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Tião Gomes participa de reunião técnica com presidente do TJ e trata da reestruturação de cartórios na Paraíba

A reestruturação dos cartórios extrajudiciais na Paraíba foi pauta de uma reunião técnica nesta quinta-feira (28) entre o deputado estadual Tião Gomes, o magistrado Meales Medeiros de Melo e o presidente do Tribunal de Justiça da Paraíba (TJPB)‚ desembargador Márcio Murilo da Cunha Ramos. No encontro que aconteceu na sede do TJ, o deputado apresentou propostas para a realização de um novo concurso, desmembramento e criação de cartórios, além do aumento do fundo judiciário.

Segundo Tião Gomes, estudo fundamentado em dados do Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE) aponta para necessidade da ampliação e desmembramento para prestar melhor serviço à população.

No domingo (25), após seis anos, foi realizada a primeira etapa do concurso para o preenchimento de vagas nos cartórios extrajudiciais, cujo edital foi lançado em 2013. No próximo domingo (1º) acontece a segunda etapa. Porém, o deputado Tião Gomes solicitou que assim que terminar o certame em andamento, seja realizado outro concurso destinado à outorga de delegação de serviços notariais e registrais para os cartórios vagos a partir de 2012 até 2019.

Em relação ao desmembramento, após analisar um relatório de faturamento e atendimento, Tião apontou a necessidade de desmembrar os 10 maiores cartórios da Paraíba.

“A reestruturação dos cartórios é uma realidade em vários estados brasileiros, a Paraíba não pode ficar inerte a essa tendência, e por isso, estamos propondo ao presidente do Tribunal de Justiça da Paraíba que sejam implantadas medidas urgentes para melhorar e ampliar os serviços prestados pelos cartórios ao povo paraibano”, afirmou Tião Gomes.

Para o desembargador Márcio Murilo, as propostas do deputado viabilizarão receita para o Tribunal, além de beneficiar o contribuinte. Todas as indicações pautadas por Tião Gomes serão analisadas pela Corregedoria do TJPB e sendo viável, serão apresentadas no Pleno para aprovação e criação de um projeto do Judiciário que deverá ser encaminhado para votação na Assembleia Legislativa da Paraíba.

Tião Gomes também apresentou a necessidade de se aumentar o fundo judiciário e do Ministério Público, sem o aumento das custas dos Emolumentos Extrajudiciais para os cartórios que arrecadam mais de R$ 1 milhão anual. “Foi mais uma proposta que apresentamos para elevar o percentual de repasses dos cartórios paraibanos ao Judiciário e também ao Ministério Público, objetivando aumentar a arrecadação do Tribunal de Justiça que vem passado por dificuldades financeiras, além de evitar que novas comarcas sejam fechadas no nosso estado”, garantiu Tião.

A sugestão do parlamentar é que os cartórios que faturam anualmente até R$ 100.000,00 passem a pagar 20%. Os que faturam R$ 200.000,00 30%, cartórios com faturamento de até R$ 399.999,00 deverá ter como repasse fixo 40% do valor arrecadado.

Já as serventias extrajudiciais que faturam anualmente acima de R$ 400.000,00 deverá repassar o percentual de 60%.

Veja tabela de faturamento dos maiores cartórios do Nordeste que aponta João Pessoa em primeiro lugar:

 

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Tião Gomes faz visita de cortesia ao governador em exercício Márcio Murilo e trata da reestruturação dos cartórios

O deputado Tião Gomes (Avante) fez uma visita de cortesia ao governador em exercício, desembargador Márcio Murilo, nesta quinta-feira (21) e tratou sobre a reestruturação dos cartórios extrajudiciais na Paraíba.

O parlamentar que atua na Assembleia Legislativa para instalar a ‘CPI dos Cartórios’, conversou sobre a elaboração de um Projeto visando utilizar um percentual maior de recursos dos cartórios para manutenção de comarcas e do judiciário paraibano.

Tião Gomes quer aumentar o fundo judiciário e aponta que o primeiro passo é ajustar valores e percentuais repassados pelos cartórios extrajudiciais ao Tribunal de Justiça. De acordo com dados obtidos pelo deputado, os cartórios de João Pessoa faturam em média R$ 10 milhões por mês. Na cidade de Campina Grande o montante faturado mensalmente é de R$ 3 milhões. Desse total, apenas 20% é devolvido ao poder público. O Tribunal de Justiça fica com 18,8% e o Ministério Público recebe 1,2%.

“A situação de crise econômica do judiciário pode ser amenizada com as verbas cartorárias. É preciso uma reestruturação urgente e foi sobre isso que conversei com o desembargador Márcio Murilo, governador em exercício da Paraíba. É preciso corrigir uma injustiça com os cartórios das pequenas cidades que repassam percentuais iguais aos das grandes cidades. É necessário aumentar o percentual de desconto dos grandes cartórios para ampliar o fundo judiciário. Esses cartórios são concessões públicas, sem donos, nadam em dinheiro e prestam péssimos serviços. Enquanto isso, o Tribunal de Justiça fecha comarcas por falta de recursos”, disse Tião Gomes.

O desembargador Márcio Murilo, presidente do TJPB e governador em exercício, pontuou que a justiça precisa de recursos e que a proposta do deputado Tião Gomes é bem recebida pelo judiciário paraibano.

Sobre a CPI dos Cartórios, Tião Gomes garantiu que será instalada. “Temos que mostrar à Paraíba que apenas com o cartório de João Pessoa daria para reabrir todas as comarcas do interior. Nosso trabalho é no sentido de fazer com que a população inteira seja atendida por igual e que as irregularidades nos cartórios sejam combatidas”, afirmou.

Na próxima semana, o deputado Tião Gomes irá se reunir com a assessoria técnica do Tribunal de Justiça da Paraíba para elaborar um projeto estabelecendo novos percentuais de custas e emolumentos cartorários que será apresentado na Assembleia Legislativa.

O deputado Lindolfo Pires, o vice-presidente da Assembleia Legislativa Genival Matias, o prefeito de Juazerinho Bevilacqua Matias e o conselheiro do TCE Fernando Catão também visitaram o governador em exercício nesta quinta-feira (21).

 

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Tião Gomes afirma que cartórios chegam a faturar cerca de R$ 10 milhões por mês na Paraíba

O serviço é ruim, o atendimento se arrasta, as paredes, cheias de infiltrações, escoram pilhas e mais pilhas de documentos. Mas, apesar da pindaíba disfarçada, os cartórios valem e arrecadam milhões na Paraíba, sem prestar contas a nenhum órgão de fiscalização. Segundo levantamento do Conselho Nacional de Justiça que começou a registrar o ranking de arrecadação dos cartórios de todos os estados do Brasil, a Paraíba é um dos estados que mais arrecadam.

De acordo com o deputado Tião Gomes, “Isso é uma indústria vazia alimentada por dinheiro do povo, empregando pouquíssimas pessoas e enriquecendo uma centena que detém a delegação do Poder Público para fazer registros extrajudiciais. O pior é que muitos não foram concursados como manda a Constituição Federal de 1988, herdando da família essa fábrica bilionária”.

O parlamentar reafirma que se o Tribunal de Justiça da Paraíba tivesse acesso ao montante financeiro arrecadado pelos cartórios, não estaria votando fechamento de comarcas e tirando os serviços do judiciário de perto da população.

Tião Gomes atua nos bastidores para coletar assinaturas dos deputados no intuito de instalar a “CPI dos Cartórios” na Assembleia Legislativa, mas pretende apresentar também um Projeto de Lei para discutir o modelo de privatização dos cartórios paraibanos, nesse cenário da briga entre oficiais e tabeliães, deputados estaduais, governo e Tribunal de Justiça (TJ), que há seis anos tenta concluir um concurso público para efetivar a outorga de serviços notariais.

Deputados e servidores caminham ombro a ombro. Eles querem privatização imediata e que os oficiais e tabeliães possam optar por pedir exoneração do cargo e assumir automaticamente a chefia dos cartórios, tornando-se empresários. “O melhor é fazer o que a Constituição manda: privatizar e dar opção ao servidor”, afirmou Tião Gomes.

Outro levantamento apresentado pelo deputado é que 15 cartórios da Paraíba arrecadaram entre janeiro e junho deste ano R$ 58.256.582,72, o que representa 62% do que foi arrecadado dos mais de 400 cartórios em funcionamento na Paraíba.

Tião Gomes defende a transparência, não só da arrecadação como já é feita pelo Conselho Nacional de Justiça, mas também das despesas efetuadas pelos cartórios do que recebe. “Ora, é serviço público entregue a particulares que recebe dinheiro do povo. O povo tem o direito de saber onde são gastos os grandes montantes arrecadados”, argumentou Tião.

Relação dos 15 cartórios que mais arrecadou no primeiro semestre deste ano.

Cartório Cidade Arrecadação jan/jun 2019
CARTORIO EUNAPIO DA SILVA TORRES JOAO PESSOA R$13.673.445,60
Cartório Carlos Ulysses – Cartório 1º Tabelionato de Notas e Registro Imobiliário da Zona Sul de João Pessoa JOAO PESSOA R$8.955.897,26
Serviço Notarial e Registral Ivandro Cunha Lima CAMPINA GRANDE R$8.322.844,74
FIGUEIREDO DORNELAS SERVIÇO NOTARIAL E REGISTRAL CABEDELO R$4.068.860,75
TOSCANO DE BRITO SERVIÇO NOTARIAL E REGISTRAL JOAO PESSOA R$3.245.417,71
CARTORIO DECARLINTO JOAO PESSOA R$3.012.705,90
TRAVASSOS- 4º TABELIONATO DE NOTAS JOAO PESSOA R$2.782.386,95
SOUTO – SERVIÇO NOTARIAL E REGISTRAL – 2º TABELIONATO DE PROTESTO E 8º OFÍCIO DE NOTAS JOAO PESSOA R$2.722.264,95
7º OFICIO DE NOTAS DE JOAO PESSOA-PB JOAO PESSOA R$2.521.174,99
CARTORIO MONTEIRO DA FRANCA JOAO PESSOA R$2.028.517,04
Cartório Azevêdo Bastos – 1º Ofício de Registro Civil das Pessoas Naturais e de Interdições e Tutelas do Município e Sede da Comarca de João Pessoa JOAO PESSOA R$1.628.115,93
VELTON BRAGA SERVIÇO NOTARIAL E REGISTRAL ALHANDRA R$1.465.940,10
CARTÓRIO CARLOS TRIGUEIRO PATOS R$1.440.780,05
ÂNGELA MARIA DE SOUZA – SERV. NOTARIAL E REGISTRAL SANTA RITA R$1.235.969,24
SERVIÇO NOTARIAL VIEIRA BATISTA JOAO PESSOA R$1.152.261,51
Total R$58.256.582,72

 

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Deputado Tião Gomes quer instaurar CPI na ALPB para investigar ‘Máfia dos Cartórios’ na Paraíba

O deputado estadual Tião Gomes (Avante) está empenhado na criação de uma Comissão Parlamentar de Inquérito (CPI) para investigar a atuação dos cartórios no Estado da Paraíba. Tião afirma que estes estabelecimentos estão cobrando taxas abusivas e prestando maus serviços à população, além de cometer diversas irregularidades e nepotismo.

O parlamentar informou que já pediu apoio de alguns colegas para apurar denúncias que vem recebendo de várias regiões do estado, após seu pronunciamento que citou os milhões arrecadados pelos cartórios, falta de transparência e irregularidades.

De acordo com Tião Gomes, além da péssima prestação dos serviços cartorários, as titularidades, que são concessões públicas, viraram verdadeiras capitanias hereditárias, cuja titularidade passa de pai para filho, num negócio que movimenta milhões mensalmente.

“Temos que apurar se existe uma máfia dos cartórios em nosso estado e o mal que está causando à população, ao setor imobiliário, produtivo e bancário. Muitas vezes os cartorários se acham donos da cidade. Os cartórios são verdadeiros bancos, movimentando grandes somas em dinheiro. Espero contar com o apoio dos demais deputados para que possamos moralizar este cartéis, até a finalização do concurso que está sendo realizado pelo Tribunal de Justiça da Paraíba, certame esse que já dura 6 anos”, salientou Tião.

 

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Tião Gomes diz que milhões arrecadados por cartórios é a solução para manutenção de comarcas na PB

O deputado estadual Tião Gomes (Avante) trouxe durante discurso na Assembleia Legislativa da Paraíba (ALPB), nesta terça-feira (1), uma sugestão ao Tribunal de Justiça da Paraíba (TJPB) para barrar o fechamento de comarcas no Estado. O parlamentar adiantou que vai até o presidente da Corte, o desembargador Márcio Murilo, para falar sobre o concurso para os cartórios da Paraíba.

“Irei agendar uma reunião com o desembargador Márcio Murilo, para solicitar mais informações sobre o concurso público para os cartórios e também como será destinada a verba que futuramente será arrecada, além disso, irei solicitar que seja realizado um novo concurso para que 100% dos cartórios na Paraíba fiquem sob o comando do TJ, tirando dessas famílias que enriqueceram à custa do dinheiro que deveria voltar para o povo”, falou Tião.

O parlamentar explicou que há uma determinação do Conselho Nacional de Justiça (CNJ) para a realização do primeiro concurso público para preenchimento dos cartórios extrajudiciais vagos na Paraíba e em outros estados. Esse edital que foi lançado em 2013 teve apenas a aplicação da prova objetiva seletiva e da prova prática, porém a prova oral deve ser realizada até o fim do ano.

“Esse é um dos concursos mais longos da Paraíba, já dura 6 anos. Acredito que o TJ deve marcar um segundo concurso para atender a demanda dos 25 cartórios que estão vagos e em sua maioria usando o nepotismo que é proibido pelo provimento 77, de 7 novembro de 2018,  cujo teor é: a designação de substituto para responder interinamente pelo expediente não poderá recair sobre cônjuge, companheiro ou parente em linha reta, colateral ou por afinidade, até o terceiro grau do antigo delegatário ou de magistrados do tribunal local.  E o que mais vemos são cartórios passados de mãe para filho, filho para neto, pai para filho, etc”, explicou o deputado.

O deputado ainda citou como exemplo de nepotismo o cartório da cidade de Areia, no Brejo do estado. “Por exemplo, em Areia, o cartório passou de pai para filho, que passou para a mãe e agora está sob o comando da irmã, tudo isso em pouco mais de dois anos. Se esse concurso for realmente finalizado, acabará com o monopólio familiar. A medida determinada pelo CNJ com o concurso para os cartórios, visa adequar os serviços notariais e de registro do Estado à Constituição Federal, que exige a outorga de delegações exclusivamente por concurso público. Ou seja, os cartórios deixariam de ser comandados por ricos e poderosos para ser coordenados pelo Tribunal de Justiça”.

Anualmente, os cartórios da Paraíba chegam a arrecadar em média até R$ 100 milhões, o que seria quase a metade do orçamento anual do Tribunal de Justiça. “Com a finalização do concurso em andamento e realização de um novo concurso, esses recursos passariam a entrar diretamente no cofre do Tribunal de Justiça, que é quem coordena os cartórios. Para se ter uma noção, de acordo com a tabela de Emolumentos da Associação dos Notários e Registradores da Paraíba (Anoreg), só pela distribuição de títulos para protestos no valor de R$ 50 mil, o cartório leva R$ 594”, concluiu o deputado.

 

portaldolitoralpb

 

 

STF valida lei que permite emissão de documentos em cartórios

O Supremo Tribunal Federal (STF) julgou constitucional nesta quarta-feira (10) a lei que permitiu aos cartórios de registro civil a oferta de serviços remunerados como emissão de documentos de identificação e de veículos. Em geral, esse tipo de serviço é prestado em cartórios em cidades pequenas.

Pela decisão, os cartórios precisam de autorização do Conselho Nacional de Justiça (CNJ) e dos tribunais de Justiça dos estados para oferecer novos serviços. A atividade primária dos cartórios de registro civil é a emissão de certidões de nascimento, de casamento e de óbito.

A questão chegou ao Supremo por meio de uma ação do PRB, protocolada em 2017. No mesmo ano, uma medida provisória alterou a Lei de Registros Públicos para garantir que os cartórios do registro civil das pessoas naturais são considerados ofícios da cidadania e podem prestar serviços remunerados, por meio de convênios com órgãos públicos.

O partido sustentou que a norma deveria partir da iniciativa do Poder Judiciário.

 

Agência Brasil

 

 

Cartórios de registro civil já podem emitir passaporte e carteira de trabalho

Os cartórios de registro civil do país poderão emitir documentos de identificação, como passaporte e carteira de trabalho, alterar informações em certidões de nascimento, além de permitir que os pais escolham a naturalidade do filho de acordo com o local de nascimento ou com a cidade onde a família reside.

As mudanças vieram com a Lei nº 13.484/17, sancionada na semana passada, que transformou os cartórios de registro civil em ofícios da cidadania.

Segundo o presidente da Associação dos Notários e Registradores de São Paulo (Anoreg/SP), Leonardo Munari, com a medida os órgão públicos podem aproveitar da capilaridade dos cartórios, além de tornar a emissão de documentos mais acessível à população.

“Os governos, seja federal, estaduais ou municipais, só tendem a ganhar porque podem economizar com mão de obra, procedimentos internos e utilizar dessa capilaridade dos cartórios”, disse. Hoje, o Brasil conta com quase 14 mil cartórios.

Entretanto, a oferta desses serviços em cartório não é universal. Vai depender de convênios firmados entre as associações de cartório e os órgãos expedidores de documentos. A emissão de passaporte, por exemplo, depende de convênio com a Polícia Federal; já a emissão da Carteira Nacional de Habilitação (CNH) depende de convênio com o Departamento de Trânsito (Detran) de cada unidade da federação.

Segundo Munari, a expectativa é que o funcionamento desse serviço seja gradual a partir de projetos pilotos. No Rio de Janeiro, por exemplo, já existe um piloto em cinco cartórios para a emissão da segunda via do Registro Geral (RG).

“Isso vai depender do interesse do órgão publico ou órgão privado”, explicou. “Os cartórios têm todo o interesse em prestar mais e bons serviços à população, de forma que todos saiam ganhando”.

O presidente da Anoreg/SP explicou ainda que os valores para emissão dos documentos vai depender do convênio firmado com cada órgão, “sempre com consciência”, mas ressalta que os documentos que são gratuitos, definidos por lei, continuarão assim.

Foto: Marcelo Camargo/Agência Brasil

Sobre o risco da descentralização desses serviços facilitar as fraudes, Munari disse que o fato dos cartórios serem fiscalizados pelo Poder Judiciário ajudou na aprovação da lei. “O cartório já passa por fiscalização rigoroso naturalmente e isso vai continuar. Fraude acontece em todo o lugar, por mais que a gente encontre documentos fraudados, isso não é feito dentro do cartório. As quadrilhas muitas vezes falsificam copiando os moldes”, disse.

Cancelamento de CPF

Munari explicou que a nova lei facilitou a criação dos convênios entre cartórios e órgão públicos, que antes só eram feitas após autorização da Justiça.

A Receita Federal, por exemplo, já tem um convênio com a Associação Nacional dos Registradores de Pessoas Naturais (Arpen-Brasil) para emissão de Cadastro de Pessoa Física (CPF) de forma gratuita diretamente na certidão de nascimento dos recém-nascidos. Segundo a entidade, desde dezembro de 2015, mais de 2 milhões de CPFs já foram emitidos no ato do registro de nascimento em todo o país.

A partir desta segunda-feira (2), no âmbito desse convênio, a Receita Federal e os cartórios de registro civil de 15 estados brasileiros passam a realizar de forma automática o cancelamento do CPF no ato do registro de óbito. Segundo a Arpen-Brasil, a novidade contribuirá para a diminuição de fraudes e pagamentos indevidos a beneficiários mortos, estimada em R$ 1,01 bilhão.

As inscrições de CPF que forem vinculadas ao Registro de Óbito passarão à situação cadastral “Titular Falecido”, condição necessária e suficiente para o cumprimento de todas as obrigações do espólio perante órgãos públicos e entidades privadas.

A próxima etapa, prevista para 2018, prevê a atualização dos dados cadastrais do usuário logo após o casamento, evitando a necessidade de deslocamento e gastos para a alteração de nomes no cadastro da

Receita.

O convênio abrange os estados de São Paulo, Santa Catarina, do Paraná, Rio de Janeiro, Espírito Santo, de Mato Grosso do Sul, do Distrito Federal, de Goiás, Pernambuco, do Ceará, Piauí, Amapá, de Roraima, Minas Gerais e do Acre.

Retificação de documentos

A lei que alterou as regras dos registros públicos também permite que, em alguns casos, os cartórios possam retificar registros sem autorização judicial, como corrigir a escrita de nomes. “Desde que a pessoa comprove que a necessidade da mudança, o cartório tem autonomia para retificar”, explicou Munari.

Por exemplo, se o sobrenome Souza foi registrado com S no lugar do Z na certidão de nascimento e a pessoa comprovar que os registros dos seus antepassados são com o Z, é possível fazer a alteração sem consultar o Ministério Público. Outro exemplo, caso na certidão de casamento, algum número do CPF tenha sido invertido, com a comprovação, a retificação é feita pelo cartório.

Naturalidade

Além disso, ao registrar o nascimento de uma criança, os pais poderão escolher a naturalidade do filho de acordo com o local de nascimento ou com a cidade onde a família reside. A medida tem o objetivo de facilitar o registro nos municípios em que não existem maternidades. Anteriormente, a lei previa apenas o registro de onde ocorreu o parto e, assim, as crianças acabavam sendo registradas em um local sem vínculos com a família à qual pertencem.

“Não é nada inconstitucional, temos muitas definições que vêm mudando, como o casamento entre pessoas do mesmo sexo, é uma evolução. Vamos relativizar o conceito de naturalidade dando mais autonomia para o cidadão”, disse Munari.

Agência Brasil

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Servidores de cartórios paralisam serviços no dia 28 de abril em toda Paraíba

Também no dia 28 de abril estão previstos atos públicos no Fórum Cível Desembargador Mário Moacyr Porto​, em João Pessoa (Foto: Walla Santos)
Também no dia 28 de abril estão previstos atos públicos no Fórum Cível Desembargador Mário Moacyr Porto​, em João Pessoa (Foto: Walla Santos)

Os servidores de cartórios decidiram em assembleia paralisar suas atividades por três horas no dia 28 de abril. A assembleia aconteceu nesta segunda-feira (17) convocada pela Associação dos Técnicos e Analistas Judiciários da Paraíba (Astaj-PB).

De acordo com José Ivonaldo, presidente da Astaj-PB, A paralisação acontece como forma de adesão à Greve Geral dos Trabalhadores contra a Reforma da Previdência e a Trabalhista, propostas pelo governo de Michel Temer. O movimento grevista foi convocado pela Central Única dos Trabalhadores (CUT) e por centrais sindicais que são contrários às propostas.

No dia 28 de abril o expediente nos cartórios em todo o Estado será pela manhã. A paralisação acontece das 10h às 13h. Também neste dia estão previstos atos públicos no Fórum Cível Desembargador Mário Moacyr Porto, em João Pessoa, e no Fórum Afonso Campos, em Campina Grande.

Ainda ficou determinado pelos servidores em assembleia que será feita uma campanha midiática contra a reforma. O movimento grevista dos trabalhadores é nacional e promete paralisação de várias categorias durante o dia 28 de abril, uma sexta-feira.

ClickPB

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Governador sanciona lei que aumenta para 20% cobrança de taxas a cartórios

tjpbO governador Ricardo Coutinho (PSB) sancionou a lei nº 10.472/2015, de autoria do Tribunal de Justiça da Paraíba (TJPB), que reajusta de 3% para 20% os valores cobrados aos cartórios extrajudiciais do Estado. Aprovado pelos deputados na Assembleia Legislativa da Paraíba (ALPB), o novo percentual vai adicionar R$ 15 milhões à receita do tribunal. A lei foi publicada no Diário Oficial do Estado desta quinta-feira (04).

A nova legislação prevê uma alteração no art. 3º da Lei Estadual n° 6.688/1998 do Fundo Especial do Poder Judiciário, reajustando o valor de 3% para 20% do total sobre os serviços dos cartórios extrajudiciais, exceto em relação aos serviços de registro civil de pessoas naturais, o chamado registro de nascimento.

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De acordo com secretário de Planejamento e Finanças do TJPB, Paulo Romero, o acréscimo em R$ 15 milhões na arrecadação do tribunal é uma estimativa referente a atual situação financeira no Estado. Ele informou que, dependendo do comportamento da receita no ano que vem, esse valor pode ser alterado.

Paulo Romero informou que as receitas arrecadadas pelo Fundo Especial do Poder Judiciário são destinadas para manter a estrutura de prestação jurisdicional.

Com o aumento dos valores, os cartórios extrajudiciais poderão ter uma redução nas suas receitas. No entanto, o presidente da Associação dos Notários e Registradores da Paraíba (Anoreg-PB), Germano Toscano, disse que a cobrança desses valores cobrados é uma decisão pacífica do TJPB desde 1998, e que  a Anoreg-PB não iria se pronunciar sobre o aumento no percentual que é destinado ao Poder Judiciário.

 

Click pb

CNJ obriga cartórios a celebrar casamento entre homossexuais

casamento-gayOs cartórios de todo o Brasil serão obrigados a celebrar casamento civil entre pessoas do mesmo sexo. Por decisão do Conselho Nacional de Justiça (CNJ), os cartórios terão de converter as uniões estáveis homoafetivas em casamento civil, mesmo que ainda não haja previsão legal para isso.

A proposta foi apresentada pelo presidente do CNJ, Joaquim Barbosa, que também preside o Supremo Tribunal Federal (STF), e aprovada por 14 a 1. A conselheira Maria Cristina Peduzzi foi a única a votar contra a aprovação da resolução, sob o argumento de que, para permitir o casamento civil entre pessoas do mesmo sexo, o Congresso teria de aprovar um projeto de lei. Há projetos em tramitação no Congresso sobre o casamento civil de pessoas do mesmo sexo.

A resolução aprovada pelo CNJ diz que: “É vedada às autoridades competentes a recusa de habilitação, celebração de casamento civil ou de conversão de união estável em casamento entre pessoas de mesmo sexo”. E acrescenta que, se houver recusa dos cartórios, será comunicado o juiz corregedor para “providências cabíveis”.

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O presidente do CNJ afirmou que a resolução remove “obstáculos administrativos à efetivação” da decisão do Supremo. “Vamos exigir aprovação de nova lei pelo Congresso Nacional para dar eficácia à decisão que se tomou no Supremo? É um contrassenso.”

O subprocurador da República, Francisco de Assis Sanseverino, manifestou-se contra a aprovação da resolução e citou os votos dos ministros Gilmar Mendes e Ricardo Lewandowski, que foram favoráveis ao reconhecimento da união homoafetiva, mas deixaram claro que a decisão não legalizava o casamento.

Estadão