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Economistas recomendam cautela com uso de FGTS no consignado

fgts-como-funcionaEconomistas recomendam cautela com a possibilidade de trabalhadores do setor privado utilizarem o Fundo de Garantia por Tempo de Serviço (FGTS) e a multa rescisória como garantia do empréstimo consignado. Segundo eles, a medida tem pontos positivos, como possíveis juros mais baixos, já que reduz o risco assumido pelos bancos. No entanto, destacam que a mudança pode causar aumento do endividamento em época de crise.

A lei que autoriza o trabalhador do setor privado a usar até 10% do FGTS e até 100% da multa rescisória como garantia de empréstimo foi publicada na sexta-feira (15) no Diário Oficial da União. A norma condiciona o acesso a esses valores à demissão sem justa causa, por culpa recíproca ou força maior. Ou seja, os bancos só podem sacar os benefícios do devedor caso ele seja dispensado e não possa continuar pagando o consignado, que é descontado na folha de pagamento.

Garantias

O economista Eduardo Reis Araújo, presidente do Conselho Regional de Economia do Espírito Santo, diz não acreditar que a Caixa Econômica Federal, operadora do FGTS, estabeleça uma taxa mínima de juros para as instituições financeiras que desejarem ofertar a nova modalidade de crédito.

Atualmente, a taxa do empréstimo consignado para o setor público gira entre 27% e 28% ao ano, e, para o setor privado, em torno de 44% ao ano. Araújo não descarta um recuo natural.

“Em termos gerais, as instituições passam a contar com mais garantias. Se passam a contar com mais garantias, é provável que isso contribua para a redução da taxa de juros”, comenta.

Benefício

Para Eduardo Araújo, no entanto, a principal problema é que o funcionário do setor privado encare o acesso mais fácil ao crédito como uma possibilidade de aumento de renda. “Tem um lado ruim, que seria as pessoas enxergarem isso como um estímulo para contrair novas dívidas. O dinheiro do empréstimo não deve ser visto como ampliação da renda. Deve ser para casos pontuais, como um problema de saúde.”

Outra ressalva de Araújo é que ele vê a mudança como um desvio da finalidade original do FGTS. “O FGTS foi um fundo criado com condições muito restritivas de acesso. O consumidor não consegue sacar diretamente. Mas, se eu fizer um consignado, agora o banco pode ir lá e sacar. É algo que foge à finalidade original com que foi criado, que é oferecer proteção. No momento em que é desligado, e precisaria de proteção, você passa a destinar isso para pagar empréstimo”, afirma.

Já o economista Gilberto Braga, professor da Faculdade de Ciências Sociais Aplicadas Ibmec-RJ, acredita que, se utilizada corretamente, a medida pode se converter em benefício ao trabalhador.

Endividamento

“Independente de qualquer análise trabalhista, é um recurso válido para pessoas enforcadas. Pode ser a solução para pessoas que têm outras dívidas, com indexadores mais caros. Você pode trocar a dívida do cartão de crédito, por exemplo, pela do crédito consignado”, exemplifica o economista do Ibmec-RJ.

Braga reconhece que um efeito da mudança pode ser o aumento do endividamento, mas acredita que isso depende da postura do trabalhador. “Há o risco de uso dessa prerrogativa para simplesmente fazer gastos de consumo, aumentando o endividamento. O trabalhador deve pensar bem, até porque o comprometimento dessa verba [do FGTS e da multa rescisória] lhe fará falta depois. É uma decisão pessoal e espero que seja racional, também”, diz.

A multa rescisória é paga pelo empregador no caso de demissão sem justa causa. Ela equivale a 50% do valor dos depósitos do FGTS, sendo 40% destinados ao funcionário dispensado e 10% aos cofres públicos. As informações são da Agência Brasil.

PB Agora

 

 

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Luciano Cartaxo prefere apelar para a cautela: “Não tem nada ganho ainda”

Apesar da expressiva vitória – com quase o dobro dos votos do segundo colocado – o candidato a prefeito de João Pessoa Luciano Cartaxo (PT) preferiu fazer um discurso de cautela, durante sua primeira entrevista a uma rádio da Capital, na tarde desta segunda-feira (8). Aos microfones do Correio Debate (98FM), o petista afirmou que “nada está decidido” ainda no pleito pessoense.

“Não tem nada ganho ainda. Campanha se decide no segundo turno”, ponderou Luciano.

Admitindo que despontar em 1º lugar no desfecho do primeiro turno representa “um passo gigantesco” de seu projeto, Cartaxo lembrou que ainda faltam 20 dias para a grande definição, por isso, precisa manter empenho concentrado.

“Retomo minha agenda de campanha já hoje, quando irei dialogar com o s aliados, com as lideranças e com a militância”, avisou.

Confronto – Sobre a relação que irá manter com seu opositor na disputa, o senador Cícero Lucena (PSDB), Cartaxo prometeu respeito, afirmando que irá aproveitar seu tempo no guia para reforçar suas propostas e suas idéias.

Apesar da promessa de “paz”, ao tratar dos avanços da gestão de seu aliado, o prefeito Agra , alfinetou o rival, que é ex-prefeito: “O retrocesso não é bom de jeito algum para João Pessoa”.

MaisPB

EFEITO BUMERANGUE: Dilma pede a Lula cautela com CPI do Cachoeira

A presidente Dilma Rousseff reuniu-se ontem (13/04) por duas horas e quarenta minutos na subsede da Presidência, na Avenida Paulista, com o ex-presidente Luiz Inácio Lula da Silva para pedir a ele que tenha cautela ao incentivar a Comissão Parlamentar de Inquérito (CPI) do Cachoeira – que investigará laços de políticos e agentes privados com o contraventor Carlos Augusto Ramos, acusado de comandar uma rede de jogos ilegais.

A presidente teme que as investigações respinguem em seu governo. Ao lado do presidente do PT, Rui Falcão, Lula tem sido um dos principais incentivadores da CPI do Cachoeira.

Eles entendem que com a CPI será possível provar que não houve o mensalão – maior escândalo do governo do PT, ocorrido em 2005, em que parlamentares da base aliada votavam a favor de projetos de interesse do Palácio do Planalto em troca de uma remuneração mensal, conforme o relatório da CPI dos Correios.

Embora não tenha se manifestado publicamente sobre a CPI, há informações de bastidores do governo de que Dilma acha que existe uma possibilidade forte de a CPI prejudicar sua administração. A visão é compartilhada por petistas mais comedidos, que temem a utilização da CPI como palco de vingança política.

ESTRATÉGIA PETISTA

A CPI do Cachoeira nem sequer foi criada e parte do PT já começou a traçar a estratégia para defender seus companheiros de partido e atacar a oposição.

A tática petista foi evidenciada ontem pelo líder do partido na Câmara, Jilmar Tatto (SP), que saiu em defesa do governador do Distrito Federal, Agnelo Queiroz, identificado nas escutas da Polícia Federal como o “01″ citado por integrantes do esquema do contraventor Carlos Augusto Ramos, o Carlinhos Cachoeira.

De acordo com Tatto, o PT não vai permitir que Agnelo seja “cristianizado” em virtude da disputa política.

O Estado de S. Paulo