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Menina atropelada por carro desgovernado em Areia, PB, tem morte cerebral

Uma menina de 6 anos que está internada no Hospital de Emergência de Trauma de Campina Grande, teve morte cerebral nesta quinta-feira (26). A criança e outras quatro pessoas foram atingidas por um carro desgovernado em Areia, no Brejo da Paraíba. O acidente aconteceu na noite do último domingo (22).

Segundo as informações da unidade hospitalar, desde o dia em que deu entrada no local, a menina estava em estado grave. Ela passou por uma cirurgia, ficou internada na UTI infantil do hospital e após quatro dias apresentou morte cerebral.

Cinco pessoas foram vítimas do acidente. Todas as elas foram socorridas para o Hospital de Trauma de Campina Grande. Uma mulher e um menino não resistiram aos ferimentos e morreram no hospital. Um homem também passou por uma cirurgia e continua internado no local, o estado de saúde dele é regular. Uma outra criança recebeu alta.

Acidente

De acordo com relatos de testemunhas, o veículo descia uma ladeira conhecida como “Chã”. O motorista perdeu o controle do carro, invadiu uma calçada, colidiu no muro de três casas e atingiu as cinco vítimas que estavam indo para a igreja.

Foram atingidos uma mulher, de 33 anos, um homem, de 28 anos, um menino, de 9 anos, uma garota, de 6 anos e outra menina, de 4 anos.

Motorista

O motorista do veículo e um passageiro que também estava no carro fugiram do local do acidente. Segundo testemunhas, os homens apresentavam sinais de embriaguez.

O delegado Gilson Teles, responsável pelo caso, disse ao G1 que o motorista suspeito de ter provocado o acidente ainda não se apresentou à polícia.

G1

 

Dona Marisa fica sem fluxo cerebral, e família autoriza doar órgãos

marisaO hospital Sírio-Libanês divulgou boletim médico nesta quinta-feira (2) no qual informa que Dona Marisa Letícia, 66 anos, mulher do ex-presidente da República Luiz Inácio Lula da Silva ficou sem fluxo cerebral. A família já autorizou a doação de órgãos, segundo um post publicado na página do Facebook do ex-presidente Lula.

“A família Lula da Silva agradece todas as manifestações de carinho e solidariedade recebidas nesses últimos 10 dias pela recuperação da ex-primeira-dama Dona Marisa Letícia Lula da Silva. A família autorizou os procedimentos preparativos para a doação dos órgãos”, diz o post.

O boletim informa que um doppler transcraniano realizado na manhã desta quinta identificou a ausência de fluxo cerebral (leia boletim médico completo abaixo).

Post no Facebook do ex-presidente Lula sobre o estado de Dona Marisa (Foto: Facebook/Reprodução)

Post no Facebook do ex-presidente Lula sobre o estado de Dona Marisa (Foto: Facebook/Reprodução)

A mulher do ex-presidente Lula foi internada desde o dia 24 de janeiro depois de ter sofrido um acidente vascular cerebral hemorrágico provocado pelo rompimento de um aneurisma.

Quando foi internada, dona Marisa passou por um procedimento de emergência que durou cerca de duas horas para conter a hemorragia no cérebro. Os médicos fizeram uma arteriografia cerebral para localizar a lesão e depois introduziram um cateter até a região afetada para estancar o sangramento.

Na quarta-feira (25), Marisa Letícia teve de passar por outro procedimento cirúrgico. Desta vez, para a “passagem de um cateter ventricular para monitoração da pressão intracraniana”, como informou o hospital. A decisão dos médicos ocorreu após “avaliação tomográfica de crânio para controle de sangramento cerebral.

Na sexta-feira (27), Dona Marisa passou por uma tomografia para verificar se tinha ocorrido melhora na infecção que havia se formado em seu cérebro. Ela foi acomodada em uma cama térmica. Com o auxílio dela, os médicos conseguiram baixar a temperatura do corpo, que normalmente fica perto dos 35°C, para até 25°C. O objetivo era diminuir o metabolismo e, junto com ele, a atividade cerebral, para que o cérebro conseguisse absorver de forma mais rápida o excesso de sangue acumulado na caixa craniana.

Um exame realizado na segunda-feira (30) detectou a presença de trombose venosa profunda nas veias das pernas. Os médicos realizaram a passagem de um filtro de veia cava inferior para prevenir a ocorrência de embolia pulmonar.

Na terça (31), os médicos tiraram a sedação. Na quarta (1º), ela teve uma piora no seu quadro clínico no início da noite e voltou a ser sedada. A pressão intracraniana e a inflamação no cérebro tinham aumentado.

Veja a íntegra da nota divulgada às 10h25 pelo Hospital Sírio-Libanês e assinada pelos médicos Antonio Antonietto, diretor de governança clínica, e Miguel Srougi, diretor-clínico:

“A paciente Marisa Letícia Lula da Silva permanece inalterada na UTI do Hospital Sírio-Libanês. Na manhã de hoje, foi realizado Doppler transcraniano, sendo identificada ausência de fluxo cerebral.

Diante do resultado, com autorização da família, foram iniciados procedimentos para doação de órgãos.

As equipes que a acompanham são:

Coordenação – Professor. Dr. Roberto Kalil Filho

Neurologia Clínica – Professor Dr. Milberto Scaff

Neurocirurgia – Dr. Marcos Stávale

Neurorradiologia – Dr. José Guilherme Pereira Caldas”

G1

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Trauma abre protocolo de morte cerebral de agente de trânsito atropelado em blitz

agenteO Hospital Estadual de Emergência e Trauma Senador Humberto Lucena abriu na manhã deste domingo (22), o protocolo de morte encefálica do agente de trânsito Diogo Nascimento de Souza, 34 anos, atropelado durante blitz da Operação Lei Seca, na madrugada do último sábado (21), no bairro do Bessa, em João Pessoa.

Em entrevista ao Portal MaisPB, a assessoria de comunicação da unidade hospitalar explicou que o paciente foi avaliado por um médico neurocirurgião plantonista, mas passará por mais exames para finalização do laudo e confirmação da morte.Serão feito três exames para diagnosticar a morte cerebral do agente. Ele permanece sedado e respirando com a ajuda de aparelhos na UTI do hospital.

O desembargador Joás de Brito Pereira Filho concedeu habeas corpus e suspendeu o mandado de prisão temporária de Rodolpho Gonçalves Carlos da Silva, suspeito de atropelar o agente de trânsitoO documento foi emitido na madrugada deste domingo (22), por volta das 3h da madrugada.

Nayanne Nóbrega – MaisPB

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Pela 1ª vez, cientistas registram lesão cerebral por zika em feto de macaco

zikaPela primeira vez, cientistas conseguiram registrar a ocorrência de lesões cerebrais em um feto de macaco cuja mãe foi infectada pelo vírus da zika. Antes disso, pesquisadores só tinham conseguido reproduzir a microcefalia por zika em camundongos, em um importante estudo brasileiro publicado em maio na revista “Nature”.

Pesquisas anteriores também já tinham sido bem sucedidas em infectar primatas não-humanos com o vírus da zika, mas esta é a primeira vez que se consegue reproduzir as malformações decorrentes do vírus nesses animais.

Trata-se de um avanço importante já que primatas humanos e não-humanos têm muitas similaridades, por isso os macacos podem servir para testar estratégias terapêuticas contra o vírus de forma mais eficiente do que os roedores.

O estudo atual, liderado por pesquisadores da Universidade de Washington, nos Estados Unidos, foi publicado na revista “Nature Medicine” nesta segunda-feira (12).

“Nossos resultados eliminam qualquer dúvida que possa ter restado de que o vírus da zika é incrivelmente perigoso para o feto em desenvolvimento e dá detalhes de como as lesões cerebrias se desenvolvem”, afirmou a pesquisadora Kristina Adams Waldorf, professora da Universidade de Washington e principal autora do estudo, em um comunicado divulgado pela instituição.

Segundo os pesquisadores, os problemas observados no desenvolvimento cerebral dos fetos de primatas são compatíveis com a síndrome congênita do zika observada em humanos. “Ficamos chocados quando vimos a primeira imagem de ressonância magnética do cérebro fetal 10 dias após a inoculação do vírus. Não tínhamos previsto que uma área tão grande do cérebro fetal seria danificada tão rapidamente”, disse a pesquisadora Lakshmi Rajagopal, também professora da Universidade de Washington e uma das autoras do estudo.

Essa rapidez sugere, segundo Lakshmi, que quando uma mulher grávida apresenta sintomas de zika, o cérebro do feto pode já ter sido afetado pelo vírus. Por isso, uma estratégia de prevenção da microcefalia deveria ser tomada no momento da picada do mosquito para impedir a ação do vírus ou por meio de vacina, de acordo com a pesquisadora.

O estudo, que foi feito com uma espécie de primata denominada Macaca nemestrina, mostrou ainda que o nível de vírus presente no cérebro do feto era mais alto do que o encontrado na mãe.

G1

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Ler e contar histórias para crianças ajuda no seu desenvolvimento cerebral

lerNão há hábito mais antigo do que ler e contar histórias para uma criança antes da hora de dormir. Mas além de ajuda-las a pegar no sono, essa atividade noturna ajuda no desenvolvimento cerebral dos pequenos, de acordo com um estudo publicado na edição de agosto da revista científica Pediatrics.

De acordo com os estudiosos norte-americanos já é sabido que a leitura para criança ajuda no desenvolvimento da linguagem, mas pouco foi analisado do efeito disso no cérebro infantil. Para investigar isso melhor, os especialistas analisaram o cérebro de 19 crianças com entre 3 e 5 anos enquanto ouviam histórias escolhidas para suas idades, monitorando a atividade cerebral através de ressonâncias magnéticas.

Eles perceberam que as crianças cujos os pais liam para elas com mais frequência ativavam áreas diferentes do cérebro, principalmente em uma região do hemisfério esquerdo chamado córtex de associação parietal-temporal-ocipital, onde há a integração sensorial, principalmente dos estímulos sonoros e visuais. Essa região já é estimulada em crianças maiores que leem sozinhas, mas não se imaginava que isso também ocorresse em crianças menores que ouvem histórias.
Além disso, por mais que as crianças estivessem apenas ouvindo as histórias, as que estavam mais acostumadas com esse hábito ativavam regiões cerebrais ligadas a visão também. Ou seja, elas têm maior facilidade para imaginar e ver as cenas narradas. E provavelmente crianças que desenvolvem essas habilidades nessa idade poderão desenvolver imagens e histórias apenas através de palavras no futuro. Dessa forma, é mais fácil para elas começarem a ler livros sem figuras e também estimularem sua criatividade desde novas.

minhavida

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Zika vírus causa necrose cerebral em recém-nascidos

zika-virusA microcefalia, doença que fez subir o nível de alerta em todo o país para as ameaças transportadas pelo Aedes aegypti, traz consigo um risco ainda mais preocupante, sobretudo para mulheres grávidas ou que pretendam engravidar. O distúrbio que provoca malformação cranioencefálica em bebês é ainda mais grave e causa danos mais severos ao recém-nascido quando desencadeado pelo zika vírus, um dos micro-organismos transmitidos pelo mosquito. A informação é da Sociedade Brasileira de Neurologia e Psiquiatria Infantil, seção Minas Gerais, e tem como base análise de tomografias de cérebros de pacientes apresentadas durante congresso sobre o tema neste ano, em São Paulo. Nos casos em que a microcefalia está associada à infecção por zika, as imagens mostram que, além de o perímetro encefálico dos recém-nascidos ser menor que 32 centímetros – limite que indica a enfermidade –, o cérebro apresenta pontos de necrose e calcificações. As alterações podem afetar áreas neurológicas importantes e provocar na criança sequelas motoras, visuais e cognitivas, entre outras.

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Presidente da seção mineira da Sociedade de Neurologia e Psiquiatria Infantil, o neuropediatra Rodrigo Carneiro de Campos detalha as diferenças. Segundo ele, quando causada por outras razões – como rubéola, toxoplasmose, complicações na gravidez ou no parto e doenças genéticas –, a microcefalia resulta na diminuição do tamanho do crânio, mas o cérebro se mantém íntegro. “As imagens de recém-nascidos de Recife, apresentadas no congresso, mostram os dois tipos da doença. É possível ver que os casos provocados pelo zika vírus são mais severos, com áreas necrosadas, que resultam em calcificações. A depender da região acometida pela necrose, todas as funções vitais podem ser afetadas”, destaca o médico, que reforça o alerta para combate ao mosquito transmissor do vírus.
A gravidade dos casos é mais um fator a chamar a atenção para a necessidade urgente de medidas de prevenção contra a transmissão do micro-organismo. Diante da falta de vacinas para prevenir a febre zika e de medicações que evitem o desenvolvimento da microcefalia, a grande aposta das autoridades de saúde é no combate a criadouros do Aedes aegypti. “Essa é uma doença grave, que resulta em muitos prejuízos para a saúde do bebê. Por isso, a única medida eficaz é cada um fazer sua parte para evitar novos casos”, afirma Rodrigo Carneiro de Campos.
Por se tratar de algo novo, não descrito anteriormente na literatura médica, ainda não se sabe exatamente como funciona a relação entre as doenças. Um grupo de 80 pesquisadores brasileiros coordenado pelo Ministério da Saúde, por meio da Fundação Oswaldo Crus (Fiocruz), está trabalhando em pesquisas para aprofundar o conhecimento em relação à microcefalia e ao zika vírus. O ministério confirmou recentemente a relação entre o micro-organismo e o surto de casos de malformação cranioencefálica no Nordeste do país neste ano.
Em todo o Brasil, a relação entre a microcefalia e o zika é investigada em 2.782 bebês com a malformação, segundo o último boletim disponível, e em pelo menos 135 deles a associação entre as doenças foi comprovada. Em Minas são 52 diagnósticos sob apuração, 13 deles em Belo Horizonte. Procurada, a Secretaria Municipal de Saúde ressaltou a importância do estudo e investigações sobre a relação entre a alteração em bebês e o novo vírus, para esclarecer questões como a atuação do agente infeccioso no organismo humano. Informou ainda que em Belo Horizonte – que decretou estado de emergência para o combate ao mosquito transmissor – está mantida vigilância intensificada e investigação dos casos suspeitos. Ainda não há diagnósticos confirmados de microcefalia na capital, destacou a secretaria. Já a secretaria estadual informou que segue e executa as recomendações oficiais do Ministério da Saúde.
Prevenção
Como o ciclo de reprodução do mosquito, do ovo à forma adulta, é curto (pode levar de cinco a 10 dias), o Ministério da Saúde reforçou recomendações à população com a chegada do período de férias. Por isso, mesmo em uma viagem curta é preciso estar atento. Um balde esquecido no quintal ou um pratinho de planta na varanda do apartamento, após uma chuva, podem facilmente se tornar focos do Aedes aegypti e afetar toda a vizinhança. É importante verificar se a caixa-d’água está vedada, as calhas totalmente limpas, pneus sem água e em lugares cobertos, além de garrafas e baldes vazios e com as bocas viradas para baixo, entre outros pequenos cuidados que podem evitar o nascimento do mosquito e as ameaças que ele transporta.
Apesar de o principal foco de alerta estar concentrado nas mulheres grávidas ou que pretendem engravidar, devido ao risco para os bebês, o zika vírus pode deflagrar pelo menos mais uma doença severa: a síndrome de Guillain-Barré. Trata-se de uma reação a agentes infecciosos, na qual o sistema imunológico do paciente passa a atacar a chamada bainha de mielina, que recobre e protege nervos periféricos, garantindo a condução dos estímulos de movimento. Entre os sintomas estão a paralisia ascendente, que começa nas pernas e pode subir para membros superiores e pescoço. A gravidade varia de acordo com cada organismo, mas pode deixar sequelas e até ser fatal, se afetar músculos da respiração e cardíaco.

Diário de Pernambuco

Exclusivo: Trauma entra com protocolo para decretar morte cerebral de jovem que foi jogada de veículo na BR 230

mae-de-khaterineUma equipe da TV Arapuan estava no Hospital de Emergência e Trauma de João Pessoa, quando a mãe da jovem Khaterine de 17 anos, foi informada da morte cerebral da garota, na manhã desta quarta (30).

A mãe, que tinha dado entrevista exclusiva ao Sistema Arapuan nesta terça (29), tinha esperanças de que a jovem conseguisse se recuperar.

Ao receber a informação de que o Hospital iria iniciar o protocolo para constatar a morte encefálica, a mãe caiu em prantos, porém a morte cerebral só poderá ser confirmada após terem terminado todos os exames

Equipes da central de transplantes já estão apostos aguardando o desfecho desses exames.

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São três exames de protocolo e dois deles já constataram a morte cerebral, contudo o socorrista que atendeu a jovem afirmou que ela ainda reage a alguns estímulos.

A Polícia ainda não tem pistas do acusado de ter jogado a jovem do veículo na BR 230 na noite de sexta (26), mas já tem informações do modelo, cor e da placa.

Mais informações em instantes.

Marília Domingues / Washington Luis

 

Casos de morte cerebral nos EUA levantam debate sobre desligar aparelhos

morte-cerebralOs dois casos são opostos, sob um aspecto: os pais de Jahi McMath, de Oakland, Califórnia, lutam para manter sua filha ligada a um respirador mecânico, enquanto os pais e o marido de Marlise Muñoz, de Fort Worth, Texas, querem desesperadamente desligar o aparelho. Sob outro aspecto, os casos são idênticos: as duas famílias ficaram chocadas ao descobrir que tinha sido declarada a morte cerebral de sua filha –e que autoridades hospitalares desafiaram a vontade da família com relação ao tratamento.

Suas histórias dolorosas geram perguntas sobre como é determinada a morte cerebral e quem tem o direito de decidir o tratamento que será dado a esses pacientes.

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“Estes casos são muito diferentes dos que conhecemos no passado”, como o de Karen Ann Quinlan, Nancy Cruzan ou Terri Schiavo, disse o médico Joseph J. Fins, diretor da divisão de ética médica do hospital NewYork-Presbyterian/Weill Cornell. Ele explicou: “Aquelas pacientes conseguiam respirar sem aparelhos. Estavam em estado vegetativo, não de morte cerebral. Essa distinção faz toda a diferença.”

Uma pessoa que recebeu diagnóstico de morte cerebral é incapaz de respirar por conta própria e está legalmente morta, em todos os 50 Estados americanos. Em dois Estados, Nova York e Nova Jersey, os hospitais são obrigados a levar em conta as posições religiosas ou morais das famílias quando decidem como proceder em tais casos. Em todos os outros Estados, incluindo a Califórnia e o Texas, os hospitais não precisam consultar a família em relação a como encerrar o atendimento ao paciente.

Os médicos do Hospital Infantil de Oakland pronunciaram a morte cerebral de Jahi McMath, de 13 anos, em 9 de dezembro. Jahi sofreu complicações após passar por uma cirurgia para corrigir apneia do sono e perdeu muito sangue. Marlise Muñoz, 33 anos, recebeu o diagnóstico de morte cerebral no Hospital John Peter Smith, depois de perder a consciência devido a um coágulo sanguíneo quando estava grávida de 14 semanas. Citando uma lei estadual, o hospital se recusa a desligar os aparelhos que a mantêm respirando, porque isso prejudicaria o feto, que agora está na vigésima semana.

Os dois casos são dolorosos em parte devido a uma característica biológica esdrúxula do corpo: os corações das pacientes continuam a bater. Com respiradores mecânicos, o coração pode continuar a bater por dias, até uma semana. Mas, com cuidados mais agressivos, é capaz de durar por meses ou até mais após a morte cerebral, dizem especialistas, dependendo da saúde do paciente e de quanto tratamento é dado.

Foram os respiradores mecânicos que salvaram o feto no caso de Marlise Muñoz, e provavelmente no último momento possível, disse o médico R. Phillips Heine, diretor de medicina materna e fetal da escola de medicina da Universidade Duke. A redução do fluxo de sangue para o feto quando a mãe desmaiou –acredita-se que ela passou mais ou menos uma hora desmaiada antes de receber atendimento médico– “pode levar a efeitos adversos com o tempo, mas não temos como prever isso”, ele disse.

Para a família de Jahi, o prolongamento do funcionamento do coração gerou uma percepção de vida; no caso dos parentes de Muñoz, representa a negação do direito dela de morrer.

“Descrevo este estado da seguinte maneira: uma parte do organismo ainda está vivo, evidentemente, mas o organismo como um todo –o ser humano– não existe mais”, disse James L. Bernat, professor de neurociência na escola de medicina do Dartmouth College.

Para diagnosticar a morte cerebral é preciso determinar a função da área mais primitiva do cérebro, o tronco cerebral. Este, o tampão de tecido neural na base do ponto em que a medula espinhal ingressa no crânio, é o “gerente de fábrica” do corpo, aquele que mantém os sistemas como o do tônus muscular, equilíbrio metabólico e respiração.

Testar sua função requer conhecimento especializado, porque as pessoas com lesões cerebrais graves muitas vezes não apresentam reações e aparentam estar cerebralmente mortas, sendo que não estão. Um coma, por exemplo, é um estado não responsivo que com frequência representa um período de recuperação do tronco cerebral e outras áreas. As pessoas geralmente emergem do coma dentro de duas a três semanas depois de sofrida a lesão que resultou no coma. Quando isso não acontece, elas podem mergulhar em um estado vegetativo em que o tronco cerebral funciona, mas as áreas cerebrais superiores ficam inativas. É um estado conhecido como o de consciência mínima, em que o paciente ocasionalmente responde a estímulos, mas não o faz de modo previsível. Acredita-se que as pessoas que emergem de um estado vegetativo passem por um estágio de consciência mínima antes de voltarem à consciência.

Segundo especialistas, quatro elementos precisam estar presentes para que seja determinada a morte cerebral. Primeiro, o médico precisa excluir outras explicações possíveis do estado não responsivo, como anestesia, coma diabético ou hipotermia. Também é preciso determinar a ocorrência de uma lesão, como um golpe na cabeça ou hemorragia.

Em seguida, os médicos testam a função dos chamados nervos cranianos, incluindo o nervo que vai até o olho e ativa o ato de piscar; outro, na garganta, que provoca asfixia; e um terceiro no ouvido interno que permite que os olhos foquem um objeto enquanto a cabeça se move. Cada um desses requer a participação do tronco cerebral. Se o ato de encostar um cotonete na córnea do paciente não o leva a piscar, ou se tocar o fundo da garganta não gera um movimento reflexivo de quase vômito, o tronco cerebral está fora de ação ou perto disso.

O último passo é o chamado teste de apneia. Para isso, os médicos permitem que o nível de dióxido de carbono no sangue do paciente suba lentamente; quando a concentração atinge um certo grau, qualquer pessoa que tiver tronco cerebral parcialmente funcional vai respirar chiando. Esse é um verdadeiro teste infalível para determinar a morte cerebral. Pode levar 20 minutos para ser realizado, período durante o qual os médicos não devem deixar a sala por um instante sequer, disse o Dr. Panayiotis N. Varelas, diretor da UTI de neurociências do Hospital Henry Ford, em Detroit. “Se o paciente tenta respirar, você aborta o teste imediatamente e declara que não há morte cerebral.”

O timing exato desses testes, e o número de vezes que são realizados –alguns médicos fazem todos uma vez; outros repetem todos duas vezes, com várias horas de intervalo– variam de hospital para hospital, segundo pesquisas. Mas, dizem os especialistas, os casos de diagnóstico equivocado são muito raros; as pessoas que recebem diagnóstico de morte cerebral não voltam a viver.

Pelas leis de Nova York e Nova Jersey, as pessoas podem prolongar o fornecimento de oxigênio para manter o coração de um paciente batendo, por motivos religiosos ou morais. Mas em outros Estados esse “suporte à vida” é tido como supérfluo quando não há vida a ser apoiada. Nesse contexto, os casos de McMath e Muñoz são diferentes, segundo Fins, que está escrevendo um livro intitulado “Rights Come to Mind: Brain Injury, Ethics and the Struggle for Consciousness” (algo como “Os direitos em questão: lesões cerebrais, ética e a luta pela consciência”).

Os pais de Jahi McMath “nutrem a esperança de que a filha deles se recupere e estão pedindo para reverter uma decisão que não está sob controle humano”, ele comentou. “No caso de Marlise Muñoz, a família quer reverter uma decisão que está sob controle humano e que diz respeito a se a mãe ia querer ser mãe sob essas circunstâncias”.

Folha de São Paulo

Marcapasso cerebral é testado contra o Alzheimer

AP PhotoKathy conversa com o médico: "é realmente difícil de não ser capaz de lembrar as coisas"
AP Photo
Kathy conversa com o médico: “é realmente difícil de não ser capaz de lembrar as coisas”

A coisa toda tem ingredientes de filme de ficção-científica: bombardear o cérebro de uma pessoa com pequenas correntes de eletricidade para tentar evitar a insidiosa perda de memória característica da doença de Alzheimer. E não é fácil. É preciso fazer pequenos furos no crânio do paciente para poder implantar minúsculos fios exatamente no ponto certo.

 

Uma mudança dramática está começando na decepcionante luta para encontrar algo que reduza o ritmo avassalador dessa epidemia: as primeiras experiências feitas nos Estados Unidos com marcapassos cerebrais para tratar o Alzheimer estão começando. Os cientistas estão olhando para além dos medicamentos em busca de novos – e muito necessários – tratamentos.

A pesquisa ainda está em fase inicial. Apenas algumas dezenas de pessoas em estágio inicial de Alzheimer estão sendo testadas em alguns poucos hospitais. Ninguém sabe se a técnica pode funcionar e, caso isso aconteça, por quanto tempo os efeitos podem durar.

 

Kathy Sanford foi uma das primeiras a se inscrever, assim que o estágio inicial de Alzheimer foi gradualmente piorando. Ela ainda vivia de forma independente, mandando lembretes para si, mas já não podia trabalhar. E os medicamentos habituais não estavam ajudando.

Em seguida, os médicos da Ohio State University explicaram em que consistia a esperança: a estimulação elétrica constante dos circuitos cerebrais envolvidos na memória e no raciocínio pode manter essas redes neurais ativas por mais tempo, essencialmente ignorando alguns dos danos da demência. Kathy decidiu que valia a pena tentar.

 

AP

Médicos ajustam marcapasso em Kathy: esperança de conter o avanço da doença

 

“A razão pela qual eu estou fazendo isso é que é realmente difícil de não ser capaz de lembrar as coisas”, disse Kathy, de 57.

O pai dela foi ainda mais direto.

“Qual é a nossa escolha? Participar de um programa de pesquisas ou sentar aqui e vê-la deteriorar lentamente?”, questionou Joe Jester, 78.

Poucos meses depois da operação de cinco horas, o cabelo raspado para a cirurgia cerebral estava crescendo novamente e Kathy disse que se sentia bem, apenas com um formigamento ocasional que ela atribui aos eletrodos. Um gerador movido a bateria perto da clavícula fornece energia a eles, enviando os pequenos choques pelo pescoço até o cérebro .

É muito cedo para saber como ela vai se sair; os cientistas ainda vão acompanhá-la por dois anos.

“É uma avaliação contínua, agora estamos otimistas”, é assim que o neurocirurgião Ali Rezai cautelosamente se manifesta.

Mais de 5 milhões de americanos têm Alzheimer ou demências similares, e esse número deve aumentar rapidamente na medida em que a geração baby boom envelhece. Hoje, os remédios disponíveis apenas aliviam temporariamente alguns sintomas e as tentativas de atacar a suposta causa da doença, um material que “entope” o cérebro, até agora não funcionaram.

“Estamos ficando cansados de não ter outras coisas que funcionem”, disse o neurologista Douglas Scharre.

A nova abordagem é chamada de estimulação cerebral profunda ou DBS (do inglês, deep brain stimulation). Embora ela não ataque a causa do Alzheimer “talvez consigamos fazer com que o cérebro trabalhe melhor” disse ele.

A implantação de eletrodos no cérebro não é algo novo. Entre 85.000 e 100.000 pessoas em todo o mundo já fizeram DBS para bloquear os tremores da doença de Parkinson e outros distúrbios do movimento. Os choques contínuos acalmaram as células nervosas hiperativas, com poucos efeitos colaterais.

Os cientistas também estão testando se estimular outras partes do cérebro pode ajudar a melhorar a depressão ou a reduzir o apetite em obesos.

Foi em um desses experimentos que pesquisadores canadenses tropeçaram, em 2003, com a possibilidade de fazer algo parecido no Alzheimer. Eles começaram os choques elétricos no cérebro de um homem obeso e acidentalmente liberaram uma enxurrada de lembranças antigas dele. Seguir com a DBS também melhorou a capacidade de aprender do voluntário. Ele não tinha demência, mas os pesquisadores se questionaram se poderiam estimular as redes de geração de memória em alguém com esse problema.

 

AP

Cérebro com Alzheimer e cérebro normal: “apagão” em algumas áreas mostra ação da doença

 

Mas espere um minuto. O Alzheimer não apenas rouba as memórias. Ele eventualmente rouba a capacidade de fazer as tarefas mais simples. Como estimular um cérebro tão danificado poderia ajudar em alguma coisa?

Um cérebro saudável é um cérebro conectado. Um circuito sinaliza a outro para que ele ligue e recupere as memórias necessárias para, por exemplo, dirigir um carro ou preparar uma refeição.

Pelo menos no início da doença, o Alzheimer mata apenas determinados pontos do cérebro. Mas placas que caracterizam a doença funcionam como uma barreira, impedindo que o interruptor “liga” acione circuitos saudáveis mais distantes que estão desativados, explicou o Andres Lozano, neurocirurgião do Toronto Western Hospital, cuja pesquisa despertou todo esse interesse na DBS para o Alzheimer.

O plano era colocar os eletrodos em centros onde as vias cerebrais de memória, comportamento, concentração e outras funções cognitivas convergem, para ver se os choques reativavam os circuitos silenciados, acrescentou Rezai.

Lozano e equipe encontraram o primeiro indício de que isso é possível de fazer com a implantação em seis pacientes de Alzheimer no Canadá. Depois de pelo menos 12 meses de estimulação contínua, exames cerebrais mostraram um sinal de mais actividade em domínios específicos da doença. De repente, os neurônios nesses locais começaram a usar mais glicose, o combustível das células cerebrais.

“Antes da estimulação, a área parecia uma espécia de apagão. Nós conseguimos ligar as luzes novamente nessas áreas”, disse Lozano.

 

Embora a maioria dos pacientes de Alzheimer mostre um claro declínio na função cognitiva a cada ano, em um canadense que usa o implante há quatro anos ela não deteriorou, disse Lozano, advertindo que não há como saber se isso ocorreu devido à DBS.

As evidências ainda são preliminares e serão necessários anos de estudo para provar algo, mas “esta é uma emocionante nova abordagem”, disse Laurie Ryan, da divisão de envelhecimento dos Institutos Nacionais de Saúde, que esta financiando um estudo de acompanhamento de DBS.

Pesquisas em andamento

Pesquisadores de Toronto se uniram com quatro centros médicos dos EUA – Universidade Johns Hopkins, Universidade da Pensilvânia, Universidade da Flórida e o Banner Health System do Arizona – para testar a DBS em uma parte do cérebro chamada de fórnix, um dos centros de memória, em 40 pacientes. Metade terá os eletrodos ligados duas semanas após a operação de implantação e o restante em um ano, numa tentativa de detectar qualquer efeito placebo da cirurgia.

 

AP

Kathy faz o teste cognitivo: resultados, mesmo tímidos, deixaram a equipe empolgada

 

Na Universidade Estadual de Ohio, Rezai está implantando os eletrodos em um local diferente, os lobos frontais, fazendo DBS em vias de cognição e comportamento.

Esse estudo vai ser feito com 10 participantes, incluindo Kathy Sanford. Uma cirurgia nas costas, feita em outubro, foi o primeiro passo de Kathy. Depois foi o momento de afinar como os eletrodos disparariam os choques.

Ela fez os testes de cognição e resolução de problemas enquanto o neurologista Douglas Scharre ajustava a tensão e a frequência, observando as reações da paciente.

A equipe comemorou com Kathy ao ver que as pontuações do teste subiram um pouco durante esses ajustes. Ela sabe que não há garantias, mas “se podemos vencer algumas dessas coisas, ou pelo menos obter alguma vantagem sobre elas, eu sou toda apoio.”

* Por Lauran Neergaard

AP

Padre Zezinho está internado após sofrer isquemia cerebral


Está internado desde a noite da quarta-feira, 19 de setembro, o padre José Fernandes de Oliveira, conhecido Pe. Zezinho, cantor, compositor e professor de comunicação. Ele sofreu um isquemia cerebral e está hospitalizado em São José dos Campos (SP).
Em um último comunicado divulgado por Paulinas Editora na tarde da quinta-feira, o Pe. Zezinho está se recuperando bem, mas seguirá internado, para observação, sem previsão de alta.

Aos 71 anos, Pe. Zezinho atua como professor, apresentador de programas para televisão e rádio, além de intensa agenda de shows. Eventos que estavam marcados para o próximo final de semana, em Mossoró e em Natal (RN), foram cancelados.

Fonte: CNBB
Focando a Notícia