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Cardeal sul-africano diz que pedofilia não é crime

cardeal-canadaUm cardeal sul-africano, que ajudou a eleger o papa Francisco esta semana, disse à BBC que pedofilia é uma doença, e não um crime.

O cardeal Wilfrid Fox Napier, arcebispo de Durban, disse à BBC Radio 5 no sábado que a pedofilia era um “distúrbio” que necessitava de tratamento.

“Da minha experiência, pedofilia na verdade é uma doença. Não é uma condição criminosa, é uma doença”, afirmou.

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Napier contou que conhecia pelo menos dois padres que haviam se tornado pedófilos depois de serem abusados sexualmente quando crianças.

“Agora, não me diga que estas pessoas são criminalmente responsáveis como alguém que escolhe fazer uma coisa destas. Eu não acho que você pode realmente assumir a posição e dizer que a pessoa merece ser punida. Ele mesmo foi prejudicado.”

A Igreja católica teve sua imagem profundamente abalada por um escândalo generalizado de abuso sexual infantil.

Napier foi um dos 115 cardeais presentes no conclave no Vaticano que elegeu o papa Francisco na quarta-feira, noticiou a BBC.

Primeiro papa não-europeu em quase 1.300 anos, Francisco apontou uma acentuada mudança de estilo em relação a seu antecessor, Bento, para a Igreja de 1,2 bilhão de fiéis, que foi minada por escândalos, intriga e discórdia.

 

Estadão

Papa diz que decidiu nome após frase de cardeal brasileiro

O Papa Francisco disse, neste sábado (16), em um encontro com a imprensa na sala Paulo VI, no Vaticano, que escolheu seu nome de líder da Igreja Católica após falar com o cardeal brasileiro Dom Claudio Hummes, arcebispo emérito de São Paulo, que participou do conclave que o elegeu.

“Na eleição, eu tinha ao meu lado o arcebispo emérito de São Paulo, um grande amigo. Quando a coisa começou a ficar um pouco perigosa, ele começou a me tranquilizar. E quando os votos chegaram a 2/3, aconteceu o aplauso esperado, pois, afinal, havia sido eleito o Papa. […] Ele me abraçou, me beijou e disse: ‘Não se esqueça dos pobres’. Aquilo entrou na minha cabeça. Imediatamente lembrei de São Francisco de Assis.”

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O Papa também relembrou que Francisco de Assis era um homem da pobreza e da paz. “Como eu queria uma Igreja pobre, e para os pobres”, afirmou.

Papa Francisco acena ao chegar ao encontro com jornalistas no Vaticano, neste sábado (16) (Foto: Vincenzo Pinto/AFP)Papa Francisco acena ao chegar ao encontro com jornalistas no Vaticano, neste sábado (16) (Foto: Vincenzo Pinto/AFP)

No encontro, ele ainda brincou com a escolha do novo nome, ao falar de “sugestões” recebidas. “Algumas pessoas fizeram brincadeiras, falando que deveria ser Adriano porque Adriano VI foi um homem das reformas, ou Clemente, Clemente XV, para ‘se vingar’ de Clemente XIV, que suprimiu a Companhia de Jesus. São brincadeiras, é claro.”

Ele me abraçou, me beijou e disse: ‘Não se esqueça dos pobres’. Aquilo entrou na minha cabeça. Imediatamente lembrei de São Francisco de Assis.”
Papa Francisco, sobre o amigo e cardeal brasileiro Dom Claudio Hummes e a escolha do nome

Logo no início de seu discurso, o Papa Francisco retomou um ponto bastante falado desde que foi eleito: a humildade diante de Cristo. “Cristo é o centro de tudo, não o sucessor de Pedro.”

O novo Papa disse que a imprensa e a Igreja têm “pontos de proximidade por trabalharem com a comunicação” e que o “lugar da mídia cresceu muito, a ponto de se tornar indispensável para mostrar ao mundo os rumos da história”. Enquanto falava do trabalho dos jornalistas nos últimos dias, o Papa, com um sorriso no rosto, falou: “e vocês trabalharam bastante, não?”

Francisco também disse que a Igreja “não tem característica política, mas essencialmente espiritual”, e que “Cristo está presente e dirige sua Igreja. Em tudo o que aconteceu, o protagonista é, em última instância, o Espírto Santo. Ele inspirou a decisão de Bento XVI pelo bem da Igreja. Ele influenciou na decisão dos cardeais.”

Após falar por cerca de 10 minutos, ele cumprimentou no palco alguns funcionários do Vaticano responsáveis pelo trabalho com a imprensa, assim como alguns poucos jornalistas. No fim, Papa Francisco lembrou que nem todos presentes do auditório eram católicos, mas afirmou que todos são filhos de Deus, e deu uma benção final.

Ele recebeu os cumprimentos de sacerdotes, que entregaram lembranças ao sumo pontífice, e de jornalistas. Um deles recebeu um carinho especial. Um deficiente visual foi abençoado junto com seu cão-guia na sala Paulo VI.

Encontro com Cristina
Segundo a agência de notícias EFE, Francisco receberá na próxima segunda-feira, às 12h50 (horário local, 8h50 de Brasília), a presidente da Argentina, Cristina Kirchner. A informação foi passada pela assessoria de imprensa do Vaticano. Essa será a primeira audiência de Francisco com um chefe de governo e acontecerá na Casa de Santa Marta, onde o pontífice está hospedado enquanto não toma posse de seus quartos no Palácio Apostólico.

A presidente argentina viajará para Roma para assistir à missa inaugural do religioso, prevista para a próxima terça-feira, na qual deverão estar presentes cerca de 150 chefes de Estado e de governo.

O papa também almoçará no próximo sábado com o pontífice emérito Bento XVI na residência apostólica de Castel Gandolfo, ainda segundo a assessoria de imprensa do Vaticano. O porta-voz Federico Lombardi já antecipara a intenção do papa de visitar o seu antecessor, que ficará em Castel Gandolfo até o fim das obras de reestruturação do mosteiro, no interior dos muros do Vaticano, onde viverá após sua renúncia.

Papa ao lado da guarda suíça na sala Paulo VI, no Vaticano (Foto: Paul Hanna/Reuters)Papa ao lado da guarda suíça na sala Paulo VI, no Vaticano (Foto: Paul Hanna/Reuters)
G1

Cardeal decano pede ‘unidade’ da Igreja em missa que abre conclave

Dom Angelo Sodano, cardeal decano da Igreja Católica, apelou pela “colaboração” e pela “unidade” dentro da Igreja, nesta terça-feira (12), durante a missa Pro Eligendo Pontifice, que abre o conclave que vai eleger o sucessor do Papa Bento XVI.

Todos os cardeais presentes em Roma, eleitores ou não, participam na cerimônia, uma das mais intensas dos últimos anos. Eles entraram na Basílica de São Pedro com semblante sérioe concentrado.

Ele exortou os cardeais a “colaborar para edificar a unidade da Igreja” e “cooperar com o sucessor de Pedro”.

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“Estamos convocados a cooperar com o Sucessor de Pedro, fundamento visível de tal unidade eclesiástica’, afirmou o influente cardeal.

“Eu os exorto a se comportarem de maneira digna, com toda humildade, mansidão e paciência, suportando-se reciprocamente com amor, tentando conservar a unidade do espírito por meio do vínculo da paz”, disse Sodano, em referência à carta de São Paulo aos Efésios.

Ao ser citado pelo cardeal decano, o Papa Emérito Bento XVI, que renunciou em 28 de fevereiro, em um gesto inédito na história moderna da Igreja, foi bastante aplaudido.

Sodano afirmou que o pontificado de Bento XVI foi “luminoso” e expressou a gratidão dos cardeais ao Papa Emérico, pedindo a Deus que dê “outro bom pastor à sua Santa Igreja”.

“Queremos agradecer ao Pai que está nos Céus pela amorosa assistência que sempre reserva a sua Santa Igreja e em particular pelo luminoso pontificado que nos concedeu com a vida e as obras do 265º sucessor de Pedro, o amado e venerado pontífice Bento XVI, ao qual neste momento renovamos toda a nossa gratidão”, disse.

No sermão, o cardeal também citou os Papas João Paulo II e Paulo VI, alem de lembrar o trabalho importante da Igreja nos últimos anos, que tem impacto não apenas entre os fieis, mas em diferentes culturas.

“Oremos para que o próximo Papa possa continuar esse incessante trabalho de nível mundial”, afirmou.

Cardeais assistem à missa Pro Eligendo Pontifice nesta terça-feira (12) na Basílica de São Pedro, no Vaticano (Foto: AFP)Cardeais assistem à missa Pro Eligendo Pontifice nesta terça-feira (12) na Basílica de São Pedro, no Vaticano (Foto: AFP)

Cardeais concentrados
A missa atraiu principalmente pessoas ligadas a Igreja, como seminaristas, padres e freiras, e também fieis. Dentro da Basílica, todos estavam muito atentos as orações e respeitosos aos ritos.

O maximo de conversa ouvida durante a missa foi a tradução das palavras para outros idiomas entre pessoas próximas – a missa foi celebrada basicamente em latim e italiano, com a primeira leitura em inglês e a segunda em espanhol, alem de orações dos fieis em cinco outros idiomas, incluindo o português.

Para conseguir um lugar sentado – especialmente perto do altar, onde ficaram os cardeais – foi preciso acordar cedo.

Às 9h, uma hora antes do inicio da missa, todos os lugares sentados já estavam ocupados. Muitas pessoas ficaram em pe nas laterais. Pouco antes do inicio da missa, foi o rosário foi rezado em latim.

Na entrada dos cardeais, nem mesmo os religiosos tiveram cerimônia – centenas de câmeras fotográficas e celulares foram levantados para registrar imagens dos homens que irão eleger o próximo pontífice a partir desta tarde. Quase todos os cardeais entraram concentrados, com semblante serio.

Alguns, entretanto, se destacavam – foi o caso do brasileiro Dom João Braz de Aviz, que entrou e saiu muito sorridente, visivelmente emocionado, olhando os fieis nos olhos e cumprimentando-os com o olhar.

O norte-americano Timothy Dolan, arcebispo de Nova York ,também era só sorrisos na entrada e na saída dos cardeais – ele chegou ate a arriscar acenos para os fieis.

Começo do conclave
Após a missa, os 115 cardeais eleitores começam o processo de escolha do novo Papa.

Uma primeira votação está marcada ainda para esta terça-feira, mas, segundo o padre Federico Lombardi, porta-voz do Vaticano, o nome do novo Papa não deve sair nesta terça.

O cardeal brasileiro Dom Odilo Pedro Scherer é citado, pela imprensa e por analistas, como um dos favoritos a vencer a eleição, ao lado do italiano Angelo Sodano.

Bento XVI surpreendeu o mundo e a Igreja ao anunciar, em 11 de fevereiro, que iria renunciar ao cargo, após oito anos de um pontificado marcado por crises e divisões internas.

(*) Com agências internacionais

G1

Quem diz que serei Papa deve estar fumando maconha, diz cardeal de NY

cardealO cardeal de Nova York Timothy Dolan disse em entrevista à rede CNN que as pessoas que acreditam que ele seja um forte candidato à sucessão de Bento XVI devem “estar fumando maconha”. Neste sábado (2), os cardeais que vão participar do conclave para escolher o sucessor de Bento XVI continuam chegando ao Vaticano para as duas primeiras reuniões preparatórias da próxima segunda (4).
Em entrevista à rede CNN na quinta-feira (28), a repórter Christiane Amanpour perguntou à Dolan se ele acreditava que poderia ser o próximo Papa. “Você está na lista de favoritos de muitas pessoas”, questionou Christiane. “Eu não acho que isso seja uma possibilidade”, respondeu Dolan. “As pessoas que dizem isso devem estar bebendo grappa demais ou fumando maconha”, acrescentou Dolan. “Estou lisonjeado que as pessoas pensem isso, mas eu não apostaria o pagamento da casa nisso”.

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O cardeal falou com Amanpour no dia em que Bento XVI deixou o Vaticano em um helicóptero da Força Aérea Italiana. Para escolher o seu substituto, 115 cardeais, entre eles Dolan, entrarão em um conclave. Esta é a primeira vez que Dolan irá votar em um Papa. Bento XVI o elevou ao Colégio dos Cardeais em 2012, conforme reportagem da CNN. Na terça-feira (28) à tarde, o grupo de cardeais cumprimentou pela última vez Bento XVI.
“Foi muito emocionante”, disse Dolan sobre seu encontro de 15 segundos com o pontífice. “E eu não me importo de admitir que foi um pouco sombrio, meio triste. Eu o amo”, disse. Na entrevista para a CNN, Dolan contou que Bento XVI se lembrou dele na viagem que fez a Nova York. “Eu comecei a me apresentar e ele disse: ‘eu sei quem você é'”, contou Dolan. “Eu gosto disso, quando o chefe sabe seu nome”.

 

 

G1

Cardeal relacionado a casos de pedofilia participará de escolha do novo papa

rogerRoger Mahony, cardeal e ex-arcebispo de Los Angeles (EUA), em cuja gestão ocorreram centenas de casos de abusos de menores por parte de sacerdotes, estará no conclave que vai eleger o novo papa, assim como esteve em 2005, na escolha de Bento 16.

O jornal italiano “La Repubblica” informa neste domingo (17) que a associação americana “Catholics United” (Católicos Unidos) pediu para que o cardeal não participe da eleição do novo pontífice. O pedido também foi feito por representantes de vítimas dos casos de padres pedófilos, como Kristine Ward, da “National Survivor Advocates Coalition”.

O cardeal Mahony não denunciou às autoridades alguns dos casos de abuso sexual de sacerdotes ocorridos há várias décadas e, por isso, foi suspenso de suas funções na arquidiocese de Los Angeles pelo arcebispo José Gómez.

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Após o anúncio de renúncia de Bento 16, que será efetivado em 28 de fevereiro, Mahony qualificou o papa como um “extraordinário sucessor de João Paulo 2º” e manifestou sua intenção de participar da eleição do próximo pontífice.

“Planejo viajar em breve a Roma para agradecer pelo serviço que prestou à igreja Bento 16 e participar da eleição” de seu sucessor, acrescentou em comunicado.

Com isso, gerou-se uma polêmica, já que o cardeal terá que testemunhar antes de viajar a Roma, em 23 de fevereiro, pelo caso de abusos por parte de padres da arquidiocese que administrava.

Mahony terá que responder aos advogados das vítimas –em particular, no caso do padre Nicolás Aguilar Rivera, da arquidiocese de Los Angeles, que após as denúncias de algumas das vítimas fugiu ao México, seu país de origem.

Segundo as acusações, após as denúncias das famílias das vítimas, a igreja fez de tudo para atrasar a detenção, e assim foi possível a Aguilar Rivera fugir para o México, sendo suspenso tempos depois.

Esta não é a primeira vez que o cardeal americano depõe em processos legais por casos de pedofilia, mas no próximo dia 23 o fará depois que a arquidiocese de Los Angeles revelou documentos confidenciais relativos a cerca de 120 padres acusados de abusos sexuais.

Nesses relatórios, se dizia que a atuação de Mahony esteve marcada pela proteção aos sacerdotes acusados e por sua intenção de evitar que os casos fossem divulgados.

Em 2007, a Igreja Católica americana indenizou mais de 500 vítimas em US$ 660 milhões, no total, após um acordo extrajudicial.

A ira das vítimas cresceu nos últimos dias, depois que o arcebispo José Gómez, que substituiu Mahony à frente da arquidiocese, pediu orações pelo cardeal por sua participação no conclave, que será realizado em março.

 

Uol

Episcopado brasileiro lamenta a morte do cardeal dom Eugênio Sales

 

dom-eugenio-sales1-268x300Cardeal arcebispo de Aparecida (SP) e presidente da CNBB, dom Raymundo Damasceno Assis, cardeal arcebispo de Sâo Paulo (SP), dom Odilo Pedro Scherer, o arcebispo de Salvador (BA), Primaz do Brasil, dom Murilo S.R. Krieger e dom Jaime  Vieira Rocha, arcebispo de Natal (RN)se manifestam, com pesar, pelo falecimento do cardeal dom Eugênio Sales.

Cardeal dom Raymundo Damasceno anunciou que participa nesta quarta-feira, 11 de julho, do velório e sepultamento do Cardeal Eugênio. O velório será realizado na Catederal do Rio de Janeiro, a partir do meio-dia desta terça-feira. A missa de corpo presente será celebrada nesta quarta-feira`(11), às 15h e, em seguida, o sepultamento.

Cardeal dom Odilo Pedro Scherer enviou mensagem ao arcebispo do Rio de Janeiro: “Estimado Dom Orani. Tendo recebido a notícia do falecimento do Eminentíssimo Cardeal Dom Eugênio de Araújo Salles, Arcebispo Emérito do Rio de Janeiro, quero expressar minha pessoal solidariedade ao senhor e a toda a estimada Arquidiocese de São Sebastião do Rio de Janeiro. Dom Eugênio foi um grande Arcebispo, um Pastor que amou profundamente a Cristo e sua Igreja e, por ela, se dedicou inteiramente. Como Cardeal teve grande solicitude pela Igreja no mundo inteiro, sempre unido ao Papa, Sucessor de Pedro, zelando pela unidade da Igreja e pela fidelidade no cumprimento de sua missão. Como Arcebispo do Rio de Janeiro deixou uma marca indelével de seu pastoreio nessa Arquidiocese que amou e serviu sem reservas. Seu testemunho de homem da Igreja também marcou profundamente a Igreja no Brasil. Por isso, agora, elevo minha prece de gratidão a Deus pela vida e pela ação pastoral e evangelizadora de Dom Eugênio, pedindo ao Pastor dos pastores que o acolha nos “prados eternos” e lhe conceda a vida plena na Casa do Pai”.

Dom Murilo S.R. Krieger divulgou nota: “A Arquidiocese de São Salvador da Bahia cumpre o doloroso dever de comunicar o falecimento do Cardeal Dom Eugênio de Araújo Sales, 23º Arcebispo desta Arquidiocese Primaz (1968 – 1971) e Arcebispo Emérito da Arquidiocese de São Sebastião do Rio de Janeiro. Ao fazer esta comunicação, a Arquidiocese de São Salvador da Bahia pede a todos os seus filhos que elevem preces a Deus pelo seu descanso eterno e rende seu tributo de gratidão àquele que aqui trabalhou e que tanto amou esta terra e esta gente”.

Dom Jaime Vieira Rocha apresentou a seguinte Nota:

“A Igreja de Jesus Cristo que está e é presença viva na Arquidiocese de Natal, por seu pastor e guia, Arcebispo Metropolitano, Dom Jaime Vieira Rocha, em comunhão com toda a Igreja do Rio Grande do Norte, publicamente, vem manifestar sua solidariedade e pesar pelo falecimento do Cardeal Dom Eugênio de Araújo Sales, Arcebispo Emérito da Arquidiocese de São Sebastião do Rio de Janeiro, filho desta terra potiguar, nascido em Acari, formado padre e bispo no seio de nossa querida Arquidiocese, onde serviu com amor e criatividade pastoral.

Dom Eugênio, sem dúvida, deixa para toda a Igreja e sociedade, um inesgotável legado, de homem de fé, de homem Igreja, firme nos propósitos e convicções, amante da verdade, que é Deus, atuante da Caridade, servidor da Justiça, comprometido com a promoção e defesa da dignidade da pessoa humana, especialmente, dos mais necessitados e excluídos.

À família de Dom Eugênio, na pessoa do nosso venerável irmão no episcopado Dom Heitor de Araújo Sales, a sempre atual gratidão pela oferenda de tão grande servidor da Igreja de Cristo, insigne benfeitor da Igreja Católica no Rio Grande do Norte, em especial, da Arquidiocese de Natal.

Recomendamos aos padres de todas as paróquias e comunidades eclesiais pertencentes à Igreja particular de Natal, a celebrarem a Missa de Exéquias em sufrágio da alma de Dom Eugênio de Araújo Sales.

Por fim, convido todo o clero, autoridades, agentes de pastoral e fiéis católicos e homens e mulheres de boa vontade para, conosco, celebrarmos a Santa Missa de Exéquias em sufrágio da alma de Dom Eugênio, no 7º dia de sua partida para a Casa do Pai Eterno, a se realizar no dia 14 de julho, às 1l horas, na Catedral Metropolitana de Nossa Senhora da Apresentação”.

OUTROS BISPOS

Dom Frei Diamantino Prata de Carvalho, bispo de Campanha (MG): “Neste momento em que a Igreja eleva a Deus o seu hino de ação de graças pela vida, obra e ministério de Sua Eminência Reverendíssima Dom Eugênio Araújo, Cardeal Sales, quero em meu nome pessoal, e da Diocese da Campanha, MG, apresentar ao Excelentíssimo e Reverendíssimo Senhor Dom Orani João Tempesta, O. Cist, DD. Arcebispo Metropolitano, aos Senhores Bispos Auxiliares e ao Reverendíssimo Clero do Rio de Janeiro, e a todos os irmãos e irmãs desta amada Parcela do Povo de Deus, as minhas orações pela páscoa de Dom Eugênio.

Eu trabalhei, como frade franciscano, na Paróquia Nossa Senhora da Paz, em Ipanema, de 1978 a 1983, quando pude testemunhar o carinho do Senhor Cardeal Sales para com os sacerdotes e o povo de Deus. Sinto-me recompensado pelo seu ministério, de quem fui seu modesto colaborador como Padre. Rogo ao Bom Pastor Jesus Cristo dar-lhe a felicidade eterna no céu”.

Dom Pedro Fedalto, arcebispo emérito de Curitiba (SC): “Associo-me fraternalmente ao meu amigo Dom Orani João Tempesta, arcebispo do Rio de Janeiro, a Dom Heitor de Araújo Sales, seu irmão, aos seus familiares e a todos da Arquidiocese de São Sebastião do Rio de Janeiro, para exprimir-lhes meus sentimentos de pesar pela morte do eminentíssimo cardeal dom Eugênio.

Logo que tive conhecimento de sua morte, elevei a Deus preces por sua alma. Sempre o considerei amigo. Sou-lhe gratíssimo pelo convite que me fazia para participar do curso de formação anual dos bispos no Rio de Janeiro, por ele promovido, e pelas diversas vezes que esteve em Curitiba a meu convite.

Agradeço a Deus por todo o bem que Dom Eugênio realizou em Natal, Salvador e Rio de Janeiro. Que Deus o tenha na glória do Paraíso!”

Fonte: cnbb

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