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Especialista alerta para cuidados na captação de água da chuva armazenada em cisternas

Sérgio Amaral/MDS
Sérgio Amaral/MDS

Com as chuvas registradas recentemente na Paraíba, os agricultores se preparam para armazenar água através de cisternas. Natural de São José do Sabugi, a 276 km de João Pessoa, o agricultor Iranildo Araújo possui duas cisternas na propriedade dele, sendo uma que capta água da chuva, que serve para consumo humano, e uma barragem subterrânea, para irrigar o plantio.

Iranildo possui uma família de cinco pessoas, que consomem a água armazenada em uma cisterna construída com areia e placas de cimento. Com profundidade de pouco mais de dois metros e capacidade para guardar até 16 mil litros de água, a cisterna pode aguentar até um ano sem reabastecimento.

“Eu tenho essa cisterna desde 2004 e nunca mais passei necessidade de água dentro da minha casa. A última chuva grande que ela recebeu foi em abril de 2014 e de lá para cá não choveu muito, mas mesmo assim ainda temos seis mil litros de água”, disse o agricultor.

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De acordo com Iranildo, a cisterna de consumo humano e a barragem subterrânea foram construídas com recursos do programa ‘Um milhão de cisternas no Semiárido’, realizado pela Ação Social Diocesana de Patos e pelo governo federal.

Para o agricultor, o programa deixa como responsabilidade o pagamento do pedreiro, do ajudante e da obra de escavação do local. “Do meu bolso gastei R$ 150, já que também participei da construção como ajudante do pedreiro para economizar. Concluímos o trabalho em quatro ou cinco dias e a partir daí nunca mais precisei beber água de poço ou cacimba, que trazia doenças para mim e minha família”, afirmou.

Para a cisterna de consumo próprio, o sistema funciona através da captação de água da chuva por calhas colocadas no telhado. Para garantir que a água não esteja contaminada, a primeira chuva não é captada.

“Quando percebemos que vai chover retiramos a ligação entre a calha e a cisterna, para que a sujeira do telhado vá para o chão e não polua a água boa. Depois de um tempo, religamos a calha e a cisterna começa a armazenar”, disse Iranildo.

Já a barragem subterrânea foi construída em 2008. O processo envolve escavação do terreno, colocação de lonas e pedras para armazenar a água em um reservatório ‘invisível’. É com essa água que o agricultor irriga a plantação de feijão, jerimum, cheiro-verde, milho, acerola, goiaba, limão e outros produtos.

Especialista alerta

De acordo com Luiz Roberto Pladevall, especialista em Saneamento e Meio Ambiente, a tentativa de armazenar água é válida, já que a seca prolongada afeta a região, mas ele alertou sobre os devidos cuidados no processo de construção e armazenamento da água.

“O morador deve utilizar um dispositivo para proteger essa caixa e tirar os resíduos sólidos como folhas, galhos e areia. É importante manter o reservatório longe do alcance das crianças, tampá-lo pra evitar a proliferação do mosquito da dengue e, caso for instalar numa laje, ter a certeza que o local tem estrutura para suportar a carga. Temos que lembrar também que essa água só deve ser utilizada para limpeza de pisos, nas descargas sanitárias ou para regar jardins e plantações, mas nunca deve ser destinada para consumo humano”, falou Luiz Roberto.

 

portalcorreio

Prefeituras buscam informações sobre captação de recursos no Portal de Convênios

Gestores e técnicos municipais podem acessar o Portal para conhecerem ações e saber como captar recursos do Siconv para seu município

SiconvSaber quais transferências voluntárias foram realizadas por sua cidade nos últimos anos e divulgar a utilização do Sistema de Convênios do Governo Federal (Siconv) como uma forma de captar recursos públicos da União, são algumas das informações que gestores e técnicos municipais têm ao acessar os dados do Portal Brasileiro de Dados Abertos (dados.gov.br).

Os dados do Siconv estão disponíveis no sítio gerenciado pelo Ministério do Planejamento (MPOG) desde o ano passado. Neste formato, permitem a sua utilização, cruzamento e compartilhamento por qualquer pessoa.

Sílvia Fonseca, servidora da Secretaria Municipal de Educação de Igarapé-Miri (PA) – cidade localizada a cerca de 78km de Belém – entrou em contato com a equipe da Secretaria de Logística e Tecnologia da Informação (SLTI) para saber em quais programas do Ministério da Educação (MEC) houve a adesão de seu município. Sílvia é responsável pela coordenação de planejamento da secretaria e relata que os técnicos da gestão anterior da cidade de mais de 50 mil habitantes não passaram as informações. “Isso prejudica as ações das novas equipes de trabalho”, afirma.

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Já em Ribeirão Pires (SP), a captação de recursos das transferências voluntárias da União motivou o secretário de assuntos estratégicos da cidade, Paulo de Tarso Gonçalves dos Santos, a buscar informações no dados.gov.br. No cargo há quatro anos, Paulo relata que os dados disponíveis são importantes para a democratização das informações e que ele pretende angariar recursos por meio do sistema. “Estou tentando disseminar a cultura do Siconv no corpo funcional”, conclui.
Siconv

Instituído em 2008, o Siconv é uma ferramenta eletrônica que reúne e processa informações sobre as transferências voluntárias da União para estados, Distrito Federal, municípios e entidades privadas sem fins lucrativos. Esse repasse pode acontecer por meio de contratos de repasse, termos de parceria e convênios destinados à execução de programas, projetos e ações de interesse comum.

Os dados do em formato aberto do Siconv estão disponíveis diretamente no api.convenios.gov.br/

 

Fonte

Ministério do Planejamento

Poupança bate recorde histórico de captação em 2012

 

Em mais um recorde histórico, os depósitos em poupança superaram os saques em R$ 49,719 bilhões em 2012, de acordo com dados do Banco Central (BC), divulgados nessa segunda-feira (7). A maior captação líquida da poupança até então da série histórica do BC, iniciada em 1995, foi registrada em 2010: R$ 38,681 bilhões.

Para o professor de finanças da Faculdade de Informática e Administração Paulista (Fiap), Marcos Crivelaro, uma das explicações para o resultado recorde foi a mudança na regra de remuneração da poupança, em maio do ano passado. A medida estimulou os poupadores a manterem os depósitos antigos nas contas, por renderem mais do que aplicações novas. “Ficou como um investimento de longo prazo para as pessoas que não precisam retirar”, diz Crivelaro.

O governo definiu que os depósitos feitos até 3 de maio continuariam a ser remunerados pelas regras antigas – Taxa Referencial (TR) mais 0,5% ao mês. Os depósitos feitos a partir de 4 de maio de 2012 só têm a mesma regra de remuneração quando a taxa básica de juros, a Selic, for superior a 8,5% ao ano.

Atualmente, a Selic está em 7,25% ao ano. Assim, a remuneração, pela nova regra, é 70% da Selic mais a TR. De acordo com o Ministério da Fazenda, com a Selic neste patamar, o rendimento mensal da poupança fica em 0,41% mais TR.

Crivelaro destaca que a poupança é um investimento simples e uma forma de guardar dinheiro para o caso de necessidade futura e assim evitar tomar empréstimo. “É um dinheiro que fica reservado para quando precisar, em momentos difíceis. Mesmo com a queda dos juros, continua caro pedir dinheiro emprestado”, diz. Para o professor, além desses fatores, as pessoas também foram estimuladas a fazer depósitos em poupança em campanhas publicitárias no ano passado. Diferentemente de outros investimentos, no caso da poupança não é cobrado imposto de renda, nem taxa de administração.

Dezembro é o décimo mês consecutivo em que a captação da aplicação mais popular do Brasil fica positiva. Em novembro, os depósitos superaram as retiradas em R$ 4,086 bilhões (R$ 105,060 bilhões de aplicações e R$ 100,974 bilhões de saques).

O relatório do BC baseia-se em dados do Sistema Brasileiro de Poupança e Empréstimo (SBPE) – que destina 65% dos recursos para o financiamento imobiliário – e da poupança rural. No caso do SBPE, houve captação líquida de R$ 6,873 bilhões em dezembro e de R$ 37,239 bilhões no ano. A poupança rural registrou captações líquidas de R$ 2,331 bilhões no mês passado e de R$ 12,479 bilhões em 2012.

Com agências