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Menor depõe e delegacia começa apurar denúncia contra Célio Alves

celioA delegada Desirée Cristina Rodrigues Vasconcelos, revelou, nesta quinta-feira (27), que a ex-namorada do ex-secretário-executivo da Comunicação Institucional da Paraíba, Célio Alves, uma adolescente de 16 anos, prestou depoimento na Delegacia da Mulher Norte, localizada na avenida Pedro II, de João Pessoa (PB), nesta quarta-feira (26).

Em contato com a reportagem do Portal MaisPB, a delegada disse que não poderia dar detalhes do depoimento, pois o inquérito é sigiloso. “O que posso dizer é que a investigação começou e estamos tratando como qualquer outro. Estamos arregimentando provas e testemunhas para depois apresentá-las ao Ministério Público e à Justiça”, disse.

Secretário nega agressões e vê armação

Nas redes sociais, o radialista Célio Alves se pronunciou negando as acusações. Ele se disse vítima de uma “trama sórdida que se articulou para denegrir minha imagem e obter vantagens políticas e/ou financeiras”.

Célio informou ter sido agredido pela companheira e a responsabilizou pela destruição dos móveis de seu apartamento. O secretário postou imagens de hematomas pelo corpo e garantiu que em nenhum momento revidou as agressões.

Ele também publicou cópias de boletim de ocorrência, registrado seis dias depois do conflito, precisamente na última terça-feira (18).

Confira a postagem do secretário nas redes sociais

Uso este espaço para tratar de algo eminentemente pessoal, e só agora, pois não o fiz antes para preservar as pessoas envolvidas e por entender que questões de ordem pessoal não devem ser levadas a público. Mas, diante da trama sórdida que se articulou para denegrir minha imagem e obter vantagens políticas e/ou financeiras, não me resta outra opção que não seja a de trazer a verdade ao conhecimento de todos.

No último dia 12, no interior do meu apartamento, ao terminar um relacionamento amoroso de quase 10 meses de duração, fui surpreendido pela reação furiosa e descontrolada da jovem Kawanny Holmes, até então gente de expressão angelical.

Presenciei ela tentando destruir o interior do imóvel, atirando o que encontrava pela frente. Como se não bastasse, partiu para agredir-me fisicamente, como provam os hematomas que podem ser observados nas fotografias que consegui produzir.

Em nenhum momento, eu revidei qualquer das agressões, me limitando a pedir a ela que se acalmasse. Como não fui atendido, liguei pra sua avó (Mércia Holmes), que por estar em Itatuba, onde reside, orientou-me a chamar uma parente de nome Sandra para que esta acalmasse e levasse consigo a jovem furiosa. Assim eu procedi.

Ao chegar, Sandra ficou impossibilitada de entrar no apartamento, pois as chaves haviam sumido. A jovem Kawanny, de pronto, declarou ter jogado as chaves de cima do 4º andar. Eu, então, autorizei a Sandra que chamasse alguém pra arrombar a porta, bem como autorizei que acionasse a Polícia.

À essa altura dos fatos, a jovem descontrolada tentou se jogar do prédio. Foram cerca de 10 tentativas. Nenhuma delas se consumou graças à minha intervenção, que a segurei contra a sua vontade. Os vídeos que produzi (por estalo divino tive a ideia de gravar) provam isso. Em algumas das tentativas de suicídio, a moça já havia colocado parte do corpo do lado de fora da varanda do 4º andar.

Em meio à turbulência, eu consegui chamar, por telefone, Dona Raimunda, pessoa que trabalha como doméstica em meu apartamento, e um chaveiro. Ela possuía uma cópia da chave. Ele faria uma na hora ou arrombaria. Antes que chegassem, a Polícia Militar chegou.

As chaves já não funcionavam mais, devido ao fato de a fechadura ter sido danificada com as tentativas de arrombamento. Após isso, a jovem Kawanny, vendo que as chaves já não serviam, foi buscar duas que, ao contrário do que disse (jogado fora), escondeu num móvel.

Aos policiais, eu disse, por mais de uma vez, que arrobassem a porta. Eles preferiram aguardar uma furadeira que o chaveiro foi buscar. Com ela, finalmente, conseguiram entrar no imóvel.

Com a entrada de todos, à Polícia eu relatei os fatos. Às autoridades, então, colheram dados pessoais dos presentes. Na presença dos PMs, tanto Sandra (prima) quanto Kawanny nada disseram. Uma acusação sequer fizeram contra mim.

Depois disso, todos foram embora.

Na noite da mesma quarta-feira, eu recebi mensagem da jovem Kawanny, via whatsapp, fazendo juras de amor e pedindo perdão pelo comportamento e pelas agressões. O print dessa mensagem eu compartilhei com sua avó, sua mãe e seu pai. Ainda juntarei na apuração policial e em eventual processo judicial.

Na madrugada da mesma quarta, enviei os vídeos do ocorrido para avó da jovem, relatando os fatos. A reação dela foi favorável a mim. Eu sugeri, inclusive, que tratasse a jovem com um psiquiatra, pois claramente ela teve um surto, um acesso de fúria, coisa que nunca ocorrera.

Ao pai dela (Klinton Holmes) eu também enviei o conteúdo. Dele, recebi apoio, por compreender o ocorrido.

Para minha surpresa, fui informado por amigos que estavam recebendo informação de Kawanny e de sua avó, acusando-me de agressão, acompanhada de um recorte descontextualizado do vídeo que eu mesmo produzi.

Elas ainda teriam remetido o conteúdo e as acusações a adversários políticos meus, como Raniery Paulino e Zenóbio Toscano. Como se não bastasse, também mantiveram contato com a jornalista Pâmela Bório.

É de se perguntar:

Eu teria chamado uma prima da jovem, bem como sua avó, à minha residência, se estivesse a agredí-la?

Eu teria chamado a Polícia ao meu imóvel se estivesse a agredir a jovem?

Eu teria chamado minha funcionária pra abrir a porta se estivesse a agredir a jovem?

Eu teria chamado o chaveiro pra abrir a porta se estivesse agredindo a jovem?

Eu teria autorizado que arrombassem a porta se estivesse agredindo a jovem?

Por que, na presença da polícia, a jovem e sua prima não me acusaram?

Por que não foram a uma delegacia de polícia denunciar, diferentemente de mim, que registrei tudo na delegacia (conforme provo nesta postagem)?

Por que a jovem enviou-me longa mensagem pedindo-me perdão e confessando as agressões contra mim?

Por que a avó dela posicionou-se em meu favor?

Por que o pai dela também ficou do meu lado, o lado da verdade?

Está claro que alguém mudou de posição e busca obter vantagens políticas, pois preferiu juntar-se a adversários políticos meus ao invés de recorrer às autoridades competentes para apurar os fatos. Quem foi à polícia fui eu.

Sou pobre e venci na vida dizendo a verdade, mesmo tendo que enfrentar o ódio de alguns. Nunca os temi e não será agora que haverei de temer. Vou até o fim na elucidação de tudo, e, ao final, processarei meus caluniadores, sejam quantos forem. Não permitirei que achaquem contra a minha honra. Como também não cederei a chantagens. De mim não arrancarão um centavo, nem me verão de joelhos perante a mentira.

Confio em Deus, nas autoridades e no tempo.

Exoneração

Após denúncias de suposta agressão à ex-namorada, Célio Alves divulgou nota a imprensa, na manhã da última sexta-feira (21), comunicando o afastamento do cargo. Sua exoneração foi publicada ontem no Diário Oficial.

Na nota, Célio trata a denúncia como trama arquitetada para lhe prejudicar. “Em razão da escancarada exploração política da trama arquitetada contra mim, e para ter o tempo dedicado à cobrança da rigorosa apuração de tudo, comuniquei ao governador Ricardo Coutinho, na manhã desta sexta (21), minha irrevogável decisão de me afastar do cargo”, diz a nota.

Após a polêmica, Célio Alves entrou em contato com o Portal MaisPB, e disse que “em nenhum momento, nem a menor, nem os familiares dela, procuraram a polícia para denunciá-lo”. Ele acrescentou que a única queixa registrada até agora foi feita por ele, conforme boletim de ocorrência registrado última terça-feira (18).

O ex-secretário lembra que no dia do episódio solicitou pessoalmente a presença da Polícia Militar no seu apartamento.Ele também “estranha os familiares da adolescente não terem acionado à Polícia e terem buscado contato com a adversários políticos, dele e do governo”.

Confira a nota na integra abaixo:

NOTA

Em razão da escancarada exploração política da trama arquitetada contra mim, e para ter o tempo dedicado à cobrança da rigorosa apuração de tudo, a partir do próprio registro policial que fiz no último dia 18/10, comuniquei ao governador Ricardo Coutinho, na manhã desta sexta (21), minha irrevogável decisão de me afastar do cargo de secretário-executivo da Comunicação Institucional da Paraíba, que até então ocupei com afinco e probidade.

Agradeço ao governador Ricardo pela confiança que o fez nomear-me para o referido cargo, mas agora vou seguir a defender em outros espaços o projeto político que tem transformado a Paraíba para melhor.

É hora de lutar pelo prevalecimento da verdade, preservando meu nome e buscando reparação cível e criminal, na Justiça, contra os que a trama engendraram e os que a propagam.

“Viver é lutar.
A vida é combate
Que aos fracos abate
Que aos fortes, os bravos,
Só pode exaltar”

Célio Alves

MaisPB

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Secretaria da Mulher do Estado cobra punição contra Célio Alves

gilbertaA Secretaria de Estado da Mulher e da Diversidade Humana (SEMDH) divulgou nota no início da tarde desta sexta-feira (21) onde pede que sejam investigadas denúncias contra o ex-secretário executivo de Comunicação do Estado, Célio Alves, acusado de agredir sua namorada, de 16 anos.

A nota é assinada pela secretária, Gilberta Soares, que ressalta seu posicionamento contra todo ato de violência praticado contra as mulheres. “Independente da função, cargo ou posição social que exerça o agressor, ele deve ser denunciado, investigado e responsabilizado”, diz a nota.

Confira a nota:

NOTA EM DEFESA DE TODAS AS MULHERES

A Secretaria de Estado da Mulher e da Diversidade Humana (SEMDH) vem a público reiterar seu posicionamento contra todo ato de violência contra a mulher. Independente da função, cargo ou posição social que exerça o agressor, ele deve ser denunciado, investigado e responsabilizado.

Trabalhamos diariamente para que as denúncias de violência doméstica e familiar sejam feitas e sabemos da importância de orientar, apoiar e empoderar para que qualquer mulher violentada chegue às delegacias especializadas, nos núcleos especializados da mulher e demais delegacias, bem como no Ministério Público e Centros de Referência.

Dessa forma, esperamos que os órgãos competentes façam a apuração e a responsabilização de denúncias contra o radialista e ex-secretário executivo de Comunicação do Estado, Célio Alves, acusado de violência doméstica contra a sua namorada, uma adolescente de 17 anos de idade. O caso foi veiculado amplamente nas redes sociais com cenas de violência, expondo a vítima em situação vexatória de agressões físicas e psicológicas.

O Brasil é um país que dispõe de legislação de proteção às mulheres. Há mais de 10 anos, com a promulgação da Lei Maria da Penha, o país se comprometeu nas esferas nacional e internacional a empreender esforços para tutelar o direito das suas mulheres de estarem livre de todas as formas de violência.

De acordo com a decisão do Supremo Tribunal Federal (STF), o crime de lesão corporal contra mulher no âmbito doméstico (artigo 129, § 9º, CPB c/c Art. 7º, I da Lei 11.340/2006) é processado mediante ação penal pública e incondicionada, ou seja, não há necessidade de representação da vítima para investigação policial e início da ação penal.

Não podemos concordar nem compactuar com qualquer tipo de violência que fira a dignidade humana, principalmente de mulheres, historicamente vítimas de discriminação e preconceito. Defenderemos qualquer mulher, independentemente da raça, cor, classe social, idade e orientação sexual. Reafirmamos que a Lei Maria da Penha em vigor desde o ano de 2006, vem sendo rigorosamente cumprida no nosso Estado e nos orgulhamos de participar desta Rede de Proteção às Mulheres.

Sabemos de nossos desafios como gestão pública e temos trabalhado arduamente para enfrentar os lamentáveis índices de violência contra às mulheres na Paraíba, de forma intersetorial, com os diferentes órgãos do governo. Em 2011, o governo do estado implantou a primeira Casa Abrigo da Paraíba para mulheres com risco iminente de morte em decorrência da violência doméstica.

Em 2012, implantou o Centro Estadual de Referência da Mulher em Campina Grande que atende a todo o Estado. O governo ampliou as delegacias especializadas da Mulher de nove para 13 unidades, além de dois núcleos especializados, em regiões que não contavam com o equipamento. Também instalou o Programa SOS Mulher que disponibiliza dispositivos de celulares para proteção de mulheres ameaçadas de morte. Esses são alguns exemplos de ação de enfrentamento à violência contra mulher, além de continuadamente, realizarmos campanhas educativas pelo enfrentamento a violência contra as mulheres.

Temos compromisso na promoção dos direitos das mulheres e da equidade de gênero. Seguimos firme aguardando o trabalho da Justiça.

Gilberta Santos Soares
Secretaria de Estado da Mulher e da Diversidade Humana

MaisPB

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