Arquivo da tag: carteirinha

Universitários de Solânea estariam sendo barrados em ônibus escolar por falta de carteirinha

 

onibusEstudantes universitários de Solânea foram barrados no ônibus escolar que viaja para Campina Grande. Um desses alunos procurou a equipe do Focando a Notícia para relatar que, apesar de ser veterano, está sendo prejudicado por não ter feito o recadastramento na Secretaria de Educação e, por isso, ter ficado sem a carteirinha exigida.

CURTA o FOCANDO A NOTÍCIA no Facebook

O aluno disse que não sabia que era necessário fazer uma nova carteirinha, já que já possuía uma, do ano passado. Sem o documento atualizado, ele acabou sendo barrado na hora de entrar no ônibus.

“Sobre os ônibus que vão para Campina Grande, a secretaria municipal empata alunos de viajar por não portam suas carteirinhas que dão acesso ao ônibus, nisso prejudicando os mesmos, sendo que já são alunos veteranos”, afirma o estudante.

A secretaria de Educação de Solânea, por várias vezes, informou, inclusive por meio da imprensa, que os estudantes universitários deveriam fazer o recadastramento e adquirir suas novas carteirinhas. Nesses informes, a gestão avisou que quem não tivesse o novo documento seria impedido de entrar nos ônibus.

 

Redação/Focando a Notícia

Idoso de carteirinha

 

artigoramalho

Acabou-se o tempo em que o idoso era reconhecido e respeitado pelos cabelos brancos. Dirigindo um veículo, ao estacionar em um dos espaços reservados para uma pessoa idosa, você terá que exibir o seu “diploma de velho”. O órgão municipal de trânsito que loca as vagas, também se encarrega de emitir o seu certificado de velhice, inclusive, com prazo de validade de dois anos. A validade é uma prova de que o órgão de trânsito não confia na sua longevidade. Você terá que voltar no final do prazo para provar que continua vivo. Descobri tudo isso quando saí do veículo e procurei pagar a minha taxa de permanência. Minha identidade não valeu. Muito menos os cabelos bancos ou os gemidos que dei quando alonguei a coluna. Eu não requeri o meu diploma de velho. Ainda não sou um idoso de carteirinha.

Para entrar  em espetáculos, eu já sabia que tinha direito a um abatimento. Na fila, ganhei prioridade no atendimento, junto com deficientes, gestantes, lactentes e mulheres acompanhadas de crianças. No transporte coletivo, a gratuidade me é  conferida mediante a apresentação de qualquer documento que comprove a idade, assim determina a lei. Demandando na Justiça, meu processo passa na frente dos outros e até para receber precatórios,  levarei  vantagem. Para estacionar, porém, nas vagas especiais,  preciso de um certificado que nasceu de uma resolução do CONTRAN,segundo está expresso no documento.

Mesmo portando o diploma de idoso, o idosorista, ou idoso motorista, somente fará jus ao beneficio se preencher as seguintes condições: colocar o “diploma” sobre o painel do veículo com a frente voltada para cima, e apresentá-lo  às autoridades ou agentes que o solicitarem. Mas não  se pense que ser velho e diplomado garante  tranqüilidade.  O “diploma” também sofre a ameaça de ser suspenso ou cassado, a qualquer momento, a critério do órgão de trânsito. Basta que o portador pratique as seguintes irregularidades: empreste seu diploma a terceiros; utilize cópia do documento, obtido por qualquer processo; apresente o certificado com rasura ou falsificado; e, use-o em desacordo com as disposições nele contidas ou com o prazo de validade vencido. Infringir quaisquer desses pecados relacionados no verso do edito, implica em medidas administrativas, penalidades e pontuação prevista em lei. Obedecendo  ao que foi acima exposto, você pode se considerar um velhinho diplomado e entrar e sair a qualquer hora do estacionamento que lhe foi reservado.  Caso seja um idoso rebelde, ainda com força para reagir à burocracia oficial, pode se considerar um velhote cassado.

Outro aspecto a analisar, aborda o mérito das reservas de estacionamento. Há uma distinção entre idosos e deficientes. Foi justamente no Estatuto do Idoso que o legislador estabeleceu uma paridade de tratamento, alterando lei anterior e definiu: “ as pessoas portadoras de deficiência,os idosos com idade igual ou superior a 60 anos, as gestantes, as lactentes e as pessoas acompanhadas de crianças de colo terão atendimento  prioritário nos termos desta lei”( Lei 10.048/2000). Para o legislador, todos são iguais em suas desigualdades. Quem disse que falta deficiência ao idoso?

Meu espaço está acabando, por isso vou ilustrar com a definição de escachado jornalista que conta com muito humor: quando chegou a João Pessoa vindo do sertão, trazia quatro membros moles e um duro. Hoje, carrega quatro membros duros e um mole. A artrite reumatóide e outros males transformam o idoso em perfeito deficiente. E para isso não precisa que nenhum ente público expeça  diploma. A mãe natureza se encarrega disso.

 

 

 

RAMALHO LEITE

 

 

 

O texto é de inteira responsabilidade do assinante