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Coçar os olhos provoca prejuízos à visão e pode causar cegueira

Coçar os olhos, apesar de parecer um ato bem simples e comum, pode acarretar graves problemas à saúde. Esse hábito é capaz de provocar alguns prejuízos à saúde ocular, um deles é o ceratocone, doença que causa a dilatação da córnea (camada fina, transparente e anterior do olho) gerando distorção e embaçamento da visão. O alerta é da médica oftalmologista do Hapvida, em João Pessoa, Ana Elizabeth Melo. A enfermidade atinge cerca de 150 mil pessoas por ano no Brasil

Apesar dos casos de cegueira como consequência da ceratocone serem raros, a oftalmologista explica que para diagnosticar o problema é necessária a realização de exames complementares. “O indivíduo passa a ter uma visão turva, embaçada e à medida que a doença evolui os óculos deixam de surtir efeito no tratamento. A partir daí, é preciso fazer o uso da lente de contato rígida para moldar a visão”, esclarece a especialista.

Porém, em alguns casos há pessoas que não se adequam ao uso de lentes de contato, nessa situação, o indivíduo é orientado ao tratamento cirúrgico que pode ser realizado por meio do Crosslinking (tratamento cirúrgico utilizado para tratar o ceratocone), com o intuito de barrar o avanço da doença; ou a implantação do anel corneano, que tem o objetivo de regularizar a córnea que se encontra deformada.

Apesar de ser uma doença pouco conhecida, a ceratocone é multifatorial e, de acordo com Ana Elizabeth, pode ocorrer pelo cunho genético, mas não atinge todos os descendentes (aproximadamente 8% é acometido) e outra forma de ocorrência é o físico, por meio do ato de coçar os olhos.  “Coçar os olhos pode gerar o desenvolvimento da ceratocone, além de infecções oculares como a conjuntivite e. Por isso, é fundamental recorrer a consultas oftalmológicas precocemente para identificar possíveis problemas do trato ocular e obter prescrição de medicações para evitar o surgimento da doença”.

Cuidado com a maquiagem– Para as pessoas que fazem uso regular de maquiagem é necessário estar atento a qualidade do produto, prazo de validade e, além disso, fazer o uso de lubrificantes oculares para evitar doenças. A utilização do soro fisiológico para lubrificação dos olhos e evitar a coceira também é permitido, porém, este precisa estar gelado.

 

Assessoria de Imprensa

 

 

Transitions reforça a importância da prevenção durante mês de combate à cegueira

Cuidados diários com olhos previnem doenças oculares e contribuem para a diminuição dos índices de cegueira em todo o mundo

O mês de abril é dedicado ao combate e prevenção da cegueira em todo o mundo e a Transitions Optical, líder mundial na produção de lentes fotossensíveis, aproveita a oportunidade para ressaltar a importância da prevenção e da proteção dos olhos ao longo de toda a vida, incentivando os cuidados diários com olhos.

De acordo com estimativas da OMS, cerca de 40 milhões de pessoas no mundo são cegas e outras 135 milhões sofrem limitações severas de visão, que poderiam ter sido evitadas se diagnosticadas e tratadas corretamente. No Brasil, 64% dos brasileiros têm alguma dificuldade em enxergar e apenas a metade faz acompanhamento oftalmológico anual. “Como grande parte dos problemas oculares têm início assintomático e evolução rápida e silenciosa, é muito importante tomar as precauções necessárias, como a visita periódica ao oftalmologista. Os primeiros sintomas de alteração visual só serão percebidos nos estágios avançados de doenças como catarata e glaucoma, o que aumenta o risco de cegueira”, afirma a oftalmologista Dra. Márcia Tartarella, diretora da Sociedade de Oftalmologia Pediátrica da América Latina.

A proteção contra os raios UV e a luz azul nociva está entre os principais cuidados que devem ser tomados todos os dias. O aumento da incidência de catarata, por exemplo, está associado diretamente à exposição diária aos raios nocivos do Sol. Assim como doenças mais graves como câncer ocular e a degeneração macular. “Esse cuidado deveria começar já na primeira infância e seguir pela vida adulta. Grande parte da população não tem consciência de que utilizar óculos com proteção contra os raios nocivos do sol é um item tão indispensável quanto o uso diário de protetor solar na pele”, garante a oftalmologista.

Uma das formas mais simples e efetivas para evitar possíveis problemas é fazer o uso de óculos com proteção solar. Para os usuários de óculos de grau, a alternativa é utilizar as lentes fotossensíveis. “As lentes Transitions ajudam na proteção contra os raios UV e luz azul, e se adaptam ao nível de luminosidade do ambiente, garantindo maior conforto visual. Temos o compromisso de propagar a importância dos cuidados diários com olhos e, dessa forma, contribuir com a diminuição dos índices de cegueira no país e no mundo”, conta Tatiana Nardez, gerente de marketing da Transitions Optical no Brasil.

Sobre a Transitions Optical

A Transitions Optical é líder mundial na produção de lentes fotossensíveis (adaptáveis) para os fabricantes ópticos em todo o mundo. Em 1990, foi pioneira na fabricação e comercialização de lentes adaptáveis de resina. Como resultado do seu investimento contínuo em pesquisa e desenvolvimento tecnológico, a Transitions Optical oferece uma ampla variedade de produtos, estabelecendo novos parâmetros de performance em proporcionar cada vez mais conforto e proteção UV para a visão. Liderança de produto, foco no consumidor e excelência operacional fizeram da Transitions ® uma das marcas mais reconhecidas do ramo óptico. Para mais informações sobre a empresa e sobre as lentes Transitions, acesse: transitions.com.br

 

Assessoria de imprensa

 

 

Glaucoma: uma doença “silenciosa” e a principal causa de cegueira irreversível

A perda gradual da visão periférica é a característica principal do glaucoma, doença que hoje é a maior causa de cegueira irreversível no mundo. A fim de evitar essa consequência drástica, a oftalmologista do Hospital Edmundo Vasconcelos, Paula Boturão de Almeida, alerta para o diagnóstico precoce e o controle do problema, que não tem cura.

Sem sintomas aparentes em sua fase inicial, o único método para reconhecer a doença é por meio do exame oftalmológico, como lembra a médica. Segundo ela, essa prevenção deve ser feita em todas as pessoas acima de 40 anos, para evitar a evolução da doença para a cegueira.

No Brasil, cerca de 1 milhão de pessoas são portadoras de glaucoma, de acordo com o Conselho Brasileiro de Oftalmologia. Segundo a Organização Mundial da Saúde (OMS), a previsão futura é que, até 2020, 80 milhões de pessoas no mundo venham a ter essa alteração na visão.

A oftalmologista explica que o mal se apresenta como glaucomas primários ou secundários, sendo os primários classificados como congênitos, fechado (agudo) e ângulo aberto (crônico). Entre essas categorias, os dois primeiros são denominados como urgência oftalmológica, e tendo como tratamento indicado, a cirurgia.

No caso do glaucoma crônico, tipo mais frequente, o controle é feito com medicação e, somente em casos específicos, a intervenção cirúrgica se faz necessária.

“O glaucoma crônico é uma neuropatia óptica crônica, progressiva, caracterizada por alterações típicas do disco óptico e da camada de fibras nervosas da retina. Na maioria das vezes, é acompanhado de pressões intraoculares acima dos níveis considerados estatisticamente normais”, salienta a oftalmologista.

A especialista lembra que alguns fatores são denominados como de risco para este caso, entre eles estão a pressão intraocular, etnia, hereditariedade, miopia, diabetes e a idade. No caso dos secundários, Paula Boturão de Almeida explica que a causa está relacionada ao uso de medicamentos, como colírios de corticoide, de forma indiscriminada, doenças oculares e inflamatórias.

Apesar da gravidade do problema, a médica reforça, porém, que o portador de glaucoma pode levar uma vida normal seguindo o tratamento indicado pelo médico.

HOSPITAL EDMUNDO VASCONCELOS

Localizado ao lado do Parque do Ibirapuera, em São Paulo, o Hospital Edmundo Vasconcelos atua em mais de 50 especialidades e conta com cerca de 1.000 médicos. Realiza aproximadamente 12 mil procedimentos cirúrgicos, 13 mil internações, 230 mil consultas ambulatoriais, 145 mil atendimentos de Pronto-Socorro e 1,45 milhão de exames por ano. Dentre os selos e certificações obtidos pela instituição, destaca-se a Acreditação Hospitalar Nível 3 – Excelência em Gestão, concedida pela Organização Nacional de Acreditação (ONA) e o primeiro lugar no Prêmio Melhores Empresas para Trabalhar Saúde – Hospitais, conquistado em 2017.

 

 

Glaucoma é a principal causa de cegueira

olhosDoenças de vários tipos costumam demonstrar sinais bem claros, assim que contaminam o organismo. Por isso, ainda que sejam graves, podem ser tratadas antes de causar danos mais significativos. Por outro lado, algumas enfermidades se desenvolvem de maneira tão sorrateira que, quando finalmente manifestam algum sintoma aparente, já causaram estragos irreversíveis. Um bom exemplo disso é o glaucoma.

“Esta síndrome é a principal causa de cegueira no país, justamente porque aparece de maneira súbita e se desenvolve de maneira bastante silenciosa. Por isso, é muito importante que a população fique atenta ao problema. Afinal, ele já atinge cerca de cerca de 2% dos brasileiros acima dos 40 anos de idade e está entre as doenças oculares mais frequentes no país, com mais de 1 milhão de casos registrados”, diz a oftalmologista Camila Ray, responsável pelo Serviço de Oftalmologia do Hospital do Coração (HCor) de São Paulo.

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“O glaucoma acontece quando o nervo ótico sofre lesões em função de um aumento da pressão intraocular”, explica a médica. “Em geral, a doença costuma aparecer a partir dos 40 anos. Mas pode ocorrer mais cedo, caso a pessoa sofra, por exemplo, algum dano capaz de provocar essa mesma elevação de pressão da parte de dentro dos olhos”, afirma a oftalmologista do HCor lembrando que, de acordo com dados da Organização Mundial de Saúde (OMS), existem aproximadamente 65 milhões de glaucomatosos em todo o mundo, sendo que, a cada ano, surgem mais 2,4 milhões novos portadores da doença.

No início, o glaucoma é assintomático. Por isso, muitas pessoas só conseguem notá-lo quando o problema atinge o seu estado crítico. Neste estágio ocorre primeiramente a perda da visão periférica. Em seguida, o campo visual começa a ficar estreito, até assumir um formato tubular.

“Depois disso, o paciente pode ficar cego, caso não conte com nenhum tipo de tratamento”, alerta a oftalmologista. “Em casos de glaucoma agudo, que já é outro tipo da doença, o paciente costuma sentir fortes dores de cabeça, fotofobia, enjoo e dor ocular intensa”, acrescenta.

Dois sinais podem indicar a presença de glaucoma: pressão intraocular acima da média e lesões perceptíveis no nervo ótico.

Para detectar esses dois sinais é preciso que alguns exames sejam realizados, como Tonometria de Aplanação, para medição da pressão intraocular; Fundo de Olho, para avaliar se existe lesão do nervo óptico, provocado por um possível caso avançado de glaucoma; Gonioscopia, para classificar o tipo de glaucoma que pode estar ocorrendo; e Campo Visual, para avaliar se há perda do campo visual.

Já o diagnóstico precoce da doença só pode ser obtido por meio de exames oftalmológicos de rotina. Por isso, o recomendado é que pessoas já a partir dos 35 anos procurem um oftalmologista para fazer check-ups regulares. “Diabéticos e pessoas negras com mais de 30 anos – cujo o organismo é mais propenso ao desenvolvimento de pressão alta – também fazem parte deste grupo de risco”, afirma a oftalmologista do HCor. “O histórico familiar também é importante para o diagnóstico da doença. Afinal, cerca de 6% das pessoas com glaucoma têm ou já tiveram algum outro caso na família”, alerta.

JP

Uso prolongado de aspirina pode provocar um tipo de cegueira, diz pesquisa

aspirinaPessoas que tomam aspirina por muitos anos, como pacientes cardíacos, por exemplo, são mais suscetíveis a desenvolver um determinado tipo de cegueira, revelaram cientistas.
Um estudo com 2.389 pessoas, publicado na revista científica JAMA Internal Medicine, indicou que o uso prolongado do ácido acetilsalicílico, principal substância do medicamento, dobra os riscos do surgimento da forma úmida da degeneração macular relacionada à idade.
A doença deteriora a chamada retina central, ou mácula, causando perda de visão no centro do campo visual do paciente.
Os pesquisadores, entretanto, não souberam dizer quais mudanças seriam necessárias na ingestão do remédio para evitar a cegueira.
O estudo, conduzido na Universidade de Sydney, na Austrália, reuniu participantes com idades em torno de 65 anos. Um a cada dez deles usava o medicamento pelo menos uma vez por semana.
Os pacientes foram submetidos a testes oftalmológicos a cada cinco, dez e 15 anos.
Ao final do estudo, os pesquisadores concluíram que 9,3% dos pacientes que tomavam aspirina desenvolveram o tipo úmido da degeneração macular relacionada à idade, contra uma taxa de 3,7% entre os pacientes que não faziam uso da medicação.
Segundo o relatório, “o aumento do risco da forma úmida da degeneração macular relacionada à idade foi detectado apenas 10 ou 15 anos depois, indicando que a dose prolongada tem um papel importante”.
“Dado o uso generalizado da aspirina, qualquer risco de condições anormais será significativo e afetará muitas pessoas.”
A forma úmida da degeneração macular relacionada à idade é causada pelo crescimento dos vasos sanguíneos. Isso provoca o inchaço e o sangramento da retina.
O processo pode acontecer muito rapidamente, com a visão sendo danificada em dias. Idade, fumo e histórico familiar são os principais fatores de risco.
Alto risco
Já há relatos na literatura médica dos riscos da aspirina, como os sangramentos internos. Para a equipe que conduziu o experimento, o risco de dano à visão “também deve ser considerado”.
Os pesquisadores reconheceram, no entanto, que para a maior parte dos pacientes, há “pouca evidência” para mudar a prescrição do medicamento.
Eles também indicaram que o uso da droga seja reavaliado em pacientes de alto risco, como aqueles que já possuem a doença em um de seus olhos.
Segundo o professor Jie Jin Wang, especialista em olhos da Universidade de Sydney, a descoberta pode fazer com que os médicos rediscutam a ingestão do medicamento com seus pacientes.
A Macular Society, entidade britânica ligada à área, disse: “A evidência está aumentando sobre a associação da aspirina e da forma úmida da degeneração macular; entretanto, ainda há um longo caminho a percorrer neste tema.”
“Para pacientes que sofrem de cardiopatias, os riscos para a saúde com a interrupção ou não prescrição da aspira são muito maiores do que o desenvolvimento da doença ocular.”
“Pacientes que estão tomando aspirina não devem interromper seu uso antes de falar com seus médicos.”
 Uol

 

Estudo: aspirina pode mais que dobrar risco de cegueira

A ingestão de aspirina por  cerca de 10 anos pode mais que dobrar o risco de perda de visão, de acordo com um estudo feito por cientistas da Universidade de Wisconsin. Os especialistas usaram dados do estudo Beaver Dam – sobre doenças oculares relacionadas à idade – e concluíram que a aspirina pode aumentar a chance de degeneração macular úmida, problema que pode levar à cegueira. As informações são do Daily Mail.

A degeneração macular afeta um quarto da população acima de 60 anos no  Reino Unido e mais da metade das pessoas com 75 anos ou mais. Exames oftalmológicos foram realizados a cada cinco anos ao longo de um período de 20 anos em cerca de 5 mil participantes. Os voluntários, de 43 a 86 anos, foram questionados sobre o uso regular – pelo menos duas vezes por semana – de aspirina. A duração média de acompanhamento foi de 14,8 anos. Os resultados chegaram a 512 casos de Degeneração Macular Relacionada à Idade (DMRI) seca e 117 casos de DMRI úmida ao longo do estudo. Os pesquisadores descobriram que aqueles que tomaram aspirina por cerca de 10 anos tinham um risco 1,4% de desenvolver DMRI úmida em comparação com 0,6% dos não-usuários. Não houve associação encontrada entre aspirina e a DMRI seca.A perda da visão causada pela doença não pode ser revertida.  Apesar da constatação, os cientistas afirmaram que os benefícios de tomar uma aspirina diariamente superam o pequeno risco de efeitos colaterais em pacientes com doença cardíaca, embora um médico deva sempre ser consultado.

Terra

Principais causas da cegueira, catarata e glaucoma são reversíveis

No Dia Nacional do Deficiente Visual, 13 de dezembro, o presidente do Conselho Brasileiro de Oftalmologia, Marco Antonio Rey, destacou que as principais causas de cegueira são a catarata e o glaucoma, mas que ambas têm tratamento e os danos são reversíveis

Governo de São Paulo A catarata e o glaucoma, acompanhadas da degeneração macular, são problemas relacionados ao envelhecimento da população. O diabetes também aparece como causa importante da cegueira

  • A catarata e o glaucoma, acompanhadas da degeneração macular, são problemas relacionados ao envelhecimento da população. O diabetes também aparece como causa importante da cegueira

Dados do Censo 2010 indicam que 6,5 milhões de brasileiros têm algum tipo de deficiência visual. Mais de 528 mil são incapazes de enxergar. No Dia Nacional do Deficiente Visual, lembrado nessa quinta-feira (13), o presidente do Conselho Brasileiro de Oftalmologia, Marco Antonio Rey, destacou que as principais causas de cegueira são a catarata e o glaucoma, mas que ambas têm tratamento e os danos são reversíveis.

Segundo o especialista, as duas doenças, acompanhadas da degeneração macular, são problemas relacionados ao envelhecimento da população. O diabetes também aparece como causa importante da cegueira e pode comprometer a visão na fase adulta, caso não seja tratado.

Outro aspecto da deficiência visual envolve a catarata congênita e o glaucoma congênito, principais causas da cegueira na infância. O problema pode ser diagnosticado por meio de um exame simples, o teste do olhinho. De acordo com o presidente do conselho, qualquer profissional de saúde pode dilatar o olho do bebê e avaliar o reflexo da luz no local.

Infográfico/Portal Brasil Cerca de R$ 230 milhões serão investidos na ampliação do atendimento pelo SUS

  • Cerca de R$ 230 milhões serão investidos na ampliação do atendimento pelo SUS

O exame deve ser feito em todos os recém-nascidos antes que o bebê complete 1 ano. Caso haja alguma suspeita, a criança deve ser encaminhada ao oftalmologista. “Quanto mais cedo, melhor. Só que o teste não é obrigatório na rede pública. E toda doença, na criança, tem que ter diagnóstico precoce, porque o olho e a parte sensorial estão sendo formados”, explicou.

O oftalmologista alertou para os cuidados durante o pré-natal, uma vez que a cegueira em recém-nascidos está comumente relacionada à doenças adquiridas durante a gestação, como a rubéola e a toxoplasmose. A dica é cumprir o calendário de vacinas da gestante e evitar consumir alimentos crus fora de casa, além do contato com gatos.[bb]

Para a representante da Fundação Dorina Nowill, Susi Maluf, a acessibilidade de quem tem algum tipo de perda de visão melhorou, mas precisa avançar mais. “No Brasil, antigamente, a cegueira era uma coisa menos percebida. Não existia preocupação em dar igualdade de oportunidades. Hoje em dia, as pessoas começam a perceber que existe esse público e a percebê-lo em todos os sentidos. Afinal, é um público que vai à escola, que é consumidor, que trabalha.”

“Mas a população não vê que a pessoa com deficiência visual é capaz de fazer qualquer coisa e ter uma vida independente, como alguém que enxerga. Ao dar informação para a sociedade, você esclarece, diminui preconceitos e barreiras e promove a inclusão”, completou.

Depoimentos

Antônio dos Reis Costa, 54 anos, perdeu a visão após um quadro de pressão alta seguido de um aneurisma. “Fui tomar banho e, no banheiro, desmaiei. Fiz uma cirurgia, mas o sangue coagulou na cabeça e provocou o aneurisma. No corte, o nervo ótico partiu e, desde esse dia, não vejo nada”, lembrou.

“Cada dia é uma novidade que você aprende e acrescenta. Mas, a princípio, não é fácil. O deficiente, quando nasce sem visão, aprende a escrever em braile com mais facilidade. A gente é mais cabeça dura. Eu, particularmente leio em braile, mas tenho muita dificuldade em escrever.”

Amadeu da Paixão Caldeira, 59 anos, foi diagnosticado com retinose pigmentaria e desaceleração da retina do nervo ótico quando tinha 3 anos. Na época, a mãe percebeu que havia algum problema ao vê-lo tropeçando muito nas coisas.

“Como a perda foi progressiva, minha adaptação também foi. Hoje, ando sozinho, viajo sozinho e perdi o medo da vida. Antes, eu procurava esconder a cegueira porque que meus olhos são normais. Depois de frequentar a escola, assumi minha condição e comecei a usar a bengala. Minha vida mudou para melhor”, disse.

Fonte:

Agência Brasil