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São Paulo segura Fla e impede cariocas de chegarem à liderança

damiaoApesar de toda expectativa, não foi neste sábado (1) que o Flamengo conseguiu chegar à liderança do Campeonato Brasileiro. O Rubro-negro apenas empatou por 0 a 0 com o São Paulo, no Morumbi, e desperdiçou a chance de assumir a ponta da tabela momentaneamente – Palmeiras só joga na segunda-feira (3).

Os cariocas chegaram aos mesmos 54 pontos do 1º colocado, mas seguem na segunda posição pelos critérios de desempate. Em situação mais delicada na tabela, o São Paulo somou mais um ponto para se distanciar da zona do rebaixamento, mas caiu para a 13ª colocação – agora com 35 pontos.

Mais um início complicado

Apesar da boa fase no Campeonato Brasileiro, o momento inicial do jogo tem sido uma dificuldade para o Flamengo. E neste sábado não foi diferente. O Rubro-negro foi facilmente envolvido pelo São Paulo nos primeiros minutos e viu o rival paulista assustar algumas vezes. Já tinha sido assim contra Cruzeiro, no último final de semana, e até na eliminação para o Palestino na Copa Sul-Americana.

São Paulo dificulta 1º tempo do Fla

Após um começo difícil, o Flamengo deu sinais de recuperação e passou a ter mais posse de bola ainda na etapa inicial. O domínio, no entanto, não era transformado em chances concretas no ataque. O São Paulo se fechava bem e dificultava a partida para os cariocas, que só chegavam com um pouco de mais perigo nas bolas paradas.

Dênis e Muralha deixam placar zerado

Na segunda etapa, o time da casa passou a mandar no jogo, que ficou mais aberto. As equipes se lançaram mais em busca do resultado e o número de chances cresceu nos dois lados. Ainda assim, nada de gols, especialmente por grandes defesas de Dênis e Muralha. O goleiro do São Paulo salvou uma cabeçada de Leandro Damião em cima da linha, enquanto o do Flamengo defendeu chute de Chávez, que aproveitou vacilo da zaga rubro-negra e entrou sozinho na cara do arqueiro.

Duelo latino esquenta

No duelo pelo Campeonato Brasileiro, quem chamou a atenção foram os estrangeiros Diego Lugano e Paolo Guerrero. Não exatamente pelo bom futebol, mas pela temperatura alta das disputas. Teve cotovelada, xingamento, falta mais dura e até uma tentativa sem sucesso de paz. O uruguaio do São Paulo estendeu a mão para cumprimentar o peruano do Flamengo, mas não teve resposta. A disputa que dura desde a Copa América de 2011 ganhou mais um capítulo de muita catimba.

SÃO PAULO 0 x 0 FLAMENGO

Data: 01/10/2016 (sábado)
Local: Estádio Cícero Pompeu de Toledo (Morumbi), em São Paulo (SP)
Árbitro: Sandro Meira Ricci (SC)
Auxiliares: Nadine Schramm Bastos e Helton Nunes (ambos de SC)
Público: 29.813 pagantes / R$ 808.393,00
Cartões amarelos: Cueva e Rodrigo Caio (SAO); Diego, Leandro Damião Jorge (FLA)

São Paulo
Denis; Bruno, Lugano, Rodrigo Caio e Mena; Wesley, Hudson, Thiago Mendes (Michel Bastos), Cueva e Kelvin (Luiz Araújo); Andrés Chávez
Técnico: Ricardo Gomes

Flamengo
Alex Muralha; Pará, Réver, Rafael Vaz e Jorge; Márcio Araújo, Willian Arão e Diego; Gabriel (Fernandinho), Everton (Alan Patrick) e Paolo Guerrero (Leandro Damião)
Técnico: Zé Ricardo

Uol

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Partida entre os Botafogos para reinauguração do Almeidão é cancelada; cariocas ameaçam greve

Divulgação
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O amistoso entre Botafogo-PB e Botafogo, marcado para esta quinta-feira, às 20h, em João Pessoa, na reinauguração do estádio Almeidão, não irá mais ocorrer. O clube carioca não informou os motivos, mas não viajará mais para a capital paraibana. Segundo informações, os jogadores do time estariam ameaçando fazer greve por conta de salários atrasados. A delegação pegaria um voo às 20h50 no Rio de Janeiro.

Com isso, o elenco continuará treinando no Rio de Janeiro, no Cefan, na Avenida Brasil. A nova programação ainda será informada pela diretoria alvinegra carioca.

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Estão mantidos, contudo, a série de jogos-treinos que o time carioca comandado por Vagner Mancini irá realizar, no Cefan. No próximo domingo (6), o time encara o JC Soccer. Na sequência, a equipe enfrenta o Madureira, no dia 9 e o São Gonçalo, no dia 12.

A decisão do Botafogo do Rio de não viajar até João Pessoa para o amistoso contra o Botafogo-PB surpreendeu tanto o clube paraibano quanto o Governo do Estado, que promoveria a partida na noite desta quinta-feira, na reabertura do Estádio Almeidão. O Belo disse não ter sido informado sobre a suspensão do jogo e a Secretaria de Comunicação do Governo promete entrar em contato com o clube carioca e se posicionar em breve sobre o caso.

 

Globoesporte com Redação

Como o jogo do bicho usa escolas de samba cariocas para desviar recursos públicos e lavar dinheiro

Carro alegórico da Viradouro em 2010. A escola chegou em último lugar e amargou um rombo de R$ 2,5 milhões em suas contas (Foto: Custódio Coimbra/Ag. O Globo) Edson dos Santos é sócio majoritário de uma empresa com nome imponente, Alumilax Indústria e Comércio de Alumínio Ltda., voltada para fabricação e venda de metais. Basta, no entanto, localizar a casa de Edson para constatar que a pompa em torno de sua empresa se resume ao nome e ao objeto social. Edson, na verdade, é um laranja, morador da favela do Preventório, em Niterói, Rio de Janeiro. E a Alumilax não passa de uma empresa-fantasma. Edson e Alumilax são parte de um intrincado esquema montado pelo jogo do bicho para desviar recursos públicos ou lavar o dinheiro sujo que irriga o Carnaval carioca. Ou as duas coisas juntas. A reportagem de ÉPOCA teve acesso, com exclusividade, a um extenso levantamento feito pelo Ministério Público (MP) estadual do Rio de Janeiro sobre as contas das escolas de samba. Somente no Carnaval de 2010, foram identificadas 14 notas fiscais falsas, no valor total de R$ 1,25 milhão, emitidas por empresas de fachada ou já desativadas em favor das escolas de samba Mangueira, Imperatriz Leopoldinense, Mocidade Independente de Padre Miguel, União da Ilha do Governador e Viradouro. Entre esses papéis, estão quatro notas da Alumilax.
As escolas de samba do Rio de Janeiro são a engrenagem principal de uma indústria que movimenta cerca de R$ 1,5 bilhão por ano somente em gastos de turistas. A cada noite de desfile, 120 mil pessoas circulam pelo Sambódromo. Cada escola do Grupo Especial tem aproximadamente 4 mil integrantes. Para levar à avenida o “maior espetáculo da Terra”, o Carnaval do Rio incorporou vários elementos positivos do mundo dos negócios, como os patrocínios e o merchandising de empresas desejosas de associar suas marcas à folia pagã. Mas, por maior e mais caro que se torne a cada ano, o Carnaval do Rio ainda mantém práticas nefastas distantes do capitalismo benéfico que gera receita, impostos e empregos para o Rio de Janeiro e para o Brasil.
Notas fiscais falsas são comumente usadas para justificar despesas que não existiram. A mercadoria não foi vendida, o dinheiro não foi desembolsado, mas a transação foi registrada. Cria-se, assim, uma margem financeira artificial que pode ser usada para esquentar dinheiro ilícito, como os ganhos obtidos pelos donos do jogo do bicho. No caso descrito acima, seria como se os bicheiros recebessem um cheque de R$ 1,25 milhão para lavar dinheiro sujo nesse mesmo valor. O mesmo raciocínio vale para o desvio de dinheiro público. As escolas de samba simulam despesas a partir dos recursos recebidos da prefeitura, mas não desembolsam as quantias declaradas nas notas falsas. Dessa forma, podem destinar o dinheiro a outras finalidades que não o financiamento dos desfiles.

Indiretamente, o próprio presidente da Liga Independente das Escolas de Samba do Rio (Liesa), Jorge Luiz Castanheira, admite práticas que se assemelham à lavagem de dinheiro. Numa audiência pública realizada pelo MP na última quarta-feira, para discutir a aplicação dos recursos públicos no Carnaval, Castanheira deu a entender que as escolas de samba compram material ao longo do ano com dinheiro não declarado. Somente depois de receber os repasses da prefeitura é que as escolas vão atrás de notas para justificar seus gastos. Ele só não disse de onde vem esse dinheiro que, num primeiro momento, financia as agremiações. “A verba deste ano só entrará para o exercício seguinte. Vamos receber em janeiro. Em janeiro, estamos a menos de um mês do Carnaval. Como é que eu consigo nota fiscal de ferro, de madeira, de tecidos, de tudo o que já está sendo comprado agora? Eu tenho de falar a verdade”, disse Castanheira, sem saber que havia um repórter de ÉPOCA na plateia. Procurado após a audiência, Castanheira disse que se expressou mal e que apenas defendeu a liberação do dinheiro da prefeitura com meses de antecedência ao Carnaval. Ele afirma que a Liesa está afastada dos contraventores do jogo do bicho e aberta à fiscalização. Castanheira disse, ainda, que as escolas é que deveriam falar sobre as notas falsas.
O MP é taxativo ao afirmar que o Carnaval é usado para lavar dinheiro sujo e recomenda que o Poder Público tome os devidos cuidados ao se envolver com a festa. “O fato notório de o jogo do bicho usar as escolas de samba para lavar dinheiro proveniente de atividades ilícitas torna mais interessante o uso de milhões repassados pela prefeitura do Rio de Janeiro para compras em estabelecimentos pertencentes a pessoas ligadas à contravenção”, escreveram os promotores do MP.
ÉPOCA revela em reportagem nesta semana esquema de desvio de recursos públicos e de lavagem de dinheiro do Carnaval carioca. Leia mais na revista que chega às bancas neste sábado (10).

Mangueira (Foto: Joel Silva/Folhapress)

OPIPOCO

Governo Federal propõe modelo de UPP´s cariocas em favela paulista

Polícia Militar na Favela do Paraisópolis. Foto: Apu Gomes / Folhapress

Nesta semana, cerca de 600 policiais militares invadiram as favelas de Paraisópolis (zona sul), Funerária (zona norte) e São Remo (zona oeste). O objetivo da ação, segundo a polícia, é prender assassinos de policiais, apreender drogas e conter a onda de violência nas periferias de São Paulo.

Diante desse cenário, o governo federal se propôs a auxiliar o estado no “combate ao crime” na favela do Paraisópolis. O modelo de intervenção proposto pela secretária Nacional de Segurança Pública, Regina Miki, é o mesmo utilizado nos morros cariocas: as UPP´s (Unidades de Polícia Pacificadora). Da mesma forma que foi feito no Complexo do Alemão, no Rio de Janeiro, em 2010, a medida de intervenção é feita em parceria com as Forças Armadas, Força Nacional de Segurança Pública, PM e tropas de elite.

O objetivo seria conter a onda de violência e garantir um trabalho integrado de inteligência no combate ao tráfico e às organizações criminosas. Já o secretário de Segurança Pública de São Paulo, Antônio Ferreira Pinto, disse que a medida do governo federal é risível e sem sentido.

Para a pesquisadora do Núcleo de Estudos da Violência (NEV) da USP, Camila Nunes, essa medida não é a solução correta, pois ela não se apresenta como alternativa às políticas de segurança paulista.

“Não ha uma política pública digna desse nome para a área da segurança. Então, resta apenas a necessidade de apagar ‘incêndios’ em situações críticas como essa. Passando o contexto dessa crise, tudo volta a ser como antes, sem qualquer preocupação do governo (federal ou estadual) de pensar em estratégias que visem alcançar resultados no médio e longo prazo”, afirma.

Camila Nunes reforça ainda que não adianta apenas prender assassinos de policiais sem investigar quem são os autores das chacinas que vitimam moradores das periferias paulistas.

“O que quero dizer é que o governo precisa dar uma resposta à sociedade sobre a suspeita de envolvimento de PMs nas execuções de civis que têm ocorrido em São Paulo. Precisa mostrar o que está sendo feito para apurar isso”, ressalta.

No mês de outubro, a capital paulista registrou 153 homicídios – contando os nove da última quarta-feira (31) – segundo dados do Sistema de Informações Criminais (Infocrim). Um crescimento de 86% em relação ao mesmo mês do ano passado, que teve 78 ocorrências. Só neste ano, 88 policiais foram mortos no estado de São Paulo.

brasildefato

Flu embala, Atlético-GO patina: 4 a 1 para os cariocas no Serra Dourada

O Fluminense foi a campo invicto. E seguiu assim. O Atlético-GO foi a campo sem ter vencido no Brasileiro. E seguiu assim. O duelo da noite deste domingo, no Serra Dourada, manteve o panorama de cariocas e goianos na competição. Os tricolores consolidaram seu bom momento com vitória de 4 a 1 na casa do oponente, que já tem bons motivos para se preocupar com o rebaixamento.

Os visitantes ganharam de virada. Ernandes abriu o placar para o Dragão, mas Samuel, Gum, Gilson, contra, e Deco decretaram a segunda goleada consecutiva do Flu no campeonato – antes, havia feito exatamente 4 a 1 na Portuguesa. Já o Atlético lamenta a quarta derrota seguida.

gum  atlético-go x fluminense (Foto: Cristiano Borges/Photocamera)Gum comemora gol marcado no Serra Dourada (Foto: Cristiano Borges/Photocamera)

A equipe de Abel Braga sobe para 12 pontos, em quinto lugar – fora do G-4 por culpa dos critérios de desempate, já que tem uma vitória a menos que o Grêmio. O Atlético-GO é o lanterna. Tem apenas dois pontos, conquistados com dois empates nas rodadas iniciais.

O Fluminense volta a campo no sábado. Às 16h20m, visita o Náutico. No dia seguinte, às 18h30m, o Dragão encara o Flamengo no Engenhão.

Virada tricolor

O Atlético-GO, virgem de vitórias no Brasileirão, precisava mais do que ninguém de três pontos. E os teve: por sete minutos. Durou pouco, quase nada, a esperança da torcida do Dragão no Serra Dourada. Um primeiro tempo que deu sinais de vitória terminou com derrota.

As duas equipes passaram os primeiros dez minutos se estudando, trocando olhares, buscando o melhor momento para agir. Do nada, como se ouvisse o badalar de um sino dando largada à partida, o time da casa resolveu atacar. Eron apareceu bem pela esquerda e mandou uma bomba para a área. Gum estava na hora e lugar certos para cortar. Mas o gol não demoraria.

Ele nasceu aos 12 minutos. E foi mais fruto da felicidade de Ernandes do que de uma jogada bem trabalhada. O jogador dominou a bola de longe, fora da área, e resolveu arriscar o chute. A pancada passou feito um míssil por Diego Cavalieri até encontrar a rede. O Dragão estava na frente.

E assim ficou por muito pouco tempo. O Fluminense, visivelmente mais qualificado, mesmo com muitos desfalques, empatou aos 19. Jean cruzou da direita, Wellington Nem ganhou de cabeça, o goleiro Márcio defendeu e Samuel, no rebote, completou. Foi o primeiro gol do garoto pelo Tricolor.

O empate abalou a estrutura goiana. O Flu ganhou volume de jogo e passou a ganhar o próprio jogo. Em nova jogada aérea, desta vez em cruzamento de Deco, Márcio saiu mal, não encontrou a bola e permitiu que Gum, de cabeça, virasse para a equipe de Abel Braga.

O Atlético não soube reagir. Apesar de estar fora de casa, o Fluminense teve mais posse de bola no primeiro tempo (55% a 45%), o que também resultou em mais chances de gol. Faltou pouco para sair o terceiro. Até um balão de Diego Cavalieri resultou em perigo. Eron e Ernandes foram na bola ao mesmo tempo, bateram cabeça e deixaram tudo nos pés de Wellington Nem. Quando ele acionou Deco para o gol, porém, Ernandes se recuperou.

Goleada

Esteve no joelho de Gilson a prova de que não era um bom domingo para o Atlético-GO. Ainda nos primeiros passos do segundo tempo, Deco bateu escanteio, Anderson não alcançou de cabeça e o jogador do Dragão viu a bola bater em sua perna, bem na altura do joelho, e entrar. Gol contra: 3 a 1 para o Fluminense.

Restou ao time da casa partir para o ataque. Ricardo Bueno, que foi a campo no intervalo, recebeu em profundidade e mandou o chute com a perna direita, enquanto sentia uma lesão na coxa esquerda. A bola saiu. E o jogador também. Elias entrou no lugar dele.

Foi visível a tranquilidade do Fluminense para segurar a vitória. O Atlético-GO escancarou seus limites técnicos – e ainda perdeu Marino, expulso, nos minutos finais. Durante mais de metade do segundo tempo, quase nada aconteceu nos arredores dos dois gols (excetuado um chute de Danilinho no travessão), mostrando que é animador o crescimento tricolor no Brasileirão – e que é preocupante a situação dos goianos.

Antes de acabar o jogo, o Flu teve tempo de ampliar. Depois de Lanzini fazer o que bem entendesse contra a zaga goiana, Gilson fez pênalti em Marcos Junior. Deco bateu e fez.

Globoesporte.com