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Arthur Cunha Lima é internado com urgência para retirada de tumor no cérebro

O conselheiro do Tribunal de Contas do Estado, Arthur Cunha Lima, foi internado nesta segunda-feira (11) em um hospital particular de João Pessoa para retirada de um tumor no cérebro. A informação é do Blog do Suetoni.

Segundo o jornalista, o tumor foi diagnosticado na última semana, após a realização de exames. Cunha Lima estava se queixando de fortes dores de cabeça quando recorreu a averiguação médica.

Exames iniciais teriam indicado que o tumor é benigno.

wscom

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Interrupção nos treinos reduz benefícios de exercícios para o cérebro

Rahel Patrasso/Futura Press
Rahel Patrasso/Futura Press

Antes de pular outra sessão de exercícios, pense no seu cérebro. Um novo estudo provocador constatou que alguns dos benefícios do exercício para a saúde mental podem evaporar se optarmos pelo sofá e deixarmos a atividade de lado, ainda que por uma semana só.

Estudos com animais e seres humanos mostram que se exercitar pode levar à criação de novos neurônios, vasos sanguíneos e sinapses e a um volume maior como um todo em áreas do cérebro ligadas à memória e ao raciocínio elaborado.

Como resultado disso, pessoas e animais que se exercitam costumam ter capacidade cognitiva e memória mais robustas do que quem é sedentário.

Em grande medida, o exercício estimula essas mudanças, aumentando o fluxo sanguíneo no cérebro, acreditam muitos cientistas especializados na área. O sangue transporta combustível e oxigênio para as células cerebrais, além de outras substâncias que ajudam a desencadear os processos bioquímicos desejáveis dentro dele. Então, mais sangue circulando no cérebro costuma ser uma coisa boa.

O exercício é particularmente importante para a saúde mental porque parece reforçar o fluxo sanguíneo pelo crânio não apenas durante a atividade em si, mas durante o resto do dia. Em estudos neurológicos anteriores, quando pessoas sedentárias começavam a se exercitar, elas logo desenvolviam um fluxo aumentado de sangue no cérebro, mesmo quando estavam descansando e não correndo nem se movimentando.

Não estava claro, contudo, se essa melhoria no fluxo sanguíneo é permanente ou por quanto tempo ela pode durar.

A experiência

Para o novo estudo, publicado em agosto no periódico Frontiers in Aging Neuroscience, pesquisadores do departamento de cinesiologia da Universidade de Maryland, Estados Unidos, pediram a um grupo de homens e mulheres idosos, extremamente em forma, que parassem de se exercitar durante algum tempo.

“Nós queríamos estudar atletas veteranos e sérios porque o esperado era que eles tivessem uma base bastante elevada de capacidade aeróbica e hábitos estabelecidos de exercícios frequentes”, afirma J. Carson Smith, professor adjunto de Cinesiologia da Universidade de Maryland e principal autor do estudo. Segundo ele, se essas pessoas parassem abruptamente de se exercitar, o esperado seria que os efeitos durassem mais tempo do que quem malhasse levemente.

Por fim, os pesquisadores encontraram 12 corredores, que competem na categoria de veteranos, com idades entre 50 e 80 anos, para participar do estudo. Todos corriam e competiam há pelo menos 15 anos e ainda corriam pelo menos 55 quilômetros semanais.

No começo da experiência, os corredores visitaram o laboratório dos cientistas para examinar sua capacidade cognitiva. Eles também fizeram uma ressonância magnética especial que registra quanto sangue está fluindo para as diversas partes do cérebro.

Os pesquisadores estavam especialmente interessados no fluxo do sangue para o hipocampo, uma porção do cérebro essencial para o funcionamento da memória.

A seguir, os atletas ficaram sem se exercitar durante dez dias. Eles não correram e lhes foi pedido para se envolverem o menos possível em atividades físicas.

Embora algumas pessoas possam achar fácil seguir tais instruções, os voluntários adoravam se exercitar, conta Smith, e talvez nunca tivessem trapaceado e corrido só um pouco. Os “pesquisadores ligavam com frequência” para eles, lembrando gentilmente para não saírem do sofá.

Após dez dias sedentários, os corredores voltaram ao laboratório para repetir os primeiros testes, incluindo a ressonância magnética do cérebro.

Os resultados

Os resultados mostraram mudanças impressionantes no fluxo do sangue. Menos sangue corria para a maioria das áreas do cérebro dos corredores, e o fluxo caiu significativamente nos lobos direito e esquerdo do hipocampo.

De forma animadora, os voluntários não se saíram muito pior nos testes da função cognitiva.

Os resultados, todavia, sugerem que a melhoria no fluxo do sangue no cérebro motivada pelos exercícios irá diminuir se a pessoa parar de treinar, diz Smith.

Ele também suspeita que os corredores tenham recuperado essa condição aprimorada depois que voltaram a treinar, embora os cientistas não tenham feito novos testes nos voluntários, não sendo possível ter certeza.

Da mesma forma, os pesquisadores não sabem se os efeitos do fluxo sanguíneo no cérebro seriam tão pronunciados entre quem se exercita de forma moderada que para por dez dias, nem se períodos mais curtos ou mais longos de abstinência de exercícios teriam efeitos comparáveis.

“Não quero que as pessoas pensem que, se estão trabalhando muito, de férias por uma semana, e não conseguirem se exercitar, que elas necessariamente cortaram o suprimento de sangue para o cérebro”, explica.

O cientista também salienta que, embora o fluxo sanguíneo tenha caído significativamente depois dos dez dias de descanso entre os corredores, o desempenho nos testes cognitivos não apresentou redução.

“Precisamos pesquisar mais”,  diz ele sobre o período de mudanças no cérebro e na capacidade de raciocínio no caso das pessoas que pulam sessões de treinamento.

Por hora, no entanto, o recado do estudo parece bem claro. Para a saúde contínua do cérebro, procure se manter em movimento.

Uol

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Paciente canta e toca violão durante cirurgia no cérebro

Anthony Kulkamp Dias cantou e tocou "Yesterday", de Beatles e "Bem Maior", da banda Roupa Nova
Anthony Kulkamp Dias cantou e tocou “Yesterday”, de Beatles e “Bem Maior”, da banda Roupa Nova

Enquanto passava por uma cirurgia no cérebro, Anthony Kulkamp Dias, 33 anos, cantou e tocou violão. O procedimento foi na última quinta-feira, 28, em um hospital de Tubarão, no Sul de Santa Catarina. A previsão é de que ele receba alta nesta quarta, 3.

Entre as canções cantadas por Anthony, “Yesterday”, de Beatles, “Bem Maior”, da banda Roupa Nova, e “Telefone Mudo”, do Trio Parada Dura.

A permissão para que o paciente cantasse e tocasse foi dada pelos médicos, que queriam avaliar se o lado bom do cérebro não seria afetado durante o procedimento. Anthony fez a cirurgia para a retirada de um tumor no cérebro.

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Em entrevista ao G1, o anestesista Jean Abreu Machado disse que, como o tumor estava próximo a áreas que afetavam a fala e o movimento do paciente, é recomendado que ele fique acordado para, caso ocorra algum tipo de lesão, a situação seja logo percebida pela equipe médica.

“As áreas com funções especiais podem ser monitoradas em tempo real. Assim, são menores as chances de lesão e é possível uma otimização do tratamento”, explica Jean, dizendo que, para evitar dores, foram aplicadas medicações na veia combinadas a anestésicos locais.

Seis profissionais, entre neurocirurgiões, anestesista, instrumentadora cirúrgica e fonoaudióloga, participaram da operação. A cirurgia durou cerca de 9 horas.

 

 

Atarde.com

Maternidade muda o cérebro das mulheres para sempre, diz estudo

gravidezTer filhos muda o cérebro da mulher e sua resposta aos hormônios para sempre. Esse é o principal resultado de um estudo coordenado pela pesquisadora Liisa Galea, da Universidade de British Columbia, no Canadá.

O trabalho, apresentado no Annual Canadian Neuroscience Meeting, descobriu que o grande aumento na quantidade de estrógenos – hormônios sexuais femininos – durante a gravidez pode influenciar no desenvolvimento de áreas importantes do sistema nervoso central. Além disso, ele ajudou a esclarecer se a terapia de reposição hormonal feita na menopausa aumenta, ou não, o risco de Alzheimer.

No estudo, foi analisado o comportamento em ratas de dois tipos de estrógenos usados nesses tratamentos, o estradiol e a estrona, levando em consideração a idade dos animais e se eles já tinham procriado.

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Segundo os cientistas, durante a gravidez, ambos podem alterar a “neuroplasticidade” ou gerar um super crescimento das células nervosas no hipocampo, área do cérebro responsável pela memória.

Uma das descobertas da pesquisa foi que o estradiol aumentou a produção de novas células e a chance de elas sobreviverem por mais tempo. Isso permitiu uma melhora na memória das ratas, que conseguiram se lembrar mais rapidamente de como sair de um labirinto.

Com os roedores que receberam a estrona, componente mais comum nas terapias de reposição, o mesmo só aconteceu com aqueles que ainda não tinham tido filhotes. O hormônio, quando injetado nas ratas que já haviam procriado, prejudicou a sua habilidade de aprender e memorizar.

IG

Evolução do cérebro pode explicar por que as mulheres traem

Ilustração/Lumi Mae
Ilustração/Lumi Mae

A mulher nunca esteve tão propensa a ter vários parceiros e a trai-los. A culpa destes comportamentos é a evolução de seu cérebro que está mudando com a vida moderna e lhe tornando insaciável. A independência econômica feminina também estimula a rotatividade nos relacionamentos e a ‘pulada de cerca’, já que lhe daria mais segurança para bancar as consequências de um possível rompimento. Essas são as conclusões de estudos recentes da neurociência e da psiquiatria abordados no Congresso Internacional do Cérebro, Comportamento e Emoções, que aconteceu na semana passada em Porto Alegre (RS).

Do ponto de vista biológico, o comportamento adúltero tem relação direta com o sistema de recompensa do cérebro, associado à liberação da dopamina, substância química responsável pela sensação de prazer. O sistema é ativado quando fazemos sexo e comemos alimentos saborosos. Isto é, ao fazermos essas atividades, ele nos fornece uma recompensa levando-nos, portanto, a repeti-las para nos sentirmos bem.

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O sistema funciona da mesma maneira em homens e mulheres, mas pesquisas recentes descobriram que seus efeitos são diferentes entre os sexos.

Viciadas em prazer

Enquanto nos homens ele atinge um teto, fazendo com que gerações de marmanjos se satisfaçam com sexo, futebol e cerveja, nas mulheres ‘o céu é o limite’, ou seja, quanto mais acesso ela tiver a situações de prazer, mais ela vai querer, segundo o estudo.

“O sistema de recompensa é o que faz a gente querer interagir com a novidade. A sociedade de hoje, que pulveriza estímulos, ativa mais esse sistema e, nas mulheres que são mais suscetíveis, o sistema embasa a sua mudança cultural”, afirma o psiquiatra Diogo Lara, professor de psiquiatria da PUC-RS, especialista em neurobiologia.

Essa plasticidade cerebral foi detectada em um pool de pesquisas feitas com ratos machos e fêmeas, nos últimos cinco anos, que tiveram o sistema de recompensa analisado enquanto recebiam drogas psicoativas por algum tempo. Os machos ‘drogados’ reagiam ao estímulo com pouca variação de comportamento, enquanto que a fêmea evoluía mais rapidamente para o vício.

Estudos do sistema de recompensa feitos em humanos constataram a mesma característica das ratas no cérebro feminino, concluindo que as mulheres estão se tornando cada vez mais ‘escravas’ do prazer.

“A mulher de hoje responde mais fortemente a estímulos quando esses são repetidos, seja qual for a novidade, ela quer mais, fica insaciável. Hoje elas comem mais, fumam mais, compram mais, usam mais drogas. Ai entra também o sexo, o interesse maior em ter mais parceiros, em trair. A rotatividade na vida da mulher está muito maior do que em relação às suas avós, enquanto que entre os homens não se vê uma mudança tão grande. Isso não quer dizer que ela vai trair, mas que está mais propensa a trair”, diz Lara.

Porém, o que ainda faz as mulheres serem aparentemente mais fieis do que os homens? Dois hormônios que atuam de forma mais intensa nas mulheres: a oxitocina e a vasopressina, conhecidos como os hormônios do amor. Eles são ativados por outro sistema cerebral também encontrado nos homens, contudo mais proeminente nelas. Por isso elas têm uma tendência maior a querer relacionamentos sérios.

“A fidelidade tem a ver com o jogo dos dois sistemas. Se eu só tenho atração sexual, sem vínculo afetivo, um sistema está mais ativado do que o outro. Se tenho atração e compromisso, os dois sistemas estão ativados. Em relacionamentos mais duradouros, vai ocorrendo um desequilíbrio dos sistemas e o da atração sexual diminui em detrimento do amor. Depois de um tempo, o que está fazendo falta vai ser ativado, mas nem sempre com a mesma pessoa, dando a vontade da ‘escapada'”, explica Lara.

Com a recompensa ganhando mais espaço na rotina da mulher, a tendência é que sua tomada de decisão saia mais dos antigos padrões, abrindo espaço para a diversidade amorosa.

“A busca de amor e de novidade está ficando equiparada na mulher porque essa busca por recompensa está cada dia mais forte. Isso traz um conflito do tipo: quero só uma pessoa ou mais pessoas?”, conclui o psiquiatra.

Traição se torna risco controlado

Para a psiquiatra Carmita Abdo, autora da pesquisa “Mosaico Brasil”, sobre a infidelidade do brasileiro, a emancipação econômica e sexual da mulher impacta na sua opção por ter mais parceiros. Sem depender financeiramente do cônjuge, ela percebeu que a traição se tornou “um risco controlado”.

“Os estudos mostram que o fato de ter uma independência econômica deixa a mulher em menos conflito numa situação de infidelidade, mas não necessariamente o poder econômico vai fazê-la trair o parceiro”, afirma.

A pesquisa realizada com 8.200 participantes, em 2008, mostrou índices de traição muito maiores entre os homens do que entre mulheres – 65% dos homens entre 18 e 25 anos traem, enquanto 70% entre os com 40 e 50 anos e 75% entre os com 60 a 70 anos. A surpresa ficou do lado feminino, especialmente entre as mais jovens. De acordo com a pesquisa, 48% das mulheres com 18 a 25 anos de idade afirmaram já terem traído pelo menos uma vez na vida e entre as com 60 e 70 anos o índice passou dos 20%.

“Existe uma percepção de uma crescente proporção de mulheres que estão praticando a infidelidade no Brasil nas novas gerações. Ou elas estão praticando, ou estão mais a vontade para falar sobre o assunto”, afirma a fundadora e coordenadora do ProSex (Programa de Estudos em Sexualidade) do Instituto de Psiquiatria do Hospital das Clínicas de São Paulo.

Para a psiquiatra, a mudança de comportamento vem alterando a forma como a mulher encara as relações amorosas, procurando por mais diversão antes de ‘se amarrar’.

“As mulheres começam a definir o amor, o relacionamento, o afeto, muito mais pela paixão, pela diversão e pelo sexo, do que pelo padrão do começo do século 20, que era baseado no companheirismo, na doação e na parceria. Essa é uma visão que está perdendo campo, não que não exista mais, mas esta perdendo a unanimidade”, afirma.

 

 

Uol

Lembranças apagam do cérebro memórias semelhantes

memoriaDentro do cérebro dos seres humanos eles localizaram as marcas únicas de duas memórias visuais desencadeadas pela mesma palavra.

Em seguida, observaram como lembrar de uma das imagens repetidamente fez a outra memória desaparecer.

O estudo foi publicado na revista Nature Neuroscience.

Os resultados sugerem que nossos cérebros apagam ativamente memórias que podem nos distrair de uma tarefa específica.

“As pessoas estão acostumadas a pensar o esquecimento como algo passivo”, disse a principal autora do estudo, Maria Wimber, da Universidade de Birmingham, na Grã-Bretanha.

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“Nossa pesquisa mostra que as pessoas se esforçam mais do que percebem para moldar o que lembram de suas vidas.”

Excluindo distrações

Wimber realizou o estudo com colegas do MRC Cognition and Brain Sciences Unit, em Cambridge.

Ela disse à BBC que as novas descobertas não mostram um sistema de armazenamento de memória simples como “entra uma memória, sai uma memória”.

“Não significa que esquecemos algo todas as vezes que entra uma lembrança nova.” Disse Maria Wimber, da Universidade de Birmingham.

“O cérebro parece pensar que as coisas que usa com frequência são as coisas realmente importantes para nós. Então tenta manter as coisas simples. Para se certificar de que poderemos acessar essas lembranças importantes facilmente, ele expulsa, tira do caminho as memórias que estão competindo ou interferindo.”

A ideia de que lembrar de algo frequentemente pode nos levar a esquecer as memórias intimamente relacionadas a ela não é nova. Wimber afirma que ela é conhecida desde a década de 1990.

Mas os cientistas nunca haviam conseguido confirmar que isso era resultado de uma supressão ativa da memória, em vez de uma simples deterioração passiva.

O que fez a descoberta possível foi a identificação de indicadores confiáveis que as pessoas que participaram da pesquisa se lembravam de uma determinada imagem, dentro de seu córtex visual.

A pesquisadora fez isso fazendo que elas fizessem uma série de tarefas “chatas” antes dos testes com a memória começarem. Poderia ser, por exemplo, olhar uma foto de Marilyn Monroe ou de Albert Einstein muitas vezes.

A cada par de imagens foi associada um palavra sem relação com a imagem, como por exemplo “areia”.

Ao pedir que os grupos lembrassem de apenas uma imagem associada à palavra repetidas vezes, foi possível ver, por exemplo, as lembranças de Marilyn ficarem mais fortes, enquanto as de Einstein desapareciam.

Apagar memórias

Wimber acredita que os resultados podem ser úteis em psicologia, onde apagar memórias específicas às vezes é exatamente o que os pacientes precisam.

“Esquecer é muitas vezes visto como uma coisa negativa, mas é claro que pode ser extremamente útil quando se tenta superar uma memória negativa do nosso passado”, disse ela.

“Há oportunidades para que isso seja aplicado em áreas para realmente ajudar as pessoas.”

Hugo Spiers, um professor de neurociência comportamental da Universidade College London, disse à BBC que a pesquisa era animadora e foi bem feita.

“Este é um exemplo de uma boa pesquisa de imagens do cérebro”, disse ele.

“Os resultados vão além de simplesmente revelar que uma região do cérebro está envolvido na memória: eles forneceminsights sobre os mecanismos utilizados pelo cérebro para conseguir isso.”

O trabalho também impressionou Eva Feredoes, que estuda mecanismos de memória na Universidade de Reading. Ela disse que a descoberta pode ser útil até para combater a perda de memória em situações de demência.

“Nós sabemos que as memórias competem com as outras em diferentes estágios enquanto estão sendo lembradas e, quando são recuperadas, as memórias perdedoras da competição são esquecidas”, disse Feredoes.

“Resolver essa ‘competição’ complexa poderia pavimentar o caminho para novas pesquisas sobre tratamentos em doenças que afetam a memória, como a demência.”

Teciber

Lembranças apagam do cérebro memórias semelhantes

lembrancasUma lembrança específica pode nos fazer esquecer outra parecida – e neurocientistas conseguiram observar este processo usando imagens computadorizadas do cérebro. Dentro do cérebro dos seres humanos eles localizaram as marcas únicas de duas memórias visuais desencadeadas pela mesma palavra. Em seguida, observaram como lembrar de uma das imagens repetidamente fez a outra memória desaparecer. O estudo foi publicado na revista Nature Neuroscience.

Os resultados sugerem que nossos cérebros apagam ativamente memórias que podem nos distrair de uma tarefa específica. “As pessoas estão acostumadas a pensar o esquecimento como algo passivo”, disse a principal autora do estudo, Maria Wimber, da Universidade de Birmingham, na Grã-Bretanha. “Nossa pesquisa mostra que as pessoas se esforçam mais do que percebem para moldar o que lembram de suas vidas.”

Excluindo distrações
Wimber realizou o estudo com colegas do MRC Cognition and Brain Sciences Unit, em Cambridge. Ela disse à BBC que as novas descobertas não mostram um sistema de armazenamento de memória simples como “entra uma memória, sai uma memória”.

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“Não significa que esquecemos algo todas as vezes que entra uma lembrança nova. O cérebro parece pensar que as coisas que usa com frequência são as coisas realmente importantes para nós. Então tenta manter as coisas simples. Para se certificar de que poderemos acessar essas lembranças importantes facilmente, ele expulsa, tira do caminho as memórias que estão competindo ou interferindo”, explicou o especialista.

A ideia de que lembrar de algo frequentemente pode nos levar a esquecer as memórias intimamente relacionadas a ela não é nova. Wimber afirma que ela é conhecida desde a década de 1990, mas os cientistas nunca haviam conseguido confirmar que isso era resultado de uma supressão ativa da memória, em vez de uma simples deterioração passiva.

O que fez a descoberta possível foi a identificação de indicadores confiáveis que as pessoas que participaram da pesquisa se lembravam de uma determinada imagem, dentro de seu córtex visual.

A pesquisadora mostrou isso fazendo que elas fizessem uma série de tarefas “chatas” antes dos testes com a memória começarem. Poderia ser, por exemplo, olhar uma foto de Marilyn Monroe ou de Albert Einstein muitas vezes.

A cada par de imagens foi associada um palavra sem relação com a imagem, como por exemplo “areia”. Ao pedir que os grupos lembrassem de apenas uma imagem associada à palavra repetidas vezes, foi possível ver, por exemplo, as lembranças de Marilyn ficarem mais fortes, enquanto as de Einstein desapareciam.

Apagar memórias
Wimber acredita que os resultados podem ser úteis em psicologia, onde apagar memórias específicas às vezes é exatamente o que os pacientes precisam. “Esquecer é muitas vezes visto como uma coisa negativa, mas é claro que pode ser extremamente útil quando se tenta superar uma memória negativa do nosso passado”, disse ela. “Há oportunidades para que isso seja aplicado em áreas para realmente ajudar as pessoas.”

Hugo Spiers, um professor de neurociência comportamental da Universidade College London, disse à BBC que a pesquisa era animadora e foi bem feita. “Este é um exemplo de uma boa pesquisa de imagens do cérebro”, disse ele. “Os resultados vão além de simplesmente revelar que uma região do cérebro está envolvido na memória: eles fornecem insights sobre os mecanismos utilizados pelo cérebro para conseguir isso.”

O trabalho também impressionou Eva Feredoes, que estuda mecanismos de memória na Universidade de Reading. Ela disse que a descoberta pode ser útil até para combater a perda de memória em situações de demência.

“Nós sabemos que as memórias competem com as outras em diferentes estágios enquanto estão sendo lembradas e, quando são recuperadas, as memórias perdedoras da competição são esquecidas”, disse Feredoes. “Resolver essa ‘competição’ complexa poderia pavimentar o caminho para novas pesquisas sobre tratamentos em doenças que afetam a memória, como a demência.”

 

Terra

Uso de anticoncepcional por 5 anos pode dobrar risco de câncer no cérebro, diz estudo

Getty Images
Getty Images

O uso de anticoncepcionais por cinco anos pode dobrar as chances de câncer no cérebro em mulheres. De acordo com o estudo realizado por cientistas dinamarqueses, a contracepção hormonal aumentou a chance de a mulher desenvolver glioma cerebral, tipo raro de câncer. Para o levantamento, foram analisadas mais de 300 mulheres que sofreram com a doença.

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Segundo informações do The Telegraph, pouco se sabe sobre as causas de glioma e outros tumores cerebrais. Mas há alguma evidência de que os hormônios sexuais femininos podem aumentar o risco de alguns tipos de câncer.

Os contraceptivos hormonais incluem contraceptivos orais, adesivos, injeções e implantes, contêm hormônios sexuais femininos e são amplamente utilizados por mulheres em todo o mundo.

O líder da equipe da pesquisa, David Gaist, do Hospital Universitário de Odense e University of Southern Denmark, informou que, apesar do aumento do risco, a chance de desenvolver a doença é extremamente baixa. Por ano, cinco em cada 100 mil pessoas desenvolvem glioma.

— Sentimos que nosso estudo é uma contribuição importante e esperamos que nossos achados irá estimular mais pesquisas sobre a relação entre agentes hormonais femininos e risco de glioma.

A pesquisa foi publicada no British Journal of Clinical Pharmacology.

 

R7

Estudo mostra que cérebro processa informações enquanto dormimos

Foto: Shutterstock
Foto: Shutterstock

Nosso cérebro é capaz de identificar palavras mesmo enquanto dormimos. Essa foi a conclusão de um novo estudo, publicado nesta quinta-feira no periódico Current Biology, que mostrou que, quando uma pessoa começa a realizar uma atividade simples antes de adormecer, o cérebro continua a fazer essa classificação mesmo durante o sono. A descoberta indica que algumas partes do órgão se comportam de forma parecida quando estamos dormindo ou acordados.

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“Nós mostramos que o cérebro adormecido pode ser bem mais ‘ativo’ durante o sono do que se acredita”, afirma Sid Kouider, da École Normale Supérieure de Paris, e um dos autores do estudo. “Em vez de entrar em um limbo quando dormimos, partes do nosso cérebro podem processar o que está acontecendo ao seu redor. Isso explica algumas situações cotidianas, como quando despertamos ao ouvir o nosso nome, mas não ao escutar outros ruídos mais altos, mas menos relevantes para nós”, explica.

Os pesquisadores gravaram o eletroencefalograma dos participantes enquanto eles classificavam uma lista de palavras entre animais e objetos, apertando um botão à esquerda para uma categoria e à direita para outra. Quando as respostas estavam automáticas, os pesquisadores colocaram os participantes em uma sala mais escura, onde ficaram reclinados e com os olhos fechados, continuando a classificação de palavras, até adormecerem.

Uma vez que os participantes estavam dormindo, a tarefa continuou, mas com uma nova lista de palavras. Analisando a atividade cerebral dos voluntários, os pesquisadores perceberam que eles continuavam respondendo de forma correta ao estímulo, ainda que sem se mover. Kouider acredita que qualquer tarefa feita “em modo automático” pode ser mantida durante o sono, mas faz um alerta: pesquisas que procuram formas de aproveitar o nosso tempo de sono devem considerar os efeitos negativos associados a essa prática, como o prejuízo à qualidade do sono.

Veja

Pesquisa mostra como a paternidade muda o cérebro do homem

paternidadeCertas experiências produzem no cérebro o mesmo efeito de uma droga. São aquelas que produzem fortes emoções, elevando o nível de determinados neurotransmissores que nos preparam para atravessar melhor as situações que desencadeiam esses sentimentos. Conhecidas pelos entusiasmados por esportes radicais, a adrenalina e a noradrenalina são liberadas em maior quantidade quando precisamos de atenção dobrada, maior força muscular e agilidade. Outras emoções pedem respostas bem diferentes do organismo, como a paixão e a maternidade – ou paternidade. Para lidarmos com essas, o cérebro produz mais dopamina e ocitocina.

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Conhecida como hormônio do amor, a ocitocina ganhou a nobre função de formar os vínculos afetivos que permitem a composição da estrutura familiar e os cuidados com a prole. Nos humanos, assim como em raras espécies animais monogâmicas, os receptores dessa substância estão mais presentes no circuito de recompensa do cérebro.

Fundamental na amamentação, a ocitocina produzida em altos níveis depois do parto explica, sob o ponto de vista biológico, o instinto de cuidado e também a serenidade das mamães. Até recentemente, acreditava-se que o auxílio da natureza na criação do bebê era um privilégio materno. Novas pesquisas, no entanto, mostram que o vínculo entre pais e filhos também encontra fundamentação neurológica.

Diferentes estudos realizados ao longo dos últimos anos mostraram que os níveis de ocitocina no plasma (a molécula é liberada diretamente no sangue) dos pais também aumentam significativamente após o nascimento. Agora, uma equipe do departamento de psicologia da Universidade de Denver demostrou que a paternidade também provoca alterações na estrutura cerebral dos papais.

Em um estudo publicado em julho deste ano, foi constatado que em 12 semanas de convívio com seu bebê os homens apresentam aumento de massa cinzenta em determinadas áreas do cérebro ligadas à nova responsabilidade. Os pesquisadores comprovaram que, assim como as mulheres, os pais têm aumento de volume em regiões como o córtex pré-frontal lateral (tomada de decisão), amígdala e córtex cingulado anterior (processamento de emoções) e hipotálamo (controle hormonal).

Outra descoberta relacionada à mudança de comportamento dos novos papais foi a redução da massa cinzenta no córtex orbito frontal e insula esquerda, relacionadas à ansiedade. Assim, a sábia natureza facilita que o comportamento paterno seja ajustado de acordo com o que é mais conveniente ao bebê: um cuidador responsável, apto a tomar decisões sem a interferência da ansiedade. O nascimento do filho não revoluciona apenas a rotina do casal. Transforma também a forma de pensar, agir e sentir tanto da mãe quanto do pai.

Brasil Post