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Ensaio para o casamento coletivo do Maior São João do Mundo reunirá 164 casais em CG

O ensaio para o casamento coletivo do Maior São João do Mundo reunirá 164 casais, na Pirâmide do Parque do Povo, neste domingo (19). A atividade começa a partir das 15h. Um dos principais objetivos desse ensaio é para que os casais conheçam com antecipação o percurso que farão no dia 12 de junho, data que ocorrerá a Cerimônia.

O local de concentração dos casais é o Centro Cultural Lourdes Ramalho, inicialmente eles serão acolhidos no Teatro Rosil Cavalcanti onde  receberão as primeiras instruções, sobre horário de chegada, vestimenta, tramites da cerimônia, produção de maquiagem e penteado, dentre outras etapas.

Em seguida serão perfilados em forma cortejo e  conduzidos pela equipe da Secult para o local onde ocorrerá a cerimônia, dando inicio aos ritos do Casamento.

A agenda dos casais prossegue com reuniões dia 28 de Maio no Teatro Severino Cabral e 09 de junho , onde ocorrerá o ensaio geral com a participação da Filarmônica Epitácio Pessoa e vários outros artistas que abrilhantarão o grande acontecimento, que no ano de 2019 celebra 30 anos de realização, reunindo cerca de cinco mil novas famílias.

 

clickpb

 

 

As 6 queixas mais comuns dos casais para os terapeutas e como solucioná-las

imagem: Getty Images
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Cada casal é de um jeito, mas há questões comuns à maioria deles. Felizmente, muitos dos impasses podem ser resolvidos com menos expectativa e mais diálogo. A seguir, psicólogos e terapeutas de casais contam as reclamações mais frequentes em consultório.

  • As tarefas de casa não são divididas

    Segundo o psicólogo Breno Rosostolato, professor da Faculdade Santa Marcelina, em São Paulo, é a mulher quem apresenta a queixa com mais frequência. “Muitos homens se colocam como soberanos da casa. Eles dizem: se ela pedir, ajudo, mas a mulher não tem de pedir nada. O homem tem de contribuir voluntariamente. É obrigação e não uma ação nobre”, afirma. Segundo o especialista, é fundamental que a mulher também evite pegar a responsabilidade de tudo para si e aprenda a delegar, para não reforçar o machismo. “É preciso dizer para o outro que você espera que ele seja participativo.”

  • Falta iniciativa

    Esperar que o par faça qualquer coisa no momento que deseja é pedir para se frustrar, segundo a terapeuta familiar Heloísa Capelas, autora do livro “O Mapa da Felicidade” (editora Gente). “Queremos que a outra pessoa nos entenda, que compreenda o que desejamos e adivinhe o que estamos pensando, mas não conversamos com ela sobre isso”, diz a especialista. O primeiro passo para melhorar a comunicação é reconhecer que o outro pensa e age de forma diferente da nossa. Isso já ajuda a evitar que irritações, raivas e frustrações tomem conta.

  • O celular é o terceiro elemento da relação

    Quando usado em excesso, o smartphone pode prejudicar o diálogo e a interação entre o casal. “Tem sempre um que se ressente e considera abusiva a forma como o parceiro utiliza a internet. Então aparecem sentimentos de insegurança, desconfiança e desrespeito”, diz a psicóloga Vânia Calazans, especialista em terapia cognitivo comportamental pela Universidade de São Paulo. Em vez de resmungar cada vez que o par mexe no celular, é melhor dizer de uma vez que o comportamento está afastando o casal. Também é importante valorizar os momentos desconectados, deixando claro para o outro o quanto é bom quando os dois podem se curtir de fato.

  • O jeito do outro não é igual ao seu

    Ele lava a louça mal, deixa as roupas encardidas e nunca passa pano direito no chão, mas se há colaboração, vale repensar a forma de executar tarefas. “Cada um faz do jeito que sabe e pode e o outro não deve dar pitaco. Até porque, se o seu jeito é o melhor, só você pode fazer”, diz a psicóloga Graziela Baron Vanni, coautora do livro “Amor, Ciúme e Infidelidade” (editora Letras do Brasil).

  • Atitudes simples são encaradas como provocações

    “Ele não lavou a roupa porque não se importa comigo.” Talvez ele não tenha feito porque esqueceu, ficou com preguiça ou porque não gosta e procrastina a tarefa, mas nem sempre é uma tentativa de afronta. “Nessas horas, o diálogo de acolhimento funciona: ‘Sei que é chato, também não gosto de fazer, mas vamos fazer juntos ou criar um jeito que seja mais fácil para você’. Essa é uma conversa típica de um casal cúmplice, maduro e que se respeita”, diz Graziela.

  • Só um trabalha ou o outro ganha muito menos

    “Existe uma cobrança velada quando um dos parceiros não está trabalhando ou recebe um salário muito menor”, diz a psicóloga Milena Carbonari, especialista em sexualidade. Então, começam as reclamações sobre o quanto foi gasto em roupas, saídas com os amigos ou no salão de beleza. O caminho é os dois controlarem juntos receitas e despesas da casa e combinarem o quanto pode ser gasto individualmente em determinados períodos.

Uol

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15 coisas que só casais que estão juntos há muito tempo vão entender

casalQuando um casal começa a conviver juntos, tudo é um mar de rosas, os beijos são ‘calientes’ e os carinhos são mais frequentes. Mas, com o passar dos anos, tudo muda, o romantismo já não é mais o mesmo e a convivência modifica completamente.

Se você é uma dessas pessoas que já convive com alguém por um longo tempo, entende bem sobre onde estamos querendo chegar. Então, veja se você consegue se identificar com as seguintes 15 situações abaixo:

1 – Chega de dormir de conchinha

É claro que é muito bom dormir nessa posição, mas convenhamos que ficar agarradinhos a noite toda pode ser um tanto incômodo e casais que já convivem há muito tempo juntos, já não dão tanta importância assim para isso.

2 – O uniforme na hora de dormir

As camisolas sexy de seda são deixadas de lado com o tempo e dão lugar àquela camisa enorme do marido ou aquele pijama de algodão mesmo.

3 – O amor à TV

O único romance mais forte que o casal tem é com os filmes e seriados de TV.

4 – Muita intimidade atrapalha

Com o passar do tempo, fazer certas coisas na frente da pessoa já não e mais nada demais como arrotar ou soltar um pum! É um tanto nojento, mas é assim mesmo que acontece.

5 – A intimidade com as famílias

Vocês sempre vão as mesmas reuniões de família e sempre escutam as mesmas piadinhas: “quando vocês vão ter filhos? ” ou, “quando vão ter o segundo filho? ”

6 – A conexão fica mais forte

Um casal que vive muito tempo junto passa a saber praticamente tudo o que o outro pensa e, muitas vezes, eles se comunicam só pelo olhar.

7 – Nada de agarramento em público

Hoje em dia, vocês já não são mais como um casal na frente de todos e agem apenas como duas pessoas que moram juntas.

8 – Os beijos são diferentes

Antes vocês se beijavam o tempo todo, mas, hoje em dia, isso passou a ser raro.

9 – Sinceridade não é mais problema

Um casal antigo não tem medo de dizer tudo o que pensa sobre o outro e fala tudo o que lhe vem à mente, sem receio de ser ofendido ou de ofender.

10 – O que é de um é do outro

Nada de se preocupar com dinheiro ou objetos pessoais. Com o passar do tempo, tudo é de todo mundo dentro de casa e não tem essa de ‘esse é seu e esse é meu’.

E ainda…

11 – Vocês sempre sabem o que o outro gosta de comer.

12 – Já não dão mais tanta importância para as brigas do dia a dia.

13 – Vocês conversam entre códigos e apelidos de pessoas que só vocês entendem.

14 – Muitas vezes uma boa soneca ainda é melhor do que fazer sexo.

15 – A discussão sobre quem vai lavar a louça é algo que faz parte da rotina diária do casal.

blastingnews

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Patos lidera ranking sexual de troca de casais no Sertão da PB

casas-de-swingLevantamento realizado em uma das maiores rede sociais de sexo e swing no Brasil – a Sexlog – aponta que várias cidades do Sertão paraibano está aderindo a prática sexual de troca de casais. Segundo a Sexlog, Patos lidera o ranking das cidades sertanejas da Paraíba com 286 casais e usuários em busca de troca de parceiros durante o sexo.

Cajazeiras é a segunda, com 114 casais cadastrados; seguida por  Sousa (73), Pombal (29) e Catolé do Rocha (28).

Após agendar o encontro, os casais trocam seus parceiros para fazerem sexo, eles participam de festinhas liberais que são realizadas na maioria das vezes em outras cidades para garantir o sigilo dos participantes.

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O site Sexlog possui mais de quatro milhões de usuários cadastrados.

Via MaisPB

Comercial de O Boticário com casais gays gera polêmica e chega ao Conar

casais-boticarioA campanha de Dia dos Namorados do Boticário que mostra diferentes tipos de casais, heterossexuais e homossexuais, trocando presentes, virou alvo de protestos e ameaça de boicote à marca nas redes sociais e até de denúncia ao Conar (Conselho Nacional de Autorregulamentação Publicitária).

O órgão informou nesta terça-feira (2) que abriu um processo para julgar a propaganda após receber mais de 20 reclamações de consumidores que consideraram a peça “desrespeitosa à sociedade e à família”. Ainda não há data para o julgamento.

Procurada pelo G1, O Boticário informou que “não recebeu, até o momento, nenhuma notificação do Conar (Conselho Nacional de Autorregulamentação Publicitária), em referência à campanha “Casais” para o Dia dos Namorados”.

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A página da marca de cosméticos no Facebook também recebeu uma enxurrada de manifestações, incluindo mensagens de teor homofóbico, mas também muitos elogios à propaganda.

No YouTube, acabou se instalando uma espécie de “competição” para ver se o comercial ganhava mais aprovações ou reprovações. Na tarde desta terça-feira, por volta das 17h, os “likes” ultrapassaram os “dislikes”, com número de 172.833 contra 149.622. Assista ao vídeo

Vários internautas chegaram também a registrar seus protestos no Reclame Aqui, site de reclamações sobre atendimento compra e venda de produtos e serviço.

“O Boticário perdeu a noção da realidade, empurrando essa propaganda que desrespeita a família brasileira. Não tenho preconceito mas acho que a propaganda á inapropriada para a TV aberta, a partir de hoje não compro mais nem um só sabonete lá e eu era cliente”, escreveu um consumidor.

Segundo o Reclame Aqui, desde o dia 25 de maio, quando o vídeo foi lançado, até o dia 1º de junho, foram 90 reclamações abertas, sendo 84 delas contra e 6 a favor da propaganda.

‘Diversidade do amor’
A marca anunciou o lançamento do comercial como uma defesa da “diversidade do amor”, “além das convenções”.

Em nota enviada ao Reclame Aqui, o Boticário reforçou o seu posicionamento: “O Boticário acredita na beleza das relações, presente em toda sua comunicação. A proposta da campanha “Casais”, que estreou em TV aberta no dia 24 de maio, é abordar, com respeito e sensibilidade, a ressonância atual sobre as mais diferentes formas de amor – independentemente de idade, raça, gênero ou orientação sexual – representadas pelo prazer em presentear a pessoa amada no Dia dos Namorados. O Boticário reitera, ainda, que valoriza a tolerância e respeita a diversidade de escolhas e pontos de vista”. O posicionamento foi reiterado em nota enviada ao G1 nesta terça.

O Conar informou, por meio da sua assessoria de imprensa, que a abertura do processo para julgar o comercial não impede que a propaganda continue a ser veiculada. O órgão costuma ser cauteloso em casos envolvendo questões morais e o código de autorregulamentação publicitária veda qualquer tipo de preconceito. A previsão é que o caso seja julgado pelo conselho de ética do Conar em até 45 dias.

Outro caso
Em abril, o bombom Sonho de Valsa também trouxe um novo ponto de vista sobre o amor em campanha que entrou em rede nacional. Com o mote ‘Pense Menos, Ame Mais’, a propaganda mostrou casais de diversos tipos em beijos apaixonado, enquanto o narrador levanta hipóteses sobre seus pensamentos.

No filme de 60 segundos são mostrados um casal de idosos, um branco e uma negra, uma gestante e seu marido, um homem em uma cadeira de rodas e uma mulher sentada em seu colo e também um casal de homossexuais do sexo feminino.

Segundo o Conar, não chegaram reclamações ao órgão contra o comercial.

G1

Projeto que impede adoção por casais homoafetivos pode avançar no Congresso

gay-homossexualO Estatuto da Família, projeto de Lei do deputado federal Anderson Ferreira (PR-PE), que determina a família como sendo a “união entre homem e mulher” pode ser votada nesta terça-feira (9) na comissão especial que avalia o projeto. Como tramita em caráter conclusivo, a proposta deve ir direto para o Senado, se aprovada, sem precisar passar pela votação no Plenário. O projeto enfrenta resistência do movimento LGBT, que não se vê contemplado na definição de família proposta.

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O relatório é do deputado Ronaldo Fonseca (Pros-DF), que apresentou um substitutivo que modifica o Estatuto da Criança e do Adolescente (ECA) e impede a adoção de crianças por casais homoafetivos.

A proposta também inclui a disciplina de “Educação para a Família” como tema obrigatório nas escolas de ensino fundamental e médio.

“Para os fins desta Lei, define-se entidade familiar como o núcleo social formado a partir da união entre um homem e uma mulher, por meio de casamento ou união estável, ou ainda por comunidade formada por qualquer dos pais e seus descendentes”, diz o texto apresentado por Ferreira.

Na justificativa, o deputado pernambucano, diz que o conceito de família vem sofrendo uma desconstrução. “A família vem sofrendo com as rápidas mudanças ocorridas em sociedade, cabendo ao Poder Público enfrentar essa realidade, diante dos novos desafios vivenciados pelas famílias brasileiras”, defende.

A comissão tem reuniões nesta terça e na quarta (10); ambas marcadas para as 14h30. A expectativa é que a proposta seja aprovada. O projeto de Lei só segue para o Plenário da Câmara se um recurso assinado por 51 deputados solicitar esse encaminhamento.

Integrante da Frente Parlamentar em Defesa dos Direitos Humanos, o deputado Jean Wyllys (PSOL-RJ), militante da causa LGBT, garante que se o projeto passar na Câmara a Frente irá atuar para derrubá-lo no Senado.

Desde maio de 2011, o Supremo Tribunal Federal (STF) reconhece o casamento civil entre pessoas do mesmo sexo dentro da jurisprudência brasileira.

Blog do Jamil

Relator de comissão propõe veto à adoção por casais gays

Foto: BBCBrasil.com
Foto: BBCBrasil.com

O deputado federal Ronaldo Fonseca (PROS-DF) é o relator do comitê que analisa no Congresso o polêmico Estatuto da Família, que define “família” no país como união entre homem e mulher e é visto por ativistas LGBT como discriminatório.

Em seu perfil no Twitter, ele se identifica como advogado, presidente de seu partido no Distrito Federal, presidente da Assembleia de Deus de Taguatinga e coordenador da bancada da Assembleia de Deus na Câmara.

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O parlamentar, que cumpre seu primeiro mandato na Câmara, foi eleito relator pelos 24 deputados da comissão que analisa o projeto de lei que institui o Estatuto da Família. Ele redige o parecer final que será submetido à votação dentro da própria comissão.

O estatuto prevê “políticas públicas para proteger a família” e, em um de seus artigos, define esta como sendo exclusivamente a união entre um homem e uma mulher.

A opinião do deputado será aceita ou rejeitada pelos outros membros da comissão.

“Apresentei o relatório na Comissão Especial do Estatuto da Família”, disse o deputado no Twitter. “Meu voto está causando estresses. Por que será?”

Fonseca declarou-se a favor do projeto, criticado como preconceituoso por movimentos de direitos LGBT e outros deputados. Mas não foi só isso que gerou críticas.

Ele também sugeriu a inclusão de um novo artigo, que modifica o Estatuto da Criança e do Adolescente e restringe a adoção a casais heterossexuais ou solteiros, algo não previsto pelo texto original.

Em entrevista à BBC Brasil, o deputado diz que seu voto é “moderno” e corrige um “equívoco”do Supremo Tribunal. A seguir, ele explica por quê:

BBC Brasil – O senhor diz no parecer que o Estatuto da Família busca dar luz a um momento “tenebroso” no conceito de família. Por quê?
Ronaldo Fonseca – Por conta da interpretação que o Supremo Tribunal Federal fez do artigo 226 da Constituição Federal. O conceito de família estava claro neste artigo, que diz que a família é a base da sociedade e ela é composta pela união entre um homem e uma mulher ou qualquer dos pais e seus filhos. Mas o STF fez uma interpretação do Código Civil e criou a família homoafetiva. Isso bagunçou tudo e gerou insegurança jurídica.

Deu um direito só aos homossexuais e não às outras famílias afetivas. Por exemplo, se um irmão que cuida de outro morrer, o que fica não tem direito a pensão. Por quê? Eles não formam uma família afetiva? Não é possível dar um privilégio apenas aos homossexuais. O Estatuto é necessário para dar clareza a este conceito.

BBC Brasil – Por que casais homossexuais não podem ser considerados famílias?
Ronaldo Fonseca – Primeiro, não é casal, é par, né? Além disso, não há problema um casal homossexual se designar uma família, mas quando vou criar uma lei para regulamentar e detalhar a proteção especial da Constituição à família, tenho que esclarecer o que faz o Estado ter esse dever. O Estado dá proteção porque é bonzinho. O Estado não faz nada de graça para ninguém. Quando protege, é porque há uma razão – esta razão é a geração de filhos.

Dois homens ou duas mulheres não geram filhos. Pode haver uma dependência econômica ou patrimonial – e o Código Civil já tutela estes direitos. Se querem proteção patrimonial, façam um contrato. Se querem proteção na herança, há o testamento. Mas, quando falamos de direito de família para gozar de uma proteção especial, não tem por que o Estado fazer isso para dois homens ou duas mulheres que querem viver juntos só por causa da sua afetividade ou do sexo. Mas o que o Supremo fez foi criar a família afetiva e disse que isso só vale para os homossexuais.

BBC Brasil – O senhor considera isso uma discriminação?
Ronaldo Fonseca –  Sim. Vou dar um exemplo: uma senhora em Águas Claras era viúva há 13 anos e tinha um único filho que trabalhava para cuidar dela. O menino morreu. Ela entrou com um pedido na Previdência de pensão, que foi negado. Disseram que não havia vínculos. Mas não havia a afetividade?

BBC Brasil – No parecer, o senhor sugere a inclusão de um artigo que impede a adoção de crianças por casais homossexuais. Por quê?
Ronaldo Fonseca –  A questão tinha de ser abordada. Se digo com base na Constituição que um casal homossexual não é juridicamente uma família, como este casal poderia adotar uma criança como uma? Nem teria como colocar na certidão o nome de duas mulheres e dois homens, porque a filiação exige o nome de um pai e de uma mãe. A legislação permite a adoção por solteiros. Mas não é isso que eles querem.

BBC Brasil – Existem casais homossexuais que vivem com crianças. Se só uma destas pessoas adotar e ela vir a falecer, a outra não terá direitos sobre a criança. Isso não gera uma situação complicada?
Ronaldo Fonseca –  Veja bem, são incidentes do mundo jurídico. Casos isolados têm de ser apreciados pela Justiça. Há testemunhas para atestar o vínculo, a proteção que houve. É possível pedir a guarda. Já aconteceu várias vezes, como com a cantora Cássia Eller. Se dois estão cuidando, acho justo que haja esse direito. Mas a lei não pode prever cada caso. Tem de ser genérica. E se de repente a pessoa que ficou não tem condição de cuidar da criança? Ela tem direito a isso só por que vivia na mesma casa?

BBC Brasil – O senhor destaca que a Constituição foi promulgada “sob a proteção de Deus”e que deve ser levada em conta a influência da religião e a vontade da maioria. O que quis dizer?
Ronaldo Fonseca – Estou dizendo que não é a religião que criou a família e que, portanto, meu voto não é religioso. Fiz questão de colocar isso porque as pessoas sempre querem puxar por esse lado. Mas nosso Estado é laico e não ateu. Vivemos num país de cultura judaico-cristã. Tanto que a Constituição diz que nosso arcabouço jurídico está sob a proteção de Deus. Reconhece que existe uma fé da população. Então, como o Estado não vai enxergar o que pensa a maioria? Obviamente, não somos um Talebã. Somos uma democracia, e nela vence quem tem mais força e voto.

BBC Brasil – O senhor compartilha da opinião manifestada por alguns líderes e políticos evangélicos de que a família está ameaçada?
Ronaldo Fonseca – Não uso essa expressão, porque sou advogado e primo pelo contraditório. A família sempre será família, com afeto ou sem. Quantos pais espancam o filho porque não amam? Mas não deixa de ser pai e filho. Família é sociologicamente e biologicamente família. É a instituição mais antiga. Surgiu antes do Estado e da religião. Mas a família está se acomodando, como fez o parágrafo 4º do artigo 226 da Constituição Federal, que prevê a família monoparental. Isso foi uma novidade.

BBC Brasil – O senhor é pastor evangélico. A sua religião teve influência no seu voto?
Ronaldo Fonseca – Não é influência. Tenho formação cristã desde o berço e não fujo disso. Mas não me julgo uma pessoa alienada. Estudei e me preparei. Aliás, sou crítico da religião. Acho que não é uma coisa boa para a sociedade. A religião já cometeu muitos pecados. Basta olharmos para a história para ver o quanto já prejudicou. Mas é óbvio que minha formação me orienta em todas as minhas decisões.

BBC Brasil– O senhor disse que devemos respeitar a opinião da maioria da população. Uma enquete no site da Câmara pergunta quem está de acordo com a definição de família e prevista no Estatuto. Neste momento, o voto contra tem maioria. Isso deve ser levado em conta?’
Ronaldo Fonseca –  Se você acompanhar a votação, vai ver que durante o dia o “sim” prevalece e de noite o “não” passa à frente. É uma enquete na qual é possível votar mais de uma vez, então, é difícil orientar-se por ela. Não pode ser considerada um raio-x da população. Tenho conhecimento, por exemplo, que no movimento LGBT tem um escritório preparado para ficar na internet o tempo todo votando. No entanto, uma pesquisa feita em 2010 indicou que a maioria é contrária a este modelo de família.

BBC Brasil – A qual pesquisa o senhor se refere?
Ronaldo Fonseca –  Não me lembro agora de qual instituto foi. Mas a maioria da população opinou assim. O que a enquete indica é que há uma mobilização em torno da questão. Mostra que a população quer uma resposta sobre o conceito de família. Quero trazer o assunto para o debate. Essas manifestações são muito salutares. A democracia é debate. Alguém perde e alguém ganha.

BBC Brasil– Uma crítica feita ao projeto é de que é homofóbico, como apontaram os deputados federais Erika Kokay e Jean Wyllys. O senhor discorda. Por quê?
Ronaldo Fonseca –  Primeiro, temos que definir o que é homofobia no Brasil. Para militantes LGBT, como Erika Kokay e Jean Wyllys, tudo é homofobia. Eles criaram uma homofobia da homofobia. Ter opinião divergente não é. Para mim, homofobia é quando você não quer conviver com o diferente e age com violência. É o medo do novo, da diferença. Mas apontar uma diferença é parte da democracia.

Por exemplo, Kokay e Wyllys têm um projeto do qual discordo completamente. Ele autoriza uma criança a mudar de sexo e, se os pais discordarem, um juiz pode acatar a vontade da criança. Isso é loucura, mas tenho que respeitar. Não sou homofóbico por pensar diferente. Convivo com homossexuais sem problema. Tenho amigos e familiares que amo e respeito. Defendo seus direitos como cidadãos.

BBC Brasil– Qual é sua posição quanto ao projeto de lei que criminaliza a homofobia?
Ronaldo Fonseca – Da forma como querem, sou contra. Querem criminalizar a opinião. Se querem tipificar a homofobia, tudo bem. Mas, a meu ver, o Código Penal já prevê uma proibição da lesão corporal e injúria. Se alguém espancar um homossexual, vai ser processado. Não podemos ter preconceito contra ninguém. Isso já está na Constituição. É crime.

Mas o que não pode é dois homens estarem se beijando na boca num ambiente de família, eu dizer para eles que ali não é lugar para isso e ser considerado homofóbico. Ou eles virem pra rua fazer sexo naquelas marchas, o policial dizer que não pode fazer sexo ali e ser afastado por homofobia.

BBC Brasil – Foi por isso que o senhor apoiou uma lei que visa garantir a liberdade religiosa?
Ronaldo Fonseca –  Temos que ter claro o que é preconceito. Se um pastor ou um padre diz na igreja que a homossexualidade é pecado, ele teria cometido um crime de homofobia de acordo com a nova lei que tentam aprovar. A Constituição protege a fé. É preciso garantir a liberdade religiosa no Brasil.

BBC Brasil – Há previsão expressa para preconceito por causa de raça, condição social ou gênero. Por que não fazer o mesmo com a orientação sexual?
Ronaldo Fonseca – Porque orientação sexual não é raça. Ninguém escolhe a cor da pele. Isso independe da vontade, de interesses, de influência da sociedade. Com gênero, é a mesma coisa. Mas, no meu entendimento – e a ciência até hoje não provou o contrário -, o homossexual não nasce assim.

BBC Brasil – O senhor acredita que seu parecer será aprovado?
Ronaldo Fonseca – Vou lutar por isso. A maioria dos deputados já conhece minha posição. Tenho que acreditar, porque acho que meu voto é moderno, de vanguarda. É um voto especial.

BBC Brasil – Há quem aponte seu voto como retrocesso, não?
Ronaldo Fonseca – As críticas fazem parte do processo legislativo. O Estatuto não é retrocesso. Tem como base a Constituição. Senão, vamos dizer que a Constituição é um retrocesso. Vamos mudar a Constituição, então?

BBC Brasil – E caso fosse apresentada uma mudança constitucional neste ponto?
Ronaldo Fonseca – Aí vamos para o debate (risos).

Terra

Casais trocam filhos por viagens, sonhos de consumo e folga no orçamento

A terapeuta Maria Helena Novaes*, de 40 anos, optou por não ter filhos. Com uma renda confortável, ela dificilmente teria realizado o sonho de conhecer o mundo se tivesse engravidado. E essa escolha teve mais ligação com dinheiro do que com falta de tempo ou dedicação.

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Casal com renda de R$ 5 mil pode acumular R$ 3,3 milhões em 30 anos, com 25% do que iria para os filhos

Ela e o marido traçaram um planejamento financeiro para desfrutar da vida de turistas. “Sempre viajamos duas vezes por ano, mas, se tivéssemos filhos, não conseguiríamos bancar todo o conforto e mimos dessas viagens”, conta Maria Helena.

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Gisele Céo*, de 33 anos, deixou de ser dependente dos pais há pouco tempo, ao passar em um concurso público federal. Com renda em torno de R$ 6 mil, ela não tem vergonha em dizer que prefere não comprometer seu orçamento com as despesas de um filho, embora diga gostar de crianças.

“Agora que posso decidir como gastar meu dinheiro como bem entender, vou me endividar por anos, sem fazer minhas vontades? Não, existem outras formas de encontrar realização além de filhos, e o dinheiro proporciona algumas delas, por que não?”.

Pessoas sem filhos são cada vez mais numerosas no Brasil. O percentual de casais que optaram por não gerar herdeiros cresceu de 14% para 19% entre 2002 e 2012, segundo o último levantamento do Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE), divulgado no ano passado.

“Mais caro que um carro de luxo e um cruzeiro pelo mundo”

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Grupo dos sem filhos ganhou o apelido dink nos EUA (“dupla renda, sem filhos”)

De tão representativo, o grupo dos sem filhos ganhou o apelido de “dink” nos Estados Unidos (abreviação de “double income, no kid”, ou “dupla renda, sem filhos”). A economista e psicanalista francesa Corinne Maier, autora do livro “Sem Filhos – 40 Razões Para Você Não Ter”, admite ter se arrependido de engravidar e um dos motivos foi financeiro.

“Um filho custa uma fortuna. Está entre as compras mais caras que um consumidor médio pode fazer em sua vida. Em matéria de dinheiro, custa mais caro que um carro de luxo do último tipo, um cruzeiro ao redor do mundo, um apartamento de quarto e sala em Paris. Pior ainda, o custo total pode aumentar no correr dos anos”, diz, em trecho do livro.

Um cálculo feito pelo professor da ESPM e presidente do Instituto Nacional de Vendas e Trade Marketing (Invent), Adriano Maluf Amui, mostrou que, dependendo da condição econômica dos pais e da disposição em investir no futuro do filho, os gastos com o rebento podem variar entre R$ 200 mil e R$ 1 milhão ao longo de 21 anos – considerando-se apenas gastos básicos, com educação, saúde e lazer.

“O custo de criar um filho aumentou muito para a nova geração em idade fértil”, diz o educador financeiro do instituto Dsop, Reinaldo Domingos. Levando-se em conta o aumento do custo da educação e o prolongamento da dependência para perto dos 30 anos de idade, a decisão por ter filhos passa cada vez mais pela condição financeira do casal.

“Se você não quer comprometer 25% do que ganha, não tenha filhos”

Os pais precisarão desembolsar, no mínimo, 25% de todo o ganho familiar nesta nova vida, como um investimento, ao longo de décadas, estima Domingos. “Se você não quer comprometer 25% da sua renda com outra pessoa, não tenha filhos”, alerta o educador financeiro.

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Ausência de filhos não garante vida financeira confortável, alerta educador do Dsop

Embora não ter filhos gere uma economia considerável, alerta Domingos, essa opção está longe de garantir uma vida financeira tranquila. Da mesma forma, quem gerou uma vida pode ter pleno controle de seu orçamento. A educação financeira, lembra, nada tem a ver com a escolha em ter filhos.

Se o casal for excessivamente consumista, mesmo sem filhos, pode se frustrar por não conseguir formar uma poupança ou fazer um plano de previdencia como gostaria. Já uma pessoa controlada e com perfil investidor pode ter dinheiro de sobra para suas realizações pessoais, ao lado dos filhos.

Portanto, diz Domingos, ao considerar motivos financeiros dentro da opção de ter filhos, deve-se levar em conta não só quanto se ganha, mas como a pessoa lida com o dinheiro. Deve-se pesar sonhos e prazeres: por exemplo, sem filhos, pode-se destinar os 25% para umqa doação, para um plano de aposentadoria ou um estilo de vida mais confortável.

Economia dos “sem filhos” pode ser direcionada para outros sonhos

O educador financeiro do Dsop calculou três casos hipotéticos de quanto um casal pode acumular ao longo de décadas com a quantia que deixaria de investir se tivesse filhos. A estimativa considerou aportes mensais de 25% da renda familiar, levando em conta um rendimento médio de 0,65% por mês e a inflação anual de 5,91% ao ano (correspondente ao IPCA do ano passado):

CASO 1 – Renda de R$ 2 mil

Investimento mensal: R$ 500,00

Valor acumulado em 20 anos: R$ 452.290,18

Valor acumulado em 30 anos: R$ 1.345.061,76

CASO 2 – Renda de R$ 5 mil

Investimento mensal: R$ 1.250,00

Valor acumulado em 20 anos: R$ 1.130.725,46

Valor acumulado em 30 anos: R$ 3.362. 654,41

CASO 3 – Renda de R$ 10 mil

Investimento mensal: R$ 2.500,00

Valor acumulado em 20 anos: R$ 2.261.450,91

Valor acumulado em 30 anos: R$ 6.725.308,81

 

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Papa Francisco realiza casamento de casais que já moram juntos e têm filhos

papaO papa Francisco celebrou o casamento de 20 casais neste domingo (13), alguns dos quais já vivem juntos e tem filhos, no mais recente sinal de que o pontífice argentino quer que a Igreja Católica seja mais aberta e inclusiva.

No primeiro casamento que realizou em seu papado de 18 meses, Francisco conduziu cada casal durante seus votos – incluindo Gabriella e Guido, que já têm filhos e pensavam que um casamento desse tipo seria impossível, segundo a Rádio Vaticana.

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“As pessoas que se casaram no domingo são casais como muitos outros”, disse em comunicado a diocese de Roma. “Alguns já moram juntos, alguns já tem filhos.”

A cerimônia foi a primeira do tipo no Vaticano desde que o papa João Paulo II presidiu um casamento em 2000, quando era o líder de 1,3 bilhão de católicos do mundo.

Francisco, que é o primeiro papa não-europeu em 1.300 anos, expressou tolerância em relação a outros tópicos que são tradicionalmente um tabu na Igreja, perguntando: “quem sou eu para julgar?” uma pessoa homossexual “que busca Deus e tem boa vontade”.

Reuters

Encontro de bispos vai discutir temas como casamento, divórcio e contracepção

Sua abordagem contrasta com a de seu predecessor, o papa alemão Bento XVI, que afirmou que ameaças à família tradicional prejudicam o futuro da humanidade.

Bispos de todo o mundo devem ir ao Vaticano em outubro para um grande encontro sobre a família, a que o papa jesuíta se referiu na homília da missa de domingo como os “tijolos” sobre os quais a sociedade é construída.

Os bispos devem discutir questões como casamento, divórcio e contracepção no concílio, de 5 a 19 de outubro.

O papa disse que a Igreja precisa acabar com sua obsessão de dar ensinamentos sobre aborto, contracepção e homossexualidade e se tornar mais misericordiosa, ou corre o risco de cair “como um castelo de cartas”.

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Casais sem filhos são mais felizes no casamento, diz estudo

Foto: Getty Images
Foto: Getty Images

Muitos casais adiam a chegada dos filhos como forma de prolongar os dias mais felizes do casamento e, de fato, eles estão certos. Segundo um estudo da Open University, casais sem filhos são mais satisfeitos no casamento porque tendem a expressar mais os sentimentos pelo parceiro. As informações são do site inglês Daily Mail.

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A pesquisa entrevistou mais de cinco mil pessoas de todas as idades, classes sociais e orientação sexual e, quando perguntadas sobre a qualidade de vida dentro do casamento, os que não tinham filhos, registraram notas mais altas.

 

Além de mais felizes, os casais sem crianças por perto disseram conseguir de maneira mais fácil “manter” o relacionamento, como ter tempo para conversar e dar mais atenção ao outro.

 

No entanto, quando os casais foram avaliados individualmente, as mulheres que eram mães foram consideradas as mais felizes, enquanto as que não tinham filhos, as mais infelizes. Ao contrário, os pais disseram ser menos felizes do que os homens sem crianças.

 

Além do grau de satisfação na relação, o estudo avaliou ainda quais hábitos são responsáveis por manter o casamento. Na liderança, veio a capacidade de dizer “obrigada”, mas na lista entrou também servir chá ao companheiro ou companheiro e dançar juntos. Já entre os hábitos que desagradam, estavam falta de comunicação, dirigir muito devagar, fazer barulho para comer, não desligar as luzes e roer unhas.

 

A pesquisa mostrou ainda que as pessoas que tinham passado por um término ou divórcio dolorosos costumam trabalhar mais e se esforçar para que a atual relação dê certo. “Isso mostra que as pessoas não colocam os relacionamento em um armário e fecham a porta. Na verdade, mostra que elas realmente aprendem alguma coisa com isso e que estas histórias se tornam experiências enriquecedoras”, disse Dr. Jacqui Gabb, responsável pela pesquisa.

 

Para Ruth Sutherland, executiva de uma agência de encontros, os pequenos gestos são a coisa mais importante na vida a dois. “Pequenas demosntrações de afeto fazem mais diferença do que grandes gestos românticos”, afirmou.

 

 

 

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