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Cepal reitera o potencial da agricultura familiar para América Latina

agriculturafamiliar“Sem dúvidas, a agricultura familiar é a atividade econômica com o maior potencial não só para aumentar a oferta de alimentos na América Latina e Caribe (ALC), mas também para reduzir o desemprego, a pobreza e da desnutrição das populações mais vulneráveis das zonas rurais”. A afirmação é feita na edição 2014 do informe ‘Perspectivas da agricultura e do desenvolvimento rural nas Américas: uma perspectiva sobre América Latina e Caribe’, que será apresentado hoje, em Santiago, Chile.

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De acordo com a última atualização do informe desenvolvido pelo Instituto Interamericano de Cooperação para a Agricultura (IICA), o escritório regional da ACL da Organização das Nações Unidas para Alimentação e Agricultura (FAO) e pela Comissão Econômica para América Latina e o Caribe (Cepal), os países da região estão adotando políticas públicas para beneficiar o setor, “fundamental para a segurança alimentar e bem estar rural da região”.

Estima-se que as terras arrendadas, que pertencem ao setor da agricultura familiar na ALC, totalizem cerca de 17 milhões de unidades, agrupando uma população que pode chegar a 60 milhões de pessoas. Ainda que não haja números exatos, segundo o informe, “acredita-se que a agricultura familiar represente cerca de 75% do total de unidades produtivas, e que, em alguns países, esse número pode chegar a mais de 90%”.

Apesar desses números, a situação da agricultura familiar não é igual em todos os países da ALC. Enquanto o número de unidades cresce em alguns países, em outros, como Argentina, Brasil, Chile e Uruguai, observa-se a tendência da concentração de terras, onde o objetivo primordial é a obtenção de lucros. Segundo dados mostrados no informe, na Argentina, o número de unidades de agricultura familiar caiu 20% entre 1988 e 2002, no Brasil esse número caiu em 10,7% entre 1985 e 2006, no Chile, houve uma redução em 6,4% nos últimos 10 anos. No Uruguai, a pesquisa ainda não está disponível, mas alguns estudos mostram que em 1961 existiam 86.928 unidades, em 2000 esse número era de 57.131. “No atual contexto de concentração de terras nesses países, a tendência é que o número de unidades de agricultura familiar caia ainda mais”. Destacou o informe.

Limitações

A agricultura familiar conta com menos incentivos, na ALC, que a agricultura comercial. “Além de ter um maior índice de analfabetismo, idade e pobreza, os agricultores familiares tem menos acesso a bens públicos, tecnologia e serviços para a produção, em comparação com os agricultores comerciais”. Além de receber menos incentivos, a agricultura familiar fica localizada em terras de baixas qualidades e mais expostas às mudanças climáticas.

“Essas limitações sociais e produtivas, vem criando uma brecha significativa entre os rendimentos da agricultura familiar e da agricultura comercial”. Na América Central, por exemplo, os rendimentos com produtos como o café, podem ser duas ou até três vezes maior para a agricultura comercial, em comparação com a agricultura familiar.

Potenciais

Apesar das limitações, a agricultura familiar é uma das atividades que mais combina seus recursos produtivos, de forma igualitária, reduzindo a pobreza entre os agricultores. Além disso, também utilizam técnicas sustentáveis, que ajudam na preservação do meio ambiente.

Outro potencial da agricultura familiar é o da geração de empregos, pois se utiliza menos o maquinário, preservando o trabalho humano. Além do mais, é responsável por cerca de 50% da produção de alimentos na América Central e 20% na América do Sul, ou seja, mesmo com as limitações, possui um grande potencial na geração de alimentos.

Alguns países que apostam na agricultura familiar

·A Bolívia declarou a Agricultura Familiar como atividade de interesse nacional

·A Argentina direcionou cerca de 1,7 milhões de dólares para incentivar a inscrição de agricultores familiares no Registro Nacional da Agricultura Familiar e disponibilizou cerca de 37,5 milhões de dólares para apoiar a produção familiar

·Costa Rica adotou o Plano Setorial de Agricultura Familiar 2011-2014

·O Chile incrementou em 8,2% o orçamento de 2013 para apoiar a pequena agricultura

·México implementou o programa de inclusão social ‘Cruzada Nacional Contra a Fome’

·O Mercosul regulamentou o Fundo de Apoio à Agricultura Familiar

 

Adital

Cepal revela aumento de gravidezes em jovens da América Latina e Caribe

O maior número de gravidezes em adolescentes se registra em países da América Central como Nicarágua, Honduras e Guatemala, de acordo com um recente estudo realizado pela Comissão Econômica para América Latina e Caribe (CEPAL).

Um estudo realizado pela Comissão Econômica para América Latina e Caribe (CEPAL) revelou nesta quinta-feira cifras sobre a situação de aumento da maternidade adolescente na região, onde entre 25 e 108 de cada mil jovens de 15 a 19 anos são mães.

De acordo com a CEPAL, a alta incidência de gravidezes em adolescentes na América Latina é superada apenas por países africanos e a maior proporção de jovens mães na região se registra em países da América Central como Nicarágua, Honduras e Guatemala.

Nicarágua encabeça a lista dos países afetados por este problema, devido a que 27% das adolescentes, entre 15 e 19 anos passaram pela maternidade. No caso de Honduras, 30% das mães são menores de 18 anos.

Sobre isso, a Fiscalia

Al respecto, la Fiscalía de la Niñez hondureña publicó un estudio en el que revela que el 50 por ciento de los embarazos en adolescentes tienen su origen en abusos sexuales y muchos de los casos, los violadores son parte del grupo familiar.

Situação parecida acontece em El Salvador, onde a maioria das gravidezes em jovens menores de idade está vinculada com violações. De acordo com as Nações Unidas, em 2010 do total de mulheres salvadorenhas vítimas de violência sexual, 84% foram crianças e adolescentes com menos de 20 anos e 16% menores de 10;

Os casos de gravidezes de adolescentes também aumentaram de forma alarmante na Guatemala nos últimos anos. Segundo a Pesquisa Nacional Materno Infantil 2008-2009, existem no país 114 mães de 10 a 20 anos, para cada mil habitantes.

Gravidez precoce na América do Sul

A lista de gravidez em adolescentes dos países do sul da América Latina é encabeçada por Venezuela, pelo que em dezembro passado o Governo iniciou oficinas de educação sexual nos colégios da nação.

O mandatário venezuelano, Hugo Chávez, qualificou de “alarmantes” as cifras de gravidez precoce e revelou que dos 591.303 partos registrados em 2010, 130.888 foram de menores de 19 anos e 7.778 de adolescentes que não ultrapassavam os 15 anos.

A este país segue Equador, onde mais de 17% das jovens entre 15 e 19 anos são mães. A respeito disso, o Governo presidido por Rafael Correa anunciou o investimento de 29 milhões de dólares neste ano na campanha “Fala sério. Sexualidade sem mistério”, com a qual busca criar consciência entre os adolescentes.

Na Colômbia, a alta mortalidade de mulheres gestantes menores de 15 anos preocupa as autoridades que indicaram que 90 de cada mil adolescentes resultam grávidas a cada ano.

Em Uruguai, a porcentagem de gestações adolescentes é similar a do resto da América do Sul. Entre 2000-2005 foi de 64 mil mulheres.

As jovens paraguaias entre 20 e 24 anos têm tido pelo menos uma gravidez, pelo que a nação registra uma alta taxa de maternidade precoce com 63 nascimentos para cada mil mulheres. Enquanto que no Peru 13,5% das adolescentes entre 15 e 19 anos estão no período de gestação e já são mães.

A notícia é de teleSUR-Efe/sa – FC

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