com a segurança não é à toa. Segundo o delegado Getulio Queiroz, na cidade existe “dificuldade de pessoal”.

— Trabalho com apenas dois agentes e um escrivão — contou Queiroz, lembrando que a a Polícia Militar trabalha com oito homens e em regime de revezamento: — Só mesmo com a ajuda de Deus.

Motorista do hospital, Antônio Matos disse conhecer todos os vencedores:

— Nenhum veio trabalhar. Eles não estão preocupados com demissão.

Matos é evangélico e não joga. Mas acredita que será beneficiado, pois um dos ganhadores, além de ser motorista, é vereador (PDT). Matos é seu suplente.

Dono da lotérica onde a aposta foi feita, Antônio Ramos lembra que teve o estabelecimento assaltado duas vezes — no último assalto, ele foi baleado no ombro — e que a casa também foi arrombada. Para ele, o prêmio pode servir para reforçar a segurança na cidade:

— Estava me programando para mudar de atividade. Agora, com essa verba circulando no município, o prefeito terá mais força para reivindicar proteção.

Na pequena Palotina, no Paraná, sete das dez cotas do bolão vencedor já estão nas mãos dos novos milionários. Cada cota é de R$ 5,6 milhões. O ganhador de Curitiba, que fez um único jogo pelo preço de R$ 2, também já está com os mais de R$ 56 milhões, retirados na tarde desta quinta-feira.

Um suposto apostador paranaense registrou boletim de ocorrência relatando o furto do bilhete ganhador, que teria desaparecido em um lava a jato de Curitiba. No registro, Aníbal Fayez Marraui diz que viajou no dia 24 de dezembro e deixou o carro com a irmã, que levou o automóvel para lavar. Quando voltou, teria constatado o sumiço. Com o aparecimento do ganhador em Curitiba, Marraui pode responder, segundo a Polícia Civil, por falsa denúncia.

O Globo

Estudiosos veem na exumação de Jango a chance para esclarecer um episódio obscuro de nossa história

Jango (direita) durante encontro em Brasília com o presidente dos Estados Unidos, John Kennedy, em 1962 (Foto: Flickr Kemon01)
Jango (direita) durante encontro em Brasília com o presidente dos Estados Unidos, John Kennedy, em 1962 (Foto: Flickr Kemon01)

Em 2006, o ex-agente do serviço de inteligência do governo uruguaio Mario Neira Barreiro revelou que havia espionado o ex-presidente João Goulart em seu exílio no Uruguai e que tinha participado de um complô para trocar os remédios de Jango por uma substância mortal.  O relato foi passado a João Vicente Goulart, filho do ex-presidente. Um ano depois, a família de João Goulart solicitou ao Ministério Público Federal (MPF) o pedido de novas investigações.

É para esclarecer essa controvérsia sobre a morte de Jango que peritos estrangeiros e da Polícia Federal vão examinar os restos mortais do ex-presidente, que estava enterrado em São Borja, na fronteira oeste do Rio Grande do Sul. Jango morreu em 6 de dezembro de 1976 em sua fazenda em Mercedes, na Argentina. Ele sofria de problemas cardíacos e teria tido um infarto. No entanto, a causa nunca foi confirmada e nenhuma autópsia foi realizada na época.

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“As circunstâncias que ele foi enterrado são muito complexas e cheias de mistérios. Na época, a ordem dos militares foi de não abrir o caixão e enterrar rapidamente. Eu coloco sob suspeita esse comportamento da ditadura de não ter feito exame para diagnosticar o motivo da morte”, diz o cineasta Silvio Tendler que lançou o filme “Jango”, ainda ditadura militar, em 1984.

Para Tendler, todo esse processo de descoberta da verdade é um marco na história do País. Segundo ele, muitas coisas ainda são obscuras e precisam de uma explicação.

Em suas pesquisas para a elaboração do documentário, o cineasta entrevistou a família e funcionários de Jango no período em que ele esteve exilado. Segundo ele, o ex-presidente estava sendo ameaçado de morte diariamente.

“Um dos funcionários de Jango da fazenda em Mercedes, na Argentina me relatou que, cada vez que Jango dava partida na ignição do carro para sair, todos na casa saiam de perto e se abaixavam com medo de uma bomba explodir”.

Um dos vários biógrafos de Jango, o historiador Jorge Ferreira lembra que João Goulart foi o único ex-presidente do País a morrer no exílio e sem reconhecimento.

“A homenagem é a reafirmação do processo democrático no Brasil”, afirma Ferreira.

“Sua história tem que ser respeitada e valorizada. Goulart tinha como características fundamentais o nacionalismo, o estatismo, o desenvolvimentismo, a intervenção do estado na economia e nas relações entre patrões e assalariados, a manutenção e a ampliação dos benefícios sociais aos trabalhadores, a reforma agrária e a liderança política partidária de grande expressão. Creio que muitas dessas tradições inventadas pelos trabalhistas ainda estão presentes entre as esquerdas brasileiras”, analisa o historiador.

Fonte:
Portal Brasil