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Casos de malformações relacionadas ao Zika passam de 3 mil no Brasil

Mãe e bebê com microcefalia no Recife, Pernambuco (Foto: Felipe Dana/AP Photo )

Ministério da Saúde divulgou nesta terça-feira (30) novos dados relacionados às alterações no crescimento e desenvolvimento de bebês/crianças devido à infecção pelo vírus da zika. Foram confirmados 3.037 casos entre 8 de novembro de 2015 e 2 de dezembro de 2017, segundo o novo boletim epidemiológico.

A síndrome congênita do vírus da zika, reconhecida pela Organização Mundial da Saúde (OMS), é um conjunto de malformações e problemas apresentados por bebês que tiveram mães infectadas durante a gestação. A microcefalia é só uma das consequências. As crianças também podem ter o sistema nervoso central afetado, apresentando epilepsia, deficiências auditivas e visuais, prejuízo no desenvolvimento psicomotor, bem como efeitos negativos sobre ossos e articulações.

Desde 2015, quando os primeiros casos surgiram, o Ministério da Saúde divulga dados sobre os bebês e crianças afetados. O novo boletim informa que já foram recebidas 15.150 notificações suspeitas nestes dois anos. Após “criteriosa investigação”, o governo diz que 1.987 desses casos foram excluídos e não têm relação com o vírus.

Entre os casos restantes e com investigação concluída, além dos mais de 3 mil confirmados, outros 6.718 foram descartados (44,3%), 310 foram classificados como prováveis (2%) e 195 são considerados inconclusivos (1,3%).

Regiões que concentram o maior número de notificações:
  • Nordeste – 60,7%
  • Sudeste – 23,8%
  • Centro-oeste – 7,3%
Cinco estados com maior número de casos notificados:
  • Pernambuco – 16,9%
  • Bahia – 16,2%
  • São Paulo – 9%
  • Paraíba – 7,4%
  • Rio de Janeiro – 7,4%

G1

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Polícia registra quatro casos de violência doméstica no Agreste da PB em menos de 12 horas

Quatro casos de violência doméstica foram registrados em cerca de 12 horas, entre a manhã e a tarde de segunda-feira (9) nas cidades de Campina Grande e Remígio, no Agreste paraibano. Em dois dos casos, os suspeitos agrediram as vítimas, levaram o celular e fugiram. Em apenas um deles o suspeito foi preso.

Segundo Centro Integrado de Operações Policiais (Ciop), dois dos suspeitos dos casos foram presos e encaminhados para prestar depoimento. Os outros dois suspeitos fugiram do local das agressões. O primeiro caso foi registrado em Remígio, no Agreste, na manhã de segunda-feira. Os policiais foram chamados para um caso de cárcere privado e violência doméstica. O suspeito e a vítima foram levados para delegacia.

Ainda na segunda-feira no Alto Branco, em Campina Grande, uma mulher foi agredida, pelo ex-companheiro após uma discussão. O suspeito saiu do local da agressão levando celular da vítima. Ainda de acordo com a polícia, ao chegar ao local, o suspeito já havia fugido. Foram feitas buscas na região, mas o suspeito não tinha sido preso até o início da manhã desta terça-feira (10).

O terceiro caso aconteceu no período da tarde, por volta de 14h, no bairro do Cruzeiro em Campina Grande. A vítima, relatou que foi agredida pelo seu ex-esposo com um soco no olho após uma discussão. De acordo com a polícia, quando a viatura chegou ao local, o suspeito não foi encontrado. A vítima foi levada a delegacia para prestar queixa.

Ainda tarde de segunda-feira ocorreu mais um registro em Campina Grande, no bairro do Jardim América. Segundo do Ciop, a vítima informou à Polícia Militar que foi agredida pelo companheiro e que ele tomou seu celular. A vítima foi orientada a ir até a delegacia e registrar a ocorrência.

G1

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Obesidade pode aumentar casos de diabetes e pressão alta

A obesidade aumentou 60% na última década entre os brasileiros, segundo dados do Vigitel, um estudo do Ministério da Saúde que entrevista brasileiros acima dos 18 anos das capitais para saber sobre alimentação, hábitos, diagnóstico e comportamentos que possam contribuir para doenças crônicas.

E junto com a obesidade, aumentaram os casos de diabetes e pressão alta. O consultor e cardiologista Roberto Kalil lembra que a pressão alta não dá sintomas, é uma doença silenciosa. O professor da Faculdade de Saúde Pública da USP e membro do comitê de especialistas sobre dieta e saúde da OMS Carlos Augusto Monteiro explicou que algumas mudanças simples e baratas ajudam a ter uma vida mais saudável.

A comida de ‘verdade’, como frutas, legumes, arroz, feijão, folhas, ainda é a melhor para a saúde. Ela tem mais substâncias benéficas preservadas, livre de processos, ingredientes e aditivos que fazem os sensores da saciedade do cérebro não funcionarem direito. Por isso, se você não tiver como fazer sua própria comida para levar para o trabalho, não tiver como comer em casa, as melhores opções continuam sendo os restaurantes por quilo.

Palmas é a capital com menor número de obesos no Brasil

Índices
O Rio de Janeiro é a capital com pior índice de hipertensão e diabetes. Segundo o Ministério da Saúde, 56% dos cariocas estão acima do peso. No mesmo estudo, 32% dos entrevistados contou que tinha hipertensão e 10% sofriam de diabetes. Segundo a pesquisadora da Fiocruz Dora Chor, a grande maioria da população do Rio não tem acesso a espaços públicos para praticar atividade física. Isso reflete nos índices.

Já Palmas é a capital mais magra do Brasil. A cidade tem muitos parques urbanos, o que ajuda a ficar em forma. Segundo o Ministério da Saúde, o número de obesos em Palmas é o menor entre as capitais: 14,7%. A média brasileira é de quase 19%.

Rio Branco, capital do Acre, foi considerada a capital mais obesa. Segundo a pesquisa, 23,8% da população é considerada obesa e mais da metade está acima do peso. Há alguns anos, pesquisadores já haviam percebido uma mudança de comportamento alimentar na capital. Uma pesquisa realizada entre 2007 e 2008 feita por um professor da Universidade Federal do Acre já fazia um alerta relacionado à má qualidade da alimentação associada a melhoria de renda e estudos da população de Rio Branco.

G1

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Polícia registra quase 100 casos de violência doméstica no feriadão

A Polícia Militar atendeu 95 chamados de violência doméstica, das 19h da última sexta-feira (28) até 23h59 dessa segunda-feira (1º), em todo o estado. Todas as solicitações foram de denúncias da prática de violência física praticada por homens contra as próprias companheiras – uma das cinco formas de violência apontadas na Lei Maria da Penha.

Mais da metade dos casos se concentraram na região metropolitana de João Pessoa, com 60 chamados, sendo 36 em João Pessoa, sete em Santa Rita, cinco em Bayeux e dois em Cabedelo.

A cidade de Campina Grande também teve um número expressivo de chamados, com 17 solicitações nos bairros do Catolé, Castelo Branco, Acácio Figueiredo, Cruzeiro, Três Irmãs, José Pinheiro, Santo Antônio, Pedregal, Alto Branco e Bodocongó. Em um dos casos, no Pedregal, a PM conduziu um homem que, após uma discussão, agrediu a mulher com um pedaço de madeira.

Os atendimentos resultaram na prisão de mais de 20 suspeitos em flagrante, mas na maioria dos casos os agressores fugiram ao saber da presença da PM. Mesmo assim, as mulheres que se apresentaram aos policiais foram orientadas sobre como proceder nesses casos, com o objetivo de prevenir a reincidência dos autores e evitar que elas sejam novamente vítimas.

MaisPB com Secom-PB

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Janot autoriza MPT a investigar casos de pedofilia na Igreja Católica da PB

pedofilia-padreO procurador-geral da República, Rodrigo Janot, autorizou que a Procuradoria do Trabalho prosseguisse a investigação dos casos de pedofilia envolvendo a Arquidiocese da Paraíba. A informação é do Ministério Público do Trabalho (MPT). Com essa decisão, o procurador do Trabalho, Eduardo Varandas, informou que vai dar continuidade às investigações.

O chefe do Ministério Público da União (MPU) entendeu que não havia conflito de atribuições entre o MPT e o Ministério Público Estadual, haja vista que este apura o aspecto criminal da pedofilia. Já o MPT, averigua a exploração sexual de meninos para fins comerciais como uma forma de trabalho infanto-juvenil.

“Vamos prosseguir as investigações com imparcialidade, tranquilidade e eficiência, agora contando com a valorosa parceria da Promotoria”, concluiu o procurador Eduardo Varandas, que preside o inquérito civil. As investigações seguem em segredo de justiça.

As investigações tinham sido transferidas por decisão do procurador-geral da República em exercício, José Bonifácio de Andrade. Segundo ele, as denúncias têm repercussão criminal, que é uma atribuição do Ministério Público Estadual, e não indicam que a exploração sexual de menores tiveram fins comerciais.

G1 PB

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Casos de estupros diminuem na Paraíba

estuproO número de pessoas estupradas no estado da Paraíba no ano de 2015 reduziu 6% em relação a 2014. De acordo com o 10º Anuário Brasileiro de Segurança Pública, divulgado pelo Fórum Brasileiro de Segurança Pública (FBSP), nesta quinta-feira (3), em 2014 foram registrados 367 casos e 290 no ano seguinte. A redução aconteceu também em âmbito nacional, com uma queda de 10% no número de casos de estupros registrados em todo o país.

De acordo com o 10º Anuário Brasileiro, no Brasil foram registrados 45.460 casos de estupro em 2015 e 50.438 ocorrências no ano de 2014, dos quais 24% deles ocorreram nas capitais e no Distrito Federal. Apesar de o número representar uma retração de 4.978 casos em relação ao ano anterior, com queda de 9,9%, o FBSP mostrou que não é possível afirmar que realmente houve redução do número de estupros no Brasil, já que a subnotificação desse tipo de crime é extremamente alta.

“O crime de estupro é aquele que apresenta a maior taxa de subnotificação no mundo, então é difícil avaliar se houve de fato uma redução da incidência desse crime no país”, disse a diretora executiva do Fórum, Samira Bueno, destacando que são mais de cinco pessoas são estupradas por hora no Brasil.

O levantamento estima que devem ter ocorrido entre 129,9 mil e 454,6 mil estupros no Brasil em 2015. O número mínimo se baseia em estudos internacionais, como o National Crime Victimization Survey (NCVS), que apontam que apenas 35% das vítimas de estupro costumam prestar queixas.

O número máximo, de mais de 454 mil estupros, se apoia no estudo Estupro no Brasil: uma radiografia segundo os dados da Saúde, do Instituto de Pesquisa Econômica Aplicada (Ipea), que aponta que, no país, apenas 10% dos casos de estupro chegam ao conhecimento da polícia. “Pesquisas de vitimização produzidas no Brasil e no mundo indicam que os principais motivos apontados pelas vítimas para não reportar o crime às instituições policiais são o medo de sofrer represálias e a crença que a polícia não poderia fazer nada ou não se empenharia no caso”, afirma Samira.

Considerando somente os boletins de ocorrência registrados, em 2015 ocorreu um estupro a cada 11 minutos e 33 segundos no Brasil, ou seja 5 pessoas por hora. O estado com o maior número de casos foi São Paulo, que responde por 20,4% dos estupros no país, com 9.265 casos. O número, no entanto, representa uma redução de 761 casos (7,6%) em relação ao ano anterior, quando foram registrados 10.026 casos. Roraima foi o estado com o menor número de estupros registrados, 180, o que representa 98 casos a menos do que no ano anterior – queda de 35,3%.

Roubos

A cada 1 minuto e 1 segundo, um veículo foi roubado ou furtado em 2015 no país, totalizando 509.978. Apesar do resultado, houve uma queda de 0,6% na comparação com 2014, sendo 3.045 veículos a menos. Somando os casos de 2014 e 2015, foram roubados ou furtados 1,023 milhão de veículos, segundo os dados do anuário.

O levantamento mostra ainda, segundo o FBSP, a necessidade de fortalecer a capacidade de investigação da polícia. “O roubo e o furto de veículos, muitas vezes, acabam por financiar organizações criminosas envolvidas com tráfico e outros delitos mais graves”, disse, em nota, o diretor-presidente do Fórum, Renato Sérgio de Lima. “O que torna fundamental o constante aperfeiçoamento da capacidade investigativa da polícia e o combate a esse tipo de crime”, destacou.

clickpb

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Em 66% dos casos de câncer de mama é a própria mulher que detecta os sinais

mamaUma pesquisa do Instituto Nacional de Câncer (Inca) divulgada nesta quinta-feira (6) aponta que, em 66,2% dos casos de câncer de mama, é a própria mulher quem detecta os primeiros sinais da doença.

O estudo foi feito pelo Núcleo de Pesquisa Epidemiológica da Divisão de Pesquisa Populacional do Inca, que entrevistou 405 mulheres que procuraram atendimento devido a câncer de mama pela primeira vez entre junho de 2013 e outubro de 2014 no Rio de Janeiro.

Os principais sinais notados por essas mulheres foram a presença de um caroço (citado por 89,6% das mulheres) dor na mama (20,9%), alterações na pele da mama (7,1%), alterações no mamilo (2,6%), saída de secreção do mamilo (5,6%) e alteração no formato da mama (3,7%).

Em 30,1% dos casos, a doença foi identificada por uma mamografia ou outro exame de imagem e, em 3,7% dos casos, um profissional de saúde detectou a suspeita. O Inca e o Ministério da Saúde lançaram, nesta quinta-feira, uma campanha do Outubro Rosa, movimento de prevenção ao câncer de mama celebrado este mês, chamada “Câncer de mama: vamos falar sobre isso?”. A ideia é divulgar a informação de que todas as mulheres de 50 a 69 anos façam a mamografia a cada dois anos.

Câncer mais comum entre mulheres
O câncer de mama é o tipo de câncer mais comum entre as mulheres no mundo e no Brasil. Segundo estimativa do Inca, o Brasil deve ter 57.960 novos casos de câncer de mama em 2016. O câncer de mama também pode atingir homens, mas apenas 1% dos casos da doença correspondem a eles.

Em 2013, último ano com dados disponíveis, 14.388 pessoas morreram de câncer de mama no Brasil, sendo 14.206 mulheres e 181 homens.

Diagnóstico
A realização anual da mamografia para mulheres a partir de 40 anos é importante para que o câncer seja diagnosticado precocemente.

O autoexame é muito importante para que a mulher conheça bem o seu corpo e perceba com facilidade qualquer alteração nas mamas e assim procure rapidamente um médico. Vale lembrar que o autoexame não substitui exames como mamografia, ultrassom, ressonância magnética e biopsia, que podem definir o tipo de câncer e a localização dele.

Tratamento
O câncer de mama tem pelo menos quatro tipos mais comuns e alguns outros mais raros. Por isso, o tratamento não deve ser padrão. Cada tipo de tumor tem um tratamento específico, prescrito pelo médico oncologista. Entre os tratamentos estão a quimioterapia e radioterapia, a terapia alvo e a imunoterapia.

Por G1

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Casos suspeitos de dengue na Paraíba sobem 90,82% em 2016, diz SES

dengueAs notificações de casos prováveis de dengue tiveram um aumento de 90,82% de 2015 para 2016, comparando o período de 1º de janeiro a 28 de agosto. O dado foi divulgado nesta terça-feira (13), no boletim da dengue, zika e chikungunya da Secretaria de Estado da Saúde (SES). Nesta 34ª semana epidemiológica de início de sintomas, foram notificados 35.588 casos suspeitos da doença. Em 2015, no mesmo período, foram registrados 18.650 casos.

“Dos 223 municípios do estado, 219 registraram a ocorrência de casos suspeitos de dengue no sistema até o momento, restando ainda quatro municípios sem nenhuma notificação. É importante evidenciar que sinalizar a possibilidade de casos suspeitos é uma forma de manter todas as equipes de vigilância e assistência atentas para o agravo, o que contribui para o desencadear das demais ações de vigilância epidemiológica e ambiental necessárias para o controle da doença em seu território”, alertou a gerente operacional de Vigilância Epidemiológica da SES-PB, Izabel Sarmento.

Mortes
Até a 34ª semana, foram notificadas 103 mortes suspeitas por arboviroses, sendo 16 confirmados – cinco por dengue e 11 por chikungunya. “É importante frisar que dos 11 óbitos confirmados por chikungunya, destaca-se a I Gerência Regional de Saúde com a maioria deles, sendo cinco em João Pessoa, um em Bayeux e um em Cabedelo. A estratégia mais efetiva para evitar os óbitos causados pela dengue, zika e chikungunya é a detecção precoce dos casos suspeitos combinado com o manejo adequado do paciente, de acordo com o agravo”, enfatizou a gerente operacional.

Zika e chikungunya
De acordo com o boletim, ainda foram registrados 4.205 casos suspeitos do vírus da Zika, um aumento de 298 casos nas últimas duas semanas. Atualmente, na Paraíba, existem três unidades Sentinelas do vírus da Zika, implantadas para identificação da circulação viral, nos municípios de Bayeux, Campina Grande e Monteiro, conforme recomendação do Ministério da Saúde. Entretanto, o número de coletas nessas unidades tem sido reduzido.

Quanto às notificações de suspeita de chikungunya, no período de 1º de janeiro a 28 de agosto de 2016, foram registrados 17.664 casos suspeitos, ou seja, um acréscimo de 2.030 casos nas duas últimas semanas epidemiológicas. “Observa-se o pico de casos entre a 13ª e a 20ª semana, correspondente ao 2º trimestre, o que coincide ao período de maior volume pluviométrico e de umidade no ar, favorecendo a proliferação do mosquito”, explicou Izabel.

Risco de surto
Durante o mês de julho, 219 municípios realizaram o 2º levantamento de índices, para avaliar a infestação predial pelo Aedes aegypti, por meio do Levantamento de Índice Rápido do Aedes aegypti (LIRAa) e Levantamento de Índice Amostral (LIA), este último, para municípios que possuem até 2 mil imóveis.

De acordo com os dados, 52 municípios (23,3%) atualmente estão em situação de risco para ocorrência de surto. Em situação de alerta, 114 municípios (51,3%), enquanto 53 municípios (23,7%) têm situação satisfatória e quatro municípios (1,8%) não informaram seus resultados de LIRAa e LIA.

“Solicitamos à comunidade que fique atenta e faça a vistoria em seu imóvel, verificando os locais onde possam acumular água e servir de criadouro para o mosquito.  Acondicione o lixo adequadamente, armazene os pneus em locais seco, verifique se a caixa d’água está tampada, evite o armazenamento de água em tambores e outros recipientes, caso haja necessidade em fazê-lo, vede-os adequadamente. Lembre-se que o mosquito Aedes aegypti além de transmitir dengue, também transmite febre chikungunya, febre amarela e zika, doenças graves que podem levar até a morte”, orientou a gerente de Vigilância em Saúde da SES-PB, Renata Nóbrega.

G1

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Zika causa surdez em 6% de casos, diz estudo da Fiocruz

Peter Leone/Futura Press/Estadão Conteúdo
Peter Leone/Futura Press/Estadão Conteúdo

Um estudo realizado com 70 bebês de mães que contraíram zika registrou que quase 6% teve perda de audição, acrescentando o problema à lista de doenças que o vírus pode causar quando mulheres são infectadas durante a gravidez.

O estudo brasileiro, publicado nesta terça-feira no relatório semanal sobre mortes e doenças do Centro de Controle e Prevenção de Doenças dos Estados Unidos, confirmou relatos menos rigorosos sobre surdez entre bebês nascidos de mães infectadas pelo vírus da zika.

A descoberta é parte de um esforço para caracterizar de forma total as possibilidades que o vírus pode causar durante a gravidez. O vírus é mais conhecido por causar microcefalia, mas outros estudos indicam que a zika pode provocar outras anomalias cerebrais, problemas de visão e alterações nas juntas.

No estudo mais recente, uma equipe liderada pela doutora Marli Tenório e pelo doutor Ernesto Marques, da Fundação Oswaldo Cruz de Pernambuco, examinou registros de 70 bebês com microcefalia, cujas mães tiveram infecções confirmadas durante a gravidez.

Os pesquisadores descobriram que quase 6 por cento dos bebês tiveram perda de audição sem qualquer outra causa plausível.

Diversas outras infecções virais durante a gravidez podem causar perda de audição, incluindo rubéola e citomegalovírus, ou CMV. O estudo recente acrescenta o vírus da zika à lista.

Cientistas dizem que o vírus  agora pode ser considerado fator de risco para perda de audição, e crianças que foram expostas durante a gravidez e apresentam audição normal devem ser checadas regularmente para perda progressiva de audição.

A ligação entre o vírus e a microcefalia foi descoberta no Brasil em 2015 e já há mais de 1.800 casos confirmados.

Uol

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Paraíba registra 3.907 casos suspeitos do vírus Zika

zikaA Secretaria de Estado da Saúde (SES-PB) divulgou, nesta terça-feira (16), o novo boletim da dengue, zika e chikungunya. De acordo com os dados, de 1º janeiro a 8 de agosto de 2016 (32ª semana epidemiológica de início de sintomas) foram notificados 35.873 casos prováveis de dengue. Em 2015, no mesmo período (até 32ª SE), registrou-se 18.349 casos, evidenciando um aumento de 95,50%. Observa-se que o pico do aumento dos casos ocorreu no mês de março, entretanto, a partir de maio começou a redução dos casos.

De acordo com o boletim, foram registrados 3.907 casos suspeitos do vírus Zika. Atualmente, na Paraíba, existem três unidades Sentinelas do Zika vírus implantadas para identificação da circulação viral nos municípios de Bayeux, Campina Grande e Monteiro, conforme recomendação do Ministério da Saúde. Quanto às notificações de suspeita de chikungunya, no período de 1º de janeiro a 8 de agosto de 2016 foram registradas 15.634.

Em relação ao número de óbitos, foram notificados 49 como suspeita de dengue, dos quais cinco foram confirmados (um em Rio Tinto, um em João Pessoa, um em Cajazeiras, um em Monteiro e um em Itabaiana), 10 descartados e os demais em investigação. Foram registrados também 22 óbitos de casos suspeitos de chikungunya, sendo nove confirmados (um em Alhandra, dois em João Pessoa, um em Aroeiras, um e Soledade, um em Monteiro, um em Campina Grande, um em Diamante e um em Santa Cecília), dois descartados e os demais em investigação.

Ciclos de visitas – Para o controle do mosquito Aedes aegypti, que transmite as três doenças, o Ministério da Saúde recomenda aos municípios a realização de visitas a todos os imóveis urbanos (residências, comércios, indústrias, órgãos públicos, terrenos baldios etc) e infraestruturas públicas (praças, parques, jardins, bueiros, etc) de seu território, nas seguintes datas:

5º ciclo – até o dia 31 de agosto;
6º ciclo – até 31 de outubro;
7º ciclo – até o dia 31 de dezembro.

LIRAa e LIA – Durante o mês de julho, 218 municípios (97,7%) realizaram o 2º levantamento de índices, para avaliar a infestação predial pelo Aedes aegypti, através do LIRAa (Levantamento de Índice Rápido do Aedes aegypti) e LIA (Levantamento de Índice Amostral), este último, para municípios que possuem ate 2 mil imóveis.

De acordo com os dados, 51 (22,8%) municípios atualmente estão em situação de risco para ocorrência de surto. Em situação de alerta, 114 municípios (51,3%), 53 municípios (23,7%) em situação satisfatória e cinco municípios (2,2%) não informaram seus resultados de LIRAa e LIA.

“Solicitamos à comunidade que fique atenta e faça a vistoria em seu imóvel, verificando os locais onde possam acumular água e servir de criadouro para o mosquito. Acondicione o lixo adequadamente, armazene os pneus em locais seco, verifique se a caixa d’água está tampada, evite o armazenamento de água em tambores e outros recipientes, caso haja necessidade em fazê-lo, vede-os adequadamente. Lembre-se que o mosquitoAedes aegypti além de transmitir dengue também transmite febre chikungunya, febre amarela e zika, doenças graves que podem levar até a morte”, orientou a gerente de Vigilância em Saúde da SES-PB, Renata Nóbrega.

Situação Laboratorial – Em 2016, foram analisados pelo Laboratório Central de Saúde Pública da Paraíba (Lacen-PB), 5.031 amostras sorológicas para dengue (650 reagentes, 4.227 não reagentes e 151 indeterminadas). Este ano já existem exames comprobatórios da circulação da doença em 92 municípios.

Os municípios devem coletar amostra de pelo menos 10% dos casos suspeitos por dengue, sendo o antígeno NS1 (em amostras de sangue) do 1º ao 3º dia de início dos sintomas e sorologia do 7º ao 28º dia de sintomas. Todas as amostras devem ser acondicionadas adequadamente para garantir a qualidade do material biológico.

“Para todos os casos com sinais de alarme, graves e óbitos suspeitos de dengue, a SES recomenda a coleta oportuna e envio imediato ao Lacen-PB. Para os municípios que ainda não isolaram o vírus continua a recomendação do envio oportuno do isolamento viral até o 5º dia de sintomas, enviado em 24 h para o Lacen-PB devidamente acondicionado”, reforçou Renata.

Quanto ao zika, no ano de 2015 foi detectada a doença aguda pelo viral de Zika vírus nos municípios de João Pessoa, Campina Grande, Olivedos e Cajazeiras. Já em 2016, exames laboratoriais comprovaram a circulação da doença nos municípios de Caldas Brandão, João Pessoa, Guarabira, Conceição, Pilões, Itabaiana, Sapé e Campina Grande.

Sobre a Chikungunya, em 2015, houve a confirmação laboratorial em Monteiro. Em 2016 foram analisadas no LACEN-PB 4.344 amostras sorológicas para Chikungunya (2.424 reagentes, 1.795 mão reagentes, 1 inconclusivo e 124 indeterminadas).

“Lembramos que o Lacen-PB é o serviço de referência estadual para análise das amostras, ficando sob a responsabilidade dos serviços municipais a realização das coletas de material biológico. Para realização da análise o Lacen-PB necessita que o caso esteja cadastrado no Gerenciador de Ambiente Laboratorial [Gal] e notificado no sistema oficial do Ministério da Saúde [Sinan]”, destacou Renata.

Guillain-Barré e outras manifestações neurológicas – Foram informados pelos serviços hospitalares, de julho de 2015 até o momento, 38 casos suspeitos, sendo 16 descartados, seis confirmados e 16 em investigação por suspeita de ter correlação com chikungunya e/ou zika vírus e/ou dengue.

A SES, por meio da Gerência Executiva de Vigilância em Saúde, vem recomendando a todos os serviços de saúde a comunicação à Área Técnica Estadual da Vigilância Epidemiológica e a Coordenação Estadual dos Núcleos Hospitalares de Vigilância Epidemiológica, por meio de formulário com dados específicos, com o objetivo de acompanhar e investigar quais possíveis agentes etiológicos desencadearam as manifestações neurológicas com infecção viral prévia de até 60 dias antes.

Portaria de Notificação Compulsória – Na Portaria GM Nº 204, de 17 de fevereiro de 2016, ficou definido que todo óbito suspeito de chikungunya deve ser informado imediatamente à SES. Permanece a orientação de que todo caso suspeito deve ser notificado.

Além disso, desde o dia 17 de fevereiro, ficou instituída também a notificação obrigatória para todos os casos suspeitos de zika vírus. A notificação deve ser registrada no Sinan NET. Nos casos suspeitos de zika vírus em gestante e óbitos suspeitos da doença, as Secretarias Municipais de Saúde devem comunicar em até 24 horas à SES, por meio do Cievs (98828-2522) e Núcleo de Doenças Transmissíveis Agudas (3218-7493). A SES destaca que a notificação para os três agravos (dengue, chikungunya e zika vírus) deve ocorrer de acordo com a clínica mais compatível e definição de caso, conforme orientação do Ministério da Saúde.

WSCOM Online com Assessoria

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