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Papa sugere que é “melhor ser ateu do que católico hipócrita”

(Mateusz Skwarczek / Reuters)
(Mateusz Skwarczek / Reuters)

O papa Francisco criticou novamente alguns membros da sua própria Igreja nesta quinta-feira, sugerindo que é melhor ser ateu do que um dos “muitos” católicos que levam o que disse ser uma vida dupla e hipócrita.

Em comentários improvisados em sermão de missa privada matinal em sua residência, ele disse: “é um escândalo dizer uma coisa e fazer outra. Isto é uma vida dupla”.

“Existem aqueles que dizem ‘sou muito católico, sempre vou à missa, pertenço a isto e a esta associação”, disse o chefe da Igreja Católica Romana, que tem cerca de 1,2 bilhão de membros, de acordo com transcrição da Rádio Vaticano.

Ele disse que algumas destas pessoas também devem dizer “minha vida não é cristã, eu não pago aos meus funcionários salários apropriados, eu exploro pessoas, eu faço negócios sujos, eu lavo dinheiro, (eu levo) uma vida dupla”.

“Há muitos católicos que são assim e eles causam escândalos”, disse. “Quantas vezes todos ouvimos pessoas dizerem ‘se esta pessoa é católica, é melhor ser ateu’”.

Desde sua eleição em 2013, Francisco disse frequentemente a católicos, tanto padres quanto membros não ordenados, para praticarem o que a religião prega.

Em seus frequentes sermões improvisados, ele já condenou abuso sexual de crianças por padres como sendo equivalente a uma “missa satânica”, disse que católicos na máfia se excomungam, e disse a seus próprios cardeais para não agirem como se fossem “príncipes”.

Em menos de dois meses após sua eleição, ele disse que os cristãos devem ver ateus como pessoas boas caso eles sejam boas pessoas.

 

Reuters

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“Deus queria que eu fosse um padre casado”, diz ex-sacerdote católico

O ex-padre católico Alberto Cutié com a mulher, Ruhama, e os filhos, Albert e Camila
O ex-padre católico Alberto Cutié com a mulher, Ruhama, e os filhos, Albert e Camila

Na Igreja Católica Apostólica Romana, o celibato é condição para o sacerdócio. Isso significa que os padres devem permanecer solteiros e castos. Porém, os sacerdotes nem sempre conseguem sublimar seus desejos, caso de Alberto Cutié, 45, de Miami, nos Estados Unidos. Depois de ter sido pego trocando carícias com uma mulher em uma praia quando ainda era um padre católico, ele deixou o sacerdócio para se casar.

Segundo Cutié, o amor por sua mulher, Ruhama, aconteceu à primeira vista, quando se conheceram na paróquia, porém o casal resistiu por muitos anos até ceder ao sentimento. Ele, que agora atua como padre anglicano episcopal, vertente que admite o casamento, disse que abandonou o antigo posto por muitas razões ideológicas, incluindo o celibato. “Soube que Deus queria que eu fosse um padre casado”, diz o religioso, que contou sua história no livro “Dilemma: A Priest´s Strugle With Faith and Love” (“Dilema: A Luta de um Padre com a Fé e o Amor”), ainda sem tradução em português.

João Tavares, 74, de São Luís, que foi padre por 11 anos, avalia que é muito difícil manter o voto de castidade. “É uma violência contra a natureza humana, que Deus fez sexuada, e leva a pessoa, por mais boa vontade que tenha, a viver em um eterno desequilíbrio”, afirma. Depois de deixar a função sacerdotal, Tavares se casou, teve duas filhas e hoje integra a diretoria do Movimento Nacional das Famílias dos Padres Casados.

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Para Tavares, sacerdotes sérios e bem formados aprendem a lidar com a sexualidade de forma responsável, mas a tarefa nunca é fácil. “O problema sempre vai existir, pois os padres não são castrados.”

Celibato e vocação

Recentemente, o papa Francisco declarou que o celibato não é um dogma para a Igreja Católica, ou seja, não consiste em um ponto indiscutível –tanto que os ortodoxos aceitam o casamento de seus sacerdotes–, mas que aprecia essa “regra de vida”.

Segundo dom Antonio Augusto Dias Duarte, bispo auxiliar da Arquidiocese do Rio de Janeiro, existe uma explicação para o celibato. “Ele é necessário para que os sacerdotes possam se dedicar totalmente ao trabalho e viver plenamente a entrega a Deus”, fala o religioso.

Mesmo tendo vivenciado o celibato por 22 anos, o ex-padre Roberto Francisco Daniel, 49, de Bauru (SP), excomungado pela Igreja Católica por criticar, entre outros temas, a moral sexual da instituição, não vê vantagens na condição. Para Daniel, o celibato foi criado por razões econômicas, já que seria mais fácil administrar padres solteiros do que casados. “Não tem justificativa teológica. O celibato não foi obrigatório durante mil anos ano da Igreja.”

Padre Beto, como é conhecido, defende que o celibato seja opcional. Ele diz acreditar que a vocação para o sacerdócio e a inclinação para ser celibatário são coisas distintas. “Tenho colegas que se mantêm no celibato, porém sentem falta da vida sexual, de uma companheira e têm problemas afetivos, apesar de serem excelentes padres.”

Por opção

Tornar o celibato opcional seria uma forma de melhorar a vida afetiva dos sacerdotes, na opinião de padre Beto, já que nem todos estão preparados para vivenciá-lo. “Teríamos religiosos mais sadios e uma diversidade na comunidade com padres casados e solteiros”, diz.

Para João Tavares, o trabalho de sacerdote não seria prejudicado pela vida conjugal. Ele afirma que a experiência de pai e marido ajudariam na função ministerial. “É possível trabalhar com mais equilíbrio, realização sexual e emocional.” Segundo ele, existem atualmente 7.000 ex-padres casados no Brasil.

“Sou um padre melhor como um homem casado”, diz Alberto Cutié. Apesar de não questionar o desempenho dos sacerdotes casados, dom Antonio defende a disponibilidade que o celibato promove e não acha que a sexualidade seja um problema para os padres. “É mais difícil viver a sexualidade no casamento do que no celibato”, diz.

Mesmo fora da Igreja Católica, padre Beto continua celebrando missas e casamentos. Mas agora, se quiser, tem liberdade para romper o celibato. “Não está nos meus planos casar, mas, sim, ter relacionamentos “, diz.

 

Uol

Sexo oral não é pecado se a esposa pensar em Jesus enquanto pratica, diz livro publicado por arcebispo católico

arcebispo-Francisco-Javier-MartinezAs polêmicas e dúvidas em torno da prática do sexo oral entre marido e mulher, aparentemente, chegaram ao fim. Isso se a opinião do arcebispo de Granada for levada em conta, e a sugestão – de pensar em Jesus no ato – acatada.

O sacerdote católico Francisco Javier Martínez, atraiu para si inúmeros holofotes quando publicou o livro Casa-te e Sê Submissa, escrito por uma fiel italiana chamada Costanza Miriano, de acordo com informações do portal Terra.

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No livro, Constanza dá conselhos às mulheres sobre sua visão de como conservar o casamento e ainda ensina como aproveitar o tempo de maneira produtiva: “Sê uma mulher do século XXI. Pratica o coito de costas. Assim, entretanto, podes aproveitar para passar a ferro”, sugere a autora.

Sobre o sexo oral, a escritora possui uma receita que, segundo ela, elimina as polêmicas sobre ser ou não pecado fazer carícias com a boca na genitália: “Mulher, praticarás felatio ao teu marido sempre que ele te ordenar. Mas, quando o fizeres, pensa em Jesus. Recorda-te: não és uma pervertida!”, diz Constanza.

A orientação se aproxima da ideia da Igreja Universal do Reino de Deus sobre o assunto. Em janeiro de 2012, a denominação liderada pelo bispo Edir Macedo afirmou que o sexo oral só é pecado se o orgasmo for alcançado.

Muitos veículos de comunicação deram destaque para o livro pelo fato de o arcebispo católico ter avalizado a publicação. Para muitos, o apoio manifestado por Martinez pode levar à interpretação de que os conselhos são um item da doutrina da Igreja Católica.

 

gospelmais

‘Não existe um Deus católico, mas um Deus’, diz papa

papaNo dia em que o papa Francisco dá início à maior reforma da Santa Sé em décadas, o pontífice deixa claro seu ataque contra a estrutura do Vaticano, contra as disputas de poder nos bastidores da Igreja e defende uma reforma radical. “A corte é a lepra do papado”, atacou o argentino.

Em entrevista ao fundador do jornal La Repubblica, Eugenio Scalfari, chegou até a alertar que não acredita em um “Deus católico”, mas em um Deus de todos. Para ele, Deus tem um conceito que vai além do catolicismo. “Não existe um Deus católico. Há um Deus.” Ele, porém, alerta: “Religião sem misticismo é apenas filosofia”.

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Nessa terça-feira, 1, o grupo de oito cardeais convocados por Francisco começou a apresentar os detalhes de todas as ideias que nos últimos meses recolheram pelo mundo sobre a reforma da Igreja. O processo será longo.

Essa será sua principal obra e ele quer deixar a mudança como seu principal legado, atacando o egoísmo dentro dos muros da Igreja, o fato de a Santa Sé apenas defender seus interesses e um comportamento de bispos que não condiz com o cristianismo. “Esse é o início de uma Igreja com uma organização não tão vertical, mas também horizontal”, apontou o papa, apostando em uma Igreja menos centralizada.

Ao retornar de sua viagem ao Brasil, o papa já havia indicado que não seria ele quem julgaria os gays. Ontem, reforçou a ideia de que não será ele nem o Vaticano que julgarão o bem e o mal. Na entrevista publicada nessa terça, uma vez mais Francisco dá sinais concretos de que quer uma Igreja aberta. “Estar aberto à modernidade é um dever”, insistiu, revelando o que vai querer de sua reforma.

Ao falar sobre o narcisismo, o papa foi contundente. “Não gosto da palavra narcisismo”, disse. “Indica um amor fora de lugar por si mesmo. O verdadeiro problema é que os mais afetados por isso, que na realidade é uma espécie de desordem mental, são pessoas que têm muito poder”, atacou. “Muitas vezes, os chefes são narcisistas.”

O papa chegou a elogiar alguns membros da Teologia da Libertação, tendência atacada pelo Vaticano, e aponta que foi justamente a perseguição contra esses padres que o politizou. “Isso lhes deu um plus político à sua ideologia, mas muitos deles eram crentes com um alto conceito de humanidade.”

Igreja feminina. Ele não deixou de atacar o “liberalismo selvagem que converte os fortes em mais fortes e os fracos em mais fracos e os excluídos em mais excluídos”. Para ele, o Estado precisa corrigir “as desigualdades mais intoleráveis”.

Jorge Bergoglio voltou a insistir que uma “Igreja missionária e pobre é mais válida do que nunca”. “Essa é a Igreja que Jesus pregava.” O papa deu sinais de que a participação da mulher na Igreja também será alvo da reforma. “Não se esqueça de que a Igreja é feminina.”

MSN

Padre Marcelo abre em SP maior templo católico do Brasil

“Mãe de todas as igrejas” e “novo cartão postal de São Paulo”. O padre Marcelo Rossi coleciona expressões para definir o Santuário Theotokos – Mãe de Deus, que será inaugurado amanhã, ainda incompleto, após sete anos em construção.

Novo palco das missas do sacerdote-cantor, o templo, em Interlagos (zona sul da capital), poderá abrigar 100 mil fiéis quando estiver totalmente pronto e será o maior da Igreja Católica no Brasil em capacidade de público.

Até a semana passada, o padre celebrava em um galpão alugado que recebia, no máximo, 13 mil pessoas, muitas delas do lado de fora.

O novo espaço terá uma nave de 8.500 m², onde ficará o altar. Na área coberta, 6.000 fiéis assistirão à missa sentados e 14 mil de pé –a Prefeitura de São Paulo concedeu uma autorização parcial para o funcionamento com lotação de 20 mil espectadores.

Após o término da obra, que continuará nos dias em que não houver missa, 80 mil pessoas poderão ocupar a área externa, de onde também verão o altar –as 14 pilastras que sustentam a estrutura foram dispostas de modo a permitir a visão.

“A igreja precisa disso. O povo precisa de um lugar onde possa se concentrar em oração”, diz o padre Marcelo. O espaço funcionará como a nova catedral da Diocese de Santo Amaro.

Uol