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Morre em João Pessoa o jornalista Adelson Barbosa, vítima de câncer

Morreu no Hospital Memorial São Francisco, em João Pessoa, neste sábado (27), o jornalista Adelson Barbosa. Ele enfrentava um câncer no cérebro desde 2018 e havia sido internado hoje após sofrer uma piora no quadro de saúde.

Adelson Barbosa fez parte do Sistema Correio e trabalhou até o fechamento do jornal Correio da Paraíba.

Ele estava se tratando em casa do câncer até ser internado neste sábado. Atualmente mantinha um site próprio e estudava História.

As informações de velório e sepultamento não foram divulgadas, até o início da noite deste sábado.

 

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Duas Estradas confirma óbito por Coronavírus; paciente tinha câncer

Na noite desta quarta-feira (10) a Prefeitura Municipal de Duas Estradas, agreste Paraibano, confirmou o primeiro óbito por Coronavírus no município.

De acordo com nota divulgada pela gestão, o paciente tinha câncer e estava internado no Hospital Regional de Guarabira, após o teste para Covid-19 dar positivo ele foi transferido para a UPA, mas devido a complicações o mesmo veio a óbito.

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Covid-19: pandemia atrapalha diagnósticos e rotina de tratamento de pacientes com câncer

O medo, o receio da contaminação pelo novo coronavírus (Covid-19) tem alterado a rotina de todos. A hashtag #Fiqueemcasa virou bordão das autoridades em saúde pública diante da atual crise sanitária que aflige o mundo. No entanto, o mesmo #Fiqueemcasa tem reduzido a realização de exames para diagnósticos de doenças graves, como o câncer, por exemplo, nas unidades de saúde.

De acordo com dados da Organização Mundial de Saúde (OMS), a pandemia se tornou um obstáculo a mais na vida daqueles que precisam dar sequência ao tratamento oncológico. Segundo pesquisa publicada pela  OMS na última segunda-feira (1º), dezenas de países tiveram o acesso a esse tipo de serviço abalado pelos efeitos da Covid-19. O estudo realizado em 155 países durante três semanas constatou um impacto global, principalmente, nos países de baixa renda.

Na Paraíba, a redução na manutenção da rotina de tratamentos oncológicos também foi observada. Ao PB Agora, o doutor Thiago Lins Almeida, coordenador do Projeto de Educação Continuada em Oncologia Clínica e Cirúrgica (ECOCC), da Universidade Federal da Paraíba (UFPB), e professor da disciplina de Oncologia no curso de Medicina da instituição, revelou que o fenômeno é mais um dano social causado pela atual crise sanitária. Professor Thiago destacou que o câncer não segue o calendário imposto à sociedade pelas medidas de isolamento social, desta forma, a realização de exames para o diagnóstico da doença e os procedimentos para o tratamento precisam continuar. “Com a pandemia da Covid-19, muitos serviços precisaram se readequar e a população também ficou receosa em procurar atendimento com o oncologista e realizar seus exames preventivos.  Precisamos lembrar que o câncer não obedece a quarentena e devemos manter o contato com o médico para decidir o melhor momento da realização da consulta e dos exames”, explicou.

O contato com o médico deve permanecer mesmo durante o isolamento e, para isso, doutor Thiago Lins argumenta que a tecnologia pode ser uma parceira, já que a telemedicina (conversa com o profissional da saúde através de videoconferência) pode atuar no acompanhamento e na decisão pela realização ou adiamento de exames e cirurgias. “Essa definição deve ser profissional porque alguns exames e tratamentos não podem ser adiados. Os grandes hospitais e as clínicas especializadas no diagnóstico e tratamento do câncer já estão adaptadas e prontas para proteger os pacientes e seus funcionários também”, disse.

A pesquisa feita pela OMS revelou que 42% dos países pesquisados  interromperam parcial, ou até mesmo completamente, os serviços para tratamento do câncer. Além disso, o paciente oncológico está inserido no grupo de risco para a pandemia, o que resultou no afastamento dessas pessoas das unidades hospitalares. “O medo sempre nos atrapalha no dia a dia. Em especial, quando falamos em câncer na era Covid. Precisamos evitar o adiantamento de diagnósticos e de tratamentos contra o câncer nesse momento de pandemia, porque podemos estar permitindo que o câncer se espalhe por todo o corpo. E isto é muito temerário, uma vez que reduz muito a chance de controle e cura”, alertou o médico.

Na necessidade de um diagnóstico precoce para o sucesso do tratamento e a cura, o #Fiqueemcasa não deve ser primordial. Professor Thiago Lins acrescenta que as chances de cura e resolução da doença são muito elevadas se diagnosticado inicialmente. Porém, se essa decisão for adiada em razão da pandemia, como tem sido o caso, o resultado, em breve, poderá ser a elevação dos números de pacientes oncológicos. “Poderemos  nos deparar com o câncer em seu estágio mais avançado ou sem possibilidade de tratamento cirúrgico ou antineoplásico”.

Mesmo focado no enfrentamento à pandemia, o professor Thiago Lins esclarece que o poder público, no que se refere à saúde e, em especial, a saúde oncológica, está otimizando sua articulação nas três esferas, bem como, mantendo o diálogo com o Conselho Regional de Medicina da Paraíba (CRM-PB) e o Hospital Napoleão Laureano, referência no estado. “A dificuldade de transporte, acesso e logística veio para todos, bem como para o setor público e setor privado. Neste momento, precisamos unir forças para não sermos surpreendidos com uma grande população de câncer intratável nos próximos anos, após o controle da Covid-19. Afinal, grande parte da população será curada dessa doença, mas o risco de termos câncer permanecerá”, analisou.

Manter o isolamento e respeitar as ações de distanciamento, podem sim ser vitais para o paciente em tratamento do câncer, no entanto, a interrupção desse tratamento ou o adiamento de um possível diagnóstico não devem ocorrer, explica o professor da UFPB. “Por isso, precisamos analisar individualmente qual o melhor benefício em manter o tratamento e quais malefícios podemos ter em adiá-lo. Estamos vivendo um cenário novo de conjunção de uma pandemia (Covid-19) e uma endemia (câncer), e precisamos decidir pelo melhor ao paciente. Vale salientar, que mesmo em lockdown, esta população está autorizada a manter seu tratamento”, declarou o coordenador do ECOCC-UFPB, que visando contribuir com esses pacientes, abriu um canal de comunicação com a sociedade para orientações e esclarecimentos durante a pandemia. Dr Thiago explica que basta o usuário entrar em contato pelo perfil @ecocc no Instagram para ter suas dívidas sanadas.

É necessário que todos, inclusive o paciente oncológico, que busquem se adaptar a esta nova realidade, afirma o professor, até porque ainda não se sabe quando toda a situação estará normalizada. Os cuidados adotados por estes pacientes para a prevenção contra o novo coronavírus deverá ser permanente, alertou o coordenador do ECOCC, Thiago Lins. “Devemos manter os cuidados de proteção contra a Covid-19 e também manter os cuidado preventivos contra o câncer, como: boa alimentação, praticar atividades físicas e realizar sim os exames complementares de prevenção para diagnóstico precoce”.

 

PB Agora

 

 

Morre vereadora de Caiçara vítima de câncer

Morreu nesta terça-feira (12) a vereadora de Caiçara, agreste Paraibano, Lúcia de Manoel Afonso.

De acordo com as informações, a parlamentar vinha há um bom tempo em tratamento contra o câncer e infelizmente não resistiu após complicações.

Parentes amigos e políticos da cidade usaram as redes sociais para lamentar o ocorrido.

 

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Outra lei garante gratuidade em ônibus intermunicipal a pacientes com câncer

A Secretaria Municipal de Proteção e Defesa do Consumidor (Procon-JP) informou nesta quinta-feira (13) que notificou o Sindicato das Empresas de Transporte de Passageiros do Estado da Paraíba (Setrans-PB) para que cientifique os associados sobre o Estatuto do Portador de Câncer (lei estadual 11.298/2019), que garante o gratuidade da pessoa com câncer em transporte intermunicipal na Paraíba. A Companhia Brasileira de Trens Urbanos (CBTU) também foi notificada. Veja aqui a lei na página 2.

De acordo com o secretário Helton Renê, o Estatuto do Portador de Câncer (lei 11.298/2019) está em vigor e deve ser cumprido pelas empresas de transporte que operam nas linhas intermunicipais.

“Apesar da Lei do Passe Livre (9.115/2010) ter sido declarada inconstitucional pelo STF por vício de iniciativa, o Estatuto do Portador de Câncer está em plena vigência e tem que ser cumprido. Portanto, as pessoas que têm direito de utilizá-lo devem cobrar sua aplicação e, em caso de resistência das empresas, devem acionar os órgãos de defesa do consumidor. No caso da Capital, o Procon-JP”.

A lei em vigor aplica-se aos serviços de transporte público coletivo intermunicipal operados em linhas regulares, com veículos convencionais nas modalidades rodoviária, ferroviária e aquaviária. A lei ainda estipula a obrigatoriedade da reserva de 3% do total de assentos, em cada viagem, da capacidade indicada de cada veículo para uso preferencial do beneficiário do passe livre e do seu acompanhante, quando houver necessidade.

O Setrans foi procurado pelo Portal Correio para comentar o caso, mas o superintendente José Augusto Morosini informou que ainda não tinha informações sobre a notificação.

Gratuidade

O Estatuto do Portador de Câncer prevê, em seu artigo 16, o direito ao transporte gratuito da pessoa portadora de câncer em tratamento, comprovadamente carente (com renda de até dois salários mínimos), no sistema de transporte público coletivo intermunicipal. A lei estadual 11.298/2019 garante, ainda, que o doente poderá ser acompanhado e que o mesmo também terá passe livre, desde que o portador da doença comprove a necessidade de acompanhamento, que deve ser atestada por equipe médica autorizada, e que será identificado como seu responsável durante toda viagem.

Documentos

Para ter direito ao passe livre no transporte intermunicipal, o portador de câncer deverá apresentar como documentação, os dados do seu prontuário médico-hospitalar, atestados, laudos, resultados de exames, e biópsias, que devem estar devidamente assinados pelo médico que assiste o doente ou pelo hospital em que realiza o tratamento.

Atendimentos do Procon-JP na Capital 

  • Sede – segunda a sexta-feira: 8h às 14h na sede situada na Avenida D. Pedro I, nº 473, Tambiá
  • MP-Procon – segunda a sexta-feira: 8h às 17h na sede situada no Parque Solon de Lucena, Lagoa, nº 300, Centro
  • Uninassau: segunda a sexta-feira das 8h às 17h, no Núcleo de Práticas Jurídicas da Faculdade Uninassau, na av. Amazonas, 173, Bairro dos Estados
  • Telefones: 3214-3040, 3214-3042, 3214-3046, 2107-5925 (Uninassau) e 0800 083 2015

 

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Deputado Tião Gomes defende passagem gratuita para pessoas com câncer

O deputado estadual Tião Gomes (Avante) lamentou a decisão judicial de inconstitucionalidade da Lei 9.115/2010 que garantia o direito a passagens gratuitas nos ônibus intermunicipais para pessoas com câncer na Paraíba.

Pacientes com câncer na Paraíba não têm mais o direito a passagens gratuitas nos ônibus intermunicipais, desde a quinta-feira (6), quando o Instituto de Polícia Científica (IPC) da Paraíba recebeu notificação da Justiça e suspendeu a emissão das carteirinhas de gratuidade, devido a decisão do Supremo Tribunal Federal.

Tião Gomes afirma que o legislativo paraibano deve agir para que uma Lei da Casa que estava em vigor e auxiliando milhares de paraibanos permaneça em atividade.

“Respeitamos a decisão judicial, mas é um ato desumano tirar direitos de quem apenas luta para ter saúde. Temos que reconhecer que o Estado tem o compromisso de cuidar dessas pessoas, e com a carência da maioria de nossos municípios, as pessoas com câncer necessitam realizar deslocamentos. Via de regra para a Capital João Pessoa e agora sem direito a passagens gratuitas tudo ficará ainda mais difícil para quem já sofre com a saúde debilitada. Vamos unir o parlamento em prol dessa luta e acionar o Governo do Estado para efetivar e autorizar a gratuidade ”, pontua Tião Gomes.

A decisão do Supremo Tribunal Federal aponta que a norma da gratuidade não poderia ter sido criada pela Assembleia Legislativa da Paraíba, mas sim pelo Executivo, algo que o deputado Tião Gomes acredita que pode ser revertido o mais breve possível.

 

portaldolitoralpb

 

 

Instituições procuram governo do Estado em luta por gratuidade de passagens intermunicipais para portadores de câncer

O Secretário de Desenvolvimento Humano do Estado da Paraíba, Tibério Limeira, recebeu nesta segunda-feira (10) representantes de instituições organizadas em luta pela gratuidade do transporte intermunicipal para portadores de câncer. Participaram integrantes do Instituto Vem Cuidar de Mim, Rede Feminina de Combate ao Câncer, Donos do Amanhã e Casa do Menor com Câncer.

As instituições solicitaram que o governador João Azevêdo apresente uma Medida Provisória na ALPB que reestabeleça a gratuidade nos transportes intermunicipais para os portadores de câncer.

De acordo com João Eduardo, do Instituto Vem Cuidar de Mim, “esta decisão em muitos casos inviabiliza a continuidade do tratamento para muitos portadores de câncer, de extrema situação de carência e que residem distante desses hospitais de referência, trazendo a eles um grande risco de morte, pois o poder público não oferta o tratamento em regiões próximas a sua moradia.”

Na próxima sexta-feira (14), as instituições vão realizar um protesto em frente ao Hospital Laureano em apelo pela gratuidade dos transportes intermunicipais para os portadores de câncer.

 

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Pacientes com câncer perdem gratuidade em ônibus intermunicipais na PB

Uma decisão do Supremo Tribunal Federal (STF) tornou inconstitucional a lei estadual 9.115/10 que garantia gratuidade em ônibus intermunicipais dentro da Paraíba a pacientes com câncer e acompanhantes.

As informações foram repercutidas nesta sexta-feira (7), pela TV Correio, a partir do vídeo da telespectadora Edlane Palmeira, que questionou o porquê do benefício não estar mais disponível nos guichês das empresas.

A lei do ‘Passe Livre’, que valia desde 2010, dizia que o benefício atendia um portador de câncer e até três acompanhantes, sendo um acompanhante por viagem; apenas para o serviço regular convencional e ainda garantia que o transporte deveria ser sempre feito em acomodação adequada.

Em 2018, o Sindicato das Empresas de Transporte de Passageiros do Estado da Paraíba (Setrans-PB) acionou a Justiça contra a medida. No STF, a lei foi declarada inconstitucional por “vício de iniciativa”, ou seja, deveria ter sido criada por um Poder, mas foi elaborada por outro. A lei foi criada em 2010 pelo então deputado Quinto de Santa Rita e sancionada pelo governador da Paraíba na época, o atual senador José Maranhão (MDB).

A partir de agora, pacientes com câncer que precisem viajar dentro da Paraíba, junto com o acompanhante, deverão pagar passagens normalmente, seja preço inteiro ou valor de estudante, a depender da condição do passageiro.

O diretor do Instituto de Polícia Científica (IPC), Marcelo Burity, disse à TV Correio que o órgão emitiu mais de 4,5 mil carteirinhas para o benefício que era previsto na lei, mais 9 mil para acompanhantes. Ele explicou que o caso não cabe mais recurso porque já consta como “transitado em julgado” e só poderia ser alterado com a criação de uma nova lei.

 

(Foto: Reprodução/TV Correio)

TV Correio

 

 

Câncer de boca atinge 14 mil ao ano no Brasil; saiba como evitar doença

O Dia Mundial do Câncer, 4 de fevereiro, tem o intuito de conscientizar a população sobre a importância de hábitos saudáveis para prevenção da doença e mobilizar os governos para a criação de medidas de controle do câncer. Nesta data, o Conselho Regional de Odontologia de São Paulo (CROSP), alerta para um dos tipos da doença que mais acometem os brasileiros: o câncer de boca.

O câncer da cavidade oral aparece na 12º posição entre os tipos mais frequentes da doença no Brasil, sendo o 5º mais comum considerando apenas homens, que representam mais de 70% dos casos. Levantamento do Instituto Nacional do Câncer (INCA) estima que mais de 14 mil casos sejam registrados no país anualmente.

Segundo o cirurgião-dentista Celso Lemos, integrante da Câmara Técnica de Estomatologia do CROSP, a faixa etária que mais sofre com a doença é a dos 50 aos 60 anos. Isso porque a incidência do tabagismo, uma das principais causas da doença, é bastante alta nesse grupo.  “Cerca de 80% dos pacientes diagnosticados nessa faixa etária fumam ou fumaram por muito tempo, além do consumo de álcool em excesso”, afirma o profissional.

Outros fatores estão relacionados com esse tipo de câncer, como maus hábitos de higiene oral e o vírus HPV. “Nos últimos anos foi detectada a relação entre o vírus HPV e os tumores de orofaringe (base da língua e garganta). Portanto, a recomendação é usar preservativo nas relações sexuais e vacinar meninas e meninos, a partir dos 8 anos de idade, contra o HPV”, alerta Lemos.

Diagnóstico

O diagnóstico tardio é um dos maiores problemas para quem enfrenta o câncer de boca, uma vez que, na maioria dos casos, a doença não apresenta sintomas nos estágios iniciais.  Por isso a importância de consultas regulares. “Visitas periódicas as(os) cirurgiãs(ões)-dentistas e a atenção a qualquer sinal de alteração nas mucosas da boca, aumentam as chances de um diagnóstico precoce, que poderá ser feito por uma(um) estomatologista”, diz Lemos.

Os primeiros sinais do câncer bucal incluem manchas brancas ou vermelhas na mucosa da boca, aumento de volume em regiões da boca, cabeça e pescoço e feridas semelhantes a aftas, que não cicatrizam após 15 dias.

Assessoria

 

 

Paiva Netto: Câncer de Mama

O Dia Mundial Contra o Câncer e o Dia Nacional da Mamografia (respectivamente em 4 e 5 de fevereiro) chamam-nos a atenção sobre um mal que acomete cada vez mais pessoas.

Segundo informa o Instituto Nacional de Câncer (Inca), quase 60 mil novos casos de câncer de mama deverão ser diagnosticados no país a cada ano. E ainda ressalta que este é o “tipo de câncer mais comum entre as mulheres no mundo e no Brasil, depois do de pele não melanoma, respondendo por cerca de 25% dos casos novos a cada ano. No Brasil, esse percentual é de 29%. O câncer de mama também acomete homens, porém é raro, representando apenas 1% do total de casos da doença”.

Conforme ressalta o Inca, “o exame clínico da mama deve ser feito uma vez por ano pelas mulheres entre 40 e 49 anos. E a mamografia deve ser realizada a cada dois anos por mulheres entre 50 e 69 anos, ou segundo recomendação médica”. E mais: “Embora a hereditariedade seja responsável por apenas 10% do total de casos, mulheres com história familiar de câncer de mama, especialmente se uma ou mais parentes de primeiro grau (mãe ou irmãs) foram acometidas antes dos 50 anos, apresentam maior risco de desenvolver a doença. Esse grupo deve ser acompanhado por um médico a partir dos 35 anos (…)”.

Quando detectado nos estágios iniciais, as chances de cura são de aproximadamente 95%. Contudo, aponta Ricardo Caponero, presidente do Conselho Científico da Federação Brasileira de Instituições Filantrópicas de Apoio à Saúde da Mama (Femama), “ainda falta conscientização das mulheres para a importância da realização periódica da mamografia. (…) Apenas 30% das mulheres fazem o exame”. Desde 2009, o procedimento tem cobertura gratuita pelo Sistema Único de Saúde (SUS), direito assegurado pela Lei no 11.664/2008. Em prol de sua saúde, as mulheres não podem abrir mão desse benefício.

Prevenção

Para melhor conhecimento de todos sobre o assunto, vale consultar o site do Inca (www.inca.gov.br). Vejam, por exemplo, algumas dicas de prevenção: “Controlar o peso corporal e evitar a obesidade, por meio da alimentação saudável e da prática regular de exercícios físicos, e evitar o consumo de bebidas alcoólicas são recomendações básicas para prevenir o câncer de mama. A amamentação também é considerada um fator protetor”.

Não prescindamos igualmente de recorrer ao Amparo Celeste, que tem em Jesus, o Divino Médico, o inesgotável manancial da saúde almejada por todos. Saúde espiritual e corpórea.

José de Paiva Netto, jornalista, radialista e escritor.

paivanetto@lbv.org.br – www.boavontade.com