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Prêmios e reconhecimento: Bananeiras é destaque no cenário nacional

Município da região do Brejo paraibano, Bananeiras desponta no cenário nacional em diversas vertentes da administração pública, com avanços progressivos no turismo também tem na educação destaque com ganhos expressivos neste ano de 2017.

Nesta semana seu gestor, Douglas Lucena (PSB), recebeu dois prêmios distintos, mas, de grande representatividade para a região. Na terça-feira (03), em Brasília/ DF, o município foi o único do Nordeste a receber o Prêmio de Boas práticas de agricultura familiar e alimentação escolar.

O mérito se dá pelo fato de Bananeiras ser, uma das 25 melhores experiências do país, com um índice de compra direta à Agricultura Familiar de 68,66%, o maior do Nordeste e o oitavo maior entre os premiados.

Na quarta-feira (04), já em João Pessoa/PB, o prêmio veio através da Abrajet (Associação dos Jornalistas de Turismo da Paraíba) com o Troféu Waldemar Duarte, que referenciou o São João realizado no município como indutor de crescimento turístico para o Estado da Paraíba. Apenas dois municípios foram homenageados, Campina Grande e Bananeiras.

Ainda neste mês, Douglas Lucena receberá homenagem concebida através do Prêmio Heitor Falcão, no próximo dia 19, por seu desempenho político para o desenvolvimento regional.

Ascom-PMB

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Prefeito de Araruna realiza primeira reunião com secretários e expõe cenário de caos no município

reuniavitalO prefeito Vital Costa se reuniu, com todos os secretários municipais do governo, a fim de realizar um balanço desta primeira semana de governo e metas a serem alcançadas de cada uma das secretarias.

O encontro aconteceu na tarde desta sexta (06) na sede da Secretaria de Educação e contou também com a participação do vice-prefeito, Iran Motos. O prefeito ressaltou que as reuniões em seu governo serão constantes, visto a importância de uma interação maior entre o mesmo e seu secretariado.

Com planejamento estratégico e medidas administrativas para superar o caos encontrado, Vital Costa fez uma explanação sobre a triste realidade financeira e administrativa do município

0afarmaciaAssumimos uma cidade em situação critica. Os postos de saúde estavam sem atendimento regularizado, os carros sem combustível e sucateados, unidades de saúde fechadas, lixo por toda cidade, farmácia básica sem medicamentos, escolas abandonadas e prédios públicos insalubres. Outro ponto que chamou a atenção foi o corte nas linhas telefônicas, houve ainda um transtorno muito grande relacionado ao setor de transporte. Esse foi o cenário que encontramos, além é claro, da dívida gigantesca. Essa nós iremos divulgar em breve com mais detalhes”, disse o novo gestor de Araruna.

0aalimentosPassada a eleição na qual o candidato da ex-prefeita Wilma Maranhão (PMDB) não conseguiu se eleger, um clima de abandono tomou conta do município. “A prefeita não pagou o INSS dos servidores referentes o mês de novembro e o décimo terceiro, sequer deixou empenhado, além de dívidas junto ao PASEP e FGTS, o que acarretará no bloqueio da cota do FPM destinada ao município. O setor de alimentos e abastecimentos em geral, foi encontrado totalmente vazio, a área de alimentos não detinha absolutamente nada, como também material de expediente, limpeza, e de manutenção em geral”, denunciou.

Toda a situação encontrada, segundo o prefeito, está sendo devidamente documentada e serão levados ao conhecimento dos órgãos fiscalizador; TCE e MPPB para que as medidas necessárias sejam adotadas junto aos órgãos competentes.

Outro problema encontrado foi o sucateamento da frota de veículos do município, sem condições mínimas de operacionalidade em sua maioria.

0acarrosO secretário municipal de infraestrutura e obras, Dr. Ronaldo Alves, disse que devido à falta de gestão da ex-prefeita da cidade, a população está indignada com a atual situação, o parque de maquinas da prefeitura mais parece um ferro velho de Sucata, com maquinas, ônibus, caminhões e veículos da prefeitura todos mal cuidados e sem condições de uso.

Estiveram presentes os secretários Fábio Veriato (Administração, Planejamento e Finanças), Availdo Azevedo (Desenvolvimento Econômico e Rural), Edvaldo Costa (Turismo), Professor Fio (Educação), Dra Mônica Silva (Executiva dá Saúde), Ikaro Morais (Chefe de Gabinete), Isabella Belmiro (Assistência Social), Dr Ronaldo Costa (Infraestrutura e Obras), Dra Ivana Samara (Assessoria Jurídica), Jocimar Dias (Comunicação), e Dr Charles Pontes (Controlador).

Fonte: ASCOM – PMA

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Paraíba dribla cenário de crise e garante pagamento de servidores e de fornecedores em dia, diz secretário

tarcioDiante da crise que atinge diversos municípios paraibanos que tem obrigado prefeitos a adotarem medidas de redução de despesas, a administração estadual tem conseguido driblar esse o ‘arrocho’ financeiro estabelecido pelo Governo Federal em todo o país, é o que garante o secretário de Planejamento e Finanças do Estado da Paraíba, Tárcio Pessoa.

O secretário garantiu que mesmo com vários estados da federação atravessando momentos econômicos conturbados, os servidores estaduais não irão sofrer com possíveis atrasos no pagamento dos salários. “Não há possibilidade de pensar em atraso no pagamento de servidores. O servidor é prioridade máxima nesse governo. Somos um dos cinco estados do país que vamos conseguir manter os seus pagamentos em dia”, disse Tárcio Pessoa.

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De acordo com o secretário, as operações mais importantes que o Governo da Paraíba vem realizando para o desenvolvendo do estado são o Caminhos da Paraíba II e investimentos em recursos hídricos, estes não serão abalados e inclusive, atualmente, apresentam indicadores positivos. “O estado diminuiu sua dívida e conseguiu manter o programa de ajuste fiscal dentro do que estabelece a Secretaria do Tesouro Nacional”, destacou.

Tárcio Pessoa disse ainda que o Governo do Estado vem dialogando com o Governo Federal com o objetivo de mostrar a importância da injeção de recursos no atual momento vivido pela Paraíba. “É importante o envio de recursos para que o estado possa reagir através de investimento”, afirmou. O secretário concluiu dizendo que o estado “não tem recurso sobrando, mas também não irá faltar”.

PB Agora

Wilson Santiago espera que acordo com Cássio saia até o dia 10, mas ‘condição’ ainda pode mudar cenário

wilson-santiagoEm entrevista uma emissora de rádio da Capital, o ex-senador Wilson Santiago, presidente do PTB/PB, confirmou que está na reta final das conversações com o PSDB do senador Cássio Cunha Lima para firmar uma coligação entre os dos partidos com vistas as eleições deste ano.

O que estaria impedindo essa definição, segundo análise dos colunistas políticos da Paraíba, é que Cássio só cederá a Santiago a vaga de senador se o petebista convencer o seu filho, o deputado federal Wilson Filho, a desistir da reeleição.

Segundo Wilson, até o dia 10 de maio o ´martelo será batido´, coincidentemente, a data da definição dos postulantes da aliança PMDB/PT. Santiago não admite, mas o entrave entre petebistas e tucanos é a disputa da reeleição por parte do deputado Wilson Filho (PTB), não assimilada pelo PSDB.

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Essa indefinição tem atraído o PP do deputado federal Aguinaldo Ribeiro para compor no lugar de Santiago a vaga para senador. No evento de ontem (05) o pai de Aguinaldo desmentiu qualquer possibilidade de ser suplente de senador na chapa de Santiago. “No meu calendário não tem isso. Minha decisão é não participar de nada”, revelou Enivaldo.

Sobre a crise interna no ´ninho tucano´ e a indignação do senador Cícero Lucena por não ter legenda para a reeleição, justamente para ceder a vaga ao PTB -, Wilson Santiago comentou que “as questões a serem resolvidas são de foro íntimo do PSDB”.

 

 

PBAgora

Aliado de Ricardo diz que cenário não favorecerá Cássio no Brejo e disputa será entre Ricardo e Veneziano

melchioPrincipal “pétala do jardim dos girassóis” no Brejo paraibano, o prefeito de Remígio, Melchior Batista, (PSB), garantiu que o provável rompimento da aliança PSDB/PSB, anunciado ontem pelo senador Cássio Cunha Lima, só vai favorecer o governador Ricardo Coutinho que disputará `a sua reeleição. Segundo ele, Cássio está isolado na região do Brejo e dificilmente mudará o cenário.

Em entrevista ao Correio da Manhã veiculado na 98 FM de Campina Grande, Melchior Batista revelou que o cenário atual é amplamente desfavorável ao senador Cássio Cunha Lima. Citando o exemplo de algumas cidades controladas pelo PSB e pelo PMDB, ele acredita que a disputa este ano será polarizada entre o governador Ricardo Coutinho e o ex-prefeito de Campina Grande Veneziano Vital do Rêgo (PMDB).

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Segundo Melchior Batista, o senador Cássio não terá espaço nas principais cidades do Brejo, que já estão com os seus espaços políticos demarcados pelo governador socialista e por Veneziano. Segundo “Chior”, como é mais conhecido, seria mais cômodo o governador Ricardo Coutinho ter no palanque a presença do PSDB, porém com o rompimento, ele acredita, que o senador tucano não deu um bom passo, pois muitos prefeitos, principalmente da região do brejo ou estão com o PSB ou com o PMDB.

– Talvez quem é de Campina Grande tenha uma falsa sensação de achar que Cássio é imbatível, mas observando a minha região não vejo um prefeito que vote com o senador. Vai ser natural ocorrer algumas mudanças e migrações, mas na atual conjuntura todos os prefeitos do Brejo votam com o PSB ou com o PMDB – opinou “Chior”.

O prefeito remigense disse ainda que não via razão do rompimento, já que o PSDB detinha a maioria dos cargos de primeiro e segundo escalão no governo, causando, inclusive, muitas reclamações dos socialistas pela atenção dada aos tucanos.

– Por trás deste rompimento estão questões políticas e ao favoritismo propalado na mídia do senador Cássio para uma possível disputa estadual. Imagino que o senador estava muito pressionado, ele tinha que sair candidato de novo, pois ninguém sabe o que pode acontecer daqui a quatro anos. A política é feita de momentos – afirmou.

Melchior Batista que é irmão do secretário do secretário de Estado do Desenvolvimento da Agropecuária e da Pesca, Marenilson Batista, reafirmou de forma enfática que desconhece algum prefeito na sua região que votará em Cássio. “Não conheço nenhum prefeito da minha região que vote em Cássio. Em Lagoa Seca, o prefeito Tadeu não vota com Cássio, em Lagoa de Roça é o PMDB de Veneziano, em Esperança o prefeito vota em Veneziano, em Areia, Arara e Picuí vota com Ricardo. Ou seja, Cássio está isolado na nossa região”, disse o prefeito socialista, que prevê um embate entre Ricardo e Veneziano nesse território.

Severino Lopes 

PBAgora

Em qualquer cenário: PV é mais um partido a declarar apoio incondicional à reeleição de RC

edvaldo-e-denisDando sequência à série de reuniões com os partidos e lideranças que fazem parte da base de apoio ao governador Ricardo Coutinho (PSB), o presidente do Partido Verde na Paraíba, Sargento Dênis, esteve na tarde desta segunda-feira (10), com o presidente do PSB, Edvaldo Rosas, ocasião em que fez questão de reafirmar seu apoio ao projeto político em curso na Paraíba, afirmando categoricamente que estará com Ricardo “em qualquer cenário”.

Sargento Dênis também fez questão de mencionar que os verdes estão cansados de tanta especulação em torno das candidaturas para 2014 e que, em todas as reuniões da legenda, o trabalho do governador tem sido destacado pelos militantes como um diferencial que não pode ser interrompido.

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Dênis ilustrou sua argumentação com dados da Secretaria Estadual de Desenvolvimento e Articulação Política, que está distribuindo mais de R$ 100 milhões com os municípios paraibanos, através da contrapartida solidária – montante bem superior ao que o governo federal destinou para todos os municípios paraibanos em 2013 – e, citou que enquanto o governo federal vem reduzindo a quantidade de leitos hospitalares em todo o país, a Paraíba aumentou em 500 novos leitos a capacidade do estado, ampliou o acesso aos exames de mamografia em todas as regiões e está em andamento a construção de novos hospitais, como é o caso do Hospital Regional de Santa Rita e o Hospital de Oncologia de Patos.

Como integrante da briosa Polícia Militar da Paraíba, Sargento Dênis ressaltou o combate à criminalidade com o uso da inteligência, novos equipamentos e valorização do efetivo, citando como exemplo as promoções ocorridas recentemente “para se ter uma ideia, o estado de Santa Catarina, que é bem maior e mais rico que a Paraíba, até hoje só realizou  2 mil promoções em toda a sua história, enquanto que apenas nesses três anos do governo de Ricardo, já são 2500 promoções”.

O presidente do PV aproveitou a oportunidade para convidar todos os dirigentes do partido para se engajarem na preparação do Encontro Estadual de Partidos e Lideranças da base do governo, que será realizado no dia 22 de março, no Centro de Convenções Poeta Ronaldo Cunha Lima, em João Pessoa, e que deverá se constituir em um grande momento para a avaliação e continuidade do projeto em curso. “A Paraíba está no caminho certo para o desenvolvimento com sustentabilidade, e os verdes são parte deste momento histórico desde o primeiro momento”, concluiu.

Blog de Luís Tôrres

TRE-PB concede liminar que pode mudar cenário político no município de Esperança

 

O Tribunal Regional da Paraíba (TRE) concedeu liminar a coligação “Frente Esperança Popular”, que teve como candidato a prefeito da cidade de Esperança, Nilber Almeida, derrubando uma tutela antecipada concedida ao prefeito eleito Anderson Monteiro. Na decisão anterior, o desembargador Marcio Aciole de Andrade concedeu a Anderson Monteiro o direito de se defender de um processo que transitou em julgado, porém hoje a tarde o TRE derrubou essa decisão monocrática.

Cinco, dos seis desembargadores, foram a favor do agravo de instrumento impetrado pelos advogados de Nilber Almeida, prevalecendo dessa forma, a decisão da Juíza Lua Yamaoka Mariz Maia Pintanga que já havia condenado o prefeito eleito por doação acima do permitido por lei.

A juíza condenou Anderson por doação de campanha acima do limite permitido por lei em 2010. Anderson, supostamente, teria doado R$ 1.200(mil e duzentos reais), em 2010, segundo informações do processo, o que teria ultrapassado o limite previsto na legislação eleitoral, considerando a renda declarada do doador. O processo transitou em julgado.

Acompanhe a decisão do TRE

O Tribunal deferiu a liminar, na forma do inciso “i”, Art. 48 do Regimento Interno, PARA SUSPENDER OS EFEITOS DO ATO JUDICIAL IMPUGNADO, CONSISTENTE NA DECISÃO QUE DEFERIU TUTELA ANTECIPADA NA PETIÇÃO DE querela nullitatis, nos termos do voto do relator, POR MAIORIA, CONTRA O VOTO DO DES. JOSÉ DI LORENZO SERPA. IMPEDIDO O JUIZ MARCIO ACCIOLY DE ANDRADE. Fez sustentação oral o advogado Carlos Fabio Ismael. Deferida a remessa imediata da certidão de julgamento ao juízo da 19.ª zona eleitoral.

Segundo o advogado Alípio Bezerra, na decisão, os desembargadores consideraram o prefeito eleito Anderson Monteiro inelegível. Ele também adiantou que os advogados, baseado na lei 135/2010, conhecida lei da Ficha da Lei Limpa, irão pedir a inelegibilidade do prefeito eleito e a validade dos votos para Nilber Almeida e consequentemente a diplomação.

Joseilton Belarmino, para o Focando a Notícia

Seca provoca cenário desolador no sertão da Paraíba

A falta de chuva secou açudes, prejudicou lavouras, transformou a paisagem. Na propriedade de José Neto, em Pedra Branca, no sertão do estado, a vegetação que servia de alimento para o gado, secou. Sem ter como sustentar os animais, ele tentou vender o rebanho de 30 cabeças, mas só conseguiu negociar os animais que estavam em melhor estado.

Os que restaram, procuram tirar dali mesmo algum alimento, sem sucesso. O criador diz nunca ter sentido de maneira tão severa os efeitos de uma seca. “É muito triste ver um animal com fome e não ter condições de salvá-lo”.

A maioria dos pequenos criadores da região vive situação semelhante na região do Vale do Piancó. Por causa disso, é comum ver cenas de verdadeiros cemitérios de animais a céu aberto.

Às margens da rodovia, dezenas de animais mortos estão espalhados pelo caminho. Para conseguir andar é preciso desviar de ossos e carcaças que restaram.

Para não perder mais nenhum animal, Daniel Carvalho, de 61 anos, luta para manter o resto do rebanho. Ele começa bem cedo, prepara a carroça e saí em busca de mandacarú, uma planta típica do semiárido nordestino e resistente à seca. Na propriedade, ele queima os espinhos e tritura, depois mistura com farelo de galhos secos e serve para os animais. O rebanho magro e faminto não perde tempo.

Sem a principal fonte de renda, os criadores estão sobrevivendo do Bolsa-Família, benefício do Governo Federal.

Preocupado com a situação dos moradores da zona rural, o padre do município, Djacir Brasileiro, teve a ideia de publicar fotos e relatos na internet. Ele pretende chamar atenção para o drama vivido pelos sertanejos.

Globo Rural

País menos desigual da América do Sul, Venezuela é cenário de forte confrontação política

Um dos paradigmas mais aceitos na ciência política, ao estudar comportamentos eleitorais, está na constatação que a diminuição dos abismos sociais e o fortalecimento da classe média tendem a enfraquecer o embate político-ideológico. Quem for aplicar essa lógica na Venezuela, porém, dará com os burros n’água. A disputa entre os campos chavista e antichavista se acirra na mesma proporção em que o país se torna socialmente mais homogêneo, alcançando o topo do ranking sul-americano de distribuição da renda.

A politização de todas as classes sociais, radicalizada desde a eleição do presidente Chávez, conduz a um posicionamento que vai além de interesses imediatos dos diversos setores”, analisa Jesse Chacon, diretor da GIS XXI (Grupo de Investigação Social Século XXI). “Aqui esquerda e direita, governo e oposição, vão às ruas para disputar projetos nacionais, que ultrapassam reivindicações pontuais, benefícios econômicos ou avanços sociais.”

Participante da rebelião militar de 1992, quando o atual presidente lançou-se na tentativa de derrubar a IV República, Chacón era então um jovem tenente que acabou atrás das grades junto com seu chefe. Engenheiro de sistemas e mestre em telemática, já foi ministro das Comunicações, do Interior e de Ciência e Tecnologia no atual governo. Com 46 anos, dedica-se a estudar a dinâmica político-social da Venezuela.

“O ponto central de tensão é que os proprietários dos meios de produção estão deixando rapidamente de ser os donos do poder político, o que provoca forte reação dos extratos mais altos e seu entorno”, ressalta. “A renda média dos 20% mais ricos não foi afetada, tampouco seu estilo de vida, mas percebem que não detém mais o comando sobre o Estado e a sociedade, o que lhes provoca medo e raiva.”

Nos setores mais pobres, atendidos por amplo repertório de políticas sociais e distributivistas, o comportamento é igualmente ditado por motivações que extrapolam conquistas ou expectativas econômicas. A combustão dessas camadas, tendo na melhoria de vida seu pano de fundo, determina-se também pelo esforço do presidente em travar permanentemente batalhas por ideias e valores.

Desde o início de seu governo, mas de forma mais ampla depois do golpe de Estado em 2002, Chávez trata de ocupar o máximo de espaço nos meios de comunicação. Seu discurso é voltado, quase sempre, para identificar cada movimento de seu governo como parte de um processo revolucionário, ao mesmo tempo em que fermenta entre seus seguidores um sentimento de repulsa aos adversários das mudanças em curso.

Avesso à lógica da conciliação, o presidente fez uma aposta pedagógica que aparentemente tem sido bem-sucedida: quanto maior a polarização, quanto mais cristalino o confronto entre pontos de vista, mais fácil seria criar uma forte e mobilizada base de sustentação. Para os bons e os maus momentos.

A princípio, o fio condutor da pedagogia chavista foi o resgate da história e do pensamento de Simón Bolívar, o patriarca da independência venezuelana, chefe político-militar da guerra anticolonial contra os espanhóis no século XIX. Por esse caminho, Chávez imprimiu ao seu projeto forte marca nacionalista, que contrapôs aos novos senhores coloniais (os Estados Unidos) e seus aliados internos (a elite local).

Aos poucos, juntou-se ao bolivarianismo original a sintaxe do socialismo histórico. Esse amálgama entre nacionalismo de raiz e valores da esquerda passou a ser difundido amplamente como código cultural que dá cara e cor às realizações do governo. O presidente foge, assim, da receita na moda, mesmo entre correntes progressistas, de carimbar a política como uma questão de eficácia. Para usar o velho jargão, Chávez é um político da luta de classes, na qual aposta para isolar e derrotar seus inimigos.

A oposição, animada pela predominância nos meios de comunicação, também colocou suas fichas no enfrentamento aberto. Além das reservas midiáticas, sempre contabilizou a seu favor forças econômicas e relações internacionais para mobilizar as camadas médias contra o governo. Mesmo após o golpe e o locaute de 2002, no auge da polarização, os partidos antichavistas deram continuidade à estratégia da colisão.

Classe C
Mas ambos os lados atualmente têm que levar em conta um novo fenômeno. Mais de 30% da população trocou de extrato social. Migraram dos segmentos mais pobres para o que a sociologia das pesquisas chama de classe C – mais propriamente, viraram classe média.

O campo opositor se vê obrigado a reconhecer certos avanços no terreno social, ao contrário do rechaço absoluto anterior. A campanha de Capriles promete preservar as missões sociais, apesar de propor em seu plano de governo a eliminação do Fonden, fundo de financiamento dos programas abastecido com dinheiro do petróleo. Além disso, modera relativamente sua mensagem, para poder dialogar com os setores beneficiados pela V República.

Para os governistas também surgem novas questões. “O problema do processo é disputar corações e mentes desse novo contingente de classe média”, afirma Chacón. “Muitos dos que ascenderam socialmente graças às iniciativas governamentais abraçaram os valores morais e culturais das elites, cujo modo de vida é sua referência”. O ex-militar focaliza especialmente a preservação das aspirações consumistas, o desapego a projetos e organizações coletivos, a negação da identidade original de classe e, às vezes, até de raça.

As pesquisas diversas, tantos as do GISXXI quanto dos institutos próximos à oposição, apontam que emergiu, nos últimos anos, um grupo de eleitores informalmente referidos como os ni-ni . Ou seja, sem alinhamento automático com Chávez ou com seus inimigos. A maioria de seus integrantes é parte dessas camadas ascendentes.

Os ni-ni chegam a representar ao redor de 40% dos eleitores, contra igual montante de adeptos firmes do chavismo e 20% de oposicionistas fiéis. A esquerda, contudo, tem colhido resultados que ultrapassam suas fronteiras, graças à combinação entre satisfação popular com programas governamentais (especialmente o da habitação) e o clima afetivo de solidariedade provocado pelo cãncer de Chávez. O presidente vem beirando, nas pesquisas mais confiáveis, os 60% de intenção eleitoral para o pleito de outubro, abrindo vantagem de 15% a 30% contra Capriles.

Esses números indicam que os ni-ni estão se repartindo entre os dois polos. Apesar de essa tendência ser favorável à reeleição do presidente, até com certa folga, a busca dos apoios nessa fatia do eleitorado continua frenética. “Se a campanha de Chávez reconquista uma parte maior desse setor, poderá ser construída uma vantagem ainda mais expressiva”, destaca Chacón.

Estratégias
Um dos aspectos da estratégia para vencer resistências entre esses setores híbridos, ao que parece, é desmontar a ideia, em grande medida forjada pelos veículos de comunicação vinculados à oposição, de que Chávez pretende liquidar com a propriedade privada e colocar toda a atividade econômica nas mãos do Estado.

“O processo aumentou o número de proprietários no país, especialmente depois que começou a reforma agrária”, afirma o diretor da GISXXI. “O programa da revolução se volta contra os monopólios, fortalece o Estado, mas abre espaço para vários tipos de propriedade, de caráter privado, cooperativo ou social. O governo precisa definir melhor o papel de cada uma dessas modalidades para enterrar a imagem de fundamentalismo estatista que a oposição tenta vender.”

O candidato oposicionista, por sua vez, tem problema inverso. Representante de uma aliança formada por grandes empresários (como a cervejaria Polar, o grupo agroindustrial Mavesa e companhia alimentícia Alfonzo Rivas, entre outros), Capriles precisa convencer que é capaz de absorver ao menos parte das medidas que, desde 1999, favoreceram os 80% de eleitores que não estão nas classes A e B.

Seu programa de governo não ajuda muito. Mesmo tendo abrandado suas críticas às políticas sociais do presidente, o ímpeto privatista está presente e com força. Não apenas fala em reduzir o Estado, reverter nacionalizações ou tirar a PDVSA do controle estatal, mas defende explicitamente que as terras desapropriadas dos grandes latifundiários voltem às mãos dos antigos donos. “Primeiro, precisamos acabar com as expropriações, devemos trazer a segurança ao campo, dar confiança a partir do governo”, afirmou Capriles em recente coletiva de imprensa.

Qualquer que seja o resultado, no entanto, a administração de Hugo Chávez terá conseguido um feito que merece análise apurada de cientistas políticos. Ao contrário do que acontece na maioria dos países, nos quais o marketing domesticou a política e oculta a disputa de ideias para atender o gosto do eleitor. Na Venezuela sequer as necessidades eleitorais diluem a batalha frontal entre programas.

Carta Maior

Campanha muda cenário em 15 dias

Começou nesta terça (21) o horário eleitoral gratuito em rádio e TV. Para especialistas e políticos, esse é o começo real de qualquer campanha, especialmente no caso das municipais. O cientista político Antonio Lavareda explica que em nenhuma outra disputa, nem mesmo nas presidenciais, os candidatos ocupam tanto tempo como os “prefeituráveis” na telinha. A explicação é simples. Não há nesse caso outras campanhas majoritárias dividindo o espaço. São 30 minutos dedicados apenas aos postulantes dos municípios.

O primeiro: as inserções de 30 segundos divididas ao longo do dia são muito mais valiosas do que o comercial  de 30 minutos que começa antes da novela. “Elas são mais importantes porque entram no meio da programação”, diz Edson Aparecido, coordenador da campanha de José Serra em São Paulo. “Hoje o eleitor tem muitas fugas no horário eleitoral: internet, cabo, DVD. Já os spots de 30 segundoS entram de surpresa no meio do Jornal Nacional”, concorda Marcus Pestana, presidente do PSDB mineiro.

Outro consenso é sobre o impacto da TV nas pesquisas. Nos casos do Rio de Janeiro e Belo Horizonte, os prefeitos que disputam a reeleição com um arco enorme de alianças e com um tempo muito maior que os adversários, já lideram as pesquisas.

Produção milionária

As regras da democracia brasileira tornaram a propaganda eleitoral na TV uma mina de ouro. Os candidatos com mais espaço contam com mais inserções diárias que os grandes anunciantes. Não é por acaso que a produção dos programas é o item mais caro de uma campanha.

“A produção das inserções é baseada em pesquisas qualitativas. Não há uma fórmula. Os resultados começam a aparecer 15 dias depois”, diz Carlos Melo, professor de ciência política do Insper. Com base nessa crença a campanha de Fernando Haddad não demonstra preocupação com o modesto desempenho do candidato até o momento. O que os petistas pretendem fazer em 2012 é o mesmo que socialistas, tucanos e petistas fizeram em 2008 com Márcio Lacerda , então um desconhecido candidato a prefeito de Belo Horizonte. A ideia é usar a TV para massificar a transferência de votos de um padrinho político poderoso, no caso o ex-presidente Lula. “Na última campanha o Aécio precisou ancorar o Lacerda. Agora que ele já é conhecido não precisamos colocar todos os nossos líderes na TV”, conta Marcus Pestana, do PSDB mineiro

IG