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“A Igreja Católica não faz barganhas”, responde CNBB aos participantes da reunião entre Bolsonaro e TVs “católicas”

O Brasil tem se tornado um exemplo mundial daquilo que não deve ser feito diante de uma pandemia. Até seu grande aliado, o adorado Donald Trump, tem colocado o governo Bolsonaro como exemplo negativo de gestão diante do coronavírus. Os despropósitos, inclusive a má vontade, se tornaram notícia cotidiana, que o atual presidente tenta esconder, custe o que custar.

O dinheiro público está sendo usado para buscar apoio no Congresso e na mídia, inclusive entre alguns meios de comunicação católicos. A publicação, neste sábado, dia 6/06/2020, no Jornal Estado de São Paulo, do conteúdo de uma reunião por videoconferência, acontecida no dia 21 de maio, entre o Presidente da República, Jair Bolsonaro, representantes de diferentes meios de comunicação católicos e alguns deputados, que se dizem parte da frente parlamentar católica, tem provocado inúmeras críticas, inclusive entre alguns bispos, que tem se posicionado, qualificando o conteúdo da reunião como algo vergonhoso.

Num país onde o número oficial de contagiados ultrapassa os 650 mil e os falecidos já são mais de 35 mil, mesmo com a suspeita de uma alta subnotificação, o governo se empenha em ocultar uma realidade que já colocou o Brasil como o segundo país com mais contágios e o terceiro em número de óbitos. Os números a cada dia são publicados mais tarde, para assim evitar, como já reconheceu o próprio presidente Bolsonaro, que apareçam nos telejornais do horário nobre, principal fonte de informação para a maioria do povo brasileiro. Junto com isso, o país, que trocou o ministro de saúde duas vezes em menos de um mês, se encontra desde 15 de maio, em plena pandemia sem alguém a frente desse ministério de particular importância no momento atual.

Cada vez mais enfrentado com a grande mídia, o presidente Bolsonaro pretende ganhar adeptos entre grupos de católicos conservadores, assíduos espectadores desses veículos de comunicação. O que o presidente oferece é dinheiro público através de propaganda governamental, em troca pode receber “mídia positiva”, segundo afirmam publicamente os representantes desses veículos de comunicação.

As palavras de alguns dos presentes na reunião, como o padre e cantor Reginaldo Manzotti, mostram a disposição desses meios de comunicação para entrar numa troca de favores, afirmando que “Nós somos uma potência, queremos estar nos lares e ajudar a construir esse Brasil. E, mais do que nunca, o senhor sabe o peso que isso tem, quando se tem uma mídia negativa. E nós queremos estar juntos”.

Sua disposição para ajudar a construir esse Brasil, dando a entender seu apoio às políticas promovidas pelo atual governo, pode ser considerado claramente contrário àquilo que é defendido pela Conferência Nacional dos Bispos do Brasil – CNBB, que não podemos esquecer já foi denominada pelo presidente como “a parte podre da Igreja católica”. A mesma coisa pode se dizer em referência ao papa Francisco, alguém que não goza da simpatia do grupo mais fiel ao atual presidente.

A mesma postura de Manzotti se fez presente nas palavras do padre Welinton Silva, da TV Pai Eterno, e do empresário João Monteiro de Barros Neto, da Rede Vida, que definiu Bolsonaro como “uma grande esperança”. O primeiro, reconhecendo as dificuldades financeiras da emissora, pedia explicitamente ajuda, “estamos precisando mesmo de um apoio maior por parte do governo para que possamos continuar comunicando a boa notícia”, e em troca oferecia estar “levando ao conhecimento da população católica, ampla maioria desse país, aquilo de bom que o governo pode estar realizando e fazendo pelo nosso povo”.

A reportagem tem provocado “estranheza e indignação” na Conferência Nacional dos Bispos do Brasil (CNBB), que se pronunciou por meio da Comissão Episcopal Pastoral para a Comunicação, juntamente com a SIGNIS Brasil e a Rede Católica de Rádio (RCR), associações que reúnem as TVs de inspiração católica e as rádios católicas no Brasil. No comunicado emitido neste mesmo dia 6, “esclarecem que não organizaram e não tiveram qualquer envolvimento com a reunião entre o presidente da República, Jair Bolsonaro, representantes de algumas emissoras de TV de inspiração católica e alguns parlamentares, e nem ao menos foram informadas sobre tal encontro”.

O comunicado deixa claro que “as emissoras intituladas ‘de inspiração católica’ possuem naturezas diferentes”, insistindo em que “nenhuma delas e nenhum de seus membros representa a Igreja Católica, nem fala em seu nome e nem da Conferência Nacional dos Bispos do Brasil”. De fato, mesmo com o esforço realizado, nas entrelinhas do comunicado pode se deduzir que nem todas as emissoras assumem claramente as Diretrizes Gerais da Ação Evangelizadora da Igreja no Brasil.

Diante da oferta de apoio ao governo por parte de emissoras de TV em troca de verbas e solução de problemas afeitos à comunicação, a resposta do comunicado é clara e contundente: “A Igreja Católica não faz barganhas”. Pelo contrário, a Igreja “estabelece relações institucionais com agentes públicos e os poderes constituídos pautada pelos valores do Evangelho e nos valores democráticos, republicanos, éticos e morais”, atitudes que muitos duvidam estejam presentes em alguém que está questionando constantemente a democracia.

Finalmente, deixando claro que “não aprovamos iniciativas como essa, que dificultam a unidade necessária à Igreja, no cumprimento de sua missão evangelizadora”, o comunicado que defende que sejam consideradas “todas as dimensões da vida humana e da Casa Comum”, algo negado reiteradamente pelo governo do presidente Bolsonaro, se mostram partidários de uma verdadeira comunhão, estando sempre abertos ao diálogo, especialmente “nestes tempos difíceis em que vivemos, agravados seriamente pela pandemia do novo coronavírus, que já retirou a vida de dezenas de milhares de pessoas e ainda tirará muito mais”, algo que para o atual presidente também não é importante, pois, como ele mesmo já diz, todos temos que morrer algum dia.

 

observatoriodaevangelizacao

 

 

Igrejas católica e evangélicas se unem para doar cestas básicas recebidas de vereadores e vice-prefeito de Solânea

São em momentos difíceis que as diversidades devem deixar de existir. Com tudo que o mundo está vivendo nos últimos dias, gestos de solidariedade tem cada vez mais se espalhado no objetivo de ajudar aos que mais precisam.

Estes gestos de solidariedade e união também vêm ocorrendo na cidade de Solânea.

Nesta quarta-feira (01) uma ação conjunta reuniu membros das igrejas católica, evangélicas e a creche Lucilene do município com o objetivo de levar um pouco de alimento às famílias carentes da cidade.

Após receberem a doação de cestas básicas por agentes públicos de Solânea, representantes das entidades religiosas se reuniram no salão paroquial da Igreja Matriz para redistribuir as cestas que vão beneficiar mais de 100 famílias.

Os membros das igrejas fizeram questão de agradecer aos vereadores Márcio Prudêncio, Flávio Evaristo, Vanda Rosália, Carlinhos, Minininho, Josenildo Costa, Zué e Paulo Nunes e ainda ao vice prefeito Edvanildo Jr. “Sabemos da diferença que estas cestas básicas vão fazer pelo menos nos próximos dias para algumas famílias carentes da nossa cidade. É um momento de união, independente de religião ou partido, por isso agradecemos a iniciativa dos vereadores e do vice-prefeito em nos procurar para partilhar o alimento as famílias solanenses”, destacou Zé Heugênio um dos representantes das igrejas.

A situação de quarentena tem gerado grande preocupação com as famílias solanenses e várias ações de ajuda tem mobilizado as entidades religiosas do município. “Não só a igreja que represento, mas aqui podemos perceber que várias igrejas da nossa cidade, evangélicas ou a católica tem realizado constantemente a doação de alimentos as famílias carentes do nosso município, mas nesses últimos dias temos recebido poucas doações e por isso queremos agradecer a iniciativa desses representantes políticos que hoje estão apoiando essas ações”, comentou Creginaldo presente no encontro.

Redação FN

 

 

Justiça do Trabalho anula multa aplicada à Igreja Católica da Paraíba por exploração sexual

A Justiça do Trabalho anulou, nesta quinta-feira (7), a multa de R$ 12 milhões aplicada contra a Arquidiocese da Paraíba através de uma ação civil pública, que acusa a instituição religiosa de exploração sexual. De acordo com a decisão, não há provas suficientes no processo. O julgamento do recurso aconteceu no Tribunal Regional do Trabalho, em João Pessoa. A procuradoria afirmou que vai recorrer da decisão.

A multa foi aplicada em janeiro de 2019, mas o caso vem sendo investigado desde 2014. Conforme a acusação, um grupo de sacerdotes pagava por sexo a flanelinhas, coroinhas e seminaristas.

A denúncia feita pelo procurador do Ministério Público do Trabalho, Eduardo Varandas, também afirma que o pagamento aos jovens explorados era feito com dinheiro e até mesmo com comida. Os padres envolvidos negam a acusação. Eles foram afastados da função.

Conforme explicou Varandas no mês de janeiro, a indenização de R$ 12 milhões – R$ 1 milhão para cada ano de dom Aldo Pagotto à frente da Arquidiocese – seria revertida “para o fundo da infância, da adolescência e instituições congêneres que trabalham com crianças sexualmente exploradas e atuam na recuperação psicóloga e na reinserção social”.

O julgamento começou à tarde e terminou pouco antes das 20h. Mais informações sobre o processo não foi divulgado, pois o caso corre em segredo de justiça.

G1

 

Flamengo bate Católica e fica perto da vaga na Libertadores

O Flamengo encaminhou a sua classificação para a próxima fase da Libertadores na noite desta quarta-feira. O Rubro-Negro mostrou força e venceu a Universidad Católica, por 3 a 1, no Maracanã, num jogo “encardido” e complicado. O técnico Zé Ricardo teve papel fundamental no resultado, com alterações que mudaram o panorama da partida.

Flamengo x U. Católica
Flamengo x U. Católica

Foto: Luciano Belford/AGIF / LANCE!

Na próxima rodada, o Flamengo encara o San Lorenzo, na Argentina. O Rubro-Negro jogará pelo empate para avançar às oitavas. Já a Católica recebe o Atlético-PR, no Chile.

O primeiro tempo teve chances claras para ambos os times. O Flamengo começou pressionando, como já era esperado, e esteve perto do gol com Guerrero. Voraz para balançar a rede, o peruano lutou muito, mas vacilou numa oportunidade clara, cara a cara com o goleiro Toselli.

A Universidad mostrou-se mais organizada do que no jogo da ida, no Chile, e criou a melhor chance da primeira etapa. Maripán deu um lindo passe para Fuenzalida, entre os zagueiros do Flamengo. O atacante ficou sozinho com Muralha, teve tempo para pensar, mas chutou, incrivelmente, para fora. Os visitantes assustaram ainda em outra jogada, num cruzamento, mas Santiago Silva não conseguiu completar para o gol.

Com um coro de mais de 50 mil vozes, qualquer lance de perigo ganhava um ar dramático. A luta de Guerrero em busca do gol era até comovente, mas faltava capricho. O peruano lutava muitas vezes sozinho, num dia em que o Flamengo atuou desfalcado de alguns jogadores importantes, como Diego e Berrío.

Zé Ricardo percebeu a baixa produtividade do setor de criação rubro-negro no primeiro tempo e lançou Rodinei no lugar de Mancuello. Avançado, na ponta direita, o camisa 2 mostrou estrela ao sair do banco de reservas e abriu o placar aos cinco minutos do segundo tempo, em rebote de falta cobrada por Guerrero.

Mesmo com a vantagem, o Flamengo seguiu em busca do segundo gol. Guerrero chegou perto em chute que bateu primeiro no chão e depois encobriu a meta. A Católica, por outro lado, demorou um pouco para se reorganizar. Na base do toque de bola, com paciência, os chilenos chegaram ao empate. Fuenzalida foi ao fundo, na direita, e cruzou para Santiago Silva deixar tudo igual aos 22 minutos. Rafael Vaz falhou no lance e não conseguiu evitar a chegada do adversário.

O Rubro-Negro respondeu aos 28, com gol de Guerrero. Decisivo, ele recebeu na área e chutou cruzado: 2 a 1. Mesmo em vantagem, o Flamengo não tinha tranquilidade. A Católica era perigosa e ameaçava em bolas aéreas. O alívio só veio aos 41 minutos, quando Trauco estufou o barbante em jogada de insistência, no segundo chute seguido ao gol. O curioso é que o camisa 13 passou a jogar mais avançado somente no segundo tempo, após uma alteração de Zé Ricardo. No fim das contas, o treinador foi decisivo.

FICHA TÉCNICA:

FLAMENGO 3 X 1 UNIVERSIDAD CATÓLICA

Data/Hora : 3/5/2017, às 21h45
Local : Maracanã, Rio de Janeiro (RJ)
Árbitro : Victor Carrillo (Peru)
Auxiliares : Raul Cruz (Peru) e Victor Raez (Peru)
Cartões amarelos : Pará, Réver (FLA); Maripán, Espinoza e Espinosa (UNC)
Público e renda : 61.363 presentes / 54.555 pagantes / R$ 3.314.405,00

Gols : Rodinei, 5’/2°T (1-0); Santiago Silva, 22’/2°T (1-1); Guerrero, 28’/2°T (2-1); Trauco, 41’/2°T (3-1)

Flamengo : Muralha, Pará, Réver, Vaz e Trauco; Márcio Araújo, Arão e Mancuello (Rodinei, intervalo); Gabriel (Renê, 29’/2°T), Éverton (Cuéllar, 42’/2°T) e Guerrero. Técnico : Zé Ricardo

Universidad Católica : Toselli, Espinoza, Álvarez (Magnasco, 26’/2°T), Maripán e Parot; Kalinski (Gutierrez, 34’/2°T), Fuentes (Espinosa, 7’/2°T) e Buonanotte; Fuenzalida, Noir e Santiago Silva. Técnico : Mario Salas

LanceNet

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Vencer, vencer, vencer: Fla pega Católica em busca de triunfo e da vaga

O clima, sem dúvidas, será de decisão. O Maracanã estará lotado. E o que não falta é motivo para isso realmente acontecer. O Flamengo entra em campo nesta quarta-feira, às 21h45 (de Brasília), podendo garantir uma vaga nas oitavas de final da Libertadores se vencer a Universidad Católica. Ao mesmo tempo, uma derrota pode complicar a situação do Rubro-Negro na competição. Por isso, a quinta rodada da fase de grupos tem mais cara de final.

Com seis pontos ganhos, o Flamengo é o vice-líder do Grupo 4 da Libertadores, atrás apenas do Atlético-PR, que tem sete. A Católica, com cinco, e o San Lorenzo, com quatro, completam a chave. Veja o que o Rubro-Negro precisa, então, para ir ao mata-mata já nesta quarta-feira:

– Vencer a Universidad Católica por qualquer placar;
– Torcer para o San Lorenzo empatar ou perder o jogo contra o Atlético-PR.

Guerrero é esperança de gols do Flamengo contra a Católica e será titular (Foto: André Durão)

Guerrero é esperança de gols do Flamengo contra a Católica e será titular (Foto: André Durão)

Caso isso aconteça, o Flamengo chega a nove pontos. O Atlético-PR, se vencer, mantém a ponta e elimina o San Lorenzo. Se os paranaenses empatarem, chegam a oito pontos e caem para a segunda posição. Os argentinos, de qualquer forma, a uma partida do fim da fase de grupos, não teriam mais condições de alcançar o segundo colocado da chave. Porém, em caso de empate em Curitiba, a Católica continuaria com chances porque encara o Furacão, em casa, tendo que tirar a diferença do saldo de gols.

Se perder, porém, o Flamengo se complica. Isso porque a Universidad Católica chegaria a oito pontos, tirando o Rubro-Negro da vice-liderança e da zona de classificação para o mata-mata a uma rodada do fim. Na partida seguinte, o time comandado pelo técnico Zé Ricardo precisaria, então, vencer o San Lorenzo fora de casa e torcer por um tropeço dos chilenos. Missão complicada.

O jogo decisivo desta quarta-feira, inclusive, tem outro ingrediente que aumenta sua importância: antecede a final do Campeonato Carioca. No domingo, o Flamengo encara o Fluminense, às 16h (de Brasília), no Maracanã. Como venceu por 1 a 0 o primeiro jogo, no domingo passado, o Rubro-Negro pode até empatar para ser campeão estadual. A classificação na Libertadores é certeza de um time cheio de moral e com apoio maciço de sua torcida no próximo dia 7 diante do Tricolor.

Flamengo x Universidad Católica

Local: Maracanã, Rio de Janeiro;
Data e horário: quarta-feira, às 21h45 (horário de Brasília);
Escalação provável: Alex Muralha; Pará, Réver, Rafael Vaz e Trauco; Márcio Araújo, Willian Arão, Mancuello e Gabriel (Renê); Everton e Guerrero;
Desfalques: Berrío (suspenso), Diego (lesão no joelho), Donatti (lesão na panturrilha esquerda) e Romulo (lesão no joelho direito);
Arbitragem: Victor Carrillo apita, auxiliado por Raul Lopez Cruz e Victor Raez. O trio é argentino;
Transmissão: TV Globo para RJ, RS, SC, PR, MG (menos Juiz de Fora, Uberlândia, Uberaba e Ituiutaba), ES, GO, TO, MS, MT, SE, AL, PB, RN, PI, MA, PA, AM, RO, AC, RR, AP e DF (com Luis Roberto, Junior e Leonardo Gaciba).

GE

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Com gol de ”El Tanque”, Fla perde para Católica em jogo de chances desperdiçadas

(Foto: Ivan Alvarado/Reuters)
(Foto: Ivan Alvarado/Reuters)

O Flamengo conheceu a primeiro derrota na Libertadores. Após aplicar goleada sobre o San Lorenzo no Maracanã, o time da Gávea não consegui repetir o mesmo futebol do jogo passado e perdeu por 1 a 0, fora de casa, para a Universidad Católica.

O rubro-negro até chamou o jogo, conseguiu criar algumas boas jogadas, mas não foi efetivo. A Universidad Católica então aproveitou e “El Tanque” Silva marcou garantindo a vitória para os chilenos. O jogo ainda quebrou um tabu de quase seis meses. O técnico Zé Ricardo não perdia um jogo desde outubro de 2016.

Na outra parte do grupo, Atlético-PR venceu seu jogo contra o mesmo San Lorenzo. O Grupo conta com Universidad Católica e o Furacão juntos na primeira posição com 4 pontos, o Flamengo em segundo com 3 e o time de El Magro em último com nenhum ponto conquistado.

Band

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Atlético-PR vacila e empata com U. Católica em casa

 (Foto: Rodolfo Buhrer/Reuters)
(Foto: Rodolfo Buhrer/Reuters)

Se Paulo Autuori disse que o Atlético-PR “aprendeu a sofrer” no estágio preliminar da Libertadores, a equipe não mostrou a mesma capacidade nesta terça-feira. Diante de sua torcida na Arena da Baixada, chegou a abrir 2 a 0 mesmo não jogando bem, mas ruiu diante da pressão do adversário nos últimos minutos e teve que lamentar o empate por 2 a 2 na estreia da fase de grupos.

Depois de abrir o placar logo aos quatro minutos, com Lucho González, o Atlético-PR abusou dos erros de passe. No segundo tempo, aceitou a pressão da Universidad Católica, recuou, mas ainda assim “achou” o segundo em uma pintura de Nikão. Só que quando o confronto parecia decidido, o time vacilou na defesa e sofreu dois gols “relâmpagos” depois dos 40 minutos.

Com o resultado desta terça, as duas equipes largam em igualdade no Grupo 4 da Libertadores, que conta ainda com Flamengo e San Lorenzo – eles se enfrentam nesta quarta. No domingo, o Atlético-PR pega o Londrina, pelo Estadual, mas já na quarta vai à Argentina encarar o San Lorenzo.

O jogo
As equipes ainda buscavam o melhor posicionamento em campo quando o Atlético-PR abriu o placar. Aos quatro minutos, Thiago Heleno deu lançamento longo para Jonathan, que recebeu na linha de fundo com tempo para levantar a cabeça e encontrar Lucho González. Na marca do pênalti, o argentino bateu com categoria, no contrapé do goleiro.

O início dos donos da casa foi dominante. Com marcação alta, o Atlético-PR atrapalhou a saída de bola dos chilenos, retomou a posse diversas vezes e ganhou o campo de ataque, principalmente pelo lado direito. Aos 18, Carlos Alberto fez fila pelo setor, mas ficou sem perna para bater e jogou para fora.

As melhores chances eram sempre aproveitando a fragilidade do lado esquerdo do setor defensivo do adversário. Quatro minutos depois, Nikão roubou a bola por ali e inverteu para Gedoz. O meia entrou na área, pedalou e bateu firme, para boa defesa de Toselli.

Depois de um ótimo início, o Atlético-PR passou a errar demais. Thiago Heleno, de cabeça, ainda assustou, mas aos poucos a Universidad Católica cresceu, conseguiu envolver a defesa adversária com bons toques e assustou quando Santiago Silva tabelou com Fuenzalida na direita e o gol só não saiu porque Jonathan cortou.

O Atlético-PR voltou para o segundo tempo com a clara intenção de diminuir o ritmo e ficar mais com a bola no pé, mas os erros de passe seguiam atormentando a equipe. Do outro lado, a Universidad Católica veio embalada e quase deixou tudo igual aos três minutos. Noir invadiu a área como quis pela esquerda e encontrou Kalinski no meio da área. O meia bateu de primeira, rente ao travessão.

Sem sucesso quando ia ao ataque, o Atlético-PR recuou e deu todo o campo para o adversário, que parecia jogar em casa. As ações eram todas tomadas pelos chilenos, que quase marcaram mais uma vez aos 18, quando Fuenzalida cruzou e Santiago Silva cabeceou firme, exigindo grande defesa de Weverton.

O nervosismo já tomava conta dos jogadores e do banco de reservas do Atlético-PR quando o talento de dois jogadores resolveu. Aos 30 minutos, Rossetto recebeu na intermediária e deu lindo toque de letra para Nikão. O meia dominou, cortou para a perna esquerda e bateu com extrema categoria, encobrindo o goleiro e acertando o ângulo de Toselli.

O segundo gol não esmoreceu a Universidad Católica, que se lançou imediatamente à frente. Aos 34, Kalinski e Lamaro perderam grandes chances. Mas seis minutos depois, não teve jeito. Com facilidade, os chilenos trocaram passes na área do Atlético-PR, Gutiérrez ajeitou e Fuenzalida cruzou para Llanos marcar de cabeça.

O desespero tomou conta dos donos da casa, e os chilenos acreditaram no empate. Somente um minuto depois, Llanos tirou tinta da trave com finalização de dentro da área. E a pressão resultou no empate aos 42. Noir foi lançado em posição duvidosa e finalizou sozinho quase da pequena área. Num jogo tão imprevisível, Pablo ainda acertou o travessão nos acréscimos, no último lance do confronto.

Band

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Janot autoriza MPT a investigar casos de pedofilia na Igreja Católica da PB

pedofilia-padreO procurador-geral da República, Rodrigo Janot, autorizou que a Procuradoria do Trabalho prosseguisse a investigação dos casos de pedofilia envolvendo a Arquidiocese da Paraíba. A informação é do Ministério Público do Trabalho (MPT). Com essa decisão, o procurador do Trabalho, Eduardo Varandas, informou que vai dar continuidade às investigações.

O chefe do Ministério Público da União (MPU) entendeu que não havia conflito de atribuições entre o MPT e o Ministério Público Estadual, haja vista que este apura o aspecto criminal da pedofilia. Já o MPT, averigua a exploração sexual de meninos para fins comerciais como uma forma de trabalho infanto-juvenil.

“Vamos prosseguir as investigações com imparcialidade, tranquilidade e eficiência, agora contando com a valorosa parceria da Promotoria”, concluiu o procurador Eduardo Varandas, que preside o inquérito civil. As investigações seguem em segredo de justiça.

As investigações tinham sido transferidas por decisão do procurador-geral da República em exercício, José Bonifácio de Andrade. Segundo ele, as denúncias têm repercussão criminal, que é uma atribuição do Ministério Público Estadual, e não indicam que a exploração sexual de menores tiveram fins comerciais.

G1 PB

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Igreja Católica manifesta repúdio à PEC 241: ‘Os pobres serão as vítimas principais desta política contra a vida’

domrobertoA proposta de Emenda Constitucional 241/2016 focaliza a transferência de recursos públicos das áreas sociais para o pagamento de juros e para a redução da dívida pública. Estabelece um “Novo Regime Fiscal”, encaminhado para a Câmara de Deputados no dia 15 de junho de 2016. Esta medida de contenção asfixiante, parte de uma premissa falsa segundo o Economista Francisco Funcia, da PUC- SP, que seria a grave situação econômica do país; em nota à imprensa, foi divulgado pelo Ministério da Fazenda, em 24 de junho de 2016: “A situação do Brasil é de solidez e segurança porque os fundamentos são robustos. O país tem expressivo volume de reservas internacionais e o ingresso tem sido suficiente para financiar as transações correntes. As condições de financiamento da dívida pública brasileira permanecem sólidas neste momento de volatilidade nos mercados financeiros em função de eventos externos. A dívida publica federal Nacional conta com amplo colchão de liquidez”. Como se verifica na declaração não há no país uma situação caótica que exija um ajuste tão violento e brutal, a ponto de “congelar” as despesas federais no patamar dos valores de 2016, por um prazo de 20 anos.

1. Qual o objetivo é finalidade da PEC 241?

A agenda explícita desta proposta é como está na argumentação do governo interino: “estabilizar o crescimento da despesa primária, como instrumento para conter a expansão da dívida pública”. Esse é o objetivo desta proposta de Emenda à Constituição”. No entanto traduzindo para os efeitos reais da sua aplicação, significa cortes drásticos na saúde, educação, habitação, transportes, etc … para priorizar o absoluto do déficit nominal e da dívida pública. Esta visão econômica, que volta aos anos 90 da hegemonia neoliberal e do Acordo de Washington, deixa claro que a dívida está muito acima da vida do povo e que a economia para ser sanada exige o sacrifício da população especialmente aqueles que não estão incluídos no mercado. Para confirmar esta assertiva o Ministro Henrique Meirelles se posiciona em entrevista do 01/07/2016: “As despesas com educação e saúde são itens que … junto com a previdência, inviabilizaram um controle maior das despesas nas últimas décadas. Educação e saúde inviabilizam ajustes”. Trata-se não só de limitar despesas mas de desconstruir a Arquitetura dos direitos sociais que consolidou o sistema de seguridade social da CF de 1988, quer se eliminar o Estado Social de Direito desmontando o SUS, levando-o a falência e colapso total.

2. Se passar esta PEC letal, quais serão as consequências para nossa população?

Se a PEC for aprovada, serão perdidos não somente os direitos sociais inscritos na Constituição Federal, mas a qualidade de vida da população brasileira sofrerá um forte rebaixamento, voltando a expectativas de longevidade bem inferiores às atuais. No caso particular da saúde poderão provocar a ampliação de doenças e, até mesmo, mortes diante da redução de recursos para o financiamento do SUS nos próximos 20 anos. É importante não esquecer que está PEC estabelece que os valores de 2016 serão a base para a projeção de despesas até 2037, ou seja, que não está previsto o crescimento populacional, a mudança de perfil demográfico com o envelhecimento da família brasileira em condições de saúde mais precárias, que demandará mais o sistema, e da incorporação tecnológica crescente neste setor. Para ilustrar o recorte de recursos basta afirmar que esta proposta tivesse sido aplicada no período de 2003- 2015 teriam sido retirados do SUS R$ 314,3 bilhoēs (a preços de 2015), sendo somente no ano 2015, R$ 44,7 bilhões, cerca de 44% a menos do que foi efetivado pelo Ministério da Saúde no mesmo exercício.

É conveniente alertar também que a redução de recursos federais para o financiamento do SUS atingirão fortemente Estados e Municípios, pois cerca de 2/3 das despesas do Ministério da Saúde são transferidas fundo a fundo para ações de atenção básica, média e alta complexidade, assistência farmacêutica, vigilância idemiológica e sanitária, entre outras.

3. Existe outro caminho que os cortes na saúde, e o recuo nos direitos sociais?

A pesquisadora em saúde da ENSP/ FIOCRUZ e Diretora Executiva do CEBES, a Dra. Isabela Soares Santos, dá uma resposta positiva citando o Economista de Oxford Dr. David Stuckler que estudou a política econômica de austeridade em 27 países (1995-2011). Este renomado cientista gerou o chamado “multiplicador fiscal ” que mostra o quanto de dinheiro se consegue de volta com diferentes gastos públicos. Os melhores índices multiplicadores vem de gastos com educação e saúde, os piores com a defesa. Ele argumenta: “Saúde é oportunidade de gerar economia e crescer mais rapidamente. Se cortar em saúde, gera mais mortes, aumento e surtos de infecções por HIV, TB, DIP, aumento dos índices de alcoolismo e suicídio, aumento dos problemas de saúde mental, risco de retorno de doenças erradicadas. Saúde não deve ser cortada em situação de crise, pois os governos deveriam investir mais em saúde em tempos de crise, para sair dela”. Os próprios diretores do FMI criticam as políticas recessivas de inspiração neoliberal (site da BBC.com, 30 de junho de 2016), em vista disso, o tripé econômico de meta inflação, altos juros e superávit primário trás como consequências: o aumento da desigualdade, colocam em risco a expansão duradoura e prejudicam seriamente a sustentabilidade do crescimento.

4. Não seria o caso de ampliar os arranjos públicos privados e favorecer o seguro privado (PHI) para sair de crise?

Na verdade, nestes arranjos públicos privados o sistema público perde (maiores e mais complexas filas), o arranjo contribui para a iniquidade no financiamento no acesso e no uso, o arranjo não diminui a demanda por serviços e financiamento, o arranjo não contribui para os objetivos gerais do SNS (equidade, universalidade e solidariedade), não há evidência que o PHI alivie o SNS. É interessante constatar que a União Europeia proíbe os países membros de regular o PHI quando houver SNS, com o argumento de defender o “sistema estatutário”, que foi escolhido pela nossa Nação na CF/1988. Lamentavelmente o que vemos é uma aposta crescente no setor privado o que contribui para a segmentação do sistema de saúde brasileiro como um todo, introduzindo a lógica mercantil, abandonando a luta histórica do movimento sanitarista brasileiro que conseguiu a implementação do SUS e sua inserção na Carta Magna, garantindo saúde integral e universal para toda a população.

5. Que fazer para impedir a PEC 241 e os seus desdobramentos perversos na seguridade social e na saúde?

Em primeiro lugar é necessário ter clareza que esta desconstituição do SUS se apoia na ideologia do Estado Mínimo e no retorno a uma Democracia restringida, tutelada, com os direitos sociais à míngua. O problema para estes economistas sem coração é o estado, o tamanho do SUS. Em compensação não há medidas para penalizar os mais ricos, achatar as desonerações fiscais, ou para reduzir os juros: o ajuste acaba se concentrando nas despesas que garantem os direitos sociais como meio de criar superávits primários crescentes, visando a diminuição da dívida pública, de acordo com o economista e doutor em saúde coletiva do IMS-UERJ, Carlos Otávio Ocké-Reis. Na prática, assistiremos ao desmonte do SUS e a privatização do sistema de saúde, onde todo esforço para melhorar as condições de saúde das famílias brasileiras ficará à deriva, prejudicando os recentes avanços obtidos no combate à desigualdade e acesso universal à saúde coletiva.

Em segundo lugar devemos manifestar nosso repudio e indignação, pensando como sempre nos mais pobres que serão as vítimas principais desta política antipopular contra a vida. Conclamar a uma mobilização geral em defesa da Constituição, do Estado Social de Direito, da Seguridade Social e do SUS. O SUS é nosso, o SUS é da gente, direito conquistado, não se compra nem se vende! Que Jesus o Rosto da misericórdia do Pai, nos ilumine e nos fortaleça na caminhada e defesa de saúde integral e universal para todos os brasileiros(as).

Dom Roberto Francisco Ferrería Paz, Bispo de Campos e Referencial Nacional da Pastoral da Saúde

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Casos de abuso sexual na Igreja Católica da Paraíba serão investigado pela coordenação das Promotorias Criminais

palaciodobispoO Ministério Público decidiu na tarde desta segunda-feira encaminhar pedido para que as Promotorias Criminais em João Pessoa apurem indícios de abusos sexuais praticados por clérigos  da Igreja católica na Paraíba.

O documento tem 88 páginas e revela que os supostos abusos envolvendo adolescentes.

O expediente foi encaminhado no final da tarde desta segunda-feira (15) pelo procurador-geral de Justiça do Ministério Público da Paraíba (MPPB), Bertrand de Araújo Asfora, ao coordenador das Promotorias Criminais em João Pessoa, promotor de Justiça José Guilherme Soares Lemos.

As denúncias a serem apuradas no âmbito das Promotorias Criminais da Capital foram encaminhas ao Ministério Público pela Corregedoria da Polícia Federal (PF).

Em julho, antes de renunciar a Arquidiocese Metropolita da Paraíba, o então arcebispo Dom Aldo Pagotto admitiu ter acolhido padres investigados por envolvimento com crimes de pedofilia. Ao todo eram seis padres.

De acordo com Dom Aldo, os padres suspeitos da prática de pedofilia eram “padres em crise procurando um lugar para recomeçar a vida”.

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