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Conheça os sinais do câncer de mama que aparecem na pele

O mês de outubro traz uma oportunidade ótima pra tirarmos dúvidas sobre o câncer de mama. Formas de prevenção, diagnóstico, tratamento… Tudo entra em pauta. É, também, uma boa hora pra você lembrar de marcar os seus exames.

Como você provavelmente deve ter ouvido falar nesses dias de Outubro Rosa, o câncer de mama é o tipo de câncer que mais mata mulheres no Brasil e o segundo mais comum entre elas. atrás apenas do câncer de pele não melanoma- ainda assim, é curável em estágios iniciais. É muito importante, portanto, agir de maneira preventiva.

O que pouca gente sabe é que existe um tipo de câncer de mama que pode ser diagnosticado pelo dermatologista. Chamado Doença de Paget, ele é raro e surge como lesão na região do mamilo e da aréola da mama.

Convidei Luciano Moro*, mastologista de São Paulo, pra uma conversa sobre esse tema:

Thais Bello: O que é o carcinoma de Paget? O que ele tem em comum e no que se diferencia dos outros tipos de câncer de mama?

Luciano Moro: Doença de Paget é definida pela presença de células malignas (células de Paget) na epiderme da papila mamária, ou seja, na pele do mamilo. Corresponde de 1 a 5% dos casos de câncer de mama e acomete mais frequentemente mulheres acima dos 50 anos.

Em metade dos casos, no momento do diagnóstico, se observa tumor palpável. Além disso, em 85 a 95% dos casos há relação com alguma doença dentro da mama.

Justamente por este dado, a teoria mais aceita para esta doença é de que células malignas da mama migrem pelos ductos da mama para a superfície da pele. Esta forma da doença é pouco comum dentro das apresentações do câncer de mama

TB: Quando devemos suspeitar?

LM: A doença de Paget invariavelmente é unilateral, atingindo então apenas uma das mamas, e se manifesta como uma descamação ou crosta no mamilo associada à saída de secreção através da papila. Pode se estender para a aréola e eventualmente para a pele adjacente. Como mencionado anteriormente, palpa-se tumor associado em metade dos casos. É importante diferenciar de outras doenças benignas da pele, sobretudo os eczemas ou dermatites – que são muito frequentes nas duas mamas –, micoses e outros cânceres da pele.

O dermatologista pode suspeitar pela falta de resposta ao tratamento e investigar através de uma biópsia da pele acometida. Se a suspeita for de doença de Paget, outros exames são necessários, mesmo se não houver tumor palpável. Em alguns casos, podem ser necessárias novas biópsias ou complementação com ressonância magnética.

TB: Como é o tratamento deste tipo de câncer de mama? O carcinoma de Paget tem cura?

LM: O tratamento da doença de Paget é cirúrgico, através da retirada da aréola e papila acometidas. No entanto, como na grande maioria dos casos existe doença também na mama (chamada carcinoma in situ ou invasivo), na prática o que se realiza é a ressecação deste câncer mamário juntamente com a doença da aréola e papila (quadrantectomia central ou mastectomia, a depender do tamanho do tumor e da mama ou da multiplicidade de lesões na mama).

A indicação de radioterapia, quimioterapia ou hormonioterapia seguem os mesmos critérios utilizados para outras formas de câncer de mama e são baseados nas características e informações destes tumores associados. Um aspecto muito relevante na doença de Paget é que em 80% das vezes o tumor expressa uma proteína (HER 2) que indicaria um tratamento chamado “terapia alvo” (imunoterapia). Portanto, o prognóstico da doença está diretamente relacionado à presença ou não de tumor mamário associado e ao estágio do mesmo.

 

womenshealthbrasil

Vacina contra o câncer de pele desenvolvida no Brasil é testada com sucesso em cobaias, diz estudo

Pesquisador Marcio Chaim Bajgelman, do LNBio, trabalha no desenvolvimento de vacina contra o câncer. (Foto: CNPEM/Divulgação)

Pesquisadores brasileiros desenvolveram uma vacina contra o câncer e obtiveram bons resultados nos testes realizados em camundongos. O resultado foi publicado na revista científica “Frontiers of Immunology”.

A vacina usa células tumorais do próprio indivíduo que receberá o tratamento e secreta citocina GM-CSF, que estimula a proliferação e a maturação de diferentes tipos de células de defesa, para evitar que as células tumorais se multipliquem descontroladamente no organismo.

“A vacina consiste em modificar células tumorais para que produzam imunomoduladores. Estes imunomoduladores estimulam as células de defesa do organismo a identificar e eliminar o câncer”, disse o pesquisador Marcio Chaim Bajgelman, que coordena o estudo no Laboratório Nacional de Biociências, no Centro Nacional de Pesquisa em Energia e Materiais (CNPEM).

Os pesquisadores testaram diferentes combinações de células tumorais geneticamente modificadas para desenvolver a vacina, que foi aplicada em camundongos com câncer de pele. Os resultados foram positivos.

“Nossos estudos demonstraram a possibilidade de curar o câncer em experimentos com animais. Além disso, uma observação interessante foi que animais curados e redesafiados com novos tumores apresentaram uma resposta duradoura, sugerindo-se o desenvolvimento de uma memória imunológica antitumoral”, avalia Bajgelman.

Por que o câncer de pele?

Para o estudo, os pesquisadores injetaram as células tumorais de um melanoma altamente agressivo nos animais. A ideia era colocar os animais em uma situação semelhante ao que acontece com humanos, em que o tumor se desenvolve a partir de células próprias e o sistema imunológico age nestas células.

O resultado mostrou que o sistema imunológico daqueles que tinham recebido a vacina conseguiu responder ao câncer. Em alguns animais, o tumor foi eliminado completamente.

“Sendo assim, animais que não recebem a terapia desenvolvem tumores e animais submetidos a terapia têm o sistema imune estimulado para erradicar o câncer”, diz o pesquisador.

Eles também já trabalham para desenvolver a vacina que funcione com outros tipos de câncer: “Além do modelo de melanoma também estamos investigando outros modelos que utilizam células derivadas de câncer de mama e câncer de próstata. O câncer é uma doença multifatorial que apresenta características que podem variar entre indivíduos, por esse motivo pacientes podem responder de forma diferente aos tratamentos”.

No futuro

Nas próximas etapas no estudo, a vacina será testada em tecido humano proveniente de amostras clínicas de pacientes removidas em cirurgias para avaliar o desempenho in vitro. Se esta etapa for bem sucedida, os cientistas planejam fazer ensaios no que chamam de “animais humanizados”, simulando os efeitos no corpo humano.

“A transferência desta tecnologia para o mercado depende da conclusão destes ensaios pré-clínicos e posterior realização de ensaios clínicos, que seguem requisitos preconizados por comissões e órgãos regulamentadores. Estes ensaios seguem um cronograma padrão, de cerca de 8 anos para chegar ao mercado”, explica Bajgelman.

O trabalho vem sendo conduzido no Laboratório Nacional de Biociências (LNBio), do Centro Nacional de Pesquisa em Energia e Materiais (CNPEM), durante o doutorado de Andrea Johanna Manrique Rincón, sob a coordenação do pesquisador Marcio Chaim Bajgelman.

 G1

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Campeão entre os homens, conscientização sobre câncer de próstata precisa evoluir

O Instituto Nacional do Câncer (INCA) estima que mais de 61 mil homens serão diagnosticados com câncer de próstata entre 2016 e 2017 – o que o torna o campeão entre todos os tipos incidentes nos homens (com exceção do câncer de pele não-melanoma), com quase 30% de todos os casos no Brasil. O tratamento evoluiu muito nos últimos anos, mas cerca de 25% dos pacientes ainda morrem devido a doença. Muitos, devido à demora em obter o diagnóstico. “Cerca de 20% dos pacientes ainda são diagnosticados em estágios avançados, embora, nos últimos anos, esse índice tenha diminuído. É uma doença silenciosa. Precisamos deixar de lado preconceitos e evoluir na prevenção e no diagnóstico”, afirma o oncologista Fernando Maluf, especializado na patologia.

A prevenção é simples e nada dolorosa. Segundo a SBU, homens a partir de 50 anos devem procurar um médico para fazer avaliação individualizada. “Já aqueles com parentes de primeiro grau com câncer de próstata devem começar antes, aos 45. Todo processo de rastreamento deve ser realizado após ampla discussão sobre os seus riscos e benefícios”, completa Maluf. Esse rastreamento se resume em um exame de sangue para detectar a presença de uma proteína, conhecida como PSA, antígeno prostático específico, que em excesso na corrente sanguínea pode indicar alterações na glândula, e o exame de toque retal.

Preconceito vs prevenção – Cerca de 40% dos diagnósticos de câncer de próstata são feitos por meio do PSA, outros 40% pelo PSA e toque retal e o restante detectado apenas no exame de toque. “Infelizmente, ainda existe muito preconceito associado ao exame de toque, o que faz com que muitos não busquem atendimento e a doença seja detectada apenas em um estágio bastante avançado”, conta o médico, um dos embaixadores da campanha Novembro Azul no país.

Uma das campanhas de conscientização para detecção precoce mais conhecidas no país, o Novembro Azul, tem como principal objetivo alertar os homens e quebrar os medos e preconceitos em relação à doença. “A origem deste movimento no Brasil é bastante triste. Um amigo de longa data – urologista e especialista na doença – acabou falecendo exatamente por causa do câncer de próstata. Foi uma luta árdua e perdida. Ele me deixou com a missão de mudar este cenário. Com isso, nasceu o Instituto Lado a Lado pela Vida e, logo depois, a campanha veio junto”, conta Marlene Oliveira, presidente da entidade. O instituto trouxe a ideia inicial da Austrália e incluiu o Brasil em um movimento que hoje se estende por mais de 20 países.

A campanha deste ano incluiu uma série de atividades que visaram conscientizar a sociedade por meio de informações sobre a importância da mudança de hábitos para a adoção de um estilo de vida mais saudável, focado na prevenção. “Todos os homens devem saber que é importante, além de buscar uma vida com qualidade, criar o hábito de acompanhar a sua próstata depois de uma certa idade. O diagnóstico precoce pode salvar a sua vida”, conclui Maluf.

Evolução no tratamento – Antigamente, até mesmo os tumores considerados pequenos e pouco agressivos eram tratados com radioterapia ou cirurgia, considerados procedimentos eficientes, mas invasivos. Hoje, somente os casos mais graves seguem esta linha de tratamento. Mesmo aqueles considerados sem chances de cura conseguem uma sobrevida significativa, com mais bem-estar, menos dores e menos complicações secundárias.

Entre as novidades recentes, podemos citar a enzalutamida, de uso oral, que é um inibidor da via de sinalização do receptor de andrógenos, utilizada para o tratamento do câncer de próstata metastático pré e pós-quimioterapia – o medicamento acabou de ser incorporado no rol da Agência Nacional de Saúde Suplementar (ANS) para pré-quimioterapia e estará disponível na rede privada a partir de janeiro de 2018. Para a indicação pós-quimioterapia, o medicamento já estava disponível nas Operadoras de Saúde desde janeiro de 2016. A enzalutamida é capaz de diminuir a proliferação e induzir a morte das células de câncer de próstata, com consequente redução do volume do tumor, conforme estudos realizados in vitro. “Os resultados dos estudos clínicos mostraram que o medicamento adiou por 18 meses o tempo mediano necessário para iniciar a quimioterapia. Um período significativo de tempo durante o qual os homens têm a sua doença controlada”, explica Machado Moura, diretor médico sênior para América Latina da Astellas Farma Brasil.

Assessoria 

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Anticoncepcional hormonal eleva risco de câncer de mama, diz estudo

As mulheres que usam atualmente ou usaram recentemente métodos anticoncepcionais baseados em hormônios têm um risco cerca de 20% maior de ter câncer de mama que as que não usam, embora o risco geral de ter a doença, para a maioria das mulheres, seja relativamente baixo, concluiu um novo estudo que analisou informações de 1,8 milhão de mulheres na Dinamarca.

Os anticoncepcionais mais antigos eram conhecidos por oferecer um maior risco de câncer de mama, mas os médicos esperavam que as novas formulações com menos estrogênio pudessem apresentar risco menor.

As novas descobertas, relatadas no periódico “The New England Journal of Medicine”, mostram que não, e quanto mais tempo os produtos forem usados, maior o risco.

Os pesquisadores calcularam que a contracepção hormonal produziu um caso extra de câncer de mama para cada 7.690 mulheres por ano. Isso representa muitos casos, já que 140 milhões de mulheres usam anticoncepção hormonal em todo o mundo — cerca de 13% das mulheres de 15 a 49 anos.

O estudo mostra que “a busca de um anticoncepcional oral que não eleva o risco de câncer de mama precisa continuar”, disse o Dr. David Hunter, da Universidade de Oxford, em um editorial do periódico.

“Além do fato de que eles fornecem um meio eficaz de contracepção e podem ajudar mulheres com cólicas menstruais ou sangramento menstrual anormal, o uso de anticoncepcionais orais está associado a reduções substanciais nos riscos de câncer de ovário, endométrio e colorretal mais tarde na vida. Na verdade, alguns cálculos sugerem que o efeito líquido do uso de anticoncepcionais orais por 5 anos ou mais é uma ligeira redução no risco total de câncer “, disse Hunter.

Mas, à medida que as mulheres entram na faixa dos 40 anos, as alternativas não hormonais, como o DIU, podem ser melhores, disse ele. A maioria dos casos de câncer de mama foi observada em mulheres que usavam contraceptivos orais a partir dos 40 anos.

“Eu não acho que [nenhum médico] vai dizer para parar de tomar contraceptivos orais. Isso não é necessário e não é indicado pelos dados “, disse o Dr. Roshni Rao, chefe de cirurgia de mama em do Columbia University Medical Center em Nova York, que não estava envolvido com o estudo.

“Mas isso mostra um risco aumentado, então, para as pessoas que não têm uma ótima razão para tomar anticoncepcionais orais, ou são passíveis de alternativas, talvez elas devam pensar sobre isso”.

Tais alternativas incluem um DIU de cobre, preservativos ou, se as mulheres já tiverem filhos, ligadura de trompas.

O novo estudo analisou todas as mulheres na Dinamarca de 15 a 49 anos que não tinham câncer, coágulos nas veias ou que tivessem feito tratamento para a infertilidade. As mulheres foram seguidas por quase 11 anos.

O aumento de 20% no risco de câncer de mama variou de acordo com a idade e com quanto tempo as mulheres usaram anticoncepcionais baseados em hormônios, incluindo pílulas, adesivos, anéis vaginais, implantes e injeções.

O risco foi 9% maior com menos de um ano de uso e 38% maior com mais de 10 anos de uso.

“Outra coisa que não estava clara antes do estudo é que, após a descontinuação, se você usou este produto por mais de 5 anos, o risco parece ser aumentado, mesmo após 5 anos de suspensão do uso”, disse a autora principal Dra. Lina Morch , pesquisadora-sênior do Hospital da Universidade de Copenhague, à Reuters por telefone.
Por outro lado, entre as mulheres que usaram contraceptivos hormonais por períodos curtos, o risco aumentado de câncer de mama desapareceu rapidamente após o uso ter parado, disseram os pesquisadores.

Os DIUs com hormônios também parecem representar um risco, disse Morch, “então há muitas coisas a ter em conta ao decidir que tipo de contracepção usar. A contracepção em si é um benefício, é claro, mas este estudo indica que vale a pena considerar uma alternativa à contracepção hormonal, como o dispositivo intrauterino de cobre ou métodos de barreira, como preservativos “.

“Se comparado com outros riscos, como a obesidade e o excesso de peso, há mais risco com obesidade do que se você tomar alguns anos de contraceptivos orais”, disse Rao à Reuters por telefone.

“Não há necessidade de entrar em pânico com base nesses resultados”, disse Morch. “Não queremos que as mulheres deixem a contracepção sem ter algo diferente para recorrer. E existem alternativas “.

Do Bem Estar

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Até 2050, ninguém mais vai morrer de câncer, diz estudo

Pesquisadores da University College de Londres (UCL) e do Kings College London estão trabalhando para que no futuro nenhum indivíduo sofra de câncer. Os avanços nos tratamentos radiológicos, cirúrgicos e medicamentosos, combinados com a redução do tabagismo e melhores taxas de diagnóstico precoce poderiam combater o câncer totalmente até 2050.

Em 2015, mais de 14 milhões de pessoas no mundo são diagnosticadas todo ano com câncer, sendo que cerca de 8 milhões morreram. Até 2030, o número crescerá de forma assustadora para 26 milhões de diagnósticos e 17 milhões de morte.

Para que o sonho se torno real, o estudo mostra é preciso que os investimentos em cuidados com o câncer aumentem, igualmente como o acesso universal a medicamentos. Os pesquisadores indicam que os governos e instituições precisam incentivar os pacientes a terem consciência e conhecimento sobre sintomas menores que poderiam indicar o câncer e levar ao diagnóstico precoce.

De acordo com os especialistas, a cura para o câncer só ocorrerá por conta das pessoas se preocuparem mais com a saúde. Independente da demora de 34 anos, esse poderá ser um dos maiores sonhos conquistados pela humanidade.

Minha Vida

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Câncer: morre aos 53 anos a atriz e humorista Márcia Cabrita

Morreu na manhã desta sexta-feira (10) a atriz e humorista Márcia Cabrita. Ela se tratava de um câncer de ovário desde março 2010 quando foi diagnosticada com a doença. Há três meses, ela havia se afastado da novela Novo Mundo para cuidar da saúde. Durante o tratamento, a atriz chegou a retirar os ovários e útero. Márcia deixa uma filha.

Márcia foi substituída por Vivianne Pasmanter na novela Novo Mundo. Segundo o Jornal O Globo, a direção da trama decidiu poupá-la das gravações externas por conta de sua saúde. Em seguida, a humorista ganhou outro papel a partir do capítulo 60.

A atriz ficou nacionalmente conhecida pelo papel da empregada Neide no programa Sai de Baixo, em 1997. Depois participou de novelas e seriados da Globo como Brava Gente, Desejos de Mulher, Sob Nova Direção, Morde & Assopra e Pé na Cova. Ela também fez parte do elenco dos programas de humor Vai Que Cola e Treme Treme, ambos do Multishow, até 2016.

Amiga de Márcia, a atriz Cacau Protásio usou o Instagram para se despedir da artista. “Amiga Vai com Deus, eu tive o prazer, à alegria, a sorte de trabalhar, conviver, contracenar com você, eu amo você, o céu está em festa, pois está recebendo o anjo mais lindo, você fará muita falta, nos encontramos no céu”, escreveu Cacau em uma foto em que as duas aparecem juntas.

Em 2011, Cabrita deu entrevista ao programa de Jô Soares falando sobre o enfrentamento da doença. Assista:

paraiba.com.br

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Agevisa alerta para possibilidade de o câncer de mama também afetar o homem

O câncer de mama também pode afetar os homens. E, nestes casos, segundo o Instituto Nacional do Câncer (Inca), os resultados podem ser ainda piores do que nas ocorrências relacionadas ao câncer de mama feminino, pois a grande maioria da população masculina sequer imagina ou aceita a possibilidade de que isto possa ocorrer.

Como parte das atividades relacionadas à Campanha Outubro Rosa, a Agência Estadual de Vigilância Sanitária incluiu o tema em uma das edições do mês de outubro do Momento Agevisa, informativo radiofônico que vai ao ar todas as quintas-feiras dentro da programação do Jornal Estadual da Rádio Tabajara AM (1110) e FM (105.5). A edição foi dedicada aos esclarecimentos sobre o câncer de mama masculino e ressaltou o entendimento de que o conhecimento sobre o problema é fundamental para que se possa, não somente evitar a doença por meio da prevenção, mas, sobretudo, para que as pessoas (notadamente os homens) passem a ter a oportunidade de tratar precocemente a doença caso ela venha a se manifestar, segundo observou a diretora-geral Maria Eunice Kehrle dos Guimarães.

O câncer de mama masculino, conforme o Instituto Nacional do Câncer (Inca), ocorre na ordem de 1% em relação à mesma doença no universo feminino. Ou seja: para cada cem mulheres diagnosticadas com a doença, há uma ocorrência envolvendo um homem. Apesar da enorme diferença percentual, o instituto chama a atenção para o fato de que o câncer de mama masculino mata proporcionalmente mais do que o feminino.

Para dar uma ideia clara da gravidade do problema, o Inca informa que aproximadamente 180 homens morrem todos os anos vitimados pelo câncer de mama, número este equivalente a 36% do total de pessoas do sexo masculino diagnosticadas com a doença. Entre as mulheres, o percentual de mortes é de 25% do total de pacientes diagnosticadas com a doença.

Ainda segundo o Inca, entre as principais causas do câncer de mama em pessoas do sexo masculino estão as alterações genéticas e hormonais, além de alimentação rica em gordura e excesso de álcool. Os sintomas da doença (conforme os especialistas) se apresentam em forma de protuberância ou inchaço, em alguns casos com incômodo e dor; pele ondulada ou enrugada; vermelhidão ou descamação da pele da mama ou do mamilo, e/ou inchaço nos linfonodos (ínguas ou gânglios) axilares.

Diante desses sintomas, a diretora-técnica de Ciência e Tecnologia Médica e Correlatos da Agevisa/PB, Helena Teixeira de Lima Barbosa, disse ser importante que os homens procurem imediatamente um centro médico especializado para realizar os exames e, conforme o caso, iniciar o tratamento. Nos casos de diagnósticos positivos, Helena Lima observa que o câncer de mama em pacientes do sexo masculino geralmente já se encontra em estágio avançado, e isto se deve principalmente ao desconhecimento e à consequente falta de prevenção por parte dos homens.

“Em face da seriedade e gravidade do câncer de mama masculino, os homens devem ficar atentos e procurar se manter cada vez mais informados sobre o problema. Nos casos daqueles que tenham histórico da doença em suas famílias, estes, ao invés de esperar o aparecimento dos sintomas para buscar ajuda médica, devem se consultar com especialistas, pois o histórico familiar aumenta a probabilidade da ocorrência do câncer de mama masculino, da mesma forma que ocorre em relação ao problema no universo feminino. E quanto mais cedo a doença for diagnosticada, maiores serão as chances de cura”, enfatizou a diretora-geral da Agevisa/PB, Maria Eunice Kehrle dos Guimarães.

Assessoria 

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Câncer de mama atinge cada vez mais mulheres abaixo de 30 anos

A luz rosa de alerta para o câncer de mama costuma acender na vida das mulheres brasileiras a partir dos 40 anos, quando a mamografia passa a ser um exame de necessidade anual, segundo recomendação da Sociedade Brasileira de Mastologia. Há ainda quem comece a se preocupar somente aos 50, idade considerada de risco pela Organização Mundial da Saúde (OMS).

No entanto, a doença tem relação direta com o desenvolvimento da glândula mamária, que começa a crescer logo após a primeira menstruação, e por isso, pode aparecer antes mesmo dos 30 anos, segundo especialistas.

“Quanto maior o tempo de exposição aos hormônios [estrógeno e progesterona], mais a mulher fica suscetível às células malignas”, disse o oncologista Márcio Paes, médico no Instituto Aliança, no Distrito Federal. Segundo ele, a incidência da doença em mulheres com menos de 30 anos tem aumentado, mas ainda não há um diagnóstico científico que explique este crescimento.

A oncologista Ana Carolina Salles, do hospital Santa Lúcia, disse ao G1 que nos casos de mulheres mais jovens a investigação genética é imprescindível. “Geralmente, elas têm histórico positivo para câncer de mama na família.”

“Essas meninas jovens precisam ser pesquisadas, porque podem estar carregando mutações que podem ser repassadas para as filhas.”

A médica, no entanto, destaca que o que câncer é multifatorial e, por isso, também pode ser influenciado por questões externas, como o consumo de produtos industrializados. O oncologista Paes aposta no ritmo de vida estressante e acelerado e na exposição hormonal precoce. “Antigamente, as meninas menstruavam aos 14 anos e hoje isso já acontece aos 9 anos. Então, a produção hormonal começa ter ciclos muito cedo.”

“Acabou essa de que [o câncer] só é mais recorrente em mulheres acima dos 40 anos. Há cada vez mais pacientes abaixo dos 30.”

É o caso da brasiliense Gabrielly de Oliveira, que descobriu o nódulo no seio aos 25 anos e passou por seis meses de quimioterapia. Ela disse ao G1 que tinha uma vida ativa, se alimentava bem e não tinha histórico de câncer de mama na família. Mesmo assim, foi surpreendida pela doença. Há cerca de dois meses, elas fez a mastectomia – cirurgia de retirada da glândula mamária.

Fique alerta

A avaliação precoce é considerada pelos médicos o principal fator de sucesso no tratamento contra o câncer – de qualquer tipo. Conhecer o próprio corpo também é primordial, segundo a oncologista Ana Carolina. “A mulher precisa estar atenta a qualquer mudança no próprio corpo. Se saiu da normalidade, procure um médico.” Nos casos de mulheres mais novas, o diagnóstico antecipado é ainda mais importante, porque o câncer tende a ser mais agressivo, afirmou o médico Márcio Paes. “O prognóstico costuma ser pior abaixo dos 30. São nódulos maiores. A mulher jovem tem a vantagem de tolerar melhor o tratamento, mas tem que ter o cuidado mais rigoroso.”

Foi o que ocorreu com Gaby, que buscou uma avaliação médica de imediato. No entanto, há mulheres que levam meses para investigar uma alteração fisiológica, como a atleta Larissa, de 42 anos. Ela fez a mamografia cerca de cinco meses depois de perceber os caroços no seio. Hoje, mastectomizada e recuperada, ela recomenda o oposto do que fez.

“Talvez, se não tivesse demorado tanto, meu tratamento teria sido bem menos doloroso.”

Um diagnóstico eficaz, no entanto, depende de uma rede de saúde capaz de amparar essas mulheres em todas as necessidades, desde os exames de rotina às terapias intensivas. “Vivemos uma crise na saúde pública em que as mulheres não têm acesso aos exames, mamografia, ecografia mamária. Às vezes não consegue atendimento de um ginecologista”, disse Paes.

“A demora é o que torna tudo pior. O acesso [à saúde] define a chance de cura. Aumenta de 90% a 95%.”

De acordo com a Secretaria de Saúde, a média de mamografias realizadas nos hospitais da rede pública é de 2 mil por mês – o DF tem capacidade para 5,4 mil.

Somente em 2017, a quantidade de mamografias realizadas quase dobrou em relação ao ano passado. De janeiro à outubro, foram 29.320 procedimentos.

Os únicos hospitais que oferecem tratamento para o câncer de mama são o Hospital de Base e os hospitais regionais de Sobradinho, Taguatinga e do Gama.

Segundo a secretaria, após o pedido de exame, o prazo de espera é de dez dias no máximo.

No Brasil e no mundo

Segundo a Organização Mundial da Saúde (OMS), o câncer de mama é o tipo mais comum entre as mulheres e também o mais letal, sendo a segunda principal causa de morte na América Latina. A nível mundial, entre todos os tipos de câncer, o de mama é o que mais mata mulheres na faixa dos 20 aos 59 anos. A doença também atinge homens, mas a incidência representa 1% do total.

O Instituto Nacional de Câncer (Inca) estimou 57.960 novos casos de câncer de mama no Brasil em 2017. Somente no DF, a previsão é de 1.020 novos casos. Apesar do aumento das taxas de câncer de mama em mulheres mais jovens, ainda assim, a faixa etária entre 40 e 50 anos representa 74% do casos. Por isso, a Sociedade Brasília de Mastologia recomenda a realização da mamografia anualmente a partir dos 40.

Já a indicação do Ministério da Saúde é que o exame seja feito a cada dois anos pelas mulheres com 50 anos ou mais – grupo considerado prioritário. De acordo com o ministério, no ano passado foram realizadas 4,1 milhões de mamografias em toda a rede pública do país. Somente na faixa prioritária, foram 2,5 milhões de exames. Como identificar o nódulo?

De acordo com os médicos, o nódulo cancerígeno que pode aparecer no seio costuma ter formato de “bolinha de gude”, é endurecido e nem sempre dói. A dica dos oncologista ouvidos pelo G1 é o autoconhecimento. Para perceber qualquer alteração fisiológica é preciso que a mulher saiba como o próprio corpo funciona em condições normais.

“Qualquer mudança no formato, se aparecer caroço, dor, mancha, procure um médico. Se for insistente, não desaparecer, isso é um sinal de alerta”, disse Márcio Paes. Além do nódulo, o câncer pode aparecer com outros sintomas, como lesões e feridas que não cicatrizam, caroços na axila e secreções escuras.

“Hoje não se recomenda mais fazer o auto exame nos três primeiros dias após a menstruação. É preciso estar atenta ao próprio corpo sempre”, explicou a Ana Carolina Salles.

Prevenção

A observação do próprio corpo e o acompanhamento ginecológico de rotina são imprescindíveis para a identificação de um possível câncer de mama. Para evitar que ele apareça, o médico recomenda uma vida saudável, mas destaca que é impossível garantir imunidade.

Alimentar-se de forma balanceada, consumir preferencialmente produtos orgânicos – livres de agrotóxicos – fugir da obesidade e praticar exercícios podem ajudar a afastar o câncer de mama e outros tipos de doença.

Segundo ele, o fator genético representa 10% de chance do desenvolvimento da doença, mas não é determinante. “A atividade física também ajuda o câncer a não voltar, porque os radicais livres protegem o organismo contra células invasoras.”

G1

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Anvisa aprova novo medicamento para tratar câncer de pulmão e de bexiga

O Diário Oficial da União (DOU) de segunda-feira (9) confirmou o registro do medicamento Tecentriq (atezolizumabe), um produto biológico novo aprovado pela Agência Nacional de Vigilância Sanitária (Anvisa) para tratamento de câncer de pulmão e bexiga.

Segundo a Anvisa, a substância ativa do Tecentriq, o atezolizumabe, é um tipo de proteína projetada para reconhecer e se conectar à proteína PD-L1, que está presente na superfície de muitas células cancerosas.

O PD-L1 atua para “desligar” células imunes que, de outra forma, atacariam as células cancerígenas. Ao se conectar ao PD-L1 e reduzir seus efeitos, o atezolizumabe aumenta a capacidade do sistema imunológico para atacar as células cancerosas e, assim, diminuir a progressão da doença.

portalcorreio

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Cientistas testam exame de sangue capaz de ‘prever’ metástase do câncer de mama

Vários centros no mundo estão pesquisando testes que se baseiam nas chamadas “Células Circulantes de Tumor” (CTC, na sigla em inglês) (Foto: Pennsylvania State University/Creative Commons )

Pesquisadores do Houston Methodist Hospital, nos Estados Unidos, estão testando exame de sangue capaz de detectar com antecedência se células do câncer de mama tendem a se disseminar para o cérebro.

O teste se baseia na detecção de uma espécie de “assinatura genética” de células de tumores metastáticos — o que permite diferenciá-las de outras estruturas do tumor, mais antigas.

O exame é particularmente importante, apontam os cientistas, porque cerca de 20% dos cânceres de mama vão sofrer metástase para o cérebro com o passar do tempo.

O artigo foi publicado nesta sexta-feira (4) na “Nature Communications” e se baseia em linhas de pesquisa que têm ganhado força no estudo de tumores metastáticos: as que investigam as chamadas “Células Circulantes de Tumor” (CTC, na sigla em inglês).

O feito do grupo Houston, liderado pelo pesquisador Dario Marchetti, foi confirmar que as CTCs de tumores de cérebro são diferentes de outras células circulantes.

A investigação dessas células para diferentes tipos de câncer é forte candidata para o desenvolvimento de variados testes capazes de analisar a progressão do câncer no futuro; e, com isso, permitir com que intervenções sejam feitas mais rapidamente.

Contribuição da pesquisa

O exame pode identificar “micro metástases” de um tumor de mama que ainda não estão visíveis em exames de imagem como a ressonância magnética.

Uma outra aplicação do teste é em pacientes que já tiveram tumores de cérebro detectados em exames de imagem – nesses casos, o exame poderia avaliar o sucesso ou não do tratamento a partir da detecção de células metastáticas no sangue.

Pesquisadores também pretendem que o exame possa ser um substituto para a biópsia, consideradas mais invasivas.

 G1

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