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Defesa falha e SP toma 4 gols do Audax em 1ª derrota do técnico Ceni

Na mesma Arena Barueri em que marcou seu 100º gol como goleiro em 2011, Rogério Ceni sofreu sua primeira derrota como treinador. Neste domingo, o Audax bateu o São Paulo por 4 a 2 e marcou negativamente o primeiro compromisso oficial do técnico tricolor no calendário brasileiro. Até então, o treinador havia disputado apenas a Flórida Cup, torneio amistoso nos Estados Unidos no qual empatou duas vezes e conquistou título contra o Corinthians nos pênaltis.

O Audax abriu dois gols de vantagem nos primeiros 10 minutos do primeiro tempo, com Marquinho e Pedro Carmona. O Tricolor foi às redes duas vezes com Chavez e empatou ainda antes do intervalo, aproveitando bronca de Fernando Diniz que parece ter desestabilizado o time de Osasco. No entanto, Felipe Rodrigues tocou de cabeça aos 9 da etapa complementar para garantir a vitória aos mandantes, e Pedro Carmona voltou a balançar a rede em cobrança de pênalti aos 29 para fechar a conta.

Marcello Zambrana/AGIF

Ceni promoveu duas mudanças em relação à equipe titular e campeã nos jogos da Florida Cup. O goleiro escolhido foi Sidão, com Denis no banco. Já na zaga, Douglas ganhou uma chance e Breno ficou como opção, com Rodrigo Caio adiantado como volante.

Apagão

Campeão paulista em 2016 diante do mesmo Audax de Fernando Diniz, o Santos de Dorival Júnior deixou o manual para quem quisesse superar o time de Osasco: posicionamento compacto e recuado. O São Paulo de Rogério Ceni fez o contrário no começo do jogo, uma vez que o técnico apostou inicialmente em uma defesa fechada com Maicon e Douglas – dois zagueiros de menor movimentação – e em um setor ofensivo veloz. Consequentemente, as linhas tricolores ficaram muito espaçadas e convidaram o adversário para a festa.

Lambança em portunhol

A bola não parecia tão ameaçadora quando espirrou na área do São Paulo aos cinco minutos. Porém, Maicon ficou para trás, Buffarini e Douglas bateram cabeça e ela sobrou redondinha pela direita para Marquinho, que só dominou e fuzilou a meta de Sidão para abrir o placar. Sua comemoração homenageou o garoto Tiago Linck, jovem embaixador do clube que nasceu sem os membros.

Quatro minutos depois, o golaço: os mesmos nomes do lance anterior voltaram a falhar enquanto assistiam a troca de passes do Audax, com direito a toque de calcanhar de Ytalo, culminando no chute rasteiro e no gol de Pedro Carmona.

Na etapa complementar, Bruno não subiu tanto quanto Felipe Rodrigues e viu os adversários comemorarem o terceiro tento, que já lhes devolvia a vantagem. Vinte minutos depois, Buffarini se complicou ainda mais ao cometer pênalti sobre Gabriel Leite, que havia acabado de entrar no lugar de Ytalo. Sidão não voltou a repetir o bom desempenho mostrado nos penais da Florida Cup: bola de um lado, goleiro do outro, e o quarto gol do Audax na rede.

Que bronca

O São Paulo encontrou menos dificuldades a partir do momento em que o time tricolor inteiro começou a subir para o ataque, diminuindo os espaços e buracos entre suas linhas. Foi assim que Cueva encontrou Chavez bem posicionado entre os zagueiros do Audax, que bobearam na linha de impedimento e deixaram o argentino livre para testar o goleiro Felipe Alves aos 29.

Antes que a bola voltasse a rolar no círculo central, as duas equipes aproveitaram a parada de hidratação para se reorganizarem junto aos seus treinadores. Diferente de Rogério Ceni, Fernando Diniz se exaltou e brigou bastante com seus defensores, em especial André Castro e Betinho.

Reprodução

O problema é que a bronca parece ter desestabilizado a zaga mandante, já que Chavez fez o que quis para passar pela marcação e só chutou cruzado para empatar aos 36. Constantemente exaltado, Fernando Diniz ainda foi expulso pela arbitragem no segundo tempo.

Ficou só na lembrança

“Voltar aqui a Barueri, estádio com bons jogos, boas histórias… Muito gostoso”, disse Ceni ao Premiere antes do apito inicial. No dia 27 de março de 2011, o então goleiro marcou em cobrança de falta o seu 100º gol sobre o Corinthians nesta mesma Arena Barueri. Por pouco, Cueva não repetiu os passos do comandante com boa cobrança de falta que explodiu no travessão – e os poucos torcedores nas arquibancadas “pediram” que a cobrança fosse executada por Rogério. Mas as lembranças desse domingo não devem entrar para o rol de favoritas de Rogério…

Como foi Sidão?

Sidão teve os direitos econômicos adquiridos pelo São Paulo junto ao… Próprio Audax. O goleiro disputou o último Campeonato Brasileiro emprestado ao Botafogo, mas esteve no elenco de Fernando Diniz que se sagrou vice-campeão paulista em 2016, eliminando o próprio Tricolor pelo caminho. Titular neste domingo com vantagem sobre Denis, o camisa 12 esteve tão desorientado nos dois primeiros gols adversários quanto o restante da zaga. Uma vez passado o susto inicial, fez boas defesas em chutes de longa distância e não voltou a comprometer.

Ytalo deixou saudade?

Contratado pelo São Paulo junto ao Audax em maio de 2016 como “reforço para a Libertadores”, o atacante Ytalo refez seu caminho e voltou a defender o time de Osasco. Neste domingo, o camisa 9 se limitou a participar das triangulações ofensivas de sua equipe, sem testar as luvas de Sidão. Mas o toque de calcanhar para o primeiro gol de Pedro Carmona foi muito bonito e deve trazer calafrios aos são-paulinos.

Dono da camisa 9

Apesar de ser o jogador do elenco que mais fez gols em 2016 (dez em 25 jogos), Chavéz era pressionado. Logo quando assumiu o comando do time, Rogério Ceni pediu a contratação de um centroavante. O clube negociou com Calleri, Colmán e sondou Nilmar. Agora, sonha com Lucas Pratto. Por outro lado, Gilberto ganhou chance nos testes de pré-temporada. Chavéz, por sua vez, recebeu propostas da China. Mas no primeiro jogo do estadual, o argentino deu conta do recado e marcou dois gols.

Boicote a Vampeta

A torcida são-paulina prometeu e cumpriu. Em represália ao presidente do Audax, o ex-jogador corintiano Vampeta, os tricolores não foram à Arena Barueri prestigiar a estreia de Rogério Ceni. Os torcedores ficaram revoltados com o fato de Vampeta querer lucrar com o jogo e colocar o ingresso mais barato a R$ 100. Com isso apenas 2.219 pessoas compareceram ao estádio. O gramado seco e com alguns buracos também chamou a atenção. A declaração do próprio ex-goleiro ao dizer que “o Morumbi sempre será o melhor palco para qualquer tipo de apresentação” reforça a ideia da torcida de considerar o jogo de domingo que vem (12) no Morumbi como a verdadeira estreia do ídolo.

FICHA TÉCNICA
AUDAX 4 X 2 SÃO PAULO

Data e hora: 05 de fevereiro de 2017, domingo, às 17h00 (de Brasília)
Local: Arena Barueri, em Barueri (SP)
Árbitro: Thiago Duarte Peixoto
Auxiliares: Marcelo Carvalho Van Gasse e Daniel Paulo Ziolli
Público e renda: 2.219 pessoas; R$ 102.288,00
Cartões amarelos: Pedro Carmona, André Castro (Audax); Rodrigo Caio (São Paulo)
Gols: Marquinho, aos cinco minutos, Pedro Carmona, aos nove do primeiro tempo e aos 29 do segundo, e Felipe Rodrigues, aos nove do segundo (Audax); Chavez, aos 29 e aos 36 do primeiro tempo (São Paulo)

AUDAX: Felipe Alves; Felipe Rodrigues, André Castro (Magal), Betinho e Marquinho; Danielzinho, Léo Artur e Pedro Carmona; Hugo, Denilson (Matheus Vargas) e Ytalo (Gabriel Leite)
Técnico: Fernando Diniz

SÃO PAULO: Sidão; Bruno, Maicon, Douglas (João Schimidt) e Buffarini; Rodrigo Caio, Thiago Mendes, Cueva, Wellington Nem (Cícero) e Luiz Araújo; Chavez (Gilberto)
Técnico: Rogério Ceni

Uol

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Náutico passeia e goleia frágil São Paulo; Teve até gol contra de Ceni…

Se o Náutico repetisse longe dos Aflitos a campanha que tem como mandante, certamente seria um dos primeiros colocados do Campeonato Brasileiro. Na noite desta quarta-feira, o Timbu fez sua quinta vítima em oito jogos disputados em casa. Com um primeiro tempo de extrema inspiração e contando com novos vacilos defensivos do São Paulo durante os 90 minutos, a equipe comandada por Alexandre Gallo passeou em campo, bateu o rival por 3 a 0 e voltou a conquistar uma vitória após duas rodadas.

O Náutico brilhou, mas a atuação desastrosa do São Paulo foi ainda mais determinante para o resultado. Até Rogério Ceni protagonizou um lance incrível – ao tentar cortar um escanteio, “espanou” e viu a bola subir e cair dentro do gol. Casemiro e Rhodolfo, tal qual Didi Mocó e Dedé Santana, se trombaram e não conseguiram impedir a bola de entrar na meta tricolor, naquele que foi o terceiro gol do Náutico. Antes, Toloi e Douglas já haviam falhado.

Uma noite com vilões também teve heróis, e eles foram os atacantes Kieza e Araújo, que, na base da velocidade, levaram ampla vantagem sobre a defesa tricolor. Com a vitória, o Náutico foi a 20 pontos, cinco a mais que o Coritiba, primeiro time na zona do rebaixamento. Dentro de sua casa, o Timbu já havia batido Botafogo, Grêmio, Ponte Preta e Santos.

Para o São Paulo, o sinal amarelo foi definitivamente aceso. O time sofreu sua terceira derrota consecutiva no torneio (antes havia perdido para Fluminense e Grêmio) e viu o G-4 ficar cada vez mais distante. No domingo, o time vislumbrava a vaga no grupo da Libertadores. Mas a realidade é bem pior e o Tricolor fechou a quarta-feira na oitava colocação, com 25 pontos, seis a menos que o Grêmio, que segue em quarto. A campanha da equipe paulista como visitante é muito fraca: duas vitórias, um empate e seis derrotas, aproveitamento de 25,9%.

Os dois times voltarão a campo no próximo final de semana. O São Paulo irá em busca da reabilitação contra a Ponte Preta, sábado, às 21h, no Morumbi. Já o Náutico voltará a atuar diante do seu torcedor, desta vez contra o Bahia, também no sábado, mas às 18h30.

Douglas São Paulo x Sport (Foto: Otávio de Souza / Futura Press)Douglas, do São Paulo, disputa lance com Martinez, do Náutico (Foto: Otávio de Souza / Futura Press)

Náutico passeia em campo e domina primeiro tempo

Sem vencer havia dois jogos, o Náutico apostou no caldeirão dos Aflitos e na força de sua torcida. Em relação ao time que perdeu para o Flamengo, a única novidade foi a volta do meio-campista Martinez. O São Paulo contava com o retorno do zagueiro Rafael Toloi para tentar dar mais estabilidade ao frágil sistema defensivo.

O time pernambucano armou uma blitz e sufocou o Tricolor nos primeiros 15 minutos. Aos 7, Rogério Ceni já havia trabalhado duas vezes, em lances de Souza e Araújo – este último, aliás, perdeu um gol inacreditável, praticamente embaixo da trave, ao desperdiçar um rebote do goleiro. A noite já dava sinais de que seria ruim para o Tricolor quando Ney Franco fez a primeira mudança com nove minutos de jogo, sacando João Filipe, que já tinha tomado cartão amarelo, para colocar Casemiro.

O maior volume de jogo do Náutico se transformou em vantagem no placar aos 12. Souza cruzou na área e Rafael Toloi colocou o braço esquerdo na bola. Pênalti bem marcado pelo juiz José de Caldas Souza, conforme explicado pelo comentarista de arbitragem da TV Globo, Leonardo Gaciba, durante a transmissão. Na cobrança, Kieza colocou no canto direito de Rogério Ceni e saiu para o abraço.

Com o placar adverso, o São Paulo foi obrigado a se mandar para o ataque. Casemiro, que entrara como homem da sobra dos três zagueiros, passou a jogar como volante. A ideia era ajudar na saída de jogo e preencher o meio-campo. Em vão. Jadson e Maicon eram bem marcados no meio, enquanto Douglas e Cortez não tinham espaço para sair pelas laterais.

O Náutico, com inteligência, recuou a marcação para explorar os contra-ataques. E, aos 28, aumentou a vantagem, com Araújo, que aproveitou novo rebote de Rogério Ceni, desta vez em chute de Rhayner, e só empurrou para o gol vazio. Até o final da primeira etapa, o São Paulo não criou uma única chance. O Náutico era senhor absoluto da partida.

Jogadores do Náutico comemoram (Foto: Aldo Carneiro / Pernambuco Press)Jogadores do Náutico comemoram um dos gols da partida (Foto: Aldo Carneiro / Pernambuco Press)

Ceni marca gol contra e Náutico garante a vitória

No segundo tempo, o panorama da partida não mudou. O Náutico, que voltou com uma alteração (Jean Rolt na vaga de Ronaldo Alves na zaga), seguiu controlando a partida. O tempo passava, e o São Paulo não conseguia levar o menor perigo. E o time da casa rapidamente voltou a criar chances para aumentar sua vantagem. Aos nove, Rhayner, em contra-ataque, foi fominha e, em vez de tocar para Araújo, que estava livre, concluiu por cima do gol. Quatro minutos depois, Souza exigiu boa defesa de Rogério Ceni em cobrança de falta.

Acostumado a ser decisivo, o camisa 1 tricolor deu sua parcela na péssima noite da equipe ao marcar um gol contra aos 16. Foi um lance bizarro. Após cobrança de escanteio da direita, Rogério tentou afastar com um soco, mas a bola subiu, tomou efeito e entrou no gol são-paulino: 3 a 0. O jogo acabou aí. O Náutico, embalado pela festa de sua torcida, diminuiu seu ritmo, embora Araújo, aos 31, ainda tenha exigido grande defesa de Ceni em cabeçada na pequena área.

O São Paulo se entregou após o golpe derradeiro. Ney Franco sacou o apagado Jadson para colocar Willian José. E isso não surtiu o menor efeito. A ponto de o goleiro Gideão, do Náutico, não ter feito uma única defesa até o apito final.

Globoesporte.com

Na volta de Ceni, Fabuloso brilha, e São Paulo goleia o Flamengo

Embalado pela volta de Rogério Ceni, que estreou na temporada após se recuperar de lesão no ombro, e com Luis Fabiano inspirado, o São Paulo goleou o Flamengo por 4 a 1 neste domingo, no Morumbi, pela 13ª rodada do Campeonato Brasileiro. Em duelo de duas equipes que ainda se arrumam no Campeonato Brasileiro, a maior qualidade técnica dos donos da casa fez a diferença. A torcida tricolor atendeu ao chamado pelo retorno do capitão e compareceu em peso: foram 35.049 pagantes, recorde de público na competição.

A boa vitória leva o São Paulo aos 22 pontos, mais perto no G-4 e viva na disputa por uma vaga na Taça Libertadores do ano que vem. Além do triunfo, a torcida pôde comemorar o retorno tranquilo de Rogério Ceni, que quase não trabalhou. Já Luis Fabiano se reafirmou com os gols e passou Leônidas da Silva na lista de artilheiros da história do clube – 145 a 144. Mas levou um cartão amarelo – ao tirar a camisa na comemoração do primeiro gol – e ainda mostrou algum rancor com parte de uma torcida organizada.

– Eu não tinha de dar satisfação, tenho de fazer meu trabalho com honestidade, respeitando sempre a camisa do São Paulo. A torcida se manifesta muitas vezes em cima da emoção do jogo, mas a grande maioria ainda me apoia e é nisso que eu tenho de acreditar – afirmou o artilheiro tricolor.

O Flamengo, com mais uma atuação abaixo da média, estaciona nos 16 pontos, na segunda partida de Dorival Júnior no cargo. O time está sem vencer há quatro rodadas (dois empates e duas derrotas) e, sobretudo no primeiro tempo, teve muita dificuldade de criar lances. Tanto é que foi para o intervalo da partida sem finalizar a gol.

– Por todos esses jogos sem vencer, estou com bastante vergonha para falar com a torcida. Tenho uma vitória, uma vida dentro do clube, estou com bastante vergonha para justificar o injustificável – afirmou Ibson.

Na próxima rodada, o São Paulo enfrenta o Sport no domingo, às 16h, no Morumbi. Antes, porém, a equipe de Ney Franco estreia na Copa Sul-Americana diante do Bahia, quarta-feira, às 21h50m, em Pituaçu. Já o Flamengo pega o Atlético-MG no próximo sábado, às 18h30m, no Engenhão. Será o reencontro com Ronaldinho Gaúcho.

Luis Fabiano, São Paulo x Flamengo (Foto: Marcos Ribolli / GLOBOESPORTE.COM)Luis Fabiano comemora seu primeiro gol contra o Flamengo (Foto: Marcos Ribolli / GLOBOESPORTE.COM)

Ceni comanda, Fabuloso comemora… e leva cartão

A quase duas horas do início do jogo, a presença de Rogério Ceni já ecoava no sistema de som do Morumbi: a banda australiana AC/DC, que só tem suas músicas executadas no estádio quando o goleiro está em campo. Quando o ídolo subiu para o gramado, então, parecia título. Por mais de um minuto, Rogério teve seu nome gritado seguidamente, e ele retribuiu com acenos e um gol de falta no aquecimento. A torcida ficou animada com a presença do ídolo, esperando por uma grande exibição. Esse clima contagiou os jogadores em campo.

Na equipe rubro-negra, por outro lado, apatia. Dorival Júnior escalou Camacho e pediu aproximação constante com Vagner Love, algo que não ocorreu. Apagado, Ibson contribuiu muito pouco e não fez a ligação entre meio e ataque. Apenas Léo Moura, pela direita, tentou algo diferente, mas teve de recuar quando Cortez percebeu a avenida às costas do ala flamenguista.

No ataque, outro que retornava ao São Paulo queria jogo, enfiava-se no meio de Welinton e González e criava chances. Recuperado de uma lesão na coxa, Luis Fabiano teve duas ótimas chances de abrir o placar, ambas em vacilos de uma zaga que custa a passar confiança. Num escanteio, Welinton olhou de um ângulo privilegiado – do chão, bem à sua frente – a cabeçada firme que Paulo Victor salvou. Depois, Luis Fabiano se antecipou à zaga, finalizou de direita e o goleiro trabalhou bem novamente.

Quando o Flamengo se organizou no miolo da zaga, deu espaço no meio-campo. E Maicon, que ainda não havia aparecido no jogo, aproveitou a brecha para fazer o que mais gosta: chutar de longe. Aos 41 minutos, o meia recebeu de Rodrigo Caio, olhou para o gol, percebeu o posicionamento de Paulo Victor e bateu cruzado, sem tanta força. A marcação não chegou, o goleiro não alcançou, e o São Paulo fez 1 a 0, segundo gol de Maicon no Brasileirão. Lá atrás, Rogério Ceni vibrava como um garoto.

Mesmo com a vantagem, Luis Fabiano insistia em deixar sua marca. Logo ele, que vivia às turras com a torcida nos últimos dias, aproveitou novo escanteio de Jadson e cabeceou aos 46 minutos, em cima de Ibson e Camacho, bem mais baixos do que o centroavante – outro indício da desorganização deste Flamengo. Paulo Victor saiu mal, e o Tricolor fez 2 a 0. Na comemoração, o Fabuloso tirou a camisa, beijou o escudo e… levou cartão amarelo. E ainda se igualou a Leônidas da Silva como o sétimo maior artilheiro da história do clube: 144 gols.

Vagner love, são paulo e flamengo (Foto: Alexandre Vidal / Fla Imagem)Bem marcado, Vagner love pouco fez na partida (Foto: Alexandre Vidal / Fla Imagem)

Tricolor goleia. No Fla, desolação

Dorival queimou suas três substituições antes do segundo tempo. No fim da etapa inicial, Airton, machucado, deu lugar a Amaral. No intervalo, os sumidos Camacho e Adryan deram lugar a Bottinelli e Thomás, respectivamente. Se não deu para exibir um futebol vistoso, ao menos o Flamengo deu sinais de reação. Thomás mudou a dinâmica do ataque, aproximando-se de Vagner Love e partindo para cima dos zagueiros. Sozinho, porém, o meia-atacante não tinha como resolver.

Com o domínio das ações, o São Paulo ampliou aos 14 minutos, em uma troca de passes precisa: Ademilson para Maicon, para Cortez, que acertou belo cruzamento para Luis Fabiano. Sozinho, ele só tirou de Paulo Victor e chegou aos 145 gols com a camisa tricolor: 3 a 0. Na comemoração, tensão. O centroavante comemorou com os companheiros, e parte da torcida, a organizada, gritou só o nome de Ademilson, que iniciou a jogada.

Só aí, com um déficit de três gols na conta, é que o Flamengo deixou de ser tímido e passou a arriscar. Ramon diminuiu o placar, aos 21, na segunda finalização da equipe no jogo, a primeira a gol. A estatística ajuda a explicar a apresentação deste domingo: uma equipe que corre, se esforça, mas não tem criatividade suficiente para superar uma defesa armada. No fim, com as mãos apoiadas sobre os joelhos, Vagner Love era a imagem da desolação.

Mesmo com algumas ameaças tardias do Flamengo, o Tricolor segurou a vitória com tranquilidade. O Flamengo estava tão desligado em campo que nem percebeu que o rival chegou a ficar com 12 jogadores em campo num determinado momento. Rodrigo Caio foi substituído por João Schmidt, mas se esqueceu de sair. Ele ficou ali, escondido pela direita, até Dorival Júnior perceber o erro e comunicar o árbitro. O volante saiu e ainda levou cartão amarelo.

Havia tempo para mais. Aos 48 minutos, Jadson recebeu ótimo passe de Luis Fabiano e marcou o quarto. Em ritmo de treino. Rogério Ceni saiu muito satisfeito com a festa – e a vitória, claro – em seu retorno. A confiança do time aumentou com o ídolo e capitão em campo. No Flamengo, muito a corrigir. A expressão preocupada de Dorival Júnior deixa transparecer o tamanho do trabalho que ele terá nos próximos dias.

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Rogério Ceni volta após seis meses para arrumar a casa tricolor

Ceni volta após seis meses em recuperação (Foto: Divulgação/ São Paulo FC)

A espera da torcida do São Paulo acabou. No dia em que completou seis meses de recuperação da cirurgia realizada para corrigir a grave lesão que sofreu no ombro direito, o goleiro e capitão do São Paulo, Rogério Ceni, teve sua volta confirmada ao time na partida do próximo domingo, às 16h, contra o Flamengo, pela 13ª rodada do Campeonato Brasileiro.

Na última quinta-feira, após treinar o tempo todo com a equipe reserva, Ceni saiu animado de campo. Realizou todos os movimentos exigidos, saltou, fez defesas e cobrou faltas, como estava acostumado a fazer. Nesta sexta, a cena se repetiu. Ele trabalhou normalmente com os companheiros. Após o treino, houve uma reunião no campo envolvendo o camisa 1, o técnico Ney Franco, o médico José Sanchez, o preparador de goleiros Haroldo Lamounier e o reserva Denis, que vinha atuando. Nesta conversa, foi sacramentado o retorno.

Ney Franco comemorou a volta do camisa 1.

– Além de exercer um papel de liderança, ele entende demais a parte tática e faz esse papel de comunicação com os zagueiros e alas. Ele está voltando em um momento interessante e, mesmo sem estar 100%, é importante contar com o retorno de atletas experientes – afirmou o treinador.

rogerio ceni são paulo treino (Foto: Luiz Pires / Vipcomm)Rogério Ceni treina com os demais goleiros nesta sexta-feira no CT (Foto: Luiz Pires / Vipcomm)

Rogério Ceni volta em um momento importante. O São Paulo não vive bom momento na temporada. Eliminado na Copa do Brasil e no Campeonato Paulista, a equipe mudou seu treinador e, mesmo com Ney Franco, ainda não conseguiu engrenar. Em quatro partidas, venceu uma, empatou uma e sofreu duas derrotas. A torcida, irritada, pressiona atletas e dirigentes. O atacante Luis Fabiano e o presidente Juvenal Juvêncio são os principais alvos. Idolatrado pelo torcedor, o capitão servirá como bombeiro e fará de tudo para colocar as coisas nos eixos.

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