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Amazona realiza Caravana da Prevenção em Guarabira e Pedras de Fogo

A caravana vai ao interior para sensibilizar as pessoas a adotarem práticas sexuais seguras

 

AmazonaNesta quinta (7) e sexta (8) a Amazona estará realizando a Caravana da Prevenção na cidade de Guarabira e Pedras de Fogo, respectivamente. A atividade tem o objetivo de multiplicar as informações sobre prevenção as DST/HIV/AIDS, com a apresentação da esquete teatral “Boi de Fêra NOVA TEMPORADA”. A atividade está sendo realizada em parceria com a Secretaria Municipal de Saúde de Pedras de Fogo e com a Secretaria de Educação Popular de Guarabira em comemoração ao Dia Internacional da Mulher.

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A Caravana da Prevenção vai ao interior da Paraíba para sensibilizar as pessoas a adotarem práticas sexuais seguras utilizando recursos de poesia, dança nordestina e teatro popular para explicar as doenças sexualmente transmissíveis incluindo a AIDS e o uso correto do preservativo masculino e feminino.

O grupo de teatro é formado por dois atores e três atrizes adolescentes de comunidades de baixa renda da grande João Pessoa. A Amazona vai levar junto com caravana a Barraca da Prevenção onde a população poderá obter informações e tirar dúvidas sobre os métodos de prevenção às DST/HIV/AIDS como forma de assegurar o debate da interiorização da AIDS.

Esta atividade está contemplada no Projeto Garotada Solidária com o patrocínio da Petrobras, através do Programa Desenvolvimento & Cidadania e Governo Federal.

 

 

 

Contato:

Ong Amazona

Cleudo Gomes

Assistente de projetos

(83) 3241-6020

(83) 8814-7412




Karla Noronha
Assessoria de Comunicação

Há 20 anos, caravana de Lula visitava o ‘Brasil Real’

A Caravana da Cidadania na cidade de Madalena, no sertão do Ceará. Lula acena em campanha pelas eleições presidenciais de 1994 (Foto: Luludi/Estadão)
A Caravana da Cidadania na cidade de Madalena, no sertão do Ceará. Lula acena em campanha pelas eleições presidenciais de 1994 (Foto: Luludi/Estadão)

Um anúncio feito no final de 2012 pelo ex-presidente Luiz Inácio Lula da Silva, de que iria “voltar a andar pelo país”, atiçou obviamente a imprensa e a oposição, que começaram a falar sobre o incerto. E trouxe à lembrança as peripécias da Caravana da Cidadania, cuja primeira edição completará 20 anos no próximo mês de abril – haveria uma segunda em setembro e outras nos anos seguintes, pelo Norte e pelo Sul, totalizando mais de 500 cidades. Lula descarta relação entre aquela caravana e as viagens que pretende fazer neste ano. Mas tanto naquele momento como agora há os comentaristas habituais identificando supostas intenções – e, de olho em 2014, tentando atingir o legado do ex-presidente.

Durante 20 dias, de 23 de abril a 12 de maio de 1993, a trupe liderada por Lula percorreu 4.500 quilômetros, visitando quase 60 cidades em sete estados, mostrando um país pouco visto, pouco falado e muito maltratado. Não foi uma visita pelas capitais ou pela orla brasileira, mas pelos chamados grotões, lugares distantes do noticiário e da ação do Estado. Como cantou Milton Nascimento, “ficar de frente para o mar, de costas pro Brasil, não vai fazer desse lugar um bom país”..

Além de andar por onde ninguém queria ir, Lula inovou: em vez de discursar, ele entrevistava as pessoas, perguntava como elas viviam ali. Colecionou histórias dramáticas e alguns relatos pessoais, como o de uma senhora que revelou estar insatisfeita com o marido, que bebia muito. Deu bronca em um outro que contou, aos 41 anos, ter 12 filhos. E conversou com um senhor que a princípio ficou nervoso diante do “alto-falante” – como ele chamava o microfone –, mas depois não queria largá-lo. E disse a Lula: “O senhor me desculpe, mas nunca peguei no alto-falante, e agora eu vou falar!”

O projeto original das caravanas é de 1989, mas saiu do papel apenas em 1993. O objetivo, segundo seus idealizadores: levar Lula ao encontro do Brasil real. O jornalista Ricardo Kotscho, ex-assessor de imprensa de Lula, contaria depois que mesmo internamente, no PT, houve resistência. Alguns disseram, com certa dose de razão: “Cidadania? O povo desses lugares por onde vocês vão passar nem sabe o que é isso”.

Parada no acampamento onde viviam 25 famílias: seis quilômetros de caminhada para conseguir água (Foto: Protásio Nene/Estadão)

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Parada no acampamento onde viviam 25 famílias: seis quilômetros de caminhada para conseguir água (Foto: Protásio Nene/Estadão)

Combate à fome

O Brasil de 1993 tinha acabado de derrubar o presidente Fernando Collor de Mello, substituído pelo vice Itamar Franco. Idealizador do chamado governo paralelo, Lula apresentou a Itamar um plano de combate à fome. Apenas dois dias depois do fim da caravana, em 14 de maio, o governo lançou o Conselho Nacional de Segurança Alimentar, tendo à frente o sociólogo Herbert de Souza, o Betinho, e o bispo dom Mauro Morelli, da diocese de Duque de Caxias (RJ). Nos milhares de quilômetros percorridos pela trupe, não faltaram exemplos de que a pobreza deveria ser uma questão prioritária para qualquer governante. E a avaliação corrente é de que muito do que se aplicaria posteriormente, já no governo Lula, começou a ser esboçado naquela viagem.

Passaram-se 20 anos, com dois períodos bem distintos: a primeira metade teve como grande marco a estabilização da moeda, enquanto a segunda iniciou um processo gradual de redução da pobreza. Dos últimos dez anos, oito tiveram o próprio Lula como presidente, que fez sua sucessora, Dilma Rousseff. Ainda que continue sendo um país muito desigual, nesse período o Brasil tirou milhões de pessoas da linha da pobreza, estabeleceu novos padrões de consumo e reverteu a tendência de informalização do mercado de trabalho. Se a comparação for com 1993, o número de empregos formais no país mais que dobrou.

‘Cutucar o diabo’

Dois dias depois do plebiscito nacional sobre forma (república ou monarquia) e sistema de governo (presidencialismo ou parlamentarismo), em 23 de abril de 1993 Lula desembarcou em Recife e fez uma declaração que de certa forma antecipou uma preocupação que se tornaria marca de seu governo: “Quero colocar os famintos do país no cenário político. A fome deve ser assumida não só pelo governo, mas pelos que comem”. Sobre a caravana, manifestou incerteza. “Não sei o que vamos encontrar. O que sei é que vamos cutucar esse diabo com vara curta.”

O trajeto iria reconstituir a trajetória do próprio Lula, que em 1952, aos 7 anos, saiu de Garanhuns com a mãe e sete irmãos, rumo a São Paulo. Durante 20 dias, dois ônibus – um com Lula e convidados, outro com jornalistas – percorreriam dezenas de municípios do Nordeste e do Sudeste, cortando estradas de terra que cruzavam localidades quase esquecidas, distantes do “desenvolvimento” e com dificuldades de comunicação – ainda não existiam celular nem internet, o que muitas vezes causava aflição. Em certo local da Bahia, por exemplo, Kotscho chegou ávido à recepção de um hotel perguntando se ali havia jornais. A resposta foi singela: “Tem, mas é de outros dias”.

O geógrafo e o metalúrgico Lula com o professor da USP Aziz Ab’Saber, estimulador da viagem pelo Brasil, que participou de algumas caravanas (Foto: Sérgio Buarque de Holanda / Fundação Perseu Abramo)

Em 12 daqueles 20 dias, a caravana percorreu quatro estados do Nordeste, “a região semiárida mais povoada do mundo”, como lembrou o geógrafo Aziz Ab’Saber, um estimulador da viagem pelo Brasil e que morreu em março de 2012. Percorreria ainda a região do Vale do Jequitinhonha, em Minas Gerais, uma das mais pobres do país, Rio de Janeiro e São Paulo.

O geógrafo e o metalúrgico Lula com o professor da USP Aziz Ab’Saber, estimulador da viagem pelo Brasil, que participou de algumas caravanas (Foto: Sérgio Buarque de Holanda / Fundação Perseu Abramo)

Uma das primeiras paradas no Brasil real foi em um acampamento no Sítio Poço Doce, em São Bento do Una, agreste pernambucano. Ali ficavam 25 famílias, tentando sobreviver, acordando de madrugada para andar seis quilômetros atrás de água. “Toda a produção que existe nesta terra é nossa. Esta área é totalmente abandonada, menos o roçado que a gente fez. A única vez que ele (proprietário) apareceu aqui foi para nos intimidar”, relatou o representante do acampamento, José Maria da Silva. Para aquelas pessoas, não era incomum se alimentar de um peixinho chamado chupa-pedra. “É a descoberta de sobreviver por meio do que sobrevive na lama”, observou o professor Aziz, conforme anotou o jornalista e escritor Zuenir Ventura, que também andou uns dias por lá.

No meio da conversa, um violão chega às mãos de Hilton Acioli – autor, em 1989, do jingle “Lula lá” e integrante do Trio Marayá, nos anos 1960. E ele canta a música-tema da caravana, Clareia:

“Duvido que um homem queira tudo/
Quando tem quem não tem nada/
Desde que nasceu”.

Coordenador da caravana, Francisco Rocha da Silva, o Rochinha, lembrou em entrevista à TVT que o objetivo era “ouvir o que as pessoas pensavam”. Ele chefiou a equipe que andou antes para mapear os locais. A viagem foi bem planejada, mas todo roteiro acaba tendo seus desvios. Em muitos lugares, a população bloqueava a estrada e fazia com que os ônibus desviassem para este ou aquele lugar. “Na grande maioria dos casos, a gente tinha de sair da trajetória”, disse Rochinha.

Faroeste sertanejo

O marco da caravana de 1993 foi, certamente, a passagem pela cidade de Canapi, no sertão de Alagoas. Local emblemático, por ser a terra natal da família Malta, de Rosane Collor, primeira-dama até o ano anterior. Lugar de pistoleiros e de um certo faroeste. Em 1991, um dos irmãos de Rosane havia atirado contra o prefeito, e o bar onde a história aconteceu quase virou atração turística. Em agosto de 1992, Ricardo e seu irmão Ronaldo Kotscho, fotógrafo, foram a Canapi, a trabalho, e acabaram expulsos por um segurança dos Malta.

“Era uma temeridade (ir a Canapi). Até eu dei um passo atrás. Mas o presidente Lula deixou muito claro que era uma das cidades em que ele fazia questão de passar”, recordou Rochinha. Passou, foi recebido por uma multidão, andou pelas ruas e nada anormal aconteceu. Susto, com a visão do Centro Integrado de Atendimento à Criança (Ciac), uma obra luxuosa no meio da pobreza e sem funcionar – batizada por Zuenir Ventura como um “monumento à insensatez”. Ele descreveria assim o Ciac: “Construído num descampado, o visitante se aproxima dele – ou ele do visitante, não se sabe bem – como se fosse uma miragem, uma ilusão de ótica provocada pela inclemência do sol”.

Em Aguas Belas, Pernambuco, Lula falou a uma multidão que se alimentava de palma, planta típica da caatinga, usada para alimentar o gado em estiagens prolongadas (Foto: Protásio Nene / Estadão)

Em Aguas Belas, Pernambuco, Lula falou a uma multidão que se alimentava de palma, planta típica da caatinga, usada para alimentar o gado em estiagens prolongadas (Foto: Protásio Nene / Estadão)

Atual secretário de Direitos Humanos do município de São Paulo, Rogério Sottili acompanhou o grupo que percorreu o país antes de Lula para mapear cada local, fazer contatos e identificar possíveis problemas. Ele lembra que a recomendação foi para não passar por Canapi. “Ninguém falou com a gente. Todo mundo andava armado”, recorda Sottili, que na época trabalhava na Secretaria Agrária do PT.

Em sua primeira fase, o grupo precursor era formado por Sottili, a jornalista Cyntia Campos e três seguranças, também responsáveis pela logística. O diagnóstico era feito com movimentos sociais, sindicatos, associações, igrejas e, quando possível, prefeituras, além dos contatos com a imprensa local. As indicações que seriam usadas na caravana eram minuciosas – chegavam a apontar, por exemplo, que em determinado quilômetro de uma estrada havia um buraco. Em São Paulo, pessoas como Clara Ant e José Graziano preparavam relatórios detalhados com indicadores econômicos e sociais, entre outras informações. Clara é assessora de Lula até hoje. Graziano integraria o Programa Fome Zero, implementado no início do governo do petista, e em 2011 tornou-se o primeiro brasileiro a se tornar diretor-geral da FAO.

Achismo

Para José Ferreira da Silva, o Frei Chico, irmão de Lula, a caravana representou um segundo retorno à terra de origem. Ele esteve lá no final de 1964, após cinco dias de viagem. Ficou 15, ganhou um jipe no bingo com um amigo, vendeu e, na volta a São Paulo, comprou sua primeira casa. Em 1993, constatou que muita coisa ainda não tinha mudado, com o poder local concentrado em determinadas famílias e regiões isoladas. Além disso, permanece o desconhecimento em relação à realidade do Norte/Nordeste. “Tem um monte de achismo”, diz Frei Chico.

A ignorância também se dá em relação aos fatos históricos. Ele cita casos como o de Delmiro Gouveia, empresário precursor assassinado em 1917 que hoje dá nome a uma cidade no sertão de Alagoas, na divisa com Bahia, Pernambuco e Sergipe. Ou sobre a cidade baiana de Cachoeira, pioneira na luta pela independência do Brasil.

Duas coisas, particularmente, impressionaram Frei Chico durante a viagem: a realidade dos trabalhadores do sisal, muitos deles mutilados, e a contaminação do Rio Jequitinhonha, em Minas Gerais, por mercúrio, usado na extração do ouro. “Acho que isso (preservação ambiental) é o grande drama brasileiro, a grande luta nossa no futuro”, afirma, acrescentando que é possível “crescer sem destruir”.

Ele também guardou boas lembranças, como uma disputa de sanfoneiros no interior da Bahia, que lamenta não ter visto até o fim. Do ponto de vista político, Frei Chico percebeu a necessidade de buscar união mesmo com aqueles com outros pontos de vista, para começar a mudar o país – e a situação melhorou bastante de lá para cá. Com certeza, observa, “a caravana ajudou muito o Lula a formar a sua visão de Brasil”. Sottili reforça: “Acima de tudo, ele queria mostrar o país”.

 

 

redebrasilatual.

Caravana da Anistia reconhece perseguição ao padre José Eduardo Augusti

 

Na manhã do sábado (8), no Memorial da Resistência, em São Paulo, a Caravana da Anistia julgou e concedeu anistia política ao padre José Eduardo Augusti, que foi considerado vítima da repressão política ocorrida no país durante a ditadura militar. O sacerdote foi declarado anistiado político por unanimidade.

Padre Augusti exercia suas atividades pastorais como defensor dos direitos humanos em Botucatu (SP). Em julho de 1968, foi preso acusado de ter participado de um comício estudantil em São Paulo (SP). Em agosto daquele mesmo ano, foi libertado por meio de um habeas corpus. Foi indiciado pela Lei de Segurança Nacional e, em junho de 1969, condenado a um ano de prisão.

Em outubro daquele ano, o padre Augusti foi preso e permaneceu no Departamento de Ordem Política e Social (Dops), onde relatou ter sido torturado. Em 1970, foi transferido para o Presídio Tiradentes e, em outubro do mesmo ano, foi posto em liberdade. O padre Augusti morreu em 1997.

“Esse é um ato de reparação do governo dos atos de arbítrio que foram feitos em relação ao padre Augusti e muitos outros. Ele sempre foi um sacerdote que se pautava pela denúncia das questões sociais e que confrontou os poderosos na época em Botucatu”, disse a irmã do padre, Maria Tereza Augusti.

Em entrevista à Agência Brasil, logo após o julgamento, Maria Tereza contou que seu irmão foi “muito torturado” e quase ficou cego em um dos episódios de prisão. “Ele ficou 20 dias [sumido] e não sabíamos onde ele estava. E estava sendo torturado. Ele quase perdeu a vista e precisou ser operado, pois recebeu 50 horas de luzes no rosto”, falou.

Segundo Maria Tereza, a família não pediu indenização ao Estado, “somente a reparação [reconhecimento] do governo brasileiro da injustiça cometida”. Para ela, o atendimento da Caravana da Anistia representa “o reconhecimento de que se tem uma história construída, que a juventude não sabe, e que pode não se repetir”.

As Caravanas da Anistia são promovidas pela Comissão de Anistia do Ministério da Justiça e existem desde 2008. Elas consistem na realização de sessões públicas de apreciação de requerimentos de anistia política, com o objetivo de resgatar, preservar e divulgar a memória política brasileira, principalmente do período relativo à ditadura militar.

À tarde, a Caravana da Anistia julga o pedido de anistia política de oito militantes da Oposição Sindical Metalúrgica de São Paulo. Serão apreciados os pedidos de anistia política referentes a Jorge Luiz dos Santos Oliveira, Iria Molina Farinazzo, Salvador Pires, Maria Arleide Alves, Antonio Fernandes Neto, João Prado de Andrade, Luiz Carlos Prates (conhecido como Mancha, ex-diretor do Sindicato dos Metalúrgicos de São José dos Campos-SP) e Alexandre Giardini Fusco. Caso o julgamento seja favorável, os operários deverão receber anistia política e reparação econômica pela perseguição sofrida.

Raimundo Perillat, coordenador da Casa da Solidariedade do Ipiranga e ex-metalúrgico, esteve hoje no Memorial da Resistência para acompanhar o julgamento. Durante a ditadura, contou, ele chegou a ser preso. “Naquela época, eu trabalhava em São Caetano. Teve a ocupação no sindicato e toda a liderança chegou aqui no Dops, em 1979”, contou.

“Estas são pessoas que, mesmo nos momentos mais difíceis, foram corajosas ao se colocar ao lado da defesa dos direitos e das liberdades. Mas pagaram um preço por isso. E são a elas que devemos a liberdade que hoje usufruímos. Então, o Estado tem o dever e a obrigação de olhar para cada uma delas e oficialmente pedir desculpas por esses erros e, por esse gesto, reconhecer o legítimo de resistência que elas tiveram no passado”, disse Paulo Abrão, secretário nacional de Justiça e presidente da Comissão de Anistia.

Segundo Abrão, no caso do Padre Augusti, a comissão reconheceu que ele “foi preso de forma arbitrária, sofreu torturas e lesões à sua integridade física, sofreu monitoramento ilegal da sua vida ao longo do tempo e foi cerceado no exercício de suas atividades religiosas e políticas”.

Com relação aos membros da Oposição Sindical, pedido que está sendo julgado à tarde, Abrão falou que eles participaram de mobilizações consideradas subversivas à época. “Além de terem sido presos em razão de suas manifestações, foram demitidos arbitrariamente de seus empregos, tiveram seus nomes colocados em listas-sujas – o que dificultou que encontrassem novos empregos – e, principalmente, tiveram seus direitos legítimos a um projeto de vida interrompidos”, disse Abrão.

O prédio onde se encontra instalado o Memorial da Resistência foi, entre 1940 e 1983, sede do Departamento Estadual de Ordem Política e Social de São Paulo (Deops), considerado setor de uma das polícias políticas mais truculentas do país na época da ditadura militar. No local, militantes políticos eram presos e torturados.

“Todas as caravanas são importantes, mas imagine fazer uma aqui nesse prédio. Tantas pessoas tiveram suas vidas interrompidas, foram presas e torturadas e os responsáveis não foram punidas. Então, esses atos são pequenas reparações”, disse o deputado estadual Adriano Diogo, presidente da Comissão Estadual da Verdade.

[bb]

Fonte: Agência Brasil
Focando a Notícia

 

Assembleia Legislativa inicia viagem ‘Caravana da Seca’ na Paraíba

Representantes da Assembleia Legislativa da Paraíba (ALPB) vão percorrer o interior do estado durante a semana em uma viagem chamada de ‘Caravana da Seca’. A intenção dos deputados estaduais é de observar pessoalmente a situação da seca que assola a Paraíba e enviar documentação à Presidente Dilma Rousseff. Os parlamentares viajam pelo interior do estado até a próxima sexta-feira (7).

“Toda iniciativa que tenha por finalidade chamar a atenção para o drama da estiagem é louvável e coloca o assunto na ordem do dia, em função da urgência que o tema requer”, analisou o articulista político Arimatea Souza.

Segundo o deputado Assis Quintans (DEM), a programação pretende visitar o interior para levar solidariedade. “Pretendemos ouvir a população e o sofrimento in loco para montar um documento no sentido de disponibilizar políticas públicas. A atenção está voltada para a Copa do Mundo e as Olimpíadas. Queremos criar um ambiente de sensibilização pela população da Paraíba”, afirmou o parlamentar paraibano.

Uma das primeiras paradas será na região do Curimataú, em seguida o Cariri e Sertão do estado. “Temos que ter um olhar para o social e o econômico, além de uma análise profunda da situação hídrica dos reservatórios que estão se esvaziando. Pretendemos fazer com que tal documento chegue às mãos da Presidente da República”, afirmou.

G1 PB

Ricardo Marcelo cria ‘Caravana da Seca’, mas avisa deputados que não é turismo

O presidente da Assembleia Legislativa da Paraíba, deputado Ricardo Marcelo (PEN), convocou nesta quarta-feira (28) os parlamentares da Casa e a imprensa para viajarem na próxima terça-feira (04) e ver pessoalmente os problemas provocados pela estiagem no Estado. Entretanto, ele avisou que a viagem não é para servir como turismo e sim para tentar ajudar a minimizar os efeitos da seca.

“Aviso que quem quiser ir a essa viagem pode fazer as inscrições aqui na mesa diretora da Casa. Vamos viajar pela Paraíba na terça-feira para conhecer in loco os problemas causados pela seca. Mas, aviso que essa viagem não é para fazer turismo”, alertou Ricardo Marcelo.

O presidente convidou, além dos deputados, toda a imprensa que quiser acompanhar de perto a realidade das cidades que sofrem com a seca. “Quem quiser ir se inscreva que vai ter ônibus para todos verificarem de perto essa situação”, afirmou.

PolíticaPB

Sebrae Paraíba promove caravana de empreendedores


Entre os dias 19 e 22 de setembro, grupos sairão das oito agências do Sebrae no interior do Estado para visitar a quinta edição da Feira do Empreendedor

As oito agências do Sebrae do interior do Estado irão promover caravanas para trazer empreendedores de todo o Estado para participar da Feira do Empreendedor da Paraíba, que será realizada entre os dias 19 e 22 de setembro, no Forock, em João Pessoa. Os interessados devem procurar um das agências do Sebrae e fazer a reserva da vaga. As caravanas partirão de Campina Grande, Guarabira, Sousa, Pombal, Cajazeiras, Araruna, Monteiro e Patos e têm o custo entre R$ 10 e R$ 50, a depender do evento e dia da feira.

De acordo com a gestora da Feira do Empreendedor, Nelijane Ricarte, a participação dos empresários e empreendedores de todas as regiões do estado será muito importante para o evento.  “As caravanas irão reunir um público focado nas atividades da Feira que terão a oportunidade de obter novas informações e se capacitar para melhorar os seus empreendimentos”, destacou a gestora.

O evento, que terá como tema “Negócios Inovadores e Sustentáveis”, vai abrigar mais de 70 oportunidades de negócios e receber mais de 16 mil pessoas. Durante os quatro dias, serão realizadas cerca de 100 palestras e 60 oficinas que irão oferecer aos participantes conhecimento sobre empreendedorismo e capacitações em diversas áreas do mercado.

A Feira vai abrigar importantes eventos na área empresarial do Estado, como o Encontro Paraibano de Comércio Exterior, que terá como palestrante Felipe Cassapo, e Encontro Paraibano de Empretecos e Empreendedores da Paraíba, que contará com a presença do empresário e consultor Cláudio Forner. O investimento para participar de cada um dos eventos é de R$ 50.

Na programação, ainda estão as palestras “Como criar uma presença online”, com o engenheiro do Google Rodrigo Vale (inscrição custa 2 kg de alimento), “O Estouro da Pipoca – Pequenos Gestos, Grandes Inovações”, com o empresário Valdir Novaki, “A Fórmula da Inovação”, com o executivo Luciano Pires, e “A vida que deve ser vivida”, com o escritor e consultor Clóvis De Barros Filho. As palestras têm o valor de R$ 30,00.

A programação de oficinas conta com capacitações para diversas áreas do mercado, como “Fabricação e customização de Pufes de Garrafas Pet”, “Registro de Marcas: A importância de proteger sua marca”, “Oficina Luminária Planeta”, “Eficiência Energética: Como gastar menos energia em sua empresa”, “Como usar o Twiter para sua empresa” e “Como Abrir uma loja virtual”, entre outras. O valor das oficinas varia de R$ 10 a R$ 20.

Para participar da Feira é preciso se inscrever gratuitamente através do site do evento. Quem deixar para o dia de abertura terá que pagar uma taxa de R$ 5. No evento, serão realizadas palestras gratuitas e com investimento de até R$ 30. Já as oficinas têm valores que variam de R$ 10 a R$ 20. As inscrições para estas atividades também já podem ser feitas pelo site http://www.feiradoempreendedorpb.com.br/.

 A Feira do Empreendedor é uma realização do Sebrae Nacional e Sebrae Paraíba e conta com as parcerias do Banco do Brasil, Governo do Estado da Paraíba, Programa Conecte seu Negócio/Google, Fecomércio e da Fiep.

Contatos das Agências do Sebrae no interior

Campina Grande – 2101.0100

Guarabira – 3271.4142

Sousa – 3522.1800

Pombal – 3431.2408

Cajazeiras – 3531.2449

Araruna – 3373.1272

Monteiro – 9918.0576

Patos – 3421.2403

Acessoria SEBRAE

Caravana da UNE Brasil+10 homenageia Honestino Guimarães

 

No último 28 de março de 2012, data em que nasceu Honestino Guimarães, ex-presidente da UNE desaparecido politico da ditadura militar, os estudantes brasileiros prestaram grandiosa homenagem a este herói: deram a largada a uma ousada iniciativa de circulação que vai atingir todo o território nacional.

A Caravana UNE Brasil+10 começou na capital federal e vai levar aos estudantes brasileiros de todas as regiões uma reflexão objetiva sobre o país que a juventude quer e sonha para os próximos 10 anos, quando celebraremos o bicentenário da nossa independência.

Neste vídeo, você poderá conferir um pouco do que aconteceu em Brasília. Lá no Planalto Central, a Caravana passou pela Universidade de Brasília (UnB) e Universidade Católica (UCB).

Teve também show de Mestre Zé do Pife e as Juvelinas, cortejo com a companhia Mamelungo sem Fronteiras, além de um Aulão Brasil+10 com representantes dos movimentos sociais e debate com o presidente da Comissão Nacional de Acompanhamento do ProUni, professor Valnor Bolan. O Circuito Universitário de Cultura e Arte, o Cuca da UNE, também esteve presente exibindo filmes e realizando um encontro com o tema “Cultura em rede – Conexões culturais no Brasil”.

Fonte: UNE