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50% dos brasileiros são católicos, 31%, evangélicos e 10% não têm religião, diz Datafolha

Pesquisa Datafolha publicada nesta segunda-feira (13) pelo jornal “Folha de S.Paulo” aponta que 50% dos brasileiros são católicos, 31%, evangélicos, e 10% não têm religião. Ainda de acordo com o levantamento, as mulheres representam 58% dos evangélicos e são 51% entre os católicos.

A pesquisa foi feita nos dias 5 e 6 de dezembro do ano passado, com 2.948 entrevistados em 176 municípios de todo o país. A margem de erro é de dois pontos percentuais, para mais ou para menos.

Religião dos brasileiros

  • Católica: 50%
  • Evangélica: 31%
  • Não tem religião: 10%
  • Espírita: 3%
  • Umbanda, candomblé ou outras religiões afro-brasileiras: 2%
  • Outra: 2%
  • Ateu: 1%
  • Judaica: 0,3%

Religião por sexo

Católicos:

  • Mulher: 51%
  • Homem: 49%

Evangélicos:

  • Mulher: 58%
  • Homem: 42%

Religião por cor

Católicos:

  • Parda: 41%
  • Branca: 36%
  • Preta: 14%
  • Amarela: 2%
  • Indígena: 2%
  • Outras: 4%

Evangélicos:

  • Parda: 43%
  • Branca: 30%
  • Preta: 16%
  • Amarela: 3%
  • Indígena: 2%
  • Outras: 5%

Religião por idade

Católicos:

  • 16 a 24 anos: 13%
  • 25 a 34 anos: 17%
  • 35 a 44 anos: 18%
  • 45 a 59 anos: 26%
  • 60 anos ou mais: 25%

Evangélicos:

  • 16 a 24 anos: 19%
  • 25 a 34 anos: 21%
  • 35 a 44 anos: 22%
  • 45 a 59 anos: 23%
  • 60 anos ou mais: 16%

Religião por escolaridade

Católicos

  • Fundamental: 38%
  • Médio: 42%
  • Superior: 20%

Evangélicos

  • Fundamental: 35%
  • Médio: 49%
  • Superior: 15%

Renda

Católicos

  • Até 2 salários mínimos: 46%
  • De 2 a 3 salários mínimos: 21%
  • De 3 a 5 salários mínimos: 17%
  • de 5 a 10 salários mínimos: 9%
  • Mais de 10 salários mínimos: 2%

Evangélicos

  • Até 2 salários mínimos: 48%
  • De 2 a 3 salários mínimos: 21%
  • De 3 a 5 salários mínimos: 17%
  • de 5 a 10 salários mínimos: 7%
  • Mais de 10 salários mínimos: 2%

Região do país

Católicos

  • Sudeste: 45%
  • Sul: 53%
  • Nordeste: 59%
  • Centro-Oeste: 49%
  • Norte: 50%

Evangélicos

  • Sudeste: 32%
  • Sul: 30%
  • Nordeste: 27%
  • Centro-Oeste: 33%
  • Norte: 39%

 

G1

 

 

Católicos resistem à doutrina da igreja sobre famílias, mostra estudo

(Alberto Pizzoli/AFP)
(Alberto Pizzoli/AFP)

Jorge Mario Bergoglio já está fazendo coisas que um papa jamais havia feito. No último sábado visitou a Calábria e excomungou a ‘Ndrangheta, na Calábria, e todas as máfias que impõem sua lei criminosa na Itália. Agora, o Vaticano apresentou na quinta (26) o resultado da pesquisa mundial que Francisco havia encomendado em outubro passado para conhecer, em primeira mão e sem intermediários, as opiniões dos católicos sobre alguns assuntos que até agora tinham sido tabus.

Uma das respostas mais interessantes é que os fiéis “resistem” à doutrina da igreja sobre “o controle da natalidade, o divórcio e as segundas núpcias, a homossexualidade, as relações preconjugais ou a fecundação in vitro”.

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Outra das conclusões é que os católicos estão de acordo com o papa Francisco quando disse, ao voltar do Rio de Janeiro, “quem sou eu para julgar os gays?” Os fiéis defendem que os homossexuais sejam tratados com “respeito, compaixão e delicadeza”, evitando diante deles “todo sinal de discriminação injusta”.

A iniciativa do papa surgiu em outubro passado. O Vaticano enviou às dioceses do mundo todo 38 perguntas muito concretas para saber que sofrimentos espirituais perturbam as famílias católicas atualmente. Com as respostas – vindas de paróquias, movimentos eclesiásticos, instituições acadêmicas ou especialistas a título individual – foi elaborado um documento de 77 páginas – “Instrumentum Laboris” – sobre o qual deverão trabalhar os bispos no sínodo extraordinário convocado para outubro próximo.

De sua leitura se infere que muitos católicos criticam a incapacidade da igreja de responder aos novos desafios. O documento – apresentado pelo cardeal Lorenzo Baldisseri, secretário- geral do Sínodo dos Bispos – chega a admitir que a igreja deve encontrar com urgência “novas linguagens” e “formar adequadamente os operadores pastorais” para transmitir seus ensinamentos.

A igreja não vai mudar sua rotina, é claro, mas sim o sotaque e o olhar. Um exemplo muito claro sobre o qual também trata o documento é a relação com os casais homossexuais. O documento diz que todas as conferências episcopais – depois de examinar as respostas dos fiéis às perguntas do papa Francisco – se negam rotundamente a “redefinir o casamento”. Só se considera casamento aquele entre um homem e uma mulher, mas ao mesmo tempo eles pedem para os homossexuais “uma atitude respeitosa para com eles, isenta de preconceitos” – na linha das palavras do papa.

Uol

Seis meses de Francisco: postura do papa anima católicos mais progressistas

Há seis meses, no primeiro discurso como Papa Francisco, o argentino José Mário Bergoglio, 77 anos, referindo-se à sua nacionalidade, afirmou: “Parece que os cardeais foram buscar o novo pontífice no fim do mundo”. A frase simplória, dita em tom de brincadeira, talvez fazendo menção à condição de periferia do mundo desenvolvido que ainda tem a América Latina, ou mesmo ao simples fato de seu país estar localizado no extremo sul do continente americano, já era um pequeno indício de que novos rumos, ou pelo menos novas posturas e novos discursos, poderiam começar a ser vistos na cúpula da Igreja Católica Apostólica Romana.

Reprodução

Em exatos 180 dias na liderança do catolicismo no mundo, desde o dia 13 de março de 2013, o Papa Francisco profere discursos, adota posturas, sinaliza para a quebra de velhos paradigmas, que estão rompendo definitivamente com o conservadorismo consolidado por seus antecessores, o papa polonês João Paulo II, que governou a Igreja Católica por 28 anos, e o alemão Bento XVI. Este último, depois de menos de oito anos de pontificado, numa atitude rara ao longo da história da Igreja Católica, renunciou em fevereiro de 2013, ainda por motivos pouco explicados, em meio a denúncias de corrupção no Banco do Vaticano.

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A mais recente novidade proveniente do Papa Francisco parece apontar para outro rompimento da Igreja com suas velhas posições. Nesta quarta-feira, 11 de setembro, o sumo pontífice recebeu o fundador da Teologia da Libertação, o padre dominicano Francisco Gutierrez. No auge do conflito entre comunismo e capitalismo, nas décadas de 1970 e 1980, a Santa Sé condenou essa corrente da Igreja que surgia na América Latina, com uma forte tendência marxista e revolucionária, defendendo as necessidades dos pobres e afrontando os interesses da propriedade privada e do sistema de produção capitalista. João Paulo II declarou, em 1979, que “a concepção de Cristo como político, revolucionário, como um subversivo de Nazaré não é para a catequese da Igreja”.

ReproduçãoO encontro do Papa Francisco com Gutierrez, considerado não oficial, aconteceu poucos dias depois do amplo espaço que o Observatório Romano (L’Osservatore Romano), jornal oficial do Vaticano, deu ao livro “Em nome dos pobres, teologia da libertação, a teologia da Igreja”, escrito pelo arcebispo alemão Gerhard Ludwig Müller e atual prefeito da Congregação para a Doutrina da Fé, juntamente com Gutierrez, e publicado na Alemanha em 2004. A aproximação com os teólogos da libertação teria começado ainda na gestão de Bento XVI, por meio de visitas feitas pelo arcebispo Müller a Gutierrez, no Peru.

Numa entrevista concedida a Angelo Sarto e publicada no site do Vatican Insider, Gutierrez afirma que nunca tomou conhecimento de que Bergoglio, ainda na Argentina, tenha condenado a Teologia da Libertação, como tem sido informado pela grande imprensa. Ele acredita que o novo Papa esteja colocando em prática o que diz o Evangelho e não especificamente a Teologia da Libertação, no máximo talvez uma teologia que se aproxime. Gutierrez também se mostra otimista com uma possível reconciliação com o Vaticano. “Fazer previsões é sempre difícil. Mas parece que isso pode acontecer, embora eu não possa dizer como, porque não posso responder por aquilo que o papa fará. Mas este momento é muito rico, interessante e evangelicamente novo! Eu espero que este clima continue. Não tanto para a teologia da libertação, mas para ir à raiz do Evangelho”.

A maiorReprodução abertura para as manifestações dos fiéis, aparentando uma inédita acessibilidade em comparação com seus antecessores, também tem animado os católicos de todo o mundo. Uma recente prova disso foi a resposta, de próprio punho, a uma carta aberta escrita pelo presidente do jornal italiano La Repubblica, Eugenio Scalfari, com dúvidas sobre a fé cristã depois da leitura da Encíclica Lumen Fide (Luz e fé), dirigida pelo Papa aos sacerdotes católicos em junho deste ano. Nesse documento, Francisco discorre sobre a fé, a verdade e o amor na Igreja.

Na resposta ao jornal, ele ratifica que a verdade não é um conceito absoluto que os cristãos possuem, mas um bem que deve ser alcançado mediante uma relação pessoal com Deus. A fé surge do encontro do Jesus, e esse encontro só seria possível na Igreja.

Durante sua presença na Jornada Mundial da Juventude (JMJ), realizada no Brasil, em julho deste ano, o Papa surpreendeu os fieis com posturas que poucas vezes se viu de um sumo sacerdote. Desde driblar a segurança para se aproximar das milhares de pessoas que o acompanhavam, a dar uma entrevista improvisada dentro do avião que o levaria de volta ao Vaticano.

Reprodução“Eu não poderia vir ver este povo que tem um coração tão grande, protegido por uma caixa de vidro. E no automóvel, quando ando pela rua, baixo o vidro. Para poder estender a mão, saudar as pessoas. Quer dizer, ou tudo ou nada. Ou se faz a viagem como deve ser feita, com comunicação humana, ou não se faz”, disse o Papa em entrevista a uma rede de televisão brasileira. Ele pregou ainda que os jovens têm o direito de protestar, quando indagado sobre sua avaliação em relação às manifestações que tomaram as ruas do país em junho e julho deste ano. “Um jovem que não protesta não me agrada. Porque o jovem tem a ilusão da utopia, e a utopia não é sempre negativa. A utopia é respirar e olhar adiante”.

Uma das declarações mais polêmicas diz respeito à sua posição em relação aos homossexuais. Na entrevista que deu no avião, ele afirmou: “Se uma pessoa é gay e procura Deus e tem boa vontade, quem sou eu para julgá-lo”, declarou. “O catecismo da Igreja explica isso muito bem. Diz que eles não devem ser marginalizados por causa disso, mas devem ser integrados na sociedade”, insistiu. As declarações dividiram opiniões, mas, sem dúvida, sinalizaram uma postura mais aberta da Igreja Católica aos gays.

Outra prática Reproduçãodo Papa que vem se tornando frequente seriam as respostas diretas que ele vem procurando dar aos fiéis que o escrevem cartas. Dois episódios recentes ilustram bem essa característica. A primeira delas teria acontecido com o jovem francês, Christophe Trutino, de 25 anos, que é homossexual e conta que recebeu a ligação do líder católico depois de ter escrito uma carta a ele relatando que sofre preconceito por sexualidade. “Eu recebi a carta que você me enviou (…) Sua homossexualidade não é um problema. Você deve permanecer corajoso, é preciso continuar a acreditar, a orar e para ficar bem”, teria dito o papa ao jovem.

Outra ligação do Papa teria sido feita para a italiana Anna Romano, de 35 anos, que, planejando fazer um aborto, escreveu ao Pontífice. Ana conta que o Papa teria dito a ela que o bebê é um dom de Deus, um sinal da providência, e até se ofereceu para ser padrinho da criança. Sobre esses fatos, o Vaticano não teria, inicialmente, confirmado ou negado, mas, recentemente, o porta-voz oficial da Santa Sé, Federico Lombardi, negou veementemente essas informações. Vale ressaltar que declarações do papa têm mostrado que ele não está disposto a mexer na questão do aborto e nem da possibilidade do exercício sacerdotal pelas mulheres. Já o celibato sacerdotal é um assunto que pode ser discutido, conforme afirmou recentemente o segundo homem do Vaticano, o secretário de Estado, Pietro Parolin.

A situação dos migrantes e refugiados também tem sido alvo da atenção do Papa Francisco. Depois de visitar a ilha de Lampedusa, no sul da Itália, em julho último, considerado hoje um dos principais portos de chegada de imigrantes africanos ilegais a Europa, muitos morrendo durante a travessia, ele esteve recentemente no Centro Astalli de refugiados em Roma e sugerido que a Igreja utilizasse os conventos atualmente fechados para abrigar essas pessoas. Na última semana, o anúncio da invasão da Síria pelos Estados Unidos também chamou sua atenção. O papa convocou os fiéis de todo o mundo a fazer uma jornada de oração e jejum, no último sábado, 7, em apoio aos sírios afetados pela guerra civil.

 

 

Adital

Com muita festa, católicos de Patos recebem Dom Eraldo Bispo da Silva

Imagem (Mais Patos)
Imagem (Mais Patos)

A cidade de Patos já recebeu o seu novo bispo. Dom Eraldo Bispo da Silva foi acolhido na manhã deste sábado (16), com direito a uma grande festa que teve início em Junco do Seridó/PB, onde o pastor participou de uma rápida celebração na Paróquia de Santo Onofre. Logo após, seguiu para a Capital do Sertão e muitos fiéis já se faziam presentes nas proximidades da Energisa.

Camisas e faixas foram produzidas para a acolhida e Dom Eraldo fez questão de fazer a sua primeira parada na entrada de Patos, onde cumprimentou algumas pessoas, mas uma multidão já o aguardava na Catedral de Nossa Senhora da Guia.

Dom Eraldo desfilou em carro aberto pelas ruas de Patos pelo comandante do 3º Batalhão da Polícia Militar, Tenente-Coronel Cunha Rolim, pela prefeita Francisca Motta e pelos religiosos que formam as dioceses de Patos, Campina Grande e Barreiras/BA, cidade essa onde o novo bispo viveu por muito tempo.

A prefeita de Patos, Francisca Motta, afirmou que o destino de Dom Eraldo para ser bispo já estava traçado em seu nome. Na sua fala, ela relatou toda a trajetória do novo reverendo e destacou ainda a importância da união entre os poderes político e religioso para o desenvolvimento da cidade.

Com poucas palavras e um discurso improvisado, Dom Eraldo agradeceu ao povo patoense pela calorosa recepção e ao padre José Ronaldo Marques pelo trabalho desenvolvido à frente da Diocese de Patos, enquanto administrador diocesano. Ele afirmou também que em um tempo de mudanças como o de hoje, a igreja deve se manter cada vez mais firme nos propósitos da religião.

NOMEAÇÃO E CRONOLOGIA

Dom Eraldo Bispo da Silva foi nomeado Bispo de Patos em 07 de novembro de 2011, após a transferência de dom Manoel dos Reis de Farias, em julho do mesmo ano, para a Diocese de Petrolina/PE.

Os 38 municípios que formam a Diocese de Patos recebem o seu quarto bispo, que foi criada há 53 anos e já teve como representantes Dom Expedito Eduardo de Oliveira (1959-1983), Dom Gerardo Andrade Ponte (1984-2001) e Dom Manoel dos Reis de Farias (2001-2011).

O NOVO BISPO

Nascido em Monteiro, no Cariri paraibano, iniciou a sua vida sacerdotal em 1992, em Barreiras/BA. Teve passagens por outras cidades baianas, como Santa Rita de Cássia, São Desidério e Luis Eduardo Magalhães. Recentemente, estava na paróquia de Nossa Senhora do Perpétuo Socorro, em Barreiras.

 

 

Mais Patos

Católicos franceses fazem polêmica oração contra casamento gay

Milhares de católicos franceses rezaram nesta quarta-feira pela família e pelo direito das crianças de ter um pai e uma mãe tradicionais, causando polêmica em relação à disposição do governo socialista de legalizar o casamento e a adoção por parte de casais homossexuais.

Por ocasião do Dia da Assunção, festa católica que celebra a ascensão aos céus da Virgem Maria, cerca de 20 mil fiéis rezaram em Lourdes, famoso local de peregrinação dedicado à mãe de Jesus, e outros milhares na catedral Notre-Dame de Paris e nas demais igrejas da França.

Os bispos católicos franceses criaram polêmica ao pedir aos fieis que fizessem essa determinada oração, o que foi interpretado como uma tomada de posição contra o casamento entre homossexuais.

A Igreja francesa pediu aos fieis que orassem para que as crianças “deixem de ser objeto dos desejos e conflitos dos adultos para se beneficiarem plenamente do amor de um pai e de uma mãe”.

O direito ao casamento e à adoção para casais homossexuais são compromissos de campanha do presidente François Hollande. Segundo uma pesquisa do Ifop publicada nesta terça, 65% dos franceses são favoráveis ao casamento homossexual, em avanço de dois pontos em relação a uma pesquisa realizada há um ano. Em relação à adoção, 53% dos franceses seriam favoráveis, ou seja, cinco pontos a menos em relação a 2011.

Terra

Bispo Fernando Figueiredo encoraja católicos para vida política

Nas paredes de seu gabinete na Cúria Diocesana de Santo Amaro, na zona sul de São Paulo, dom Fernando Figueiredo aparece em várias fotos participando de celebrações ao lado do papa João Paulo 2º (1920-2005), em Roma.

Se quisesse exibir também suas imagens ao lado de políticos, especialmente as captadas durante campanhas eleitorais, provavelmente faltaria espaço na sala.

O bispo de Santo Amaro é procurado por candidatos de diversos partidos. Além de estimular a aproximação, ele também incentiva que fiéis de sua diocese descubram-se vocacionados para a vida pública e se lancem às urnas.

Neste ano, os candidatos a prefeito José Serra (PSDB), Fernando Haddad (PT) e Gabriel Chalita (PMDB) já se encontraram com Figueiredo em reuniões nas quais apresentaram suas propostas aos padres da região.

Karime Xavier/Folhapress
Mineiro de Muzambinho, dom Fernando Figueiredo procura incentivar que fiéis descubram vocação para vida pública
Mineiro de Muzambinho, Fernando Figueiredo procura incentivar que fiéis descubram vocação para vida pública

Eles também foram ao Santuário Mãe de Deus, que abriga as missas do mais famoso dos 160 sacerdotes da diocese: Marcelo Rossi. Vereadores com base eleitoral na zona sul também são presença constante ao lado do bispo.

“Recebo todos eles. Não excluo quem quer que seja, porque o bispo é bispo de todos”, diz Figueiredo, que evita declarar voto.

Ele é próximo de Chalita, que o indicou para uma vaga na Academia Paulista de Letras e usou a foto do bispo em santinhos de sua campanha para vereador, em 2008, mas afirma ter também “amizade imensa” com Serra.

“Se me perguntar de qual partido ele gosta mais, eu não sei, porque ele recebe todo mundo igual”, diz o vereador petista Arselino Tatto, que Figueiredo conta conhecer “desde jovem”.

“O irmão mais velho dele, Toninho Tatto, foi meu braço direito quando eu cheguei aqui na diocese”, relata o bispo, mineiro da cidade de Muzambinho (410 km de Belo Horizonte) que foi nomeado para Santo Amaro em 1989.

Ele afirma que Toninho integrava um movimento de evangelização e o ajudou a organizar a Cúria. Também o levou para a televisão, onde apresentaram programas no canal católico Rede Vida.

A região de Capela do Socorro, reduto político da família Tatto, pertence à Diocese de Santo Amaro.

Outros políticos citados pelo bispo como “pessoas muito amigas” são os vereadores Antonio Goulart (PSD) e Gilberto Natalini (PV), o candidato a vereador Zé Turin (PSDB) e o deputado estadual Jorge Caruso (PMDB).

Segundo Goulart, o bispo pede que os parlamentares consigam recursos para a região. Em 2008, Figueiredo e o padre Marcelo dividiram palanque com Serra, o prefeito Gilberto Kassab (PSD) e o vereador na inauguração de uma obra viária.

VOCAÇÃO POLÍTICA

Com o lema de que “espaços vazios devem ser ocupados, senão serão ocupados por outros”, Figueiredo, 72, abriu a Cúria para encontros de formação política para leigos da diocese, “dentro da doutrina social da igreja”.

Durante o ano passado e no início de 2012, foram feitas reuniões com padres e professores ligados ao Ministério de Fé e Política da RCC (Renovação Carismática Católica), para despertar vocações em futuros candidatos.

Um deles, José Maria Brandão, 37, disputará a primeira eleição em busca de uma vaga na Câmara pelo PPS.

“O conselho diocesano pensou em alguns nomes e chegou ao meu”, diz Brandão, que é coordenador do Ministério de Pregação da RCC em Santo Amaro.

“Não temos um partido determinado, jamais”, diz Figueiredo, sobre os candidatos lançados por uma espécie de centro de formação de políticos católicos, que, afirma, teria representantes em “15 a 20” legendas.

Ele defende que os padres sejam livres para apoiar candidatos a prefeito e vereador, mas recomenda que abram espaço a todos os políticos que quiserem falar nas paróquias. “Apresentamos critérios cristãos, mas determinar quem seria o candidato é violentar a liberdade do outro.”

Folha

No Sertão paraibano, pedra chama atenção de católicos pelo desenho de Nossa Senhora

Seu Antônio Carolino de Abreu morreu aos 104 anos. Morava no sítio Barra do Catolé, zona rural de Cajazeiras, no Alto Sertão da Paraíba, a 475 quilômetros da capital João Pessoa. Orgulhava-se de ter sido coitero de José Pereira, cangaceiro da década de 30, e devoto de Nossa Senhora. Um dos seus 12 filhos, seu João Carolino, que faleceu aos 88 anos em 2010, também era adorador da santa. Contava aos netos de seu Antônio que rezava o terço todos os dias, às 18h, do alpendre da casa onde nasceu, “sempre olhando para a santa”.

Netos de seu Antônio e filhos de seu João não conseguiam ter a mesma visão. O alpendre era de uma casa antiga, de alvenaria, toda branca e encravada sobre uma rocha. Seu João nasceu ali. Os seus oito filhos também. A imagem estava escondida por arbustos típicos da região, que foram desmatados há pouco tempo. Mesmo assim, só descoberta no domingo, 29 de julho passado.

Foi a filha de seu João, Francisca Carolino, 55, quem viu primeiro. “Olha lá, a imagem de Nossa Senhora”, apontou. Era uma rocha. O lado oposto da pedra em forma de um triângulo, da altura de um brasileiro mediano (1m70cm), desenha o perfil de uma santa.

Dona Josefa Carolino, 82, viúva de seu João,  viu a imagem naquele dia. Foi casada durante  65 anos com o patriarca da família, mas nunca tinha percebido ‘a santa’ como naquela manhã. Dona Josefa se emocionou e não conteve as lágrimas. Ela também é devota de Nossa Senhora.

No alpendre da casa, que está sendo reformada, estavam cerca de 30 amigos da família. “É uma santa”, concordou Sinfrônio de Lima, 74, evangélico, que ficou impressionado com os detalhes da rocha, a uns 100 metros da casa.

A zona rural de Cajazeiras sofre com a estiagem prolongada. Boa parte está sendo abastecida por carros-pipas do Exército brasileiro. No sítio Barra do Catolé , que fica aproximadamente 12 quilômetros da cidade, é essa a realidade. Não tem água para o consumo humano.

Cajazeiras é situado na extremidade ocidental da Paraíba. Pertencente à mesorregião do Sertão paraibano. Localiza-se a oeste da capital do Estado e ocupa uma área de 586,275 km², dos quais 2,8193 km² estão em perímetro urbano. Sua população, recenseada pelo Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística em 2010, foi de 58.437 habitantes, sendo o oitavo município mais populoso do Estado.

Quase 90% dessa população é de católicos, como a família Carolino. Seu João rezava um terço sempre com as mãos cruzadas de frente para a rocha. O desenho natural que se forma é de uma senhora, longilínea, coberta com um véu e com as mãos cruzadas à altura dos quadris. Obra da natureza. Até hoje, não há registros de nenhuma intervenção humana.

A maior parte do território do município de Cajazeiras é constituída por rochas resistentes, e bastantes antigas, que remontam à era pré-cambriana com mais de 2,5 bilhões de anos.  Sua temperatura média anual varia entre 23° C e 30° C e na vegetação  predomina a caatinga. O Índice de Desenvolvimento Humano (IDH) de Cajazeiras é de 0,685, considerando como médio em relação ao Estado.

Aos 78 anos, seu João se submeteu a uma cirurgia num hospital de João Pessoa. Sedado, balbuciou algumas palavras. Brigava com os médicos que insistiam em não deixa-lo falar com “a senhora de branco”. Quando retornou da anestesia, contou aos filhos que viu Nossa Senhora por duas vezes no hospital.

Para o arcebispo da Paraíba, dom Aldo Pagotto, o melhor é ter precaução com o surgimento dessas imagens. “O importante é que o católico se forme biblicamente, para seguir o caminho de Jesus, pelo bom exemplo, pelo testemunho e por uma orientação mais específica”, observa. Contudo, lembra que em cidades próximas de Cajazeiras existem fenômenos naturais como esse, aceitos pela Igreja Católica. Cita como exemplo rochas que foram descobertas na cidade do Crato (CE), onde também estaria desenhada a imagem de Nossa Senhora.

Para a literatura católica, a descrição não é novidade. Consta que no século IV, em Roma (Itália), um nobre não tinha herdeiros e resolveu consagrar sua fortuna a Deus. Uma noite, Nossa Senhora apareceu-lhe em sonho e pediu para edificar uma basílica numa colina que apareceria, noutro dia, coberta de neve. Era noite madrugada de 5 de agosto. Pela manhã, o monte Esquilino, apesar do verão italiano, estava coberto de neve, formando a silhueta da santa. O jovem construiu a Basílica de Nossa Senhora das Neves, hoje Santa Maria Maior.

Nossa Senhora das Neves é padroeira de João Pessoa, que comemora 427 anos neste domingo (05).

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Paraíba é o 3º Estado do Brasil em número de católicos

A Paraíba é o terceiro Estado do Brasil em número de católicos. É o que revela o Censo 2010, divulgado pelo Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE) na sexta-feira (29).

Segundo os dados, a Paraíba possui 77% de católicos, 15% de evangélicos, 2% de outras religiões e 6% da população declarou não ter religião.

Em distribuição por Estados, a Paraíba perde apenas para o Piauí (85% de católicos, 10% de evangélicos, 2% outras religiões e 3% sem religião) e para o Ceará (79% de católicos, 15% de evangélicos, 2% outras religiões e 4% sem religião).

Ainda segundo os dados do Censo, a religião perdeu 1,7 milhão de adeptos entre 2000 e 2010. Com o recuo, o número de católicos no país chegou a 123,3 milhões – 64,6% da população. Até 1970, essa proporção superava os 90%.

De acordo com o Censo, a proporção de católicos seguiu a tendência de redução observada nas duas décadas anteriores, embora permaneça majoritária. Em paralelo, consolidou-se o crescimento da população evangélica.

A pesquisa indica também o aumento do total de espíritas, dos que se declararam sem religião, ainda que em ritmo inferior ao da década anterior, e do conjunto pertencente às outras religiões.

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