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Fim de sessão da CPMI da Petrobras causa bate-boca entre oposição e presidente

Vital_do_Rego56Um bate-boca entre parlamentares da oposição e o presidente da Comissão Parlamentar Mista de Inquérito (CPMI) da Petrobras, senador Vital do Rêgo (PMDB-PB), marcou a reunião da CPMI desta terça-feira (11). A oposição começou a sessão voltando a negar que tenha feito acordo com os governistas, na semana passada, para não convocar algumas pessoas para depor. Diante disso, o deputado Carlos Sampaio (PSDB-SP) solicitou que os requerimentos polêmicos de convocação fossem colocados em votação.

“Para desfazer-se o que foi mal colocado pelo relator [deputado Marco Maia (PT-RS)], só há uma alternativa: nós temos a obrigação de votar hoje todos os requerimentos. E eu começo fazendo o requerimento verbal para a convocação de todos os agentes políticos envolvidos: Leonardo Meireles, Vaccari, senadora Gleisi Hoffmann e ministro Paulo Bernardo”, disse Sampaio.

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O presidente Vital do Rêgo anunciou então que a divisão da sessão em duas partes. A primeira para trabalhos administrativos de votação de requerimentos e a segunda para ouvir o atual diretor de contratos da Petrobras, Edmar Diniz. Na primeira parte da sessão, o relator Marco Maia explicou que não houve quórum suficiente e ela foi encerrada. Os oposicionistas pediram, então, que Vital convocasse uma sessão extraordinária após a oitiva do diretor da estatal.

No entanto, após o rápido depoimento de Edmar Diniz, o senador Wellington Dias (PT-PI) anunciou que a sessão deliberativa no plenário havia começado, o que impõe o fim de qualquer sessão nas comissões. Isso levou o presidente Vital do Rêgo encerrar a sessão da CPMI, provocando a ira dos oposicionistas, que queriam, após a ordem do dia no plenário, a retomada dos trabalhos na CPMI para a votação dos requerimentos.

“A tradição é que os membros da Câmara e do Senado se desloquem [ao plenário de suas respectivas casas e depois retornem à comissão], e a oitiva depois continua. E foi o que nós pedimos. Nós requeremos para que houvesse a definição dos requerimentos ao final, e o governo, de forma articulada entre o senador do governo [Wellington Dias] e o presidente da CPI, matou a sessão para impedir isso porque nós tínhamos condição de aprovar os requerimentos. Isso foi para proteger aqueles que pilharam a Petrobras”, disse o deputado Onix Lorenzôni (DEM-RS).

O presidente da CPMI alegou, no entanto, que não tinha opção e convocou nova sessão para a próxima terça-feira (18). “Na forma do Artigo 107 [do Regimento Interno do Congresso Nacional]: coincidir reunião de comissão temporária ou especial com a ordem do dia. Nós estávamos iniciando a ordem do dia no Senado e nós tínhamos a obrigação de encerrar”, alegou Vital do Rêgo.

EBC

Aumento do preço dos ingressos causa crise política no Flamengo

torcida_flamengoO aumento no preço dos ingressos para o jogo contra o Corinthians gerou uma crise interna no Flamengo que pode levar a renúncia de cargos. Nesta terça-feira, a expectativa é de possibilidade de mudanças no que foi previamente divulgado. O departamento de futebol recebeu a informação com intensa irritação, principalmente depois do recorde de público alcançado no confronto com o Grêmio, já que a decisão de subir o valor foi tomada pela cúpula do clube.

Em sua apresentação como vice-presidente de futebol, Alexandre Wrobel havia prometido a manutenção dos preços, o que acabou não acontecendo. Do outro lado, a cúpula do clube mantém o discurso de que precisa bancar os custos do Maracanã e por isso aumentou o valor.

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Vice-presidente de marketing, Luiz Eduardo Baptista, o Bap, é o maior defensor dos preços altos, com a justificativa da valorização do programa de sócio-torcedor. No entanto, houve uma queda de membros no primeiro semestre, que vem sendo resgatada de forma lenta com a recuperação do time no Campeonato Brasileiro.

No futebol, o técnico Vanderlei Luxemburgo já havia se manifestado favorável aos preços mais baixos e considerava importante o estreitamento entre time e torcida. Na ocasião, ainda estava na zona de rebaixamento do Campeonato Brasileiro. Os jogadores, em várias oportunidades, também manifestaram seu desejo de ver os preços mais acessíveis.

Vanderlei Luxemburgo no Flamengo Arquivo (Foto: VIPCOMM)Vanderlei Luxemburgo defende os preços mais baixo para que o time receba o incentivo dos torcedores (Foto: VIPCOMM)

O mal-estar é grande. A reunião do Conselho Diretor realizada toda noite de segunda-feira pegou fogo. Dirigentes de peso questionaram a decisão tomada, principalmente, por Bap. A expectativa é de novos desdobramentos nesta terça-feira.

O Flamengo baixou os preços dos ingressos dos setores Norte (R$ 40), Sul (R$ 40) e Leste (R$ 60) nos jogos contra Botafogo, Sport, Atlético-MG e Grêmio, pelo Campeonato Brasileiro, e Coritiba, pela Copa do Brasil. Antes, havia enfrentado o São Paulo no Maracanã com preços a R$ 60 para Norte e Sul, R$ 80 para o Leste Superior e R$ 100 para o Leste Inferior.

Contra o São Paulo, o Flamengo ficou com 31,1% da renda bruta. Foram ainda 34,1% no confronto com o Botafogo, 29,9% com o Sport, 28,7% com o Atlético-MG e 14% com o Coritiba. No jogo de sábado, contra o Grêmio, a maior marca com 40,6%.

globoesporte 

Glaucoma é a principal causa de cegueira

olhosDoenças de vários tipos costumam demonstrar sinais bem claros, assim que contaminam o organismo. Por isso, ainda que sejam graves, podem ser tratadas antes de causar danos mais significativos. Por outro lado, algumas enfermidades se desenvolvem de maneira tão sorrateira que, quando finalmente manifestam algum sintoma aparente, já causaram estragos irreversíveis. Um bom exemplo disso é o glaucoma.

“Esta síndrome é a principal causa de cegueira no país, justamente porque aparece de maneira súbita e se desenvolve de maneira bastante silenciosa. Por isso, é muito importante que a população fique atenta ao problema. Afinal, ele já atinge cerca de cerca de 2% dos brasileiros acima dos 40 anos de idade e está entre as doenças oculares mais frequentes no país, com mais de 1 milhão de casos registrados”, diz a oftalmologista Camila Ray, responsável pelo Serviço de Oftalmologia do Hospital do Coração (HCor) de São Paulo.

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“O glaucoma acontece quando o nervo ótico sofre lesões em função de um aumento da pressão intraocular”, explica a médica. “Em geral, a doença costuma aparecer a partir dos 40 anos. Mas pode ocorrer mais cedo, caso a pessoa sofra, por exemplo, algum dano capaz de provocar essa mesma elevação de pressão da parte de dentro dos olhos”, afirma a oftalmologista do HCor lembrando que, de acordo com dados da Organização Mundial de Saúde (OMS), existem aproximadamente 65 milhões de glaucomatosos em todo o mundo, sendo que, a cada ano, surgem mais 2,4 milhões novos portadores da doença.

No início, o glaucoma é assintomático. Por isso, muitas pessoas só conseguem notá-lo quando o problema atinge o seu estado crítico. Neste estágio ocorre primeiramente a perda da visão periférica. Em seguida, o campo visual começa a ficar estreito, até assumir um formato tubular.

“Depois disso, o paciente pode ficar cego, caso não conte com nenhum tipo de tratamento”, alerta a oftalmologista. “Em casos de glaucoma agudo, que já é outro tipo da doença, o paciente costuma sentir fortes dores de cabeça, fotofobia, enjoo e dor ocular intensa”, acrescenta.

Dois sinais podem indicar a presença de glaucoma: pressão intraocular acima da média e lesões perceptíveis no nervo ótico.

Para detectar esses dois sinais é preciso que alguns exames sejam realizados, como Tonometria de Aplanação, para medição da pressão intraocular; Fundo de Olho, para avaliar se existe lesão do nervo óptico, provocado por um possível caso avançado de glaucoma; Gonioscopia, para classificar o tipo de glaucoma que pode estar ocorrendo; e Campo Visual, para avaliar se há perda do campo visual.

Já o diagnóstico precoce da doença só pode ser obtido por meio de exames oftalmológicos de rotina. Por isso, o recomendado é que pessoas já a partir dos 35 anos procurem um oftalmologista para fazer check-ups regulares. “Diabéticos e pessoas negras com mais de 30 anos – cujo o organismo é mais propenso ao desenvolvimento de pressão alta – também fazem parte deste grupo de risco”, afirma a oftalmologista do HCor. “O histórico familiar também é importante para o diagnóstico da doença. Afinal, cerca de 6% das pessoas com glaucoma têm ou já tiveram algum outro caso na família”, alerta.

JP

Em um ano, carro popular fica R$ 2.300 mais caro por causa dos juros

Carro popular de R$ 25 mil sairia por R$ 38.482,90, se financiado no ano passado; agora, valor final do financiamento é de R$ 40.782,81 David Hecker/Getty Images News
Carro popular de R$ 25 mil sairia por R$ 38.482,90, se financiado no ano passado; agora, valor final do financiamento é de R$ 40.782,81
David Hecker/Getty Images News

De abril de 2013 até o mês passado, a taxa básica de juros no Brasil (Selic) subiu de 7,25% para 11% ao ano. Essa alta, usada para controlar a inflação, vem encarecendo o financiamento no País e desestimulando compras a prazo.

A alta de 3,75 pontos percentuais deixou todos os empréstimos para o consumidor mais caros, como o cheque especial, rotativo do cartão de crédito, empréstimo pessoal, financiamentos, entre outros.

A pedido do R7, a Anefac (Associação Nacional dos Executivos de Finanças, Administração e Contabilidade) calculou o financiamento de alguns produtos, considerando os juros em abril de 2013 e abril de 2014.

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Um carro popular, por exemplo, com preço à vista de R$ 25 mil, se fosse financiado em abril de 2013 por 60 meses, custaria R$ 38.482,90 ao fim do período.

Considerando o mesmo preço e modelo de financiamento, mas com os juros do mês passado, esse automóvel custaria R$ 40.782,81 após cinco anos. A diferença é de R$ 2.299,91. (Veja ao final outras comparações).

Essa diferença reflete apenas a alta dos juros, sem considerar a recomposição do IPI (Imposto sobre Produtos Industrializados), que deixou os carros mais caros desde janeiro.

Queda no crédito. Queda na venda de carros

Definidos pelo Banco Central, os juros básicos controlam a inflação porque afetam diretamente a demanda, encarecendo os juros praticados no mercado e, consequentemente, intimidando consumidores a realizar compras a prazo.

Pelas leis de mercado, a procura baixa alivia a pressão inflacionária. Mas, como o próprio nome diz, demanda baixa significa também menor número de pessoas dispostas a comprar um produto.

Segundo dados da Anfavea (Associação Nacional dos Fabricantes de Veículos Automotores), as vendas de veículos caíram 2,1% no primeiro trimestre deste ano ante igual período de 2013, enquanto a produção, prejudicada também por exportações, despencou 8,4%.

Para especialistas e empresários, a alta dos juros é uma das razões que explicam a queda nesse mercado, mas não é apontada como a mais importante.

De acordo com o economista da Serasa Experian Luiz Rabi, a aceleração da inflação durante o primeiro trimestre deste ano também pesou negativamente na disposição do brasileiro em buscar mais crédito ao longo desse período.

Os dados da Serasa mostram que, no primeiro trimestre deste ano, ocorreu a maior queda na demanda dos consumidores por crédito para quem ganha até R$ 500 por mês (recuo de 7,6%). No geral, a queda foi de 3,2%.

— Por enquanto, a inadimplência tem ficado baixa, mas, se a inflação e os juros continuarem a subir, até o fim do ano ela pode aumentar. Não será muita coisa, mas com certeza [a inadimplência] vai parar de cair [como vem ocorrendo nos últimos meses].

Além dos juros e da temida inflação, os outros fatores que tiveram efeito sobre a venda de carros foram a redução do IPI, a menor concessão de crédito e a turbulência econômica causada pelo ano eleitoral.

Veja abaixo outros exemplos de como a Selic afetou os financiamentos de um ano para cá:

 

Joyce Carla, do R7

Chuva causa alagamentos e prejuízos a moradores e comerciantes do Brejo da Paraíba

Centro de Guarabira
Centro de Guarabira

Uma chuva de pouco mais de uma hora invadiu casas, comércios e alagou ruas em alguns bairros da cidade de Guarabira, a 97 km de João Pessoa, na tarde desse domingo (9). Alguns moradores ficaram ilhados e tiveram trabalho para escoar a água de dentro das casas. As ruas atingidas ficaram bloqueadas por um período.

De acordo com o tenente Diego Santos, do Corpo de Bombeiros, as ruas do Centro ficaram tomadas pelas águas. Um exemplo é a avenida Dom Pedro II, que ficou completamente alagada impossibilitando a passagem de carros e pedestres. O comércio local foi afetado pela invasão das águas.

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“Recebemos ligações de cinco bairros. Em todos os casos ocorreram problemas em decorrência das chuvas. No Centro da cidade, a força das águas destruiu um porta de vidro de um órgão estadual. A Polícia Militar foi acionada e fez a segurança do local para evitar saques”, disse o tenente.

Devido à intensidade das chuvas, o canal Juá transbordou invadindo ruas e rompendo uma passagem de uma estrada vicinal. Apesar dos transtornos, os bombeiros informaram que não houve registro de mortes ou feridos.

Segundo relatos de moradores, por causa do transbordamento do canal Juá e bueiros completamente sujos, com terra e outros detritos, a água não escoou e também causou problemas na avenida Pedro Alverga Gome, onde famílias tiveram casas invadidas perdendo alguns móveis.

“Cerca de quatro casas a Pedro Alverga foram inundadas pelas águas. A prefeitura já fez o levantamento e caso seja necessário, vamos dar assistência às familiares, como reforma dos imóveis e ajuda no vestuário e alimentícios”, confirmou o coordenador informando que o prefeito Zenóbio Toscano está em Brasília para angariar recursos para a elaboração de um projeto de drenagem para Guarabira.

Uma das casas inundadasFoto: uma das casas inundadas
Créditos: Reprodução/ Portal Midia.Net

Moradores escoando às águas Foto: moradores escoando às águas
Créditos: Reprodução/ Portal Midia.Net

Máquina desobstruindo passagem Foto: máquina desobstruindo passagem
Créditos: Reprodução/ Portal Independente

Canal Juá transbordou Foto: canal Juá transbordou
Créditos: Reprodução/ Portal Independente

 

 

 

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