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Equipes multidisciplinares para o tratamento contra o câncer de mama são fundamentais

Os tratamentos são mais focados, são menos agressivos aos tecidos e com resultados mais expressivos

De acordo com a pesquisa publicada por médicos do Hospital Sírio-Libanês no International Journal of Radiation Oncology, os protocolos cirúrgicos atuais são menos invasivos poupando mais a região operada priorizando a estética e mantendo tecido mamário.

Segundo o cirurgião plástico, Dr. Marco Cassol, a radioterapia é uma das áreas da medicina que mais teve modificações nos tratamentos e protocolos nos últimos tempos. “Hoje os tratamentos são mais focados, são menos agressivos aos tecidos e com resultados mais expressivos”. Informa

O estudo questiona o quanto a mastectomia deve efetivamente remover e o quanto de pele remanescente é ideal prevalecer de acordo com os protocolos oncológicos. Além disso, a pesquisa defende a importância de ter médicos diferentes para a retirada do tumor e da reconstrução. “Equipes multidisciplinares para o tratamento contra o câncer de mama, são fundamentais, sendo um radiologista responsável pelo tratamento radioterápico, oncologista responsável pela retirada do nódulo, setorectomia, quadrantectomia ou mastectomia e um cirurgião plástico responsável pela reconstrução da mama com prótese ou sem prótese ou dependendo do tipo de cirurgia necessário”. Concluí Dr. Cassol

Dr. Marco Cassol, cirurgião plástico. Membro da Sociedade Brasileira de Cirurgia Plástica (SBCP), da Sociedade Americana de Cirurgia Plástica (ASPS) e da Sociedade Internacional de Cirurgia Plástica Estética (ISAPS) com mais de 20 anos de experiência. É formado pela Universidade Federal do Rio Grande do Sul (UFRGS). Especialista em plástica facial.

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Ginecologista alerta sobre câncer de mama por mutações somáticas

80% dos casos de câncer de mama em mulheres com idades entre 20 e 35 anos podem ser por causa de alterações genéticas nas células da mama

Para comemorar o Dia Mundial de Câncer, o Instituto Nacional de Câncer (INCA) lançou a publicação Estimativa 2018 – Incidência de Câncer no Brasil. Com exceção do câncer de pele não-melanoma, os tipos de câncer mais frequentes serão os cânceres de próstata (68.220 casos novos) em homens e mama (59.700 mil) em mulheres. Além dos citados, completam a lista dos dez tipos de câncer mais incidentes: cólon e reto (intestino – 36.360), pulmão (31.270), estômago (21.290), colo do útero (16.370), cavidade oral (14.700), sistema nervoso central (11.320), leucemias (10.800) e esôfago (10.970).

Embora os homens também possam ser acometidos, as mulheres são as principais vítimas do câncer de mama. “Existem diversos fatores de risco que podem ajudar a diagnosticar a doença: o histórico familiar, quando a mulher corre um sério risco em desenvolver a doença se dois ou mais parentes de primeiro grau teve ou tem câncer de mama; idade, já que mulheres entre 40 e 69 anos são mais propensas; menstruação precoce; obesidade; colesterol alto; ausência de gravidez; reposição hormonal; entre outros”, explica a Ginecologista e Obstetra Dra. Erica Mantelli.

O câncer de mama é o tipo de câncer mais comum em mulheres – a estimativa é de 59 mil novos casos no Brasil em 2018 – e ocorre principalmente naquelas que têm mais de 50 anos e já se encontram na menopausa.  Porém, cerca de 80% dos casos de câncer de mama em mulheres jovens, com idades entre 20 e 35 anos, podem ser causados por mutações somáticas – alterações genéticas nas células da mama que não têm origem hereditária. Foi o que constatou um estudo feito no Centro de Investigação Translacional em Oncologia (LIM 24) do Instituto do Câncer do Estado de São Paulo (Icesp) com apoio da FAPESP.

“A maioria dos tumores da mama, quando estão no início, não apresenta sintomas, o que pode passar como despercebido. Mas ao fazer o autoexame de mama, se a mulher sentir o nódulo ao toque é sinal de que ele tem cerca de 1 cm. Por isso é importante fazer os exames preventivos na idade adequada, com a finalidade de evitar o aparecimento de qualquer sintoma da doença “comenta a Dra. Erika.

Por ter diagnóstico mais difícil e ser pouco esperado, 4,5% dos casos da doença acometem mulheres jovens, entre 20 e 35 anos de idade e normalmente o tratamento nesses casos é iniciado quando a doença já está em estágio mais avançado e apresenta maior taxa de mortalidade que em mulheres mais idosas.

O exame clínico da mama é indicado para mulheres com menos de 49 anos. Ele é realizado por um médico e pode detectar caroços de até 1 cm. Já a mamografia é uma radiografia da mama que detecta lesões em fase inicial. Ela é realizada em um aparelho de raio X apropriado, que comprime a mama de modo a fornecer melhores imagens. “Apesar do desconforto provocado, esse exame causa uma redução de até 30% na mortalidade de mulheres acima de 50 anos. Ele deve ser feito por mulheres a partir dos 40 anos a cada ano ou de acordo com as prescrições do médico”, afirma a ginecologista.

Nos resultados do estudo, publicado na revista Oncotarget, são destacados os dois fatores mais importantes para o câncer de mama: o hereditário, quando a pessoa herda uma mutação genética dos pais, que predispõe ao câncer; e as mutações somáticas, que ocorrem na célula da mama ao longo do tempo.

Se o câncer de mama for diagnosticado precocemente, as chances de cura chegam até 95%. É importante que toda mulher entre 50 a 69 anos faça mamografia a cada dois anos. Além disso, adotar um estilo de vida saudável, cuidar da alimentação e fazer atividade física também é uma medida de prevenção à doença, finaliza Dra. Erica Mantelli.

Dra. Erica Mantelli, ginecologista, obstetra e especialista em saúde sexual – Graduada pela Faculdade de Medicina da Universidade de Santo Amaro, com Título de Especialista em Ginecologia e Obstetrícia. Pós-graduada em disciplinas como Medicina Legal e Perícias Médicas pela Universidade de São Paulo (USP), e Sexologia/Sexualidade Humana. É formada também em Programação Neolinguística, por Mateusz Grzesiak (Elsever Institute). Site: http://ericamantelli.com.br

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Câncer de mama: cinco fatos importantes que todos devem saber

A­­­­­­ ingestão de verduras e frutas e praticar exercícios podem diminuir a incidência da doença

De acordo com o Instituto Nacional do Câncer (Inca), são diagnosticados no Brasil cerca de 60 mil novos casos de câncer de mama por ano e aproximadamente 12 mil mulheres morrem em decorrência dessa doença. Motivado pelas altas taxas de incidência, que não param de crescer desde a segunda metade do século XX, o mês de outubro foi escolhido para serem realizadas atividades educativas e de prevenção para o câncer de mama, o chamado Outubro Rosa.

De acordo com Alfredo Barros, mastologista da BP – A Beneficência Portuguesa de São Paulo, a redução do número de filhos, a primeira gestação tardia e os curtos períodos de amamentação tornaram a mulher exposta a um maior número de ciclos menstruais e, consequentemente, a intenso e repetido estímulo hormonal estrogênico. “Esse estímulo promove a multiplicação de células mamárias, geneticamente modificadas, na direção do câncer. Além disso, a ausência de gestação implica que o tecido mamário deixe de receber proteção de certos hormônios da placenta como a gonadotrofina coriônica, que tornam as células da mama refratárias à lesão do DNA cromossomal, evento inicial do determinismo do câncer”, conta o médico.

Confira abaixo cinco fatos importantes relacionados à doença ressaltados pelo especialista:

Tendências: a obesidade, o sedentarismo, dieta gordurosa, ingestão alcoólica em excesso e a reposição hormonal prolongada na menopausa são condições que elevam o risco da incidência de câncer. “Pode-se diminuir a chance de formação do câncer de mama evitando estes fatores e aumentando a ingestão de verduras e frutas. Os vegetais contêm substâncias flavonoides, que dificultam a ligação dos estrogênios com proteínas receptoras no tecido mamário. Também é muito provável que agrotóxicos, pesticidas, poluentes orgânicos de diversos tipos e anabolizantes nos alimentos contribuam para a lesão no DNA e a proliferação celular”, afirma o mastologista.

A mamografia pode salvar vidas: para o diagnóstico na fase pré-clínica a mamografia é fundamental. Ela permite o reconhecimento de tumores a partir de 1 milímetro, muitos anos antes dele se tornar perceptível ao toque, por meio da identificação de sinais de suspeição, como microcalcificações ou pequenos nódulos. “Quanto mais precoce for o diagnóstico, maior será a chance de cura, menor a extensão da cirurgia e mais simples o tratamento complementar. Desde a primeira divisão celular anômala até um nódulo chegar a ser palpável com 1 centímetro, existe um intervalo aproximado de 10 anos. Se o tumor for descoberto nesse período, as possibilidades de cura oscilam ao redor de 95%”, ressalta o médico. A mamografia é indicada anualmente a partir dos 40 anos de idade, de acordo com a Sociedade Brasileira de Mastologia (SBM) e pela Federação Brasileira das Associações de Ginecologia e Obstetrícia (Febrasgo).

Quem tem caso de câncer na família, deve redobrar o cuidado: nas pacientes de alto risco familiar, a rotina do exame de mamografia precisa ser iniciada mais cedo, também com ultrassonografia e a ressonância magnética. “Geralmente solicita-se a mamografia nas pacientes de alto risco depois da idade correspondente a 10 anos antes quando foi diagnóstico o câncer na mãe ou nas irmãs, por exemplo”, conta o médico.

O autoexame não deixa de ser tão importante quanto a mamografia: o exame físico das mamas realizado pelo especialista permite o diagnóstico precoce de tumores a partir de 1 centímetro de diâmetro. “Já o autoexame das mamas, realizado pela própria paciente, todos os meses na semana após a menstruação, identifica nódulos geralmente maiores que 2 centímetros de diâmetro e deve ser ensinado e praticado especialmente para quem não tem acesso à mamografia. Tem a virtude de estimular a atenção com o próprio corpo e o autocuidado”, afirma Alfredo.

Não tenha medo: o receio das doenças, quando enfrentado com racionalidade, pode levar à uma atitude pragmática sadia e à adoção de medidas preventivas úteis. Ainda existe muita falta de informação. “Quando a mamografia é repetida anualmente o medo do câncer vai diminuindo porque a mulher sabe que depois de um exame normal qualquer anormalidade que surgir no próximo ano deverá ser muito inicial e, portanto, curável”, conta o mastologista.

A mama é órgão muito especial para a mulher. Mais do que fonte de nutrição para recém-nascidos, desempenha papel essencial para a autoestima e autoimagem. “Por isso, é possível uma mudança de hábitos para redução de risco e é muito importante o diagnóstico precoce para um tratamento altamente eficiente e geralmente não mutilante. Os próximos outubros serão certamente mais cor-de-rosa se recomendações simples como as aqui mencionadas forem seguidas por mais e mais mulheres”, finaliza o médico.

Sobre a BP – A Beneficência Portuguesa de São Paulo

A Beneficência Portuguesa de São Paulo agora é BP, um polo de saúde moderno e atualizado que valoriza a vida de todos e de cada um. Composto por 4 hospitais com foco em alta complexidade e que atendem diferentes perfis de clientes e outros 3 serviços que contemplam medicina diagnóstica, atendimento ambulatorial e educação e pesquisa, a BP compreende mais de 220 mil m² construídos, 7.500 colaboradores e 4.500 médicos distribuídos em 8 edifícios e cerca de 50 clínicas nos bairros da Bela Vista, onde são concentrados os serviços privados, e da Penha, onde são oferecidos os serviços para clientes regulados pelo Sistema Único de Saúde (SUS).

O polo de saúde é composto pelo Hospital BP, referência em casos de alta complexidade, pronto-socorro geral e corpo clínico especializado para clientes de planos de saúde e particulares; pelo BP Mirante, hospital que oferece um corpo clínico renomado, pronto atendimento privativo, hotelaria personalizada e cuidado intimista para clientes particulares e de planos de saúde premium; pelo BP Essencial, hospital que tem foco na qualidade assistencial e oferece acomodações compartilhadas para clientes de planos de saúde básicos e particulares; pelo BP Hospital Filantrópico, que oferece cuidado humanizado e eficaz para clientes regulados pelo Sistema Único de Saúde (SUS); pela BP Medicina Diagnóstica, um completo e atualizado centro de diagnósticos e de terapias, que oferece exames laboratoriais, de imagem, métodos gráficos e de todas as outras especialidades diagnósticas; pelo BP Vital, um conjunto de iniciativas da BP com foco em promoção de saúde por meio do cuidado integral, num um olhar atento e acolhedor da instituição para fora dos seus muros, contribuindo para a melhoria das condições de saúde da população como um todo; e pela BP Educação e Pesquisa, tradicional formadora de profissionais de saúde que capacita profissionais por meio de cursos técnicos e de pós-graduação, residência médica, eventos científicos e é responsável por gerenciar mais de 100 estudos e pesquisas na área da saúde com o intuito de contribuir para a evolução da Medicina no País.

LLYC – LLORENTE & CUENCA

 

 

Câncer de pênis por má higiene matou cinco homens em 2019

Assim como a higiene do nosso corpo, com o banho diário, dar atenção aos órgãos sexuais também é uma forma de cuidar da saúde. Infelizmente, para muitos homens e muitas mulheres, o assunto ainda é visto como tabu. Conversar sobre as “partes baixas” é certeza de faces ruborizadas, risos nervosos e fugas pela tangente.

Há os que, além de não tocarem – nem no assunto em nem no local – sequer têm coragem de tirar dúvidas com o médico e – pior ainda – não fazem a higiene corretamente. Por conta disso, correm o risco de desenvolver doenças, algumas com sequelas graves e que podem levar à morte.

A doença inflamatória pélvica, transmitida pelas bactérias Neisseria gonorrhoeae e Chlamydia trachomatis, é uma delas. O mal pode levar à esterilidade e, se não tiver tratamento precoce, provoca sepse e óbito. De 2009 a 2018, foram 16 mortes na Paraíba associadas a essa doença. Até o fim de setembro, duas mortes.

Portanto, não se trata apenas de uma questão de banho básico, de usar um desodorante íntimo para camuflar um odor mais forte, usar um hidratante na pele ou uma depilação, mas fazer a limpeza correta, lavar e secar bem e procurar um médico sempre que surgirem sinais diferentes do normal como coceira, corrimento, dor. Só ele pode diagnosticar o que há de errado e recomendar os produtos ou medicações indicados para cada situação, evitando o aparecimento – ou a piora – de patologias.

E tem outros pormenores nessa história. Pelas diferenças físicas, homens e mulheres precisam de métodos específicos nesse processo, tanto no que diz respeito à higiene quanto à saúde. Essas atitudes fazem parte da prevenção de doenças e incômodos futuros na ‘área de lazer’. Enquanto elas buscam o ginecologista para complementar a sequência de cuidados, eles vão – ou deveriam ir – ao urologista.

Ginecologista explica tudo

Os cuidados com as partes íntimas têm que ser diários, mas nos dias mais quentes, a higiene íntima feminina deve ser realizada pelo menos três vezes ao dia com utilização dos dedos para lavar os órgãos genitais externos – a vulva – e, de preferência, com sabonete líquido.

O produto em barra pode modificar o PH – que é a medida do nível da acidez da região – facilitando a proliferação de bactérias, fungos, entre outros invasores. A explicação é da ginecologista Laura Maia, membro da Sociedade Paraibana de Ginecologia.

Ela ressaltou que é desnecessária a utilização de duchas ou outros meios para fazer a higiene íntima. Esse tipo de acessório, conforme a especialista, pode provocar lesões na pele.

Passa o dia inteiro fora de casa?

Dê preferência às saias e vestidos, pois são roupas que permitem uma ventilação adequada. Outra orientação é trocar as roupas íntimas ao menos uma vez ao dia e, quando possível, dormir sem calcinha ou com roupas largas para aumentar a ventilação dos genitais.

Banhos

O banho deve ser com água corrente para favorecer a remoção mecânica das secreções. Concluída esta etapa, é preciso secar cuidadosamente as áreas lavadas com toalhas de algodão secas e limpas, que não agridam a região.

“Os banhos de assento só são indicados se houver recomendação médica, onde se prioriza o efeito medicamentoso de algumas substâncias prescritas ou onde quer se aproveitar os efeitos físicos promovido pela temperatura da água”, ressaltou Laura Maia. Para evitar o ressecamento local, o tempo de higiene genital não deve ser superior a dois ou três minutos.

Depilação

Toda mulher sabe que a depilação íntima promove uma sensação de limpeza e conforto da área genitoanal, e ela está liberada pelos ginecologistas, mas sem excessos. A frequência deve ser a menor possível, segundo a ginecologista, contudo a extensão da área depilada dependerá da individualidade de cada mulher. “É preciso lembrar que o excesso de pelos pode contribuir para o acúmulo de resíduos e secreções”, destacou.

Após a depilação, o uso de substâncias calmantes – como água boricada e soluções de camomila – pode ajudar. “As peles ressecadas deverão ser hidratadas assim como se faz nas demais áreas do corpo”, lembrou. Para isso, deve ser usado um hidratante não oleoso, abrangendo apenas as regiões de pele, sem englobar a mucosa.

Higiene íntima não é higiene interna

Cada fase da vida deve ser respeitada, mas os cuidados de higiene são semelhantes em mulheres adultas e crianças. Nas adultas, um dos alertas da ginecologista Laura Maia é não confundir a higiene íntima com a ‘higiene interna’. “Esta última, é desnecessária e pode produzir mudança da flora normal da vagina”, frisou.

Ainda de acordo com a médica, a presença de bactérias do grupo Lactobaccilus sp tem fundamental importância em manter o PH ácido. A associação do grupo Lactobaccilus sp  com a higiene adequada auxilia na proteção da região.

Nas crianças, a higiene deve ser feita da mesma maneira da adulta, lembrando que o uso de fraldas pode provocar dermatites pelo contato com a urina e as fezes. As mamães devem ficar atentas: limpeza sempre da frente para trás. Nos adolescentes, um dos problemas comuns é a foliculite – tipo espinha – por conta da oleosidade da pele.

Período menstrual e absorventes

No período menstrual, o sangue pode funcionar como meio de cultura para crescimento de bactérias. Por isso, a higiene deve ser intensificada. O ideal é que a troca dos absorventes seja feita várias vezes, sem ultrapassar o período de quatro horas. Além disso, o conselho é lavar a região íntima com maior frequência, principalmente se o fluxo for intenso.

Nos casos em que há muita transpiração, perda de urina ou se houver secreção vaginal excessiva, o uso de absorventes externos sem película plástica – os famosos protetores diários – pode ser uma boa indicação para diminuir a umidade local, segundo Laura Maia. O espaço entre uma troca e outra também não deve ultrapassar quatro horas.

Quem usa absorventes internos deve evitar o exagero. “Eles devem ser utilizados esporadicamente. Por exemplo, para práticas esportivas, e principalmente, nas aquáticas”, recomendou.

E depois do ‘número dois’? Limpar ou lavar?

A higiene após a evacuação também é uma forma de prevenir problemas e a recomendação da ginecologista Laura Maia é lavar a região, o que deve sempre ser feito de frente para trás – dica que também vale para o uso do papel higiênico. A medida ajuda a evitar a contaminação das bactérias provenientes da região anal.

Quando a rotina diária não permite o asseio adequado, podem ser utilizados lenços umedecidos na limpeza. Ela ressaltou, porém, que os perfumados devem ser evitados, pois podem irritar a pele.

Camisinha sempre

O uso do preservativo tem importância tanto na prevenção das infecções sexualmente transmissíveis quanto para evitar uma gravidez indesejada.

Na hora do amasso

Uma recomendação importante da ginecologista Laura Maia para evitar o aparecimento de doenças é procurar urinar antes e depois do ato sexual.

Algumas doenças que podem ser prevenidas

  • Escabiose
  • Herpes genital
  • Tricomoníase
  • HIV
  • Sífilis
  • Hepatite C
  • Monilíase.

Fonte: Laura Maia, ginecologista.

Sinais de que algo não vai bem

  • Mau cheiro
  • Vermelhidão
  • Prurido (coceira)
  • Corrimento
  • Dor
  • Bolhas
  • Feridas (úlceras)

79

É o número de óbitos, na Paraíba, por câncer de pênis no período de 2009 a 2018. Em 2019, até o mês de setembro, foram 5 óbitos. A doença, conforme o Ministério da Saúde, está associada à má higiene íntima.

E os meninos? 

Os meninos também precisam seguir algumas regrinhas para cuidar da área genital, lavando bem a região com água e sabão durante o banho, enxugando bem depois. Ao urinar, a orientação do urologista George Guedes Pereira, é manter retraída a pele do prepúcio para evitar que as últimas gotas de urina fiquem acumuladas na glande, deixando-a úmida. Isso pode causar mau odor ou proliferação de fungos.

“As micoses são as infecções mais frequentes na região da glande e prepúcio decorrentes de má higiene”, disse. Diabéticos têm maior predisposição ao aparecimento deste tipo de infecção. O médico explicou que, às vezes, secreções podem se acumular sob o prepúcio, que é a pele da extremidade do pênis que recobre a glande. Se esta área não estiver bem limpa, estas secreções acumuladas se transformam em esmegma, uma substância espessa e mal cheirosa, composta de secreções oleosas da pele, juntamente com células mortas da pele e bactérias.

O problema é mais comum em homens com fimose, mas pode ocorrer em qualquer pessoa com prepúcio, se este não é regularmente recolhido para limpar a glande. “A maioria dos especialistas acredita que o esmegma em si, provavelmente não causa câncer de pênis, mas pode irritar e inflamá-lo, o que pode aumentar o risco da doença”, alertou.

Roupas íntimas

As roupas íntimas de algodão e mais folgadas são as mais recomendáveis aos homens. As apertadas comprometem o funcionamento testicular e o atrito de sungas ou cuecas lavadas ou secas de forma inadequada ocasionam abrasões na virilha com inoculação de fungos. Daí, pode surgir um tipo de micose mais frequente no verão em que surge uma mancha escura ou vermelha na região.

Quando procurar um especialista

  • Dor na região genital, durante ou após a micção, relações sexuais ou o banho;
  • Aparecimento de manchas ou verrugas na pele da região genital;
  • Aumento do volume associada ou não a dor nos testículos.

Depilação e foliculite

A depilação genital pode predispor ao aparecimento de inflamações da raiz do pelo, a foliculite, que inicialmente pode se assemelhar a uma ‘espinha’. Para evitar que isso aconteça, o urologista George Guedes Pereira recomenda que se preserve um comprimento de pelo suficiente para que ele se dobre – e não espete sua raiz – ao ser pressionado contra a pele.

Prevenindo para não remediar

Diante da iniciação sexual cada vez mais precoce dos jovens e do aumento crescente na incidência das doenças sexualmente transmissíveis (DSTs) na população em geral, o especialista George Guedes Pereira ressalta que é fundamental o uso de preservativo em todas as relações.

“É de fundamental importância a obrigatoriedade do uso de preservativos durante o ato sexual. O desejo, a oportunidade, o desconhecimento, o excesso de autoconfiança, levam ao negligenciamento de sua utilização. Eles precisam ser conscientizados dos riscos e implicações inerentes que persistirão por meses após esse prazer fugaz, podendo perdurar até pelo resto de suas vidas”, alertou.

Para o urologista, a questão dos hábitos de higiene e cuidados com a saúde são assuntos que precisam ser abordados abertamente nas escolas por professores ou agentes de saúde capacitados. “Os jovens estudantes são igualmente semeadores de informações em seus ambientes familiares e grupos sociais”, lembrou.

E então, o que é fimose?

Fimose é a condição médica em que o prepúcio encontra-se em excesso. Nem sempre requer tratamento cirúrgico, conforme o urologista George Guedes Pereira. “A cirurgia pode ser indicada naqueles que apresentem dificuldade em exteriorizar a glande com o pênis em estado de ereção ou mesmo flácido, causando desconforto às relações sexuais, prejudicando o uso de preservativos ou até a higiene, nos portadores de balanopostite de repetição, que é a inflamação da glande e prepúcio mais comumente por fungos”, esclareceu.

No entanto, quem passou pela correção cirúrgica tem menos predisposição a desenvolver alguns tipos de DSTs ou até mesmo câncer de pênis. “O freio meatal, uma prega que liga o prepúcio ao meato da uretra, exerce a função fisiológica de ocluir a uretra durante a penetração do pênis, impedindo a entrada  de secreções que possam contaminar. Deve-se, portanto preservá-lo o suficiente para que exerça esse papel”, completou.

*Texto de Lucilene Meireles, do Jornal CORREIO

 

 

Paraíba já registra 210 mortes de mulheres por câncer de mama

Em 2019, já foram registrados 210 óbitos por câncer de mama e 85 óbitos por câncer de colo do útero na Paraíba. Os dados são da Secretaria de Saúde e revelam ainda que só no ano passado, foram 260 óbitos por câncer de mama e 147 óbitos por câncer de colo do útero. Já em 2017, foram registradas 217 mortes por câncer de mama e 148 por câncer de colo do útero.

Na Paraíba, estima-se que no biênio 2018/2019 terão 880 novos casos de câncer de mama e, desses, 240 ocorrerão na capital. No que se refere ao câncer de colo do útero estima-se 370 novos casos para o Estado e 80 novos casos para a capital.

De acordo com a médica Roseane Machado, diretora do Centro Especializado de Diagnóstico do Câncer (CEDC) estão disponíveis para atender a rede SUS 18 serviços com mamógrafos, sendo 13 públicos e cinco privados, conveniados com o Sistema Único de Saúde. Os exames de mamografias são ofertados pelos municípios.

Ela ainda informou que o estado possui cerca de 304.415 mulheres na faixa etária de 50 a 69 anos, mas que abaixo dessa faixa etária as mamografias diagnósticas são para os grupos com fatores de risco elevado para câncer de mama e que os exames de rastreamento no CEDC são realizados em mulheres a partir de 40 anos de idade.

 

clickpb

 

 

Câncer é diagnosticado tardiamente na Paraíba, diz relatório do TCU

Uma auditoria do Tribunal de Contas da União (TCU) verificou que o câncer tem sido diagnosticado de forma tardia na Paraíba e mais 13 estados.  A auditoria revelou que um alto percentual de pacientes está sendo diagnosticado com a doença em grau de estadiamento (classificação dos tumores) III e IV – estágio já avançado da doença.

O relatório apontou, ainda, ausência de informações consistentes e confiáveis que possibilitem o cálculo e o acompanhamento do tempo e dos valores despendidos para realização do diagnóstico do câncer. Também não foram identificados indicadores de desempenho e ferramentas administrativas que permitiriam a avaliação contínua da qualidade de cada etapa percorrida pelos pacientes para a identificação da doença e da própria efetividade das políticas aplicadas.

A auditoria foi realizada no Ministério da Saúde, na Secretaria de Atenção à Saúde (SAS/MS), no Instituto Nacional de Câncer José Alencar Gomes da Silva (Inca) e nas Secretarias Estaduais e Municipais de Saúde de quatorze estados (Alagoas, Amazonas, Amapá, Bahia, Ceará, Minas Gerais, Mato Grosso do Sul, Paraíba, Piauí, Paraná, Rondônia, Santa Catarina, São Paulo e Tocantins).

O objetivo da auditoria operacional foi avaliar a implementação da Política Nacional para a Prevenção e Controle do Câncer quanto ao acesso a serviços de diagnóstico. Foram coletadas e analisadas informações relacionadas aos oito tipos mais prevalentes de câncer no Brasil: próstata, mama, colo do útero, traqueia/brônquio/pulmão, cólon e reto, estômago, cavidade oral e tireoide.

Segundo o ministro Augusto Nardes, relator do processo, “a situação encontrada é preocupante e sinaliza que o que foi realizado no âmbito da Política Nacional para a Prevenção e Controle do Câncer não obteve a efetividade ao mínimo esperada”. Em seu voto, o ministro destaca que o País não tem sido capaz de alcançar a amplitude necessária para assegurar a detecção precoce da enfermidade em caráter nacional.

Com o objetivo de reverter esse quadro, a Corte de Contas determinou ao Ministério da Saúde que, no prazo de 90 dias, elabore e apresente ao Tribunal plano de ação contendo as medidas a serem adotadas, os responsáveis e o prazo para implementação das medidas.

O plano deverá conter uma série de ações, como o desenvolvimento de um programa para estruturação da rede de atenção à saúde em relação ao diagnóstico de câncer, a análise da viabilidade de criação de centros regionais de diagnóstico e a avaliação do desalinhamento entre os valores pagos pelo SUS e os custos efetivos da realização dos exames.

 

TCU

 

 

Doar sangue pode reduzir risco de doenças cardíacas e até câncer

Doar sangue faz bem! Sim, além de salvar vidas, o ato promove uma série de benefícios à saúde do doador, que vão desde a redução de risco de doenças cardíacas e de alguns tipos de câncer à satisfação em promover uma boa ação. O médico João Rodolfo ressalta os benefícios dessa atitude, que já foi cercada de mitos e que hoje é um procedimento simples, seguro e indolor.

Ele explica que existem estudos que comprovam que a doação de sangue reduz a viscosidade do sangue, permitindo assim, que os doadores sejam menos propensos a desenvolver doenças do coração. Sem falar que, segundo ele, o processo funciona como uma espécie de ‘limpeza sanguínea’.

“O nosso sangue é produzido na medula e renovado a cada três, quatro meses. Nesse processo, de uma forma bem simbólica, é como se dentro desse período o sangue fosse para o lixo; a doação de sangue é pegar algo que é nosso, que leigamente vai para o lixo e ajudar pessoas. Um processo simples, seguro e indolor”, afirmou João Rodolfo que é diretor-geral, médico e intensivista do Hospital Geral do Hapvida, em João Pessoa.

A doação também colabora com a redução de certos tipos de câncer. “Já houve a comprovação que a doação sanguínea promove a redução de alguns tipos de câncer pela redução oxidativos. Com a doação há uma renovação das células, com isso, as células velhas são renovadas”, ressaltou João Rodolfo.

Outro benefício, conforme explicou o médico, é a possibilidade de fazer uma espécie de mini-checkup, já que o doador precisa ser submetido a uma bateria de exames para identificação de possíveis doenças infecto-contagiosas, a exemplo de AIDS, Sífilis, Doença de Chagas, contato prévio com hepatite B e C e vírus HTLV., permitindo que o voluntário esteja mais atento à saúde.

“Sem falar na satisfação de promover o bem: o sentimento de poder ajudar de uma a quatro pessoas com uma única doação. Não existe outra forma de salvar a vida de quem precisa de doação se não for doando. Dessa forma, é possível ter uma satisfação, fortalecer a autoestima e ter a sensação de felicidade”, destacou.

Junho Vermelho

João Rodolfo ainda aproveitou para lembrar que este mês é dedicado a campanha de doação de sangue, no movimento que foi denominado de Junho Vermelho. Ele elogiou a iniciativa e disse que no Nordeste a data é ainda mais importante por causa dos festejos juninos, que acabam levando a um aumento na quantidade de feridos, o que consequentemente, faz que mais pessoas precisem de sangue.

“Esclarecer a importância da doação é o principal caminho. É preciso levar informação clara e objetiva sobre a doação para combater as ‘Fake News’, que muitas vezes afastam os doadores. “Uma única doação de sangue é capaz de salvar quatro vidas. Além disso, para quem doa há o benefício de poder ajudar quem não tem outra opção para saúde para seguir com a vida”, reforçou.

 

portalcorreio

 

 

Manchas podem ser sinal de câncer de pele

Fique alerta para procurar um dermatologista em qualquer sinal de mudança ou aparecimento de lesões na pele.
São Paulo, Maio de 2019 – O câncer de pele é o tipo de câncer mais incidente e corresponde a 30% de todos os tumores malignos registrados no Brasil- um número que chega a 180 mil novos casos por ano, segundo dados do INCA (Instituto Nacional de Câncer). O melanoma é o tipo menos frequente dentre todos os tipos de cânceres de pele, corresponde a 3% deste total, mas é considerado o mais grave e com grande potencial de se espalhar para outros órgãos.

De acordo com a Dra. Sheila Ferreira, oncologista do Centro Paulista de Oncologia (CPO) – Grupo Oncoclínicas, esse tipo de tumor tem origem no crescimento anormal dos melanócitos, células responsáveis pela pigmentação da pele e pode surgir em qualquer parte do corpo, inclusive em áreas não expostas diretamente ao Sol e menos visíveis, como o couro cabeludo.

A exposição à radiação ultravioleta, sem dúvida, representa o principal fator de risco para desenvolvimento do câncer de pele. Pessoas com pele, cabelos e olhos claros tem o risco aumentado de desenvolver o câncer de pele. A idade constitui outro fator, principalmente a partir da quinta década de vida, pois quanto maior o tempo de exposição da pele ao Sol, mais envelhecida ela fica. Evitar a exposição excessiva e constante aos raios solares sem a proteção adequada é a melhor medida – e isso vale desde a infância.

“O câncer de pele geralmente se manifesta como alterações de pele que podem se assemelhar a pintas ou manchas escurecidas, novas ou de nascença, que passam a apresentar modificações ao longo do tempo. Tais alterações suspeitas correspondem ao que qualificamos como ‘ABCD’- Assimetria, Bordas irregulares, Cor e Diâmetro”, explica a especialista. Qualquer novo sinal na pele ou mudança de uma mancha já existente deve ser um alerta para procurar um dermatologista. O diagnóstico é feito pela avaliação médica e biópsia da lesão suspeita.

Avaliação precoce é fundamental

O câncer de pele do tipo melanoma é, na maioria das vezes, agressivo, mas quando descoberto no início tem mais de 90% de chance de cura. Sinais ou manchas, muitas vezes, podem ser apenas lesões benignas- como um hematoma ocasionado por um impacto ou, ainda, uma infecção localizada, mas podem tratar-se de tumores de pele. “É preciso buscar aconselhamento médico especializado principalmente quando uma mancha surge repentinamente, sem que algum acontecimento justifique”, frisa Dra Sheila.

Uma vez feito o diagnóstico, quando a doença é localizada, o principal tratamento é a ressecção cirúrgica da área, ou seja, a retirada de todo o tecido comprometido e a avaliação ganglionar em casos indicados. Em estágios mais avançados da doença, o tratamento pode consistir na utilização de quimioterapia, radioterapia e/ou imunoterapia. Diversos estudos apontam bons resultados e respostas duradouras com a chamada imunoterapia, medicações que estimulam o sistema imunológico do paciente, fazendo com que o próprio sistema de defesa do organismo passe a reconhecer e combater as células “estranhas”. “Os sintomas não devem ser ignorados, mesmo que não causem qualquer desconforto. O melanoma pode avançar para gânglios linfáticos e é capaz de atingir outros órgãos, como cérebro, fígado, ossos e pulmões. A medida preventiva mais eficaz contra o câncer de pele consiste na redução da exposição ultravioleta sem proteção, particularmente da exposição ao Sol. Recomenda-se observar regularmente a própria pele à procura de lesões suspeitas e consultar um dermatologista anualmente para um exame completo. O diagnóstico precoce é fundamental para o combate ao câncer”, conta a especialista.

Sobre o CPO

Fundado há mais de três décadas pelos oncologistas clínicos Sergio Simon e Rene Gansl, o Centro Paulista de Oncologia CPO – Grupo Oncoclínicas, oferece cuidado integral e individualizado ao paciente oncológico. Com um corpo clínico com mais de 50 oncologistas e hematologistas e uma capacitada equipe multiprofissional com psicólogos, nutricionistas, farmacêuticos, enfermeiros e reflexologistas. Oferece consultas médicas oncológicas e hematológicas, aplicação ambulatorial de quimioterápicos, imunobiológicos e medicamentos de suporte, assistência multidisciplinar ambulatorial, além de um serviço de apoio telefônico aos pacientes 24 horas por dia e acompanhamento médico durante internações hospitalares.

O CPO possui a acreditação em nível III pela Organização Nacional de Acreditação (ONA) e a Acreditação Canadense Diamante (Accreditation Canada), do Canadian Council on Health Services Accreditation, o que confere ao serviço os certificados de “excelência em gestão e assistência” e qualifica a instituição no exercício das melhores práticas da medicina de acordo com os padrões internacionais de avaliação. A instituição possui uma parceria internacional com o Dana Farber Institute / Harvard Cancer Center, que garante a possibilidade de intercâmbio de informações entre os especialistas brasileiros e americanos, bem como discussão de casos clínicos. Além disso, ainda, proporciona a educação médica continuada do corpo clínico do CPO, com aulas, intercâmbios e eventos com novidades em estudos e avanços no tratamento da doença. Atualmente o CPO possui duas unidades de atendimento em São Paulo, nos bairros de Higienópolis e Vila Olímpia.

Sobre o Grupo Oncoclínicas

Fundado em 2010, é o maior grupo especializado no tratamento do câncer na América Latina. Possui atuação em oncologia, radioterapia e hematologia em 11 estados brasileiros. Atualmente, conta com mais de 60 unidades entre clínicas e parcerias hospitalares, que oferecem tratamento individualizado, baseado em atualização científica, e com foco na segurança e o conforto do paciente.

Seu corpo clínico é composto por mais de 450 médicos, além das equipes multidisciplinares de apoio, que são responsáveis pelo cuidado integral dos pacientes.

O Grupo Oncoclínicas conta ainda com parceira exclusiva no Brasil com o Dana-Farber Cancer Institute, um dos mais renomados centros de pesquisa e tratamento do câncer no mundo, afiliado a Harvard Medical School, em Boston, EUA.

Para obter mais informações, visite www.grupooncoclinicas.com.

 

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Crescimento da próstata é câncer?

Dr. Francisco Carnevale explica a diferença entre as duas doenças e quais são os tratamentos para cada uma delas

A próstata é uma glândula presente no organismo masculino, do tamanho de uma noz, responsável pela produção do líquido seminal. Por volta dos 45 anos, ela tende a aumentar naturalmente de tamanho, no que chamamos de Hiperplasia Benigna da Próstata (HPB). Essa condição atinge cerca de 14 milhões de brasileiros de acordo com a Sociedade Brasileira de Urologia e pode causar obstrução parcial ou totalmente da uretra, sendo, por isso, considerada uma doença.

O aumento da glândula não tem relação alguma com o câncer de próstata e a diferença entre a HPB e o câncer é justamente a benignidade do crescimento da glândula, enquanto que o tumor pode se espalhar para outros órgãos (metástase) e levar o paciente ao óbito. “Há outras diferenças também. Na HPB, dentre os principais sintomas estão a dificuldade e a necessidade frequente e urgente de urinar, o aumento da micção noturna, a constante sensação de não esvaziamento completo da bexiga, entre outros. Já no caso dos tumores malignos de próstata, a grande maioria cresce de forma tão lenta que nem chega a dar sinais durante a vida”, explica o Professor Dr. Francisco Cesar Carnevale, médico do CRIEP – Carnevale Radiologia Intervencionista Ensino e Pesquisa, da capital paulista.

A HPB, portanto, não é um tipo de câncer e não apresenta relação com o câncer de próstata, nem aumenta as chances de desenvolvimento do mesmo. “Porém, um homem pode desenvolver HPB e câncer de próstata ao mesmo tempo. Daí a importância de consultar um médico urologista para o diagnóstico e terapia adequada”, alerta o médico.

Existe também diferença nos tratamentos das duas doenças. Alguns tipos de câncer de próstata crescem lentamente e demandam monitoramento. Outros tipos são agressivos e necessitam de radioterapia, cirurgia, terapia hormonal, quimioterapia ou outras opções terapêuticas. Já a HPB pode ser tratada por meio de um método minimamente invasivo: a chamada Embolização das Artérias Prostáticas (EAP), realizada por via endovascular para reduzir o fluxo de sangue da glândula. O procedimento é feito com anestesia local e o paciente recebe alta algumas horas após a intervenção.

“O objetivo é diminuir o volume e alterar a consistência da próstata, tornando-a mais macia e os resultados são muito satisfatórios: “Já tratamos mais de 400 pacientes e a taxa de sucesso ficou entre 90 a 95%”, conclui o médico.

Prof.  Dr. Francisco Cesar Carnevale – médico do CRIEP – Carnevale Radiologia Intervencionista Ensino e Pesquisa – autoridade médicareferência nacional e internacional em Radiologia Intervencionista, Angiorradiologia e Cirurgia Endovascular. Sua principal linha de pesquisa está focada no tratamento de pacientes com sintomas do trato urinário inferior associados ao crescimento da próstata pela Hiperplasia Prostática Benigna (HPB). Pioneiro a publicar na literatura científica mundial, a técnica de Embolização das Artérias da Próstata (EAP) dentro do Hospital das Clínicas da FMUSP, sob a supervisão dos professores Miguel Srougi e Giovanni Guido Cerri.  É diretor de Radiologia Vascular Intervencionista do Instituto de Radiologia (InRad-HCFMUSP), do Instituto do Coração (InCor-HCFMUSP) e do Hospital Sírio Libanês, em São Paulo (SP). É responsável pelas disciplinas de Graduação e Pós-graduação na área de Radiologia Intervencionista da Faculdade de Medicina da USP (FMUSP).

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Assessoria de Comunicação

 

 

Projeto fixa prazo de 30 dias para realização de exames de câncer na rede pública de saúde da Paraíba

Projeto fixa prazo de 30 dias para realização de exames de câncer na rede pública de saúde da Paraíba

A Comissão de Saúde, Saneamento, Assistência Social e Segurança Alimentar da Assembleia Legislativa da Paraíba (ALPB) realizou reunião, nesta quinta-feira (9), e aprovou o projeto de Lei 142/2019, que estabelece o prazo máximo de 30 dias para a realização de exames de pessoas com neoplasia maligna (câncer) nas unidades do Sistema Único de Saúde (SUS) no estado. A proposta é de autoria do deputado Wilson Filho.

“É um projeto extremamente viável, pois é um prazo necessário para salvar vidas. Sabemos que o câncer é uma corrida contra o tempo e quem já passou por isso sabe a importância dessa proposta. Cerca de nove mil pessoas foram diagnosticadas com a doença na Paraíba. Hoje, essa aprovação foi mais um avanço nosso e o passo seguinte é encaminhar o projeto ao plenário para ser analisado por todos os parlamentares”, explicou Wilson Filho.

Durante a reunião, a comissão apreciou 12 matérias. Os membros também aprovaram um requerimento de autoria do Doutor Érico, que pretende possibilitar a visita da Comissão de Saúde da Casa aos municípios paraibanos. “A nossa ideia é visitar as unidades hospitalares para podermos debater com mais conhecimento e, assim, construir projetos de Lei que possibilitem melhorar a saúde do Estado”, ressaltou Doutor Érico, presidente da comissão.

Outro projeto aprovado pelos parlamentares foi o 114/2019, de autoria do deputado Ricardo Barbosa. A proposta dispõe sobre a obrigatoriedade de oferecimento de acomodação separada para as mães de natimorto ou mães com óbito fetal, atendidas na rede pública de saúde. Também foi aprovado o projeto 32/2019, de autoria do deputado Júnior Araújo, que proíbe a oferta de ‘embutidos’ na composição da merenda de escolas e creches da rede pública estadual.

Participaram da reunião os deputados Doutor Érico, Cabo Gilberto, Ricardo Barbosa e Wilson Filho.

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