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Cuidado com a alimentação é fundamental para a regeneração das células

Tal medida fortalece a prevenção de doenças como o câncer
Cuidados com a alimentação não previnem diretamente o câncer, mas alguns alimentos possibilitam uma vida mais saudável e, consequentemente, um organismo com uma desenvoltura maior, capaz de processar as células de forma contraceptiva à doenças e malefícios genéticos.

Todos os dias, cerca de 70 milhões de células morrem e outras 70 milhões nascem. Com exceção dos neurônios, toda célula ao perceber que está envelhecendo, divide-se para criar uma célula jovem. “O câncer resulta sempre de uma perda de integridade do patrimônio genético de uma célula, com a aparição de anomalias não reparadas ou mal reparadas, trazidas por genes que controlam ou regulam os fenômenos de divisão celular”, informa a nutricionista Sabina Donadelli.

O maior fator de impacto na prevenção contra o câncer é evitar alimentos processados e gordurosos, além de bebidas alcóolicas e cigarros. “Meu trabalho tem o intuito de melhorar a vida das pessoas através da alimentação. Acredito na possibilidade de gerar consciência evolutiva e poder pessoal através dos alimentos, por isso cultivo o acolhimento, a solidariedade e o comprometimento”, ressalta Donadelli.

Uma alimentação equilibrada regida por frutas, legumes e verduras é a melhor opção, o consumo habitual de, pelo menos, um alimento de cada um desses grupos ao dia é grande aliado à um organismo saudável. Já o consumo de carnes deve ser pequeno e feito a cada dois ou três dias. “O alimento interfere no processo de regeneração das células, através de quatro principais mecanismos: ao proteger o DNA e ao estimular mecanismos de reparo do DNA, a diferenciação celular (lembrando que o câncer é uma massa de células não diferenciadas), e a Estimulando a apoptose (suicídio) das células não diferenciadas”, informa a nutricionista.

As brássicas são ótimas opções para quem pretende dar mais atenção ao que consome. Elas possuem uma grande diversidade de espécies valorizadas pelas suas folhas, raízes, sementes, gemas e flores, ricas em glicosinolatos que estimulam a apoptose (morte celular programada) em células cancerosas. “Recomenda-se comer cruas ou cozidas no vapor por até dez minutos ou ainda refogá-las. Devem ser consumidas diariamente no almoço e jantar, ao menos uma das opções. Se você quer ter saúde, precisa ser uma pessoa saudável e fazer o que as pessoas saudáveis fazem”, finaliza a profissional.

Sobre Sabina Donadelli

Apaixonada pelo poder dos alimentos, a nutricionista Sabina Donadelli garante que a comida pode fazer maravilhas pelas pessoas. E ela sabe o que está falando. Formada e pós-graduada em Nutrição, a profissional alia seus conhecimentos da escola clássica com estudos da fitoterapia e dietoterapia oriental, como a chinesa e a indiana. Para saber mais, acesse http://www.sabinadonadelli.com.br/ ou pelo instagram @sabinadonadellinutricao

Estudo aponta que infecção por zika também afeta células cerebrais de adultos

neuroniossUma nova pesquisa realizada por cientistas norte-americanos revela que a infecção por zika mata células-tronco neurais em camundongos adultos. De acordo com a pesquisa, publicada nesta quinta-feira, na revista científica “Cell”, ainda não foi estudado se a morte dessas células tem algum efeito de curto ou longo prazo nos animais adultos.

Os fetos têm quantidade muito maior das células que dão origem aos neurônios e já foi provado que o vírus zika as destrói, causando microcefalia e outras más-formações. Em adultos, em menor quantidade, essas células são fundamentais para a memória e para o aprendizado.

A pesquisa foi feita por pesquisadores da Universidade Rockefeller e do Instituto La Jolla de Alergia e Imunologia, ambos nos Estados Unidos. Segundo eles, a maior parte dos adultos humanos não apresenta sintomas quando são infectados por zika, exceto febre e vermelhidão na pele.

No entanto, a crescente incidência da Síndrome de Guillain-Barré ligada à zika tem levantado suspeitas de que o vírus produza impactos negativos no cérebro adulto.

“Nós queríamos saber se o zika tem mais efeitos em neurônios em formação do que em qualquer outra parte do cérebro adulto. Descobrimos que há algo especial nessas células que permite que o vírus entre nelas e afete sua proliferação”, declarou um dos autores da pesquisa, Joseph Gleeson, da Universidade Rockefeller.

“Esse é o primeiro estudo a investigar o efeito da infecção por zika no cérebro adulto. Com base nas nossas descobertas, ser infectado pelo vírus pode não ser tão inócuo para os adultos como se pensava.”

Gleeson teve a colaboração da infectologista Sujan Shresta, do Instituto La Jolla, que criou modelos de camundongos para estudar a ação do zika, “desligando” as moléculas antivirais que naturalmente ajudam os roedores a resistir à infecção. Os cientistas então injetaram uma linhagem atual do vírus na corrente sanguínea dos animais.

Três dias depois, segundo o estudo, os camundongos adultos foram analisados e os pesquisadores usaram anticorpos para identificar a presença do zika. Os cientistas descobriram que as partículas do vírus estavam cercando as células-tronco neurais. Nos seus cérebros, a proliferação dos neurônios em formação havia caído de quatro a 10 vezes.

“A formação dos neurônios em adultos está ligada ao aprendizado e à memória. Nós não sabemos o que isso significa em termos de doenças humanas, ou se os comportamentos cognitivos dos indivíduos podem sofrer impacto depois da infecção”, afirmou Shresta.

Diário de Pernambuco

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Pesquisadores acreditam que zika causa infecções em células nervosas

zikaImportantes pesquisadores do vírus da zika acreditam agora que a microcefalia, uma má-formação cerebral, e a síndrome de Guillain-Barré são apenas as doenças mais evidentes causadas pelo vírus transmitido pelo mosquito Aedes aegypti.

A suspeita é alimentada por recentes descobertas de graves infecções cerebrais e da medula espinhal, incluindo encefalite, meningite e mielite, em pessoas expostas ao zika.

A prova de que os danos causados pelo vírus da zika podem ser mais variados e amplos do que inicialmente se acreditava aumenta a pressão sobre os países afetados para controlar a proliferação do mosquito transmissor e se preparar para fornecer cuidado intensivo e, em alguns casos, ao longo da vida, para os pacientes.

Os distúrbios recentemente suspeitos podem causar paralisia e incapacidade permanente – uma perspectiva clínica que acrescenta urgência aos esforços de desenvolvimento de vacinas para o vírus da zika.

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Os cientistas têm duas hipóteses sobre o aparecimento dessas novas doenças. A primeira é que, como o vírus está se espalhando por populações grandes, se revelaram aspectos do zika que passaram despercebidas em surtos anteriores em áreas remotas e pouco povoadas. A segunda é que os distúrbios recentemente detectados evidenciam que o vírus evoluiu.

“O que estamos vendo são as consequências deste vírus transformando a partir da cepa africana para uma cepa pandêmica”, disse o dr. Peter Hotez, reitor da Escola Nacional de Medicina Tropical do Baylor College of Medicine, no Texas, Estados Unidos.

A suspeita de que o zika age diretamente sobre as células nervosas começaram com autópsias em fetos abortados e natimortos mostrando o vírus se replicando nos tecidos cerebrais. Além de microcefalia, pesquisadores relataram a descoberta de outras anormalidades associadas ao Zika, incluindo morte fetal, insuficiência placentária, retardo do crescimento fetal e danos ao sistema nervoso central.

Os médicos também estão preocupados que a exposição ao zika no útero pode ter efeitos ocultos, tais como problemas comportamentais ou dificuldades de aprendizagem, que não são aparentes no nascimento.

“Se você tem um vírus que é tóxico suficiente para produzir microcefalia em alguém, você pode ter certeza que ele vai produzir uma série de condições que nós ainda nem começamos a entender”, disse o dr. Alberto de la Vega, um obstetra no Hospital Universitário de San Juan, em Porto Rico.

Pacientes expostos ao zika também tiveram outros problemas neurológicos, incluindo a encefalomielite disseminada aguda, o que provoca a inflamação da mielina, a bainha protetora que cobre as fibras nervosas do cérebro e da medula espinhal. Outros pacientes experimentaram sensações de formigamento, picada e ardor, que muitas vezes são marcadores de danos nos nervos periféricos.

G1

Células-tronco podem ajudar na recuperação de AVC, diz estudo

celulas-troncoUm estudo piloto da Imperial College London revelou que infundir células-tronco no cérebro pode ajudar a melhorar a recuperação após um acidente vascular cerebral. Os cientistas acreditam que as células incentivam novos vasos sanguíneos a crescerem em áreas danificadas do cérebro. Segundo os responsáveis pelo estudo, a maioria dos pacientes foram capazes de caminhar e cuidar de si de forma independente até o final dos testes, apesar de terem sofrido acidentes vasculares cerebrais graves.

Embora outros tratamentos com células-tronco têm se mostrado promissores como terapia acidente vascular cerebral, este é o primeiro estudo no Reino Unido para investigar o uso desse tipo de abordagem na primeira semana depois de um acidente vascular cerebral.

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Neste primeiro teste – destinado principalmente a testar a segurança do estudo – os pesquisadores colheram células-tronco da medula óssea de cinco pessoas que tinham tido recentemente um acidente vascular cerebral.

Eles isolaram determinados tipos de células-tronco – conhecidas como CD34 +. Estas têm a capacidade de estimular o crescimento de novos vasos sanguíneos. Em seguida, elas foram infundidas diretamente em áreas danificadas do cérebro, através da principal artéria que fornece essa região.

Durante seis meses os pacientes foram monitorados pelos pesquisadores, que observaram a capacidade de realizar atividades diárias de forma independente. Quatro dos cinco doentes sofreram acidentes vasculares cerebrais graves, que resulta na perda da fala e paralisia de um lado do corpo. Este tipo de acidente vascular cerebral geralmente tem uma alta taxa de mortalidade e de invalidez.

Mas os pesquisadores apontaram que três dos quatro pacientes foram capazes de caminhar e cuidar de si de forma independente no final do período. E com um pouco de ajuda, todos os cinco conseguiam se mover e podiam participar de tarefas diárias. Os cientistas esperam que o contato rápido com os pacientes vá aumentar as chances de sucesso.

– Esta é uma pesquisa que, apesar de inicial, é encorajadora e emocionante. Agora precisamos olhar para um grupo maior de pacientes e esperar, eventualmente, para desenvolver um tratamento baseado nesta abordagem – afirmou a BBC Soma Banerjee, que conduziu o estudo.

Já o estudioso Tim Chico, da Universidade de Sheffield, que não estava envolvido no estudo, afirmou ser importante compreender que esse é apenas o primeiro passo para um possível tratamento de AVC que não prova que o tratamento com células-tronco melhores a recuperação desses pacientes.

– Será necessário um teste muito maior para comparar o tratamento com células tronco do tratamento sem células-tronco – alertou e complementou que qualquer um que tenha visto as consequências de um AVC vai incentivar a contínua pesquisa de médicos e cientistas.

O Globo

Pais congelam células-tronco do tecido do cordão umbilical dos filhos

O que ainda é uma promessa da ciência já está dando origem a um negócio no país: o congelamento de células-tronco mesenquimais retiradas do cordão umbilical de recém-nascidos.

O uso dessas células, que dão origem a diferentes tecidos, como músculos, gordura e ossos, é alvo de estudos para o tratamento de doenças cardíacas, autoimunes e degenerativas. No entanto, nenhuma terapia com o material foi aprovada até hoje.

Mesmo assim, ao menos dois bancos privados de células-tronco em São Paulo estão vendendo o serviço de coleta e preservação das células do tecido do cordão, que normalmente é descartado.

Karime Xavier/Folhapress
Fernanda Cabral, 32, e seu filho Felipe, que teve as células-tronco do tecido do cordão umbilical congeladas
Fernanda Cabral, 32, e seu filho Felipe, que teve as células-tronco do tecido do cordão umbilical congeladas

A justificativa é a possibilidade de que essas crianças, no futuro, possam se beneficiar de tratamentos com as células mesenquimais.

De acordo com Marlon Knabben, diretor médico da empresa Cordvida, o serviço começou a ser vendido em maio e tem cerca de 30 amostras coletadas.

As células-tronco mesenquimais são extraídas principalmente da geleia de Wharton, tecido que envolve os vasos sanguíneos do cordão.

A coleta é feita no parto, mesmo momento no qual hoje já é feita a retirada do sangue do cordão –material que tem uso consagrado em transplantes de medula.

No Brasil, há uma rede pública de sangue do cordão. As bolsas ficam disponíveis para quem precisar de transplante. Já nos bancos privados, só a própria pessoa pode usar o material.

Lucas Lima/Folhapress
A bióloga Verônica Oliveira, 34, com sua filha Gabriela; a mãe optou por congelar as células mesenquimais do cordão
A bióloga Verônica Oliveira, 34, com sua filha Gabriela; a mãe optou por congelar as células mesenquimais do cordão

Dados divulgados pela Anvisa (Agência Nacional de Vigilância Sanitária) em 2011 mostram que, das 45 mil unidades de sangue de cordão de bancos privados, só oito foram usadas, desde 2003. Já na rede pública, com 9.000 unidades, foram feitos 106 transplantes desde 2001.

A coleta privada das células do tecido, assim como as do sangue, custa cerca de R$ 2.000, mais taxa anual de R$ 600 pela preservação.

CRÍTICAS

Pesquisadores fazem ressalvas à venda desse serviço. Além de não se saber para que as células vão servir, não há certeza sobre se o cordão umbilical é a melhor fonte para as mesenquimais.

De acordo com a geneticista e especialista em células-tronco Mayana Zatz, da USP, é possível que, dependendo da finalidade, seja melhor usar as células-tronco armazenadas, por exemplo, no tecido gorduroso e que podem ser coletadas a qualquer momento (não só ao nascer).

Outra questão é se o uso das células da própria pessoa é o mais apropriado. “No caso de doenças genéticas, não servem. Todas aquelas células vão ter a doença.”
Knabben, da Cordvida, diz que a chance de coletar as células do tecido do cordão não deve ser desperdiçada se a família puder pagar. “Daqui a 20, 30 anos, se aparecer um tratamento com essas células, que argumento eles [os críticos] vão dar?”

Telma Kühn, diretora técnica da Cordcell, empresa que também preserva células do tecido do cordão, afirma que, no nascimento, as células são “novas e não sofreram o impacto do ambiente”.

Para Luiz Fernando Lima Reis, diretor do Instituto Sírio-Libanês de Ensino e Pesquisa, a preservação desse material não se justifica hoje. “Não há evidências da aplicabilidade.”

“ACREDITO QUE AS PESQUISAS VÃO AVANÇAR”, DIZ MÃE

Felipe, segundo filho de Fernanda Cabral, 32, nasceu em maio e com uma dupla poupança celular: tem as células do sangue e do tecido do cordão umbilical congeladas em tanques de nitrogênio líquido.

Fernanda afirma que o banco que ela procurou foi claro ao dizer que todos os possíveis usos das células-tronco mesenquimais ainda estão em estudo.

“Para mim isso não é problema. Acredito que as pesquisas vão avançar e que a célula vai ter uso. Eu também pago plano de saúde sem saber se vou usar. Se um dia precisar, o que paguei não será nada perto do benefício.”

A bióloga Verônica Ramos Souza Oliveira, 34, também procurou um banco privado para guardar células do tecido e do sangue do cordão da filha Gabriela, nascida em outubro. “Não gostaria que pegassem o cordão, tirassem o sangue e jogassem no lixo. É um pecado, o cordão é rico em células-tronco.”

Apesar de saber que não há nada concreto sobre o uso das células mesenquimais, Verônica contratou o serviço “por segurança”. “Se um dia ela precisar, quero que esteja tudo guardado num lugar de confiança.

Editoria de arte/folhapress

Folha.com